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Malfatti

receita malfatti

Você conhece o Malfatti?

Até ontem eu chamava de Nhoque de Ricota, até que a Let (@letmassula) postou no Instagram e descobri que chamam Malfatti (literalmente “mal feito”) que, pela minha ligeira pesquisa, é uma receita típica da região da Lombardia na Itália, mas também aparece com o nome de Malfatti Toscano, que leva farinha de trigo além da ricota.

Bom, se a história certa eu não sei, já a receita posso passar sem medo de errar porque os últimos ficaram divinos. Na minha versão vai apenas ricota, o que deixa os bolinhos extremamente leves, uma delícia. Pra acompanhar usei a minha receita de molho de tomate, publicada aqui. Recomendo fortemente essa combinação.

Para fazer o Malfatti:

400gr de ricota boa (sim, tem ricota ruim, beeem ruim – fuja dessas)
1 1/2 xícara de espinafre ligeiramente cozido e espremido
100gr de queijo parmesão
2 gemas e 1 ovo inteiro
sal a gosto
noz moscada (sem dó, mas sem enlouquecer também)

A primeira coisa a fazer é passar o espinafre em água fervente. Não precisa cozinhar muito – é jogo rápido. Daí escorre e aperta bem, pra tirar toda a água. Mede cerca de 1 xícara e meia, apertadinha, e pica fininho.
Junte a ricota passada pela peneira com o espinafre. Acrescente o parmesão, as gemas e o ovo. Tempere com sal e noz moscada e misture bem. O resultado deve ser um a massa que você consegue modelar fazendo quenelles (uma espécie de bolinho feito com duas colheres).

receita de malfatti

Ferva bastante água e leve os bolinhos para cozinhar, do mesmo modo que é feito o nhoque – quando os bolinhos sobem, é hora de retirar. Pronto! Sirva o Malfatti com o molho de sua preferência – pra mim, o tomate é perfeito mas também rola molho branco, why not? Dá para servir os malfattis no prato com o molho ou colocá-los numa travessa refratária, colocar o molho e queijo parmesão e levar para gratinar – tem como não ficar maravilhoso?

Gostou? Se você ficar inspirado e repetir a receita, me marca lá no Instagram (@faby_zanelati).

Até mais,
Faby <3

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Torta Espiral de Vegetais

torta espiral de legumes

Quem não gosta de torta, bom sujeito não é ;)

Hey, quarenteners! Todos bem?
Aqui seguimos la vida loka com jornadas triplas em dias que duram 72 horas – é casa, trabalho, criança, cachorros (não necessariamente nessa ordem). De brinde, uma capsulite no ombro e uma certa imobilidade no braço direito. Ou seja, tá fácil. Só que ao contrário ;)

A cozinha segue trivial mas vez ou outra a gente dá uma caprichada. Essa torta foi um desses dias, de capricho puro.
A massa é uma brisée básica, a ricota bem temperadinha, os vegetais cortados em lâminas fininhas com a mandoline e voilà! Uma torta bonitona e cheia de bossa para os dias em que a gente decide pegar leve (aqui eles são raros, shame on you, Fabiana!).

como fazer torta de vegetais espiral

Para a massa brisée
(que pode ser sua massa coringa pro resto da vida)

200gr de farinha de trigo
100gr de manteiga gelada
1 ovo
água gelada (se for necessário)
Uma pitada de sal

Misture a manteiga gelada e a farinha de trigo, misturando até formar uma farofinha.
Junte o ovo e amasse. Se a mistura estiver muito seca, adicione 1 colher (chá) de água gelada.
Adicione uma pitada de sal e trabalhe a massa até ela ficar lisinha.
Faça uma bolinha, embale com filme plástico e leve pra gelar uma meia horinha.

Depois é só abrir com as mãos na forma que você for usar. Aqui usei uma de vidro, mas pode ser uma de torta com fundo removível também.

Para a ricota temperada

Aqui é tudo no olhômetro, mas basicamente juntei 1 xícara (chá) de ricota fresca, 1 gema e temperei com azeite, sal, pimenta e noz moscada – aí é a gosto. Você pode incrementar juntando nozes processadas (ou amêndoas) e ervas de sua preferência – manjericão fica sensacional. É só misturar bem, formando uma espécie de creme e colocar por cima da massa da torta.

torta espiral de vegetais

Para os vegetais

Usei abobrinha, beringela e cenoura, tudo cortado com mandoline, na mesma espessura. A quantidade, claro, depende do tamanho dos vegetais. Para esta forma de 20cm usei 01 cenoura, 1 abobrinha e 2 beringelas pequenas.
A beringela você deixa de molho em água com sal por uns 10 minutos e depois seca com papel toalha.
A abobrinha só corta e reserva.
A cenoura precisa aferventar, pra ela ficar mais maleável pra você conseguir dobrar sem quebrar. Seque-as também com papel toalha depois de pré cozidas.

Depois que está tudo cortadinho e seco, comece a colocar na torta, iniciando do centro para a ponta. É só ir seguindo as camadas, alterando os vegetais.
Notem que eu não sou assim tão perfeccionista e as minhas camadas não são exatamente perfeitas – nem precisa, né? Mas se você tiver tempo, paciência, um toc ou coisa parecida, vá cortando os vegetais para preencher as camadas, formando a rodinha. Dá sempre uma amassadinha, pra firmar os vegetais no creme de ricota.

Feito isso, leve ao forno pré aquecido 180ºC e asse até dourar.

Sirva morninha com uma salada verde.

Volto logo.
Continuem se cuidado <3

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Rosbife Caseiro

rosbife-caseiro

Cozinha reformada, notaram? ;)

Eu planejei a volta e decidi mudar uma coisinha aqui, outra ali… nada radical. Daí precisei mexer no código (tks, Edu!) e aquela coisa toda. Daí… bom, daí veio a pandemia que todos estamos vivendo e tudo ficou esquisito. Se este período tão angustiante trouxe algo bom (e tem como?), foi a volta à cozinha – de um jeito definitivo. É nela que tenho encontrado alívio, descanso e um pouco de paz. Alguns dias tem sido mais difíceis e, com uma criança pequena em casa, nem sempre os planos dão certo. Já fiz pães, massas, esfihas, enroladinhos… estou fazendo as pazes com as massas de sova – ainda não demos aqueeeele match, mas estamos nos conhecendo melhor. Tem sido bom, ainda que tudo esteja tão ruim. Vamos em frente, certo?

Voltei com uma receita que virou hit aqui em casa, o rosbife caseiro. Tão, mas tão, mas tão fácil de fazer que nem sei se pode entrar na categoria receita. Por aqui é sucesso! Vira salada, vira sanduíche e vira até prato principal, recebendo o molho que você preferir. Com tantas qualidades, só posso te aconselhar a se jogar nesta receita e me contar depois.

Eu uso lagarto, mas há quem faça com mignon (uma carne que eu definitivamente não curto). Você decide com qual vai querer fazer. Se for o lagarto, peça para seu açougueiro deixá-lo limpíssimo, assim ó…

como-fazer-rosbife

Bom, daí o tempero também é por sua conta. No meu eu uso tão somente alho, pimenta do reino e sal. Nada mais. E nem precisa, acredite. Mas, se você duvidar ou quiser uma versão mais exótica, pode acrescentar páprica, cominho, tomilho, alecrim… o importante é que a proporção de sal é cerca de 1 colher (sopa) de sal para cada kg de carne. A colher eu uso aquela medidora, tá?

Misture os temperos e esfregue por toda a carne, vigorosamente. NADA DE FURAR A CARNE, pelamordedeus! O tempero vai na parte externa mesmo e precisa de um tempinho de descanso para ficar ainda melhor. Eu deixo no mínimo uma horinha na geladeira, mas já fiz até de um dia para o outro e também fica ótimo.

O próximo passo é simples – selar a carne em uma frigideira. Se você tiver uma que possa ir ao forno, use-a. Se não, faça este processo em uma frigideira comum e depois use uma assadeira ou travessa refratária para o próximo passo.
Basta ir selando todas as partes da peça, até que crie uma crostinha. Antes de levar ao fogo, retire o excesso de alho porque ele pode queimar durante este processo, ok?

como-fazer-rosbife-caseiro

Todos os lados selados, hora de forno (alto). A conta é cerca de 20 a 30 minutos para cada kg, mas isso também vai depender do ponto que você quiser pro teu rosbife. Aqui gostamos dele com o centro bem rosado, quase cru, então não deixo muito tempo no forno. Se você preferir um ponto a mais, use a conta de 30 minutos/kg.

Depois que a peça sai do forno, deixe esfriar completamente, envolva em plástico filme e leve para gelar antes de fartiar. Se quiser, pode até colocar um pouco no freezer (sem deixar congelar!) para que a carne esteja bem firme para ser fatiada.

Passado o tempo de geladeira, retire o plástico filme e fatie a carne bem fininho (nós gostamos assim) e use como quiser. Minhas sugestões são:
Salada fria: alterne camadas de rosbife fatiado, cebola, pimentão verde e vermelho e tomates fatiados, com azeitonas picadas. Tempere com sal e pimenta e cada camada completa. Leve para gelar por pelo menos 2 horas e sirva fria.
Sanduíche: pode ser feito com a salada acima ou apenas com o rosbife, no pão. Ciabatta é uma ótima opção.
Prato principal: Prepare um molho de sua preferência e sirva à parte, com o rosbife fatiado. Meu preferido é o que leva mostarda dijon, mel e creme de leite. Comece com uma cebola em cubinhos refogada na manteiga, junte um pouquinho de farinha de trigo, acrescente a mostarda e o mel e o creme de leite. Mexa, tempere com sal e pimenta e deixe engrossar. Se quiser um molho mais lisinho, use o mixer para homogeneizar. 

sanduiche-de-rosbife
salada-de-rosbife

 

como-fazer-rosbife-caseiro

Fácil, certo? ;)

Se quiser acompanhar mais dicas e receitas, é só me seguir lá no Instagram: @faby_zanelati.

Nos vemos. Tudo vai passar <3
Amor,
Faby

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Vareniki

receita de vareniki

Nem vou dizer que voltei de novo. Quem me acompanha no Instagram (@faby_zanelati) sabe que minha vida deu outro plot twist e, dessa vez, um beeeeem grande <3

Então, sem mais delongas vou pular a parte da aventura que virou minha vida e vou logo deixar aqui uma receitinha que é simplesmente d e l i c i o s a e vem lá da Ucrânia e das bandas da Rússia e Polônia. Como estamos em plena #Rússia2018, achei que era o prato perfeito para o último feriado e ó, só sucesso, tipo a seleção francesa (não falemos sobre futebol, ok? rs).

O prato chama Vareniki e trata-se de uma massa com recheio de batata e cebola, que lembra o dumpling. É o tipo de prato que prova que poucos ingredientes fazem grandes receitas e eles podem ser os mais simples possíveis, tipo trigo, batata e cebola – incrível não é? Adoro esse poder de pegar ingredientes básicos, do dia-a-dia, e transformar em um prato bacanudo, saboroso e surpreendente.

O preparo tem etapas e é bom pra você fazer naquele dia em que está de bem da cozinha, tomando uma tacinha de vinho e ouvindo música boa ou rindo com a família e os amigos. Aliás, este é um prato que tem cara de grandes encontros com quem a gente ama… eu diria que é um prato super família ;)

receita de vareniki

O recheio

A primeira coisa a fazer é cozinhar a batata. Para esta receita você pode usar 500gr de batata e ao final vai ter cerca de 40 varenikis de tamanho médio. Cozinhe as batatas até ficarem macias e passe-as pelo espremedor. Tempere com sal, pimenta do reino e noz moscada ralada na hora – ela é importantíssima nesta receita ok? Capricha.

Reserve a batata amassada e corte em cubos pequenos ou em tirinhas bem finas 600gr de cebola. Leve a cebola para uma panela larga, tempere com sal e deixe dourar, caramelizar. Leva tempo e exige paciência mas vale a pena, believe me.

Quando a cebola estiver moreninha junte 2/3 dela na massa de batata amassada e misture bem. Reserve o restante para finalizar o prato.

receita de vareniki

A massa

Em uma tigela grande coloque 350gr de farinha de trigo, faça um buraco no meio da farianha e junte 200ml de água quente com 30gr de manteiga (derreta a manteiga na água quente) e uma pitada de sal. Agora vá misturando com as mãos até formar uma massa. Leve para uma bancada enfarinhada e sove por uns 15 minutos (eu usei batedeira com gancho de massa). Depois de sovar, faça uma bola com a massa e deixe-a descansar fora da geladeira por 30 minutos. Passado este tempo, pode abrir a massa com uma máquina de macarrão ou rolo. A espessura não precisa ser finíssima, mas também não pode ser grossa demais. Com um cortador (ou a boca de um copo grande) corte círculos da massa e coloque uma colherzinha do recheio em um dos lados. Passe um dedinho de água na borda da massa e una, formando um pastelzinho.

Coloque uma panela grande no fogo e ferva uns 2 litros de água com um pouco de sal. Assim que a água ferver, coloque os varenikis para cozinhar – uma pequena quantidade de cada vez. Quando eles sobem é só esperar 1 minutinho e pronto.

receita de vareniki

Retire os varenikis cozidos com a escumadeira e coloque em uma frigideira larga com um pouco de manteiga. Não precisa escorrer o vareniki e nem passá-lo por água fria, ok? É o amido da farinha e a manteiga que farão o “molhinho”. Faça o processo com toda a massa, coloque em uma travessa e cubra com a cebola reservada.

Sirva quente, com um bom vinho. Se quiser, finalize também com parmesão ralado ou junte uma pequena quantidade à massa de batata, se você for queijólotra ;)

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Sopa de abóbora assada com especiarias

Quem aí toma sopa até no verão levanta a mão! o/

Pra mim não tem estação ou refeição certa para uma boa pratada de sopa. Amo. Pode ser de qualquer legume, com ou sem carne, versão caldinho, creminho, o que for eu traço. Tenho paixão por canja, sopa de feijão e aquele bom e velho minestrone. Só que as vezes o tempo é curto demais e uma sopa que sempre quebra um galho e é super prática é essa de abóbora com especiarias.

O truque, se é que se pode chamar assim, é cortar a abóbora e levar pra assar. Disponha os pedaços de abóbora na assadeira e tempere com especiarias a seu gosto. Eu uso sal, pimenta, cominho, canela em pau (só para perfumar). Cobre com papel alumínio e leva ao forno pré aquecido até que ao espetar a pontinha da faca, a abóbora esteja macia.

Depois, é só retirar a polpa assada com a ajuda de uma colher e reservar.

Em uma panela levo cebola e alho para dourar em um fio de azeite. Junto um pedaço de gengibre ralado e a polpa da abóbora assada e um pouco de caldo de legumes. Tem que misturar e deixar cozinhar um pouco, até começar a engrossar. Quando está no ponto que eu gosto, acerto o tempero, junto um pouquinho de noz moscada ralada na hora e uso o mixer direto na panela para deixá-la mais lisinha e homogênea, mas nada impede de serví-la mais rústica (quando a preguiça bate forte, vou de rústica) ou de usar o liquidificador.

Na hora de servir, croutons, iogurte, azeite e pimenta do reino moída na hora são ótimos para finalizar.

Dá para fazer a mesma sopa substituindo a abóbora por inhame, beterraba, cenoura, batata doce e mandioquinha, todas igualmente deliciosas.

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Salada Oriental

Voltei. Vocês também estão sendo sugados por uma máquina que tem feito o tempo correr absurdamente rápido e descontrolado? Ou será que estou envelhecendo e a sensação do tempo está diferente agora? #reflexões, rs. Teorias sobre o tempo à parte, estou de volta e hoje trago uma maravilhosidade para este blog – uma salada deliciosa que minha amiga Luciana Betenson preparou em nosso Natal antecipado (sim, já tivemos ceia de Natal esse ano – no comecinho de novembro) (eu não disse que tem uma máquina do tempo sugando a gente?) e que já virou top na minha cozinha.

Eu amo repolho mas se você não curte pode substituí-lo por acelga ok? Vamos lá.

Corte 2 repolhos brancos (pequenos/médios) em tiras beeeeeem fininhas e 1 xícara (chá) de cebolinha. Reserve.

Quebre com as mãos um pacote de macarrão instantâneo (Miojo, né gente?). Leve uma frigideira ao fogo com 2 colheres (sopa) de manteiga, 1/3 xícara (chá) de gergelim branco, 1/2 xícara (chá) de amêndoas em lascas, deixe fritar um pouco e junte o macarrão já quebradinho. Apure na frigideira até ficar dourado e crocante. Retire do fogo e deixe esfriar.

Prepare o molho:
Leve ao fogo 1/4 xícara (chá) de shoyu, 1/4 xícara (chá) de azeite e óleo de gergelim (na proporção que você gostar mais – lembrando que o óleo de gergelim dá aquele sabor oriental bem característico, então use como preferir), 2 colheres (sopa) açucar mascavo e 1 colher (chá) de sal. Misture tudo e deixe no fogo até o açucar derreter. Retire do fogo e deixe esfriar.

Agora é só montar a salada numa travessa bem bacana. Junte o repolho e a cebolinha, o macarrão frito e tempere com o molho. Rende bastante mas o repolho murcha depois de temperado. Sirva a salada assim que temperar.

Obs: Na minha versão acrescentei passas brancas pq né, #freeuvapassa. Aceitem <3

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Chutney de tomate

A receita hoje tem origem na Índia e um pezinho na Itália. O chutney é um molho agridoce com especiarias (e às vezes também picante) de origem indiana pelo qual eu sou doida. A versão mais conhecida é de manga mas dá pra fazer com várias frutas, inclusive tomate. Aqui usei o italiano, beeem maduro, ótimo para aproveitar aqueles que já estão com os dias (ou horas) contados. O chutney vai bem com queijos, carnes, embutidos, vira uma base de molho incrível para o peito de frango em cubinhos e vai até (e muito bem) no hambúrguer – inclusive foi o destino deste potinho da foto ;)

A primeira coisa a fazer é tirar a pele dos tomates (já mostrei um jeito fácil aqui ó) – 1 kg de tomate rende um pote pequeno (cerca de 300gr) de chutney. Já sem a pele, corte o tomate em cubos e pode manter a semente se quiser.

Em uma panela refogue uns 4 dentes de alho amassados e uma cebola roxa grande picada em um fio de azeite. Quando dourar acrescente o tomate e mexa. Agora é hora de juntar mais ou menos 1 colher (sopa) de gengibre ralado, 1 pimenta dedo de moça (sem sementes) picadinha, 1 xícara de vinagre de arroz, 1 xícara de açucar mascavo, 1/2 xícara de açucar branco, uma pitada de sal e umas pitadas de: cravo em pó, canela, cominho e pimenta do reino, tudo a gosto. Lembrando que é bom adicionar as especiarias aos poucos e ir provando. Mexa bem, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar e reduzir por uns 50 minutos. Dependendo do tomate, será preciso acrescentar água durante o processo. Neste meu eu não precisei acrescentar pq o tomate soltou bastante líquido, mas se o seu não soltar vá juntando um pouco de água quando for preciso.

A ideia é que ele reduza e vire um molho grosso, encorpado. Daí é você quem decide – se quiser uma versão mais rústica, sirva desse jeito, ou, para uma versão mais delicada, use o mixer ligeiramente. Quando ele estiver bem reduzido, desligue o fogo e deixe esfriar.

Depois de frio, guarde em recipiente de vidro esterilizado e com fechamento hermético e mantenha em geladeira. Dura umas duas semanas, mas sempre acaba antes ;)

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Couve flor picante assada

Minha última descoberta é que deram um  nome para minha fase de vida atual: sou uma reducitariana e nem sabia. Isso quer dizer que pertenço ao grupo de pessoas que não deixaram de comer carne mas reduziram bastante o consumo – no meu caso, a carne ficou restrita apenas ao finais de semana. E como por aqui não substituímos carne por PTS (que eu adoro) acabamos focamos bastante nos vegetais e em novas maneiras de prepará-los. E tem rolado tanta coisa gostosa! Uma delas é essa couve flor, feita no forno e tão fácil que dá até vergonha chamar de receita.

Precisa cortar a couve flor em fatias médias. Não se preocupe porque alguns floretes acabam desmanchando, não tem problema. Depois essas fatias são lambuzadas ligeiramente com azeite e temperadas com sal e pimenta. Em um pratinho vai fubá (o suficiente para empanar a quantidade de couve flor que você está preparando), sal, pimenta e páprica picante a gosto. Mistura tudo e passa as fatias de couve flor nessa misturinha, dos dois lados, pressionando levemente para “empanar”. Numa assadeira forrada com papel manteiga untado com um fio de azeite, é só acomodar a couve flor, regar com um pouquinho mais de azeite e levar ao forno pré aquecido 180C até dourar – vire no meio do processo para dourar os dois lados.

Para acompanhar preparei um molhinho com iogurte, azeite, mel, sal e pimenta.

Viu? Couve flor não vira só salada, gratinado e fritura não. Ter virado reducitariana me mostrou uma infinidade de possibilidades nos vegetais e cada dia eu me apaixono mais por eles.

E você, tem um jeito gostoso de preparar couve flor? Conta aí ;)

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Almôndega vegana

Oi sumida ;)

***

Se eu disser que essa é mais uma receita com berinjela vocês ainda vão me amar e me achar normal? Porque né, esse blog é quase um portal de receitas com berinjela. Desculpa? ;)

Bom, a almôndega é vegana e a base é a berinjela sim mas você pode preparar almôndegas veganas e vegetarianas com grão de bico, mandioquinha, cenoura, abóbora (amo!)… a ausência da proteína nem será sentida, te prometo. Vem comigo…

A primeira coisa a fazer é cortar as berinjelas no sentido do comprimento e levar ao forno pra assar, com um fiozinho de azeite e sal. Não é muito demorado, coisa de uns 20 minutos. Quando perceber que a polpa da berinjela está macia, pode retirar do forno.

Com uma colher, retire a polpa das berinjelas. Ao final você vai ter umas duas xícaras de polpa (dependendo, claro, do tamanho das berinjelas). Em uma panela doure dois dentes de alho amassados e 1/2 cebola ralada em um pouquinho de azeite. Junte a polpa da berinjela, 1 xícara de aveia em flocos finos e mais ou menos 1/2 xícara de farinha de pão (eu uso pão velho, passado pelo processador, mas na falta você pode usar farinha de trigo). Acrescente primeiro a aveia, mexa e verifique o ponto. Só então vá juntando a farinha de pão (ou de trigo), aos poucos, mexendo e cozinhando em fogo baixo até que você encontre o ponto de enrolar – nem sempre você usa a quantidade toda e as vezes precisa de mais. Desligue o fogo, tempere com sal, pimenta, noz moscada, cominho, páprica… do jeito que você quiser. Eu gosto dela picante, bem temperada, mas aí é sua escolha. Também pode-se juntar ervas picadas, como salsinha ou manjericão.

Ao final você deve ter uma espécie de massa que consiga modelar bolinhas (unte um pouquinho a mão com óleo ou azeite). Faça as bolinhas do tamanho desejado e acomode-as em uma assadeira antiaderente ou forrada com papel manteiga. Leve ao forno médio pré aquecido até dourar.

Para servir eu prefiro sempre tomate picado, no estilo concassé, mas fica bom com molho de tomate também, com pesto, com aioli na versão aperitivo, ou sem nada mesmo.

A almôndega não fica lisinha e faz o estilo mais rústica. Se você preferir uma versão mais delicada, passe a polpa da berinjela pelo processador depois de assada.

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Torta de iogurte e vegetais

Incluir vegetais na refeição é coisa fácil aqui em casa. Praticamente deixamos de consumir carne durante a semana, então os vegetais são protagonistas nas receitas do dia a dia. Só que eu gosto de variar bastante no preparo. Além das saladonas, refogadinhos e legumes recheados, eu também gosto da opção torta. A massa é daquelas rápidas, batidas à mão, e leva iogurte, super levinha e com um truque bacana: todas as medidas são as mesmas do potinho de iogurte. Fácil, han?

Em uma tigela quebre 3 ovos e coloque 1 pote de iogurte natural. Mexa bem e acrescente a mesma medida do pote de leite. Junte também 1/2 pote de azeite e 1 pote de queijo parmesão ralado. Misture. Acrescente 3 potinhos de farinha de trigo, de uma a uma, mexendo bem. Tempere com sal (1 colher chá mais ou menos) e pimenta. Coloque 1 sachê de fermento biológico seco e misture novamente.

Agora, os legumes ficam por tua conta. A medida é cerca de dois potinhos deles picados. No meu foi uma rapa da geladeira antes de receber os orgânicos da semana – foi cebola roxa, pimentão verde, pimenta biquinho, salsa, cebolinha, milho verde, azeitona e mais berinjela, abobrinha e cenoura, cortadas em tiras bem fininhas (uso um cortador daqueles bem baratinhos). Reservei um pouco dos vegetais para colocar por cima e o restante misturei na massa.

Coloquei em assadeira com papel manteiga untado e levei ao forno 180C pré aquecido por 45 minutos mais ou menos. Está bom quando passar pelo teste do palito.

Essa torta vira prato principal para servir com uma salada. Fica delícia tanto morna, quanto fria e de um dia para o outro fica gostosa para comer com azeite e sal.

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Quadradinho de Berinjela

Nossa Fabiana, outra receita com berinjela?
É, gente, outra. Eu sou fanática por berinjela, se você aí do outro lado ainda não sabe ;)

Essa receita já deveria estar aqui porque é campeã de audiência em casa há tempos. Desde a época do Rainhas, uma amiga uruguaia me ensinou a fazer o que ela chamava de Pastelito de Berinjela. Depois de tantos anos, a receita nem é mais a mesma e por aqui ganhou o nome carinhoso de Quadradinho de Berinjela. É recheado e quase sempre com o que tiver disponível – ricota, cogumelo, frango desfiado e essa versão, com carne moída picante. Vou mostrar o passo a passo e você, quando for reproduzir, use o recheio que preferir, combinado?

A primeira coisa é cortar fatias de berinjela no sentido do comprimento, nem muito finas, nem muito grossas, e deixar de molho em água por uns 30 minutos. Depois, é só secar as fatias com papel toalha e grelhá-las levemente – em uma frigideira com um fiozinho de azeite coloca as fatias, salpica sal e pimenta e deixar dar uma amaciada, Você vai notar que a berinjela vai mudando de cor e ganhando um leve douradinho. Não precisa grelhar demais, ok? O propósito é mais deixar as fatias macias para você poder dobrar pra fazer os quadradinhos, assim ó:

Uma vez grelhadas todas as fatias (tenha em mente que você vai precisar de 2 para cada quadradinho, ok?) e, se o seu recheio estiver pronto, já dá para montar.

Como disse, eu usei um recheio de carne moída picante, que nada mais é do que um refogado de carne moída bem temperado com alho, cebola, páprica picante, pimenta dedo de moça, sal e azeitona preta. É bem básico e você pode fazer a carne do seu jeito. O pulo do gato é deixar o recheio mais sequinho, sem líquido ok?

Agora pra montar o quadradinho você usa duas fatias de berinjelas dispostas em formato de X e coloca uma colherada no recheio no meio, assim:

Pronto, agora é só fechar o quadradinho cruzando as pontas:

O resultado é este:

Para finalizar eu fui de mussarela, rodela de tomate e uma folhinha de manjericão só para perfumar. O queijo não pode ser muuuuito porque derrete e escorre.

Ficou assim:

Daí é só ir fazendo os quadradinhos, quantos você quiser, e colocando uma travessa ligeiramente untada com azeite. Se preferir, pode forrar a travessa com molho de tomate (ou branco, de repente) ok? Aliás, se você quiser, pode também usar molho de tomate por cima, no lugar do tomate – já fiz versões assim e também fica ótimo.
A receita é versátil e você vai fazendo do jeito que quiser. Por aqui já rolou com recheio de shiitake e molho de queijo por cima, com recheio de ricota e nozes, com franguinho desfiado com cenoura ralada… dentro do quadradinho você bota o que quiser.

Depois, é só levar ao forno baixo pré aquecido. Se você estiver usando molho também á rapidinho porque tudo já está cozido, é só mesmo o tempo do queijo derreter ou da rodela de tomate amaciar ligeiramente.

Aí é só servir. Eu sirvo como prato único, acompanhado por uma salada verde, mas de repente pode ser uma entrada ou um acompanhamento para um grelhado.

Fácil né? Que tal testar e me mostrar o resultado lá no Instagram? Use a hashtag #PimentaNoReino pra eu poder acompanhar (ou marque @faby_zanelati). Fechado? ;)

(antes do forno)

(depois do forno)