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Nhoque de Vó

Dizem que ser avó é ser mãe duas vezes. Eu acredito, porque a minha sempre foi muito mais do que uma mãe para mim e foi por isso que escolhi uma típica receita de vó para homenagear as mamães no dia de ontem.
Só que não escolhi uma receita das minhas avós, mas sim da avó do chef Claude Troisgros, numa receita que esbanja tradição italiana. Como boa descendente que sou, me armei de coragem, disposição e enfrentei a maratona para fazer o Nhoque Ana Forte.
Se você já provou uma receita de nhoque, ou melhor, se você já se aventurou no preparo de um nhoque, sabe o trabalho que dá. É farinha pra todo lado, muito tempo em pé na beira do fogão mas, é também uma festa. Pelo menos lá em casa sempre foi.

Pois bem, o nhoque da avó do Claude, a italiana Ana Forte, não é um nhoque comum. A diferença está sobretudo na massa, que leva queijos parmesão e mussarella e no cozimento das batatas, que aqui são assadas. O molho também tem seus segredos e é, de longe, o melhor que já provei. Zero de acidez, sabor na medida exata, textura incrível… enfim – um verdadeiro e autêntico molho da nona, como ele deve ser.

Abaixo segue a receita na íntegra, direto do programa Menu Confiança e logo mais as minhas observações porque, vocês sabem, eu não resisto mesmo. Hohoho.

Ingredientes:
600 gramas de batata lavada
120 gramas de farinha de trigo
3 gemas
80 gramas de queijo parmesão ralado
60 gramas de queijo mussarela ralado
sal e pimenta a gosto
noz moscada

Modo de preparo:
Enrole as batatas em papel alumínio. Coloque-as numa travessa e ponha para assar no forno por 40 minutos (ou até ficar macia), numa temperatura de 180º C. Após retirar do forno, descasque e faça um purê. Misture a farinha de trigo, as gemas, os queijos ralados, o sal, a pimenta e um pouco de noz moscada, e adicione ao purê. Abra essa massa com um rolo. Faça pequenos rolinhos, corte o tamanho desejado e faça uma marquinha com um garfo. Ferva uma determinada quantidade de água com sal. Coloque os nhoques. Quando subirem à superfície da água, estarão cozidos. Retire da panela com uma escumadeira e jogue num recipiente com água bem gelada por um tempinho. Retire e deixe secar.

Molho de Tomate

Ingredientes:
200 gramas de bacon ou toucinho defumado
Azeite
150 gramas de cenoura em cubinhos
150 gramas de cebola em cubinhos
60 gramas de farinha de trigo
100 gramas de tomate concentrado
2 quilos de tomate
Sal, pimenta e açúcar
Caldo de frango
4 dentes de alho amassados
1 bouquet garní
Couro do bacon defumado

Modo de preparo:
Corte o bacon em cubinhos. Refogue no azeite até tostar. Acrescente a cenoura e a cebola também cortados em cubos. Deixe cozinhando em fogo baixo tampado por 10 minutos. Adicione a farinha de trigo e deixe corar. Junte à mistura o tomate concentrado. Acrescente também os tomates sem pele, sem sementes e cortados em cubo. Tempere com sal, pimenta e açúcar. Adicione o caldo de frango até que cubra toda a mistura. Acrescente o alho, o bouquet garni e o couro do bacon defumado. Após ferver, abaixe o fogo, tampe e deixe cozinhar bem devagarzinho por duas horas, no mínimo.

Coloque os nhoques numa travessa amanteigada. Acrescente folhas de manjericão. Cubra com o molho de tomate e por cima coloque queijo parmesão e mussarela ralados. Ponha no forno rapidamente para gratinar.

:: Esse lance de dar o choque térmico nos nhoques é batuta. Quando você pára o cozimento, eles ficam com uma consistência mais firme, nada daqueles nhoques molengas que desmancham quando você mexe com o molho. Eu usei uma tigela com água fria e cubos de gelo e deu muito certo. Secar também é importante para tirar qualquer resquício de água com farinha.

:: Ao invés de usar caldo de frango usei caldo de carne, que eu tinha na geladeira da preparação de uma peça de lagarto. Olha, eu não sei quanto a você mas eu penso que o caldo feito em casa dá outro sabor. Claro que ninguém aqui vai abandonar os tabletinhos porque ninguém é doido, mas para certos pratos é fundamental investir num honesto caldo caseiro. Vai por mim.

:: Trabalhar a massa do nhoque com os queijos é um pouco mais complicado do que o tradicional batata + farinha. Eu pelo menos tive uma certa dificuldade de dar a liga e devo ter usado mais farinha do que o que consta na receita. Bom, também eu tripliquei a receita e usei quase 2kgs de batata e a minha já conhecida teima com medidas acabou por dificultar um pouco o meu trabalho. Então, siga as quantidades da receita e acredito que você não vai ter o mesmo problema que eu. O resultado, garanto, compensa – um nhoque levíssimo com toque de queijo e massa que desmancha na boca. Demais.

:: A manteiga que envolve os nhoques tem papel fundamental, acredite. O sabor fica incrível.

:: A camada de manjericão antes de receber o molho faz com que o seu nhoque no forno perfume toda a casa e provoque ataques de fome incontroláveis…rs.

Assim, na boua, se eu fosse você faria esse nhoque na próxima ocasião especial na sua casa e sabe porque? Porque no final todo mundo vai dizer que foi o melhor nhoque que já provaram. Isso não é bom demais? ;)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

carnes Receitas saladas sanduiches

Salada de rosbife

Lagarto é mesmo um corte de carne muito versátil. Dá para preparar assado, cozido, com molho, sem molho, com batata, desfiado quente, desfiado frio, no formato carpaccio ou assim, como rosbife, que também é tão versátil que pode virar salada como essa ou recheio de sanduíche, ou ambos.

O lance dessa salada é o seguinte … Primeiro você vai escolher uma peça honestíssima de lagarto e vai deixá-la moooito limpa. Eu usei uma peça orgânica, que é tudo nessa vida e da qual vou falar logo mais.
Pois bem, peça honesta e limpíssima direto para a pressão com vinho branco, água suficiente para cobrí-lo, sal, folhas de louro e dentes de alho amassados (com casca e tudo).

Quando a carne estiver macia e NÃO desmachando, já é hora de tirar do fogo. Então, envolva a peça em filme plástico e leve à geladeira – nem tente cortar o lagarto quente que não vai rolar, certo? Reserve o caldo do cozimento e depois de fria, corte a peça em fatias mais finas que puder e reserve também.
*(nessa etapa já dá pra você fazer sanduíches luxo com esse rosbife, mostarda dijon, rúcula e tomates cereja)

Fatie uma cebola em rodelas finíssimas e coloque de molho em água com açúcar por uns 30 minutos antes de empregar na salada. Corte também pimentão verde, salsinha, cebolinha, azeitonas e rale uma cenoura

Pegue o caldo do cozimento e leve de volta à panela com mais um pouco de vinho (eu usei tinto), azeite extra virgem, shoyu, pimenta calabresa, acerte o sal e deixe reduzir.

Agora arrume uma travessa alternando em camadas o rosbife, a cebola, o pimentão, a cenoura com a azeitona, regando sempre com o molho que você fez lá na panela e salpicando sempre com bastante salsinha e cebolinha até finalizar os ingredientes. Caso seja necessário, coloque também mais azeite entre as camadas. A idéia é que a carne fique envolvida em molho e azeite para pegar bem o gosto.

Outra coisa, essa salada deve ser feita no dia anterior, para ficar “curtida”. O resultado fazendo no dia não é tão bom, acredite.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas sobremesas

Creme Chinês


O doce é velho conhecido lá em casa – especialidade da minha Tia Vera e também da avó do meu marido, Dona Odete, para quem ele costumava pedir frequentemente o doce quando criança (e obviamente sempre era atendido :)

Trata-se de um doce em camadas – creme, gelatina e uma cobertura de clara em neve.

Para o creme:
Bata no liquidificador 1 litro de leite (reserve ½ xícara), 1 lata de leite condensado, 3 gemas e gotas de essência de baunilha. Leve a mistura ao fogo, acrescente 3 colheres de maizena diluídas naquela ½ xícara de leite que você separou antes de bater no liquidificador e mexa até engrossar.
Coloque o creme em uma travessa e leve à geladeira até esfriar.

Prepare 2 caixas de gelatina de sua preferência conforme as instruções da embalagem e reserve. Bata as 3 claras em neve, junte delicadamente à mistura da gelatina e despeje sobre o creme na travessa. Leve tudo de volta à geladeira até a gelatina endurecer.

Eu gosto de enfeitar a travessa com frutas, mas isso é opcional. Aqui, usei hortelã e morangos, já que a gelatina era desse sabor, mas fica muito lindo também quando você usa gelatina de frutas vermelhas e enfeita com uma mistura de morangos, amoras, framboesas.
Também dá para montar em porções individuais, usando por exemplo, copos de whisky… a apresentação fica bem lindinha.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

entradas e petiscos Receitas

Gyoza

Eu sou a maior fã desse pastelzinho chinês e gosto dele assim – feito na chapa ou como aqui em casa, no grill, para que ele fique levemente crocante mas sem a necessidade de ser preparado em imersão, método que eu inclusive já abolí há muito.

Pra comer gyoza você pode fazer a massa e o recheio em casa (tem receita no Basílico) ou comprar a massa pronta e só preparar o recheio ou fazer como eu, ir na Liberdade e comprá-lo prontinho na Marukai. Depois, é só você escolher como quer comer o gyoza – se feito assim na chapa (nesse caso não é nem necessário o uso de óleo), se frito por imersão (aí não né gata?), aquecido no vapor ou ainda mergulhado na sopa.
Ah! E você também pode escolher o recheio. Meu preferido, e também o tradicional chinês, é de carne suína moída geralmente com repolho e cenoura ralados e cebolinha, mas existem prontos também com recheios de carne de vaca, frango e até a opção vegetariana só com legumes.

Se você optar por saborear essa delícia feita assim na chapa, basta preparar um molhinho frio onde os gyozas serão mergulhados antes de serem devorados. O molho tradicional é uma mistura de shoyu, saquê, óleo de gergelim, gengibre ralado e cebolinha picada. Eu às vezes arrisco umas misturas muito doidas, mas isso nem convém publicar aqui…. hohoho. Mas, acredite, ficando com o tradicional o resultado já vai ser delícia :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

reaproveitamento Receitas sopas, caldos & cremes

Sopa creme de mandioca

No domingo foi aniversário da minha mãe e eu fiz uma costelada em casa para ela e seus convidados. Videokê até altas horas, quase 10Kg de costela no forno à moda da Faby, farofa de feijão de corda e manteiga de garrafa (a sensação da festa), salada e claro, mandioca cozida, o que na minha opinião é o que melhor acompanha a costela.
No final da festa, a única coisa que sobrou foi a mandioca cozida que hoje, graças à temperatura siberiana que faz lá fora, virou uma sopa creme deliciosa.

Comprei um pouco de cubos para ensopado (eles usam carne de segunda de onde é retirada toda a gordura) e levei à pressão com azeite, cebola, alho, folhas de louro, pimenta branca e sal. Dourei muito bem (veja a cor da sopa) até quase “pegar” no fundo da panela, cobri com água e deixei cozinhar até a carne praticamente desmanchar.
Depois de cozida, separei o caldo da carne e levei ao liquidificador com a mandioca já cozida (aqueci previamente no microondas) e bati até formar um creme. Levei de volta à panela da carne e deixei que tudo cozinhasse junto por mais alguns minutos. Acertei o sal, coloquei uma pitada de noz moscada e já na sopeira salpiquei salsinha picada.
Dessa mesma forma você pode fazer a sopa substituindo a mandioca por abóbora, mandioquinha, batata, batata doce… de toda forma fica boa.

O resultado aqui foi uma sopa deliciosa, encorpada e cheia de sustância, boa para preparar o espírito para a madrugada fria que virá – segundo o noticiário teremos 10ºC.

Brrrr!

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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Curry Thai

Para 2 porções:
1/2l caldo de galinha
100g de filé de frango em cubos
100g de camarão médio limpo
1 pimentão verde em tiras grossas
1 cenoura em rodelas
1 cebola roxa em fatias finas
1/2 pacote de broto de feijão (lavado e escaldado)
1 dente de alho bem picado
1/2 pimenta dedo-de-moça sem sementes picadinha (opcional)
1 maçã verde descascada em cubinhos
1/2 xícara de chá de shoyu
1/2 xícara de chá de leite de coco
1 pitada de glutamato de sódio
1 colher de sopa de curry em pó
2 colheres de chá de açúcar mascavo
1 colher de sopa de maisena dissolvida num pouco d’água
4 kani-kamas desfiados e coentro para decorar (opcional)

Faça o pré-preparo cortando: o pimentão, a cenoura, a cebola, pique o alho, descasque e corte a maçã em cubinhos; e corte o filé de frango em cubos.
Em uma panela doure a cebola e o alho, junte o frango e doure bem. Acrescente o shoyu, o açucar mascavo, o glutamato de sódio, a pimenta picada, o caldo e cozinhe até que o frango esteja macio. Coloque a cenoura, a maçã e o pimentão e cozinhe mais um pouco. Junte o camarão, o broto de feijão, o curry e o leite de côco, acerte o sal e deixe reduzir um pouco o caldo. No final junte a maizena até engrossar o caldo, o kani kama desfiado e um pouco de coentro (opcional)

nota: a receita original levava salsão (que eu detesto) e aspargos (que eu não encontrei fresco e em bom estado), daí substituí pelo broto de feijão e pela cenoura.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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Po Pia (enroladinhos tailandeses)

Eu usei: folha de papel arroz, manga, pepino japonês, kani kama, cenoura ralada, harussame, camarão, cebolinha e hortelã.
Para o molho: medidas iguais de gengibre ralado, nampla e açucar mascavo

Pra começar é preciso amolecer a folha de papel de arroz em água morna. Com ela molinha, coloquei sobre um pano seco e comecei a montar o rolinho. Coloquei uma fatia de pepino (sem as sementes), outra de manga, cenoura ralada, o kani kama desfiado, camarões partidos na metade, cebolinha inteira, um tanto de harussame já hidratado e um pouco de hortelã picadinho. Daí é só ir enrolando e fechando as pontas com cuidado. Depois, tem que enrolar bem com plástico filme e deixar na geladeira até a hora de servir.
Então você corta em diagonal (ou chama a Clau pra fazer isso…rs) ou em pedaços de 3cm mais ou menos e tira o plástico filme. A receita manda salpicar coentro e o molho mas eu preferi colocar apenas uma colher de molho em cada enroladinho e deixar o restante à parte numa molheira para que cada um se servisse com a quantidade que quisesse.

O povo curtiu pacas e o efeito visual é bacanão.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas sobremesas

Mousse de côco com abóbora e frutas vermelhas

Você vai precisar de 1 lata de leite condensado, a mesma medida de leite, 1 vidro de leite de côco, 1 pacote de côco ralado, 1 caixa de creme de leite, 1 envelope gelatina incolor.

Hidrate a gelatina incolor na água em banho maria, conforme instruções da embalagem.
Os demais ingredientes você leva ao liquidificador e bate por uns cinco minutos, junta a gelatina já dissolvida (hidratada) e bate mais um pouco. Coloca numa travessa (ou fôrma) e leva para gelar.

A abóbora é aquela japonesa, a kabocha. Com um cortador de legumes (ou faca mesmo) faça finas lâminas da abóbora e leve para uma panela com água fervente, suficiente para amolecê-la levemente. Não é pra cozinhar demais senão ela desmancha!

A calda de frutas vermelhas eu fiz usando geléia de amora e de morango, ambas levadas à panela com um pouco de mel e nada mais.

Se você fizer numa travessa, basta desenformar na hora de servir e dispôr a abóbora e a calda do modo que quiser. Eu acho que ficaria bacana também servir em porções individuais, com a calda e por cima a abóbora.

Uma dica: Eu achei que ficaria melhor se fosse usado 2 envelopes de gelatina pois com 1 a mousse ficou bem molenga, o que dificulta se for servida assim, desenformada. Então, da próxima vez, se eu fizer em porções individuais usarei 1 envelope de gelatina, mas se for para fazer numa travessa usarei 2 envelopinhos.

A verdade é que essa mousse, mesmo um pouco molenga demais pro meu gosto, estava deliciosa. Sobremesa fácil e que permite outras tantas variações. Assim que eu gosto :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas sobremesas

Charlotte de morango

Essa é uma receita da Palmirinha, que eu fiz há séculos para levar de sobremesa na raclete da casa da Clau. Só que eu já tinha subido a foto (que até chegou a aparecer aqui) mas… quem disse que eu achava a diaba da receita? No meio de uma faxina que fiz na minha pequena biblioteca gastronômica, organizei as muitas revistas e desde então estava tentando arranjar um tempinho para ir lá procurar a da Palmirinha, de onde saiu essa receita.

Ufa! Enfim, aqui está ela… Delícia de sobremesa, do jeitinho que eu gosto – não muito doce, fresquinha, leve e, “embalada” assim, fica perfeita para fazer bonito na hora de aparecer com um doce na casa da amiga ou no almoço de família.

Em um recipiente coloque 300g de ricota fresca, 1 lata de leite condensado, 1 lata de creme de leite sem soro, 1 colher (chá) de raspas de limão e 1 colher (sopa) de suco de limão e misture bem (usei o mixer pra facilitar). Junte 1 xícara (chá) de morangos picados e 1 envelope de gelatina sem sabor hidratada conforme a embalagem. Distribua os biscoitos champagne cortados ao meio em uma fôrma redonda de fundo removível. Coloque o creme que você fez e leve para gelar por 3 horas.

Depois, é só desenformar e decorar com geleia (usei a de Cabernet Sauvignon da Casa de Madeira) e morangos.

A Palmirinha, viva que só, ainda dá a dica de substituir os morangos (quando não estiverem na safra por exemplo) por pêssegos ou abacaxi, que também deve ficar escândalo :)

Pronto! Mais uma receita que saiu do limbo =))))

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Hamburguer caseiro com cheddar, cebola assada e molho honey mustard

Ontem alguém tuitou alguma coisa sobre hamburguer e cerveja e as bichas que moram na minha barriga logo se assanharam. Sabe né, bichas solitárias e tuiteiras são impossíveis… Hohoho =)

Daí que eu precisava de todo jeito comer hamburguer e tomar cerveja, mas a vontade de sair de casa era zero. De modos que tive que providenciar um menu de lanchonete totalmente caseiro, porque eu não sou obrigada a dormir com as bichas enlouquecidas, néam? Ataquei de hamburguer com cheddar, cebola assada e molhinho honey mustard e, para acompanhar, batatas assadas com alecrim e flor de sal.

O hamburguer é aquele esquemão de sempre, que eu inclusive já postei aqui – quanto menos emperequetado* ele for, mais gostoso fica, acredite. Tudo que fiz de diferente foi levá-los ao forno ao invés da grelha, só para aproveitar o calor que já estava lá por causa das batatas.

O molhinho eu também já postei aqui. Dessa vez, resolvi usar alguns tipos de mostarda que tinha em casa – dijon, amarela e escura e fiz uma mistura muito da doida que, milagrosamente, acabou dando certo – sabe aquela coisa que parece que vai ser O erro, mas acaba ficando deliciosa? Então :)

Dai, como eu já estava no inferno mesmo, nada melhor do que abraçar logo o capeta, certo? Cortei as batatas em fatias bem grossas, coloquei numa assadeira anti-aderente, temperei com alecrim fresco, flor de sal e pimenta, reguei com um pouquinho de azeite e levei para o forno, a princípio coberta com papel alumínio e depois sem, para dar aquela dourada bacana.

Ah sim! As cebolas eu assei junto com o hamburguer, num cantinho da assadeira – rodelas grossas de cebola e uma colherzinha de chá de açucar mascavo por cima, só para caramelar, sabe?

Abri a cervejuca que eu tanto necessitava – fui de Dos Equis XX, mexicana e fraquinha de tudo, boa para essas escapulidas durante a semana – e fiz da minha quinta-feira um dia, ou melhor, uma noite muito feliz.

Ai ai, enfiar o pé na jaca também é bom =))))))

(*) adoro falar emperequetado :)


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Carne de panela

Rango categoria master comfort food. Assim é uma boa e honesta carne de panela, com molhinho suculento, servida bem quentinha e com arroz branco fresquíssimo. O chiado da panela de pressão e o aroma que o prato deixa pela casa lembram casa de mãe, de vó, e além disso trata-se de um prato econômico, feito com carne de segunda, e por isso mesmo foi um dos pratos que fizeram parte da minha infância.

Os melhores cortes para usar são o coxão duro, peito, acém, paleta, ponta de agulha – todos rendem ótimos cozidos e uma carne de panela deliciosa. Escolha o seu corte, mande o açougueiro limpar bem e retirar todo o sebo. Você pode cortar a peça em cubos grandes ou levá-la inteira à panela, você decide.

Aqui eu usei cubos de coxão duro que temperei apenas com sal e pimenta no momento de levar ao fogo. Selei bem os cubos de carne em um fio de óleo de cânola e depois comecei a acrescentar os temperos – cebola (usei a roxa), depois alho, louro e deixei que tudo fritasse bem. Juntei um pouco de vinho tinto e esperei evaporar. Depois, pimentão em cubos – usei amarelo e verde que era o que tinha em casa, mas pode-se usar também o vermelho (meu preferido aliás) ou apenas um tipo deles. Neste caso, eu uso pimentão como tempero mesmo – adoro temperar coisas com pimentão! – então, corto grosseiramente pois ele vai derreter mesmo durante o cozimento.

Uma vez que tudo está temperado, é preciso deixar fritar muuuito bem – é isso que vai garantir a cor da tua carne. Feito isso, é hora de acrescentar água fervendo (ou caldo) até cobrir bem a carne, acertar sal e pimenta, fechar a panela e deixar cozinhar em pressão durante uns 40 minutos. Se for necessário, na metade do cozimento é só abrir a panela e acrescentar mais água, repetindo o processo até que a carne esteja bem macia.

Para finalizar, cheiro verde picadinho, já na hora de servir.

O acompanhamento perfeito, como eu disse, é o bom e velho arroz branco, mas aqui também ataquei de batata assada, porque… bem, eu acredito em prazeres completos – e todo mundo sabe que o carboidrato é o pai de todos eles, néam? =)

Comadre, veja bem… se você nunca fez uma carne de panela, esse é o momento de consertar isso, viu? Eu aliás ouso dizer que é possível reconhecer uma boa cozinheira em apenas três pratos: o arroz, o feijão e uma suculenta carne de panela – quem faz maravilhas com esses pratos consegue cozinhar bem qualquer outra coisa. É nisso que eu acredito :)

***

Nota de rainha:

Se você optar por usar caldo, prefira o caseiro. Se não tiver, vá de água mesmo pois o resultado final ainda assim é muito melhor, vai por mim. Eu mesma quase sempre faço carne de panela apenas com água e consigo um prato saborosíssimo, sem necessidade de incluir nada artifical nele.

Mas, se ainda assim você quiser usar o caldo pronto, tudo bem (a gente sabe que o diabo atenta, né?). Só tenha cuidado com o sal, pois não esqueça que você já salgou a carne, ok?

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

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