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Mousse de chocolate branco com calda de maracujá

Eu vivo dizendo o quanto os contrastes são interessantes em um prato e, de fato, acredito até que o sucesso de certas receitas estão justamente no acerto desses contrastes. Por exemplo, sou doida por aquela sensação de algo doce e salgado combinados à perfeição em receitas agridoces, nas quais você consegue sentir todos os sabores sem que pra isso eles precisem “brigar” na sua boca. Também valorizo bastante os contrastes de texturas, tão importantes na maioria dos pratos, mas muitas vezes esquecidos pelos cozinheiros.

Aqui nessa receita entra um outro contraste que eu particularmente adoro – doce e azedo. Na verdade, como não sou uma pessoa tão apaixonada assim por doces, a presença de um azedinho qualquer em uma sobremesa acaba sempre ganhando meu coração. E aqui essa função coube ao maracujá, que ganhou ainda um certo glamour com a água de flor de laranjeira e equilibrou perfeitamente o açúcar do chocolate branco.

Uma receita fácil e que encerra com chave de ouro qualquer refeição especial. E servida assim, no próprio maracujá,  ah… fica um charme, não fica?

Para começar, derreta em banho-maria 250gr de chocolate branco (importante usar um de boa qualidade, tá?) com 80 ml de creme de leite fresco e as favas de metade de uma baunilha (na falta da fava, substitua por 1 colher de sobremesa de extrato).

Depois de derretido, leve o chocolate para a batedeira e comece a acrescentar, uma a uma, 3 gemas, batendo bem entre cada adição, até formar um creme homogêneo. Reserve.

Bata 350ml de creme de leite fresco até o ponto de picos moles e adicione ao chocolate reservado.

Para finalizar, adicione devagar as 3 claras batidas em neve, tomando sempre o cuidado de mexer delicadamente, que é o que garantirá a textura bacana de sua mousse.

Pronto! É só colocar em tacinhas individuais ou em uma travessa grande e levar à geladeira por pelo menos 3 horas. Na hora de servir, regue com a calda de maracujá.

Para fazer a calda de maracujá

Retire a polpa de 2 maracujás grandes e leve para o fogo em uma panela com 50ml de água de flor de laranjeira. Mexa e cozinhe até que o líquido tenha reduzido e a calda esteja mais espessa. Sirva frio por cima da mousse.

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Massa com tomate e alho negro

É mais fácil abrir o pacotinho de molho, eu sei. Também sei que fazer o próprio molho pode ser demorado, tem o lance de apurar, de tirar a acidez… mas sabia que dá para acompanhar a massa apenas com um tomate vermelhinho picado (de preferência sem pele e sem semente), num esquemão bem pá-pum, perfeito para dias mais preguiçosos?

Aqui, foi na base desse trucão… azeite, alho e cebola em uma frigideira, os tomates picadinhos, uma pitada de açucar, sal e pimenta. Deixa o tomate dar uma ligeira amaciada, junta a massa já cozida e um pouquinho só da água do cozimento dela e… voilà! Massa simples, saborosa, rápida e sem precisar apelar para a solução pronta e nem passar horas a espera de um molho de tomate caseiro (se bem que, tendo tempo disponível, se joga nessa empreitada, viu? lá embaixo tem  links com receitas).

Eu dei um glam na massa (essa sim, pronta… La Vera Pasta de brie com amêndoas, porque eu sou filha de Deus também né?) com alho negro (tks @marisaono pela graça alcançada!) mas só um bom parmesão ralado já é o bastante para tornar a sua refeição uma das mais honestas (e deliciosas) possíveis.

***

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Torta de pão com recheio de frango e creme de palmito

Se você foi criança nos anos 70 e viveu no interior de São Paulo, provavelmente viu a foto acima e teve um pequeno momento revival, não foi?

Pois é, essa famosa torta gelada de pão de forma era presença garantida em festinhas na escola, visitas à casa da tia (tia adora fazer essa torta) e até, sério mesmo, em casamento eu cheguei a comê-la – glamour era uma palavra desconhecida, admito ;)

Enfim, trata-se portanto de um prato nostálgico. Alguns dirão que é brega, e talvez seja mesmo – pra quem, é claro, se dá com essa coisa de rótulos e padrões – outros acharão uma receita boba e sem graça, mas o fato é que quem prova uma torta de pão bem feita rapidinho se desfaz desse monte de “achismos” e acaba é achando muito bão e ponto.

Eu não tive como escapar da vontade louca de fazer a torta quando me deparei com esse pão de forma colorido na Santa Marcelina. Se eu fosse mais pheena, ia atacar de canapés – e esse pão deve se prestar maravilhosamente a isso – mas como sou apenas uma grande saudosista, me joguei na invenção de recriar a torta da minha infância e ó… não é por nada não mas eu arrasei. Dá uma olhada se tinha alguma chance disso não ficar uma delícia…

1 – Para começar, providenciei um creme de palmito: cebola e alho no azeite até murchar, palmito picadinho, uma colherada de farinha de trigo, frita bem, junta leite, tempera com sal e pimenta e deixa o creme engrossar.
2 – Depois, foi a hora de preparar um frango desfiado bem temperadinho – leva alho, cebola, milho verde, tomate cereja picado, salsinha, bastante manjericão, sal e pimenta a gosto.
3 – Para dar ainda mais sabor, uma pasta de ricota com azeitonas pretas, os dois juntos processados e levemente temperado com sal e azeite.

Tudo isso pronto, foi só começar a montar as camadas da torta, alternando os recheios.

Para finalizar, cobri com um creme feito com maionese, creme de leite e requeijão. Há quem cubra só com um ou com outro e não tem nenhum problema nisso. Eu preferi a mistura dos três e o resultado foi um creminho bem suave. Salpiquei gergelim e levei à geladeira até o momento de servir.

Aliás, para servir o melhor acompanhamento é tubaína… mas né, se você não quiser ser tãããããõ nostálgica assim, libero um suco ou refrigerante comum =)

Nem preciso dizer que rechear uma torta de pão nada mais é do que um exercício de criatividade, né? Praticamente tudo que tiver dentro da sua geladeira pode servir de recheio. A única observação é não usar recheios muito molhados, para não amolecer demais o pão. O resto vale tudo… e dá para abusar bastante das cores, mesmo utilizando um pão de forma comum – cenoura e beterraba raladinhas dão um colorido bacana e o mesmo vale para pastinhas com azeitonas pretas, salsinha, brócolis cozido, mandioquinha… quanto mais colorida a torta, mais batuta ela fica :)

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Torta folhada de arroz doce e ricota

Eu não sou fã de arroz doce mas quando vi uma receita de torta com ele, não resisti à tentação de saber como ficava o resultado. E, quer saber? É muito bom! Um doce bem diferente e ideal para quem não curte doces melados – e com café fresquinho vai muito bem.

A ideia veio do livro Risotto, mas fiz várias alterações e ajustes – tantas que até fiquei com medo de dar “zebra”…rs (o que, felizmente, não deu).

Bom, o primeiro passo é fazer o arroz doce. Para isso, usei 1 xícara de arroz arbóreo, 1 litro de leite, 2 colheres (sopa) de açucar, 1 colher chá de raspas de limão siciliano e cravos.
Nenhum mistério – juntar todos os ingredientes em uma panela e cozinhar por 20 minutos ou até que o arroz esteja cozido nas pontas mas ainda firme no centro.

Depois de cozido, é só colocar o arroz em uma assadeira para que esfrie mais rápido e reservar.

Enquanto isso, abra uma massa folhada e com ela forre o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível e leve para pré-assar por uns 10 minutos.

Para finalizar o recheio da torta misture em uma tigela: 3 ovos batidos, 350gr de ricota fresca, 9 colheres de açucar, uma pitada de sal e as raspas todas de 1 limão siciliano (somente a parte colorida! nada de ralar junto a parte branca, ok?). Misture bem e incorpore  o arroz doce já frio (ou no mínimo morno).

Coloque o recheio na fôrma com a massa pré-assada, cubra com o restante da massa folhada e leve ao forno por 50 minutos ou até que a massa esteja dourada e o recheio passe pelo teste do palito.

Eu gostei de servir a torta morninha para tomar com café, mas penso que, se fosse o caso de uma sobremesa, uma bola de sorvete seria um acompanhamento ideal também.

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Bolo gelado de coco

Simplesmente um clássico. Servido em papel alumínio, molhado e docinho, esse bolo era presença garantida nos aniversários na infância. Diga quem foi criança nos anos 80 e nunca topou com esse bolo nas festinhas na escola?

Por conta dessa memória afetiva, e também porque o bolo é bem gostoso, foi ele que escolhi para a comemoração do meu último aniversário. Foi feito pela minha mãe, com uma receita bem clássica e fácil, olha só…

Na batedeira bata 4 gemas, 2 colheres de margarina sem sal e 1 1/2 xícara de açucar, até ficar aquele creminho clarinho. Depois, vá juntando 2 1/2 xícaras de farinha de trigo e 1 xícara e mais um pouquinho de leite alternadamente e continue batendo. No final, junte 1 colher de sopa de fermento em pó e as 4 claras batidas em neve. Asse em forma untada e enfarinhada até o teste do palito.

Para molhar e “empanar o bolo”: 1 vidro de leite de coco, 1 lata de leite condensado e 1 pacote de coco ralado (mais 1 pacote para empanar), tudo batido no liquidificador.
Com o bolo ainda quente, faça furos com o garfo e regue com um pouco da mistura batida. Espere esfriar, corte o bolo em quadradinhos do tamanho que desejar, mergulhe na mistura batida no liquidificador e depois passe sobre coco ralado. Embrulhe em papel alumínio e leve à geladeira até o momento de servir.

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Raclete com polenta brustolada* da Clau

Pois é… lamentavelmente o inverno 2011 está aí, batendo na nossa porta e, nem bem chegou, já deu pra sentir que vem frio nervoso por aí.

Bem, eu digo lamentavelmente porque todo mundo sabe que detesto frio e sou uma criatura que adoraria hibernar durante o outono e inverno, mas uma coisa eu tenho que admitir: comer no frio é uma coisa muito da batuta :) É engordativo, mas que é bão… é!

E uma das (poucas) coisas boa do frio é essa aí ó: raclete. Ave Maria! É programa daqueles para, no final, você ir embora rolando, manja? Esse da foto rolou na casa da Clau, para receber a Si e, novamente, nós enfiamos os pés, as mãos e tudo mais na jaca.

Como se não bastasse a gordice normal do prato – queijo + batata + vinho em abundância – a Clau, que de santa não tem nada, introduziu (ui!) a polenta na raclete, nessa versão “brustolada” (*gente, esse verbo só existe no RS e, ao que tudo indica, só serve para polenta, não adianta… hohoho #dontask) e aí foi que a coisa desandou de vez. Virou tradição agora – raclete TEM que ter polenta e, consequentemente, mais 7.896 calorias.

Gostou da ideia? Pois eu já ensinei como preparar uma raclete aqui ó.  E ó… se aí nas suas bandas também está esse frio de doer, correr preparar a sua! Sucesso garantido, juro ;)

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Paella de frutos do mar

Vamos lá, antes de começar o post da paella vocês vão me prometer não entrar numas, ok? Digo isso porque toda vez que a gente posta uma receita típica ou muito tradicional, sempre aparece aquela turma “do contra”, manja? Que o original isso, que o clássico aquilo … e em pouco tempo lá estou eu, arrependidaça e com vontade de deletar o mundo.

Oras, quem frequenta esse blog já deve ter uma coisa em mente – esse blog não é de gastronomia, não é uma bíblia culinária e não é escola pra nada. Aqui, fica registrado o que rola na minha cozinha, lá na minha casa, no lugar onde reina o que EU quero e COMO eu quero, e não em um restaurante que precisa se ater a métodos, ingredientes e tudo mais. Logo, é de se esperar que apareçam por aqui minhas próprias interpretações de receitas clássicas, tradicionais – sim, porque eu não acredito em versões absolutas (okey, vá lá…talvez só da feijoada) e sim em olhares diferentes, em cozinha de improviso, de momento, de adaptações – muitas aliás jamais aceitas por grandes cozinheiros ou por aqueles que se dizem (ou se julgam) detentores da sabedoria suprema.

Uma vez lá no Rainhas, coloquei uma receita ou uma foto, não me lembro, de um almoço temático que uma amiga fez. O tema era comida baiana, feita por uma paulista e com toda licença poética e prática que isso representa. Resultado – muita gente dizendo que estava errado, que não era assim, que isso e que aquilo. Mas gente! Se a comida é tua, você tem o direito de fazer como quiser, de chamar como quiser!

Aconteceu inúmeras outras vezes, com gente pitacando no meu carbonara, no nome do pudim da Katita… enfim, sempre vai ter alguém achando que aquilo não está correto ou que existe uma maneira mais “certa” de fazer… mas né, vamos tentar sempre entender que em um blog – ou pelo menos em um blog que não se pretende escola de nada – você vai encontrar apenas e tão somente o jeito do outro – esteja ele certo ou errado. Ponto.  Se você precisar de receitas originais, técnicas corretas ou mesmo se for uma parada acadêmica, com toda a necessidade que isso representa, vale a pena consultar fontes específicas.

Bom, falei mais do que a mulher da cobra, eu sei… mas as vezes é bom a gente bater esse papinho, alinhar expectativas, trocar figurinhas… afinal, nós estamos aqui é pra isso mesmo, não é? E para quem está chegando por aqui agora, já é bom saber o que esperar: a cozinha da Faby – às vezes errada, muitas vezes louca e quase nunca perfeita, mas sempre feita com a melhor das intenções ;)

Então, sem mais lenga-lenga, aqui vai a minha receita de paella de frutos do mar, que ó… é boa a beça :)

Para começar, você deve usar uma paelleira, ou seja, uma panela como essa aí da foto, própria para fazer paella. Mas daí a comadre vai me dizer “mas, Faby, eu não tenho esse diabo dessa paelleira, então não posso fazer paella?”. Então, minha gente, a minha resposta é: não sei. Rá! Verdade! Eu nunca vi uma paella feita em outra coisa que não fosse essa panela própria, então não saberia dizer como substituí-la. Qual a diferença dessa panela? Basicamente ela tem uma superfície grande e não é alta nas laterais, ou seja, é uma panela que lembra bastante uma frigideira, só que maior. Sendo assim, até arriscaria dizer que, se você tem uma frigideira bem grande (como uma minha que é enorme), talvez consiga fazer paella nela, mas certeza, certeza mesmo… eu não tenho não. De modos que, se alguém aí tiver alguma dica, estamos prontos para ouví-la, ok?

Bom, paelleira (já vi grafado como paellera também) em mãos, aqueça nela 5 colheres (sopa) de azeite e doure 1 cebola picada e uns 3 dentes de alho picadinho, junte 1 xícara de pimentões picados (usei basicamente amarelo e um pouco do vermelho – evite o verde, ok?) e uns 4 tomates sem pele e sem semente picadinhos e deixe que tudo dê uma ligeira cozinhada. Nesse momento junte umas 200gr de ervilha fresca (eu esqueci e tive que apelar para a latinha, que definitivamente não é a mesma coisa).

Agora, comece a juntar os frutos do mar – você vai precisar de 500gr de camarão sem casca, 200gr de vôngole,  200gr de mexilhão, 200gr de polvo limpo e cozido e 200gr de lula limpa em rodelas. Acrescente mais ou menos 1 copo de vinho branco seco e deixe evaporar um pouco. Complete com caldo de peixe (eu usei as cascas e cabeças do camarão para fazer um caldo delicioso) até quase a borda da panela e deixe ferver.

Quando começar a ferver, junte 2 xícaras de arroz, espalhado em toda a panela. Sobre o arroz: a receita original é feita com arroz Bomba, nem sempre fácil de encontrar, então eu sempre vou de agulhinha mesmo.

Nesse momento, acerte o sal e coloque o açafrão – eu usei os pistilos, mas se você quiser usar a versão em pó deve dar mais ou menos umas 2 colheres de sopa.

Cozinhe por mais ou menos 20 minutos, acrescentando mais caldo se for necessário durante esse período. Decore com tiras de pimentão vermelho e frutos do mar – camarões e mexilhões com casca por exemplo (eu não tinha camarões enorrrrrrrrrrrmes pra decorar, ó que chato?) e salsinha picada.

Esse é aquele tipo de prato para servir assim que fica pronto – pá-pum, sabe? Então, fazer paella é legal para envolver a família, os convidados… faça um bom mise en place, abra um vinho e deixe todo mundo em volta da panela, esperando o momento de saborear essa delícia.

Ah! Eu gosto de paella com azeite do bom (vale a pena investir em um especial para a ocasião), regado no prato … e gosto da raspinha que fica no fundo da paelleira, quando forma aquela crostinha, sabe? Afff, tinha alguma chance de uma maníaca por arroz como eu não curtir um prato desse? Ainda mais com frutos do mar, que também são minha paixão?

Paella é coisa de Deus, minha, gente! E que Ele abençõe os espanhóis, que inventaram essa maravilha!

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Torta mousse de chocolate

Tem dias que você precisa preparar uma sobremesa mas percebe que sua criatividade está de férias, não tem? É claro que sempre dá para apelar para um sorvete, para uma torta da padaria… mas também dá pra renovar velhas receitas ou, melhor ainda, misturá-las e criar uma nova, sem precisar gastar muito os neurônios com receitas desconhecidas.

Foi exatamente isso que fiz nessa torta para levar na raclete da Clau e que, modéstia às favas, ficou boa pra dedéu (tirando o fato de eu ter usado a manteiga errada*, claro… abafa! rs).

Tudo que fiz foi juntar a massa ligeira de biscoitos da internacionalmente famosa torta de chocolate e limão com a mousse francesa de chocolate e … pimba! Duas receitas velhas e uma sobremesa nova :)

Como é que é?

Para preparar a massa de biscoitos:

Triturar no liquidificador um pacote de 200gr de biscoito maisena e fazer uma farofinha fina. Colocar a farofa em uma travessa e acrescentar umas 4 colheres (sopa) de manteiga sem sal derretida e misturar bem. Com essa farofa mais úmida, forrar o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível. Levar ao forno pré-aquecido por uns 10 minutinhos e reservar.

Para preparar a  mousse:

Derreta 200gr de chocolate meio amargo (mas se você preferir mais doce, pode usar o ao leite sem problemas) em banho maria. Bata 3 gemas com 1/2 xícara de açucar até o ponto de gemada. Acrescente uma lata de creme de leite com soro e o chocolate derretido e bata novamente. Depois, você junta as 3 claras batidas em neve e mexe delicadamente com uma colher furada, para encorporar.

Para montar a torta:

Depois de assada a massa e quando ela já estiver fria, prepare a mousse e coloque por cima da massa. Enfeite com raspas de chocolate e leve à geladeira por, no mínimo, 3 horas.
Desenforme e sirva gelada.

***

Teria ficado ainda mais lindo ainda se:

1) eu não tivesse comido bola e usado manteiga COM sal* na massa de biscoito #fail

2) eu não tivesse jogado fora a minha única forma de fundo removível (que enferrujou demais e estava me dando nos nervos) e ter que usar uma de silicone, que me impediu de desenformar lindamente a torta #fail2

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Camarão cremoso gratinado

Quem manda a receita é a leitora Kalina Lima que, como vocês podem notar, mesmo com condições pouco favoráveis em uma residência de universidade arrasou lindamente com esse prato escândalo – e que me deu muita boquinha e vontade de camarão urgente!
(Kalina, minha flor, eu li em algum lugar você dizer que não tinha muito talento para a cozinha é? tá louca?).

Quando eu cozinho minha filosofia é para não usar mais do que duas panelas. Na maioria das vezes é apenas uma mesmo. Gosto de, quando vou comer, já ter o máximo de coisas limpas. Eu moro em hall de residência da universidade, faço minhas refeições no meu quarto, e minhas instalações culinárias se limitam a uma prateleira na geladeira, uma prateleira no freezer e duas portas nos armários da cozinha. Ali armazeno minha comida (tem alguma coisa no meu quarto também) e panelas e canecas de cafe / chá e talheres e pratos e temperos. Então, para viver feliz estipulo alguns limites que sejam gerenciáveis para minha pessoa, e assim sempre que cozinho faco o suficiente para duas ou três refeições. Adorei fazer – e comer – esse camarão.
abraco grande e obrigada pela oportunidade pra la de bacana,
Kalina
Visit – http://thesotontimes.blogspot.com

Ingredientes

2 col sopa de azeite de oliva extra virgem trufado com mangericão
300 gramas de camarões
um pouco de pimenta calabresa (quanto você goste)
1 cebola cortada em rodelas
4 dentes de alho
4 tomates para salada (pequenos) cortados ao meio
um pouco de vinho branco
1 col sobremesa de mostarda em grãos
250 ml de cream elmlea do tipo simples (primo do creme de leite)
1 col de sopa (so pra dar um sabor) de cream cheese (requeijão)
queijo parmesão pra gratinar no final

Modo de fazer

Não medi criteriosamente nada. Essas medidas são aproximadas, mesmo, só pra dar uma idéia. antes de começar a cozinhar deixei todos os ingredientes cortadinhos e no ponto para serem adicionados à panela. Refoguei o alho e a cebola no azeite. Fogo médio. Acrescentei os tomates. Não mexi muito. Fui deixando pegar um sabor. Adicionei e refoquei os camarões, que soltaram um um pouco d’água. Fogo baixo pra secar um pouco da água e assim ir ficando mais cremoso. Acrescentei a pimenta calabresa, a mostarda em grãos e o vinho branco. Quando tava quase pronto, com os camarões cozidos, acrescentei o cream almlea e o requeijão e deixei cozinhar mais um pouquinho. Arrumei esse preparado num pirex, joguei uma chuvinha feliz de queijo parmesão ralado na hora por cima e levei ao forno pra gratinar.

Comi o camarão com esse arroz tailandês cozido apenas na água apenas, sem um pingo de sal ou óleo. Também não acrescentei sal ao camarão, deixei que ele ficasse só com o que já recebe dos outros ingredientes do prato. Enquanto o pirex com os camarões estava no forno eu fui limpando os sinais do meu servico na cozinha, que compartilho com mais seis estudantes: três da china, um dos estados unidos, uma do canadá, e um india.

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Frango ao curry

Acho que faz muito tempo que não rola um filé de frango grelhado na minha casa, viu? Há muito abandonei de vez o filé e aderi à versão cubo, que eu particularmente gosto mais e acho muito mais versátil e prática.

Lá em casa cubo de frango é coisa comum – compro o peito da Korin, limpo só o que ainda é necessário, pico em cubos e congelo em saquinhos. Quando preciso de um prato rápido, saco logo os cubinhos, vasculho a geladeira para ver o que vai acompanhá-los e foi!

Eu não jogo no time daqueles que acreditam que frango, pra ficar bom, precisa ficar no tempero, marinando e talecousa. É claro que eu não nego que um franguinho que ficou um tempo no tempero tem seu valor – amo aquela sobrecoxa que fica no shoyu e nas ervas antes de ir para o forno, mas a minha vida corrida quase nunca permite que eu me dê esse luxo de separar de manhã o que vou fazer no almoço ou no jantar. De modos que, exceto casos especiais e programados (como almoços ou jantares no fim de semana), a comida do meu dia-a-dia é toda preparada (e temperada) em minutos.

Na minha cabeça o frango em cubos é um excelente coringa justamente porque me permite abusar dos acompanhamentos e, por consequência, acabo conseguindo um prato saboroso sem a necessidade do pré-preparo. Por isso, acho muito bacana ter em casa alguns temperos especiais e coisinhas que dão um glam ligeiro nas preparações – por exemplo, um vinho bom na geladeira para temperar, um saquê (ou é sakê, hein?), uma mostarda especial… tudo isso são ingredientes que duram bastante na geladeira e dão graça a uma comida trivial, como o caso desse franguinho aqui.

Para começar, levei os cubos à panela e deixei fritar até começar a dourar. Depois, juntei um pouco de saquê, esperei evaporar e acrescentei óleo de gergelim e uns 2 dentes de alho picados, que também deixei fritar. Feito isso, já tinha alí do lado uma água fervendo e tudo que fiz foi juntar no frango um pouco do Golden Curry – uma espécie de curry em tablete que eu pessoalmente adoro – completar com água fervendo, mexer, acertar o sal e tampar a panela para deixar o frango cozinhar e o caldo engrossar.

Com o frango já no ponto, acrescentei uma cebola cortada em pétalas grandes e deixei apenas uns minutinhos, para que ela desse uma ligeira amaciada – eu não queria que estivessem totalmente cozidas e que ainda estivessem crocantes (vocês sabem né, crocância é tudo!). Desliguei o fogo, levei o frango para uma travessa e finalizei com dedo de moça (sem semente) picadinha.

Olha, o preparo todo não levou 30 minutos, que foi o tempo de providenciar um arroz fresco e uma salada. Ou seja, a comida pode até ser simples e rápida, mas também pode ser saborosa e especial – adoro! :)

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A calda perfeita

No post do pudim eu cantei que ia entregar a receita da calda perfeita, que não falha nunca e deixa o pudim lindo, brilhante e apetitoso. Pois aqui está ela.

Sucesso absoluto no Rainhas do Lar, eu já conheci gente que diz ter aprendido a fazer calda com essa receita, o que é claro me deixa bastante orgulhosa :)
Quem entregou a receita poderosa e me ensinou os macetes foi minha cunhada, que mudou pra sempre o jeito de fazer pudim lá em casa. Até minha mãe e minha tia, cozinheiras de mão cheia, passaram a fazer pudim e calda assim… é como eu sempre digo, a gente sempre tem algo novo para aprender nessa vida, não é não?

Bom, sem mais blábláblá, eis a receita…

Coloque 2 xícaras de açúcar na panela (ou na fôrma direto, você é quem sabe), em fogo baixo, mexendo até ficar douradinho. Em seguida, adicione 1/2 xícara de água bem quente (e cuidado porque nessa hora espirra!), misture para não ficar com grumos de açucar, desligue o fogo e deixa lá, descansando um pouco enquanto você bate o pudim. É o tempo suficiente também para desfazer algum gruminho que possa ter ficado.

O segredo da calda é esse aí – descansar um pouquinho. Se você termina de fazê-la e já coloca o líquido do pudim, corre o risco de que ambos se misturem e fique aquele samba do crioulo doido.

É isso… viu que simples? Olha aqui o resultado …

… não falei que era perfeita? =)

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