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QUINDIM, QUINDÃO, AMOR

receita de quindim

Quem não ama quindim? O doce, com jeitão brasileiro, dizem que nasceu em um convento em Portugal e da necessidade de dar alguma utilidade às gemas que sobravam dos ovos, já que as freiras utilizavam as claras para engomar seus hábitos.

Bom, história à parte, quindim é dos meus doces favoritos justamente porque não é tãaaaao doce, exageradamente doce. Nesta receita, da Rita Lobo, a quantidade de açúcar é perfeita e rende um doce capaz de agradar formigas e nem tão formigas feito eu. A receita é simples – 4 ingredientes apenas, masssss tem técnica. Doce é técnica, gente. Aqui tem uns truques para ter esse resultado perfeito, brilhante. Ah, e tem que ter paciência – tem etapas, descanso e aquela coisa toda que gente como eu tem dificuldade (admito). Mas, resolvi seguir a receita e todos os descansos e passos e deu super certo – quindim amarelinho, brilhante e reluzente. Recomendo que você faça e o mesmo.

Ah, e já aviso – prepara a cartela de ovos! A receita usa 15 gemas (!!!).

A primeira coisa é ralar fino o coco fresco – cerca de 100 gramas. O meu estava congelado em pedaços e usei o processador para deixar em pedacinhos. O resultado é que não ficou tão fino quanto o que passa pelo ralador e a camada de coco ficou mais grossinha, mas eu curti.

Em outra tigela coloque o coco ralado (100gr) e 1 xícara e meia de açúcar. Misture bem até ficar levemente úmido. Junte 3 colheres (sopa) de manteiga sem sal derretida (eu derreto no microondas, por uns 20 segundos). Daí é só misturar bem e deixar essa mistura descansar por 1 hora na geladeira. Cubra a tigela com plástico filme e leve pra gelar.

(vá lixar as unhas ou regar as plantas)

Na metade do tempo do descanso, comece a lidar com as gemas. Você precisa tirar a pelinha de 15 gemas. Pra isso, quebre os ovos um por um, separe as claras e coloque as gemas em uma peneira fina. Coloque a peneira apoiada em uma tigela e, com o garfo, fure as gemas e deixe que elas escorram pela peneira. Sem pressa e sem passar a colher. Ela vai pingando na tigela sem precisar mexer. O que sobra na peneira são as pelinhas finas que envolvem as gemas e que dá aquele cheiro característico do ovo.

Ah! Aqui cabe dizer duas coisas:

1. A qualidade do ovo faz toda diferença, néam? Usei ovos orgânicos, super amarelinhos e acabei com um doce lindo, sem cheiro ou gosto de ovo.

2. As quinze claras que sobram não precisam ser descartadas, ainda que você não tenho um hábito para engomar, ok? Guarde as claras e faça omelete, pudim de claras ou, como no meu caso, suspiros.

Voltando…

Bom, agora que mistura do coco já descansou, junte as gemas já peneiradas. Mexa só para incorporar e deixe a mistura descansar em temperatura ambiente por 30 minutos.

(terminou de regar as plantas?)

receita de quindim

Pré aqueça o forno a 180ºC e leve 7 xícaras de agua para ferver (para usar o banho maria).

Unte generosamente com manteiga uma forma de buraco no meio (a receita original pede uma forma de 18cm, mas a minha tem 22cm – o resultado é um quindim mais fininho) e polvilhe açúcar, deixando uma camadinha fina no fundo na forma.

Pegue uma assadeira que caiba a forma e coloque um pano de prato dobrado. A receita diz que isso impede que a forma fique batendo na assadeira e, assim, o bichinho fica liso e brilhante como deve ser. Se é fato ou não, não sei, mas usei o pano de prato, just in case.

Agora coloque a forma por cima do pano de prato dobrado, leve ao forno e junte a água fervente para o banho maria.

Asse por 1h30 ou até que a superfície (a parte do coco) fique firme e o interior macio. No meu formo foram 1h15 – eu espetei o palito, que saiu lisinho e a parte de cima estava sequinha mas não dourada – fiquei com medo de assar demais e ficar duro.

Retire da assadeira e deixe amornar uns 30 minutos. No meu caso foi só girar a forma e o quindim estava todo soltinho. Se o seu estiver grudado, raspe com a faca as laterais da forma e o cone central, com cuidado!

Depois é só desenformar e correr pro abraço. Confesso que comi morno, mas você pode (e deve!) esperar esfriar antes de servir.

receita de quindim

Lindo né?

Daqui a pouco eu volto.
XOXO,

Faby (nos vemos no Instagram @faby_zanelati)

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Terrine de ricota e pesto

terrine de ricota e pesto

Essa terrine é linda, deliciosa e perfeita para o Natal – mas, Fabiana, o Natal já passou!
Ok, o Natal já passou mas outro logo vai chegar, meu bem. Além disso, essa é daquelas receitas que também brilham numa ocasião especial, um jantar com amigos, um petisco para o almoço de domingo em família ou quando você simplesmente quiser – belezura e gostosura não precisam de data especial, certo? ;)

A primeira coisa a fazer é aquele tomate confit maroto que vai por cima. Ele é opcional, mas dá um glam. Se você não quiser prepará-lo aposte em uma finalização com amêndoas laminadas ou uma geleia de sua preferência.

Em uma travessa refratária coloque os tomates (usei esse em rama, mas pode ser o cereja ou sweet grape) e regue com azeite suficiente para cobrí-los. Coloque alguns dentes de alho e uma erva para dar sabor – alecrim, manjericão e tomilho ficam perfeitos. Leve ao forno preaquecido na temperatura mais baixa que você conseguir (geralmente em fornos caseiros essa temperatura é 150ºC) por uns 50 minutos. É bom ir checando depois de meia hora porque a ideia não é fazer os tomates desmancharem, ok?

Para a terrine é preciso apenas misturar bem 500 gramas de ricota fresca, 250 gramas de cream cheese, 2 colheres (sopa) de creme de leite e temperar com sal, pimenta e um tiquinho de noz moscada ralada. Misture bem até ficar homogêneo.

O pesto eu faço no olhômetro mesmo mas uma medida que funciona é 2 maços de manjericão (só as folhas), 100g de nozes, 1/2 xícara de azeite, 100g parmesão ralada, 2 dentes de alho. Tudo na medida que você gosta – o alho por exemplo eu gosto muito mas se você não é grande fã use apenas 1 dente. Pra fazer use um pilão ou um processador – é só misturar os ingredientes e bater. Se você estiver usando um processador, pode usar o trque da pedra de gelo (batida junto!) para deixar seu pesto bem verdinho.

terrine de ricota

Pra montar

Usei uma forma de bolo inglês (ou de pão de forma) forrada com plástico filme. É só fazer uma camada da ricota, por cima o pesto e finalizar com o restante do creme de ricota. Leve a geladeira até ficar bem firme – eu fiz de um dia para o outro e ficou perfeito.

Desenforme sobre uma travessa ou uma base, cubra com o tomate confit e sirva com torradinhas ou fatias de pão – eu fiz torradinhas de pão sírio (corta o pão, coloca sal, azeite e alecrim e leva ao forno pra dourar).

A foto não tá lá essas coisas pois era jantar de Natal e eu estou numa fase detox de celular (relevem), mas eu te garanto que essa terrine vai virar hit na sua casa. Aqui virou ;)

Volto logo,
Faby

Mais sugestões?

A mesma base mas com recheio de tapenade.

Na cobertura, pimentões vermelhos assados sem pele.

Fã de terrine?

Terrine de Salmão Defumado

acompanhamentos Receitas

Pera com mel e gorgonzola

pera com gorgonzola

Já provou pera com gorgonzola?

A mistura inusitada garante um prato delicioso, que pode ser servido em um jantar especial, na ceia de Natal, no brunch … Eu servi no jantar de Natal que preparo todos os anos para meus amigos e foi um sucesso. A receita é bastante simples e vem do restaurante Ráscal, de São Paulo, que serve o prato em seu buffet (aliás, em casa somos MUITO fãs desse buffet).

A primeira coisa é cortar as peras ao meio – usei a mini pera portuguesa. A receita é para 10 peras (que rende 20 metades), ok? Com um boleador ou uma colherzinha de café retire com cuidado o miolo e coloque de molho em água até finalizar todas – isso evita que a pera escureça.

Em uma tigela misture 1 colher (sopa) de mel e 1 colher (sopa) de suco de laranja. Coloque as pera em uma travessa que vai ao forno e pincele a mistura de mel e laranja. Leve ao forno preaquecido a 200ºC e asse por 30 minutos (é bom checar após os 20 minutos porque se for uma pera pequena, as bordas podem começar a dourar demais).

pera com mel e gorgonzola
Para fazer o recheio misture 1 colher (sopa) de gorgonzola com 2 colheres (sopa) de cream cheese. Misture bem até ficar homogêneo.

Retire as peras do forno e deixe amornar por uns 15 minutos. Recheie as cavidades com a mistura de gorgonzola e volte pro forno baixo por uns 5 minutinhos.

Na hora de servir, capriche na apresentação e regue com uma caldinha feita com suco de laranja e mel, bem pouquinho, só pra dar um brilho. Aqui, servi com ramos de alecrim, cerejas frescas e nozes – um luxo!

Gostou? Que tal apostar nessa receitinha para o seu Natal.
E, falando nele, bom Natal pra todos!

ho ho ho,
Faby (me segue no Instagram @faby_zanelati)

bolos e tortas doces Receitas

Bolo de limão siciliano e amêndoas

bolo de amendoas e limao siciliano

Mas, Fabiana, que vibe é essa de bolo?

Pois é, nestes 986 meses de pandemia rolou muito bolo. Sempre dá pra bater um bolinho pra (tentar) adoçar um pouco a vida, certo? Mas bolo nem sempre precisa ser sinal de um doce dulcíssimo, carregado de açúcar. Este aqui é muito leve, não muito doce e úmido, uma alternativa pra variar aqueles bolos fofinhos que a gente faz quase que no automático. E tem amêndoa e limão siciliano que ó, é combinação a prova de erro também.

Você vai precisar de uma forma de fundo removível (20cm), coberta com papel manteiga. Minha dica sobre papel manteiga é sempre untar pq, apesar do nome, o papel manteiga que encontramos no mercado não é muito antiaderente.

O bolo é aquele que começa com manteiga e açucar, batidos até virar um creme branquinho. Precisa de bastante manteiga (sem sal) – usei 200gramas e 1/2 xícara de açúcar (pode colocar mais, se for do seu gosto). Bate, bate até virar aquele creminho e ai começa a juntar os ovos – são 4, juntados um a um. Na hora de juntar os ovos, pode intercalar com a farinha de trigo (1/3 xícara). Depois que estiver tudo bem misturado, é hora de juntar a farinha de amêndoas 1 1/2 xícara, o suco de 2 limões sicilianos e as raspinhas das cascas também (sem raspar a parte branca, que vai amargar o bolo!).

Mistura tudo e quando estiver bem homogêneo é só levar para a fôrma já com o papel manteiga. Pra assar é forno pré-aquecido a 180ºC por uns 50 minutos, a depender do seu forno. Se ele começar a ficar muito dourado em cima, pode cobrir com papel alumínio, só pra não dourar demais. Pode fazer o teste do palito mas não deixe o bolo assar demais porque o resultado é pra ser mais úmido mesmo.

Tire do forno, espere amornar para desenformar e, depois de completamente frio, polvilhe açúcar de confeiteiro, só pra dar um charminho.

E agora, a vida como ela é…

Esse bolo da foto é exatamente essa receita, porémmmmm descobri, apenas na hora de provar, que a farinha de amêndoas que eu tinha na verdade era de amendoim. Posso culpar a pandemia, que deixou a gente fora do trilho, mas na verdade acho que foi um erro na hora da compra – comprei amêndoas e me deram amendoim. Tudo bem, o bolo ficou muito gostoso e eu aprendi que amendoim e limão siciliano também ornam ;)

Bora bater um bolinho?
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Xoxo,
Faby

bolos e tortas doces Receitas

Banana Bread

banana bread

Afinal, banana bread é bolo ou é pão? Ao pé da letra é pão, mas pra nós ele é mesmo um delicioso e prático bolo de banana, perfeito para um cafezinho. A receita deste vem do Cozinha Prática com algumas adaptações para o meu paladar e para o que tinha na despensa. Resultado? D E L Í C I A. Tem banana madurinha aí? Se joga.

Amasse 2 bananas nanicas maduras com um garfo (deve dar cerca de 2/3 de xícara). Em uma tigela quebre 2 ovos e adicione 1/2 xícara de açucar demerara. A receita pede 1 xícara, mas para o meu paladar fica doce demais – mas você pode usar a quantidade que preferir. Misture os ovos e o açucar e junte as bananas amassadas. Com um fouet vá misturando e agregue os outros ingredientes: 1/2 xícara de óleo de girassol e 1/3 xícara de água morna, Misture bem e comece a juntar os secos.

Na tigela vai 1 1/2 xícara de farinha de trigo peneirada. Junte aos poucos, incorporando bem a mistura. Agora, é hora de juntar 1 colher de chá de canela em pó, uma pitadinha de sal e 1 colher sopa de fermento em pó. Misture tudo e coloque em uma forma de bolo inglês – a minha tem 22cm – untada e coberta com papel manteiga. O papel ajuda na hora de desenformar se você for usar cobertura. Se for servir o bolo sem ela, pode apenas untar e enfarinhar a forma.

Se for usar a cobertura de aveia, coloque por cima do bolo antes de levá-lo ao forno. Se não quiser, é só levar direto pro forno pré-aquecido a 180ºC por cerca de uma hora ou até passar pelo teste do palito.

A receita da cobertura crocante

Numa frigideira média misture ¼ xícara (chá) de aveia em flocos grossos (ou prensada), 2 colheres (sopa) de coco seco em flocos, 3 colheres (sopa) de açúcar mascavo claro e 1 pitada de canela em pó.

Leve ao fogo médio e deixe cozinhar no primeiro minuto sem mexer. Assim que o açúcar começar a derreter, mexa por mais 2 minutos, até formar uma farofinha com gruminhos de aveia e coco — cuidado para não tostar demais o açúcar, pois o crocante ainda vai assar com o bolo.

Na minha usei aveia em flocos finos e no lugar do coco, amêndoa laminada. A ideia é fazer uma cobertura que deixe o banana bread com uma casquinha crocante, ok?

Tá entregue! Bolo de banana com nome gringo e cheio de bossa para você ❤️

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At(x)é,
Faby

pães e biscoitos Receitas

Pão de ervas ou recordar é viver

pão de ervas de liquidificador

Esse pão de ervas vem direto do túnel do tempo, lááááá do Rainhas do Lar. Receita que ganhou o mundo e que até hoje provoca recordações quando aparece na minha timeline do Instagram.

A foto veio pra cá só porque deu saudade (e porque o pão deu pinta na minha cozinha esses dias) mas a receita já mora por aqui faz tempo – é só clicar aqui ó.

Receita boa é isso, né mores? A gente faz, repete, repete e repete. E no mundo pandêmico a gente ama fazer pão e encher a casa de perfume e de um bocadinho de esperança, certo? Que tal perfumar a casa com cheirinho de ervas, de pão e de “tudo vai passar”? Faz e volta aqui pra me contar?

Beijo, ❤️
Faby

legumes principais Receitas

Berinjela a parmegiana

berinjela parmegiana

Berinjela é meu amor profundo, vocês sabem né?

Por aqui já rolaram diversas receitas (joga berinjela na busca! ou beringela, porque eu gosto de variar, rs) com este que é meu legume favorito da vida (sim, berinjela é fruto, dizem, mas aqui em casa ela é legume e fim). Como alguém pode não gostar de berinjela? Jamais entenderei, sério. Ela é relativamente barata (pq né, barato mesmo não existe mais nada), tem o ano todo e é um baita coringa no cardápio do dia-a-dia. Frita, ensopada, assada e até crua, berinjela não falta na minha casa.

Essa receita aqui é da Paola Carosella, do canal dela no Youtube. É uma versão muito parecida com a lasanha de berinjela e com outras receitas assadas, mas ela tem uns truques, um pulo do gato, aquela coisa de chef. Eu precisei fazer alguns ajustes nos ingredientes, mas mantive o modus operandi. Coloco a receita dela e pontuo minhas substituições, combinado? De um jeito ou de outro o resultado final é delícia, praticamente à prova de erro, pode se jogar.

berinjela parmegiana

Corte duas berinjelas em fatias finas no sentido do comprimento ou na diagonal, como ela cortou. Usei mandoline mas na faca super rola. Disponha as fatias num escorredor de macarrão e polvilhe um punhado de sal nas fatias. O lance é que o sal vai desidratar a berinjela, então vai soltar uma aguinha escura, por isso o uso do escorredor. Deixa assim uns 20 minutinhos. Passado esse tempo, passe as fatias pela água corrente bem rápido, apenas para tirar o excesso de sal. Agora, vem uma parte um pouco mais trabalhosa – você vai precisar secar cada uma das fatias porque elas serão fritas. Ou seja, ideal é que elas não estejam molhadas, sacou? A Paola usou dois panos – dispõe as fatias em uma única camada em um prato e usa outro por cima, para secar, mas pode usar papel toalha se preferir.

berinjela a parmegiana

Bom, fatias prontas agora é hora de fritar. “Ih Fabiana, eu não gosto de fritura!” Nem eu, meu bem, mas tem dias que a gente abre excessão e, especificamente aqui, a gente frita em pouco óleo, nada de imersão imennnsa. É óleo suficiente para dourar ligeiramente as fatias e pronto. E também é pá-pum – as fatias estão finas, não tem porque levar muito tempo no óleo. Tira as fatias fritas, escorre no papel toalha (ou grade, como ela usa) e reserva. Quer usar o forno? Pode também, mas tem que fazer uma camada, assar, fazer outra camada, assar e assim vai. Tb dá pra grelhar, na frgideira antiaderente, fique à vontade.

berinjela parmegiana

Fatias prontas, agora o que falta é montar. Para isso você vai precisar de ricota amassada, molho de tomate, manjericão fresco, parmesão ralado e farinha de rosca. Eu não tinha ricota, então processei ligeiramente um queijo minas frescal e funcionou bem. Você pode usar a ricota comum ou de búfala, vai funcionar de qualquer jeito. O molho de tomate eu já ensinei um bem bom aqui, mas você pode usar o que estiver à mão. E a farinha de rosca eu não tinha, então processei pão velho (que sempre tem em casa) com um pouquinho de sal e azeite. Fatias de tomate (ou tomatinhos cereja cortadinhos) são opcionais – eu tinha, então usei.

berinjela a parmegiana

Pega uma travessa que vá ao forno e comece a montagem:

– uma camada de molho de tomate
– uma camada de berinjela
– um pouco de ricota (vá colocando uns montinhos, depois no forno ela se espalha)
– tomates (se for usar)
– manjericão
– queijo parmesão
– camada de berinjela
– camada de molho de tomate
e vai repetindo as camadas, finalizando com berinjela + molho de tomate
Por fim, polvilhe a farinha de rosca e o parmesão ralado, para fazer uma crostinha.

Leve ao forno médio/alto por 15 ou 20 minutos, apenas até dourar, porque os ingredientes já estão todos cozidos.

Pronto. Deixe descansar um pouco antes de servir. Eu usei muuuuito molho de tomate e no final o prato ficou bem molhado, mas acredito que com menos molho teria ficado ainda mais gostoso. Então, faça camada fina de molho, combinado?

É isso. Mais uma maneira deliciosa de consumir berinjela, essa linda.
Não esquece de me marcar no Instagram quando preparar essa delícia, @faby_zanelati

Cuidem-se
xoxo,
Faby

entradas e petiscos Receitas vegetarianos

Tartar de abobrinha

tarta de abobrinha

Cansada de refogar ou assar abobrinha? Coma crua!

Existe um padrão na cozinha brasileira que diz que alguns vegetais devem ser refogados ou assados, servidos sempre cozidos – abóbora, escarola, jiló, e por aí vai. Bobagem! Aqui em casa a gente vive quebrando essa “regra” e o resultado sempre surpreende. Abobrinha é um belo exemplo de vegetal que pode ser consumido cru em diversos preparos, e um deles é este tartar glam, que leva manga e coentro e vira receita cheia de bossa para servir em dias quentes.

Aqui eu usei uma abobrinha italiana pequena inteira. Precisa cortar no sentido do comprimento e, com o auxílio do boleador ou de uma colherzinha de café, retirar a parte das sementes. O que restou você vai fazer cubinho pequetitos – se forem mais ou menos do mesmo tamanho você brilha tipo Masterchef ;)

Cortou os cubinhos simétricos (oi, toc!), coloca em uma tigela e reserva. Agora, descasca uma manga firme (se ela estiver muito madura fica difícil fazer os cubinhos) e faz a mesma coisa, cortando cubinhos do mesmo tamanho da abobrinha – não é pra pirar, hein?! Se você não tá nessa vibe de chef francês, corta cubos médios e tudo bem. Coloca a manga na tigela também.

Agora cebola roxa, cubinhos, do tanto que você gostar. Junta na tigela e tempera: suco de limão, sal e pimenta. Acrescenta uma pimenta dedo de moça picadinha, também de acordo com teu paladar e finaliza com coentro. Odeia coentro? Deus ilumine sua alma, companheiro. Brinks. Odeia coentro, pode trocar por salsinha, mas já aviso que ó… tô te julgando (brincadeira, #sqn). E, pra finalizar, amêndoa laminada torrada, pra dar mais aquele croc maneiro.

Eu gosto de temperar e deixar “marinando” por uns 15 minutos antes de servir (antes de colocar o coentro e a amêndoa). A manga solta um caldinho, a abobrinha dá uma amaciada e fica tudo ainda mais gostoso. Pra servir, vale aquele aro para empratar se você estiver em um dia instagramável #goodvibesonly ou mesmo em tacinhas, versão individual se você quiser agradar e fazer mais charminho – nem que seja só pra você, porque não?

tartar de abobrinha

Na foto, a versão em taça ganhou uma renda de parmesão, coisa besta mas que dá aquele toque chef e talecousa. Pra fazer é só espalhar parmesão ralado numa frigideira antiaderente e deixar até endurecer, quando fica douradinho. Deixa esfriar e pica em pedaços. Se você realmente incorporar o chef, faça uma tuille e arrebente na hashtag #ostentação.

E, assim, cheios de glamour, damos início ao mês pandêmico nr.986 – sério, já perdi a conta. Socorro.

Ah! Fez o tartar? Me marca lá no Instagram @faby_zanelati ;)
Cuidem-se!

Amor,
Faby

café da manhã Receitas

Cinnamon Rolls

cinnamon roll

Cinnamon roll é amor <3

E a receita vem direto da @thecookieshop, minha amiga mais que talentosa, rainha dos confeitos todos, musa suprema da alta (AND baixa) confeitaria, fazedora dos biscoitos mais biscoitudos e perfeitos deste e de outros multiversos, enfim, diva. A Paula inclusive tem um box de gostosuras que ela entrega semanalmente, coisa de Deus, de comer rezando – vai lá no perfil dela, encomenda e depois me diz se não é maravilhouser.

Bom, dona da receita apresentada, vale dizer que a receita dessa massa é tão boa, mas tão boa, que já usei pra fazer aqueles doguinhos assados, manja? Eu sou sommelier de enroladinho de salsicha e atesto que com essa massa você faz um enrolado digno de selo gourmet. Mas ok, deixemos a salsicha de lado e foco no cinnamon roll que, além de delícia, perfuma a casa toda, uma loucura.

Mão na massa! A receita do cinnamon roll rende cerca de 12 a 15 unidades – no meu caso, rendeu 12 bem servidos.

Para a massa:

1 pacotinho de femento biológico seco (10g)
1/2 xícara de água em temperatura ambiente
50g de açúcar
1/2 xícara de leite em temperatura ambiente
75g de manteiga sem sal, derretida e fria
1 colher de chá de sal
1 ovo grande ou extra
460g de farinha de trigo

Para o recheio:

100g (1/2 xícara) de manteiga derretida
150g de açúcar
2 colheres de sopa de canela em pó

Para a cobertura:

55g manteiga sem sal
2 xícaras de açúcar de confeiteiro
1/2 colher de chá de baunilha
3-6 colheres de sopa de água quente

cinnamon roll

Comece pela massa: numa tigelinha pequena misture o fermento e a água para dar uma dissolvida. Num bowl grande ou na tigela da batedeira, misture o açúcar, leite, manteiga derretida, sal e ovo. Junte metade da farinha de trigo, misture bem, e junte a água com o fermento. Vá adicionando o restante da farinha aos poucos, até ficar uma massa pegajosa, mas que dá para manipular.
Sove por 10 minutos, à mão ou na batedeira com o gancho para massas pesadas. A massa deverá ficar lisa e não grudar mais nas mãos. Cubra o bowl com plástico filme e deixe crescer até dobrar de volume, mais ou menos 1 a 2 horas.
Abaixe a massa com as mãos para tirar o ar. Numa superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo, abra a massa com um rolo, formando um retângulo de mais ou menos 20X40cm. Pincele a manteiga derretida sobre a massa e polvilhe o açúcar misturado com com a canela.
Enrole como um rocambole, bem justo, começando da parte mais comprida. Dê uns beliscões para colar a emenda.
Com uma faca afiada corte em 12 a 15 pedaços e coloque numa assadeira de 20 por 30cm, untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Deixe um espaço entre os rolinhos.
Deixe os pãezinhos crescerem por mais 45 minutos e leve para assar em forno aquecido 180 graus, na grade do meio, por mais ou menos 30 minutos ou até dourarem.

Tire do forno e deixe esfriar um pouco enquanto faz a cobertura: num bowl médio misture a manteiga derretida e o açúcar e água quente até dar ponto. Aplique e sirva.

Faça a receita, me marca lá no Instagram (@faby_zanelati) mas vou logo avisando: vicia!
Depois não venha reclamar comigo ;)

Bisous,
Faby

Receitas saladas

Salada de Cevadinha com Tofu Assado e Cogumelos

salada cevadinha

Você nunca mais vai ver a cevadinha com os mesmos olhos, te garanto.

Ok, quem me acompanha sabe que salada não é exatamente a coisa que mais amo na vida e sabe também que eu sou a louca dos grãos – já comentei aqui que fui viciada em grão de bico, né? Pois é. Muito além do arroz e feijão, os grãos podem fazer milagres em nossa alimentação do dia a dia, aquela em que a gente nem pensa muito.

Feijão? Nossa, são muitos tipos e eu uso e abuso de todos. Arroz? A mesma coisa… variar é a chave pra não tornar a alimentação básica chata e sem graça. A cevadinha é um ótimo exemplo de como acrescentar nutrição e fibras na dieta e não perder o sabor, pelo contrário, acrescentar ainda mais! Nessa salada ela brilha ao lado de outro ingrediente tão injustamente desprezado: o tofu. Sim, gente… tofu é gostoso, vai por mim. Vem que eu te mostro.

Comece cozinhando a cevadinha, que demora um pouquinho. Lave bem os grãos em água corrente e leve pra panela com água. Leva cerca de 30 minutos mas é bom checar o tempo depois disso e ir ajustando (lembre-se que a ideia é cozinhar mas não derreter a cevadinha!). Ao final, ela deve estar cozida mas ainda firminha, al dente, ok? Depois de cozida passe para uma peneira, escorra e lave novamente a cevadinha. Reserve.

tofu assado

Tofu, my love

Agora, prepare o tofu (sem cara feia, han?). O pulo do gato do tofu assado é drená-lo beeeeeem. Se você estiver usando o tofu macio ao invés do extrafirme, use papel toalha para secá-lo bem e drene usando um peso por cima.
Depois, corte-o em cubos (para 2 xícaras de cevada usei uns 300gr de tofu).

Coloque os cubos de tofu em uma travessa e prepare o molho para regá-los. Misture em uma tigelinha: 2 colheres (sopa) de açucar mascavo, 2 colheres (sopa) de shoyu, 1 colher (chá) de óleo de gergelim torrado, 1 colher (sopa) de gengibre fresco ralado 1 dente de alho amassado e umas gotinhas de pimenta Tabasco (opcional, pra quem gosta de um leve ardidinho). Misture bem, regue os cubos de tofu com esse molho e deixe marinando cerca de 30 minutos para absorver bem (tofu é uma esponjinha, colega). Daí é só colocar os cubos em uma assadeira antiaderente levar ao forno pré aquecido por uns 30 minutos, virando os cubinhos de vez em quando. Ficou douradinho? Tá pronto. Use na salada depois de frio, ok?

Cogumelo sim!

Dá pra fazer sem, mas uns 300gr de cogumelo de sua escolha (aqui usei shiitake) vão deixar a salada ainda mais gostosa. Depois de lavados e cortados (dispensa aquele talinho muito grosso) é só passar pela frigideira com um fiozinho de azeite.

Ervilha torta combina com cevadinha? Oh yeah!

Mas pode ser vagem comum também. A ideia é trazer um elemento crocante e verdinho, pra dar aquele colorido. A ervilha torta é só refogar ligeiramente em azeite e temperar com sal. Não precisa deixar cozinhar eternamente! Ela é gostosa ainda durinha, pra fazer crec-crec na salada, então cozinhe apenas o suficiente, combinado?

Hora de juntar o baile todo

Cevadinha cozida? OK
Tofu assado e frio? OK
Cogumelo grelhado? OK
Ervilha torta cozida? OK

Junte tudo isso em uma tigela grande e tempere com um molhinho que vai dar o tchan nesta salada. Misture: 1/4 xícara de vinagre de arroz, 2 colheres (sopa) de óleo de gergelim torrado, 2 colheres (sopa) de shoyu, 1 colher (sopa) de açucar mascavo, 2 colheres (sopa) de gengibre ralado e 1 dente de alho amassado (basicamente o mesmo tempero do tofu). Misture bem os ingredientes até dissolver o açucar e regue a salada, mexendo para incorporar. Pronto!

Eu finalizo com cebolinha picada e nori (aquela alga de fazer pratos japoneses) picadinho, mas só na hora de servir, ok?

Gostou? Então use a ideia e varie conforme o seu gosto. Troque a cevadinha por feijão branco, por arroz 7 cereais, por grão de bico, arroz selvagem… não curte tofu? Substitua por queijo coalho grelhado, que tal? Não tem cogumelo? Faça uma mistura com legumes fatiados ligeiramente grelhados com azeite. O céu é o limite, gente! ;)

Preparou essa saladinha amor? Me marca lá no Instagram? @faby_zanelati

xoxo,
Faby

acompanhamentos Receitas

Alho confit

alho confit

Cheirinho de alho? Temos! Mas quem liga pro cheiro diante dessa deliciosidade que você prepara assim, pá-pum?

Hey, quarenteners! Depois de um tenebroso e assustador inverno (apesar de ser verão), voltei. A vida vai sendo atropelada nesse mundo meio black mirror, mas a gente segue … alive and kicking, respirando no saco e lutando. Tudo há de passar e, enquanto não passa, a gente come e bebe – não necessariamente nessa ordem, certo? Por aqui as receitinhas de forno seguem campeãs e esse alho confit é uma receitinha bem nessa linha, tão prática e gostosa! Se você não tem medo da luz do sol e nem treme diante de estacas de madeira, se joga!

Os ingredientes: umas 5 ou 6 cabeças de alho médias (se forem menores, umas 8 ou 9)… é, seu sei, muito alho, mas você já viu o preço do gás e da energia? A ideia é fazer um bom tanto e guardar, até porque o alho dura bem na geladeira mas eu te garanto que você vai consumir rapidinho. Tá, além do alho: pimenta calabresa, pimenta preta em grão, azeite e alecrim (mas pode ser tomilho também).

Descasque o alho (força, guerreiros!), coloque em uma travessa refratária e junte os demais ingredientes. O azeite vai o suficiente para cobrir os dentes de alho. Daí é só levar ao forno bem baixinho – aqui tenho 50ºC no forno, mas se não tiver pode usar uma panela no fogo mesmo, mas aí tem que ser fogo beeeem baixo, sem deixar o azeite ferver. No forno leva uns 20-30 minutos e na panela um pouco mais. Está pronto quando o alho está macio – espete a pontinha da faca para saber.

Retire a erva utilizada, espere esfriar e coloque em pote de vidro esterilizado. Deixe sempre coberto com azeite e use pra colocar na salada, na torrada, para acompanhar o grelhado ou, sei lá, coma puro mesmo porque ele fica tão macio, docinho e cremoso que fica difícil resistir.

preparando alho confit

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See you later, alligator!

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