Costelinhas douradas com mel e gengibre

As costelinhas ficaram marinando por uma horinha em alho amassado, molho inglês, alecrim fresco, sal e pimenta calabresa. Depois disso, foram para a panela e ganharam ainda uma cebola inteira cortada em 4 partes, mel e um naco de gengibre ralado.

O resto foi apenas paciência – primeiro pra fritar muuuuito bem a carne, que é para dar esse dourado lindo, e depois para deixar que ela cozinhe em fogo baixo, pingando um pouquinho de água quente na panela cada vez que for necessário, até que ela fique bem cozida, a ponto de quase sair do osso.

O resultado é esse aí – costelinhas macias, douradas e ligeiramente agridoces. Ah! E o molhinho que se forma na panela é coisa de comer de joelhos, de preferência por cima do arroz branco fresquinho.

Porque tem dias que a gente precisa atolar o pé na jaca, na lama ou em coisa que o valha, não tem? =)

(aqui a costelinha, ainda branquela, no início do cozimento – fogo baixo e paciência garantem um final lindo e bronzeado)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Almôndegas ao molho com recheio de ricota e cream cheese

É aquela coisa né… fim de ano, a gente enfia o pé na jaca, come tudo e mais um pouco, bebe que é uma beleza e quando janeirão chega… bate aquela tristeza, aquele banzo… se a calça jeans preferida custar pra fechar então…pfff.

É claro que como todo janeiro, lá em casa começamos o ano dando uma “maneirada” no cardápio. Saem as carnes, assados e churrascos mil das Festas e voltam os leguminhos, verduras… A parada integral também está rolando com força total em casa – arroz, pães e grãos mil, tudo para (tentar) dar uma resfrescada na balança e na consciência, que na verdade pesa mais do que o próprio corpo.

Iscas de mignon ao pomodoro


Quando era criança, lembro que uma coisa que eu adorava era quando minha mãe fazia bife e depois picava um tomate e colocava na mesma frigideira, fazendo uma espécie de “molhinho”, que eu gostava de jogar por cima do arroz fresco. Por mim, dispensava até o bife e ficava só naquele tomatinho, que ficava macio e com um gostinho daquele fundo de frigideira, manja? Adorava e adoro aquilo até hoje.

Outro dia resolvi fazer uma versão daquele sabor da infância, mas ao invés de fazer o filé migon em bifes, corteio-o em pequenas iscas e levei à frigideira com um fio de azeite e deixei fritar bem (na frigideira com antiaderente não funciona, viu? eu gosto de usar essa de ferro que tenho, que é bem grandona, tem mais de 20 anos e é meu xodó).

Espetinhos da Faby (estou tão possessiva nos últimos dias)

Espetinhos sempre agradam e agora eles estão na moda por aqui. Os meus foram feitos no grill para o almoço com os amigos, que precedeu uma tarde de muita risada, jogos & trapaças (né Jacque? rs)

No espetinho da Faby (meu marido já tinha achado estranho o cuscuz da Faby… agora vem o espeto…hohoho) foi: filé mignon temperado com sal, pimenta, molho inglês e uma misturinha de ervas secas + pimentão + linguiça calabresa defumada + cebola + carne + pimentão vermelho + abacaxi + linguiça + tomate cereja (pra finalizar).

Para acompanhar, Original muito gelada.

O mundo é bão, Sebastião :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Salada de rosbife

Lagarto é mesmo um corte de carne muito versátil. Dá para preparar assado, cozido, com molho, sem molho, com batata, desfiado quente, desfiado frio, no formato carpaccio ou assim, como rosbife, que também é tão versátil que pode virar salada como essa ou recheio de sanduíche, ou ambos.

O lance dessa salada é o seguinte … Primeiro você vai escolher uma peça honestíssima de lagarto e vai deixá-la moooito limpa. Eu usei uma peça orgânica, que é tudo nessa vida e da qual vou falar logo mais.
Pois bem, peça honesta e limpíssima direto para a pressão com vinho branco, água suficiente para cobrí-lo, sal, folhas de louro e dentes de alho amassados (com casca e tudo).

Quando a carne estiver macia e NÃO desmachando, já é hora de tirar do fogo. Então, envolva a peça em filme plástico e leve à geladeira – nem tente cortar o lagarto quente que não vai rolar, certo? Reserve o caldo do cozimento e depois de fria, corte a peça em fatias mais finas que puder e reserve também.
*(nessa etapa já dá pra você fazer sanduíches luxo com esse rosbife, mostarda dijon, rúcula e tomates cereja)

Fatie uma cebola em rodelas finíssimas e coloque de molho em água com açúcar por uns 30 minutos antes de empregar na salada. Corte também pimentão verde, salsinha, cebolinha, azeitonas e rale uma cenoura

Pegue o caldo do cozimento e leve de volta à panela com mais um pouco de vinho (eu usei tinto), azeite extra virgem, shoyu, pimenta calabresa, acerte o sal e deixe reduzir.

Agora arrume uma travessa alternando em camadas o rosbife, a cebola, o pimentão, a cenoura com a azeitona, regando sempre com o molho que você fez lá na panela e salpicando sempre com bastante salsinha e cebolinha até finalizar os ingredientes. Caso seja necessário, coloque também mais azeite entre as camadas. A idéia é que a carne fique envolvida em molho e azeite para pegar bem o gosto.

Outra coisa, essa salada deve ser feita no dia anterior, para ficar “curtida”. O resultado fazendo no dia não é tão bom, acredite.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Hamburguer caseiro com cheddar, cebola assada e molho honey mustard

Ontem alguém tuitou alguma coisa sobre hamburguer e cerveja e as bichas que moram na minha barriga logo se assanharam. Sabe né, bichas solitárias e tuiteiras são impossíveis… Hohoho =)

Daí que eu precisava de todo jeito comer hamburguer e tomar cerveja, mas a vontade de sair de casa era zero. De modos que tive que providenciar um menu de lanchonete totalmente caseiro, porque eu não sou obrigada a dormir com as bichas enlouquecidas, néam? Ataquei de hamburguer com cheddar, cebola assada e molhinho honey mustard e, para acompanhar, batatas assadas com alecrim e flor de sal.

O hamburguer é aquele esquemão de sempre, que eu inclusive já postei aqui – quanto menos emperequetado* ele for, mais gostoso fica, acredite. Tudo que fiz de diferente foi levá-los ao forno ao invés da grelha, só para aproveitar o calor que já estava lá por causa das batatas.

O molhinho eu também já postei aqui. Dessa vez, resolvi usar alguns tipos de mostarda que tinha em casa – dijon, amarela e escura e fiz uma mistura muito da doida que, milagrosamente, acabou dando certo – sabe aquela coisa que parece que vai ser O erro, mas acaba ficando deliciosa? Então :)

Dai, como eu já estava no inferno mesmo, nada melhor do que abraçar logo o capeta, certo? Cortei as batatas em fatias bem grossas, coloquei numa assadeira anti-aderente, temperei com alecrim fresco, flor de sal e pimenta, reguei com um pouquinho de azeite e levei para o forno, a princípio coberta com papel alumínio e depois sem, para dar aquela dourada bacana.

Ah sim! As cebolas eu assei junto com o hamburguer, num cantinho da assadeira – rodelas grossas de cebola e uma colherzinha de chá de açucar mascavo por cima, só para caramelar, sabe?

Abri a cervejuca que eu tanto necessitava – fui de Dos Equis XX, mexicana e fraquinha de tudo, boa para essas escapulidas durante a semana – e fiz da minha quinta-feira um dia, ou melhor, uma noite muito feliz.

Ai ai, enfiar o pé na jaca também é bom =))))))

(*) adoro falar emperequetado :)


Carne de panela

Rango categoria master comfort food. Assim é uma boa e honesta carne de panela, com molhinho suculento, servida bem quentinha e com arroz branco fresquíssimo. O chiado da panela de pressão e o aroma que o prato deixa pela casa lembram casa de mãe, de vó, e além disso trata-se de um prato econômico, feito com carne de segunda, e por isso mesmo foi um dos pratos que fizeram parte da minha infância.

Os melhores cortes para usar são o coxão duro, peito, acém, paleta, ponta de agulha – todos rendem ótimos cozidos e uma carne de panela deliciosa. Escolha o seu corte, mande o açougueiro limpar bem e retirar todo o sebo. Você pode cortar a peça em cubos grandes ou levá-la inteira à panela, você decide.

Aqui eu usei cubos de coxão duro que temperei apenas com sal e pimenta no momento de levar ao fogo. Selei bem os cubos de carne em um fio de óleo de cânola e depois comecei a acrescentar os temperos – cebola (usei a roxa), depois alho, louro e deixei que tudo fritasse bem. Juntei um pouco de vinho tinto e esperei evaporar. Depois, pimentão em cubos – usei amarelo e verde que era o que tinha em casa, mas pode-se usar também o vermelho (meu preferido aliás) ou apenas um tipo deles. Neste caso, eu uso pimentão como tempero mesmo – adoro temperar coisas com pimentão! – então, corto grosseiramente pois ele vai derreter mesmo durante o cozimento.

Uma vez que tudo está temperado, é preciso deixar fritar muuuito bem – é isso que vai garantir a cor da tua carne. Feito isso, é hora de acrescentar água fervendo (ou caldo) até cobrir bem a carne, acertar sal e pimenta, fechar a panela e deixar cozinhar em pressão durante uns 40 minutos. Se for necessário, na metade do cozimento é só abrir a panela e acrescentar mais água, repetindo o processo até que a carne esteja bem macia.

Para finalizar, cheiro verde picadinho, já na hora de servir.

O acompanhamento perfeito, como eu disse, é o bom e velho arroz branco, mas aqui também ataquei de batata assada, porque… bem, eu acredito em prazeres completos – e todo mundo sabe que o carboidrato é o pai de todos eles, néam? =)

Comadre, veja bem… se você nunca fez uma carne de panela, esse é o momento de consertar isso, viu? Eu aliás ouso dizer que é possível reconhecer uma boa cozinheira em apenas três pratos: o arroz, o feijão e uma suculenta carne de panela – quem faz maravilhas com esses pratos consegue cozinhar bem qualquer outra coisa. É nisso que eu acredito :)

***

Nota de rainha:

Se você optar por usar caldo, prefira o caseiro. Se não tiver, vá de água mesmo pois o resultado final ainda assim é muito melhor, vai por mim. Eu mesma quase sempre faço carne de panela apenas com água e consigo um prato saborosíssimo, sem necessidade de incluir nada artifical nele.

Mas, se ainda assim você quiser usar o caldo pronto, tudo bem (a gente sabe que o diabo atenta, né?). Só tenha cuidado com o sal, pois não esqueça que você já salgou a carne, ok?

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

Medalhão ao molho de vinho do Porto e shimeji

No pilão coloquei algumas ervas – tomilho, manjerona, salsa, sálvia – e soquei com azeite. Com essa mistura, mais sal e mais pimenta do reino temperei os medalhões de filé mignon e reservei por meia hora.

Na frigideira de ferro (bem larga) selei os medalhões de ambos os lados, retirei-os e na mesma frigideira coloquei manteiga clarificada (tks Tatu!), cebola picada, um pouco de açucar e deixei até que a cebola começasse a ficar transparente. Acrescentei um bom tanto de vinho do porto (eu só tinha o PortoValduga), mais vinho tinto (fui de Carmenere Persona, também da Valduga) e deixei reduzir bastante. Já no final, acrescentei o shimeji e cozinhei até que ele ficasse macio, coisa rápida. Depois, é só retornar os medalhões e deixá-los mais um pouco no molho de vinho. Ou não.
No meu caso não porque o ponto do meu medalhão é beeeem mal passado. Mesmo :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Filé mignon com molho de manga

Mostrando a sintonia que existe entre a minha cozinha aqui em Sampa e a da minha irmã em Salvador, eu também tinha engatilhado o preparo desse escalopinho de filé mignon mas estava à procura de um molho diferente para acompanhá-lo. Foi daí que apareceu esse molho de manga que agradou em cheio por aqui.
A receita era para acompanhar frango (o que também deve ficar muito bom) mas, eu caprichei no “azedinho” e acho que fiz uma boa escolha – com a carne também ficou muito saboroso.

Vejamos… o escalope foi temperado do meu jeitão clássico – sal moído na hora, pimenta idem e molho inglês. O processo no fogo também é o mesmo – um fio de azeite (ou óleo) na frigodeira de ferro bem quente, uma selada de cada lado e pronto.

Já o molho eu fiz assim…
Na panela coloquei uma xícara de suco de manga Maguary (mas se você quiser usar manga mesmo eu dou a maior força… só bater no liquidificador e fazer um suco)com uma colherzinha de maizena diluída. Levei ao fogo e acrescentei (agora é tudo mais ou menos hein…quantidade exata eu não faço idéia) 1 colher (sopa) açucar mascavo, um pouco de vinagre branco, molho inglês, 1 colher de mostarda, pitadas de canela e noz moscada, uma colherzinha de molho de pimenta Tabasco e, por fim, um pouquinho de shoyu. Depois é só cozinhar até reduzir bem, acertar o sal e servir por cima dos escalopes.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Lagarto ao molho de vinho

Um corte de carne que eu gosto é o lagarto que eu uso tanto para salada, quanto para rosbife e assim, feito na pressão com molho de vinho.

Na véspera eu tempero o lagarto já limpo com vinho tinto (usei um merlot), sal, pimenta calabresa, um bouquet de ervas – muito louro, salsa, cebolinha, manjerona – e um pouco de chimichurri, um tempero de origem uruguaia que eu compro pronto no Mercado Municipal. Para que o tempero “pegue” mesmo, eu faço pequeno furos na peça e algumas vezes costumo rechear com cenoura, pimentão e toucinho. Dessa vez porém fiz sem recheio.

No dia seguinte, retiro o bouquet de ervas e o caldo da marinada e levo a peça à panela de pressão aquecida para selar todos os lados até que fique bem dourado. Acrescento cebolas cortadas em 4, alhos inteiros, um pouco de óleo e deixo dourar novamente. Em seguida coloco o caldo da marinada de volta, completo com um pouco mais de água e coloco na pressão até que a carne fique bem macia.

Depois de cozida, retiro a peça, fatio e reservo. No caldo que ainda está na panela de pressão acrescento mais vinho tinto, um pouco de açucar, salsinha picada e deixo esse molho reduzir durante bastante tempo. No final do processo gosto de acrescentar cenouras (e as vezes pimentões) em pedaços grossos e deixar que cozinhem nesse molho. As cenouras, quando cozidas no molho de vinho, parecem ficar ainda mais doces, pelo menos é o que eu acho mas…pode ser uma viagem minha…rs.

Na hora de servir, disponho as fatias de lagarto e os legumes, no caso a cenoura, cubro com um pouco de molho e o restante levo à mesa em uma molheira. Também curto comer esse lagarto acompanhado de purê de batatas, mas com arroz branco fresquinho também é de matar.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Iscas de Fígado

Para acompanhar o caldinho e manter o teor de sustância, fui de Iscas de Fígado, prato que figura em alta conta na lista dos meus toptops – minhas comidinhas preferidas de todos os tempos.
Eu adoro fígado mas ele, como alguns outros pratos, é daqueles que eu só como em lugares de muita confiança e sabedoria – minha casa, por exemplo :) Até porque não é qualquer pessoa que faz um fígado bom, gostoso e com a consistência exata – a maioria fica entre o ruim absoluto e o borrachudo eterno, aquele que você mastiga, mastiga e não acaba nunca. Urgh!

Se você não sabe, fígado tem manha pra fazer, sim Senhor! Não pode fritar muito e a fritura deve ser feita em panela muito, muito quente. No tempero, nada de vinagre, limão… só sal e alho amassado. Fígado também tem que ser fresco, fresquérrrimo, fresquísimo, de cor viva, e tem que tirar aquela película branquinha que forra as laterais na hora de prepará-lo.
Dessa vez eu fui de cebola e só, mas gosto de acompanhar também com molho de vinho reduzido e purê de batata. Yummy! Bom demais da conta.

E a ressaca tá melhorando :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar