Navegando Categoria

Receitas

de festa peixes e frutos do mar Receitas

Bacalhoada

Eis o bacalhau da Faby, ou da família Zanelati, que nada mais é do que a boa e velha bacalhoada ao forno.
Leva batata, pimentão verde e vermelho em rodelas, tomate sem pele e sem semente, cebolas, azeitona portuguesa – que infelizmente eu não encontrei no supermercado e usei uma preta comum, o que não é a mesma coisa – e muito, muito azeite extra virgem, que é o segundo ingrediente mais importante do prato, por isso precisa ser muito, muito bom.

Depois de deixar o bacalhau de molho na véspera e trocar a água diversas vezes, eu levo o bacalhau já em postas para ferver numa panela com a última água do molho por uns 5 minutinhos. Sem descartar a água eu “pesco” as postas e reservo. Nessa mesma água eu coloco as batatas em rodelas grossas para dar uma pré-cozida, sem deixar que cozinhe muito e amoleça.

Numa travessa eu começo montando as camadas de tomate, pimentões, cebola, batata e disponho as postas de bacalhau, as azeitonas e rego com azeite extra virgem. Desse mesmo jeito vou repetindo as camadas, intercalando os ingredientes e regando sempre com azeite. Cubro a travessa com papel alumínio e levo ao forno até que todos os ingredientes estejam bem macios. Depois é só deixar dourar um pouco e servir com arroz branco.

Isso é tão bom, mas tão bom que eu fico me perguntando se comer isso em plena sexta-feira santa não seja um baita de um pecado…hohoho.
Bacalhau definitivamente é uma coisa de Deus :)

***

Notinha: Comadres ontem rolou o suflê de Nutella de novo de sobremesa (é a nova tara do marido…rs) e eu fiz a receita tirando o açucar e enchendo pela metade os ramequins. Só uma coisa: perfeito!

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

entradas e petiscos Receitas

Petisco Di Torino

O nome foi colocado no bar onde o petisco foi criado, o Botiquinho, boteco onde você pode facilmente me encontrar, primeiro porque fica do ladinho da minha casa e segundo porque é lá que eu gosto de tomar minha Original na sexta-feira (bairrista,eu? hohoho).
Com esse petisco o Botiquinho também concorreu na eleição do Melhor Petisco de 2006, promovido pela Bohemia, cujo vencedor foi o bolinho de beringela recheada do Bar Luiz Fernandes, que eu infelizmente ainda não conheço.

Ok, feitas as apresentações, vamos ao que interessa…

O Di Torino é uma combinação delícia de pão ciabatta com molho pesto, cubos de tomate e mussarela no forno, cortado em aperitivo pra você comer enquanto beberica sua Original. Perfeito pra comer lá no Botiquinho ou aí na sua casa, como eu, assistindo o futebol e vendo seu time disparar no Campeonato (desculpa aê hein?!).

Para fazer, compre um ciabatta bom, faça um pesto caprichado e passe no pão cortado ao meio, corte tomates sem semente em cubinhos e bote por cima e finalize com bastante mussarella ralada. Leve ao forno até dourar o queijo e sirva quentinho com uma cervejinha gelada.
Mais fácil que abrir a garrafa de Original :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

pães e biscoitos Receitas

Biscoitinho de nozes

Uma coisa é certa a meu respeito: desde que eu e a Katita inauguramos essa cozinha eu passei a me arriscar muito mais na cozinha e isso se deve muito a essa troca de experiências culinárias tão bacana que rola aqui no universo dos blogs de comer. É verdade que eu sempre fui uma criatura aventureira no comando do fogão mas ultimamente sinto que perdi os meus limites… hohoho. Quer uma prova? Esses biscoitinhos aí da foto.
Eu explico.

O lance é que eu não sou amiga dos doces e da arte das coisinhas meigas e açucaradas, isso não é novidade para ninguém. Todo mundo por aqui já sabe que meu romance é mesmo com as panelonas, as comidas fumegantes e mui temperadas e que os doces quase sempre são renegados por mim e deixados em segundo, terceiro, quarto plano.
Tá, daí eu acho que fazer biscoitinhos é o ápice da aptidão doceira que uma criatura pode ter. Biscoitinhos são coisinhas pequenas, miúdas, frágeis e que comumente desmanchan na boca, o que já me causava calafrios de imaginar que mãos delicadas seriam necessárias para seu preparo.

Pois bem, mas agora que eu sou uma grande aventureira, enchi os poros desse espírito desbravador e dei o primeiro passo para quebrar o medo dos pequenos biscoitos – comprei muitos conjuntos de cortadores e fui à caça nos meus livros em busca de receitas que me fizessem estreá-los.

Aí é que começou todo o problema. Eu tenho problemas com medidas e sou muito, muito desobediente no trato das receitas. O tal espírito desbravador me fez acreditar que eu poderia, por conta própria, inventar o meu próprio biscoito. Vejam só, além de desobediente eu sou muito atrevida :)Fui pegando umas receitas aqui, outras alí, elaborando na minha mente maluca uma mistura de todas elas e imaginando o que viria a ser o meu biscoitinho.

Vejamos…

… A primeira receita que me empolgou levava amêndoas e eu não tinha amêndoas em casa.
… Uma outra receita que me empolgou levava araruta, que eu pesquisei e descobri que poderia ser substituída por polvilho doce, que eu também não tinha.
….Algumas receitas de biscoitos pedem que a massa fique na geladeira de um dia para o outro, coisa impossível de acontecer para alguém tão imediatista como eu.
… Outras pediam que o biscoito fosse feito com bolinhas e depois apenas amassados. Oras, mas eu queria usar os cortadores! rs

Foi aí que juntei tudo e fiz os tais biscoitos. Mudei as quantidades das receitas, coloquei nozes, abri com o rolo, deixei pouco tempo na geladeira, assei demais e o que eu consegui com meu atrevimento foi um baita trabalhão. A massa ficou com uma textura estranha, muito molhada por causa do óleo das nozes, eu não consegui abrir direito com o rolo, o que me fez fazer parte do trabalho com a mão mesmo, eu achei por bem acrescentar mais farinha do que tinha planejada inicialmente e ainda deixei que assassem demais, ao invés de seguir o conselho de várias receitas que pediam que os biscoitos fossem retirados do forno quando ainda estivessem clarinhos.

Sabem o resultado? Biscoitinhos deliciosos que derretem na boca (apesar de meio “moreninhos”) mas que deram tanto trabalho que eu sinceramente prometo que da próxima vez vou seguir tintim por tintim a receita :)

O problema agora vai ser passar essa receita pra vocês…ficou tudo tão atrapalhado :(

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

de festa entradas e petiscos Receitas

Brie com geléia

A combinação já entrou para a lista das duplas imbatíveis e me rendeu até o apelido de Fabrie lá pelas bandas do Nordeste (né Seu Lu? rs) mas é fato que, depois do queijo minas (bem salgadinho) com goiabada, esse é o segundo melhor casamento do mundo dos queijos – brie e geléia.

Esse da foto foi consumido sexta passada, na reunião da Confraria na casa da Clau. Além se mostrar uma excelente anfitriã, a Clau anda provando que veio mesmo pra ficar no reino das Rainhas do Lar. Antes de nos brindar com um risoto perfeito, já postado aqui inclusive, ela nos serviu essa mistura dos deuses.
A grande sacada é que o brie é aquecido (por quanto tempo mesmo, amiga?) e chega à mesa numa temperatura ideal para acompanhar a torrada, o pão sueco ou mesmo o italiano. A geléia por cima era de morango (delícia) mas a Sandra, responsável pela (ops) introdução dessa maravilha em nossas vidas, foi apresentada à receita pela primeira vez levando geléia de damasco (o que também deve ser duca) e desde então já testou com alguns sabores.

Pra comer, você parte um pedacinho do queijo, lambuza com a geléia por cima, bota tudo em cima da torradinha e foi! Depois dá aquela bicada no vinho branco geladinho e em seguida solta aquele suspiro básico, que só as coisas boas da vida arrancam da gente.

Eu, que não sou boba nem nada, não tenho nenhuma dúvida de que esse petisco é certo no próximo petit comité em casa. Até porque, eu preciso fazer jus ao meu apelido (nééé Lú?) ;)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

de festa entradas e petiscos Receitas

Sushi de pão


Eu já disse que sou uma pessoa compulsiva, certo? Ok, então vamos focar apenas na parte gastronômica dessa minha compulsão… rs.

Primeiro, damos a César o que é de César – o nome do petisco virou sushi de pão mas na verdade está mais para Uramaki de pão, se fosse para levar em conta o formato. Porém como eu já peguei o bonde andando, não vou querer sentar na janelinha – permanece como sushi de pão e pronto, acabou-se :)

Ontem, depois que a Gi me mandou a foto do aniversário da Helô, eu fiquei em cólicas querendo fazer o diabo do sushi de pão. Sim, porque eu já disse que sou compulsiva, né?
Daí que eu tinha todos os ingredientes que me passavam pela cabeça em casa e não deu outra – incorporei a sushi woman e me aventurei.
Só uma coisa: deu muito certo. Grau de dificuldade (levando em conta a falta de uma receita): zero.

Primeiro eu tirei as casquinhas do pão de forma (usei o integral, por isso ele ficou mais escurinho). Daí com a ajuda do rolo de macarrão, afinei as fatias até que elas ficassem numa espessura boa para enrolar e passei uma fina camada de requeijão light.
Para o recheio eu usei pepino japonês, queijo gouda e peito de peru defumado. Cortei o queijo e o pepino e enrolei a fatia de peito de peru, dispus tudo por cima da fatia de pão, botei um pouquinho de wasabi, enrolei e cortei em 4 pedaços.
Para fixar o gergelim do lado de fora, usei outra camadinha fina de requeijão light e depois passei sobre os gergelins (misturei o branco e o preto). Olhando agora talvez eu devesse ter passado menos requeijão, para que parte dele não ficasse visível. Na próxima vou afinar mais a camada.

As possibilidades de recheio são inúmeras e dá pra soltar a criatividade. Dá um pouquinho mais de trabalho do que servir sanduíches, óbvio, mas a apresentação compensa.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

bolos e tortas doces Receitas

Bolo de especiarias

Esse eu fiz para aplacar a “vontade de comer bolo” da minha mãe. A receita veio direto do caderno da vó Odete mas, como eu realmente não presto, modifiquei algumas coisas. Fala, pessoa que muda receita de vó é muito atrevida, não é não? Hohoho.

A receita da vó Odete segue abaixo na íntegra, como no caderno, e depois os meus comentários e alterações.

Você vai precisar de: 125grs de manteiga em temperatura ambiente, 350g de farinha de trigo, 320gr de açúcar, 80gr chocolate em pó, 4 ovos, 5 colheres (rasas) de chá de fermento em pó, 2 xícaras mal cheias de leite, 1/2 colher chá de cravos socados; 1 colher de chá rasa de canela, um pouco de noz moscada ralada.

Bater bem a manteiga e açúcar. Peneira-se a farinha com o chocolate e junta-se ao açucar alternando com o leite. Adiciona-se as gemas e as especiarias e bate-se muito bem. Junta-se o fermento e por último as claras batidas em neve, misturando levemente. Leva-se ao forno em tabuleiro forrado com papel manteiga (apenas o fundo) pois nas bordas passa-se a faca o desenformar. Em se desejando, cobre-se com calda de limão e açúcar.


O que a atrevidinha aqui fez de diferente:

:: Coloquei 220gr de açúcar comum e complementei até 320gr com açúcar mascavo. O resultado é que o bolo não fica tão doce.
:: Tinha aqui mais ou menos 100gr de nozes picadas que sobraram dos biscoitinhos e resolvi colocá-las na receita. Acrescentei-as um pouco antes das claras em neve.
:: Soquei os cravos em pilão e antes de acrescentá-los à massa, peneirei para que não ficassem pedacinhos duros.
:: Meu fermento estava vencido, usei bicarbonato e funcionou bem.
:: Não forrei a forma com papel manteiga porque fiquei com preguiça. Untei normalmente com manteiga e farinha e não tive maiores dificuldades para desenformar, embora o fundo tenha sido mais chatinho pra sair.
:: Fiz uma calda bem ralinha de açúcar de confeiteiro, suco de limão e cardamomo para jogar por cima – pouca coisa mesmo, porque eu não queria um bolo muito doce.
:: Por fim, salpiquei sementes de papoula só para dar uma graça :)

Pra quem não gosta de bolo muito doce, daqueles que acompanham bem um café fresco ou um chá, a receita é perfeita. E o cheiro que sai do forno….yummy!

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

acompanhamentos antepastos e conservas Receitas sobremesas

Conserva de manga e maçã

Se você joga no meu time pode comer essa conserva doce com um assado, um grelhado, uma carne. Já se você é do time das formigas, pode comer como uma sobremesa, um docinho para acompanhar o sorvete de creme, de baunilha. Versatilidade, essa é a palavra para essa conserva, receita da revista Mulher Moderna.

Para fazer um potinho como esse, de 400gr eu usei 1 manga descascada cortada em cubos e 2 maçãs (daquelas pequenas da Turma da Mônica), também em cubos, passadas pelo sumo de limão.
Depois é só levar ao fogo, colocando o mesmo peso das frutas em açúcar e metade do peso em água. Juntar o pau de canela e deixar no fogo até ferver + 2 minutos.
Acrescente 2 colheres de passas e deixe cozinhar mais 5 minutos. Guarde em frasco esterilizado e com fechamento hermético.

Fácil, hein? ;)

carnes Receitas

Medalhão ao molho de vinho do Porto e shimeji

No pilão coloquei algumas ervas – tomilho, manjerona, salsa, sálvia – e soquei com azeite. Com essa mistura, mais sal e mais pimenta do reino temperei os medalhões de filé mignon e reservei por meia hora.

Na frigideira de ferro (bem larga) selei os medalhões de ambos os lados, retirei-os e na mesma frigideira coloquei manteiga clarificada (tks Tatu!), cebola picada, um pouco de açucar e deixei até que a cebola começasse a ficar transparente. Acrescentei um bom tanto de vinho do porto (eu só tinha o PortoValduga), mais vinho tinto (fui de Carmenere Persona, também da Valduga) e deixei reduzir bastante. Já no final, acrescentei o shimeji e cozinhei até que ele ficasse macio, coisa rápida. Depois, é só retornar os medalhões e deixá-los mais um pouco no molho de vinho. Ou não.
No meu caso não porque o ponto do meu medalhão é beeeem mal passado. Mesmo :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

peixes e frutos do mar Receitas saladas

Lula ao vinagrete

É só ferver água com uma pitada de sal. Ferveu, coloque lá a lula já limpa e cortada em anéis (eu gosto assim, mais grossos) e deixe lá por uns 2 minutinhos. Deslige o fogo, deixe a lula lá mais uns 2 minutos e pronto, ela estará cozida.

(eu não sei se você sabe mas lula que cozinha demais é o que existe, em termos er… “alimentícios”, de mais próximo da borracha. E, por acaso você já tentou mastigar uma borracha?)

Depois, é só escorrer e temperar ao seu gosto – eu usei salsa, cebolinha, pimenta calabresa, cebola picada, azeite, vinagre e sal. Nada mais simples.

nota mental: lula com certeza entra no meu top 10 comidinhas mais deliciosas de todos os tempos… o trem gostoso, tá louco.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

pratos únicos Receitas

Pimentão cheio

Na minha família é assim que chamamos o pimentão recheado – pimentão cheio – e, assim como outras comidinhas igualmente simples, lá em casa o prato também tinha um certo status, como uma comida de festa, sabe como é?

A receita é simples demais – é só cortar uma “tampinha” nos pimentões, tirar toda a semente e aquela partezinha branca do lado de dentro e rechear. Eu uso como recheio um refogado feito com carne moída, cebola, alho, louro e pão dormido amolecido no caldo de carne (mas pode ser qualquer outro).
Depois de recheados, faço um bom molho com tomate pelado e manjericão e coloco lá os pimentões com as tampinhas e um palito de dente espetado para que não se solte e cozinho até que fiquem macios.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

aves Receitas

Frango crocante com sopa de cebola

Usei filés de frango que eu já tinha, temperados com limão e um pouco de sal, mas o melhor é não temperá-lo pois a sopa de cebola já é salgada. O resto da receita é coisa de criança – só besuntar o filé de frango com maionese (eu usei a light) e depois passar pela sopa de cebola, como se estivesse fazendo um empanado. Vai para o forno já quente em forma anti-aderente até dourar e, se você quiser pode acrescentar suco de laranja ou cerveja… fica ainda mais dourado.

Eu comi com cabelinho de anjo passado no azeite e, já no prato coloquei um pouquinho de shoyu, mas acho que ficou salgado demais para acompanhar essa receita de frango.
Ah… enrolar o cabelo de anjo no frango foi só frescura :)

Mandei para o bucho com uma saladinha de alface americana e uma skol estupidamente gelada, porque eu não sou obrigada. O calor desumano que está fazendo só pode ser um sinal dos céus pra gente se acabar na cerveja. Só pode.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Vamos preparar bruschettas? Um amor chamado Carbonara Torta de liquidificador Top 5 frutas para grelhar Top 5 combinações de frutas para sucos Top 3 presentes de comer Tábua de petiscos natalina Suco detox, como fazer Sopa de talo de Brócolis Sopa de abóbora deliciosa