Pão italiano sem sova

A receita veio do programa Cozinha Prática e é do Luiz Américo Camargo, um especialista na arte de pão. Trata-se de um pão italiano com casquinha crocante, miolo macio, e tudo isso sem sova e sem grandes complicações. Tem uns pulos do gato, por isso eu trouxe a receita original completa pra cá. Basta seguir à risca e eu garanto uma fornadinha de pão deliciosa. Mas já aviso: não rende muito. Aqui em casa o pão some em minutos.

  • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • ¼ de colher (chá) de fermento biológico seco instantâneo (cerca de 3 g)
  • 1 ¼ colher (chá) de sal
  • 1 ½ xícara (chá) de água filtrada
  • farinha de trigo para polvilhar a bancada
  • farinha de trigo integral para polvilhar

Modo de preparo

  1. Numa tigela grande, misture a farinha com o fermento e o sal. Acrescente toda a água de uma só vez e misture vigorosamente com uma espátula para incorporar e desmanchar os grumos de farinha.
  2. Cubra com filme e deixe a massa fermentar por 12 ou até, no máximo, 18 horas (se preferir, prepare a massa no dia anterior e deixe fermentando durante a noite). Evite mexer a tigela e proteja a massa de variações de temperatura – esse é um pão sem sova, é a ação da água que vai formar as cadeias de glúten. Deixe a massa quietinha, ela precisa trabalhar sozinha.
  3. Após o longo tempo de fermentação a massa cresce bastante, triplicando de volume; fica cheia de bolhas, mole e meio grudenta. Forre uma tigela rasa com um pano de prato limpo e polvilhe com bastante farinha de trigo integral – o pão vai descansar e manter o formato na tigela enquanto o forno pré-aquece.
  4. Polvilhe a bancada com bastante farinha de trigo. Vire a tigela e raspe bem toda a massa com uma espátula de silicone. Com a espátula de padeiro, dobre a massa sobre ela mesma, nas quatro direções de fora para dentro. Com um movimento rápido da espátula, vire a massa deixando a emenda para baixo e modele o pão: apoie uma das mãos na lateral da massa e, com a outra, passe a espátula sob a massa, girando para formar uma bola.
  5. Transfira a massa para a tigela forrada com pano de prato, deixando a emenda para cima – dessa forma o pão fica com a parte lisinha para cima ao ser desvirado dentro da panela. Deixe o pão descansar por mais 30 minutos, esse é o tempo exato para o forno pré-aquecer.
  6. Coloque uma panela média, com a tampa, dentro do forno e preaqueça a 230 ºC (temperatura alta). Usei uma panela de ferro de 26cm de diâmetro, você também pode usar uma panela de cerâmica, inox, ferro ou pedra (que não tenha nenhuma parte que possa derreter no forno).
  7. Com cuidado, retire a panela de dentro do forno e polvilhe o fundo com farinha de trigo integral (ou, se preferir, unte a panela com azeite). Vire o pão de uma só vez para dentro da panela, tampe e leve ao forno para assar por 25 minutos.
  8. Passados os 25 minutos, abra a tampa e deixe o pão assar por mais 20 minutos, ou até dourar. Retire a panela do forno e, com cuidado, transfira o pão para uma grade. Deixe esfriar completamente antes de cortar as fatias e servir.
  9. OBS: Sobrou pão? Basta borrifar com água e reaquecer o pão em forno preaquecido a 180 ºC (temperatura média). Depois de 15 minutos, ele sai do forno quentinho e com a casca crocante novamente.

como fazer pão italiano sem sova

Esse pão é figurinha fácil no meu Instagram (faby_zanelati) e esse aqui ficou mais bonitão ainda.

Cloud Bread (Pão Nuvem)

Aqui em casa tenho um louco por pão, mas que também vive brigando com a balança. Por isso, quando vi a receita do tal Pão Nuvem achei que morasse ali uma alternativa bacana para os dias de semana por exemplo, quando a gente dá uma maneirada e segura a onda um pouco (ou tenta, né?). Pois é, eu estava certa. O Cloud Bread cumpre bem esse papel – de ser uma alternativa mais leve ao pão nosso de cada dia. Eu honestamente não sei se “pão” é uma denominação apropriada para essa receita, já que a textura não é exatamente de pão mas, na dúvida e na falta de algo melhor, manterei o nome pelo qual a conheci.

A receita não tem glúten, farinha e tem baixíssimo carboidrato. Além disso, o Cloud Bread leva apenas 3 ingredientes: 3 ovos, 60gr cream cheese (ou cottage, mascarpone) e 1/4 colher (chá) de fermento em pó. Mais simples, impossível.

Comece separando as gemas e claras. Na batedeira bata as gemas com o cream cheese (em temperatura ambiente) até ficar bem homogêneo. Depois, em outro recipiente, bata as claras em neve com o fermento (que pode ser substituído por cremor tártaro ou suco de limão). Misture ao cream cheese com as gemas, delicadamente.

Forre a assadeira com tapetinho de silicone e faça 5 porções da massa, em círculos, com distância entre elas. Leve ao forno pré aquecido por cerca de 30 a 40 minutos, ou até dourar e estar firme ao toque.

Essa receita rende 5 pães, que podem ser guardados em recipiente fechado por até 3 dias.

O que fazer com o Cloud Bread?

Bom, aí vai da tua criatividade. Aqui em casa ele vira de um tudo: vai com antepasto, com geleia, com tomate, só com azeite, com manteiga, com ricota temperada… Vai pra frigideira e vira mini pizza, pra torradeira, no café da manhã, no sanduíche… é uma mão na roda.

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Experimenta e volta pra me contar?

Focaccia vapt vupt

Focaccia é um tipo de pão italiano feito do jeito tradicional – fermento vivo, sova, descanso e aquela coisa toda que eu acho linda. Só que às vezes a preguiça é maior do que a vontade e aí a gente apela. Eu apelei pro liquidificador e para o fermento químico (shame on me, eu sei) e, por isso mesmo, talvez nem seja o caso de ofender os puristas chamando a receita de focaccia… but, acrescentei um vapt vupt no nome que é pra já descaracterizar aquela coisa italiana toda linda e, assim, não ofender ninguém (oremos!). Pode chamar de focaccia de preguiçoso também, ou de pão de liquidificador, fica à vontade :)

Bati no liquidificador 3 ovos, 3/4 xícara de óleo, 1 xícara de leite, 1 colher (chá) de sal e 1 xícara (chá) de farinha de trigo. É só bater bem, depois colocar numa tigela grande e juntar mais 2 xícaras (chá) de farinha de trigo, misturando bem, e finalizar com 1 1/2 colher de fermento químico em pó, mexendo só para incorporar.

Em uma assadeira untada e enfarinhada, coloque a massa e por cima azeite, sal grosso e alecrim – eu ainda incrementei com parmesão e azeitonas pretas.

Vai ao forno pré aquecido (200C) por 30 minutos e está pronto.

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Viu? Não é assim uma focaaaaaccia verdadeira mas te garanto que fica uma delícia. Com azeite e sal vira um petisco daqueles impossíveis de parar de comer e uma ótima pedida na companhia de um vinho.

Mas ó… se você quiser fazer a focaccia do jeito que se deve, meu amigo Leandro do Cozinha Pequena já ensinou tudo direitinho aqui ó. Se joga! ;)

Muffin integral de quinoa e alho-poró

Na cesta de orgânicos da semana vieram uns alhos-porós pequenininhos, coisa linda e super macios. Fiquei matutando que eles eram tão lindos que deveriam ganhar uma receita só pra eles, sabe assim? Não só um refogado, mas uma coisa um pouquinho mais elaborada :)

Foi então que decidi transformá-los em muffins, que renderam um belo jantar. Usei farinha integral, aveia e quinoa e, apesar de ficar parecendo comida da filha do tropicalista (VRÁ!), garanto pra vocês que foi um sucesso total – os danados ficaram realmente gostosos, macios e bem temperados e foram devorados numa tacada só. E nem deu trabalho, saca…

A primeira coisa que fiz foi cozinhar cerca de 1/2 xícara de quinoa (já falei sobre o processo aqui ó). Depois, refoguei o alho-poró picado (cerca de 1 xícara) em azeite, alho e cebola, juntei 2 colheres de palmito picado, pimenta biquinho também picada, a quinoa cozida, raspas de limão siciliano (só pra dar um xêro) e temperei tudo com sal e pimenta.

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Para fazer a massa misturei em uma tigela 3 ovos, 2 colheres de manteiga amolecida, 1/2 xícara de farinha de trigo integral, 1/2 xícara de aveia em flocos, sal e 1 colher (sopa) de fermento em pó. Depois de misturar tudo muito bem, é só juntar o refogado e colocar nas forminhas – eu tinha 6 unidades de silicone e usei mais duas panelinhas (neste caso, untadas e enfarinhadas). Ao todo, essa receita rende uns 9 muffins.

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Basta levar ao forno pré aquecido (180C) e assar por uns 30 minutos, ou até dourar.
Ah, se quiser coroar com queijo ralado antes do forno, vai ficar coisa de Deus também.

As forminhas de silicone são incríveis porque você desenforma lindamente os muffins, coloca em um prato, inclui uma salada bem caprichada e pronto! Um jantar levinho e super delícia.

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Chapati integral (pão indiano)

Um pão sem fermentação, que você faz na frigideira, na boca do fogão e super rapidinho. Esse é o chapati, um pão fininho super tradicional nas mesas indianas. Aqui em casa ele entra no lugar de uma refeição. Gosto de fazer chapati pra comer com vegetais grelhados – ele fica incrível com um chutney de cebola por exemplo – ou com pesto, tomate e queijo, que vira almoço levinho aqui em casa.

Para a massa você vai usar 1 xícara (chá) de farinha de trigo integral, 1 colher (café) de sal e 1/2 xícara (chá) de água. Na verdade, a medida da água quem vai determinar é a sua farinha – você vai misturando a água aos pouquinhos, até conseguir formar uma massa homogênea, que você consiga moldar.

Misture a farinha e o sal em uma tigela e vá juntando a água, mexendo com a ponta dos dedos. Quando formar uma massa, transfira para a bancada (polvilhe com um pouco de farinha de trigo) e sove até conseguir uma massa lisinha e macia – se for preciso, junte farinha aos poucos. Depois, forme uma bola, volte para a tigela, cubra com um pano e deixe descansar uma meia hora.

Faça uma “cobrinha” com a massa e divida em 9/10 porções, formando bolinhas. Cada bolinha deve ser aberta com um rolo, até ficar bem fininha.

Aqueça uma chapa de ferro ou frigideira, coloque a massa e deixe até começar a formar bolhas. Vire a massa e deixe mais uns 20 segundos do outro lado. Retire o chapati com uma pinça e leve a chama do fogão – isso mesmo, direto no fogo. Isso vai inflar um pouquinho a massa e dar uma leve chamuscada – não se preocupe, fica uma delícia.

Chapatis prontos é só escolher o acompanhamento ou, transformá-lo em um acompanhamento para uma sopa ou cozido por exemplo.  Eu fiz um pesto e uma “saladinha” de tomate com cebola roxa. Por cima, fui de queijo de cabra, que dá um amarguinho bom.

Só digo que 10 pãezinhos aqui não dão nem pro cheiro :)

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Cookie integral com geleia

Eu não sou uma pessoa de bolacha (ou biscoito, se você for do RJ…rs), cookie e petisquinhos doces em geral, portanto, é mesmo de se estranhar que os últimos dois posts sejam dessa categoria. Es.tra.nho :)

Bom, pra quem não sabe, meu marido perdeu cerca de 20kg no último ano com uma reeducação alimentar e nesse período foi preciso investir em receitas que eu nunca havia preparado e que não eram exatamente a minha preferência alimentar.  O apoio e o comprometimento foram importantes para que ele mudasse a relação com a comida e conseguisse o objetivo de eliminar o excesso de peso que já estava comprometendo o fígado. Felizmente cumprimos a missão! Durante esse ano, rolou muita coisa integral, muito petisco natureba e muita salada na minha casa. Foi uma época bacana para descobrir novos sabores e novas possibilidades de cozinhar leve e com sabor.  E esse cookie veio suprir a necessidade de um petisquinho doce mas gostosinho.

Essa receita chama Lalo’s Famous Cookies e veio do livro My Father’s Daughter, da Gwyneth Paltrow, presente que ganhei da minha amiga e xará Fabi. Precisei adaptar alguns ingredientes mas o resultado deu super certo…

Em uma tigela misturei  2 xícaras de farinha de trigo e 2 xícaras de farinha integral com 3 xícaras de castanhas e amêndoas trituradas (usei o processador). Depois, acrescentei 1 xícara de óleo de canola, um pouco mais de 1/2 xícara de melaço, 1 colherzinha de canela em pó, uma pitada de sal e misturei tudo formando uma massa. Depois, foi só fazer as bolinhas e dar uma ligeira achatadinha na parte de cima. Nesse “buraquinho” é só colocar a geleia de sua preferência – usei damasco e framboesa.

Forrei a forma de biscoitos com silpat,  coloquei os cookies e levei ao forno pré-aquecido (180ºC) por uns 20 minutos. A fornada rendeu cerca de 40 cookies.

Viu? Facinho e ótimo para o café da tarde, para a mordiscada no meio do expediente e até para o lanche das crianças.

 

 

Cookies de laranja e papoula (e um trucão)

Ok, cookie já é uma coisa super fácil de fazer, eu sei. Mas, sabe que dá pra ficar mais fácil ainda? Provei esse cookie no Encontro Gourmet e adorei o trucão por trás: ele é feito com mistura para bolo, aquelas que a gente compra pronta, saca? Pois é, num é que essas misturas também rendem cookies bem gostosinhos?

Para fazer, basta colocar o conteúdo da mistura para bolo (usei sabor laranja) numa tigela e misturar 1 ovo e 4 colheres (sopa) de manteiga. Basta misturar até que esteja homogêneo e dando para moldar. Se for preciso, pode acrescentar um tantinho mais de manteiga.
Daí é só fazer um rolinho com a massa e cortar as rodelinhas, de preferência todas do mesmo tamanho.

Para assar, pré aqueça o forno por uns 10 minutos. Coloque os cookies em uma fôrma forrada com silpat (ou papel manteiga) deixando espaço entre eles (senão gruda tudo!) e asse em forno 200C por uns 20 minutos. Passado esse tempo, é provável que o cookie ainda esteja meio molinho no centro. É normal, não se preocupe e pode retirar do forno. Assim que esfriar ele estará prontinho, believe me.

Eu fiz duas fornadas – dividi a massa em duas e em uma delas usei papoula e na outra lavanda orgânica (só misturar, sem mistério) e me rendeu cerca de 35 cookies.

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Lavash

Lavash (já vi grafado como lavosh também, mas optei pela grafia da Wikipédia) é um pão típico da Armênia, bem fininho, feito com farinha de trigo e sem fermento. Pode ficar maleável ou fino e crocante, depende da espessura que você abrir da massa. Não sei muito sobre a sua origem e tampouco sobre a receita tradicional. O que sei é que essa receita saiu da timeline do meu amigo Claudio Rúbio no Facebook (com pequenas alterações minhas) e fez sucesso aqui em casa. E o bom é que não exige sova e é fácil de fazer. O ruim é que não rende muito e esse é o tipo de coisa que você começa a comer e não pára mais, acredite.

Em uma tigela misture 1 xícara (chá) de farinha de trigo, 1/3 xícara (chá) de farinha integral, 4 colheres de gergelim (metade comum e metade preto ou só de um tipo, você decide), 1 colher (chá) de sal (usei o moído na hora) e 1 colher (sopa) de alecrim seco. Em outra tigelinha misture 1/2 xícara (chá) de água, 1/4 xícara de (chá) de azeite (usei o de alecrim) e 1 colher (chá) de óleo de gergelim.

Depois, é só juntar os secos e a mistura líquida e amassar até obter uma mistura homogênea. Eu deixei na geladeira por 30 minutos para que a massa ficasse mais fácil de abrir. Para isso é só usar o rolo de macarrão em uma superfície ligeiramente enfarinhada (a massa não gruda com facilidade não). A dica é abrir fino para obter um pão bem estilo cracker. Eu cortei em retângulos e minha paciência sem limites (#sqn) não permitiu que todos tivessem o mesmo tamanho (shame on you, Fabiana!), mas tá valendo.

Para assar, coloque a massa cortada em uma assadeira com papel manteiga (ou silpat), pincele um pouquinho de azeite, salpique flor de sal (é opcional, tá?) e leve ao forno baixo preaquecido por 15 minutos ou até que estejam levemente dourados. Olho vivo nessa hora porque, quanto mais finos, mais rápido assarão! Para servir, optei por uma pasta de tofu com manjericão porque, bem… porque eu tô nessa de tofu agora, me deixem! :) Mas você pode servir com qualquer pastinha ou puro mesmo, porque ele é gostosinho pra dedéu.

***

O Vitor Hugo do Prato Fundo já fez Lavash também e deu toda a explicação histórica. Vitor arrasa, vai lá!

Panzanella | Salada de pão

Panzanella
Eu nem ia chamar de Panzanella porque pratos típicos sempre causam polêmica … “ah, mas falta isso” “a original não é assim” e por aí vai. Na verdade, Panzanella nada mais é do que uma salada italiana de pão dormido que aceita diversas versões com seus ingredientes favoritos. Eu ataquei com o que tinha na geladeira e, insubordinada que sou, usei um pão de forma integral que já estava batendo as botas na cesta de pão, mas a receita feita com pão italiano amanhecido (será que o certo é dormido ou amanhecido? rs) fica uma loucura.

O primeiro passo é tostar o pão. É só cortar em cubinhos, colocar em uma assadeira, regar com um pouco de azeite e sal moído na hora e levar ao forno para dourar ligeiramente. Quando o pão estiver frio, coloque em uma tigela e comece a acrescentar os demais ingredientes da sua salada de pão. Eu usei: tomate sweet, azeitona verde, manjericão, mussarela de búfala e pimenta biquinho. Depois é só temperar. Alho raspado, azeite, sal e pimenta e, no final, um splash ligeiro de suco de limão.

Pra comer na tigelinha, com uma taça de vinho ou uma IPA honesta.

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Algumas comadres já falaram sobre a panzanella em seus blogs e a Letícia deu uma canja sobre a origem do prato, olha só…

Reza a lenda que ela foi criada pelo hábito dos camponeses de molharem o pão velho e seco (que era feito ou comprado apenas uma vez por semana) e de misturá-lo com as verduras encontradas na horta. Também há quem acredite que ela nasceu à bordo dos barcos pesqueiros, os marinheiros levariam pão duro, azeite e tomates e todos os ingredientes eram molhados com a água do mar, que temperava a salada.

Sanduíche de pepino, cream cheese e hortelã

Sanduiche de pepino
Não é nem receita, né gente? É só um sanduichinho honesto pra matar aquela fome que dá no meio tarde, sabe? Levinho, porque aqui tá rolando um detox brabo! :)

É só cortar o pepino japonês (com ou sem casca, você decide) em rodelas bem fininhas (eu uso o descascador de legumes). Em uma tigelinha misturar o cream cheese, um fiozinho de azeite, hortelã picadinha, sal e pimenta. Passa essa misturinha em duas fatias de pão de forma (usei um de chia com macadâmia), bota o pepino por cima e voilà!

Dá pra substituir o cream cheese por requeijão, maionese, cottage, aquele creminho de minas ou outro de sua preferência. Ah! Eu também faço esse sandubinha com rabanete beeeeem fininho, usando pão preto. Amo!

Torta fria, um clássico


Se você foi criança nos anos 70 deve conhecer bem essa torta. Feita de pão de forma e recheio e cobertura variados – ora de frango, ora de atum, com maionese, requeijão… cada família fazia sua própria receita, suas variações (tinha gente que fazia ela toda colorida, um arraso!), mas uma coisa era certa: se tinha uma comemoração qualquer – pimba! lá estava ela, quase sempre acompanhada da boa e velha tubaína.

Saudosismo à parte, a ideia de preparar a torta fria dia desses em casa veio de dois fatores distintos… primeiro porque vi no supermercado um pão da Wickbold pronto para essa preparação (com fatias longas e sem casca) e em segundo porque eu tinha um frango assado quase inteiro que tinha sobrado do almoço preguiçoso do sábado e tinha que dar alguma providência. Ok gente, aqui cabe a pergunta de 1 milhão de dólares…

Você joga comida fora?

Respondeu NÃO, né? Ufa, que susto! Porque né, jogar comida fora em dias como esses, só sendo muito da doida ;)

Ok, voltando à torta fria…

Aqui eu fiz dois recheios:

1) Desfiei todo o frango assado e passei pelo processador, com um pouco de creme de ricota. Temperei apenas com pimenta do reino moída e uns cubinhos bem pequenos de pimentão verde, já que o frango assado já estava temperado;

2) Processei cream cheese e cenoura e fiz uma pasta (mas também podia ser salsinha pra ficar verdinho ou beterraba, pra uma torta mais rosada).

Depois, foi só montar: pão + pasta de cenoura + pão + frango + uma camada de agrião + pão + pasta de cenoura + frango + pão. Pronto!

Para finalizar, cobri com purê de batata e queijo parmesão ralado por cima. E, para ficar com a cara da nostalgia, batata palha nas laterais :)

Gela um pouquinho antes de servir e voilà!

Há quem diga que essa torta é cafona. Eu digo que ela tem gostinho de infância <3