Churrasco não precisa ser só de carne, sabia?
( *pausa para o momento em que todos os carnívoros fazem cara de “oi?”)
Tá, talvez você tenha feito cara de desdém e imaginado por que diabos alguém faria berinjela em dia de churrasco. Simples! Porque eu simplesmente adoooro acompanhamentos para churrasco e, não raro, como muito mais deles do que da própria carne. Entendeu agora?
Mas, vá lá… carnívoros, acalmem-se! Ninguém quer tirar a carne do seu churrasco, fiquem tranquilos (bom, talvez os vegetarianos queiram sim…rs). Mas ó, se você curte berinjela (eu gostava mais de escrever com G, juro), experimente essa no próximo churrasco na sua casa. Aposto que você vai curtir.
Preparo vapt-vupt…
Corte as berinjelas ao meio e faça uma espécie de “quadriculado” na polpa (foto1), cuidando de não chegar com a faca até a casca. Depois, com a ajuda de uma colher, raspe essa polpa e coloque um em travessa. Junte tomate e cebola em cubos e tempere tudo com sal, pimenta calabresa, orégano, manjericão (ou as ervas que preferir), coloque azeite do bom e coloque essa mistura lá na casca da berinjela, no lugar da polpa que você retirou.
Depois, é só levar as bichinhas para a churrasqueira, na parte de cima, pra assarem devagar. Está pronto quando a casca da berinjela estiver macia.
Fácil né?
1. Cozinhe batatas bolinha lavadas e com casca até que fiquem macias (sem desmanchar!);
2. Disponha as batatas em uma assadeira e, com as costas de uma colher, amasse cada uma delas ligeiramente (não é pra fazer purê!);
3. Tempere as batatas com azeite, sal (ou flor de sal), pimenta moída na hora e ervas secas (se preferir, use um pesto pronto – também pode-se finalizar com queijo ralado);
4. Leve-as ao forno pré-aquecido e asse até dourar.
Sirva com uma carne grelhada e seja feliz :)
Foto: The Pioneer Woman
Nessa questão aí eu já escolhi meu lado, viu? Lá em casa, se tem uma coisa que trabalha (e muito!), é o forno.
O engraçado é que houve um tempo em que eu achava que fazer as coisas no forno era sempre mais demorado. Bem, eu não poderia estar mais enganada.
Aqui por exemplo, meu único trabalho foi picar a berinjela, os pimentões, tomate, cebola, o alho (só descascar e esmagar levemente), temperar com sal, pimenta calabresa, colocar folhas de louro, manjericão e orégano, regar com azeite e levar ao forno, incialmente coberto com papel alumínio e depois sem. O tempo de forno varia, mas no meu foi coisa de 20 minutos.
O bom do forno é que ele te libera pra fazer outras coisas e não te obriga necessariamente a ficar plantada na beira do fogão. Você bota o trem lá* e vai cuidar da vida. Adoro.
Ah! E essa berinjela fica deliciosa para acompanhar a salada, a massa ou virar antepasto e ser servido com pão ou torradinhas.
***
* continuo possuída por um espírito mineiro.
Tem acompanhamento mais batuta para assados do que a boa e velha farofa? E Natal sem farofa, eCziste??? ;)
Esse ano eu me joguei em uma receita diferente, mas muito simples e fácil de fazer, dá uma olhada…
Corte 300gr de bacon em cubos (eu gosto grandes, mas pode cortar miudinho se preferir) e leve para a panela para derreter a gordura (que você pode ou não descartar) e dourar levemente. Acrescente 150gr de manteiga e quando ela estiver derretida junte uns 6 dentes de alho picadinho e uma cebola grande picada. Espere a cebola murchar e junte 1 alho poró cortado em rodelas não muito finas. Deixe o alho poró cozinhar um pouco – um pouco! é legal mantê-lo um pouco crocante.
Quando o alho poró estiver macio, junte 1 pacote de farinha de mandioca torrada, misturando bem. Agora é só juntar uns 200gr de castanha portuguesa cozida e picada (nem preciso avisar que tem que descascar a castanha, néam? dã!). Tempere com sal e pimenta calabresa a gosto e finalize com cheiro verde picadinho.
Pronto! Taí uma variação bacana para a farofinha das Festas desse ano :)

(Edu Guedes começando a preparar a sobremesa, hora de enrolar o salame de chocolate, todo mundo com a mão na massa, manteiga para a farofa, ela já d.e.l.i.c.i.o.s.a e pronta e eu, finalizando a entradinha)
A convite da Tetra Pak participei de uma aula na Casa Cor para conhecer melhor as embalagens da empresa e também para utilizar alguns desses produtos na elaboração de três receitas, preparadas pelo chef Edu Guedes.
Foi muito bacana conhecer mais sobre o processo que envolve as embalagens, testar algumas delas na hora (parece que nosso sonho de abrir embalagens com praticidade está finalmente para acontecer!) e a aula, onde a gente botou na massa, foi super divertida.
Preparamos três pratos gostosos e muito, muito práticos – uma entradinha com atum, uma farofa com feijão (que foi servida com cubetes de mignon ao molho) e um salame de chocolate de sobremesa. As receitas todas seguem abaixo e, ó… eu se fosse você testava todas porque são boas de verdade.
Tartar cozido de atum
Ingredientes
1 xícara de atum
4 colheres de sopa de maionese
1 xícara de cebola picada
1 colher de sopa de gengibre ralado
2 colheres de salsa picada
2 colheres de sopa de pimenta biquinho
Modo de preparo
Passar a cebola na água quente e depois na água fria para tirar sua acidez.
Num bowl, misturar o atum, a maionese, a cebola, o gengibre, a salsa e a pimenta biquinho.
Acrescentar o sal.
Servir com torradinhas, em formato canapé ou até mesmo acompanhando uma salada de folhas servida como entrada.
Cubetes de mignon com farofa de feijão
Ingredientes:
1,2 kg de file mignon
200 ml de molho de vinho
Óleo para grelhar a carne
Sal a gosto
Farofa de feijão carioca
½ xícara de manteiga
1 xícara de cebola picada
1 xícara de calabresa picada
1 ½ xícara de feijão carioca cozido
1 xícara de tomate cereja cortado ao meio
1 ½ xícara de farinha de mandioca
½ xícara de castanha de caju torrada
Sal a gosto
Modo de preparo:
Cortar o file mignon em cubos e temperar com sal.
Numa frigideira bem quente, dourar a carne com um fio de óleo.
Acrescentar o molho no fim antes de servir.
Farofa
Numa panela, derreter a manteiga e refogar a cebola até murchar.
Adicionar a calabresa e deixar fritar até começar a dourar.
Acrescentar o feijão. Depois o tomate, a farinha e a castanha de caju.
Acertar o sal.
Salame de chocolate
Ingredientes
1 kg de chocolate meio amargo
2 xícaras de creme de leite
4 xícaras de bolacha de amido de milho picado
1 xícara de amêndoa torrada
1 xícara de uva passa branca
1 xícara de damasco picado
Modo de preparo
Derreter o chocolate em banho maria.
Adicionar o creme de leite até ficar homogêneo.
Acrescentar as amêndoas, a uva passa, o damasco e a bolacha.
Colocar na forma com plástico filme ou enrolar em forma de salame e deixar endurecer para cortar.
Fotos: Tetra Pak
Chuchu é o legume mais enjustiçado evAr! Dizem que ele não tem gosto de nada, que é o 4º estado da água… ah, que nada! Desde os primórdios do Rainhas que eu já alardeava meu ♥ pelo chuchu – e não é de brincadeira não! Eu realmente gosto dele. E não pensem que só curto o bichinho quando ele tem outros quetais acompanhando não. Eu também gosto dele purinho, só cozido com água e sal e mais nada, tsá? Convivam com isso, meus caros – eu sou chuchuzólatra ;)
Aqui eu fiz um refogadinho (tem palavra mais meiga que essa?) do chuchu com carne seca desfiada, cebola, alho e pimenta biquinho. Finalizei com salsinha picada, servi com arroz e feijão e o sujeito que mora lá em casa e vive dizendo que chuchu é insosso bateu bem uns dois pratões. A desculpa foi a carne seca, claro. A-han, sei ;)

Agora, gente… eu nem ia postar esse prato porque né, nem dá pra chamar isso de receita, só que eu tinha que falar da carne seca que usei e sabe por que? Porque eu a.m.e.i isso, afff. Coisa mais prática! Bateu aquela vontade doida de comer carne seca mas você nem tem o tempo de dessalgar, cozinhar, desfiar e tudo mais … e aí, como faz? Saca essa caixinha no supermercado e pimba! Carne prontinha pra usar – a embalagem diz que é dessalgada, mas eu nem precisei salgar o prato (até porque, diminui consideravelmente o sal na minha casa e tô muito feliz com isso, viu?). E ó… o preço nem é absurdo. Considerando que você compra lá aquele nacão de carne seca e depois que ela cozinha vira uma titica, se bobear acho até que sai quase elas por elas. Coisa linda.
Ah! E isso não é propaganda paga não gente! É uma experiência boa que tive na minha cozinha e estou dividindo com vocês, ok? Coisa boa a gente tem mais é que divulgar mesmo :)
Dia de geladeira no limbo, disposição zero para ir ao supermercado e fome de qualquer coisa que não fosse trash food (confesso que andei sucumbindo a elas porque a coisa estava tão feia que eu não tinha forças para mais nada).
Uma vasculhada na dispensa e no buraco negro chamado geladeira e tudo que me restava era um maço de escarola, um naco de ricota defumada, uma merreca de cream cheese light e o alho negro (que eu uso com muita parcimônia…rs). Tinhas umas batatas também e um ou dois tomates ainda dava pra salvar. Era o que eu tinha para o momento, e não é que saiu uma comidinha bem gostosa?
Para dar uma cara diferente para aquele manjado refogadinho de legumes, que tal incrementá-lo com um molho de queijo?
Foi o que eu fiz com essa couve de bruxelas, que eu tinha comprado porque estava com preço bom no hortifruti, mas que eu não estava afins de comer na versão salada e nem tampouco só refogadinha. Ataquei de molho de queijo e ó… ficou delícia.
Primeiro eu cozinhei a couve no vapor, até que ficasse macia. Depois, numa panela, fiz o esqueminha básico do molho branco – manteiga, cebola ralada, um pouquinho de farinha e leite aos pouquinhos. Com o molho já grossinho, acrescentei uma gema de ovo, mussarela ralada e requeijão cremoso e finalizei com sal, pimenta e noz moscada ralada.
Eu pensei em gratinar, mas minha fome (aquela monstra que aparece de vez em quando na minha vida) achou que só assim já estava de bom tamanho. Você no entanto, polvilhe um pouco mais de queijo por cima da travessa e leve um bocadinho ao forno aquecido – só o tempo de dar aquela ligeira dourada.
A ideia serve para qualquer legume que esteja dando sopa na sua geladeira, e também para escapar do classicão alho e óleo, que é bom mas, vamo’ combinar, cansa né? Dá pra fazer o mesmo com cenoura, abobrinha, mandioquinha, chuchu (aliás, com chuchu fica fantástico), couve flor, brócolis… ou até com todos juntos, porque não? =)
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
Daí que a primeira cerveja feita por mim ficou pronta e estava me esperando para degustação. Momento de fortes emoções, né? Será que ficou boa? Será que vai harmonizar com o prato que escolhemos para a noite (arroz de pato com lichia)? Será que o rótulo ficaria pronto a tempo? (não, não ficou) Será que vai ser a melhor cerveja evAAAr (cof, cof, cof)?
Enfim, eram muitas dúvidas e para sanar todas elas partimos nós sete para uma noite de mulheres, cervejas artesanais (degustamos outros 12 rótulos) e comida boa (pra não dizer excelente, porque né… esse post já está muito pouco modesto…rs).
Como a noite era especial, decidi fazer um belisquete para levar e tentar harmonizar com nossa IPA Sex Symbol que, até onde eu já imaginava, ia ornar (adoro essa palavra) com algo meio asiático, bem temperado e talecousa. Escolhi uma receita que faz sucesso em casa – batatas bolinha douradas e picantes, que receberam mel e gergelim porque eu tinha c.e.r.t.e.z.a que essa seria uma combinação perfect. E foi! Não teve erro.
Sou louca por couscous marroquino e acho que já fiz de mil e uma maneiras diferentes, muitas vezes com o que tenho à mão e até com as sobras da geladeira. Além de saboroso, acho prático, rápido e uma ótima opção de acompanhamento, perfeita pra variar o arroz do dia-a-dia.
Essa versão é loosho e faz bonito em ocasiões mais festivas – e pode cair super bem na tua ceia de Reveillon (ainda dá tempo!).
Na minha terra, cuscuz é comida tradicional nas Festas Juninas, mas não só nessa época. Ele aparece também em outras festas, levando camarão, sardinha, atum, bacalhau e até mesmo no dia-a-dia, em versões mais simples, como essa que leva frango.
Como diz a minha mãe, cuscuz é uma comida simples mas tem seus mistérios. Cuscuz seco é o terror, o ó do borogodó, aquele que você come e só sente a farinha na boca. Péssimo.
Na versão feita na minha família, o azeite em grande quantidade garante a consistência molhadinha e macia, léguas de distância do famigerado cuscuz enfarinhado.
Para começar o segredo do cuscuz é o refogado com porções generosas de alguns ingredientes. No meu tem:
. peito frango desfiado – cozido na pressão com um bouquet garni, sal e pimenta;
. 2 cebolas picadinhas;
. tomates sem pele e sem sementes;
. alho;
. azeitona verde picada;
. milho verde;
. ervilha;
. pimentão verde e vermelho picadinho;
. palmito picado;
. pimenta dedo-de-moça sem semente, também picadinha;
. ovo cozido picado
. muita salsa e cebolinha;
. muito azeite extra virgem
A coisa toda é muito simples. Numa panela grande, cebola e alho douram no azeite. Em seguida entram o frango desfiado, os pimentões, o milho, as azeitonas, o tomate, a pimenta e refogam até o tomate se desmanchar. Na sequência entram um pouco do caldo onde o frango foi cozido (que eu, muito viva, reservei antes), o palmito, a ervilha e o ovo cozido… cozinha até reduzir um pouquinho só, junta um quantidade generosa de azeite, suficiente para deixar o refogado molhadinho. Daí junta a salsa e a cebolinha, acerta o sal, a pimenta e começa a colocar, aos poucos, farinha de milho, misturando sempre até ficar homogêneo.
Há que se tomar cuidado com a quantidade de farinha porque, depois de frio o cuscuz sempre resseca um pouco, portanto quando você desligar o fogo, a mistura ainda deve estar cremosa e não totalmente seca.
Eu gosto de forrar uma forma de bolo de buraco com ovo cozido, pedaços do frango (ou do camarão, ou da sardinha, mas aqui esqueci de reservar), tomate e azeitonas, colocar a mistura do cuscuz, apertar bem e depois desenformar lindamente no prato.
Também fica gracinha servido em porções individuais, que você pode fazer usando por exemplo forminhas de gelatina.
Pra mim, cuscuz é tudo de bom :)
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar































Andam dizendo por aqui …