Lombo com laranja

Sou doida por carne de porco e não troco um bom lombo assado por filé mignon nenhum no mundo. Além de gostoso, o lombo não chega a ser um absurdo em termos de caloria e a carne pode ficar macia e suculenta, ou seja, dá para comer lombo e ser feliz, minha gente!

Uma dica bacana para deixar seu lombo assado ainda mais saboroso é temperá-lo com suco de laranja…

Para 1kg de lombo faça uma marinada com 1 xícara de suco de laranja, 1/2 xícara de vinho branco seco, alho e temperos a gosto (ervas como alecrim são sempre uma boa pedida, além de sal e pimenta, claro). Tempere o lombo com essa mistura de temperos, cubra com papel alumínio e leve para assar em forno médio por cerca de 45 minutos (não use forno muito alto, para o lombo não ressecar demais).

Retire o papel alumínio e cheque se o lombo está macio (se for preciso, retorne ao forno) e acresecente uma ou duas cebolas em pétalas e cenoura (usei a baby) e leve de volta ao forno, para dourar e amaciar a cenoura e a cebola, que dá uma ligeira caramelizada e fica incrível (adooooro!).

Quando estiver douradinho, é só retirar do forno e fatiar. Se quiser manter a linha “light”, invista em uma salada como acompanhamento. Mas, vou te dizer… um arroz branco com esse caldinho que se forma na travessa… afff, é coisa de Deus.

Polpettone recheado com mussarella de búfala

Ok, eu sei que essa semana é crítica, que todo mundo está planejando fazer um detox básico depois da esbórnia das Festas, que hoje é o Dia Mundial do Início da Dieta, etc e etc… mas esse polpettone é tão bom, mas tão bom, que eu não pude evitar publicá-lo já… sorry.

Mas ó, eu dou a maior força para você se jogar na dieta, e aqui também não será diferente. Mas… é verão, finais de semana virão e todo mundo é filho de Deus, néam? Hohoho.

Para fazer o polpettone usei como base a receita do restaurante Ráscal, que eu adoro, mas tive que fazer algumas adaptações…

Comece temperando a carne moída (use patinho, bem limpo e bem moído, uns 400gr). Aqui usei: 1 cebola inteira picadinha, 2 dentes de alho picados, alecrim e orégano secos, manjericão fresco, cominho em pó, sal e pimenta calabresa. Misture bem e junte mais ou menos 1 colher de sopa de manteiga (a receita original pedia também pão esfarelado, mas eu não usei).

Leve toda essa mistura para o processador, processe até ficar bem homogêneo e reserve.

Corte a mussarella de búfala em fatias grossas (não precisa necessariamente ser de búfala, tá? pode ser qualquer queijo – mussarella comum, prato, os suiços e até a boa e velha ricota temperada). Separe três pratos e coloque os ingredientes que serão usados para empanar o polpettone: farinha de trigo, ovo batido e farinha de rosca (eu não a de rosca e usei a farinha amarela que a Lena me trouxe de Belém e deu super certo).

Faça uma bolinha generosa com a carne, coloque a fatia de mussarella e molde o polpettone – que é uma coisa entre um hamburguer e uma almôndega grande – e empane na farinha de trigo, depois no ovo batido e finalmente na farinha de rosca.

Agora esquente a frigideira com óleo de girassol e um pouco de óleo de gergelim junto (sim, faz diferença… óleo de gergelim deixa um gostinho bem particular, mas se você não tiver, vá de óleo comum apenas).

*pausa dramática*

Mas Fabiana, fritura????

*fim da pausa drmática*

É comadre, esse polpettone é frito e, assim como todas as coisas fritas, é bom pra danar (não há bônus sem ônus, esqueceu? rs), mas é claro que você pode fazer no forno. Eu nunca fiz, mas se fosse para arriscar, iria de fôrma untada e forno bem quente (se alguém fizer, volta aqui pra contar?).

Frite os polpettones até que fiquem douradinhos, passe por papel absorvente e sirva quente (com uma saladinha bem leve, pra diminuir a culpa, ahn?).

Rende 4 polpettones grandes.

Polenta com ragu de fraldinha e agrião


Eu digo que polenta + ragu é o novo tomate seco. A combinação parece mais uma febre gastronômica (por isso a comparação com o  glorioso tomate seco). Fato é que você vai a um evento e pimba! tá lá a dupla, servida em formato mini, no copo, no pratinho e até as indefectíveis releituras (oi?). Se a aula é com chef famoso, é grande a chance de pintar uma polenta com ragu de alguma coisa. Na tv então! Assista os programas de receitas e é certeza que logo a dupla aparece.

Enfim… delírios à parte, a combinação é mesmo porreta. Polenta é coisa de Deus e ragu, bem… ragu é o tipo de coisa que não tem quem não goste – até quem não sabe o que é, gosta.

Ragu, meus caros, é um molho denso, com carne e tomate e feito com cozimento lento, bem lento. É claro que variações não faltam – tem ragu de cogumelos por exemplo, mas a origem do molho é aquela que lembra as nonas italianas e suas panelonas cheirosas de molho.

Então, fazer um bom ragu de carne requer basicamente: 1) tempo e 2) um pedaço de carne (dã).

Como faz?

Eu escolhi um bom corte de fraldinha limpa, que levei para a panela cortado em pedaços grandes. Eu gosto de colocar a carne sozinha, sem nada, e dar uma ligeira dourada nela, mas isso é aquelas manias que todo mundo tem na cozinha – eu cozinho carne sempre assim.

Depois dessa primeira dourada é que acrescento os ingredientes do refogado – neste caso alho muito e cebola picada (não precisa picar tudo muito pequeno porque é um trabalho a toa, vai por mim – o longo tempo de cozimento vai se encarregar de deixar tudo tão cozido que você nem vai vê-los).

Quando alho e cebola já estão dourados, acrescento o tomate pelado, ou polpa de tomate ou tomate in natura, o que tiver em casa. Lembre-se que a ideia principal é que esse molho cozinhe devagar, até que a carne esteja ultré (obrigada, Véio!) macia, então é bom caprichar na dose do tomate.

Agora é só juntar um pouco de caldo de carne (ou água fervente), um bouquet garni ou ervas de sua preferência, temperar com sal, pimenta e um tantinho de açucar (só para ajudar com a acidez), baixar o fogo, tampar a panela e esperar que a carne cozinhe.

Durante o processo, dê umas mexidas, vá provando o tempero e fazendo inveja na vizinhança – o cheiro desse cozido é de matar!
Use uma panela de fundo grosso, de preferência de ferro, para que o molho não grude rapidamente no fundo.

Mas Fabiana, quem tem duas, três horas para ficar cozinhando um ragu?“. Minha cara, veja bem… não há bônus sem ônus, gata. Dá pra fazer na panela de pressão? Lórrrico que dá! Mas né… um prato que cozinha lentamente por horas fica muito mais saboroso. O que não quer dizer que a boa e velha panela de pressão não tenha lá o seu valor. Então, fica à vontade ok? ;)

A polenta você faz como quiser – mole, dura, com fubá, com flocos preparados, daquelas instantâneas… pra mim, polenta é igual arroz – cada um faz do seu jeito, então… sem purismos :)

Para servir, polenta no prato, ragu por cima e folhas de agrião para finalizar. Bom, você pode usar lascas de parmesão também por cima do ragu e, você sabe, parmesão e molho são coisas que nasceram um para o outro, então… já que você está na chuva, melhor se molhar toda de uma vez, né não? ;)

Tá aqui um close do ragu – eu não disse que a carne tem que desmanchar? Então :)

Steak au poivre

Não precisa se assustar! O nome é todo pomposo, mas esse prato clássico da culinária francesa tem um preparo muito simples e um resultado final incrível. Steak au poivre, minha cara, nada mais é do que um suculento bife com pimenta, bastante pimenta.

Tá, daí você vai dizer que não curte pratos super picantes e coisa e tal….okey. Mas, e se eu te disser que esse prato, apesar de levar bastante pimenta, não fica nada apimentado? Aqui, a mistura de pimentas – do reino preta, do reino branca e rosa, esmagadas na hora – deixa o prato aromático, com um toque crocante e mas não exatamente apimentado.

A primeira coisa a fazer é esmagar as pimentas em um pilão – não é pra deixá-las fininhas, como se fossem moídas, ok? Depois, tempere os filés (usei mignon, de mais ou menos 200gr cada um) com sal e “empane” com a mistura de pimentas, apertando um pouco para deixá-los bem cobertos de pimenta (eu tava bem doida e coloquei os filés na frigideira sem empaná-los, simplesmente esqueci das pimentas… ó que louca? por conta disso, tive que acrescentar as pimentas já na frigideira, o que não é tão legal).

Em uma frigideira grossa é só aquecer a manteiga (trucão! junte um pouco de azeite também, que é para a manteiga não queimar!) e colocar os filés, dourando-os dos dois lados (eu gosto de acrescentar molho inglês, mas ele é opcional, ok?). O ponto é você quem define – eu gosto bem mal passado, com o interior beeem rosado, mas fique à vontade para deixar seus filés no ponto que preferir.

Feito isso, retire os filés da frigideira e faça um deglacê com conhaque – pouca coisa, apenas o suficiente para conseguir limpar bem o fundo da frigideira – e junte o creme de leite (fresco, de preferência). Acerte o sal e traga os filés de volta, envolvendo-os bem no molho cremoso, até aquecê-los.

Para acompanhar, nada combina mais do que um purê de batatas rústicas, daqueles que você simplesmente cozinha as batatas e esmaga com o garfo, sabe? Sirva o prato com as batatas, o filé e o molhinho por cima.

Eu não disse que era super simples? E é uma ótima opção para um jantar regado a vinho #ficaadica

Carne assada com batatas

Cada um tem sua própria receita de carne assada né? Tem quem goste de marinar a carne (eu mesma gosto), tem quem faça direto na assadeira, tem quem use outros legumes… é aquela receita clássica que encontra diversas variações Brasil afora e que permite que você também crie as suas numa boa.

Aqui eu decidi fazer o prato de última hora, portanto dispensei a marinada. Primeiro, temperei a carne (usei maminha) com sal grosso e pimenta do reino moídos. Levei para a panela (essa vai direto ao forno) e selei bem dos dois lados. Juntei um pouco de vinho branco e pétalas de cebola e deixei dourar mais um pouco. Tampei a panela e levei ao forno médio pré-aquecido por uns 40 minutos.

Quando a carne já estava macia, juntei as batatas, cebola roxa, tomilho e alecrim e voltei para o forno até que a batata cozinhasse. Minha ideia era preparar uma salada com as vagens que já haviam sido cozidas no vapor, mas no meio do caminho mudei de rota e inclui a vagem na carne – como ela já estava cozida,  juntei por último, mas ela poderia ir ao forno junto com a batata sem problemas, assim como cenoura, ervilha torta, pimentão… eu uso o que estiver afins, já que carne assada pra mim é um prato sem muita disciplina (e tem algum assim? rá!).

O resultado é aquele prato imbatível – carne macia e suculenta (nada de forno altíssimo tá? que é pra ela não esturricar), batatas cozidas al dente e um caldinho delícia que se forma na panela/assadeira, resultado da cebola que ajuda a caramelizar e dá uma cor linda.

A fome louca me fez esquecer de fotografar o prato montado (cadê o chicotinho?) mas é aquela coisa né, fatie a carne lindamente e sirva com o acompanhamento perfeito: arroz branco, muito fresco e só.

Eu ♥ carne assada :)

Iscas de mignon com abobrinha e gergelim ou Igual sim, mas diferente

Eu poderia ter feito só o filé mignon na chapa e refogado a abobrinha e já estaria lindo, eu sei. Mas né, eu também podia juntar os dois em um prato só, porque não? E podia cortar o filé em iscas fininhas e fritá-lo com um oleozinho de gergelim pra dar um tchans. Também podia juntar um pouquinho de sake para levantar o astral e dar aquele up. Daí era só juntar a abobrinha picada, juntar um tantinho de nada de shoyu… E no final acrescentar um gergelim torrado pra finalizar e umas ervinhas frescas.

E eu poderia ter servido com um arroz branco fresquinho, poderia… mas aí, como as panelas já tinham me levado por outros caminhos, diferentes do que eu havia imaginado quando entrei na cozinha, então… fui de gohan e pronto! O que era pra ter sido arroz, bife e refogadinho, virou tudo isso mesmo – mas de outro jeito.

Não é ótimo mudar o caminho diário e descobrir outras paisagens? Então. Na cozinha é a mesma coisa :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Costelinhas douradas com mel e gengibre

As costelinhas ficaram marinando por uma horinha em alho amassado, molho inglês, alecrim fresco, sal e pimenta calabresa. Depois disso, foram para a panela e ganharam ainda uma cebola inteira cortada em 4 partes, mel e um naco de gengibre ralado.

O resto foi apenas paciência – primeiro pra fritar muuuuito bem a carne, que é para dar esse dourado lindo, e depois para deixar que ela cozinhe em fogo baixo, pingando um pouquinho de água quente na panela cada vez que for necessário, até que ela fique bem cozida, a ponto de quase sair do osso.

O resultado é esse aí – costelinhas macias, douradas e ligeiramente agridoces. Ah! E o molhinho que se forma na panela é coisa de comer de joelhos, de preferência por cima do arroz branco fresquinho.

Porque tem dias que a gente precisa atolar o pé na jaca, na lama ou em coisa que o valha, não tem? =)

(aqui a costelinha, ainda branquela, no início do cozimento – fogo baixo e paciência garantem um final lindo e bronzeado)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Almôndegas ao molho com recheio de ricota e cream cheese

É aquela coisa né… fim de ano, a gente enfia o pé na jaca, come tudo e mais um pouco, bebe que é uma beleza e quando janeirão chega… bate aquela tristeza, aquele banzo… se a calça jeans preferida custar pra fechar então…pfff.

É claro que como todo janeiro, lá em casa começamos o ano dando uma “maneirada” no cardápio. Saem as carnes, assados e churrascos mil das Festas e voltam os leguminhos, verduras… A parada integral também está rolando com força total em casa – arroz, pães e grãos mil, tudo para (tentar) dar uma resfrescada na balança e na consciência, que na verdade pesa mais do que o próprio corpo.

Iscas de mignon ao pomodoro


Quando era criança, lembro que uma coisa que eu adorava era quando minha mãe fazia bife e depois picava um tomate e colocava na mesma frigideira, fazendo uma espécie de “molhinho”, que eu gostava de jogar por cima do arroz fresco. Por mim, dispensava até o bife e ficava só naquele tomatinho, que ficava macio e com um gostinho daquele fundo de frigideira, manja? Adorava e adoro aquilo até hoje.

Outro dia resolvi fazer uma versão daquele sabor da infância, mas ao invés de fazer o filé migon em bifes, corteio-o em pequenas iscas e levei à frigideira com um fio de azeite e deixei fritar bem (na frigideira com antiaderente não funciona, viu? eu gosto de usar essa de ferro que tenho, que é bem grandona, tem mais de 20 anos e é meu xodó).

Espetinhos da Faby (estou tão possessiva nos últimos dias)

Espetinhos sempre agradam e agora eles estão na moda por aqui. Os meus foram feitos no grill para o almoço com os amigos, que precedeu uma tarde de muita risada, jogos & trapaças (né Jacque? rs)

No espetinho da Faby (meu marido já tinha achado estranho o cuscuz da Faby… agora vem o espeto…hohoho) foi: filé mignon temperado com sal, pimenta, molho inglês e uma misturinha de ervas secas + pimentão + linguiça calabresa defumada + cebola + carne + pimentão vermelho + abacaxi + linguiça + tomate cereja (pra finalizar).

Para acompanhar, Original muito gelada.

O mundo é bão, Sebastião :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Salada de rosbife

Lagarto é mesmo um corte de carne muito versátil. Dá para preparar assado, cozido, com molho, sem molho, com batata, desfiado quente, desfiado frio, no formato carpaccio ou assim, como rosbife, que também é tão versátil que pode virar salada como essa ou recheio de sanduíche, ou ambos.

O lance dessa salada é o seguinte … Primeiro você vai escolher uma peça honestíssima de lagarto e vai deixá-la moooito limpa. Eu usei uma peça orgânica, que é tudo nessa vida e da qual vou falar logo mais.
Pois bem, peça honesta e limpíssima direto para a pressão com vinho branco, água suficiente para cobrí-lo, sal, folhas de louro e dentes de alho amassados (com casca e tudo).

Quando a carne estiver macia e NÃO desmachando, já é hora de tirar do fogo. Então, envolva a peça em filme plástico e leve à geladeira – nem tente cortar o lagarto quente que não vai rolar, certo? Reserve o caldo do cozimento e depois de fria, corte a peça em fatias mais finas que puder e reserve também.
*(nessa etapa já dá pra você fazer sanduíches luxo com esse rosbife, mostarda dijon, rúcula e tomates cereja)

Fatie uma cebola em rodelas finíssimas e coloque de molho em água com açúcar por uns 30 minutos antes de empregar na salada. Corte também pimentão verde, salsinha, cebolinha, azeitonas e rale uma cenoura

Pegue o caldo do cozimento e leve de volta à panela com mais um pouco de vinho (eu usei tinto), azeite extra virgem, shoyu, pimenta calabresa, acerte o sal e deixe reduzir.

Agora arrume uma travessa alternando em camadas o rosbife, a cebola, o pimentão, a cenoura com a azeitona, regando sempre com o molho que você fez lá na panela e salpicando sempre com bastante salsinha e cebolinha até finalizar os ingredientes. Caso seja necessário, coloque também mais azeite entre as camadas. A idéia é que a carne fique envolvida em molho e azeite para pegar bem o gosto.

Outra coisa, essa salada deve ser feita no dia anterior, para ficar “curtida”. O resultado fazendo no dia não é tão bom, acredite.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar