Um prato delicioso, prático, e que pode ser feito com reaproveitamento – não é tudo que a gente quer?
Aqui usei um restinho de lentilha cozida, que restou de uma salada; um pouco de 7 cereais cozido apenas em água e sal; um filé de frango grelhado e cortado em tiras e um pouco de cebola frita, que eu particularmente adoro (apesar de não ser a coisa mais leve do mundo).
Basta juntar tudo em um travessa grande e temperar. Usei também uma cenoura ralada e um pedaço de pimentão verde bem picadinho, além de sabor, ambos agregam cor ao prato e… bem, cor é importante!
Misturei tudo muito bem e temperei usando sal com lavanda (óbvio que você pode usar o comum), azeite e pimenta do reino moída. Finalizei com coentro picado e pronto!
Prato único, com grãos, vegetais e proteína, como deve ser uma boa refeição. Bom pra comer morninho ou mesmo frio, para refrescar os dias mais quentes, e ótimo para levar para o almoço no trabalho (uma marmita também pode ter seu charme, como não?).
Frango de padaria, sabe? Aquele que fica rodando na maquineta e que, se bem feito, deixa um cheiro delicioso pela rua?
Então, aqui essa é a proposta – frango da padoca, só que caseiro e muito bem temperadinho. O pulo do gato, meus queridos, está em fazer uma pasta de manteiga e ervas para besuntar o frango, coisa besta, mas que faz uma mega diferença.
Como faz?
O primeiro passo é lavar e limpar bem o frango. Feito isso, vem a parte mais “sensível” dessa receita – levantar, com jeitinho e sem rasgar, toda a pele do frango. “Mas Fabiana, como é que faz isso?“. Simples, vá levantando a pele com os dedos, devagar, soltando-a do frango… se a sua unha for muito grande ou se você não estiver muito segura, use as costas de uma colher de pau para ajudar, devagarzinho.
Em uma tigelinha misture manteiga e ervas picadas de sua preferência – eu usei manjericão, alecrim, hortelã, salsinha e orégano frescos – misturando bem até formar uma pastinha. Tempere com sal e pimenta e um fiozinho de azeite.
Agora, use essa pasta para cobrir o frango, por debaixo da pele que você levantou, cuidando de deixar todas as partes do frango bem cobertas com essa mistura – é ela que vai garantir que seu franguinho fique deliciosamente aromático e saboroso.
Dentro do frango você coloca o que quiser, mas posso te garantir que cebola partida em 4 + alecrim + rodelas de limão formam um recheio delícia – foi o que usei no meu.
Antes de levar ao forno médio, pré-aquecido, prenda a pele com palitos e as coxas e asas com um barbante. Eu gosto também de colocar um papel alumínio protegendo a pontinhas das asas, que geralmente douram muito mais rapidamente e acabam ficando queimadas.
Asse seu frango em fogo de médio para baixo, aumentando só no final, para dourar bem. Para garantir um frango suculento, é importante que durante o processo você vá regando a ave com o caldo que se forma na assadeira. Nada de largar o frango lá, assando sozinho e abandonado! Regar de vez em quando vai deixá-lo muito mais suculento e você não quer aquele frango secão e sem graça, quer? ;)
Receita de sucesso garantido, comadre. Se joga!
Uma panela só, um único prato… Minha vida ultimamente só tem espaço para esse tipo de cozinha, infelizmente. Aqui, um prato que cumpre muito bem esse papel, e ainda por cima é saboroso e nutritivo. A receita é da Nigella, mas eu fiz algumas alterações…
Aqueça 2 colheres de sopa de óleo numa wok. Junte 300gr de peito de frango ou peru em tirinhas e mexa até que estejam douradas. Junte 300gr de legumes e verduras variados e picados (espinafre, abobrinha, brócolis, ervilha, pimentão, broto-de-feijão e o que mais estiver à mão – no meu caso foi: cebola roxa, pimentão verde e vermelho, cenoura, repolho, brócolis*, couve flor* e broto de feijão) e frite, mexendo até que eles comecem a ficar macios. Junte 60ml de shoyu e 60ml de vinho chinês (eu usei sake mirin). Assim que a wok estiver bem quente de novo junte 400gr de feijão branco em lata (eu usei o normal, que pré-cozinhei). Misture tudo muito bem e divida em dois pratos de servir. Salpique com coentro ou salsinha (eu fui de cebolinha) e sirva imediatamente.
Na receita dela o rendimento é de 2 porções. Na minha, affff… a caprichada que eu dei nos legumes rendeu almoço para 5 pessoas.
* <i>pré-cozinhei rapidamente no vapor o brócolis e a couve flor</i>
Eu curti o lance de agregar o feijão ao frango, tudo-junto-agora. Acho que grão de bico também cairia bem ou até mesmo (e porque não?) soja. Vai rolar repeteco lá em casa :)
Eu adoro charuto, principalmente os que são feitos com folha de uva (já tem uma receita deles aqui ó), mas quando vi essa versão da minha xará do Figos & Funghis fiquei logo em cólicas pra testar. Ela usou repolho roxo e arrasou – repolho roxo é coisa linda – mas como eu tinha um repolho comum gritando na geladeira, fui com ele mesmo e ó… ficou delícia.
Minha versão da receita ficou assim…
1. A primeira coisa que fiz foi aferventar as folhas de repolho em uma panela grande com bastante água e caldo de legumes caseiro. Não é preciso cozinhar muito as folhas não, mas elas precisam estar macias o suficiente para que você possa enrolá-las sem quebrar. Uma dica é retirar com a faca a parte mais grossa (o talo) no repolho, para que você consiga enrolar melhor. (guarde os talinhos para uma sopa ou para colocar no próximo arroz branco!)
2. Para o recheio fui de cabeça na base do reaproveitamento. Usei arroz pronto, dois filés de frango beeeem temperadinhos e que passei pelo processador para desfiar bem e lentilha cozida al dente.
3. Juntei os 3 ingredientes (arroz + frango + lentilha) e temperei essa mistura com um pouco de pimenta síria, uma pitada de canela, um pouco de xerém e salsinha picada.
4. Para fazer os charutos é simples – é só colocar um pouco de recheio por cima da folha de repolho e ir enrolando com cuidado, apertando bem para ficar firme.
5. Em uma travessa juntei todos os charutos, reguei com bastante azeite, cobri com uma folha de repolho e levei ao forno. Como todos os ingredientes já estão cozidos, não é preciso ficar muito tempo e você pode optar até por levá-los ao microondas por 5 minutos, como fez a Fabi.
Sirva os charutinhos quentinhos regados com azeite.
Usando a mesma ideia você pode substituir alguns ingredientes e fazer novas versões do prato: pode usar folhas de acelga, escarola ou couve no lugar do repolho; pode trocar o arroz branco por arroz integral, 7 cereais ou por quinoa e pode variar ainda na utilização da castanha – eu usei xerém porque era o que eu tinha mais à mão, mas pode ser amêndoas, nozes, castanha do Pará… basta picar e acrescentar ao recheio.
Outra boa sugestão é usar hortelã picadinho no recheio e, para servir, você pode investir em um creme azedo ou finalizar o prato com cebolas crocantes, fica uma gostosura também.
Não é uma maravilha? Em um prato único você tem verdura, proteína, grãos, ervas… tudo que a gente precisa em uma refeição balanceada. Para quem está tentando comer melhor (eu!) essa receita é uma mão na roda.
Minha parte do frango preferida é uma que ninguém se importa muito: a asa. E se forem assadas com esse tempero então, adoooro – abro mão de qualquer carne “nobre” por uma assadeira de asinhas agridoces, pra comer com a mão, sem pressa. Só que lá em casa vale a ditadura do peito de frango – única parte que o marido come do dito cujo e, consequentemente, minha escolha mais certeira no hora das compras.
Só que ninguém merece comer só peito, que por sinal (assim como o filé mignon) é o corte que menos gosto do frango, e afinal eu também sou filha de Deus, certo? De modos que iniciei uma pequena revolução lá em casa para botar abaixo essa “ditadura peitoral” e me joguei com fé nessas coxas, que ficam excepcionalmente gostosas com esse temperinho…
Para variar e temperar o frango de um jeito diferente, acrescente ao tempero páprica picante e mel. O restante pode ser o que você usa sempre – alho, limão, sal, pimenta, ervinhas… basta incluir a páprica e algumas colheres de mel para fazer toda a diferença no franguinho banal do dia-a-dia. As quantidades variam pelo tamanho do frango e pelo teu paladar, mas leve em consideração que nenhum dos dois sabores deve se sobressair – o resultado final deve ser uma carne levemente picante e com um toque adocicado. Para 5 coxas usei 1 colher (chá) de páprica (mais poderia ter sido mais até) e 3 colheres sopa de mel.
A sugestão vale também para a churrasqueira. No próximo churrasco, experimente temperar assim drumets de frango (as coxinhas da asa) – além do seu tempero básico, capriche na páprica, junte também pimenta calabresa, seja generosa no mel e leve tudo à grelha (na parte de cima da churrasqueira, para assar devagar) até ficar lindamente dourado. Vai ser um arraso, garanto :)
A Unilever Food Solution me convidou para criar uma receita especial para a Fan Page deles no Facebook. Como eu acredito sinceramente que as coisas mais simples quase sempre são as mais especiais, aceitei o convite com uma receitinha muito fácil e bem caseira (que minha mãe aliás faz como ninguém) – uma variação gostosa do filé de frango do dia-a-dia. Porque né… eu já falei que ninguém merece comer frango sempre com a mesma cara, não é mesmo?
Então, se você quiser conferir a minha receita é só correr lá na Fan Page da Unilever Food Solution. Pode usar esse atalho aqui ó :)
(foto: Adriana Oliveira)
O tema do Rangocamp desse ano era Churrasco, só que o desafio era justamente propôr novas ideias e receitas que pudessem ser preparadas na churrasqueira ou como acompanhamento nesse tipo de refeição. E um dos meus pratos foi esse espetinho de frango com pegada thai, super fácil de fazer mas que dá outra cara para o espetinho clássico, aquele feito no palito.
O maior pulo do gato começa justamente nesse ponto – aqui, não tem palito de churrasco! o espetinho é montado em ramos de alecrim, o que já confere uma cara nova e, melhor de tudo, traz um aroma incrível para o seu churrasco.
Para o frango, usei peito orgânico picado em cubos grandes e temperados em uma marinada de um dia apra o outro com: raspas (só a parte colorida, pelamor!) e suco de limão, sal grosso moído na hora, gengibre ralado, curry em pó, pimenta dedo de moça picada com semente e um pouco de óleo de gergelim (mas pode ser azeite também), tudo na base do olhômetro e do gôsto – eu gosto muuuuito de curry e de gengibre e por isso capricho nos dois ingredientes, mas se você não é habituada a temperos super fortes, pode ir devargzinho, um pouquinho de curry, um tantinho só de gengibre pra perfumar, pimenta na tua medida… Mistura todos os ingredientes da marinada, coloca em um saco plástico, junta os cubos de frango, fecha bem e deixa na geladeira (virando de vez em quando o saco) até o dia seguinte.
Para a montagem dos espetinhos usei: cubo de frango, pimentão vermelho, pimentão amarelo, cebola e cubos de abacaxi. Tudo, como já disse, montado no alecrim – não tem mistério não, basta escolher um alecrim bem forte, com ramos compridos.
O resto é simples – levar para a churrasqueira, na parte de cima, para assar lentamente e sem ressecar. Sirva depois que o marido já tiver fatiado a picanha de sempre, só pra você arrasar mooooito, manja? Rá! Porque ó… aposto que o marido e os convidados vão amar, vai por mim :)

(para assar os espetinhos, use uma grelha como essa, para que você consiga virá-los facilmente – foto: CineBistrot)
Acho que faz muito tempo que não rola um filé de frango grelhado na minha casa, viu? Há muito abandonei de vez o filé e aderi à versão cubo, que eu particularmente gosto mais e acho muito mais versátil e prática.
Lá em casa cubo de frango é coisa comum – compro o peito da Korin, limpo só o que ainda é necessário, pico em cubos e congelo em saquinhos. Quando preciso de um prato rápido, saco logo os cubinhos, vasculho a geladeira para ver o que vai acompanhá-los e foi!
Eu não jogo no time daqueles que acreditam que frango, pra ficar bom, precisa ficar no tempero, marinando e talecousa. É claro que eu não nego que um franguinho que ficou um tempo no tempero tem seu valor – amo aquela sobrecoxa que fica no shoyu e nas ervas antes de ir para o forno, mas a minha vida corrida quase nunca permite que eu me dê esse luxo de separar de manhã o que vou fazer no almoço ou no jantar. De modos que, exceto casos especiais e programados (como almoços ou jantares no fim de semana), a comida do meu dia-a-dia é toda preparada (e temperada) em minutos.
Na minha cabeça o frango em cubos é um excelente coringa justamente porque me permite abusar dos acompanhamentos e, por consequência, acabo conseguindo um prato saboroso sem a necessidade do pré-preparo. Por isso, acho muito bacana ter em casa alguns temperos especiais e coisinhas que dão um glam ligeiro nas preparações – por exemplo, um vinho bom na geladeira para temperar, um saquê (ou é sakê, hein?), uma mostarda especial… tudo isso são ingredientes que duram bastante na geladeira e dão graça a uma comida trivial, como o caso desse franguinho aqui.
Para começar, levei os cubos à panela e deixei fritar até começar a dourar. Depois, juntei um pouco de saquê, esperei evaporar e acrescentei óleo de gergelim e uns 2 dentes de alho picados, que também deixei fritar. Feito isso, já tinha alí do lado uma água fervendo e tudo que fiz foi juntar no frango um pouco do Golden Curry – uma espécie de curry em tablete que eu pessoalmente adoro – completar com água fervendo, mexer, acertar o sal e tampar a panela para deixar o frango cozinhar e o caldo engrossar.
Com o frango já no ponto, acrescentei uma cebola cortada em pétalas grandes e deixei apenas uns minutinhos, para que ela desse uma ligeira amaciada – eu não queria que estivessem totalmente cozidas e que ainda estivessem crocantes (vocês sabem né, crocância é tudo!). Desliguei o fogo, levei o frango para uma travessa e finalizei com dedo de moça (sem semente) picadinha.
Olha, o preparo todo não levou 30 minutos, que foi o tempo de providenciar um arroz fresco e uma salada. Ou seja, a comida pode até ser simples e rápida, mas também pode ser saborosa e especial – adoro! :)
Eu adoro tofu. É, tofu, aquele que a maioria das pessoas acha sem graça e com gosto de isopor… então, esse mesmo! Adoro. Gosto de usá-lo na salada, em versão grelhada; adooooro comê-lo com gengibre ralado, shoyu e nada mais; curto muito no missoshiro e mais recentemente tenho investido em outros formatos, como por exemplo utilizando-o no lugar da ricota em diversos recheios e pastinhas, e ó… tenho gostado bastante.
Aqui, uma versão bem simples para o dia-a-dia e que ajuda a variar o bom e velho peito de frango. Fácil de fazer e companheiro perfeito para o arroz branco (se tiver o basmati já vira luxo!).
Já disse que eu amo pratos de forno né? Pá-pum e a refeição está pronta!
Aqui, frango marinado no vinho tinto com alho, sal, pimenta, lavanda, manjericão e orégano. Tudo na travessa, um pouco de azeite, batatas partidas ao meio, cobre com o alumínio e leva ao forno médio até as batatas ficarem macias. Retira o alumínio, coloca umas cebolas e deixa dourar (mas nada de esturricar o pobre peito de frango, tá?! tem que restar um caldinho de vinho na travessa).
Pratos assados são ótimos porque enquanto o forno faz o trabalho dele você faz outras mil coisas. Ou não.
Você também pode usar esse tempo para simplesmente… não fazer nada, tomar um vinho, sentir o aroma gostoso que vai invadir a cozinha e esperar calmamente sua refeição ficar pronta.
Porque ó… pratos rápidos são importantes, mas… por que mesmo a gente tem tanta pressa? =)
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Culpem a fome pela falta da foto do prato pronto. Quando me dei conta, já estava quase terminando de comer.
Ok. Vou melhorar, prometo ;)
É só um bom peito de frango orgânico cortado em cubos grandes, frito com cebola e alho em óleo de gergelim, levemente flambado com whisky e que depois recebeu um repolho roxo pequeno (também orgânico) cortado em largas fatias (que ficou na panela somente até ficar ligeiramente macio) e um temperinho de sal e pimenta Tabasco.
Mas dai que o seu bem é fã de metal e, em homenagem a ele e ao lindo roxo do repolho (adoooro, piro nessa cor), você batiza o franguinho careta do dia-a-dia com o nome da banda inglesa e sorri feito boba, se achando o grande gênio da cozinha e do trocadilho infame :)
Porque né… a vida também pode ser leve e até uma segunda condenada pode ser mais divertida =)
* post originalmente publicado no Rainhas do Lar


































Andam dizendo por aqui …