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Coxas agridoces

Minha parte do frango preferida é uma que ninguém se importa muito: a asa. E se forem assadas com esse tempero então, adoooro – abro mão de qualquer carne “nobre” por uma assadeira de asinhas agridoces, pra comer com a mão, sem pressa.  Só que lá em casa vale a ditadura do peito de frango – única parte que o marido come do dito cujo e, consequentemente, minha escolha mais certeira no hora das compras.

Só que ninguém merece comer só peito, que por sinal (assim como o filé mignon) é o corte que menos gosto do frango, e afinal eu também sou filha de Deus, certo? De modos que iniciei uma pequena revolução lá em casa para botar abaixo essa “ditadura peitoral” e me joguei com fé nessas coxas, que ficam excepcionalmente gostosas com esse temperinho…

Para variar e temperar o frango de um jeito diferente, acrescente ao tempero páprica picante e mel. O restante pode ser o que você usa sempre – alho, limão, sal, pimenta, ervinhas… basta incluir a páprica e algumas colheres de mel para fazer toda a diferença no franguinho banal do dia-a-dia. As quantidades variam pelo tamanho do frango e pelo teu paladar, mas leve em consideração que nenhum dos dois sabores deve se sobressair – o resultado final deve ser uma carne levemente picante e com um toque adocicado. Para 5 coxas usei 1 colher (chá) de páprica (mais poderia ter sido mais até) e 3 colheres sopa de mel.

A sugestão vale também para a churrasqueira. No próximo churrasco, experimente temperar assim drumets de frango (as coxinhas da asa) – além do seu tempero básico, capriche na páprica, junte também pimenta calabresa, seja generosa no mel e leve tudo à grelha (na parte de cima da churrasqueira, para assar devagar) até ficar lindamente dourado. Vai ser um arraso, garanto :)

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Espetinho marguerita com capeletti

Tá todo mundo correndo, certo? Se você está com a vida mansa, sorte tua. Por aqui a casa caiu geral e eu ando (mais) doida, doida, doida, sem tempo pra nada. Cruzes!

É, mas esse post não é para ficar aqui me lamentando não! Até porque, não adianta ficar de #mimimi e dizer que a vida anda me engolindo – na nossa vida quem manda somos nós e eu é que preciso retomar o comando da minha, simples assim. Mas… isso é assunto para o divã (rs), aqui o assunto é um petisco vapt-vupt – bom para quem não tem tempo e pra quem tem também, afinal, facilidade nunca é demais, certo?

A ideia eu pesquei no livro Canapés mas, como de costume, alterei a receita e acabei criando uma versão diferente, mas que ficou muito saborosa e fez um sucesso enoooorme num lesco-lesco que rolou lá em casa. Sério, o povo amou. E a receita? Besta que só, dá uma olhada…

A primeira coisa a fazer é cozinhar o capeletti bem al dente – sério, é pra cozinhar al dente mesmo, senão você não consegue fazer o petisco no formato espeto, ok? Então, nada de esquecer o bicho cozinhando lá! Olho vivo, comadre! Quando ele estiver cozido, tá pronto.

Voltando… eu usei um capeletti de queijo, mas obviamente você pode usar o recheio que quiser. Eu particularmente acho que recheios à base de queijo, verduras e castanhas são os que mais combinam, mas nada impede que você se jogue no bom e velho frango ou carne, fique à vontade.

Depois que o capeletti cozinhou, escorra e dê logo um banho nele na água gelada, que é para parar o cozimento e impedir que ele passe do ponto que queremos (qual é mesmo? al dente!!!). Quando ele estiver frio é hora de providenciar uma marinada, onde ele ficará por pelo menos umas 3 horinhas, pra pegar gosto.

Para fazer a marinada…

Use azeite extra virgem honestíssimo e suco de limão siliciano – a proporção é 2 para 1: duas partes de azeite para 1 de suco de limão. A quantidade deve ser suficiente para temperar bem todos os capelettis, então, vai depender da quantidade deles que você for fazer (cada espetinho tem 2 capelettis). Ainda na marinada acrescente: sal, pimenta do reino moída na hora, raspas do limão siciliano (pode usar do limão todo, ralado bem fininho e sem a parte branca) e alecrim fresco. Mistura tudo e junta lá os capelettis.

Nesse momento, junte à essa marinada tomates sweet partidos ao meio e misture bem para que eles também fiquem bem cobertos com os temperos. A ideia é que você deixe capelettis e tomates marinando, para ficarem bem saborosos.

O resto é brincadeira de criança. Monte os espetinhos intercalando capelettis, os tomates e folhas de manjericão. Fácil, né?

Ah! Claro que dá para brincar à vontade com a ideia – o original por exemplo sugeria tomate seco (que eu particularmente acho meio nhé!) e eu acredito que mussarela de búfala (daquelas bolinhas), lascas de parmesão, folhas de rúcula e até presunto parma ficariam show nesse espetinho.

Monta sua versão e me conta depois se não foi um arraso? E a cara de surpresa dos convidados quando encontram uma massa no espetinho? Essa é pra brilhar muito… vai por mim =)))

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Carne assada com batatas

Cada um tem sua própria receita de carne assada né? Tem quem goste de marinar a carne (eu mesma gosto), tem quem faça direto na assadeira, tem quem use outros legumes… é aquela receita clássica que encontra diversas variações Brasil afora e que permite que você também crie as suas numa boa.

Aqui eu decidi fazer o prato de última hora, portanto dispensei a marinada. Primeiro, temperei a carne (usei maminha) com sal grosso e pimenta do reino moídos. Levei para a panela (essa vai direto ao forno) e selei bem dos dois lados. Juntei um pouco de vinho branco e pétalas de cebola e deixei dourar mais um pouco. Tampei a panela e levei ao forno médio pré-aquecido por uns 40 minutos.

Quando a carne já estava macia, juntei as batatas, cebola roxa, tomilho e alecrim e voltei para o forno até que a batata cozinhasse. Minha ideia era preparar uma salada com as vagens que já haviam sido cozidas no vapor, mas no meio do caminho mudei de rota e inclui a vagem na carne – como ela já estava cozida,  juntei por último, mas ela poderia ir ao forno junto com a batata sem problemas, assim como cenoura, ervilha torta, pimentão… eu uso o que estiver afins, já que carne assada pra mim é um prato sem muita disciplina (e tem algum assim? rá!).

O resultado é aquele prato imbatível – carne macia e suculenta (nada de forno altíssimo tá? que é pra ela não esturricar), batatas cozidas al dente e um caldinho delícia que se forma na panela/assadeira, resultado da cebola que ajuda a caramelizar e dá uma cor linda.

A fome louca me fez esquecer de fotografar o prato montado (cadê o chicotinho?) mas é aquela coisa né, fatie a carne lindamente e sirva com o acompanhamento perfeito: arroz branco, muito fresco e só.

Eu ♥ carne assada :)

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Salada verde com “bombom” de ricota

Se você já se jogou com força em uma dieta, com certeza também já apegou com toda a fé do mundo na boa e velha ricota. Ricota tem cara de dieta, não tem?

Só que não é porque ricota é aquela coisa meio sonsinha que ela precisa ter a mesma cara de sempre. Nesta salada por exemplo, ela aparece em formato de “bombom” para fazer uma graça (e vamos combinar que chamar bolinhas de ricota de bombons é uma licença suuuper poética, néam? adoro!) e também para agregar sabor à salada – é, meu bem, sabor.

E sabe como? Temperando bem a ricota, oras! Aqui ela foi misturada com queijo cottage (gente, se ricota é sem graça, o que dizer do queijo cottage, pelamor?), bem misturadinha pra ficar bem homogêneo e depois um tanto generoso de azeite extra virgem, sal, pimenta moída na hora e folhinhas de manjericão, mexe bem. Foi! É só fazer bolinhas e passá-las pela mistura que mais lhe agradar – eu fui de sementes de papoula e gergelim preto e torrado mas ervinhas frescas, secas e outros grãos como linhaça e semente de girassol também ficam delícia.

Alface, rúcula, pimentão vermelho e manga completaram o prato, que foi temperado com azeite, limão e mais um pouquinho de sal.

Saladinha gostosinha, ligeira e engraçadinha. E um brinde à ricota e ao diminutivo! =)

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Filé de frango crocante

A Unilever Food Solution me convidou para criar uma receita especial para a Fan Page deles no Facebook. Como eu acredito sinceramente que as coisas mais simples quase sempre são as mais especiais, aceitei o convite com uma receitinha muito fácil e bem caseira (que minha mãe aliás faz como ninguém) – uma variação gostosa do filé de frango do dia-a-dia.  Porque né… eu já falei que ninguém merece comer frango sempre com a mesma cara, não é mesmo?

Então, se você quiser conferir a minha receita é só correr lá na Fan Page da Unilever Food Solution. Pode usar esse atalho aqui ó :)

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Espetinho de frango à moda Thai

(foto: Adriana Oliveira)

O tema do Rangocamp desse ano era Churrasco, só que o desafio era justamente propôr novas ideias e receitas que pudessem ser preparadas na churrasqueira ou como acompanhamento nesse tipo de refeição. E um dos meus pratos foi esse espetinho de frango com pegada thai, super fácil de fazer mas que dá outra cara para o espetinho clássico, aquele feito no palito.

O maior pulo do gato começa justamente nesse ponto – aqui, não tem palito de churrasco! o espetinho é montado em ramos de alecrim, o que já confere uma cara nova e, melhor de tudo, traz um aroma incrível para o seu churrasco.

Para o frango, usei peito orgânico picado em cubos grandes e temperados em uma marinada de um dia apra o outro com: raspas (só a parte colorida, pelamor!) e suco de limão, sal grosso moído na hora, gengibre ralado, curry em pó, pimenta dedo de moça picada com semente e um pouco de óleo de gergelim (mas pode ser azeite também), tudo na base do olhômetro e do gôsto – eu gosto muuuuito de curry e de gengibre e por isso capricho nos dois ingredientes, mas se você não é habituada a temperos super fortes, pode ir devargzinho, um pouquinho de curry, um tantinho só de gengibre pra perfumar, pimenta na tua medida… Mistura todos os ingredientes da marinada, coloca em um saco plástico, junta os cubos de frango, fecha bem e deixa na geladeira (virando de vez em quando o saco) até o dia seguinte.

Para a montagem dos espetinhos usei: cubo de frango, pimentão vermelho, pimentão amarelo, cebola e cubos de abacaxi. Tudo, como já disse, montado no alecrim – não tem mistério não, basta escolher um alecrim bem forte, com ramos compridos.

O resto é simples – levar para a churrasqueira, na parte de cima, para assar lentamente e sem ressecar. Sirva depois que o marido já tiver fatiado a picanha de sempre, só pra você arrasar mooooito, manja? Rá! Porque ó… aposto que o marido e os convidados vão amar, vai por mim :)


(para assar os espetinhos, use uma grelha como essa, para que você consiga virá-los facilmente – foto: CineBistrot)

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Salada mediterrânea de grãos

Dias corridos por aqui – trabalho de mais e tempo de menos – por isso minha aposta tem sido em pratos rapídos que rendam um jantar e o almoço do dia seguinte.  Só que comida requentada… blé! Eu ando muito enjoada pra encarar um microondas no almoço, e já que o clima anda colaborando, investi nesse prato frio e completo.

Nesta saladinha tem grãos (usei o Ráris 7 cereais integrais), a proteína do frango (sobrinha de peito, desfiada e temperada com alho, cebola, sal e pimenta), tomate cereja, azeitonas, ervilha e uma erva fresca.  Prato único, saudável e saboroso. Precisa mais?

Basta misturar os grãos já cozidos com o frango e o resto dos ingredientes (que podem ser o que você tiver à mão), temperar tudo com azeite extra virgem, limão, sal, pimenta dedo de moça picada e coentro fresco (com manjericão fica ótimo, mas eu estava afins do frescor do coentro), mexer bem e servir. E dá para comer no escritório numa boa, sem precisar esquentar e nem apelar para o delivery :)

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Gravlax

Eu já tinha postado aqui a receita do gravlax que costumo fazer quando tem um petit comité em casa. Gosto desse prato porque ele é simples e rápido (apesar do tempo que ele leva pra ficar pronto), super gostoso e perfeito para um belisquete assim mais glam.

Esse eu levei para a degustação da Love Weiss 2.0, em uma reunião das Maltemoiselles na semana passada. A harmonização com a Weiss foi perfeita, mas também… essa é uma cerveja meio coringa, que vai bem com quase tudo. Independente disso, consegui mais um casamento perfeito e a quarta harmonização bacana – tô gostando disso, sabiam? ;)

Para acompanhar, providenciei o mesmo molhinho que vocês encontrarão na receita, mas deixo aqui outra sugestão que já testei e aprovei – creme azedo. Para acompanhar o salmão fica muiiiito bom também.

Aqui, o passo-a-passo… não disse que era simples?

foto do título: Ingrid Calderoni

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Chuchu com carne seca

Chuchu é o legume mais enjustiçado evAr! Dizem que ele não tem gosto de nada, que é o 4º estado da água… ah, que nada! Desde os primórdios do Rainhas que eu já alardeava meu ♥ pelo chuchu – e não é de brincadeira não! Eu realmente gosto dele. E não pensem que só curto o bichinho quando ele tem outros quetais acompanhando não. Eu também gosto dele purinho, só cozido com água e sal e mais nada, tsá? Convivam com isso, meus caros – eu sou chuchuzólatra ;)

Aqui eu fiz um refogadinho (tem palavra mais meiga que essa?) do chuchu com carne seca desfiada, cebola, alho e pimenta biquinho. Finalizei com salsinha picada, servi com arroz e feijão e o sujeito que mora lá em casa e vive dizendo que chuchu é insosso bateu bem uns dois pratões. A desculpa foi a carne seca, claro. A-han, sei ;)


Agora, gente… eu nem ia postar esse prato porque né, nem dá pra chamar isso de receita, só que eu tinha que falar da carne seca que usei e sabe por que? Porque eu a.m.e.i isso, afff. Coisa mais prática! Bateu aquela vontade doida de comer carne seca mas você nem tem o tempo de dessalgar, cozinhar, desfiar e tudo mais … e aí, como faz? Saca essa caixinha no supermercado e pimba! Carne prontinha pra usar – a embalagem diz que é dessalgada, mas eu nem precisei salgar o prato (até porque, diminui consideravelmente o sal na minha casa e tô muito feliz com isso, viu?). E ó… o preço nem é absurdo. Considerando que você compra lá aquele nacão de carne seca e depois que ela cozinha vira uma titica, se bobear acho até que sai quase elas por elas. Coisa linda.
Ah! E isso não é propaganda paga não gente! É uma experiência boa que tive na minha cozinha e estou dividindo com vocês, ok? Coisa boa a gente tem mais é que divulgar mesmo :)

Aqui a bichinha ó.

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Pimentões defumados

Lembram que comentei que ia falar sobre um defumador a frio que uma leitora do Rainhas tinha me mandado? É, faz tempo, eu sei… mas, antes tarde do que nunca, né? ;)

Pois então, quem projetou e fabricou o defumador foi o Mário, marido da Rita Sponchiado lá de Campinas. O aparelhinho engenhoso permite que a gente defume em poucos minutos qualquer tipo de ingrediente. Minha experiência com legumes tem sido ótima, principalmente com tomates e pimentões, que ficam excepcionalmente bons quando defumados.

As fotos abaixo são de uma defumação justamente com tomates, para uma saladinha. Gente, vocês não tem noção como fica boa uma salada com essa pegada defumada!

Para fazer os pimentões, primeiro defumei os pimentões vermelhos já sem sementes e depois assei um pouco, até que a pele estivesse no ponto bom para soltar. Depois, temperei com bastante azeite, alho frito e orégano e servi meio que de bobeira, só pra testar mesmo, em um churrasco em casa. Resultado: não deu pra quem quis! O povo a.m.o.u e, se dependesse deles, eu teria feito quilos de pimentão e ainda assim era capaz de faltar ;)

No vídeo abaixo você pode entender melhor como funciona a maquineta e ter uma ideia do mundo novo que se abre quando se tem um desses à mão. Nem preciso dizer que meus amigos amaram a novidade né?

Mais informações sobre o defumador você pode encontrar em:
http://minidefumador.blogspot.com/
dfirmo@gmail.com

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