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Tartar de abobrinha

tarta de abobrinha

Cansada de refogar ou assar abobrinha? Coma crua!

Existe um padrão na cozinha brasileira que diz que alguns vegetais devem ser refogados ou assados, servidos sempre cozidos – abóbora, escarola, jiló, e por aí vai. Bobagem! Aqui em casa a gente vive quebrando essa “regra” e o resultado sempre surpreende. Abobrinha é um belo exemplo de vegetal que pode ser consumido cru em diversos preparos, e um deles é este tartar glam, que leva manga e coentro e vira receita cheia de bossa para servir em dias quentes.

Aqui eu usei uma abobrinha italiana pequena inteira. Precisa cortar no sentido do comprimento e, com o auxílio do boleador ou de uma colherzinha de café, retirar a parte das sementes. O que restou você vai fazer cubinho pequetitos – se forem mais ou menos do mesmo tamanho você brilha tipo Masterchef ;)

Cortou os cubinhos simétricos (oi, toc!), coloca em uma tigela e reserva. Agora, descasca uma manga firme (se ela estiver muito madura fica difícil fazer os cubinhos) e faz a mesma coisa, cortando cubinhos do mesmo tamanho da abobrinha – não é pra pirar, hein?! Se você não tá nessa vibe de chef francês, corta cubos médios e tudo bem. Coloca a manga na tigela também.

Agora cebola roxa, cubinhos, do tanto que você gostar. Junta na tigela e tempera: suco de limão, sal e pimenta. Acrescenta uma pimenta dedo de moça picadinha, também de acordo com teu paladar e finaliza com coentro. Odeia coentro? Deus ilumine sua alma, companheiro. Brinks. Odeia coentro, pode trocar por salsinha, mas já aviso que ó… tô te julgando (brincadeira, #sqn). E, pra finalizar, amêndoa laminada torrada, pra dar mais aquele croc maneiro.

Eu gosto de temperar e deixar “marinando” por uns 15 minutos antes de servir (antes de colocar o coentro e a amêndoa). A manga solta um caldinho, a abobrinha dá uma amaciada e fica tudo ainda mais gostoso. Pra servir, vale aquele aro para empratar se você estiver em um dia instagramável #goodvibesonly ou mesmo em tacinhas, versão individual se você quiser agradar e fazer mais charminho – nem que seja só pra você, porque não?

tartar de abobrinha

Na foto, a versão em taça ganhou uma renda de parmesão, coisa besta mas que dá aquele toque chef e talecousa. Pra fazer é só espalhar parmesão ralado numa frigideira antiaderente e deixar até endurecer, quando fica douradinho. Deixa esfriar e pica em pedaços. Se você realmente incorporar o chef, faça uma tuille e arrebente na hashtag #ostentação.

E, assim, cheios de glamour, damos início ao mês pandêmico nr.986 – sério, já perdi a conta. Socorro.

Ah! Fez o tartar? Me marca lá no Instagram @faby_zanelati ;)
Cuidem-se!

Amor,
Faby

café da manhã Receitas

Cinnamon Rolls

cinnamon roll

Cinnamon roll é amor <3

E a receita vem direto da @thecookieshop, minha amiga mais que talentosa, rainha dos confeitos todos, musa suprema da alta (AND baixa) confeitaria, fazedora dos biscoitos mais biscoitudos e perfeitos deste e de outros multiversos, enfim, diva. A Paula inclusive tem um box de gostosuras que ela entrega semanalmente, coisa de Deus, de comer rezando – vai lá no perfil dela, encomenda e depois me diz se não é maravilhouser.

Bom, dona da receita apresentada, vale dizer que a receita dessa massa é tão boa, mas tão boa, que já usei pra fazer aqueles doguinhos assados, manja? Eu sou sommelier de enroladinho de salsicha e atesto que com essa massa você faz um enrolado digno de selo gourmet. Mas ok, deixemos a salsicha de lado e foco no cinnamon roll que, além de delícia, perfuma a casa toda, uma loucura.

Mão na massa! A receita do cinnamon roll rende cerca de 12 a 15 unidades – no meu caso, rendeu 12 bem servidos.

Para a massa:

1 pacotinho de femento biológico seco (10g)
1/2 xícara de água em temperatura ambiente
50g de açúcar
1/2 xícara de leite em temperatura ambiente
75g de manteiga sem sal, derretida e fria
1 colher de chá de sal
1 ovo grande ou extra
460g de farinha de trigo

Para o recheio:

100g (1/2 xícara) de manteiga derretida
150g de açúcar
2 colheres de sopa de canela em pó

Para a cobertura:

55g manteiga sem sal
2 xícaras de açúcar de confeiteiro
1/2 colher de chá de baunilha
3-6 colheres de sopa de água quente

cinnamon roll

Comece pela massa: numa tigelinha pequena misture o fermento e a água para dar uma dissolvida. Num bowl grande ou na tigela da batedeira, misture o açúcar, leite, manteiga derretida, sal e ovo. Junte metade da farinha de trigo, misture bem, e junte a água com o fermento. Vá adicionando o restante da farinha aos poucos, até ficar uma massa pegajosa, mas que dá para manipular.
Sove por 10 minutos, à mão ou na batedeira com o gancho para massas pesadas. A massa deverá ficar lisa e não grudar mais nas mãos. Cubra o bowl com plástico filme e deixe crescer até dobrar de volume, mais ou menos 1 a 2 horas.
Abaixe a massa com as mãos para tirar o ar. Numa superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo, abra a massa com um rolo, formando um retângulo de mais ou menos 20X40cm. Pincele a manteiga derretida sobre a massa e polvilhe o açúcar misturado com com a canela.
Enrole como um rocambole, bem justo, começando da parte mais comprida. Dê uns beliscões para colar a emenda.
Com uma faca afiada corte em 12 a 15 pedaços e coloque numa assadeira de 20 por 30cm, untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Deixe um espaço entre os rolinhos.
Deixe os pãezinhos crescerem por mais 45 minutos e leve para assar em forno aquecido 180 graus, na grade do meio, por mais ou menos 30 minutos ou até dourarem.

Tire do forno e deixe esfriar um pouco enquanto faz a cobertura: num bowl médio misture a manteiga derretida e o açúcar e água quente até dar ponto. Aplique e sirva.

Faça a receita, me marca lá no Instagram (@faby_zanelati) mas vou logo avisando: vicia!
Depois não venha reclamar comigo ;)

Bisous,
Faby

Receitas saladas

Salada de Cevadinha com Tofu Assado e Cogumelos

salada cevadinha

Você nunca mais vai ver a cevadinha com os mesmos olhos, te garanto.

Ok, quem me acompanha sabe que salada não é exatamente a coisa que mais amo na vida e sabe também que eu sou a louca dos grãos – já comentei aqui que fui viciada em grão de bico, né? Pois é. Muito além do arroz e feijão, os grãos podem fazer milagres em nossa alimentação do dia a dia, aquela em que a gente nem pensa muito.

Feijão? Nossa, são muitos tipos e eu uso e abuso de todos. Arroz? A mesma coisa… variar é a chave pra não tornar a alimentação básica chata e sem graça. A cevadinha é um ótimo exemplo de como acrescentar nutrição e fibras na dieta e não perder o sabor, pelo contrário, acrescentar ainda mais! Nessa salada ela brilha ao lado de outro ingrediente tão injustamente desprezado: o tofu. Sim, gente… tofu é gostoso, vai por mim. Vem que eu te mostro.

Comece cozinhando a cevadinha, que demora um pouquinho. Lave bem os grãos em água corrente e leve pra panela com água. Leva cerca de 30 minutos mas é bom checar o tempo depois disso e ir ajustando (lembre-se que a ideia é cozinhar mas não derreter a cevadinha!). Ao final, ela deve estar cozida mas ainda firminha, al dente, ok? Depois de cozida passe para uma peneira, escorra e lave novamente a cevadinha. Reserve.

tofu assado

Tofu, my love

Agora, prepare o tofu (sem cara feia, han?). O pulo do gato do tofu assado é drená-lo beeeeeem. Se você estiver usando o tofu macio ao invés do extrafirme, use papel toalha para secá-lo bem e drene usando um peso por cima.
Depois, corte-o em cubos (para 2 xícaras de cevada usei uns 300gr de tofu).

Coloque os cubos de tofu em uma travessa e prepare o molho para regá-los. Misture em uma tigelinha: 2 colheres (sopa) de açucar mascavo, 2 colheres (sopa) de shoyu, 1 colher (chá) de óleo de gergelim torrado, 1 colher (sopa) de gengibre fresco ralado 1 dente de alho amassado e umas gotinhas de pimenta Tabasco (opcional, pra quem gosta de um leve ardidinho). Misture bem, regue os cubos de tofu com esse molho e deixe marinando cerca de 30 minutos para absorver bem (tofu é uma esponjinha, colega). Daí é só colocar os cubos em uma assadeira antiaderente levar ao forno pré aquecido por uns 30 minutos, virando os cubinhos de vez em quando. Ficou douradinho? Tá pronto. Use na salada depois de frio, ok?

Cogumelo sim!

Dá pra fazer sem, mas uns 300gr de cogumelo de sua escolha (aqui usei shiitake) vão deixar a salada ainda mais gostosa. Depois de lavados e cortados (dispensa aquele talinho muito grosso) é só passar pela frigideira com um fiozinho de azeite.

Ervilha torta combina com cevadinha? Oh yeah!

Mas pode ser vagem comum também. A ideia é trazer um elemento crocante e verdinho, pra dar aquele colorido. A ervilha torta é só refogar ligeiramente em azeite e temperar com sal. Não precisa deixar cozinhar eternamente! Ela é gostosa ainda durinha, pra fazer crec-crec na salada, então cozinhe apenas o suficiente, combinado?

Hora de juntar o baile todo

Cevadinha cozida? OK
Tofu assado e frio? OK
Cogumelo grelhado? OK
Ervilha torta cozida? OK

Junte tudo isso em uma tigela grande e tempere com um molhinho que vai dar o tchan nesta salada. Misture: 1/4 xícara de vinagre de arroz, 2 colheres (sopa) de óleo de gergelim torrado, 2 colheres (sopa) de shoyu, 1 colher (sopa) de açucar mascavo, 2 colheres (sopa) de gengibre ralado e 1 dente de alho amassado (basicamente o mesmo tempero do tofu). Misture bem os ingredientes até dissolver o açucar e regue a salada, mexendo para incorporar. Pronto!

Eu finalizo com cebolinha picada e nori (aquela alga de fazer pratos japoneses) picadinho, mas só na hora de servir, ok?

Gostou? Então use a ideia e varie conforme o seu gosto. Troque a cevadinha por feijão branco, por arroz 7 cereais, por grão de bico, arroz selvagem… não curte tofu? Substitua por queijo coalho grelhado, que tal? Não tem cogumelo? Faça uma mistura com legumes fatiados ligeiramente grelhados com azeite. O céu é o limite, gente! ;)

Preparou essa saladinha amor? Me marca lá no Instagram? @faby_zanelati

xoxo,
Faby

acompanhamentos Receitas

Alho confit

alho confit

Cheirinho de alho? Temos! Mas quem liga pro cheiro diante dessa deliciosidade que você prepara assim, pá-pum?

Hey, quarenteners! Depois de um tenebroso e assustador inverno (apesar de ser verão), voltei. A vida vai sendo atropelada nesse mundo meio black mirror, mas a gente segue … alive and kicking, respirando no saco e lutando. Tudo há de passar e, enquanto não passa, a gente come e bebe – não necessariamente nessa ordem, certo? Por aqui as receitinhas de forno seguem campeãs e esse alho confit é uma receitinha bem nessa linha, tão prática e gostosa! Se você não tem medo da luz do sol e nem treme diante de estacas de madeira, se joga!

Os ingredientes: umas 5 ou 6 cabeças de alho médias (se forem menores, umas 8 ou 9)… é, seu sei, muito alho, mas você já viu o preço do gás e da energia? A ideia é fazer um bom tanto e guardar, até porque o alho dura bem na geladeira mas eu te garanto que você vai consumir rapidinho. Tá, além do alho: pimenta calabresa, pimenta preta em grão, azeite e alecrim (mas pode ser tomilho também).

Descasque o alho (força, guerreiros!), coloque em uma travessa refratária e junte os demais ingredientes. O azeite vai o suficiente para cobrir os dentes de alho. Daí é só levar ao forno bem baixinho – aqui tenho 50ºC no forno, mas se não tiver pode usar uma panela no fogo mesmo, mas aí tem que ser fogo beeeem baixo, sem deixar o azeite ferver. No forno leva uns 20-30 minutos e na panela um pouco mais. Está pronto quando o alho está macio – espete a pontinha da faca para saber.

Retire a erva utilizada, espere esfriar e coloque em pote de vidro esterilizado. Deixe sempre coberto com azeite e use pra colocar na salada, na torrada, para acompanhar o grelhado ou, sei lá, coma puro mesmo porque ele fica tão macio, docinho e cremoso que fica difícil resistir.

preparando alho confit

Se preparar, não esquece de me marcar lá no Instagram, ok? @faby_zanelati ;)

See you later, alligator!

antepastos e conservas Receitas

Antepasto de Jiló

antepasto de jiló

Antepasto de Jiló, Fabiana? Really? É hoje que ela perde um monte de seguidores! Rá.

Sim, minha gente. Jiló. Eu adoro. É, tem gente que acha amargo, eu sei. Tem gente que torce o nariz, que faz uma cara igual a do meu filho quando vê qualquer coisa verde no prato, eu sei, eu sei. Mas ó, se você é do time que nunca provou e diz que não gosta, dá uma chance para este antepasto, vai. Ele fica delicioso pra petiscar com pão, torrada, pra colocar na tapioca, do jeito que você quiser.

Não é propriamente uma receita porque foi algo que eu fiz no susto, apenas para aproveitar 4 jilós tristes que estavam na gaveta da geladeira, mas o modo operandi não tem erro. vem comigo.

A primeira coisa que fiz foi passar os jilós na mandoline, beeeem fininhos. Se você não tem, use oum cortador comum ou faça na faca mesmo, o mais fino que puder. Se você acha jiló amargo, coloque as fatias em uma tigela, cubra com água e uma pitadinha de sal e deixe de molho uns 15 minutinhos. Depois é só passar por água corrente e secar bem as fatias antes do próximo passo. Eu não tiro amargo do jiló simplesmente porque não o acho amargo, mas fique a vontade, ok?

Bom, agora é hora de passar as fatias de jiló pela frigideira antiaderente com um fio de azeite. Coisa muito rápida porque as fatias são bem fininhas, tá? A ideia é dar uma leve grelhada nele. Retire da frigideira as fatias grelhadas e reserve.

Na mesma frigideira coloquei azeite e dourei cerca de meia cabeça de alho bem picadinho – gosto assim, muito, mas você dosa de acordo com seu paladar. Depois, uma cebola fatiada em lâminas beeeem fininhas (usei a mandoline também), um pouquinho de dedo de moça picadinha e 1/2 pimentão vermelho (que era o que eu tinha na geladeira, mas use o verde ou o amarelo, sem crise). Deixei tudo refogar e dourar bem, mexendo de vez em quando. Para o grand finale, uva passa…

PARA TUDO!

A pessoa usa na mesma receita dois ingredientes top 3 dos haters gastronômicos? Faça o favor, Fabiana ;)

Ok, uva passa. Não gosta? Não coloca. Usa alcaparra, quem sabe. Ou nada.
Daí é só temperar com sal e pimenta. Eu coloquei manjericão fresco, só porque eu tinha, mas você pode usar salsinha, se gostar.
Junte o jiló reservado e misture tudo bem. Desligue o fogo e deixe esfriar antes de servir, regado com mais azeite.
Se for guardar, coloque em pote esterilizado e cubra com azeite. Nunca testei mas deve durar o mesmo que o antepasto de berinjela, se conservado com azeite.

Agora é com você. Vai abrir esse coração duro para o antepasto de jiló? Me conta <3

Volto já.
Faby

massas Receitas vegetarianos

Malfatti

receita malfatti

Você conhece o Malfatti?

Até ontem eu chamava de Nhoque de Ricota, até que a Let (@letmassula) postou no Instagram e descobri que chamam Malfatti (literalmente “mal feito”) que, pela minha ligeira pesquisa, é uma receita típica da região da Lombardia na Itália, mas também aparece com o nome de Malfatti Toscano, que leva farinha de trigo além da ricota.

Bom, se a história certa eu não sei, já a receita posso passar sem medo de errar porque os últimos ficaram divinos. Na minha versão vai apenas ricota, o que deixa os bolinhos extremamente leves, uma delícia. Pra acompanhar usei a minha receita de molho de tomate, publicada aqui. Recomendo fortemente essa combinação.

Para fazer o Malfatti:

400gr de ricota boa (sim, tem ricota ruim, beeem ruim – fuja dessas)
1 1/2 xícara de espinafre ligeiramente cozido e espremido
100gr de queijo parmesão
2 gemas e 1 ovo inteiro
sal a gosto
noz moscada (sem dó, mas sem enlouquecer também)

A primeira coisa a fazer é passar o espinafre em água fervente. Não precisa cozinhar muito – é jogo rápido. Daí escorre e aperta bem, pra tirar toda a água. Mede cerca de 1 xícara e meia, apertadinha, e pica fininho.
Junte a ricota passada pela peneira com o espinafre. Acrescente o parmesão, as gemas e o ovo. Tempere com sal e noz moscada e misture bem. O resultado deve ser um a massa que você consegue modelar fazendo quenelles (uma espécie de bolinho feito com duas colheres).

receita de malfatti

Ferva bastante água e leve os bolinhos para cozinhar, do mesmo modo que é feito o nhoque – quando os bolinhos sobem, é hora de retirar. Pronto! Sirva o Malfatti com o molho de sua preferência – pra mim, o tomate é perfeito mas também rola molho branco, why not? Dá para servir os malfattis no prato com o molho ou colocá-los numa travessa refratária, colocar o molho e queijo parmesão e levar para gratinar – tem como não ficar maravilhoso?

Gostou? Se você ficar inspirado e repetir a receita, me marca lá no Instagram (@faby_zanelati).

Até mais,
Faby <3

legumes Receitas vegetarianos

Torta Espiral de Vegetais

torta espiral de legumes

Quem não gosta de torta, bom sujeito não é ;)

Hey, quarenteners! Todos bem?
Aqui seguimos la vida loka com jornadas triplas em dias que duram 72 horas – é casa, trabalho, criança, cachorros (não necessariamente nessa ordem). De brinde, uma capsulite no ombro e uma certa imobilidade no braço direito. Ou seja, tá fácil. Só que ao contrário ;)

A cozinha segue trivial mas vez ou outra a gente dá uma caprichada. Essa torta foi um desses dias, de capricho puro.
A massa é uma brisée básica, a ricota bem temperadinha, os vegetais cortados em lâminas fininhas com a mandoline e voilà! Uma torta bonitona e cheia de bossa para os dias em que a gente decide pegar leve (aqui eles são raros, shame on you, Fabiana!).

como fazer torta de vegetais espiral

Para a massa brisée
(que pode ser sua massa coringa pro resto da vida)

200gr de farinha de trigo
100gr de manteiga gelada
1 ovo
água gelada (se for necessário)
Uma pitada de sal

Misture a manteiga gelada e a farinha de trigo, misturando até formar uma farofinha.
Junte o ovo e amasse. Se a mistura estiver muito seca, adicione 1 colher (chá) de água gelada.
Adicione uma pitada de sal e trabalhe a massa até ela ficar lisinha.
Faça uma bolinha, embale com filme plástico e leve pra gelar uma meia horinha.

Depois é só abrir com as mãos na forma que você for usar. Aqui usei uma de vidro, mas pode ser uma de torta com fundo removível também.

Para a ricota temperada

Aqui é tudo no olhômetro, mas basicamente juntei 1 xícara (chá) de ricota fresca, 1 gema e temperei com azeite, sal, pimenta e noz moscada – aí é a gosto. Você pode incrementar juntando nozes processadas (ou amêndoas) e ervas de sua preferência – manjericão fica sensacional. É só misturar bem, formando uma espécie de creme e colocar por cima da massa da torta.

torta espiral de vegetais

Para os vegetais

Usei abobrinha, beringela e cenoura, tudo cortado com mandoline, na mesma espessura. A quantidade, claro, depende do tamanho dos vegetais. Para esta forma de 20cm usei 01 cenoura, 1 abobrinha e 2 beringelas pequenas.
A beringela você deixa de molho em água com sal por uns 10 minutos e depois seca com papel toalha.
A abobrinha só corta e reserva.
A cenoura precisa aferventar, pra ela ficar mais maleável pra você conseguir dobrar sem quebrar. Seque-as também com papel toalha depois de pré cozidas.

Depois que está tudo cortadinho e seco, comece a colocar na torta, iniciando do centro para a ponta. É só ir seguindo as camadas, alterando os vegetais.
Notem que eu não sou assim tão perfeccionista e as minhas camadas não são exatamente perfeitas – nem precisa, né? Mas se você tiver tempo, paciência, um toc ou coisa parecida, vá cortando os vegetais para preencher as camadas, formando a rodinha. Dá sempre uma amassadinha, pra firmar os vegetais no creme de ricota.

Feito isso, leve ao forno pré aquecido 180ºC e asse até dourar.

Sirva morninha com uma salada verde.

Volto logo.
Continuem se cuidado <3

Você também vai gostar:
– Torta de Iogurte e Vegetais

molhos Receitas

Molho de tomate caseiro

receita de molho de tomate

Vamos fazer molho de tomate em casa? Yeah!

Voltei quarenteners, todos bem? :)

Aqui sigo na jornada tripla, quádrupla, quíntupla, nem sei mais, rs. A cozinha está a todo vapor sim, mas as receitinhas tem sido as mais básicas possíveis quase sempre. Mas, também tem aqueles dias que a gente capricha né? Foi o que aconteceu dia desses, quando resolvi fazer massa caseira – Ravioli recheado com Ossobuco (esse da foto, maravilouser!) mas aí lembrei que ando em um dilema com os molhos industrializados, inclusive (e principalmente) os tomates pelados, que não andam me fazendo bem – a acidez tem me incomodado e eu, depois do susto da úlcera aberta no ano passado, ando mais cuidadosa. A marca que usava normalmente não anda legal e as demais que testei também estavam bem ruins. E tem aquelas caríssimas que né, nunca testei e nem testarei…rs.

Bom, o fato é que decidi fazer molho de tomate em casa e já há algum tempo é o que tem me deixado mais feliz. Dá trabalho? Dá, mas não é algo impeditivo e a vantagem é que você faz de batelada e congela.

Receita de molho de tomate é aquela coisa, cada um tem uma pra chamar de sua e eu já fiz de inúmeros jeitos até chegar nessa versão que, ao menos por enquanto, é a minha eleita. Ela leva beterraba, o que garante um equilíbrio na acidez do tomate e acaba deixando a receita mais nutritiva. E também tem a etapa do forno, que carameliza cebola e tomate e agregam dulçor ao molho, amo.

Eu não tenho medidas exatas (ah vá!), mas vou me basear na última leva que fiz, ok?

como fazer molho de tomate caseiro

Neste usei 4kgs de tomate italiano maduro, 1 beterraba média, 2 cebolas e 1 cabeça de alho inteira, além de louro, manjericão, azeite, sal e pimenta calabresa, tudo a gosto. Vale dizer que a cebola pode ou não ficar no molho depois, então se você tem problemas com ela, pode ficar tranquilo que ela não aparece no resultado final. O alho é aquilo, pra mim ele nunca é demais, mas você pode adequar a quantidade ao seu gosto. Ele também desaparece, fique tranquilo.

Como fazer

Cortei os tomates lavados em 4 partes e dispus numa assadeira antiaderente bem grande – aqui vale um reforço: faça uma boa quantidade para aproveitar o tempo, de forno inclusive. No meu caso, deu duas assadeiras, pra ser exata.
A beterraba eu só descartei a extremidade e depois cortei em cubos grandes, com casca e tudo. feito isso, basta juntar lá na assadeira com os tomates. Depois vem todos os outros ingredientes (cebola em cubos, dentes de alho inteiros, sme casca e folha de louro), espalhados pela assadeira. Rega com azeite, tempera com um pouco de sal (pouco, porque você usa o molho depois em suas receitas e aí sim finaliza com a quantidade de sal que quiser), pimenta e coloca o manjericão, sem desfolhar (pq ele vai ser descartado depois também). Sim, pode usar alecrim – eu gosto bastante também.

como fazer molho de tomate caseiro

Daí leva pro forno por uns 50 minutos ou até que a beterraba esteja cozida – não precisa estar suuuuuuper macia, é só testar com a pontinha de uma faca, se entrar, está no ponto. O resultado é que tomate, cebola e alho vão caramelizar e é isso que a gente quer.

Agora é hora de pescar os ingredientes. Chato, mas tenha fé que é uma etapa importante se você prefere um molho mais pedaçudo. Retire os galhos de manjericão e descarte. Para o liquidificador leve os cubos de beterraba, o alho, as cebolas (todas ou não, você decide – eu gosto de deixar um pouco da cebola em cubos) e parte dos tomates, além da pele de todos eles. A pele dos tomates sai facilmente depois que eles assam e tudo que vc tem a fazer é puxar. Eu deixo parte dos tomates (já sem a pele) sem bater porque gosto de molho mais rústico, mas se você prefere ele lisinho apenas bata tudo no liquidificador e pronto! Se for preciso, acrescente um tico de água para ajudar a bater.

como fazer molho de tomate caseiro

Depois de batido, coloque em uma panela grossa com o restante dos tomates assados que ficaram na assadeira (se você bateu tudo, apenas leve para a panela). Coloque em fogo baixo e deixe cozinhar por cerca de uma hora, mexendo vez ou outra. Pronto!

como fazer molho de tomate caseiro

Deu trabalho? Deu, mas quando você provar o molho por cima daquela massa incrível, volta aqui e me diz se não valeu a pena ;)

Eu mostrei um pouco do processo lá no Stories do Instagram. Já me segue lá? @faby_zanelati

Até mais, cuidem-se!

Fã de tomate?
Veja também essa receita escândalo de Chutney de Tomate.

principais Receitas

Rosbife Caseiro

rosbife-caseiro

Cozinha reformada, notaram? ;)

Eu planejei a volta e decidi mudar uma coisinha aqui, outra ali… nada radical. Daí precisei mexer no código (tks, Edu!) e aquela coisa toda. Daí… bom, daí veio a pandemia que todos estamos vivendo e tudo ficou esquisito. Se este período tão angustiante trouxe algo bom (e tem como?), foi a volta à cozinha – de um jeito definitivo. É nela que tenho encontrado alívio, descanso e um pouco de paz. Alguns dias tem sido mais difíceis e, com uma criança pequena em casa, nem sempre os planos dão certo. Já fiz pães, massas, esfihas, enroladinhos… estou fazendo as pazes com as massas de sova – ainda não demos aqueeeele match, mas estamos nos conhecendo melhor. Tem sido bom, ainda que tudo esteja tão ruim. Vamos em frente, certo?

Voltei com uma receita que virou hit aqui em casa, o rosbife caseiro. Tão, mas tão, mas tão fácil de fazer que nem sei se pode entrar na categoria receita. Por aqui é sucesso! Vira salada, vira sanduíche e vira até prato principal, recebendo o molho que você preferir. Com tantas qualidades, só posso te aconselhar a se jogar nesta receita e me contar depois.

Eu uso lagarto, mas há quem faça com mignon (uma carne que eu definitivamente não curto). Você decide com qual vai querer fazer. Se for o lagarto, peça para seu açougueiro deixá-lo limpíssimo, assim ó…

como-fazer-rosbife

Bom, daí o tempero também é por sua conta. No meu eu uso tão somente alho, pimenta do reino e sal. Nada mais. E nem precisa, acredite. Mas, se você duvidar ou quiser uma versão mais exótica, pode acrescentar páprica, cominho, tomilho, alecrim… o importante é que a proporção de sal é cerca de 1 colher (sopa) de sal para cada kg de carne. A colher eu uso aquela medidora, tá?

Misture os temperos e esfregue por toda a carne, vigorosamente. NADA DE FURAR A CARNE, pelamordedeus! O tempero vai na parte externa mesmo e precisa de um tempinho de descanso para ficar ainda melhor. Eu deixo no mínimo uma horinha na geladeira, mas já fiz até de um dia para o outro e também fica ótimo.

O próximo passo é simples – selar a carne em uma frigideira. Se você tiver uma que possa ir ao forno, use-a. Se não, faça este processo em uma frigideira comum e depois use uma assadeira ou travessa refratária para o próximo passo.
Basta ir selando todas as partes da peça, até que crie uma crostinha. Antes de levar ao fogo, retire o excesso de alho porque ele pode queimar durante este processo, ok?

como-fazer-rosbife-caseiro

Todos os lados selados, hora de forno (alto). A conta é cerca de 20 a 30 minutos para cada kg, mas isso também vai depender do ponto que você quiser pro teu rosbife. Aqui gostamos dele com o centro bem rosado, quase cru, então não deixo muito tempo no forno. Se você preferir um ponto a mais, use a conta de 30 minutos/kg.

Depois que a peça sai do forno, deixe esfriar completamente, envolva em plástico filme e leve para gelar antes de fartiar. Se quiser, pode até colocar um pouco no freezer (sem deixar congelar!) para que a carne esteja bem firme para ser fatiada.

Passado o tempo de geladeira, retire o plástico filme e fatie a carne bem fininho (nós gostamos assim) e use como quiser. Minhas sugestões são:
Salada fria: alterne camadas de rosbife fatiado, cebola, pimentão verde e vermelho e tomates fatiados, com azeitonas picadas. Tempere com sal e pimenta e cada camada completa. Leve para gelar por pelo menos 2 horas e sirva fria.
Sanduíche: pode ser feito com a salada acima ou apenas com o rosbife, no pão. Ciabatta é uma ótima opção.
Prato principal: Prepare um molho de sua preferência e sirva à parte, com o rosbife fatiado. Meu preferido é o que leva mostarda dijon, mel e creme de leite. Comece com uma cebola em cubinhos refogada na manteiga, junte um pouquinho de farinha de trigo, acrescente a mostarda e o mel e o creme de leite. Mexa, tempere com sal e pimenta e deixe engrossar. Se quiser um molho mais lisinho, use o mixer para homogeneizar. 

sanduiche-de-rosbife
salada-de-rosbife

 

como-fazer-rosbife-caseiro

Fácil, certo? ;)

Se quiser acompanhar mais dicas e receitas, é só me seguir lá no Instagram: @faby_zanelati.

Nos vemos. Tudo vai passar <3
Amor,
Faby

acompanhamentos Receitas vegana

Chutney de Ameixa Fresca e Maracujá

chutney

Eu adoro chutney. Acho fácil de preparar, versátil (dá pra fazer com muitas coisas que tem geladeira) e acompanha super bem assados e sanduíches. Além disso, eu sou #teamagridoce forever e acho que o casamento do salgado com o doce é sagrado.

Essa versão tem ameixa fresca e maracujá e caiu super bem com um lombo e também com uma batata doce assada num dia qualquer. Ou seja, um pouquinho de chutney é a pedida perfeita para dar aquele glam num prato comum do dia-a-dia, além de ter boa durabilidade na geladeira e ainda fazer bonito na hora de receber alguém para um almoço ou jantar.

Você vai precisar de 200g de açúcar mascavo, 1kg de ameixas vermelhas sem caroço, polpa de 1 maracujá bem grande, cravos, 1 pau de canela, pimenta calabresa, 100ml de vinagre de vinho branco, além de água (1 xícara mais ou menos).

Comece lavando as ameixas, retirando o caroço e cortando em gomos. Ferva o açúcar com a água. Quando estiverem bem misturados, junte as ameixas e a polpa do maracujá. Cozinhe desmanchar a ameixa e começa a escurecer, mexendo de vem em quando. Junte os cravos (uns 4/5), a canela em pau e a pimenta (um tiquinho só!) e cozinhe mais um pouco. Quando estiver bem reduzido, apague o fogo e junte o vinagre. Depois de frio, guarde na geladeira em vidro com fechamento hermético.

Receitas

Pera ao Vinho

Sobremesas não são o meu forte. Dito isto, preciso confessar que frutas sempre salvam a minha pele quando preciso de uma sobremesa em um dia de pouca inspiração, e neste quesito ninguém cumpre melhor a tarefa do que a pera.

Pera é aquele tipo de fruta meio renegada, né? Não é popular como a maçã ou a banana e nem tão hype quanto o abacate, o figo… daí ela fica lá, meio esquecida. Não aqui em casa!

Esta receita de Pera ao Vinho é minha sobremesa coringa porque é fácil de fazer (muito fácil aliás), relativamente rápida e leva poucos ingredientes, quase sempre o que a gente tem na despensa. Na hora de servir ela também leva vantagem – vai com sorvete, com chantilly, com creme de confeiteiro… ô bichinha versátil!

Atenção para a lista de ingredientes: pera (pode ser a mais durinha, a Willians, e eu uso sempre a mini, por frescura mesmo, rs), vinho tinto, açucar, canela em pau, cravo e água. Viu? Não disse que era pá-pum? ;)

A primeira coisa a fazer é usar um descascador de legumes para descascar as peras, mantendo o cabinho. Na falta do descascador a faca dá conta, claro, mas tem que ter aquele jeitinho delicado, pra tirar a casca fininha, ok?

Em uma panela coloque o açucar (umas 3 colheres de sopa são suficientes), o vinho e a água – a proporção aqui é de 2/1, ou seja, 2 xícaras de vinho tinto para 1 xícara de água. Essa quantidade aumenta se você estiver preparando muita pera – aqui usei essa proporção para cozinhar 8 mini peras. A ideia é que elas cozinhem mergulhadas nesta mistura. Ah sim! Junte a canela em pau e uns cravinhos (usei uns 6 pq gosto deles, mas vai de acordo com teu gosto).

pera_vinho

Pronto! Agora é só ligar o fogo, misturar, esperar o açucar se dissolver, juntar as peras e deixar que elas cozinhem lentamente (nada de fogo altíssimo!). Vez ou outra você checa com um palitinho para saber se estão cozidas, mas leva cerca de 30 minutos. Quando elas estiverem cozidas, a calda de vinho também deve ter reduzido bastante e engrossado. Se isso não aconteceu, retire as peras já cozidas da panela e deixe a calda de vinho engrossar mais um pouco.

Dá para servir geladinha ou morna – não disse que essa receita é coringona? ;)

Na foto tem sorvete de creme, amêndoas laminadas torradas e uma folhinha de hortelã para decorar.