Archive for the de festa Category
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Temaki de salmão

Eu ♥ temaki. Não essas invencionices de temaki de carne seca ou de chocolate (socorro!), mas aquele básico mesmo, com salmão e cebolinha (e sem cream cheese ou maionese, pelamorrrr!)…ah, esse eu adoro.

E sabe o que é melhor? Dá para fazer em casa numa boa e nem dá muito trabalho, dá uma olhada…

1. A primeira coisa a fazer é o arroz japonês temperado. Vamos usar uma medida de 1/2 xícara de arroz (para sushi) para fazer 2 temakis, ok? Basta prepará-lo conforme instruções da embalagem e, depois de morno “temperá-lo” com uma mistura de 1 colher (sopa) de vinagre de arroz + 1 colher (chá) de açucar e 1/2 colher (chá) de sal. Faz esse “temperinho” e coloca no arroz, misturando bem.

2. Para 2 temakis, pique 100gr de salmão fresco e limpo em cubos pequenininhos e acrescente cebolinha picada a gosto.

3. Use uma mesa ou bancada e monte uma mise en place* com o arroz e o salmão. Pegue a folha de nori (alga) e corte ao meio.

4. Para montar o temaki, espalhe arroz em metade do nori, cuidando de deixar um pequeno triângulo na ponta superior sem arroz. Eu gosto MUITO de wasabi, por isso acrescento no meu temaki, direto, mas você pode colocar uma quantidade menor ou mesmo limar o wasabi do seu temaki, ok?  Depois, é só colocar o salmão na diagonal e começar a enrolar, formando um cone.

5. Para fechar o temaki é só usar um pouquinho de arroz na ponta.

Se você achou confuso, busque no Youtube um vídeo para te ajudar mas, acredite, não é complicado não :)
(aqui tem um vídeo bem didático)

Também dá para variar o recheio usando kani, pepino e manga cortadinhos em julienne (ou fatias fininhas) e, no lugar da salsinha, é só usar gergelim torrado. Também curto essa versão horrores.

Ah! E se você ficar ninja no temaki, que tal torná-lo o tema da próxima vez que for receber amigos em casa? Deixando todos os ingredientes prontinhos, convide seus amigos a montarem seus próprios temakis. Diga se não vai ser uma festa? ;)

* Mise en place (pronunciado “miz an plas”) é um termo francês que significa “colocada no lugar”. Consiste na etapa inicial para se preparar um prato, separando-se todos os utensílios e ingredientes necessários para executá-lo. Os ingredientes devem ser medidos, e, caso necessário, descascados, cortados, etc.
Fonte: Wikipédia

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Crostini de polenta com cebola caramelizada e gorgonzola


(foto: Dani/Cinebistrot)

Oi leitorzinho fofo, tudo bem com você? Você também está correndo feito o coelho da Alice? Não?!!!! Ah, que inveja! =)

A vida aqui está uma correria, é verdade, mas eu também já aprendi que isso não pode ser desculpa para deixar de ver os amigos, de jogar conversa fora, tomar umas coisinhas e, claro, comer coisa gostosa (e de abandonar o blog também, Dona Fabiana! cof, cof, cof)… a gente pode até correr, só não pode é deixar a vida passar correndo (ó? tô filósofa hoje…rs).

Pois foi exatamente tudo que minha amiga Fabi fez semana passada em sua casa – chamou os queridos, deixou cada um levar sua especialidade, colocou a cerveja no gelo e proporcinou uma noite delícia em sua varanda (com uma das vistas mais bonitas que já vi em São Paulo!) – noite divertida, cheia de risadas e muita coisinha delícia pra beliscar (e espumante gelado pra bebericar!). Olha, atualmente esse é o meu tipo de programa favorito em São Paulo, viu?

Bom, daí que para combinar com uma noite que eu já sabia que seria muito bacana, decidi fazer uns canapés bem simples mas muito gostosinhos e que ó, foi sucesso. A ideia veio do livro Canapés e eu só adaptei para o que tinha disponível na minha cozinha. De modos que minha versão ficou assim…

Da polenta

Cada pessoa tem sua receita, né? E quem não tem, pode seguir aquelas que vem nos pacotes de preparado para polenta, que podem ser uma opção para quem quer começar a se aventurar no prato. Porque polenta, aquela de verdade… bem, essa requer braço, tempo, disposição e até uma certa técnica sim – há quem prefira acrescentar o fubá aos poucos, há quem dissolva o fubá na água antes… enfim.

Eu faço polenta no olhômetro e uso o que tiver disponível – fubá, flocos de milho para polenta instantânea, farinha italiana para polenta… não tenho muita regra. Aliás, não tenho regra nenhuma – às vezes acrescento queijo, azeite, ervas, manteiga…tudo depende do meu humor no dia e da minha despensa também.

Mas, pra facilitar a sua vida, vou reproduzir a receita do livro:

Coloque 850ml de água pra ferver em uma panela grande. Misture 175g de polenta instatânea e 1 colher (chá) de sal. Cozinhe por 5 a 10 minutos, mexendo sempre até engrossar. Adicoone 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado e uma pitada de pimenta do reino. Coloque a polenta em uma forma untada com óleo. deixe esfriar completamente, desenforme e fatie a polenta em 10 pedaços, cortando cada fatia na diagonal de modo a formar 2 triângulos. Pincele cada pedaço com azeite e grelhe-os por 3 minutos até que estema dourados e crocantes.

Essa é a receita do livro, mas eu gosto de acrescentar sempre 1 ou 2 colheres de manteiga já no finalzinho do cozimento da polenta. Acho que assim ela fica mais cremosa.

Das cebolas caramelizadas

Não tem segredo nenhum – um fio de azeite em uma panela aquecida onde se junta 2 cebolas roxas cortadas em fatias finas (meia lua). É só temperar com sal e pimenta do reino e cozinhar por uns 10 minutos, mexendo de vez em quando. O resultado é que a cebola vai se caramelizando com o próprio açucar que ela tem e vai ficando moreninha, cheirosa, uma delícia. Quando ela já estiver assim, é só juntar 2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico e cozinhar por mais uns 5 minutinhos.

Depois de pronta, é só usá-la fria por cima dos pedacinhos de polenta e finalizar com o gorgonzola esfareladinho.

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Fácil né? E o resultado é bem interessante – bocadinhos de polenta pra comer com a mão, o docinho meio azedo da cebola… recomendo, viu?

Ah! E guarde essa receitinha da cebola com carinho – ela também fica ótima na massa, na salada de batatas, no hamburguer… experimenta e me diz depois :)

***

Fabi, cadê a receita daquele tomatinho confit d.i.v.i.n.o? :)

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Espetinho marguerita com capeletti

Tá todo mundo correndo, certo? Se você está com a vida mansa, sorte tua. Por aqui a casa caiu geral e eu ando (mais) doida, doida, doida, sem tempo pra nada. Cruzes!

É, mas esse post não é para ficar aqui me lamentando não! Até porque, não adianta ficar de #mimimi e dizer que a vida anda me engolindo – na nossa vida quem manda somos nós e eu é que preciso retomar o comando da minha, simples assim. Mas… isso é assunto para o divã (rs), aqui o assunto é um petisco vapt-vupt – bom para quem não tem tempo e pra quem tem também, afinal, facilidade nunca é demais, certo?

A ideia eu pesquei no livro Canapés mas, como de costume, alterei a receita e acabei criando uma versão diferente, mas que ficou muito saborosa e fez um sucesso enoooorme num lesco-lesco que rolou lá em casa. Sério, o povo amou. E a receita? Besta que só, dá uma olhada…

A primeira coisa a fazer é cozinhar o capeletti bem al dente – sério, é pra cozinhar al dente mesmo, senão você não consegue fazer o petisco no formato espeto, ok? Então, nada de esquecer o bicho cozinhando lá! Olho vivo, comadre! Quando ele estiver cozido, tá pronto.

Voltando… eu usei um capeletti de queijo, mas obviamente você pode usar o recheio que quiser. Eu particularmente acho que recheios à base de queijo, verduras e castanhas são os que mais combinam, mas nada impede que você se jogue no bom e velho frango ou carne, fique à vontade.

Depois que o capeletti cozinhou, escorra e dê logo um banho nele na água gelada, que é para parar o cozimento e impedir que ele passe do ponto que queremos (qual é mesmo? al dente!!!). Quando ele estiver frio é hora de providenciar uma marinada, onde ele ficará por pelo menos umas 3 horinhas, pra pegar gosto.

Para fazer a marinada…

Use azeite extra virgem honestíssimo e suco de limão siliciano – a proporção é 2 para 1: duas partes de azeite para 1 de suco de limão. A quantidade deve ser suficiente para temperar bem todos os capelettis, então, vai depender da quantidade deles que você for fazer (cada espetinho tem 2 capelettis). Ainda na marinada acrescente: sal, pimenta do reino moída na hora, raspas do limão siciliano (pode usar do limão todo, ralado bem fininho e sem a parte branca) e alecrim fresco. Mistura tudo e junta lá os capelettis.

Nesse momento, junte à essa marinada tomates sweet partidos ao meio e misture bem para que eles também fiquem bem cobertos com os temperos. A ideia é que você deixe capelettis e tomates marinando, para ficarem bem saborosos.

O resto é brincadeira de criança. Monte os espetinhos intercalando capelettis, os tomates e folhas de manjericão. Fácil, né?

Ah! Claro que dá para brincar à vontade com a ideia – o original por exemplo sugeria tomate seco (que eu particularmente acho meio nhé!) e eu acredito que mussarela de búfala (daquelas bolinhas), lascas de parmesão, folhas de rúcula e até presunto parma ficariam show nesse espetinho.

Monta sua versão e me conta depois se não foi um arraso? E a cara de surpresa dos convidados quando encontram uma massa no espetinho? Essa é pra brilhar muito… vai por mim =)))

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Espetinho de frango à moda Thai

(foto: Adriana Oliveira)

O tema do Rangocamp desse ano era Churrasco, só que o desafio era justamente propôr novas ideias e receitas que pudessem ser preparadas na churrasqueira ou como acompanhamento nesse tipo de refeição. E um dos meus pratos foi esse espetinho de frango com pegada thai, super fácil de fazer mas que dá outra cara para o espetinho clássico, aquele feito no palito.

O maior pulo do gato começa justamente nesse ponto – aqui, não tem palito de churrasco! o espetinho é montado em ramos de alecrim, o que já confere uma cara nova e, melhor de tudo, traz um aroma incrível para o seu churrasco.

Para o frango, usei peito orgânico picado em cubos grandes e temperados em uma marinada de um dia apra o outro com: raspas (só a parte colorida, pelamor!) e suco de limão, sal grosso moído na hora, gengibre ralado, curry em pó, pimenta dedo de moça picada com semente e um pouco de óleo de gergelim (mas pode ser azeite também), tudo na base do olhômetro e do gôsto – eu gosto muuuuito de curry e de gengibre e por isso capricho nos dois ingredientes, mas se você não é habituada a temperos super fortes, pode ir devargzinho, um pouquinho de curry, um tantinho só de gengibre pra perfumar, pimenta na tua medida… Mistura todos os ingredientes da marinada, coloca em um saco plástico, junta os cubos de frango, fecha bem e deixa na geladeira (virando de vez em quando o saco) até o dia seguinte.

Para a montagem dos espetinhos usei: cubo de frango, pimentão vermelho, pimentão amarelo, cebola e cubos de abacaxi. Tudo, como já disse, montado no alecrim – não tem mistério não, basta escolher um alecrim bem forte, com ramos compridos.

O resto é simples – levar para a churrasqueira, na parte de cima, para assar lentamente e sem ressecar. Sirva depois que o marido já tiver fatiado a picanha de sempre, só pra você arrasar mooooito, manja? Rá! Porque ó… aposto que o marido e os convidados vão amar, vai por mim :)


(para assar os espetinhos, use uma grelha como essa, para que você consiga virá-los facilmente – foto: CineBistrot)

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Gravlax

Eu já tinha postado aqui a receita do gravlax que costumo fazer quando tem um petit comité em casa. Gosto desse prato porque ele é simples e rápido (apesar do tempo que ele leva pra ficar pronto), super gostoso e perfeito para um belisquete assim mais glam.

Esse eu levei para a degustação da Love Weiss 2.0, em uma reunião das Maltemoiselles na semana passada. A harmonização com a Weiss foi perfeita, mas também… essa é uma cerveja meio coringa, que vai bem com quase tudo. Independente disso, consegui mais um casamento perfeito e a quarta harmonização bacana – tô gostando disso, sabiam? ;)

Para acompanhar, providenciei o mesmo molhinho que vocês encontrarão na receita, mas deixo aqui outra sugestão sugestão que já testei e aprovei – creme azedo. Para acompanhar o salmão fica muiiiito bom também.

Aqui, o passo-a-passo… não disse que era simples?

foto do título: Ingrid Calderoni

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Torta de pão com recheio de frango e creme de palmito

Se você foi criança nos anos 70 e viveu no interior de São Paulo, provavelmente viu a foto acima e teve um pequeno momento revival, não foi?

Pois é, essa famosa torta gelada de pão de forma era presença garantida em festinhas na escola, visitas à casa da tia (tia adora fazer essa torta) e até, sério mesmo, em casamento eu cheguei a comê-la – glamour era uma palavra desconhecida, admito ;)

Enfim, trata-se portanto de um prato nostálgico. Alguns dirão que é brega, e talvez seja mesmo – pra quem, é claro, se dá com essa coisa de rótulos e padrões – outros acharão uma receita boba e sem graça, mas o fato é que quem prova uma torta de pão bem feita rapidinho se desfaz desse monte de “achismos” e acaba é achando muito bão e ponto.

Eu não tive como escapar da vontade louca de fazer a torta quando me deparei com esse pão de forma colorido na Santa Marcelina. Se eu fosse mais pheena, ia atacar de canapés – e esse pão deve se prestar maravilhosamente a isso – mas como sou apenas uma grande saudosista, me joguei na invenção de recriar a torta da minha infância e ó… não é por nada não mas eu arrasei. Dá uma olhada se tinha alguma chance disso não ficar uma delícia…

1 – Para começar, providenciei um creme de palmito: cebola e alho no azeite até murchar, palmito picadinho, uma colherada de farinha de trigo, frita bem, junta leite, tempera com sal e pimenta e deixa o creme engrossar.
2 – Depois, foi a hora de preparar um frango desfiado bem temperadinho – leva alho, cebola, milho verde, tomate cereja picado, salsinha, bastante manjericão, sal e pimenta a gosto.
3 – Para dar ainda mais sabor, uma pasta de ricota com azeitonas pretas, os dois juntos processados e levemente temperado com sal e azeite.

Tudo isso pronto, foi só começar a montar as camadas da torta, alternando os recheios.

Para finalizar, cobri com um creme feito com maionese, creme de leite e requeijão. Há quem cubra só com um ou com outro e não tem nenhum problema nisso. Eu preferi a mistura dos três e o resultado foi um creminho bem suave. Salpiquei gergelim e levei à geladeira até o momento de servir.

Aliás, para servir o melhor acompanhamento é tubaína… mas né, se você não quiser ser tãããããõ nostálgica assim, libero um suco ou refrigerante comum =)

Nem preciso dizer que rechear uma torta de pão nada mais é do que um exercício de criatividade, né? Praticamente tudo que tiver dentro da sua geladeira pode servir de recheio. A única observação é não usar recheios muito molhados, para não amolecer demais o pão. O resto vale tudo… e dá para abusar bastante das cores, mesmo utilizando um pão de forma comum – cenoura e beterraba raladinhas dão um colorido bacana e o mesmo vale para pastinhas com azeitonas pretas, salsinha, brócolis cozido, mandioquinha… quanto mais colorida a torta, mais batuta ela fica :)

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Bolo gelado de coco

Simplesmente um clássico. Servido em papel alumínio, molhado e docinho, esse bolo era presença garantida nos aniversários na infância. Diga quem foi criança nos anos 80 e nunca topou com esse bolo nas festinhas na escola?

Por conta dessa memória afetiva, e também porque o bolo é bem gostoso, foi ele que escolhi para a comemoração do meu último aniversário. Foi feito pela minha mãe, com uma receita bem clássica e fácil, olha só…

Na batedeira bata 4 gemas, 2 colheres de margarina sem sal e 1 1/2 xícara de açucar, até ficar aquele creminho clarinho. Depois, vá juntando 2 1/2 xícaras de farinha de trigo e 1 xícara e mais um pouquinho de leite alternadamente e continue batendo. No final, junte 1 colher de sopa de fermento em pó e as 4 claras batidas em neve. Asse em forma untada e enfarinhada até o teste do palito.

Para molhar e “empanar o bolo”: 1 vidro de leite de coco, 1 lata de leite condensado e 1 pacote de coco ralado (mais 1 pacote para empanar), tudo batido no liquidificador.
Com o bolo ainda quente, faça furos com o garfo e regue com um pouco da mistura batida. Espere esfriar, corte o bolo em quadradinhos do tamanho que desejar, mergulhe na mistura batida no liquidificador e depois passe sobre coco ralado. Embrulhe em papel alumínio e leve à geladeira até o momento de servir.

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Raclete com polenta brustolada* da Clau

Pois é… lamentavelmente o inverno 2011 está aí, batendo na nossa porta e, nem bem chegou, já deu pra sentir que vem frio nervoso por aí.

Bem, eu digo lamentavelmente porque todo mundo sabe que detesto frio e sou uma criatura que adoraria hibernar durante o outono e inverno, mas uma coisa eu tenho que admitir: comer no frio é uma coisa muito da batuta :) É engordativo, mas que é bão… é!

E uma das (poucas) coisas boa do frio é essa aí ó: raclete. Ave Maria! É programa daqueles para, no final, você ir embora rolando, manja? Esse da foto rolou na casa da Clau, para receber a Si e, novamente, nós enfiamos os pés, as mãos e tudo mais na jaca.

Como se não bastasse a gordice normal do prato – queijo + batata + vinho em abundância – a Clau, que de santa não tem nada, introduziu (ui!) a polenta na raclete, nessa versão “brustolada” (*gente, esse verbo só existe no RS e, ao que tudo indica, só serve para polenta, não adianta… hohoho #dontask) e aí foi que a coisa desandou de vez. Virou tradição agora – raclete TEM que ter polenta e, consequentemente, mais 7.896 calorias.

Gostou da ideia? Pois eu já ensinei como preparar uma raclete aqui ó.  E ó… se aí nas suas bandas também está esse frio de doer, correr preparar a sua! Sucesso garantido, juro ;)

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Paella de frutos do mar

Vamos lá, antes de começar o post da paella vocês vão me prometer não entrar numas, ok? Digo isso porque toda vez que a gente posta uma receita típica ou muito tradicional, sempre aparece aquela turma “do contra”, manja? Que o original isso, que o clássico aquilo … e em pouco tempo lá estou eu, arrependidaça e com vontade de deletar o mundo.

Oras, quem frequenta esse blog já deve ter uma coisa em mente – esse blog não é de gastronomia, não é uma bíblia culinária e não é escola pra nada. Aqui, fica registrado o que rola na minha cozinha, lá na minha casa, no lugar onde reina o que EU quero e COMO eu quero, e não em um restaurante que precisa se ater a métodos, ingredientes e tudo mais. Logo, é de se esperar que apareçam por aqui minhas próprias interpretações de receitas clássicas, tradicionais – sim, porque eu não acredito em versões absolutas (okey, vá lá…talvez só da feijoada) e sim em olhares diferentes, em cozinha de improviso, de momento, de adaptações – muitas aliás jamais aceitas por grandes cozinheiros ou por aqueles que se dizem (ou se julgam) detentores da sabedoria suprema.

Uma vez lá no Rainhas, coloquei uma receita ou uma foto, não me lembro, de um almoço temático que uma amiga fez. O tema era comida baiana, feita por uma paulista e com toda licença poética e prática que isso representa. Resultado – muita gente dizendo que estava errado, que não era assim, que isso e que aquilo. Mas gente! Se a comida é tua, você tem o direito de fazer como quiser, de chamar como quiser!

Aconteceu inúmeras outras vezes, com gente pitacando no meu carbonara, no nome do pudim da Katita… enfim, sempre vai ter alguém achando que aquilo não está correto ou que existe uma maneira mais “certa” de fazer… mas né, vamos tentar sempre entender que em um blog – ou pelo menos em um blog que não se pretende escola de nada – você vai encontrar apenas e tão somente o jeito do outro – esteja ele certo ou errado. Ponto.  Se você precisar de receitas originais, técnicas corretas ou mesmo se for uma parada acadêmica, com toda a necessidade que isso representa, vale a pena consultar fontes específicas.

Bom, falei mais do que a mulher da cobra, eu sei… mas as vezes é bom a gente bater esse papinho, alinhar expectativas, trocar figurinhas… afinal, nós estamos aqui é pra isso mesmo, não é? E para quem está chegando por aqui agora, já é bom saber o que esperar: a cozinha da Faby – às vezes errada, muitas vezes louca e quase nunca perfeita, mas sempre feita com a melhor das intenções ;)

Então, sem mais lenga-lenga, aqui vai a minha receita de paella de frutos do mar, que ó… é boa a beça :)

Para começar, você deve usar uma paelleira, ou seja, uma panela como essa aí da foto, própria para fazer paella. Mas daí a comadre vai me dizer “mas, Faby, eu não tenho esse diabo dessa paelleira, então não posso fazer paella?”. Então, minha gente, a minha resposta é: não sei. Rá! Verdade! Eu nunca vi uma paella feita em outra coisa que não fosse essa panela própria, então não saberia dizer como substituí-la. Qual a diferença dessa panela? Basicamente ela tem uma superfície grande e não é alta nas laterais, ou seja, é uma panela que lembra bastante uma frigideira, só que maior. Sendo assim, até arriscaria dizer que, se você tem uma frigideira bem grande (como uma minha que é enorme), talvez consiga fazer paella nela, mas certeza, certeza mesmo… eu não tenho não. De modos que, se alguém aí tiver alguma dica, estamos prontos para ouví-la, ok?

Bom, paelleira (já vi grafado como paellera também) em mãos, aqueça nela 5 colheres (sopa) de azeite e doure 1 cebola picada e uns 3 dentes de alho picadinho, junte 1 xícara de pimentões picados (usei basicamente amarelo e um pouco do vermelho – evite o verde, ok?) e uns 4 tomates sem pele e sem semente picadinhos e deixe que tudo dê uma ligeira cozinhada. Nesse momento junte umas 200gr de ervilha fresca (eu esqueci e tive que apelar para a latinha, que definitivamente não é a mesma coisa).

Agora, comece a juntar os frutos do mar – você vai precisar de 500gr de camarão sem casca, 200gr de vôngole,  200gr de mexilhão, 200gr de polvo limpo e cozido e 200gr de lula limpa em rodelas. Acrescente mais ou menos 1 copo de vinho branco seco e deixe evaporar um pouco. Complete com caldo de peixe (eu usei as cascas e cabeças do camarão para fazer um caldo delicioso) até quase a borda da panela e deixe ferver.

Quando começar a ferver, junte 2 xícaras de arroz, espalhado em toda a panela. Sobre o arroz: de fato, eu acho que o arroz parboilizado combina bem com paella, mas também é fato que tenho muita resistência a esse tipo de arroz (principalmente por conta do cheiro, que eu detesto), por isso optei pelo bom e velho agulhinha, mas já aviso que o resultado é um pouco diferente do obtido com o parboilizado e a chance de deixar a paella “papa” é muito grande também… então, se você não é dada a fortes emoções, vá de parboilizado e fique mais tranquila :)

Nesse momento, acerte o sal e coloque o açafrão – eu usei os pistilos, mas se você quiser usar a versão em pó deve dar mais ou menos umas 2 colheres de sopa.

Cozinhe por mais ou menos 20 minutos, acrescentando mais caldo se for necessário durante esse período. Decore com tiras de pimentão vermelho e frutos do mar – camarões e mexilhões com casca por exemplo (eu não tinha camarões enorrrrrrrrrrrmes pra decorar, ó que chato?) e salsinha picada.

Esse é aquele tipo de prato para servir assim que fica pronto – pá-pum, sabe? Então, fazer paella é legal para envolver a família, os convidados… faça um bom mise en place, abra um vinho e deixe todo mundo em volta da panela, esperando o momento de saborear essa delícia.

Ah! Eu gosto de paella com azeite do bom (vale a pena investir em um especial para a ocasião), regado no prato … e gosto da raspinha que fica no fundo da paelleira, quando forma aquela crostinha, sabe? Afff, tinha alguma chance de uma maníaca por arroz como eu não curtir um prato desse? Ainda mais com frutos do mar, que também são minha paixão?

Paella é coisa de Deus, minha, gente! E que Ele abençõe os espanhóis, que inventaram essa maravilha!

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Terrine de salmão defumado

Antes de começar a falar sobre essa receita é bom que vocês saibam duas coisas 1) deu para notar que não bati UMA foto da terrine pronta, né? pois é, shame on me! e 2) essa foi das receitas que mais fizeram sucesso no meu pré-natal do ano passado (sim, eu achei as fotos perdidas no limbo de um diretório de backup, que consegui fazer antes do notebook subir no telhado).

Dito isto, tenho que mencionar também que a inspiração veio da revista Claúdia, mas a verdade é que acabei fazendo algumas boas mudanças na receita original e, particularmente, acho que deu super certo. Vou listar a receita e minhas sustituições e alterações, ok?

continue lendo…

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Trufas de biscoito

Quem manda a receita é a Julieta Roe, e eu achei facílima (e parece ser deliciosa também), olha só…

Facil de fazer, deliciosas e todo mundo ama !!!

3 pacotes de biscoito Negresco
1 pacote de cream cheese
Chocolate para derreter e cobrir as trufas

Aqui nos EUA eu faco com biscoito OREO que e o mesmo que o Negresco no Brasil.

Fazer uma farofa fina com os biscoitos no processador. Misturar o cream cheese amolecido naturalmente ( nao colocar no microondas ). Fazer bolinhas do tamanho de um brigadeiro e coloca-las na geladeira por 2 horas.

Derreter o chocolate em banho maria e banhar cada uma, colocando pra secar num papel manteiga. Depois coloca-las na geladeira por umas horas pra firmar o chocolate. Depois disso…. cair de boca !!!!!

Beijos a todas
Ju

Não parece muito bom? Tks pela receita, Ju! Vou testá-la asap! :)

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