Torta de iogurte e vegetais

Incluir vegetais na refeição é coisa fácil aqui em casa. Praticamente deixamos de consumir carne durante a semana, então os vegetais são protagonistas nas receitas do dia a dia. Só que eu gosto de variar bastante no preparo. Além das saladonas, refogadinhos e legumes recheados, eu também gosto da opção torta. A massa é daquelas rápidas, batidas à mão, e leva iogurte, super levinha e com um truque bacana: todas as medidas são as mesmas do potinho de iogurte. Fácil, han?

Em uma tigela quebre 3 ovos e coloque 1 pote de iogurte natural. Mexa bem e acrescente a mesma medida do pote de leite. Junte também 1/2 pote de azeite e 1 pote de queijo parmesão ralado. Misture. Acrescente 3 potinhos de farinha de trigo, de uma a uma, mexendo bem. Tempere com sal (1 colher chá mais ou menos) e pimenta. Coloque 1 sachê de fermento biológico seco e misture novamente.

Agora, os legumes ficam por tua conta. A medida é cerca de dois potinhos deles picados. No meu foi uma rapa da geladeira antes de receber os orgânicos da semana – foi cebola roxa, pimentão verde, pimenta biquinho, salsa, cebolinha, milho verde, azeitona e mais berinjela, abobrinha e cenoura, cortadas em tiras bem fininhas (uso um cortador daqueles bem baratinhos). Reservei um pouco dos vegetais para colocar por cima e o restante misturei na massa.

Coloquei em assadeira com papel manteiga untado e levei ao forno 180C pré aquecido por 45 minutos mais ou menos. Está bom quando passar pelo teste do palito.

Essa torta vira prato principal para servir com uma salada. Fica delícia tanto morna, quanto fria e de um dia para o outro fica gostosa para comer com azeite e sal.

Torta de grão de bico com folha de beterraba

Aproveitar integralmente os alimentos é um dos pilares da minha cozinha caseira. Sou completamente contra desperdício e jogar comida fora é algo que me deixa passada, por isso vivo inventado receitas com cascas, folhas, talos… Tento não mandar nada pro lixo e numa dessas acontece um prato tão gostoso, mas tão gostoso, que nem parece nascido da teimosia de lavar, guardar e inventar um jeito de usar as folhas tão lindas que a maioria das pessoas simplesmente despreza.

Na minha compra semanal de orgânicos sempre tem cenoura, rabanete e beterraba com ramas e folhas e foi com essa última que fiz essa torta que ó, modéstia às favas, ficou um espetáculo. Eu prometo que vai ser fácil e que vai ser delícia, olha…

A massa leva apenas 3 ingredientes: grão de bico, tahine e azeite e tudo que você tem que fazer é processá-los até obter uma massa. Usei 200gr de grão de bico cozido e escorrido (pode ser o de lata) , 1 colher (chá) de tahine e um fio de azeite. Processei bem, juntei uma pitadinha de sal e a massa estava pronta.

Para o recheio, alho e cebola refogados em azeite até dourar. Juntei a folha de beterraba picadinha (tinha cerca de 1 1/2 xícara), 1 alho poró pequeno e palmito pupunha cortado em cubinhos (usei 4 rodelas). Temperei com sal e pimenta e cozinhei ligeiramente até que os talinhos das folhas estivessem macios, é jogo rapidíssimo.

Com a massa forrei o fundo e as laterais da forminha – as minhas são maiores que uma de empada comum e essa quantidade me rendeu 4 tortinhas. Coloquei o recheio, generoso, e forrei com mais massa.

torta_graodebico_4Levei ao forno (180C) pré aquecido e assei por 35 minutos. Tem que desenformar frio e com cuidado, porque a massa é bem delicada. Servi com uma “cobertura” de babaganush e gergelim e saladinha verde. Receitinha leve, econômica, sem glúten e vegana. Ó que maravilha?

Então, da próxima vez que você se deparar com aquele maço lindo de beterrabas com folhas, promete que vai lembrar de mim e dessa delicinha aqui? Temos um trato? ;)

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Tortinha de milho super fácil

Dar um fim digno para sobras não é só uma atitude econômica e sustentável. Essa atitude pode ser também a chance de você criar novas receitas, inventar novos pratos… Na minha casa esse é um exercício quase que diário. Aqui, nada se perde e tudo se transforma – e muitas vezes em algo delicioso. É o caso dessa tortinha, que foi inventada de última hora para aproveitar as espigas de milho cozidas que estavam passeando na geladeira e os restos de biscoito (ou bolacha, se você preferir, rs). Aqui, o que vale mesmo é a ideia que eu quero plantar aí na sua cachola. Use a sua criatividade e não jogue NUNCA comida fora! Se tiver algo sobrando aí, olha que delícia que você pode preparar para o lanche ou para o jantar…

Em uma panela refoguei alho e cebola e juntei o milho cozido (debulhei duas espigas pequenas). Deixei refogar um pouco e juntei 2 colheres de cream cheese (às vezes uso creme de ricota). Temperei com sal e pimenta e acrescentei 1 colher (sopa) de amido de milho dissolvido em um pouquinho só de água (coisa de 2 colheres). É só mexer e esperar engrossar um pouco. Feito isso, desligue e espere amornar para acrescentar 1 ovo inteiro e mexer bem para incorporar. Não junte o ovo com a mistura ainda muito quente pois ele vai acabar cozinhando, ok? , vagemFinalize com cebolinha ou o temperinho verde que preferir.

Para fazer a “massa” processei 15 biscoitos daqueles do tipo cracker e fiz uma farofinha fina. Juntei um pouco mais de 1 colher (sopa) de manteiga e amassei bem até formar uma farofinha mais úmida.

Com essa farofinha cobri as laterais e o fundo das forminhas (um pouco maiores do que as de empada – rendeu 4 tortinhas), apertando bem pra deixar firme. Depois é só juntar o recheio de milho e levar ao forno pré-aquecido por uns 30 minutos ou até dourar.

Lembrando que a “massinha” pode ser feita com diversos tipos de biscoito – de água, integrais… o recheio também pode ser o que você tiver sobrando. Eu uso muito esse trucão para sobrinhas de refogados, tipo abobrinha, escarola, vagem… qualquer um serve. O ovo que você vai acrescentar vai ajudar a firmar a tortinha, não se preocupe. Vale também usar o que restou da carne de panela, do frango, da calabresa… transforme tudo em um refogado úmido com a ajuda de cream cheese, creme de ricota, requeijão e use nas tortinhas.

Ah! Se você não quiser a massa, pode dispensá-la também. Neste caso, unte e enfarinhe as forminhas e coloque só o recheio de queijo. O resto do processo é o mesmo.

tortinha_milho_abertaSirva com uma salada e pronto! Uma refeição novinha e bem gostosa sem desperdiçar nada ;)

Muffin integral de quinoa e alho-poró

Na cesta de orgânicos da semana vieram uns alhos-porós pequenininhos, coisa linda e super macios. Fiquei matutando que eles eram tão lindos que deveriam ganhar uma receita só pra eles, sabe assim? Não só um refogado, mas uma coisa um pouquinho mais elaborada :)

Foi então que decidi transformá-los em muffins, que renderam um belo jantar. Usei farinha integral, aveia e quinoa e, apesar de ficar parecendo comida da filha do tropicalista (VRÁ!), garanto pra vocês que foi um sucesso total – os danados ficaram realmente gostosos, macios e bem temperados e foram devorados numa tacada só. E nem deu trabalho, saca…

A primeira coisa que fiz foi cozinhar cerca de 1/2 xícara de quinoa (já falei sobre o processo aqui ó). Depois, refoguei o alho-poró picado (cerca de 1 xícara) em azeite, alho e cebola, juntei 2 colheres de palmito picado, pimenta biquinho também picada, a quinoa cozida, raspas de limão siciliano (só pra dar um xêro) e temperei tudo com sal e pimenta.

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Para fazer a massa misturei em uma tigela 3 ovos, 2 colheres de manteiga amolecida, 1/2 xícara de farinha de trigo integral, 1/2 xícara de aveia em flocos, sal e 1 colher (sopa) de fermento em pó. Depois de misturar tudo muito bem, é só juntar o refogado e colocar nas forminhas – eu tinha 6 unidades de silicone e usei mais duas panelinhas (neste caso, untadas e enfarinhadas). Ao todo, essa receita rende uns 9 muffins.

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Basta levar ao forno pré aquecido (180C) e assar por uns 30 minutos, ou até dourar.
Ah, se quiser coroar com queijo ralado antes do forno, vai ficar coisa de Deus também.

As forminhas de silicone são incríveis porque você desenforma lindamente os muffins, coloca em um prato, inclui uma salada bem caprichada e pronto! Um jantar levinho e super delícia.

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Torta de Frutas

Quando preciso escolher uma sobremesa minha preferência sempre são receitas à base de frutas. Como eu não sou uma grande doceira, se a receita for fácil de preparar, melhor ainda :)
É o caso dessa torta, feita com massa de biscoitos e manteiga Lurpak, super simples de fazer, sem sova e com resultado super gostoso.

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Para a massa…

Escolhi um biscoito simples (200gr), do tipo maizena, mas você pode usar um biscoito de leite, aveia e até mesmo um integral. Tudo que você tem a fazer é processar o biscoito até obter uma farofa fina. O próximo passo é adicionar 4 colheres de sopa de manteiga Lurpak sem sal amolecida (nem precisa ser derretida) – eu usei uma das marcas de manteiga mais famosas do mundo, presente em mais de 100 países desde 1901 e que chegou recentemente ao Brasil, a dinamarquesa Lurpak. Em uma receita tão simples, vale a pena investir em bons ingredientes, que fazem toda diferença no resultado final, vai por mim. Com as mãos, é só misturar a manteiga ao biscoito até formar uma farofa úmida. Com ela, você forra o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível, cubra com papel manteiga e feijões (pra fazer peso e impedir que a massa cresça dentro do forno) e leve ao forno médio pré aquecido por 10 minutos.

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Para fazer o creme…

Em uma panela misture 1 lata de leite condensado, 2 ovos, 500 ml de leite, 2 colheres de sopa de amido de milho (dissolvido em pouco do leite), uma fava de baunilha (ou 1 colher sopa de essência) e cozinhe, mexendo sempre até engrossar.

(olha o trucão!) Quando tiver engrossado, transfira para uma tigela e cubra com filme plástico. Isso impede que o creme crie uma película ao esfriar.

Quando a massa e o creme estiverem frios, é hora de juntar tudo. Coloque o creme por cima da massa assada e finalize com as frutas. Usei manga e pêssego, que são algumas das minhas frutas favoritas, mas você pode utilizar as de sua preferência – frutas vermelhas, kiwi, uvas… basta cortar em fatias e dispôr por cima do creme.

A torta deve gelar por umas 3 horas pelo menos antes de ser servida.

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Para saber mais sobre a manteiga Lurpak, clique aqui.

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Quiche semi integral de brócolis e aspargos

Quer um coringa para o cardápio da semana? Aposte na quiche! Além de ter um preparo simples, você usa os ingredientes que estiverem dando sopa na geladeira e, com uma saladinha pra acompanhar, já garante o almoço ou jantar. Se for receber alguém em casa, também é uma ótima pedida.

Essa massa é semi integral – usei partes iguais de farinha de trigo comum e integral, mas nada impede que você utilize só uma delas.

Para fazer a massa:

Peneire 1 xícara de farinha de trigo comum e 1 xícara de farinha de trigo integral em uma tigela. Acrescente uma colherzinha de café de sal e misture. Agora é só juntar mais ou menos 1/2 xícara de manteiga gelada e ir misturando com a ponta dos dedos até formar uma farofa grossa.
Nessa altura, junte aos poucos cerca de 1/3 xícara de água. Vá juntando devagar e misturando a massa. O ponto é quando ela estiver homogênea e você conseguir moldar uma bola. Enrole essa massa em plástico filme e leve à geladeira por uns 30 minutinhos – tempo suficiente para você preparar…

O recheio:

Refogue alho e cebola a gosto em um fio de azeite. Junte 3 xícaras de brócolis picadinho. Mexa e cozinhe ligeiramente – uns 3 minutinhos. Se for preciso, coloque um pingo de água até atingir o ponto – nada de cozinhar loucamente o brócolis! Ele ainda deve ficar crocante.
Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora, desligue o fogo e reserve.

Em uma tigela coloque 3 ovos e 1/2 xícara (chá) de leite. Bata bem. Junte 1 xícara (chá) de parmesão ralado (eu usei um pouco de parmesão e um pouco de minas padrão), uma pitada de noz moscada ralada, sal e pimenta do reino. Acrescente o brócolis refogado e misture tudo. Eu tinha ainda um pacotinho de pontinhas de aspargos (adoro!) que apenas passei pela frigideira com um fio de azeite, sal e pimenta e usei por cima do recheio.

Montando:

Abra a massa com um rolo e forre o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível (vocês podem notar que eu não tenho muita paciência nessa etapa… rá!). Coloque o recheio por cima e leve ao forno pré aquecido (uns 200C) por 40 minutos ou até que a quiche esteja dourada.

Nem preciso dizer que você pode fazer suas alterações né? Escarola, alho poró, cenoura raladinha… também dá para substituir o parmesão por ricota, para uma quiche mais levinha. Pode fazer que é sucesso :)

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Batata suiça (Rösti) aos 3 queijos

Eu não sei vocês, mas tenho a impressão que batata + queijo é o tipo de casamento que não tem chance de dar errado – ainda que fique ruim, fica bom, sabe assim? Dá pra preparar a mistura de diversos jeitos e um deles é esse, a batata suiça (ou Rösti), que nada mais é do que a batata ralada, feita na frigideira como se fosse uma tortilha de batata ou uma omelete. É simples, mas tem seus truques.

Antes de começar preciso já me desculpar. Sim, eu coloquei 3 tipos de queijos DENTRO da batata suiça. Os motivos pra esse surto calórico são diversos, entre eles o fato de ter pedaços de queijo que precisavam ser usados antes que se perdessem, uma TPM insana que só faltou me fazer comer as paredes e o fato de que sou uma pecadora, não nego, e a gula às vezes me pega de jeito. Tô desculpada, certo? E ó, você pode fazer a batata com menos calorias, tá? Pode usar recheios mais leves, como peito de peru e queijo branco ou pode nem rechear. Ah! E sirva com saladinha. Ameniza a culpa :)

Bom, a primeira coisa é cozinhar ligeiramente as batatas – uma conta boa é de 1 batata grande por pessoa. Eu prefiro cozinhar no microondas porque uma das coisas que garantem uma batata suiça gostosa é que a batata não absorva água, mas dá pra fazer no forno convencional também. É só fazer uns furinhos na batata com o garfo e levar ao microondas em potência alta por 5 minutos (se a batata for pequena, diminua para 3 minutos). Tire do microondas e retire a casca. Leve as batatas para o freezer por uns… 20 minutos pelo menos.

Use um ralador grosso para ralar as batatas recém saídas do freezer (isso facilita muito a sua vida, vai por mim) e reserve.
Aqueça uma frigideira pequena e anti aderente com um fiozinho de azeite e acomode uma camada completa de batata ralada. Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora. Agora é só colocar o recheio escolhido, deixando as bordas livres e tudo raladinho de preferência – eu usei parmesão, gruyere e gorgonzola – e cobrir com mais uma camada de batata ralada, finalizando de novo com sal e pimenta.

Ajeite bem as batatas, apertando e moldando com cuidado – certifique-se que o recheio está bem coberto por elas, para que não vaze. Abaixe o fogo e cozinhe lentamente por uns 5 minutos mais ou menos. Para virar, ou você utiliza uma frigideira do mesmo tamanho, colocando por cima e virando ou utilizando um prato e fazendo do mesmo jeito – cubra a frigideira com o prato e vire, levando a batata para o prato pra então deslizá-la de volta para a frigideira, untada de novo com um fiozinho de azeite. É preciso então cozinhar mais 5 minutos do outro lado ou até que esteja douradinha.

Parece complicado, eu sei, mas é só pegar o jeito. É uma ideia bacana para um jantar a dois, numa noite fria, com uma taça de vinho e talecousa, mas eu não recomendaria o prato para servir muita gente. Eu já fiz isso e… afff! Haja frigideira!

Rocambole folhado com ricota, abobrinha e passas

Rocambole folhado
Oi bonitezas, tudo bem com vocês? O calor também deu uma trégua por aí? Por aqui ele deu uma amenizada mas eu continuo sem vontade de comer coisas muito pesadas e fumegantes. Dia desses, no auge da preguiça e da esbaforice, inventei esse rocambole pá-pum que ó, ficou delícia.

É uma coisa tão boba que não dá nem pra dizer que seja receita, saca só…

O grande lance desse rocambole é você ter uma caixinha esperta de massa folhada em seu freezer. Eu sempre tenho! A bichinha descongela rapidinho e quebra diversos galhos. Fora que eu acho bem gostosa. Mas ó, se você quiser fazer sua própria massa folhada, go ahed! Dou a maior força e já acendo uma vela aqui pra ti, porque ó… você é um(a) santo(a)! Rá! ;)

Bom, com a massa folhada em mãos, agora é hora de fazer o recheio. Nada mais do que ricota esmagadinha com uma abobrinha ralada (crua mesmo) e um punhado de passas. Só isso! Tudo que você tem a fazer é misturar bem os ingredientes e temperar com sal, pimenta do reino moída na hora, noz moscada ralada e uma ervinha pra dar uma felicidade nessa mistura (eu usei salsinha).

É só distribuir o recheio por cima da massa aberta, fechar como um rocambole, colocar em uma fôrma (usei a de bolo inglês), pincelar com uma gema e levar ao forno médio preaquecido até que esteja douradinha… coisa de uns 30, 40 minutos.

Fácil né? E com uma saladinha acompanhando você já resolve a questão do almoço ou jantar e ainda come sem culpa uma coisinha leve e gostosa.

Curti :)

rocambole_folhado_pap
(passo a passo mais fácil do Oeste!)

Empadinhas da Jane

Empadinhas
Jane é minha mãe e as suas empadinhas já estão ganhando fama entre meus amigos. Já teve até curso intensivo para aprender a receita, né Clau? ;)

Não vou mentir pra vocês – fazer empadinha é uma função. Tem que fazer a massa (que é simples), o recheio, montar nas forminhas… não é coisa pra você fazer com pressa, mas é bacana para um dia com a família, com a criançada. Aqui a gente a-do-ra.

Pra fazer a massa você tem que misturar 4 xícaras (chá) de farinha de trigo, 2 xícaras (chá) de gordura vegetal, 1/2 xícara (chá) de guaraná e mais ou menos 1 colher (sopa) de sal. O lance é misturar bem até ficar uma massa bem gostosa de trabalhar, lisa e homogênea. Depois, você deve abrir bolinhas dessa massa nas forminhas de empada. Com os dedos, você forra o fundo e as laterais da forminha, deixando uma pequena sobra, onde você vai colocar a tampinha de massa.

O recheio pode ser do que você quiser… frango desfiadinho e temperado, camarão, bacalhau ou ainda  as nossas preferidas por aqui: palmito e carne seca.

Para o recheio de palmito você precisa fazer um refogado com alho, cebola, pimentão em cubinhos, juntar o palmito picado, cubinhos de tomate (sem pele e sem semente) e temperar com sal e pimenta a gosto. Para deixar o recheio mais cremoso,  junte 1 colher (sopa) de amido de milho (diluído em um pouco de leite) e misture bem, até engrossar o recheio. No final, é só juntar um cheiro verde picadinho. Também pode-se juntar requeijão, catupiry ou outro queijo cremoso. Você faz do seu gosto, do seu jeito. 

Para fazer o recheio de carne seca, basicamente o mesmo princípio – um refogado com algo e cebola, junta a carne seca já dessalgada, cozida e desfiada, tempera com sal e pimenta e finaliza com cheiro verde picadinho.

Importante:
Todos os recheios só podem ir para as forminhas frios, ok? Faça-os primeiro e deixe esfriando enquanto você preparava massa e abre todas as empadinhas.

Coloque o recheio na forminha com a massa e cubra com outro pedacinho de massa, juntando com as laterais. Disponha em uma assadeira, pincele uma gema batida por cima e leve ao forno.

Para assar, forno médio preaquecido por uns 30 minutos ou até que as empadinhas estejam douradas.

Essa receita rende cerca de 20 empadinhas ou mais, dependendo do tamanho da forma utilizada, claro.

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Torta fácil (e boa pra limpar a geladeira)


Gente… Natal chegou, Reveillon tá aí e a gente sabe o que vai acontecer né? Vamos fazer MUITA COMIDA! Nossa missão será alimentar X pessoas, mas faremos comida suficiente para o dobro desse X (equação de gente loka, loka, loka). Aqui pelo menos é assim.

Tá, só que ninguém aqui é doido de desperdiçar comida, certo? Ainda mais comida boa! Ainda mais com tanta gente que não tem condições de ter uma ceia. Ou seja, jogar comida está fora de cogitação. Combinado?

Daí você me pergunta: “O que fazer com tanta sobra?”. Bem, doar é uma opção. Diversas paróquias oferecem almoços de Natal feitos apenas com doações de pratos prontos. Quem sabe se você se informar no seu bairro? Se não for possível doar, o jeito é reinventar, reciclar, reler, recriar… enfim, usar a imaginação e aproveitar toda a delícia que sobrou. Hoje vou dar uma sugestão que você pode fazer utilizando as sobras de tender – uma torta batuta que fica uma delícia!

Comece pela massa…

Misture 1 1/2 xícara de farinha de trigo com 1 xícara maizena, 1 xícara de manteiga (ou margarina) e sal a gosto. Amasse bem até ficar uniforme. Enrole um filme plástico e leve à geladeira por 30 minutos.

Para o recheio a ideia é usar o que você tiver. Aqui eu fiz o seguinte… Em uma tigela misturei o tender picadinho, cebola em cubos pequenos, tomate sem pele e sem semente cortado em cubinhos, queijo prato ralado, azeitona picada, uva passa e temperei tudo com sal e pimenta do reino.
No liquidificador bati 2 ovos, 1 xícara de leite, 1 pote de creme de minas frescal (mas pode ser cottage, requeijão ou qualquer queijo cremoso) e 1 colher (sopa) de maizena. É só bater e reservar.

A montagem

Abra a massa no fundo e laterais de uma fôrma de fundo removível. Por cima coloque a misturinha de tender, espalhando bem por toda a massa e junte o líquido que você bateu no liquidificador.

Asse em forno médio preaquecido por 45 minutos ou até que esteja dourado.

Sirva no lanchinho preguiçoso pós Festas e aproveite! Use a mesma ideia da massa para aproveitar também as sobras do peru, do chester e até do pernil. Não tem erro e você não se sente culpada por ter feito tanta comida (eu me sinto!).

Volto antes do Natal pra dar um xêro em vocês e ensinar uma mousse de alho poró supimpa para sua ceia. Segura aê! ;)

Torta de frango com massa de ricota


Já vou começar o post causando… rs. Na minha casa isso chama empadão de frango. Porémmmmm, como empadão é uma coisa que varia muito de receita para receita, de Estado para Estado e tem toda aquela comoção de ser ou não o legítimo empadão goiano (que, óbvio, esse não é), eu resolvi chamar de torta e … pronto! Acabou-se a polêmica e eu passo a bola para você, amiga leitora, que pode chamar o prato como bem entender, ok?

Comece fazendo o recheio, pois ele tem que estar frio quando você o colocar na fôrma.

Eu usei 1 peito de frango cozido e desfiado, 1 lata de milho verde, azeitonas, pimentão vermelho e verde e ervilha. Tudo refogado com azeite, alho e cebola e temperado com sal e pimenta calabresa. No final, juntei uma pouco menos de 1 pote de catupiry, misturei bem, juntei salsinha picada e reservei. NO final, seu recheio deve estar cremoso, mas não muito líquido, ok?

A massa é fácil de fazer e essa daqui tem uma diferença bacana – o uso do creme de ricota, que a deixa mais leve.

Numa tigela misture 2 ovos batidos, 150gr de manteiga amolecida, 150gr de creme de ricota e uma colher (chá) de sal. Misture e junte a farinha de trigo. A quantidade pode variar um pouco até chegar no ponto, mas dá mais ou menos 1/2kg de farinha de trigo.

O lance é misturar bem os ingredientes até virar uma massa homogênea, que você consiga moldar em forma de bola. Envolva a massa em plástico filme e leve à geladeira por 30 minutos. Depois, é só dividir a massa – reserve 1/3 dela para a cobertura da torta. Com o restante, você abre com um rolo e forra o fundo e as laterais de um fôrma de fundo removível.

Junte o recheio, que deve estar bem frio, e cubra a torta com o restante da massa, também aberta com um rolo. Com os dedos vá enrolando a parte da lateral com a da cobertura, para fechar bem a torta. Pincele uma gema, misturada com um pouquinho de água, sobre a torta e leve ao forno médio preaquecido por uns 40 minutos ou até que a massa esteja douradinha.

Fácil, han? Torta coringa para um almoço, um lanche da tarde … eu a.do.ro :)


(dica para a vida: sempre seja generosa no recheio!)