Farofa de alho poró e castanha portuguesa

Tem acompanhamento mais batuta para assados do que a boa e velha farofa? E Natal sem farofa, eCziste??? ;)

Esse ano eu me joguei em uma receita diferente, mas muito simples e fácil de fazer, dá uma olhada…

Corte 300gr de bacon em cubos (eu gosto grandes, mas pode cortar miudinho se preferir) e leve para a panela para derreter a gordura (que você pode ou não descartar) e dourar levemente. Acrescente  150gr de manteiga e quando ela estiver derretida junte uns 6 dentes de alho picadinho e uma cebola grande picada. Espere a cebola murchar e junte 1 alho poró cortado em rodelas não muito finas. Deixe o alho poró cozinhar um pouco – um pouco! é legal mantê-lo um pouco crocante.
Quando o alho poró estiver macio,  junte 1 pacote de farinha de mandioca torrada, misturando bem. Agora é só juntar uns 200gr de castanha portuguesa cozida e picada (nem preciso avisar que tem que descascar a castanha, néam? dã!). Tempere com sal e pimenta calabresa a gosto e finalize com cheiro verde picadinho.

Pronto! Taí uma variação bacana para a farofinha das Festas desse ano :)

Cozinhando com o Edu Guedes ♥


(Edu Guedes começando a preparar a sobremesa, hora de enrolar o salame de chocolate, todo mundo com a mão na massa, manteiga para a farofa,  ela já d.e.l.i.c.i.o.s.a e pronta e eu, finalizando a entradinha)

A convite da Tetra Pak participei de uma aula na Casa Cor para conhecer melhor as embalagens da empresa e também para utilizar alguns desses produtos na elaboração de três receitas, preparadas pelo chef Edu Guedes.

Foi muito bacana conhecer mais sobre o processo que envolve as embalagens, testar algumas delas na hora (parece que nosso sonho de abrir embalagens com praticidade está finalmente para acontecer!) e a aula, onde a gente botou na massa, foi super divertida.

Preparamos três pratos gostosos e muito, muito práticos – uma entradinha com atum, uma farofa com feijão (que foi servida com cubetes de mignon ao molho) e um salame de chocolate de sobremesa. As receitas todas seguem abaixo e, ó… eu se fosse você testava todas porque são boas de verdade.

Tartar cozido de atum

Ingredientes
1 xícara de atum
4 colheres de sopa de maionese
1 xícara de cebola picada
1 colher de sopa de gengibre ralado
2 colheres de salsa picada
2 colheres de sopa de pimenta biquinho

Modo de preparo

Passar a cebola na água quente e depois na água fria para tirar sua acidez.
Num bowl, misturar o atum, a maionese, a cebola, o gengibre, a salsa e a pimenta biquinho.
Acrescentar o sal.

Servir com torradinhas, em formato canapé ou até mesmo acompanhando uma salada de folhas servida como entrada.

Cubetes de mignon com farofa de feijão

Ingredientes:
1,2 kg de file mignon
200 ml de molho de vinho
Óleo para grelhar a carne
Sal a gosto

Farofa de feijão carioca

½ xícara de manteiga
1 xícara de cebola picada
1 xícara de calabresa picada
1 ½ xícara de feijão carioca cozido
1 xícara de tomate cereja cortado ao meio
1 ½ xícara de farinha de mandioca
½ xícara de castanha de caju torrada
Sal a gosto

Modo de preparo:

Cortar o file mignon em cubos e temperar com sal.
Numa frigideira bem quente, dourar a carne com um fio de óleo.
Acrescentar o molho no fim antes de servir.

Farofa

Numa panela, derreter a manteiga e refogar a cebola até murchar.
Adicionar a calabresa e deixar fritar até começar a dourar.
Acrescentar o feijão. Depois o tomate, a farinha e a castanha de caju.
Acertar o sal.

Salame de chocolate  

Ingredientes
1 kg de chocolate meio amargo
2 xícaras de creme de leite
4 xícaras de bolacha de amido de milho picado
1 xícara de amêndoa torrada
1 xícara de uva passa branca
1 xícara de damasco picado

Modo de preparo
Derreter o chocolate em banho maria.
Adicionar o creme de leite até ficar homogêneo.
Acrescentar as amêndoas, a uva passa, o damasco e a bolacha.
Colocar na forma com plástico filme ou enrolar em forma de salame e deixar endurecer para cortar.

Fotos: Tetra Pak

Chuchu com carne seca

Chuchu é o legume mais enjustiçado evAr! Dizem que ele não tem gosto de nada, que é o 4º estado da água… ah, que nada! Desde os primórdios do Rainhas que eu já alardeava meu ♥ pelo chuchu – e não é de brincadeira não! Eu realmente gosto dele. E não pensem que só curto o bichinho quando ele tem outros quetais acompanhando não. Eu também gosto dele purinho, só cozido com água e sal e mais nada, tsá? Convivam com isso, meus caros – eu sou chuchuzólatra ;)

Aqui eu fiz um refogadinho (tem palavra mais meiga que essa?) do chuchu com carne seca desfiada, cebola, alho e pimenta biquinho. Finalizei com salsinha picada, servi com arroz e feijão e o sujeito que mora lá em casa e vive dizendo que chuchu é insosso bateu bem uns dois pratões. A desculpa foi a carne seca, claro. A-han, sei ;)


Agora, gente… eu nem ia postar esse prato porque né, nem dá pra chamar isso de receita, só que eu tinha que falar da carne seca que usei e sabe por que? Porque eu a.m.e.i isso, afff. Coisa mais prática! Bateu aquela vontade doida de comer carne seca mas você nem tem o tempo de dessalgar, cozinhar, desfiar e tudo mais … e aí, como faz? Saca essa caixinha no supermercado e pimba! Carne prontinha pra usar – a embalagem diz que é dessalgada, mas eu nem precisei salgar o prato (até porque, diminui consideravelmente o sal na minha casa e tô muito feliz com isso, viu?). E ó… o preço nem é absurdo. Considerando que você compra lá aquele nacão de carne seca e depois que ela cozinha vira uma titica, se bobear acho até que sai quase elas por elas. Coisa linda.
Ah! E isso não é propaganda paga não gente! É uma experiência boa que tive na minha cozinha e estou dividindo com vocês, ok? Coisa boa a gente tem mais é que divulgar mesmo :)

Aqui a bichinha ó.

Batatas com pasta de ricota defumada e alho negro

Dia de geladeira no limbo, disposição zero para ir ao supermercado e fome de qualquer coisa que não fosse trash food (confesso que andei sucumbindo a elas porque a coisa estava tão feia que eu não tinha forças para mais nada).

Uma vasculhada na dispensa e no buraco negro chamado geladeira e tudo que me restava era um maço de escarola, um naco de ricota defumada, uma merreca de cream cheese light e o alho negro (que eu uso com muita parcimônia…rs). Tinhas umas batatas também e um ou dois tomates ainda dava pra salvar. Era o que eu tinha para o momento, e não é que saiu uma comidinha bem gostosa?

Couve de bruxelas ao molho de queijo

Para dar uma cara diferente para aquele manjado refogadinho de legumes, que tal incrementá-lo com um molho de queijo?

Foi o que eu fiz com essa couve de bruxelas, que eu tinha comprado porque estava com preço bom no hortifruti, mas que eu não estava afins de comer na versão salada e nem tampouco só refogadinha. Ataquei de molho de queijo e ó… ficou delícia.

Primeiro eu cozinhei a couve no vapor, até que ficasse macia. Depois, numa panela, fiz o esqueminha básico do molho branco – manteiga, cebola ralada, um pouquinho de farinha e leite aos pouquinhos. Com o molho já grossinho, acrescentei uma gema de ovo, mussarela ralada e requeijão cremoso e finalizei com sal, pimenta e noz moscada ralada.

Eu pensei em gratinar, mas minha fome (aquela monstra que aparece de vez em quando na minha vida) achou que só assim já estava de bom tamanho. Você no entanto, polvilhe um pouco mais de queijo por cima da travessa e leve um bocadinho ao forno aquecido – só o tempo de dar aquela ligeira dourada.

A ideia serve para qualquer legume que esteja dando sopa na sua geladeira, e também para escapar do classicão alho e óleo, que é bom mas, vamo’ combinar, cansa né? Dá pra fazer o mesmo com cenoura, abobrinha, mandioquinha, chuchu (aliás, com chuchu fica fantástico), couve flor, brócolis… ou até com todos juntos, porque não? =)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Batatinhas picantes com mel e gergelim

Daí que a primeira cerveja feita por mim ficou pronta e estava me esperando para degustação. Momento de fortes emoções, né? Será que ficou boa? Será que vai harmonizar com o prato que escolhemos para a noite (arroz de pato com lichia)? Será que o rótulo ficaria pronto a tempo? (não, não ficou) Será que vai ser a melhor cerveja evAAAr (cof, cof, cof)?

Enfim, eram muitas dúvidas e para sanar todas elas partimos nós sete para uma noite de mulheres, cervejas artesanais (degustamos outros 12 rótulos) e comida boa (pra não dizer excelente, porque né… esse post já está muito pouco modesto…rs).

Como a noite era especial, decidi fazer um belisquete para levar e tentar harmonizar com nossa IPA Sex Symbol que, até onde eu já imaginava, ia ornar (adoro essa palavra) com algo meio asiático, bem temperado e talecousa. Escolhi uma receita que faz sucesso em casa – batatas bolinha douradas e picantes, que receberam mel e gergelim porque eu tinha c.e.r.t.e.z.a que essa seria uma combinação perfect. E foi! Não teve erro.

Couscous marroquino com castanhas, frutas secas e hortelã

Sou louca por couscous marroquino e acho que já fiz de mil e uma maneiras diferentes, muitas vezes com o que tenho à mão e até com as sobras da geladeira. Além de saboroso, acho prático, rápido e uma ótima opção de acompanhamento, perfeita pra variar o arroz do dia-a-dia.

Essa versão é loosho e faz bonito em ocasiões mais festivas – e pode cair super bem na tua ceia de Reveillon (ainda dá tempo!).

Cuscuz

Na minha terra, cuscuz é comida tradicional nas Festas Juninas, mas não só nessa época. Ele aparece também em outras festas, levando camarão, sardinha, atum, bacalhau e até mesmo no dia-a-dia, em versões mais simples, como essa que leva frango.

Como diz a minha mãe, cuscuz é uma comida simples mas tem seus mistérios. Cuscuz seco é o terror, o ó do borogodó, aquele que você come e só sente a farinha na boca. Péssimo.
Na versão feita na minha família, o azeite em grande quantidade garante a consistência molhadinha e macia, léguas de distância do famigerado cuscuz enfarinhado.

Para começar o segredo do cuscuz é o refogado com porções generosas de alguns ingredientes. No meu tem:

. peito frango desfiado – cozido na pressão com um bouquet garni, sal e pimenta;
. 2 cebolas picadinhas;
. tomates sem pele e sem sementes;
. alho;
. azeitona verde picada;
. milho verde;
. ervilha;
. pimentão verde e vermelho picadinho;
. palmito picado;
. pimenta dedo-de-moça sem semente, também picadinha;
. ovo cozido picado
. muita salsa e cebolinha;
. muito azeite extra virgem

A coisa toda é muito simples. Numa panela grande, cebola e alho douram no azeite. Em seguida entram o frango desfiado, os pimentões, o milho, as azeitonas, o tomate, a pimenta e refogam até o tomate se desmanchar. Na sequência entram um pouco do caldo onde o frango foi cozido (que eu, muito viva, reservei antes), o palmito, a ervilha e o ovo cozido… cozinha até reduzir um pouquinho só, junta um quantidade generosa de azeite, suficiente para deixar o refogado molhadinho. Daí junta a salsa e a cebolinha, acerta o sal, a pimenta e começa a colocar, aos poucos, farinha de milho, misturando sempre até ficar homogêneo.
Há que se tomar cuidado com a quantidade de farinha porque, depois de frio o cuscuz sempre resseca um pouco, portanto quando você desligar o fogo, a mistura ainda deve estar cremosa e não totalmente seca.

Eu gosto de forrar uma forma de bolo de buraco com ovo cozido, pedaços do frango (ou do camarão, ou da sardinha, mas aqui esqueci de reservar), tomate e azeitonas, colocar a mistura do cuscuz, apertar bem e depois desenformar lindamente no prato.
Também fica gracinha servido em porções individuais, que você pode fazer usando por exemplo forminhas de gelatina.

Pra mim, cuscuz é tudo de bom :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Conserva de manga e maçã

Se você joga no meu time pode comer essa conserva doce com um assado, um grelhado, uma carne. Já se você é do time das formigas, pode comer como uma sobremesa, um docinho para acompanhar o sorvete de creme, de baunilha. Versatilidade, essa é a palavra para essa conserva, receita da revista Mulher Moderna.

Para fazer um potinho como esse, de 400gr eu usei 1 manga descascada cortada em cubos e 2 maçãs (daquelas pequenas da Turma da Mônica), também em cubos, passadas pelo sumo de limão.
Depois é só levar ao fogo, colocando o mesmo peso das frutas em açúcar e metade do peso em água. Juntar o pau de canela e deixar no fogo até ferver + 2 minutos.
Acrescente 2 colheres de passas e deixe cozinhar mais 5 minutos. Guarde em frasco esterilizado e com fechamento hermético.

Fácil, hein? ;)

Omelete com alho-poró e tomilho

Já falei que eu adoro omelete né? Eu acho o prato tão versátil que poderia ficar aqui por páginas citando todas as misturas que já tentei. Para mim, quase tudo nessa vida vai numa omelete.

Dessa vez o que foi para a minha: um alho-poró fatiado e bastante tomilho fresco, fora o sal e a pimenta, básicos.

Com salada de rúcula e tomate…afff. Simples e delicioso.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Frango com molho de maracujá e pudim de abobrinha

Não disse que hoje era o Dia do Frango nas cozinhas da realeza?
Pois é, assim como na cozinha da írmã, que foi de lasagna, aqui também rolou um franguinho, só que na versão filet com molhinho super bacana de maracujá. E para acompanhar, eu fui de pudim de abobrinha, receita descoberta nas minhas andanças à caça de receitas leves.

Para começar, numa travessa eu temperei os filés com sal e alho amassado e os deixei lá por meia hora.

Enquanto isso fui preparar o pudim que leva: 2 abobrinhas picadas, 1 ovo, 3 colheres de leite desnatado, 4 colheres de farinha de trigo, tudo no liquidificador até virar um creme, que eu temperei com sal e pimenta branca. Depois, coloquei esse creme em forminhas de muffin untadas com óleo e farinha de rosca e levei ao forno pré-aquecido por mais ou menos 45 minutos (até quando o palito sai limpinho, tá ligada né?).

Voltei ao frango…
Em uma panela coloquei um pouco de azeite e fritei os filés até ficarem bem dourados. Retirei da panela e reservei. Daí, na mesma panela eu botei uma cebola ralada, 3 colheres de sakê e cozinhei até a cebola ficar macia. Então juntei a polpa de um maracujá grande (com as sementes), uma colher de mel (a receita pedia adoçante culinário, que eu não tenho), sal e fui generosa na pimenta do reino moída na hora. Cozinhei tudo até reduzir e ficar um molhinho espesso.

Pra montar o prato, peguei os filés reservados, reguei com o molho de maracujá e coloquei um pudinzinho de abobrinha. O molho tem uma cor linda e deixa o prato num tom dourado … hummm, super apetitoso.

Quanto ao pudim de abobrinha eu tenho que fazer algumas considerações:

. A receita não especifica a abobrinha, se a brasileira ou a italiana. Como eu tinha apenas a brasileira aqui, acabei usando-a mas tenho pra mim que ficaria bom mesmo com a abobrinha italiana que, inclusive, eu prefiro.
. Eu usei forminhas teflon de muffin mas a receita pede assadeiras com capacidade para 200ml (?).
. Não sei se não fiz direito o processo de untar as formas com óleo e farinha de rosca, mas o fato é que não consegui desenformar bonitinho o pudim, que grudou bastante. Eu não saberia dizer sem testar, mas penso que falta um pouco de óleo nessa massa… não sei.
. Como o próprio nome já diz, trata-se de um pudim, por isso não é de se estranhar que apesar de assado ele ainda fique um pouco mole por dentro e também que não cresça.
. Eu achei a receita boa e meu marido também, inclusive ele chegou a dizer que parecia um suflê, muito embora a consistência não seja tão parecida pela ausência das claras em neve. Em comum com o suflê, apenas o fato de murchar bastante depois que saiu do forno (na hora da foto, por exemplo, ele já estava bem baixo.

Já que a onda aqui é coisa leve, tenho intenção de repetir a receita e testar algumas variações. Veremos :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar