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Receitas

Receitas sanduiches

Pão com tomate ou Abençoadas sejam as coisas simples

Totalmente sem forças depois de um dia puxadíssimo que encerrou uma semana louquíssima, tudo que eu precisava era um banho quente, um pijama cheiroso, meu sofá, os pés num chinelo fofinho e um jantar que exigisse o mínimo esforço (vocês não estão entendendo, eu não tinha forças sequer para ferver uma água), mas que também não fosse nada oferecido pelo delivery.

Pão francês fresquinho levemente aquecido no forno + fatias de tomate orgânico + manjericão fresco + azeite extra virgem + flor de sal e meu banquete estava servido :)

***

E assim termina meu domingo, na esperança de que eu encontre forças para a semana que virá, que terminará para mim no próximo sábado, assim que o último dos 200 convidados deixar o casamento feliz e satisfeito (assim espero!).

Agora eu vou ali, suspirar por meus vampiros preferidos no último episódio de True Blood – porque eu, ao contrário deles, sou é muito viva =)

Boa semana para todos nós!

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

bolos e tortas doces Receitas

Bolo invertido de banana

Eu não sou uma pessoa de banana, sabe? Pra falar a verdade, não tenho recordação de já ter descascado uma pra comer assim, pura e displicentemente. Banana pra mim vai bem em doces daqueles tipo compota (o da minha tia Heloisa é fenomenal), no banana split (dã), na farofa, empanadinha no virado à paulista e assim, em bolo… mas a fruta sozinha, nhé :P

Essa receita eu encontrei numa folha solta no meio dos meus livros, sem referência alguma de onde ela saiu, daquelas que a gente anota em algum momento e depois já nem sabe mais de onde veio. Esse na verdade é um bolo simples, daqueles que nem são muito fofos e rápidos de fazer. A banana aqui entra forrando a assadeira, no que depois de desenformado virá a ser a cobertura – daí o invertido, pegou? ;)

Pra começar fiz uma calda caramelada (aqui tem uma receita infalível), direto na assadeira. Depois, por cima da calda (passada também nas laterais da assadeira) fui colocando a banana (tem que estar bem madura) já cortada em fatias no sentido do comprimento. A quantidade de bananas depende do tamanho da fôrma e da espessura que você as cortar, ok? Eu fiz fatias médias e usei 3 bananas nanicas (acho, porque na real eu não saco nada de banana, como já deu pra entender né? rs).

Na batedeira foram 3 ovos inteiros batidos com 2 xícaras (chá) de açucar por uns 5 minutos (ou mais, se a paciência permitir). Depois junta-se 1 xícara (chá) de leite quente, 2 xícaras (chá) de farinha de trigo e 1 colher (sopa) de fermento em pó, misturando tudo direitinho. Eu dei um toque na massa com fava de baunilha (que eu vou mostrar lá embaixo), que deu um aroma i.n.c.r.í.v.e.l ao bolo (eu sou louca por cheiro de baunilha), mas a comadre fica à vontade para usá-la ou não, ok?

Massa pronta, é só colocar lá na assadeira já forrada com as bananas e levar para assar em forno médio até dourar e passar no teste do palito.

Aí vem o grande lance, que é desenformar o bolo (meio que morninho ainda) e dar de cara com aquelas bananas lindas e douradas. Eu gosto de comer morninho, mas isso porque eu tenho uma queda meio que irresistível por bolo quente, vai entender. Mas ó, ele fica bom até de um dia para o outro, viu?

Ah! Pra ficar tudo ainda mais perfeito, nem preciso dizer que a pedida é servir com um café fresquinho, preciso? ;)

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

peixes e frutos do mar Receitas

Bobó de camarão

A receita é do Claude Troisgros, dada na primeira temporada do Que Marravilha! Fiquei tão louca quando vi o programa que comprei os ingredientes no dia seguinte para preparar (sim, mais uma receita do limbo, de séculos atrás). Eu amo camarão e bobó e lembro de nem ter dormido direito naquela noite, de tão aguada que fiquei depois que o programa acabou.

Olha só, eu já comi muito bobó bom, mas devo admitir sem falsa modéstia que esse meu, em parceria com o Claude, ficou de comer rezando moooito e, de tão perfeito, serei obrigada a colocá-lo entre os melhores que já provei, desculpa :)

Segui a receita à risca (ó que obediência? só o Claude consegue isso de mim… só fiquei devendo a panela de barro, porque a minha é pequena e esse bobó aí foi pra um bocado de gente) mas nem fotografei o passo-a-passo porque no site do programa você pode pegar a receita (que reproduzo abaixo na íntegra) e também assistir o vídeo da preparação. Ou seja, vai beber direto da fonte… ó que marravilha?! ;)

Se você curte bobó, corre agoooura para o supermercado e aproveita o fim de semana para se jogar nessa receita. Garanto que não te arrependerás! =)

Serve 4 pessoas

CALDO

1,5kg camarões médios com cabeça
1 colher de sopa de azeita extravirgem
1 cebola
1 cenoura pequena
1 talo de aipo
100ml vinho branco seco

Descasque os camarões e reserve. Em uma panela, refogue no azeite os legumes corta dos em cubos grandes. Junte as carcaças dos camarões e refogue durante dez minutos em fogo alto. Acrescente o vinho branco e deixe ferver por mais cinco minutos. Cubra o resto da panela com água e deixe ferver em fogo baixo por trinta minutos. Coe o caldo e reserve.

AIPIM

700g aipim
sal

Descasque o aipim e lave. Cozinhe na água com sal até que fique macio. Assim que estiver pronto, jogue um copo de água gelada na panela. Isso fará com que o aipim fique ainda mais macio. Retire da água e, com a ajuda de um espremedor, faça um purê.

BOBÓ

750g camarões médios descascados e cortados em pedaços
2 colheres de sopa de azeite extravirgem
1 cebola picada
1 pimentão verde cortado em cubos
½ maço de coentro picado
3 tomates sem sementes cortados em cubos
1 colher de sopa de gengibre picado
1 colher de sopa de nirá picado
½ pimenta dedo de moça picada
300ml caldo de camarão
450ml leite de coco
400g purê de aipim
70g de castanha de caju moída
açúcar e sal a gosto
1 colher de sopa de azeite de dendê

Pegue os camarões que foram descascados e tempere com sal e pimenta, deixando para temperar apenas na hora de refogá-los. Aqueça uma panela de barro, coloque 2 colheres de sopa de azeite e refogue os camarões. Retire-os, mantendo na panela o caldo e o azeite.
Na mesma panela de barro, refogue as cebolas, o pimentão e a pimenta dedo de moça por aproximadamente três minutos. Acrescente tomate, gengibre, coentro e nirá, refogando por mais três minutos. Junte o caldo de camarão coado e deixe ferver até que reduza à metade.
Coloque 250ml de leite de coco e ferva por mais três minutos. Junte aos poucos o purê de aipim e cozinhe por cinco minutos, mexendo sem parar. Misture, então, o restante do leite de coco e a castanha de caju moída, cozinhando por mais cinco minutos. Tempere com sal a gosto e uma pitada de açúcar, para acentuar o sabor.
Junte os camarões, deixe ferver e desligue o fogo. Finalize misturando o azeite de dendê.
Sirva com arroz branco.

SUGESTÃO DE VINHO

Gewürztraminer Reserve 2006
Uva: Gewürztraminer
Safra: 2006
Produtor: Doff au Moulin
Região: Alsácia
País: França

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

massas Receitas

Espaguete à carbonara com carne seca e trufas de pupunha

Essa é uma versão deliciosa do chef Claude Troisgros para o clássico carbonara – uma massa geralmente feita com ovos, queijo e bacon. Aqui, o chef acrescentou carne seca ao prato e incluiu um elemento crocante, super importante e que faz muuuita diferença – a ervilha torta.

A receita veio do extinto Menu Confiança e eu reproduzi assim que assisti o programa. Desde então essa é uma versão que, pra mim, compete pau a pau com a original, que eu também amo e acho perfeita. Para dar um toque divertido, o Claude ainda inventou essas “trufas” de pupunha, que nada mais são do que fatias bem finas de pupunha que entram no prato fazendo as vezes da trufa branca, uma iguaria carééééésima a qual a maioria dos mortais não tem acesso.

Se você andava cansada da mesmice das massas, essa é a sua receita. Fora que é um prato que causa, sabe como é? Você serve e só ouve huummmmmmmmmmms… aliás, eu adoooro essa parte dos hummmmmmmmmmmmms =)

A receita na íntegra pra você. E, como em time que está ganhando a gente não mexe, eu a segui à risca (Claude, Claude… só você consegue isso…rs) e sugiro que você faça o mesmo, viu? Não tem erro :)

300g de espaguete
200g de bacon
200g de carne seca cozida e desfiada
4 dentes de alho amassados
160g de ervilhas cortadas em fatias grossas
01 pimenta dedo de moça
30 ml de cachaça
3 colheres de sopa de azeite
04 gemas
200 ml de creme de leite fresco
150g de queijo parmesão ralado
100g de palmito pupunha fresco
Pimenta do reino
Sal

Cozinhe o espaguete em água fervente com sal e uma colher de azeite até que a massa fique al dente e reserve. Em outra panela, frite o bacon com o restante do azeite e o alho. Em seguida acrescente a carne seca. Deixe tostar. Coloque a pimenta dedo de moça picada. Junte as ervilhas. Misture o espaguete à carne seca e reserve. Em um recipiente arredondado, misture as gemas, o creme de leite e o parmesão. Junte a massa com carne seca ao molho e tempere com a pimenta. Disponha a massa em um prato fundo e, por cima, rale trufas do palmito pupunha.

Sugestão de vinhos:

Montepulciano d’Abruzzo
Safra: 2007
Produtor: Nicodemi
Uvas/Castas: Montepulciano
Região: Abruzzo
País: Itália

Pinot Grigio – Corte Giara
Safra: 2008
Produtor: Allegrini
Uvas/Castas: Pinot Grigio
Região: Veneto
País: Itália

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

Receitas sobremesas

Canjica

As festas juninas já acabaram, mas o friozinho que se instalou em São Paulo nessa semana tornou o tempo mais do que propício para um doce que eu particularmente gosto muito e que, embora seja sempre associado a elas, pode e deve ser feito em qualquer tempo.

Existem diversas receitas de canjica e é muito comum que cada família faça a sua própria versão, que pode ou não levar coco, leite de coco, gemas, amendoim, leite condensado… Aqui em casa quem arrasa no doce é a minha mãe, que não tem uma receita com medidas certinhas, mas basicamente na canjica dela vai leite, coco, açucar, cravo, canela e amendoim.

Deixe a canjica (mais ou menos 1/2 kg) de molho em água na véspera ou pelo menos por umas boas horas. Depois, leve para a panela de pressão, tomando cuidado de cobrir todo o grão com água, e cozinhe por uns 45 minutos ou até que o grão esteja macio. Tire a pressão da panela, junte cerca de 1 litro de leite (pode ser preciso um pouco mais), alguns cravos, um pau de canela, açucar a gosto e uma pitada de sal e cozinhe até engrossar, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo da panela (faça isso em uma panela de fundo grosso, ok?). Junte amendoim torrado e moído a gosto, acerte o açucar se necessário e sirva polvilhada com canela em pó. Eu gosto de canjica morninha, mas isso vai do gosto do freguês :)

Se você quiser usar leite condensado, diminua a quantidade de leite. Também é possível dividir a quantidade de leite entre o comum e o leite de coco (eu gosto muito dessa versão). Se quiser usar o coco ralado ou em flocos, basta acrescentá-lo junto com o leite. O amendoim você deve usar torrado, sem casca e já moído (ou triturado no processador). Um trucão bacana é lançar mão de uma paçoca esmagada e, assim, não ter todo o trabalho de torrar, descascar e triturar o amendoim (só é preciso cuidar na quantidade de açucar, pois algumas paçocas já são bem doces – e não pode ser aquela paçoca tipo rolha). Mas tem que ter amendoim! Canjica sem amendoim…nhé! =)

Ah! Outro trucão da minha mãe é usar uma colherzinha de manteiga na hora em que você junta o leite. Porque nessa hora que começa a engrossar, não é nada difícil você ser atingida por um espirro de lente quente da panela. A manteiga, segundo ela, ajuda a diminuir essa chance (mas talvez seja só uma lenda urbana…rs).

E agora é ir pra debaixo da coberta com uma boa caneca de canjica e acompanhar o que ainda vem por aí hoje.

Bom domingo e boa semana pra todos nós!

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

pratos únicos Receitas vegetarianos

Lasanha de abobrinha e ricota defumada

Chamei de lasanha porque usei o mesmo princípio de camadas do prato italiano, mas aqui não tem massa, molho e não também não tem carne (o que torna o prato uma opção também para os vegetarianos). O resultado é um prato levíssimo e muito saboroso – cortesia da ricota defumada que, ao contrário da versão normal, consegue emprestar bastante sabor às receitas.

O preparo não tem segredo…

Usei miniabrobrinhas, mas você pode usar qualquer versão, da brasileira ou italiana.

Comecei cortando fatias bem finas da abobrinha e fui acomodando-as em uma refratária. A cada camada de abobrinha repeti o processo de temperar com azeite, manjericão fresco, pimenta do reino moída na hora, ervas de provence e um tiquinho de flor de sal (cuidado com o sal porque o defumado da ricota já dá um certo sal ao prato).

Depois, foi só usar o descascador de batatas para fazer lâminas de ricota e também ir dispondo entre as camadas de abobrinha.

Finalizei com ricota, cobri com papel alumínio e levei ao forno pré-aquecido por uns 15 minutos, apenas o suficiente para deixar a abobrinha macia.

Servi como prato único, regado com mais azeite e ganhei o coração do marido, que aderiu uma dieta braba e precisa de um certo incentivo para comer legumes e verduras em boa quantidade – e variar o preparo deles é um fator importantíssimo para o sucesso de uma dieta, certo?

Ah! Você pode usar o mesmo princípio com outros legumes… eu pensei em lâminas de cenoura para a próxima vez, quem sabe :)

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

cozinha rápida entradas e petiscos Receitas

Cachorro quente folhado

Eu não tinha pão, mas tinha muita preguiça de sair debaixo de chuva para ir buscá-lo e uma imensa vontade de comer cachorro quente. Além disso, tinha também uma caixa de massa folhada e um pacote de salsicha Ceratti (que eu adoro) e pensei “por que não?”. E assim foi.

Todo o trabalho que tive foi abrir a massa, cortar quadrados, colocar uma salsicha por cima, fechar a massa como um envelopinho, pincelar uma gema batida por cima e levar ao forno médio até dourar.

Comi quentinho, com suco, na frente da TV em um dia preguiçoso, preguiçosíssimo, e agradeci à pessoa que teve a brilhante ideia de congelar a massa folhada e colocá-la em um pacote. Tem coisa mais coringa do que um pacote desses no freezer?

***

E essa preguiça que não me larga? =)

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

Receitas sopas, caldos & cremes

Sopa Tailandesa de frango e côco

As fotos, como vocês podem ver, não ficaram boas, mas o sabor dessa sopa…hmmmmm… não é bom, é ótimo.
A culinária tailandesa tem uma característica muito forte de misturar sabores com o intuito de despertar os sentidos de quem a prova. Ora doce, ora salgada, ora picante e às vezes com tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, mas sem que os sabores “briguem”, ao contrário, se tornem harmônicos. Eu acho que é bem isso que acontece nessa sopa.

Vou te contar como foi que eu fiz essa sopinha aí que encantou minhas convidadas…

Pra começar cozinhei na pressão um peito de frango com osso, apenas em sal e louro. Depois de cozido, desfiei e reservei o frango e o caldo que se formou. Aqui cabe uma observação – você ao invés de desfiar pode cortar o frango em cubinhos. Eu já provei dos dois jeitos e acho que em cubinhos fica melhor esteticamente falando mas o sabor não muda, então vai do gosto de cada um mesmo.

Numa panela grande coloquei um fio de azeite, cebola roxa cortadas em pedaços beeem pequenos e alho bem picado. Cozinhei até a cebola ficar transparente, juntei gengibre ralado (cerca de 2 colheres de sopa), juntei o frango e coloquei o caldo do seu cozimento e deixer ferver (se necessário acrescente mais água). Depois de fervido, juntei 800ml de leite de côco (eu fiz uma quantidade para 12 pessoas), deixei ferver mais, acertei o sal e depois de desligado acrescentei 1 pimenta dedo-de-moça sem semente muito bem picadinha e o caldo de 1 limão.
Depois de colocar o limão a sopa precisa ser servida imediatamente.
Para finalizar, já no prato, basta salpicar uma quantidade generosa de coentro fresco e provar a delícia.

E com esse frio siberiano que está fazendo aqui… yummy… que vontade que deu.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

cozinha rápida massas Receitas

Spagueti com molho de rúcula, tomate cereja e mussarella de búfala

Na minha modesta opinião a massa mais gostosa que fiz nos últimos tempos. E tudo por causa desse molho delícia e super simples que eu achei no caderninho da minha mãe tempos atrás …

No liquidicador é só bater 1/2 maço de rúcula, 1 xícara de leite e 2 colheres (café) de maizena. Na panela dourar cebola ralada em bastante manteiga, acrescentar o conteúdo do liquidificador e mexer até engrossar. No final, acrescentar 1/2 xícara de creme de leite sem soro e sal a gosto.

Jogue quente sobre a massa de sua preferência, junte tomates cereja cortados ao meio e mussarella de búfala em cubinhos.

Sinceramente? De comer de joelhos.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

aves cozinha rápida Receitas

Frango multicolorido

Veja bem, tudo começou quando eu saí de uma tempestade e um vendaval que atingiram São Paulo e, mais especificamente, a região onde eu trabalho, próximo ao aeroporto de Congonhas…

Por conta da falta de energia, o trabalho acabou forçosamente mais cedo e eu enfrentei um congestionamento monstro com todos, eu disse absolutamente todos, os semáforos da região desligados e um caos generalizado, aliás…já notaram como um ser humano vira um monstro numa hora dessas?
Pois bem, por conta do vendaval e do trânsito infernal, passar em um supermercado estava completamente fora de questã, mas o meu almoço meia-boca de hoje me forçavam a, pelo menos, tentar comer algo gostoso no jantar. Até porque comadres, depois de passar por tudo isso, o que eu precisava mesmo era da minha casa + uma cerveja gelada + uma comida fresquinha, exatamente nessa ordem.

Okey, voltamos à vaca fria…
Depois de comprar um amendoim torrado no farol (sem comentários, please), que por sinal não estava funcionando, tive a idéia genial de que tudo que eu precisava para ser feliz hoje era comer um delicioso frango xadrez (porque o frango xadrez leva amendoim, sacou agora a associação né?). Tudo parecia lindo mas a realidade nem sempre é como a gente sonhou. Chegando em casa, ao abrir a gaveta de verduras e legumes da geladeira, tudo que eu vi foram umas coisinhas poucas e um imenso vazio. Nada de cenoura, nada de acelga, nada de cebola, nada de vagem, nada x nada. Dando banda por lá apenas uma metade de um repolho roxo, duas pimentas americanas e dois alhos-porós (odeio plural de palavras compostas, é isso mesmo? rs) e mais pra cima, meia lata de milho que sobrou da salada de ontem.

A solução foi uma só, na verdade a única – juntar tudo no frango, ou quase tudo, o alho-poró eu achei que seria demais.
Foi aí então que nasceu esse franguinho delícia que me tornou uma pessoa melhor e aplacou o meu desejo de sair matando as pessoas hoje, especialmente os amarelinhos do trânsito que contribuíram demasiadamente para que minha volta pra casa se transformasse numa odisséia digna de Dante.

O frango eu fiz da maneira mais simples que uma pessoa seriamente debilitada pode fazer – dourei os filés cortados em cubos com alho e a pouca cebola que restava, coloquei uma quantidade generosa de shoyu, acrescentei o repolho, o milho e as pimentas picadas, cozinhei até tudo ficar macio e no final acertei o sal com mais shoyu e joguei lá os amendoins do farol que foram cuidadosamente guardados para esse fim.

Fiz um arroz branco fresquíssimo, comi, tomei minha cerveja, vi o bairro do meu trabalho no noticiário de TV que dizia que ele foi o mais atingido pelo vendaval em SP, tomei meu banho, botei meu pijama e espero daqui a pouco encontrar o resto do conforto que me falta nos braços de Morpheu.

The end. Agora hoje, só amanhã :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

bolos e tortas doces de festa Receitas

Cupcake de Páscoa (com gotas de chocolate)

Esse ano aqui em casa os ovos deram lugar a outra overdose de chocolate e foi a forma meiga que eu encontrei de presentear nessa páscoa – cupcakes de chocolate, gotas de chocolate, cobertura de chocolate e cenourinhas de pasta americana. Quem almoçou em casa ontem também ganhou o mimo na hora de ir embora, embrulhado no celofane com lacinho de fita.

E o que é um cupcake? Diferente de muffin, o cupcake nada mais é do que um bolinho em miniatura, que pode ou não ter cobertura. Bom, a discussão sobre a diferença entre os dois é vasta na net, com brigas entre os admiradores de ambos os lados, mas como quem manda na minha cozinha sou eu – os meus são cupcakes e pronto! rs

Antes de me aventurar no mundo dos pequenos bolinhos, consultei a melhor fonte sobre o assunto, a Verito, rainha dos cupcakes em Miami. Depois de trocarmos alguns emails, ela me enviou a receita básica e infalível que ela utiliza, outra com gotas de chocolate e ainda da cobertura (frosting) que ela faz para decorá-los. Porém eu decidi que queria uma coisa com cara de Páscoa, ou seja, com moooito chocolate e por isso adaptei a receita da Verito, busquei algumas outras referências e optei por uma calda, igual a de bolo de cenoura. O resultado foi esse aqui…

Para 12 cupcakes:
2 ovos, 1/2 xícara de açucar, 1 xícara de farinha de trigo (eu usei com fermento), 3 colheres de manteiga, 1/2 xícara de chocolate em pó, 1/2 xícara de leite, 200gr de gotas de chocolate e 1 colher sopa de fermento em pó.

Na batedeira vai o açucar e a manteiga, batendo bem até ficar clarinho. Junte o chocolate em pó e bata mais. Acrescente os ovos um a um batendo bem depois de colocá-los. Por fim acrescente a farinha peneirada com o fermento e o leite alternadamente. Coloque as gotas de chocolate, mexa até incorporar e preencha com a mistura as forminhas de papel. Detalhe: eu enchi demais as forminhas e meus bolinhos cresceram mais do que eu gostaria. Não que tenha algum problema, mais por causa da estética mesmo, já que eu ainda colocaria por cima uma cobertura.
Asse em forno pré-aquecido por uns 15 a 20 minutos e leve para esfriar em uma grade.

A calda dos meus cupcakes…
100gr de chocolate meio amargo, 1/2 xícara de leite, 1 colher de manteiga sem sal, 2 colheres de mel.
Derreti o chocolate no microondas e levei para a panela com os outros ingredientes até ferver e cozinhei por mais uns 5 minutos.

As cenourinhas eu fiz com pasta americana, que você pode comprar pronta (para pouca quantidade eu acho mais vantagem) ou fazer em casa. Se quiser fazer aqui vai a receita que eu uso…
3 colheres (sopa) de água, 1 colher (sopa) de glucose, 1 colher (sopa) cheia de gelatina, 1 colher (sopa) de margarina sem sal (aquela forno&fogão), 1 colher (chá) de essência de baunilha (ou outra de sua preferência), açúcar impalpável q.b.
Coloque a água numa panela, espalhe a gelatina e leve ao banho maria. Depois de derretida a gelatina, acrescente a glucose. Depois de dissolvida, acrescente a margarina e a essência. Faça uma cova com açucar impalpável sobre a uma superfície lisa, onde você irá trabalhar a massa. Coloque a mistura no meio e vá adicionando o açúcar e trabalhando a massa até que ela se torne elástica. Guarde em saco plástico bem fechado.
Agora, se você quiser facilitar a sua vida compre a pasta americana da Arcolor que é muito boa :) Para colorir a massa basta usar corante gel. Aqui nas cenourinhas eu usei o laranja e o verde para as folhinhas e para “colá-las” no cupcake eu coloquei a calda ainda morna e já as dispus por cima.

Não ficou uma belezura? ;)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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