Quer uma sopinha boa, encorpada e cheia de sustância? Faça um caldo verde – é sucesso garantido.
Para começar o preparo, cozinhe batatas descascadas em partes iguais de água e de caldo de legumes ou carne, de preferência caseiro porque faz muita diferença, vai por mim. Daí quando a batata estiver cozida, você escorre, reserva esse caldo do cozimento e passa as batatas pelo espremedor ou processador.
Numa panela grossa frite bacon magro (ou lombo de bacon) em cubinhos no azeite. Quando estiverem dourados, acrescente paio e calabresa defumada cortada em cubinhos pequenos e deixe fritar também. Quando tudo estiver muito beem frito, naquela fase já de começar a “pegar” no fundo da panela (por isso eu falei panela grossa, sacou? e nós queremos uma sopa com cor, moreninha e não um caldo branquelo, correto?), junte cebola ralada e alho espremido em porções generosas e deixe dourar. Acrescente folhas de louro, o purê de batatas e o caldo reservado, complete com mais caldo até obter uma consistência cremosa e deixe um pouco mais no fogo para que os sabores apurem. Acerte o sal, junte pimenta calabresa e muita salsinha.
Um pouco antes de desligar acrescente azeite extra virgem e couve manteiga picadinha. Não é para cozinhar a couve comadre, couve não precisa ser cozida, só abafada, para que ela fique bem verdinha e mantenha o gosto. Se você for deixar a sopa pré-preparada, deixe para acrescentar a couve no momento em que for esquentá-la antes de servir. Ah! Também não é pra deixar a couve em tirinhas como na feijoada não! É pra picar mesmo, pra facilitar a vida de quem vai tomar a sopa, certo?
Sirva quentinha com torradinhas, croutons, parmesão ralado e vinho tinto.
Sucesso absoluto… já falei, né? ;)
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
Essa sopa creme figura na lista das receitas-mais-fáceis-de-todos-os-tempos e prepará-la é tão fácil que é impossível não deixar de pensar que, de fato, é na simplicidade que está o segredo de todas as coisas.
Descasque a mandioquinha, corte em rodelas e leve para cozinhar numa panela com água e caldo de sua preferência. Quando cozida, leve tudo para o liquidificador, bata e reserve.
Em uma panela coloque azeite e cebola ralada até que ela fique transparente (não precisa dourar). Junte a mandioquinha batida, sal, pimenta branca e noz moscada ralada na hora. Desligue o fogo, acrescente creme de leite, salsinha picada e sirva. Se quiser, pode ainda regar com azeite ou acrescentar colheradas de queijo cremoso já no prato.
Como se vê, é uma receita simples e leve, com sabor muito delicado, suave, perfeito para uma entrada. Porém, caso você prefira, pode também incorporar carne, frango, linguiça e abusar um pouco mais das especiarias como curry, pimenta síria ou mesmo usar o creme como base para uma sopa com legumes picados e uma massa do tipo padre nosso ou argolinha por exemplo. Enfim, pode ser leve ou nem tanto – você escolhe.
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
Muitas coisas a dizer nesse post…
Primeiro… a receita está entitulada como sopa mas o próprio autor, o chef Jamie Oliver em seu livro A Itália de Jamie Oliver, confessa não saber bem se ela é sopa ou massa, mas tanto ele quanto eu optamos por chamá-la de sopa e finito.
Segundo… o livro em questão é parte do mesmo material usado na minisérie homônima transmitida no Brasil pelo GNT e traz imagens belíssimas em fotos que mereceriam até uma moldura. Então, se você não tem o livro, corre! Vale a pena o investimento para descobrir o olhar que o chef lançou sobre velhos clássicos da culinária italiana (alguns até que ele nem deveria ter mexido, but…rs). É, no mínimo interessante, ver como é possível introduzir novidade (não sem muita luta – quem viu a série sabe bem do que estou falando) sem necessariamente perder a essência. Para aqueles que torcem o nariz para as modernidades e esquisitices do chef inglês (eu mesma já fui uma dessas pessoas) ainda assim o livro vale a pena, nem que seja apenas para conhecer mais da culinária italiana, sobre a qual ela fala bastante no livro.
Bem, e finalmente a terceira coisa… a receita, of course!
Uma coisa a ser dita antes (afff…que blábláblá! rs) – pode bater o pezinho, torcer o narizinho e fazer carinha de desdém, mas receitas produzidas por pessoas ligadas à gastronomia (como profissão mesmo) são muito diferentes daquelas produzidas por cozinheiros comuns. Nessas receitas existe uma ousadia que normalmente você não encontra numa receita comum. Eu, por exemplo, jamais pensaria em usar alecrim nessa sopa, aliás eu nem pensaria em usar alecrim numa sopa qualquer mas, garanto, o gosto sutil do alecrim aqui faz muita diferença.
Vai lá… finalmente a receita…
O que vai na sopa: grão-de-bico cozido em caldo de galinha, massa para sopa (pequena e de preferência de grano duro – eu usei argolinha), cebola, alho, um ramo de alecrim, talos de salsão picado, azeite extra virgem e manjericão.
Numa panela coloque o azeite, o alecrim picado finamente (finamente é finamente mesmo, ok?), a cebola, o alho e salsão e cozinhe em panela tampada e fogo baixo (mexendo de vez em quando) por uns 15/20 minutos, até que todos os ingredientes estejam macios e transparentes. Pegue parte do grão de bico cozido e passe pelo processador (ou liquidificador) junto com os ingredientes da panela (reserve a outra parte dos grãos inteiros). Leve a parte processada à panela novamente, mexa, junte a massa escolhida e deixe até que ela cozinhe. Ao final, junte os grãos inteiros do grão de bico, tempere com sal e pimenta do moinho e desligue.
Se durante esse processo, o caldo for ficando muito espesso, pode ir acrescentando mais caldo de galinha.
Na hora de servir, coloque por cima folhas de manjericão rasgadas e regue com azeite honestíssimo.
Olha… que coisa boa meu pai! Coma rezando, de joelhos, pedindo perdão por todas as vezes que você achou que o Jamie Oliver era um fuinha.
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
No domingo foi aniversário da minha mãe e eu fiz uma costelada em casa para ela e seus convidados. Videokê até altas horas, quase 10Kg de costela no forno à moda da Faby, farofa de feijão de corda e manteiga de garrafa (a sensação da festa), salada e claro, mandioca cozida, o que na minha opinião é o que melhor acompanha a costela.
No final da festa, a única coisa que sobrou foi a mandioca cozida que hoje, graças à temperatura siberiana que faz lá fora, virou uma sopa creme deliciosa.
Comprei um pouco de cubos para ensopado (eles usam carne de segunda de onde é retirada toda a gordura) e levei à pressão com azeite, cebola, alho, folhas de louro, pimenta branca e sal. Dourei muito bem (veja a cor da sopa) até quase “pegar” no fundo da panela, cobri com água e deixei cozinhar até a carne praticamente desmanchar.
Depois de cozida, separei o caldo da carne e levei ao liquidificador com a mandioca já cozida (aqueci previamente no microondas) e bati até formar um creme. Levei de volta à panela da carne e deixei que tudo cozinhasse junto por mais alguns minutos. Acertei o sal, coloquei uma pitada de noz moscada e já na sopeira salpiquei salsinha picada.
Dessa mesma forma você pode fazer a sopa substituindo a mandioca por abóbora, mandioquinha, batata, batata doce… de toda forma fica boa.
O resultado aqui foi uma sopa deliciosa, encorpada e cheia de sustância, boa para preparar o espírito para a madrugada fria que virá – segundo o noticiário teremos 10ºC.
Brrrr!
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
As fotos, como vocês podem ver, não ficaram boas, mas o sabor dessa sopa…hmmmmm… não é bom, é ótimo.
A culinária tailandesa tem uma característica muito forte de misturar sabores com o intuito de despertar os sentidos de quem a prova. Ora doce, ora salgada, ora picante e às vezes com tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, mas sem que os sabores “briguem”, ao contrário, se tornem harmônicos. Eu acho que é bem isso que acontece nessa sopa.
Vou te contar como foi que eu fiz essa sopinha aí que encantou minhas convidadas…
Pra começar cozinhei na pressão um peito de frango com osso, apenas em sal e louro. Depois de cozido, desfiei e reservei o frango e o caldo que se formou. Aqui cabe uma observação – você ao invés de desfiar pode cortar o frango em cubinhos. Eu já provei dos dois jeitos e acho que em cubinhos fica melhor esteticamente falando mas o sabor não muda, então vai do gosto de cada um mesmo.
Numa panela grande coloquei um fio de azeite, cebola roxa cortadas em pedaços beeem pequenos e alho bem picado. Cozinhei até a cebola ficar transparente, juntei gengibre ralado (cerca de 2 colheres de sopa), juntei o frango e coloquei o caldo do seu cozimento e deixer ferver (se necessário acrescente mais água). Depois de fervido, juntei 800ml de leite de côco (eu fiz uma quantidade para 12 pessoas), deixei ferver mais, acertei o sal e depois de desligado acrescentei 1 pimenta dedo-de-moça sem semente muito bem picadinha e o caldo de 1 limão.
Depois de colocar o limão a sopa precisa ser servida imediatamente.
Para finalizar, já no prato, basta salpicar uma quantidade generosa de coentro fresco e provar a delícia.
E com esse frio siberiano que está fazendo aqui… yummy… que vontade que deu.
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
No início dos anos 90 eu conheci uma garota chamada Gorete. Na época, nós duas éramos solteiras, independentes, morávamos sozinhas e tínhamos, por assim dizer, o espírito …livre. Com essas características nós duas acabamos por nos tornar amigas e, juntas, fazíamos o que duas garotas de 20 anos, livres e financeiramente independentes fazem numa cidade como São Paulo – se divertem. No nosso caso, se divertem muito.
Em nossas noitadas e farras eu acabei descobrindo a felicidade que podia existir em um (ou dois, ou três, ou…) copo de whisky bom e foi então que eu conheci a pior de todas as inimigas que um ser humano pode ter: a ressaca. E olhe que estou falando de ressaca de whisky bom hein?! Nem vamos entrar no mérito de ressacas de bebidas vagabundas… porque essas coisas a gente risca do passado, não é mesmo?
Pois bem, foi Gorete quem me ensinou qual é a maior arma de todas para curar a ressaca – a comida. Muita comida e, como ela própria fazia questão de pregar, comida com “sustância”, muita sustância.
Essa era sua teoria, fundamentada depois de muitas e muitas experiências etílicas – para aplacar a sensação horrorosa que nos consome no day after, nada melhor do que comer muito e comer bem que é para, segundo ela, o corpo recuperar as forças(!)
E foi a partir dessa filosofia incontestável que eu descobri, por exemplo, que um prato de feijoada tem efeito curativo sobre o banzo pós-alcoólico, assim como muitas outras comidinhas que minha amiga Gorete preparava no dia que se seguia depois de festas memoráveis. Coisas levinhas como cozidos imensos, feijão preto com muita carne, caldo de mocotó e outras iguarias do gênero.
Era impossível passar ilesa pela cozinha de Gorete, paraibana arretada, dona de segredos, temperos que até hoje eu nunca soube quais eram, uma mão de fada para cozinhar e uma risada fácil, calorosa e acolhedora. Assim era Gorete.
Infelizmente a vida, em dado momento, acabou por nos colocar em caminhos diferentes e nesses caminhos a gente se perdeu uma da outra. Hoje eu não sei por onde andam fumegando as panelas da minha doce amiga mas hoje, enquanto eu preparava esse caldinho de feijão com a finalidade de curar uma mega ressaca, foi dela que me lembrei com muita, muita saudade.
Estivesse ela comigo, com certeza teria dito que o caldo precisaria de mais carne, de mais sustância. Um caldinho de feijão da Gorete era praticamente uma feijoada!
Porém, na condição de arremedo de ser humano em que me encontro hoje, tudo que eu pude produzir foi esse caldo de feijão preto que, mesmo não tendo toda a sustância recomendada por minha amiga, operou milagres nessa que vos escreve.
***
Fazer caldinho é tão fácil que mesmo estando um trapo (presente!) é possível dar conta do feitio…
Numa panela tem que dourar (tudo muito) cebola, alho, bacon e linguiça (eu usei a Josefina), botar uma folha de louro, pimenta vermelha picada e juntar o feijão que já foi cozido e batido no liquidificador com um pouco do caldo. Daí, é só deixar apurar até ficar beeeem grosso.
Na hora de tomar, vai por cima bastante coentro picado, mais pimenta e bacon douradinho.
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Go, por onde anda você, minha amiga?
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Agora alguém pode, purfa, desligar a Terra que não para de girar?!
Agradecida.
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
Na internet é grande o número de receitas das chamadas sopas emagrecedoras, sendo que a quantidade e a variedade dos ingredientes de cada uma delas variam muito.
Eu não gosto dos títulos chamados emagrecedores, nem da idéia de embarcar numa dieta restritiva total e muito menos de viver a base de sopas por uma semana, quinze dias, nada disso. Mas me gusta a idéia de diminuir por exemplo, a ingestão de gorduras e carboidratos a noite.
E foi então que eu fiz uma pesquisa rápida, peguei umas coisas daqui e dalí e juntei tudo numa receita que eu inventei para consumirmos no jantar, que é lá em casa a refeição que mais curtimos (infelizmente).
Pra começar eu escolhi uma carne – o peito de frango cortado em cubinhos e dourado com azeite, alho e cebola (muita). A fim de garantir que a sopa seja leve (e não emagrecedora han?) eu caprichei nos temperos – curry e gengibre predominaram. Juntei a isso uma boa quantidade de talos de salsão picados (o salsão por ser diurético ajuda a não reter líquidos durante o processo de emagrecimento), água, meio pacote de sopa de cebola e levei tudo à pressão até que o salsão praticamente desmanchasse. Depois eu incluí os vegetais – tomate sem pele e sem semente, cenoura, chuchu, vagem, acelga e pimentão.
* Agrião, nabo, espinafre e beringela também reinam nas receitas espalhadas pela net e aos poucos eu penso em incluí-los também.
O que eu fiz foi maneirar na quantidade de sal, deixar a sopa com muito caldo e com os legumes al dente, pra gente mastigar mesmo (é sabido que eu não gosto de coisas molengas demais). Porém, nesse caso também existe a possibilidade de se levar tudo ao processador ou liquidificador, sei lá, e transformar tudo num creme. Particularmente eu prefiro os pedaços que, inconscientemente, me dão uma idéia de que eu estou comendo algo com mais “sustância” …hohoho. Enganar o cérebro faz parte né? ;)
No final, já no prato, é bom moer uma pimenta na hora e acrescentar muita salsinha beeeem picada (salsinha também é diurético).
Eu não sou nutricionista, médica e nem nada que o valha. Também não digo que essa sopa emagrece, ajuda a, e nem que tem a quantidade de nutrientes necessários para uma alimentação saudável. Aliás eu tenho muito que aprender ainda sobre alimentação saudável, sobre equilibrar quantidades de proteínas, carboidratos e etc etc etc, mas esse é um projeto que eu acabei de iniciar.
Só digo que, no momento, essa sopinha fará as vezes do jantar lá em casa… quem sabe acompanhada por umas torradinhas (a light da Bauducco é muito gostosa) e, se não fizer mais nada, pelo menos nos ajudará a dormir mais leves.
Ah! Ipod recarregado e pronto para os 40 minutos de caminhadas diárias que também estão programadas. Porque só sopa não faz milagre né comadre? ;)
Oh God.
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
Essa é a minha sugestão de entrada para o Dia dos Namorados – um creme delicado e quentinho (perfeito se você estiver num frio congelante como o daqui), com uma mistura de sabor muito interessante por conta da manga e levemente picante por causa do gengibre (que, dizem, é afrodisíaco…cof, cof, cof). Não tem quem não goste desse creme, garanto. E o melhor? É super simples de fazer.
Cozinhe 4 cenouras médias descascadas junto com uma metade de uma cebola espetada com cravos e uma folha de louro. Você pode cozinhá-las também em caldo de legumes – mas só se for um caseiro, tá? Os caldos em tablete tem um sabor marcante e esse creme é delicado demais para eles.
Em uma panela esquente um fio de azeite e leve para suar (e não dourar) a outra metade da cebola picadinha. Agora, leve para o liquidificador as cenouras cozidas e a cebola que você passou pelo azeite. Junte um pouquinho da água do cozimento das cenouras para ajudar e bata até virar um creme. Retorne esse creme para a panela, em fogo baixo, e junte **1/2 xícara de suco concentrado de manga e mais ou menos 1 colher de chá de gengibre ralado.
** Veja bem, a quantidade de suco e gengibre pode variar de acordo com teu paladar. Se você quiser um creme com gosto sutil de manga, diminua a quantidade de suco; se prefere um creme menos picante, coloque menos gengibre. Pense que a base do creme é a cenoura, que é adocicada, e que a manga e o gengibre vão complementá-la e devem estar harmoniosos, ou seja, não deve ter apenas gosto de manga e muito menos só de gengibre (que, usado em demasia, pode detonar uma receita). Essa dica vale para quem tem um certo receio de misturas exóticas e de temperos fortes – comece devagar e vá experimentando até que esteja a seu gosto.**
Voltando ao creme… Depois de juntar o suco e o gengibre, misture bem, tempere com sal e pimenta branca, um pouquinho de noz moscada ralada na hora, deixe os sabores se encorparem, desligue o fogo e sirva quente.
Aqui eu dei uma finalização que julguei perfeita – sementes de papoula e um pedacinho de pimenta dedo de moça – mas você pode finalizar também com creme azedo e croutons ou apenas com ervas de sua preferência.
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
O frio voltou – e, na boua, já tá ficando chato esse vai e volta sem fim – e a boa pedida como sempre é mergulhar no caldeirão de sopa.
E o que tem o minestrone de diferente? Geralmente tem feijão branco, legumes como cenoura, vagem, batata, repolho, erva-doce (que eu não gosto), macarrão -qualquer um, desde o de sopa até o mais tradicional espaguete ou linguine cortados – tomates em pedaços, ervas como manjericão, um bouquet garni com louro, salsa, cebolinha, bacon ou até presunto cru.
Eu sei, pode parecer o samba do crioulo doido mas minestrone é uma sopa fantástica, super encorpada, daquelas que, como diria minha avó, dão sustância. Com base em legumes picados grosseiramente, massa e ervas, o minestrone agrada em cheio aquelas pessoa que torcem o nariz pra sopa, manja? E por ser assim flexível, é o tipo de prato em que cabe a sua imaginação, as sobras da geladeira, os restinhos de espaguete do pacote e dá até pra misturar todas as sobrinhas de massas que você tiver, dá por exemplo pra colocar linguine, padre nosso e parafuso, tudo junto numa boa. Dá tudo comadre.
Aqui vai uma receita bem tradicional de minestrone. E se aí estiver frio como aqui, um caldeirão disso hoje vai cair muuuito bem.
Ingredientes:
repolho, abobrinhas, pimentão vermelho, 1 xícara de ervilhas frescas, batata, cenoura, cebola, 100 g de feijão branco, tomate maduro sem pele sem semente, 50 g de bacon, parmesão em lascas ou ralado, folhas de manjericão, alho, azeite, bouquet garni com salsa, louro, cebolinha, sal e pimenta a gosto
Deixe o feijão de molho na véspera. Cozinhe-o durante 1 hora e meia. Adicione as batatas, as cenouras, os tomates sem pele e sem sementes, o bouquet garni e metade do bacon, tudo cortado em pedaços. Cozinhe durante meia hora (não até os legumes já estarem bem cozidos). À parte, prepare um refogado com azeite, a salsa, o manjericão, a cebola, o alho, o pimentão vermelho, e o restante do bacon. Quando estiver pronto, coloque tudo na panela com o feijão e os legumes e retire o bouquet garni. Por último, acrescente o repolho cortado fino, junte o macarrão e as ervilhas e deixe no lume até a massa ficar no ponto.
Pra ficar lindo, queijo parmesão por cima e um filão de pão italiano pra ir tirando os tecos e molhando na sopa. Ave maria!
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Ah! sabem como eu gosto de minestrone? Com macarrão grandão de conchinha. Mas eu sou muito meiga né? ;-)
Afff… isso me deu uma baita fome.
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar
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Não adianta, esse frio pede, implora, clama por uma sopinha bem quente com torradinhas, parmesão ralado, queijinhos mils …hmmm.
São tantas opções que dá pra ir desde a canja basiquinha até minestrones e cremes divinos numa boa, tudo sem muito esforço porque, vamos combinar que fazer sopa não requer muita prática nem tampouco habilidade, certo?
O que dizer então da boa e velha sopa de cebola? Eu digo que ela é uma das minha minhas top 10.
Dá trabalho ralar ou cortar fininho 1 kg de cebola? É dá, mas a sopinha é tããão boa! Além do mais, esse vai ser o único trabalho pesado. O resto, eu garanto, é fácim.
Doura tua cebola já picada ou ralada em bastante azeite, quando ela estiver douradinha vá acrescentando aos poucos 1 colher de sopa de farinha de trigo peneirada (aos poucos para não empelotar!). Depois, é só botar uns 2 litros de caldo – pode ser de legumes, de carne, de frango (se for usar o de caixinha, para essa quantidade de água uns 2 tabletinhos está de boa). Acerte o sal (cuidado, se o caldo for de tablete já tem um pouco de sal) e uma pimentinha branca moída.
Deixe ferver até reduzir bem e o caldo dar uma engrossada. No final, junte uma caixinha de creme de leite, salpique cebolinha bem fininha e pode servir com torradinhas de sua preferência.
Se quiser o luxo, forre cumbuquinhas (que possam ir ao forno) com pão italiano, encha com sopa, salpique lascas de parmesão e leve o forno para gratinar.
Se for fazer assim, reze e peça perdão porque você vai pecar comadre. Ah, se vai!
Esqueceu que gula é pecado? ;-)
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Continuando o circuito das minhas sopinhas top 10 tem o bom, delicioso, quentinho e saboroso capeletti in brodo – a coisa mais fácil de fazer depois de fritar ovo :-)
O segredo do capeletti in brodo está quase todo no caldo. Óbvio que a massa também tem que ser boa e, particularmente, as que eu comi no Rio Grande do Sul, uns capeletinhos caseiros e pequenininhos…afff… aqueles são de arrasar – deliciosos. Mas, se você não está no Sul não vai ser por isso que vai deixar de fazer o brodo. Dá pra usar massa fresca, aquelas da Frescarini por exemplo, mas não é o ideal não. Bom é usar massa seca, aqueles capelettis de pacotinho, que vendem na sessão onde fica o macarrão. Geralmente é importado – italiano – e com preço meio salgado mas o resultado é bom. Só não tente inventar como eu, que comprei uma dessas com recheio de funghi. Argh, argh, argh… não recomendo… o recheio era forte e o sabor esquisito não lembrava funghi mas sim sabão em pedra, daqueles azuis. Hohoho.
Enfim… (hoje estão tãão dispersa!)… Faça um bom caldo (uma base boa é de frango) puxadinho no azeite, com bastante salsinha, cebolinha, pimentinha branca e cozinhe nele o capeletti – coisa de 10, 12 minutinhos comadre, lembre que o ponto do capeletti é al dente.
Pronto. Pra servir, polvilha com um punhadinho de salsinha beeeem picadinha, um parmesão ralado honesto, um pãozinho italiano para acompanhar e mais nada.
Yummy…Delícia.
* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar





























Andam dizendo por aqui …