Quiabo refogadinho já é bom demais – quem concorda, respira! Sim, a versão básica já tinha meu coração, até que vi esses quiabos crocantes circulando pela internet. Nessa versão, ele vai para o forno, ganha crocância e perde toda a baba (eu curto a baba, me julguem), fica sequinho mesmo. Eu usei a air fryer pois #semtempoirmão, mas no forno convencional também funciona super (só que demora mais e não fica tãããããão crocante).
A primeira coisa é higienizar os quiabos e cortar o cabinho. Depois, tem que secar bem porque senão ele não vai ficar tão crocante. Com o quiabo bem seco, use uma faca com ponta para fazer os cortes – começando na pontinha fina, são dois cortes (veja a foto), sem chegar ao final. Com eles todos cortados, é hora de temperar.
PARA TEMPERAR
A quantidade de tempero depende da quantidade de quiabo que você vai fazer – a ideia é que eles fiquem todos temperados nesse molhinho, então use as quantidades suficientes de cada tempero. Eu usei um pouco de cominho, gengibre em pó, páprica defumada, alho em pó e sal. misturei esses temperos secos em umas 3 colheres de azeite e juntei aos quiabos, mexendo com as mãos até que todos estivessem com o tempero.
Depois de temperados, é só juntar um pouco de fubá e farinha de trigo. Não é beeem empanar, é só pra garantir uma casquinha – aqui eu usei uma colher de farinha de milho porque eu não tinha fubá em casa e 1/2 colher de farinha de trigo. É só misturar tudo de novo e levar pra assar.
Na air fryer pré aquecida a 180C são 10 minutinhos (virando na metade do tempo). No forno convencional uns 25 minutos devem ser suficientes.
Para acompanhar eu fui de molhinho de iogurte, mostarda e mel mas vai bem com um molho de tahine, de tomate, do que você quiser.
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A manga é protagonista nessa saladinha que também pode ser chamada de ceviche, vinagrete… o nome importa pouco mas o sabor, garanto, é maravilhoso. Não dá nem pra chamar de receita, de tão simples, mas a dica é ótima para refrescar dias de sol escaldante em terras tropicais. O frescor fica por conta do coentro – sério, gente, parem de malquerença com o coentro! Nessa salada ele faz um contraste perfeito com a doçura de fruta e a leve acidez da cebola roxa – dá uma chance.
COMO FAZER SALADA DE MANGA
Para fazer a saladinha basta picar a manga – firme, não super madura – em cubinhos. A cebola roxa eu fatiei na mandoline mas dá para fatiar fininho na faca também com um pouquinho de paciência. A dica é deixar a cebola de molho em água gelada por uns 10 minutinhos para retirar um pouco o ardido (e o bafo que ele deixa) – é só escorrer a água e usar. A pimenta dedo de moça vai sem as sementes, bem picadinha e o coentro vai a gosto – geralmente eu uso as folhas inteiras e nem pico, fica a seu critério também.
Tudo picado, é só misturar e temperar com limão, sal e azeite. Simples, não disse? ;)
Ah Fabiana, pode juntar alguma coisa crocante? Opa! Eu amo também! Já fiz com gergelim torrado, trocando a cebola roxa por cebola crisp, pode juntar uma castanha de sua preferência (com semente de girassol eu adoro) e, claro, pode sim trocar o coentro por salsinha – fica a mesma coisa? Não, mas se isso te deixa mais feliz, se joga na salsinha (ou cebolinha!) e tá tudo certo.
E você, tá investindo em saladinhas por aí para aplacar o calor desse verão? Me conta lá no @faby_zanelati
Olha, já vou começar logo dizendo que eu acho que o Marrocos não tem nada a ver com essa salada, taokei? A receita viralizou nas redes com esse nome mas foi basicamente por causa do trigo utilizado na receita e, em algumas versões, o uso do damasco e da tâmara – que na minha versão aqui não tem (não tem porque eu não tinha em casa, se tivesse, eu botava com gosto, rs).
Bom, esclarecimento feito (antes que algum marroquino raiz apareça por aqui), a salada é uma delícia e uma opção p e r f e i t a para as festas de final de ano. Fresca, levinha e cheia de bossa, ela vai bonitona para a mesa da ceia e você dá um descanso para o bom e velho salpicão, han?
De tudo que vi por aí dessa salada, a minha é um pouquinho diferente – muitas versões que circulam levam maionese, creme de leite, mostarda… tem versão pra tudo quanto é gosto. A minha é mais modesta, mas o pulo do gato ficou por conta do frango defumado – delícia demais.
Como fazer
Comece hidratando o trigo para kibe em água morna – 1 e 1/2 xícara. Depois de uns 30 minutos é só escorrer a água e usar uma peneira ou um pano bem limpo para espremer bem o trigo e retirar todo resíduo de água. Coloque esse trigo já espremido em uma travessa e junte cerca de 250g de frango defumado desfiado (se utilizar o frango comum, cozinhe e tempere para desfiar). Agora é só ouvir as vozes da sua cabeça e acrescentar o que você gostar – na minha versão tinha cenoura ralada (mais ou menos 1 xícara), uva passa (#timefreeuvapassa, use sem moderação), 1 pimentão vermelho picadinho e 1 maçã verde cortada em cubinhos.
Por fim, a cebola roxa eu botei cortada em meia lua bem fininhas deixadas de molho na água gelada para tirar o ardido da cebola, juntei uma pimenta dedo de moça sem sementes picada em cubinho e coentro pq né, eu também sou #timefreecoentro. Temperei com sal, azeite e limão. Mistura tudo e tá pronta – melhor temperar um pouco antes de servir porque ela pega o tempero e fica ainda mais gostosa.
É isso. Como eu disse, há quem junte maionese e outras coisas para temperar mas eu acho que não precisa. Já você, pode botar a maionese se quiser, ninguém aqui vai arranjar confusão por causa disso ;)
Sirva numa travessa bonitona, finalize com coentro (ou salsinha, vai) e pronto! Salada diferentona para sua ceia.
Se fizer, volta aqui pra me contar ou passa lá no Instagram @faby_zanelati, combinado?
Manjar de coco é a cara do Natal? Sim ou com certeza? ;)
Bom, não sei para vocês, mas para mim Manjar de Coco tem sim cara de Natal, de festa, de doce de família. É aquele doce fácil de fazer, que não requer tanta habilidade e que é perfeito para preparar no dia anterior e ainda faz bonito na mesa da sobremesa, principalmente se for preparado em uma forma bonitona, como essa minha.
Existem diversas receitas de Manjar de Coco, algumas até que mais parecem um mingau de leite – dessas eu não gosto não. Manjar tem que ter coco (fresco, de preferência), leite de coco e não pode ser nem muito firme e nem muito molenga. “Ah Fabiana, então é difícil e você disse que era fácil!”. Calma, aqui o segredo é só o tempo certo de cozimento. Para garantir que ele desenforme lindamente, untar bem a forma com óleo ou desmoldante ajuda. Viu? Sem muito truque, só um pouquinho de paciência.
Em uma panela junte 400ml de leite de coco (geralmente dá 2 garrafinhas, se você for usar o pronto), 3 xícaras (chá) de leite integral, 1 latinha de leite condensado integral, 300gr de coco ralado e misture bem. Em um outro recipiente dissolva 1 xícara (chá) de amido de milho em 1 xícara (chá) de leite. Ligue o fogo e, quando a mistura começar a ferver, junte o amido dissolvido. Abaixe o fogo e mexa sem parar com o fouet – cerca de 3 minutos ou até que a mistura fique marcada no creme engrossado.
Coloque na forma untada e cubra com um filme plástico tocando no manjar, pra não criar aquela película mais durinha. Quando esfriar, leve para a geladeira até o momento de servir.
Na hora de servir, pode usar uma calda de frutas vermelhas? Pode. Pode usar uma geleia ou um coulis? Pode também, mas a clássica calda de ameixa é sempre a minha favorita. Aqui eu acrescento um xablau (medida totalmente aleatória da minha cabeça, rs) de vinho do Porto, só porque eu gosto e porque acho que dá uma bossa a mais.
Então para fazer a calda é só levar para a panela 300 g de ameixa seca sem caroço, 3 xícaras de água e 3/4 de xícara de açucar – e, no meu caso, aquele tchans de vinho do Porto – e deixar ferver por uns 15 a 20 minutos, até a calda engrossar um pouco (ela fica mais firme depois que esfria). A calda você usa, obviamente, só depois de desenformar o manjar (melhor avisar, néam?)
É isso, manjar lindo, delicioso e perfeito para sua ceia de Natal. Lá no Instagram @faby_zanelati deixei mais umas fotos dele lindão, pero já pela metade pois não fotografei antes do ataque – sorry but no sorry ;)
Cozinhem para sua família, para os seus amigos, para você. Cozinhem, cozinhem, cozinhem! Até a próxima! Küsschen, Faby
Salada de macarrão com sobras de frango assado é o título mais correto para essa dica, mas o post está aqui para chamar atenção para um dado alarmante – segundo a ONU, cada brasileiro joga fora mais de 41 quilos de comida por ano. Isso mesmo que você leu e, ainda segundo a pesquisa, 60% desse desperdício acontece em casa. As razões incluem falta de planejamento (quem nunca comprou mais do que ia consumir na semana?) e o não aproveitamento das sobras, que acabam indo para o lixo quando muitas vezes poderiam ter virado pratos incríveis.
Esse post não é para apontar o dedo para ninguém – eu mesma me policio muito para que isso não aconteça mas às vezes falho e acabo também jogando algo fora – mas para propôr aqui uma reflexão sobre o modo como tratamos as sobras de comida em nossa casa.
Acho que a primeira coisa que temos que ter em mente é planejamento na hora da compra, principalmente com hortifruti e carnes. A vida útil e de hortaliças e vegetais é mais curta e piora mais ainda quando o armazenamento não é bem feito. Se você comprar muito mais do que sua família consome, certamente haverá desperdício.
(fonte: G1)
E o que fazer com as sobras? Muita gente acaba optando pelo congelamento e ele é mesmo uma ótima opção, mas não é a única. Muitas vezes, se a quantidade da sobra é pequena, nem vale o congelamento – e aí? Aí é que entra a sua criatividade – quem cozinha precisa treinar essa habilidade! Vem comigo.
Sobra de refogados Eles podem ir direto para a sopa, sem medo. Também são ótimos para incrementar recheios de tortas ou para fazer bolinhos. Tem um restinho de hortaliça refogada? Junte um ovo, um pouco de farinha, tempere com sal e pimenta e você já tem a base de um bolinho, que pode ir para a frigideira, forno ou air fryer.
Sobra de assados Esses são meus favoritos. Aqui você pode descobrir um mundo de possibilidades e todas deliciosas. Carne assada na minha casa quase sempre vira salada – ou desfio ou corto a carne em fatias bem fininhas e faço uma salada com pimentões, cebola e tomate. Sério, é praticamente um dos pratos favoritos da minha família. Carnes também podem incrementar o molho do macarrão – sabe aquele pernil que sobrou? Faz molho de macarrão, fica incrível. O frango assado, aquele que você compra na padaria, quase sempre sobra, não é? Pois ele é um coringa na cozinha! Vai para a torta, para a sopa, para o bolinho, vira salada… não existe nenhum motivo para que você jogue fora as sobras de frango assado, confia em mim.
Sobra de arroz Muita gente congela né? Mas nem precisa! O arroz é a coisa mais fácil do mundo de reaproveitar sem precisar apelar para o freezer. Sabe o arroz branco que sobrou? Prepare um arroz frito – junte ovos batidos, queijo, vegetais de sua preferência, umas gotinhas de óleo de gergelim torrado, uma finalização com bastante cheiro verde e pronto! Prato principal, o famoso Resdontê, chiquérrimo, delicioso e super conectado com o mundo real, onde desperdício de comida não tá com nada.
Sobra de grãos Feijão cozido vira sopa, se escorrer vira salada, se amassar vira bolinho. O mesmo vale para lentilha, grão de bico, trigo… até purê você consegue produzir com vários tipos de grãos.
Faz salada todo dia? Para evitar o desperdício, sirva o molho à parte. Assim, o que não for consumido você guarda num pote bem fechado e serve na próxima refeição. Sobrou pão? Ah, que fácil hein? Torrada, croutons, bruschettas, farofa e até farinha para empanar (melhor não há!)… só não vale jogar no lixo, combinado?
Esse post é para mostrar a deliciosa salada de macarrão com sobra do frango assado do domingo mas também para te incentivar a repensar esse consumo e esse desperdício. É também um convite para que você olhe para o alimento com outros olhos, que enxergue neles outras possibilidades, que explore outros modos de preparo e que se orgulhe de diminuir (ou até zerar!) o desperdício de comida. O mundo agradece <3
Para a salada linda da foto eu cozinhei penne e juntei com as sobras do frango assado que passei pelo processador (mas pode só desfiar também). Daí foi cenoura e cebola raladas, ervilha e milho. Pra deixar mais cremoso você pode usar maionese, cream cheese, requeijão ou, como nessa minha, iogurte natural. Depois é só trazer mais sabor – aqui usei mostarda, azeite, limão (inclusive as raspas) e finalizei com cebolinha picada. Fica apenas perfeito.
Quer mais ideias para sua cozinha? Me segue lá no @faby_zanelati
Ué, mas caqui não é fruta? É! E fruta vai muito bem na salada!
Sim, achei essa imagem perdida e decidi trazer pra cá, não como uma receita, mas uma dica que é sempre hit na minha casa: fruta vai muito bem na salada, sim senhor! Nessa daqui eu usei caqui chocolate, fatiado no mandolin ( ou mandoline, nunca sei qual é o certo), bem fininho. Pode ser fatiado na faca, claro, mas a ideia principal é fazer fatias da mesma espessura.
Gosto de ajeitar num prato grande, forrando ele todo, como se fosse fazer um carpaccio (aliás, carpaccio com frutas já rolou aqui também, amo). Daí eu acrescento uma folha verde – aqui era alface crespa mas pode ser rúcula, agrião, almeirão… e o resto é por tua conta. Nessa versão juntei cebola roxa e finalizei com amêndoa laminada torrada.
Para o molho, aqui casou super bem o de iogurte e mel, mas a misturinha clássica de limão, azeite, sal e pimenta já funciona super bem também. Molho de salada é experimentação, né gente? Eu gosto de arriscar nessa hora e costumam sair coisas boas, mas pra você ter um guia, mostarda, mel, iogurte, missô, tahine brilham em molhos para saladas. O ácido é sempre importante e eu particularmente prefiro limão (se for o cravo, amo mais ainda) e o azeite não pode faltar, claro. Depois é só temperar com sal e pimenta – o sal aliás pode dar vez para o shoyu de vez em quando, para variar.
Gostou da ideia mas não curte caqui? Não tem problema. Melancia, melão, manga, abacaxi e laranja são minhas frutas favoritas para salada. Ótima pedida para dias quentes (saudade, Verão).
Quando os grãozinhos do cuscuz marroquino encontram o ossobuco bem cozido e temperado, hmmm que coisa linda viver.
Vou começar dizendo que se você não conhece o ossobuco, não sabe o que está perdendo. Com uma textura próxima do músculo e um tutano no meio do osso, esse corte bovino exige longo cozimento mas vale cada segundo de espera, acredite. Dá pra fazer na pressão ou na panela comum, o que obviamente leva bem mais tempo mas traz um resultado fantástico – carne macia e extremamente saborosa. Eu gosto de cozinhar o meu sem pressão, quando o tempo permite mas a panela de pressão pode ser uma grande aliada quando a gente quer uma comida gostosa mas está #semtempoirmão
Comece temperando o ossobuco com sal e pimenta e leve para selar na panela. Selar quer dizer que você vai deixar a carne pegar bem no fundo da panela. Sele os dois lados, retire o ossobuco e reserve. Nessa mesma panela a gente começa a criar a base do tempero. Começo sempre dourando alho e depois cebola. Junto uma folha de louro e aqui também juntei uns raminhos de alecrim. Agora é hora de soltar aquele fundo da panela, que tem grande concentração de sabor. Pra fazer isso, eu uso vinho tinto – coloca um pouco, com a espátula vai soltando o fundo da panela e pronto. Dá pra usar água fervente também mas o vinho já acrescenta mais uma camada de sabor.
Depois que soltou o fundo, traz os ossobucos de volta. Ah! Se você pretende servir o ossobuco inteiro e não desafiado, como eu fiz, o ideal é passar um barbante em volta da carne, pra ela manter o formato e não desmanchar. Como eu ia desfiar, não fiz esse processo.
Agora junta água fervente ou caldo de sua preferência até cobrir bem a carne, mexe, tempera com mais sal e pimenta, tampa a panela e deixa cozinhar. Se for na pressão tem que ficar esperto para não deixar secar completamente – pode abrir a panela na metade do cozimento. Na pressão leva uns 45 minutos, já na panela comum não vai ficar menos de duas horas, mexendo de vez em quando e acrescentando mais água se for preciso.
O ponto é quando a carne está macia – se você quiser desfiar, pode deixar um pouco mais porque o desfiado você faz com o garfo mesmo, sem precisar nem desfiar com as mãos. Se quiser fazer um molho, junte uma lata de tomates pelados ou uma passata de tomate e deixe apurar.
Pra fazer o cuscuz basta hidratá-lo em água fervente (ou caldo de legumes) na proporção 1 para 1. Junta a água, cobre ou abafa com um prato por cima e depois solta os grãos com um garfo e tempera como quiser. Aqui usei raspas de limão siciliano, sal, pimenta, azeite e juntei uvas passas.
Gostou da ideia? Lá no meu Instagram @faby_zanelati sempre aparece uma ideia para variar seu cardápio.
Que eu amo berinjela todo mundo que me segue já sabe. Mas não é que eu aprendi essa receita e consegui ficar ainda mais apaixonada? Vi a receita no perfil do Betto Auge (@bettoauge) e desde então já reproduzi algumas vezes e já até me atrevi a mudar uma coisinha ou outra – receita boa é assim mesmo, você aprende e sai fazendo um milhão de vezes até que percebe que ela já tem o seu jeitinho. Amo.
A primeira coisa é cortar 2 berinjelas médias em palitos (não precisa ser super fino). Numa tigela você vai colocar os ingredientes que vão temperar essas fatias de berinjela começando com 6 colheres de sopa de azeite, 2 colheres se sopa de gergelim (uso 1 do branco e 1 do preto), 2 colheres de sopa de parmesão ralado e 1 colher de sopa de amido de milho. Essas são as medidas da receita original mas por aqui tive que aumentar um pouco a quantidade de azeite (acho que pode variar de acordo com a quantidade de berinjela, o importante é que todas as fatias fiquem com os temperos) e acrescentei também uma colherzinha de óleo de gergelim torrado e ficou delícia.
Agora o sabor: 1 colher de chá de páprica defumada, 1 colher de chá de orégano, 1/2 colher de chá de alho em pó (eu usei amassado porque não tinha em pó), 1/2 colher de chá de sal (ou a gosto) e 1/4 colher de chá de pimenta do reino. Essas são as sugestões da receita original mas eu já incluí gengibre ralado e em uma das vezes também adicionei um pouquinho de garam masala e acho que combinou super.
Bom, não tem segredo, é só misturar tudo super bem e adicionar os palitos de berinjela. Mexe com a mão para conseguir misturar bem e todos os palitos receberem o tempero.
Coloque em uma forma com papel manteiga, um do ladinho do outro, sem colocar tudo bagunçado – assim, eles vão assar por igual, garanto. Leve ao forno pré-aquecido a 200C por 20 minutos. Aqui em casa uso um forno com air fryer e o que tem funcionado super bem é 30 minutos de forno seguido de 5 minutos de air fryer, pra dar aquele extra crunch.
Juro, a berinjela fica crocante, deliciosa e, como se não fosse delícia o bastante, ainda fica melhor com um molhinho de tahine que, afff, eu quero colocar e tudo (fica perfeito na salada também).
Misture 3 colheres de sopa de tahine, 3 colheres de sopa de iogurte natural, 1/2 limão espremido, 1/4 de colher de chá de alho picado, 4 colheres de sopa de água fria para dar a consistência desejada e sal e pimenta do reino a gosto.
Gosto de dar uma finalizada no molhinho com um fiozinho de azeite e uma cebolinha picada, pra dar um colorido.
Sirva quentinho e volte aqui ou lá no @faby_zanelati pra me dizer se é ou não é uma receita pra se apaixonar ainda mais por berinjela ;)
Gaspacho ou Gazpacho na forma original espanhola, você escolhe. Seja qual for a grafia, o que você precisa saber sobre essa sopa fria de tomates é que ela é deliciosa e refrescante, perfeita para dias de temperaturas elevadas (elevadíssimas, no caso). A receita veio da Gigi Vilela (@gigivilela) é das mais fáceis de fazer, aquela coisa pá-pum para dias em que o calor impede a gente até de acender o fogão. Tá calor por aí? Se joga no Gaspacho que é sucesso.
Bata no liquidificador 4 tomates bem maduros sem sementes, ½ pimentão vermelho (sem a parte branca de dentro e sem sementes), ½ cebola roxa pequena, 1 pepino japonês descascado (eu tiro as sementes), 1 colher de chá de cominho, 2 dentes de alho (usei assado mas pode ser o normal – neste caso, eu prefiro usar 1 dente só), 2 fatias de pão amanhecido, 3 colheres de sopa do vinagre de Jerez ou outro da sua preferência (usei balsâmico e um pouco menos), ½ copo de água fria, sal e azeite a gosto e pedras de gelo pra bater (ajuda a não esquentar as lâminas do liquidificador).
É só bater bem até ficar numa consistência cremosa. Prove e acerte o sal.
Sirva em um prato fundo ou tigela e finalize para um tchans. Eu usei tomate sem semente picadinho, cebolinha, pepino em fatias super finas e enroladinho e amêndoas torradas, além de moer uma pimenta do reino e juntar um fio de azeite. Dá pra usar o topping de sua preferência – coentro e manjericão eu acho que super combinam. Pra dar crocância dá pra usar croutôns ou uma farofinha rústica de pão e ainda acrescentar gergelim ou castanhas. Capricha na apresentação!
E você, já provou sopa fria ou já fez aquele bico? Bora tentar? Faz e me conta lá no @faby_zanelati
Beijinhos (de longe, porque tá muuuuito calor!), Faby
Ceviche já é um prato perfeito para o verão, mas se for de caju… aí a coisa fica simplesmente perfeita para a estação escaldante – pra comer geladinho e ser bem feliz na melhor época do ano (quem concorda, respira!).
A receita original parece ser da chef Helena Rizzo mas eu pesquei a ideia no Instagram tempos atrás e, de cara, ela já fez sucesso em um churrasco em casa. A receita leva os ingredientes do ceviche clássico – só sai o pescado e entra o caju, que você pica em cubinhos (eu tiro a casca mas você fique à vontade) não muito pequenos. Depois, é só acrescentar a cebola roxa cortada bem fininha, a pimenta dedo de moça a gosto e o coentro. Pra temperar, sal e um pouco de limão. Mais simples, impossível.
Pra servir, dá pra acrescentar uns chips de batata doce, milho e até alguns brotos, como feijão e beterraba (amo!). Pra servir como entradinha, no lugar da salada e até pra beliscar sem compromisso. Pode fazer que você não vai se arrepender.
E se a ideia te animou, aqui tem outro ceviche com frutas, dessa vez com lichia – bom demais também.
Me acompanha lá no Instagram @faby_zanelati Aproveite o verão! Até, Faby
Beterraba com laranja é um desses pares perfeitos na cozinha. O docinho da beterraba encontra a acidez da laranja e… pronto, match!
Eu não soube bem que nome dar para o preparo – parece o carpaccio de beterraba que já ensinei aqui mas fico mais tentada a chamar de salada mesmo, apesar do formato fininho das fatias de beterraba, que lembram o carpaccio. Na verdade, o post serve mais como uma dica, uma inspiração, pra mostrar que variar o cardápio do dia a dia nem sempre precisa de mudanças drásticas nos ingredientes, mas apenas um jeito novo de olhar pra eles.
Você pode cozinhar sua beterraba normalmente (panela normal ou pressão) mas eu prefiro assar. Demora um pouco sim, mas gosto de usar o forno que já está ligado para outro preparo. Apenas enrolo a beterraba no papel alumínio e coloco lá pra assar, aproveitando o tempo de forno de outra receita. Fica pronto quando vc espeta a pontinha da faca e ela entra ainda com alguma resistência – a ideia nem é deixar a beterraba ultra macia porque, neste caso, ela vai ser cortada em fatias muito finas e eu particularmente gosto mais quando elas cozinham menos, mas é claro que você pode cozinhar até seu ponto favorito.
Depois o truque para fazer fatias fininhas é usar a mandoline, um cortador ou até mesmo a faca, com a paciência de um monge. Gosto de dispôr as fatias num pratão, da mesma maneira que a gente faz no tradicional carpaccio de carne.
Pra fazer os gominhos perfeitos de laranja você começa descascando tirando toda a parte branca da casca. Depois, você precisa fazer os gomos entre os veios (confira na imagem).
Coloque os gomos por cima da beterraba, tempere com sal, pinta, azeite , junte coentro fresco (eu só tinha manjericão e cebolinha e ficou bom também). Uma pimentinha dedo moça picada dá um tcham e um elemento crocante também – usei nozes, mas vale amêndoas, castanhas.
Sirva de entrada ou acompanhando um grelhado e depois me diga se beterraba e laranja não nasceram um para o outro ;)