Coxas de frango com laranja e alecrim

Foi só colocar essas coxas no forno e parecia que já era Natal na minha casa. O aroma desse frango assando é coisa de louco e o sabor é tão bom que lembra mesmo os assados de Natal, daqueles bem caprichados que a gente faz. O bom é que é tão fácil de fazer que pode ser uma opção bacana para o dia a dia, pra variar aquele frango meio sem graça da dieta. Eu usei coxas, mas você pode fazer com a sobrecoxa, com a coxinha da asa e até mesmo com o frango inteiro.

A primeira coisa é misturar os temperos onde o frango vai marinar. Para 4 coxas usei: 2 dentes de alho picados, 1 colher (sobremesa) de páprica doce (pode ser a picante também), 1 pitada de cominho e de gengibre em pó, umas 3 colheres (sopa) de molho inglês, sal, pimenta calabresa, o suco de 2 laranjas (as minhas eram pequenas, se for da grande, pode ser uma só) e alecrim fresco.

Depois que tudo isso está bem misturado, é só colocar num saco plástico, juntar as coxas de frango, fechar o saco e levar à geladeira por, pelo menos, 1 hora para marinar – eu prefiro temperar na noite anterior para assar no almoço por exemplo.

Na hora de assar, se o saco for próprio para forno (eu sempre prefiro), pode colocar numa assadeira e assar o frango dentro do saco. Se não, coloque numa fôrma (junto com a marinada), cubra com alumínio e leve ao forno médio por uns 30 minutos. Depois, é preciso tirar o alumínio para começar a dourar o frango – o que leva mais ou menos uns 20/30 minutos, lembrando de vez ou outra abrir o forno e regar o frango com o caldinho que fica na assadeira. O mesmo processo vale para o frango que assou no plástico.

Para acompanhar, aproveitei o forno aceso e assei beterrabas. É só enrolar no papel alumínio e assar até ficar macia (eu gosto dela ainda um pouco crocante). Também gosto de fazer a mesma coisa com cenouras e, óbvio, também super rola com batata, mas… por que não mudar o acompanhamento de vez em quando, né?

E ó, esse frango é tão bom que você pode fazer no Natal, claro, mas nem precisar esperar até lá, viu? ;)

Polenta brustolada com fonduta de queijo

Tá frio. E eu, pessoa ensolarada que sou, sofro. E daí eu como, que é pra rebater o frio e aquecer a alma. E tem comida que faz isso melhor do que polenta? Aqui ela aparece em versão brustolada (como se fala no Sul) com uma fonduta de queijo que é de comer rezando.

A polenta eu já ensinei aqui. Você prepara, coloca em uma assadeira, espera firmar e depois corta (usei um cortador em aro). O passo seguinte é brustolar (gente, eu juro que não sei se o verbo existe), que nada mais é do que levar a polenta para a chapa (usei uma grelha) e deixá-la dourar até formar uma casquinha.

Para acompanhar, fiz uma fonduta de queijo: uma mistura de queijo e creme de leite – mais simples, impossível. Em uma panela coloque mais ou menos 1/2 litro de creme de leite fresco e uns 400gr de queijo. Vale dizer que qualquer queijo que derrete bem serve, mas se você encontrar o fontina, garanto que não vai se arrepender.

Agora é só esperar o queijo derreter e a mistura reduzir um pouco e ficar cremosa. No final, junte 1 colher rasa de manteiga, noz moscada ralada e acerte o sal. Tem que servir bem quente, ok? Senão a paradinha esfria e o queijo começa a endurecer (o que acontece quando a pessoa blogueira monta o prato e vai ainda buscar a máquina, carregar a lente, ajustar a luz e etc, etc, etc – ser blogueira é comer comida fria, meus caros).

Para servir, coloque a fonduta no prato e a polenta por cima. Eu finalizei com pesto de ervilha e amêndoa palito, mas você pode ainda usar lascas de queijo, um fiozinho de azeite trufado, nozes… fica bom de qualquer jeito.

Não há frio que resista a esse prato quentinho, vai por mim :)

Chips assado de batata doce e alecrim

Ouvi dizer que atualmente a batata doce é o ingrediente queridinho do povo da maromba. Não sei ao certo o motivo, mas parece que o tubérculo caiu nas graças da galera fitness. Bom, vai ver eles descobriram o que minha avó já sabia há mais de 80 anos – batata doce faz bem! Quando criança ela era presença constante à mesa lá de casa, e não havia quem não gostasse!

Aqui, uma versão assada, bem gostosinha e fácil de fazer. Mas, já aviso: faça bastante! A gente começa a comer e não pára mais.

A única coisa a fazer é cortar a batata doce (com casca e tudo) em rodelas bem fininhas. Eu usei mandoline, mas aquele fatiador de legumes e até mesmo a faca e um pouco de paciência faz as fatias fininhas que você precisa. Depois, é só ajeitar as rodelinhas em uma assadeira coberta com  silpat (esse da foto) ou papel manteiga untado com um tiquinho de azeite (use um pincel pra precisar de bem pouquinho azeite). O único porém é que você não pode colocar uma por cima da outra, ou seja, cada fornada deve ter apenas uma camada de batata doce na assadeira. Uma boa ideia é usar essas assadeiras de biscoitos, bem rasinhas (veja na foto). Assim, assa mais rapidinho ainda.

Depois, é só temperar a batata com sal e pimenta moídos na hora e completar com alecrim. Leve ao forno preaquecido (uns 200C) por uns 20 minutinhos ou até as fatias estarem douradas. Fique de olho! Quanto mais fininhas forem as fatias, mais rápido assa.

Retire do forno e deixe esfriar uns cinco minutinhos antes de servir – assim elas ficam bem crocantes!

Fácil né? ;)

#dica – Talo de couve

Não jogue fora os talos da couve! Eles ficam uma delícia numa farofinha, assim ó…

Doure alho e cebola na manteiga e acrescente os talos de couve picadinhos. Junte uva passa e cozinhe só um pouquinho, para dar uma ligeira cozida nos talos. Junte farinha de mandioca e vá torrando até ficar douradinho. Tempere com sal e pimenta e voilà! Farofinha gostosa e crocante :)

 

Bolinhas de búfala e damasco

Fiquei na dúvida na hora de dar nome à receita… Petisco de ricota de búfala? Almôndegas de ricota? Na dúvida, escolhi o mais fofo – bolinhas de búfala, que você pode comer como petisco, como almôndega, usar na salada … você escolhe.

Processei 200gr de ricota de búfala com 2 colheres de cream cheese até obter uma massa homogênea. Temperei com sal, pimenta branca, azeite e noz moscada ralada. Com essa massa, abri um círculo na mão, coloquei um cubo de damasco e fechei, formando uma bolinha.

É isso :)

O que você faz com isso? Bom, você pode levar as bolinhas à geladeira por cerca de 1 hora e depois colocá-las em azeite extra virgem com a erva de sua preferência. Dá para servir como petisco para aquele amigo vegetariano! Dá pra colocar um molho branco por cima e servir como almôndega, acompanhando um grelhado por exemplo. Dá até para colocar na salada verde – dá um charme e acrescenta sabor, em casa a gente adora!

Bobo né? Mas é fácil e fica muito gostosinho. Precisa mais? ;)

Couscous “fake” de couve flor

O bom e velho Chacrinha já dizia: nada se cria, tudo se copia. E ele não estava certo? Poucas coisas nesse mundo ainda não foram inventadas, principalmente quando se fala em comida. Já transformaram até comida sólida em fumaça, em espuma… uma doidera.

Mas tem vezes que a gente dá de cara com uma coisa e logo pensa: taí, isso eu nunca tinha visto! Foi o que aconteceu quando vi essa ideia no Facebook da Amanda Wanderley, uma amiga nutricionista. Eu, que amo couve flor, já pirei rapidinho e logo descobri que essa ideia já rolava há tempos entre os veganos. Catei a Amanda e perguntei como ela tinha feito. Ela me deu a ideia, eu fiz uns ajustes para os ingredientes que tinha e pimba! O resultado foi esse – um prato delícia, diferente, leve e ainda por cima sem carboidratos! (u-huuuu! as minas da dieta piram! rs).

Bom, chega de lenga lenga e vem comigo aprender a fazer o falso couscous de couve flor…

A primeira coisa a fazer é processar a couve, para deixá-la miudinha, parecendo mesmo um grãozinho de couscous. Depois, é só colocar a couve já triturada em uma travessa, cobrir com filme plástico e levar ao microondas por uns 5 a 7 minutinhos, até que ela esteja macia mas al dente ainda.

Basta tirá-la do microondas e deixar esfriar antes de incluir seus ingredientes. No meu caso usei: tomate sem semente, alho poró, cebolinha, pimenta dedo de moça, uva passa e amêndoas. É só misturar tudo e temperar com azeite, sal e pimenta.
Imagina quanta variação não dá pra fazer usando a mesma ideia? Misturando até brócolis ninja, outros tipos de castanhas, abobrinha ralada, linhaça… afff, tem mil jeitos.

Posso falar? ficou uma de-lí-cia. Uma alternativa saborosa para o arroz do dia a dia e um acompanhamento supimpa para grelhados. Experimenta!

Palmito pupunha assado

palmito_assado
Gente, que calor é esse? Eu não sei vocês, mas esse calor me tira completamente a fome. Só consigo pensar em coisas leves, delicadas e ando passando longe de pratos fumegantes. Junte a isso aquela dietinha básica que todo mundo faz em janeiro, e é por isso que os pratos por aqui andam com essa pegada mais light. Mas ó, o Pimenta não virou um blog-geração-saúde não, viu? Digamos que eu esteja só dando um tempo ;)

Dia desses ataquei de palmito assado para um churrasco que rolou em casa. Fica TÃO levinho, TÃO  gostoso, e é TÃO fácil de fazer que não nem vou chamar de receita, ok?

O palmito pupunha eu comprei em tora e ele inteiro, com a casca. Aqui em São Paulo é fácil encontrar em alguns hortifrutis, como o Natural da Terra. Tudo que fiz foi embrulhar no alumínio e levar ao forno médio por cerca de 1h e 30 minutos, até ficar macio.

Depois, foi só cortar ao meio e temperar com flor de sal, pimenta do reino, alecrim e azeite. No meu caso, como estava rolando o churrasco, finalizei na churrasqueira e ganhei aquele sabor defumadinho incrível, mas no forno do fogão super rola também, tá?

Fica a sugestão como entrada em um jantar ou como acopanhamento de um grelhado. Tenho certeza que você vai curtir ;)

Berinjela com missô (Nasu Dengaku)


Essa semana fui convidada para uma aula na cozinha do restaurante Kinu, no Grand Hyatt em São Paulo. Tive a chance de conhecer o chef da casa, Kazuo Harada, e também seu convidado para um jantar a quatro mãos – o chef Yasuo Asai, que já comandou a cozinha por lá e atualmente está à frente do Yoshimi, no Hyatt da Cidade do México.

Na aula, dois pratos super simples brilharam muito – essa berinjela com missô e uma anchova assada, que também estava divina e cuja receita também publico logo mais.

Para preparar essa berinjela com missô basta fatiar 01 berinjela em duas partes no sentido do comprimento e fazer uma espécie de quadriculado na polpa com a ponta da faca (o truque é não levar a faca até a casca da berinjela). Deixe a bernjela de molho em água por 30 minutos, seque em papel absorvente e leve ao fogo, em uma panela com óleo até fritar dos dois lados. Transfira para uma travessa, cubra com o molho de missô e leve ao forno por 10 minutos. Na hora de servir, salpique gergelim e cebolinha picada.

Molho de missô

Misture 80gr de missô com 60gr de açucar e 40ml de água e leve ao fogo até ficar em um ponto parecido com um caramelo.

Eu só tenho uma palavra para essa berinjela: MARAVILHOSA! Para uma berinjelólotra (oi?) como eu, é felicidade em estado puro. Façam e depois me digam se é ou não uma delícia ;)

***

Quem quiser conhecer o novo menu do Kinu e o talento dos dois chefs, pode participar do jantar comemorativo a quatro mãos com menu de cinco tempos que acontece hoje (18) e amanhã (19) às 19h no Kinu. O valor por pessoa é R$ 180,00 e inclui delícias como omelete com enguia, figo com molho de gergelim, frango com pimenta Sansho, tofu de gergelim, inhame e ouriço do mar como aperitivo; cozido de carne Wagyu brasileira com purê de batatas e bolinha de tofu, robalo chileno com pasta de missô e aspargos enrolados com carne de porco acompanhado de arroz branco com frango, cogumelo shiitake e legumes, sopa de missô e picles como prato principal; e de sobremesa, bolo de arroz de chá verde com cobertura de açucar mascavo – tudo isso com harmonização de saquês inclusa no preço.

Mais informações: www.kinu.com.br


(chefs Yasuo Asai e Kazuo Harada em ação)

Salada de grãos com frango e frutas

Salada de grãos com frango e frutas
Eu sou apaixonada por grãos. Tenho um encantamento por eles e meu coração (e minha barriga) suspira por feijão fresquinho, grão de bico ensopadinho, lentilha e, mais recentemente, caí de amores também pela quinoa. Imagine então como eu fico quando participo da feira gastronômica Mistura, em Lima, e entro no stand chamado Mundo Quinua? Sim, eu surto e esse ano trouxe de lá cinco tipos diferentes que vão aparecer em diversas receitas por aqui, começando por essa saladinha gostosa, ligeira e que agrada até os paladares mais…er… chatinhos ;)

Corte 4 filés de frango em cubos pequenos e tempere com sal e pimenta. Aqueça uma panela com um fio de óleo de gergelim e junte os cubos de frango, fritando-os até começarem a dourar. Junte 2 maçãs pequenas (sem casca e sem semente) cortadas em cubos e deixe fritar junto com o frango. A ideia é que ambos fiquem dourados. Acrescente 2 colheres de molho de soja (usei o Sucrée, que é mais adocicado), 1 cebola picada, uns 2 dentes de alho amassados e deixe dourar mais. Junte um punhado de uvas passas sem semente (a quantidade vai do seu gosto) e 1/2 xícara de vinho branco. Misture tudo e cozinhe até o vinho evaporar. Acerte o sal e a pimenta (usei um pouco de calabresa também) e desligue o fogo.

Em uma travessa coloque 1/2 xícara de couscous já hidratado (basta seguir as instruções da embalagem), 1 xícara de lentilha cozida em água e sal e escorrida, 1 cenoura ralada e 1/4 de xícara de quinoa cozida* (eu usei a negra) e a mistura de frango. Agora é só misturar tudo, juntar um pouco de azeite extra virgem, ervas de sua preferência (eu fui de manjericão) e acertar o tempero.

Sirva como entrada ou como acompanhamento para grelhados e assados. Todo mundo vai amar, garanto :)

Rende umas 8 porções.

***

[dicas]
#1 A maçã pode ser substituída por damasco, abacaxi ou figo.
#2 Vegetarianos podem retirar o frango ou substituí-lo por cogumelos.
#3 Para agregar ainda mais sabor, hidrate o couscous em caldo de legumes

Cozinhando a quinua

Não tem segredo. Lave bem os grãos, escorra e leve ao fogo com água fervente – a proporção é de 1 para 2, ou seja, para 1 xícara de quinua você deve usar 2 xícaras de água.
Junte 1 pitada de sal, tampe a panela, abaixe o fogo e cozinhe por uns 20 minutos ou até que esteja macia.
(pode-se substituir a água por caldo e acrescentar também folhas de louro e cravo na água do cozimento, o que dá aroma e sabor).

Veja bem, quinua não fica mole, ok? É um grão crocante. Então, nada de cozinhar ad infinitum esperando a bichinha derreter, tá bom? ;)

Salada de berinjela grelhada


Eu sou daquelas que acha fundamental que churrasco tenha acompanhamentos. Se for algo com berinjela então, perfeito!

Para fazer essa saladinha usei berinjela, pimentão verde e cebola. E o modo de fazer é bem simples…

Primeiro, fatie a berinjela no sentido do comprimento (não precisa ser fatia muito fina) e coloque em uma tigela de molho com água e sal. Corte um pimentão verde pela metade, retirando as sementes. Fatie uma cebola em rodelas médias.

Aqueça uma grelha (ou grill) com um fio de óleo de gergelim (ou azeite).  Coloque o pimentão verde e grelhe até que ele comece a ficar pretinho. Imediatamente retire-o do fogo e embrulhe em filme plástico. Reserve.

Seque as fatias de berinjela em papel absorvente e comece a grelhá-las, de ambos os lados, sempre colocando um fio de azeite (ou óleo de gergelim).

Depois, doure a cebola, acrescentando um pouco de molho inglês.

Agora é só fazer a salada – corte as berinjelas, tire o pimentão do plástico e retire a pele (que vai sair facilmente), corte-o em pedaços grandes e junte a cebola dourada. Tempere tudo com azeite, limão, sal e pimenta calabresa. Aqui eu ainda juntei azeitona verde, salsinha e gergelim torrado.

O mesmo processo pode ser feito com abobrinha, cenoura, alho poró… No final você tem uma salada deliciosa e perfeita para acompanhar os assados.

Ratatouille wannabe


Receitas clássicas sempre geram uma certa polêmica. Tem que seguir à risca? Pode “revisitar” (odeio essa palavra)? Se trocar um ingrediente deixa de ser o mesmo prato? Enfim, quando se trata de uma receita tradicional, clássica, todo cuidado é pouco. Por isso resolvi chamar esse prato de Ratatouille wannabe.

Os mais puristas vão criticar o formato, o modo de fazer, a falta do molho, o tempero… Então, se você é desse time, fique à vontade para chamar o prato de outro nome, ok? Só não vale deixar de fazer porque ó… é delícia, é fácil, é prático e pode virar acompanhamento, petisco, entrada… versátil que só!

Receita, receita messsmo, não tem (já ouço as vaias! rs), mas o jeito que eu preparo é bem simples – só cortar abobrinha, berinjela, cebola, pimentão e tomate e ir dispondo todas as fatias alternadamente em uma refratária. Feito isso, você coloca ervas de sua preferência – eu usei orégano, louro e manjericão – tempera com sal e pimenta (usei a calabresa), rega com azeite e leva ao forno quente, preaquecido até que os vegetais estejam macios.

Mais simples impossível, né? E isso pra comer com torradinha ou para acompanhar um grelhado! Perdição, gente! Perdição :)