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Cozinha da leitora – Galete de pera e figo

Essa receita linda de viver foi enviada pela leitora Kalina Morena…

Oi Fabi,
… tô mandando uma receitinha para, se possível, você publicar no ‘pimenta’. é a receita de uma galete de pera e figo, que ficou bem gostosa. tô no Brasil no momento, mas ainda vou voltar para a Inglaterra para concluir meu doutorado. entrementes, :-) me aventuro na cozinha.
muito obrigada e um abraço,
Kalina
http://www.thesotontimes.blogspot.com

Como nada pode ser tudo na vida, eu também tenho hobbies que me ajudam a aliviar as tensõesque me visitam. E assim tenho desenvolvido um talento na cozinha que me ajuda demais a relaxar e a comer bem [repara aí na modéstia]. Fazer um prato de comida, desde o planejamento da compra de ingredientes, produção e finalização com o mesmo à mesa de refeição é super legal porque me dá a sensação, muito boa, de completude. Acredite, essa experiência me ajuda nos projetos da vida.

Tirei essa receita da Mary O’Rourke  do ótimo The Waffle Window. Galete, a torta rústica. Essa é de peras e figos. Mary tem um canal no youtube. Lá ela ensina direitinho a fazer essa galete, com os detalhes nas instruções. Aqui vai minha tradução meio capenga da receita.

Galete de pera e figo

Porções: 6

Tempo de preparação: 2horas

Ingredientes para a massa

  • 1 copo de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de sal (botei um pitada mínima)
  • 1/4 colher de chá de açúcar
  • 6 colheres de sopa de manteiga sem sal gelada – corte a manteiga em cubinhos.
  • 3 colheres de sopa de água gelada

Para o recheio

  • 700 gr mais ou menos de peras maduras e firmes [usei 3 peras e foi suficiente]
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 4 colheres de açúcar
  • 2 colheres de chá de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de pimenta do reino [black pepper] moidinha [usei baunilha ao invés da pimenta, mas sei que com a pimenta fica muito legal também]
  • 5 figos frescos pequenos
  • 1 colher de sopa de manteiga amolecida
  • 1 colher de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante

Para osfinalmentes

  • 2 colheres de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante
  • Água para pincelar a massa

Como fazer a massa

  • Peneire 1 copo de farinha de trigo com 1/4 colher de chá de sal [usei uma pitada minima] e 1/4 colher de chá de açúcar.
  • Ponha tudo numa vasilha pequena com os cubinhos de manteiga, usando duas facas ou suas mãos para juntar a manteiga à mistura seca até essa mistura ter a consistência meio esfarelada. Cuidado para não derreter demais a manteiga.
  • Adicione as 3 colheres de sopa de água gelada à massa. Se estiver muito seca, adicione mais um pouquinho de água gelada.
  • Forme uma bola da massa e bata até ficar na espessura de mais ou menos 2cm.
  • Guarde em plástico filme ou num saco plástico de guardar comida e deixe gelar por pelo menos 30 minutos, ou até por uma noite.

Como fazer o recheio

  • Enquanto a massa está gelando, misture 4 colheres de sopa de açúcar com a farinha de trigo e a pimenta.
  • Descasque as peras [ou não, como eu fiz. também fica bom com a casca] e corte-as em fatias no sentido do comprimento. Coloque-as numa vasilha com o suco de limão.
  • Corte os figos em metades.
  • Coloque um pouquinho da colher de sopa da manteiga macia e do açúcar [turbinado] ou demerara, primeiro a manteiga, depois o açúcar [ou açúcar branco ou mascavo] sobre os figos. Isso vai evitar que os figos ressequem enquanto assam. Deixe-os de lado enquanto vai montando a galete.

Como fazer a galete

  • Pré-aqueça o forno em temperature média.
  • Tire a massa do plástico da geladeira e o coloque-a numa superfície ligeiramente enfarinhada. Usando um rolo, abra a massa em mais ou menos 35cm de diâmetro.
  • Transfira a massa para um papel manteiga na assadeira, se preferir, ou diretamente numa assadeira ligeiramente untada de manteiga. Com o papel manteiga fica mais fácil no final tirar a torta da assadeira e transferí-la para o prato de servir.
  • Com a massa na assadeira marque um círculo de 20cm no centro da massa. Usei um prato de sobremesa para marcar levemente esse círculo, que vai ser o tamanho do recheio da galete.
  • Ponha no centro do círculo metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha. Reserve a outra metade para jogar depois sobre as peras.
  • Arrange as peras que foram cortadas acompanhando o círculo na massa, uma fatia de pera mas ou menos cobrindo um pouco a vizinha.
  • Agora ponha a outra metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha sobre as peras.
  • Arrange os figos no centro das peras.
  • Dobre a parte de fora da massa [como se a fechasse] sobre as peras, deixando a fruta do centro [os figos] exposta.
  • Molhe um pouco a massa com água, usando um pincelou as mãos e ponha o restante do açúcar demerara de maneira uniforme sobre a massa.
  • Coloque a torta no forno para assar por 40 a 50 minutos, até dourar a massa e as frutas estiverem / parecerem cozidas e um pouco suculentas. Fique de olho nesse tempo porque os fornos variam um pouco na temperatura.
  • Quando pronta, transfira a galete para o prato de servir. Passar uma espátula de metal por baixo da galete ajuda nessa hora. Transfira a galete ainda morna.
  • Sirva morna ou fria [eu comi com sorvete de baunilha. muito bom].

Achei a galete gostosa, com pera e figo o sabor ficou suave. Acho que fica legal com outras frutas também.

Bom apetite.

***
Obrigada por dividir conosco a receita, Kalina. Arrasou! ;)

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Rolê de frango com ricota, maçã e amêndoas

Cansou do filé de frango grelhado? Eis aqui uma variação bem saborosa e super prática de fazer, olha só…

1. Coloque o filé entre um plástico e com o martelo de carne bata delicadamente até que fiquem grandes e finos.

2. Prepare o recheio com: ricota fresca, creme de cebola, pimenta calabresa, maçã cortada em cubos pequenos e amêndoa picada. Misture tudo, formando uma pasta homogênea (acerte o sal se necessário).

3. Coloque o filé na tábua e espalhe por cima o recheio de ricota.

4. Enrole o filé formando um rolê.

5. Bezunte os rolês com creme de ricota light (ou maionese, ou requeijão) e salpique queijo ralado. Leve ao forno pré-aquecido até dourar.

Sirva com uma saladinha caprichada e nada mais :)

#dicas

Dá pra variar com peito de peru e viajar também no recheio usando damasco, passas ou outras frutas como abacaxi e pera.

Se você preferir não passar pela mistura de creme + queijo ralado, leve ao forno sem nada – apenas bezunte com um pouco de azeite e, neste caso, cubra com alumínio, que é pra ele não ressecar completamente enquanto assa.

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Dobradinha

Fez cara de nojinho? Ok, pode parar a leitura aqui, prometo que solto uma receita com filé mignon logo mais e nosso amor continua o mesmo, combinados? ;)

Já você que, como eu, adooooora o prato, pode babar à vontade porque ó… modéstia às favas, minha dobradinha é danada de boa! E não tem grandes mistérios não, dá uma olhada…

O primeiro passo é limpar o bucho. Eu prefiro comprá-lo sempre na feira ou no açougue, onde já peço para dar aquela primeira limpada e cortar (eu gosto dele mais grosso, mas aí é você quem decide). Já em casa, é preciso lavar em água corrente e deixar de molho em água com limão espremido por uns, sei lá, 15 minutos. Depois, é preciso dar uma primeira fervura em água com uma colher de sobremesa de bicarbonato. Descarta-se a água dessa primeira fervura e lava-se de novo o bucho, para retirar a gordura que sobrou. Mais uma fervura (também com bicarbonato) e outra lavagem e ele já deve estar pronto para começar o cozimento.

Na panela de pressão coloque água suficiente para cobrir o bucho, uma folha de louro, uns 4 ou 5 cravos, sal, pimenta e o bucho e cozinhe por uns 45 minutos ou até que ele esteja macio. Retire da panela, escorra a água que sobrou na panela e reserve o bucho.

Em outra panela cozinhe o feijão branco (que já deve ter ficado de molho na véspera) até que fique macio porém firme.

Agora é a hora de juntar tudo – numa panela coloque um fio de óleo e doure o bacon. Descarte um pouco da gordura que se formou e doure o alho e a cebola. Junte a calabresa em rodelas e deixe dourar um pouco. Traga o bucho para a panela, mexa e junte o feijão branco cozido e escorrido. Agora é hora de temperar – uma pitada de cominho, páprica, sal e pimenta calabresa e uma colher de polpa de tomate ou, um ou dois tomates pelados. Só mexer bem, juntar um pouco de água fervente e deixar tudo cozinhando junto e apurando por uns 30 minutos. Ao final, é só desligar a panela e acrescentar cheiro verde picadinho.

Pronto! Providencie um arroz branco fresquinho, um vidrinho de pimenta porreta e pire na comida…er… “exótica”(como alguns gostam de chamar).

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Charuto de acelga com frango

Eu adoro charuto e, embora minha versão favorita seja com folha de uva (receita aqui ó!), também curto essa variação levinha feita com folhas de acelga e frango desfiado. O preparo não chega a ser muito complicado, olha só…

O primeiro passo é cozinhar um peito de frango – daquele seu jeitinho, com seus temperos preferidos (eu uso cebola, alho, louro, pimenta calabresa e sal) e depois desfiá-lo miudinho. Se quiser dar uns tchans no frango, pode adicionar umas pitadas de curry na hora de cozinhá-lo – fica perfumado e saboroso. Guarde o caldo do frango para usar lá na frente, ok? Aproveite nessa hora para deixar um pouco de arroz de molho na água – aumente um pouco só a quantidade que você usa normalmente em casa pois lembre-se que esse é um prato único.

O segundo passo é aferventar levemente (bem levemente!) as folhas de acelga. O truque é cortar direitinho aquela parte mais grossa, deixando só a parte mais fininha, que vai facilitar na hora de enrolar. Guarde os talinhos mais duros para fazer um refogado picante estilo kimchi ou para colocar na sopa (adoooro acelga na sopa).

Leve ao fogo uma panela grande com água e quando ela ferver coloque as folhas de acelga por cerca de 1 ou 2 minutos – apenas o suficiente para deixá-las maleáveis. Retire da água e passe pela água fria, pra que ela não continue cozinhando, seque as folhas e reserve.

O próximo passo é escorrer o arroz que ficou de molho (uma meia horinha mais ou menos) e juntar nele o frango desfiado. Nessa hora você acerta o tempero, bota mais um bocadinho de sal, de pimenta, uma ervinha se quiser. Misture bem e comece a montar os charutinhos. Basta pegar a folha de acelga, colocar uma porção do recheio de arroz e frango em uma das pontas e ir dobrando, tomando o cuidado de deixá-lo bem fechadinho para que não abra na hora que for cozinhar.

O último passo é refogar alho e cebola numa panela grande, juntar um pouco do caldo do cozimento do frango que você reservou (pode descartar a gordura) e começar a dispôr os charutinhos na panela, um ao lado do outro, bem coladinhos. A ideia é que você forre uma camada bem apertadinha com os charutos e tenha caldo suficiente para cobrí-los. É nesse caldo que eles vão cozinhar e ficar bem saborosos.

Quando o arroz estiver cozido e o caldo já tiver secado, está pronto!

Sirva o charuto e regue-os com azeite no prato.

Parece complicado mas é dois-palitos, juro ;)

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Tem batata e tem carne seca (só não tem nome :)


Algumas vezes a gente vai pra cozinha sem saber ao certo o que vai cozinhar – o resultado vai depender daquela vasculhada básica na geladeira e na despensa, do humor, da disposição, do tamanho da fome… de modos que às vezes a gente pensa em uma coisa e acaba saindo outra completamente diferente.

Eu tinha um restinho de carne seca desfiada e pretendia fazer um risoto. Só que o parmesão não existia e a manteiga era pouca. Uma batida de olho na fruteira e lá estavam umas batatas já quase ficando verdes me chamando, fazendo com que eu não conseguisse prestar atenção em mais nada (batatas podem ser bem impertinentes quando querem…rs)

Ok, eu tinha batatas que precisavam de providência e carne seca. Dava pra sair um escondidinho, mas rolava também uma ligeira preguicinha (tem dias que amassar batata parece uma tarefa hercúlea, não tem?) que me fez apenas e tão somente juntar lé com cré, cobrir com mussarela e levar ao forno. Porque a vida às vezes é simples assim :)

Três passos de gostosura:

1. Carne seca desfiada refogada com alho, cebola, pimenta biquinho e cheiro verde.
2. Batatas ligeiramente cozidas cortadas em rodelas.
3. Mussarela (ou o queijo que teu coração mandar)

Pincela azeite numa refratária e monta as camadinhas: batata + carne seca + batata + queijo. Forno médio pré-aquecido até o queijo criar crostinha (tudo assim, no diminutivo mesmo, pra ficar bem meigo).

***

Batata e carne seca é uma delícia, eu sei, mas delícia mesmo foram os comentários no Facebook do blog, a respeito do nome que eu poderia dar para esse prato, que não é um gratinado, não é um escondidinho e, na verdade, não é nem uma receita por assim dizer ;)

As sugestões são tão gostosas que tenho que compartilhar…

– Parmentier de viande sechée (da minha amiga Silvia, a japa-francesa mais chic do mundo!);
– Misturinha (a Jandira pegou bem o espírito da coisa);
– Batata Maria Bonita (da Irene, que lançou mão de uma figura histórica e arrasou);
– Inventadinho de carne seca (da Flávia, que jogou a fofura lá pra cima);
– Reveladinho de batata  (a Dadi invertou as bolas e eu adorei);
– Revuelto de carne (ui! A Tina foi numa pegada latina que eu achei babado também)

E ainda teve a Khrisna, que tem sangue indígena correndo nas veias e mandou um “Jaroba de carne seca” (achei jaroba uma coisa meio assim) e o Lito, que soltou um “Gratinado de batata com carne seca sem creme”, mais literal impossível :)

Não me diga que você ainda não foi na página do Pimenta no Facebook?  Cooooooorrrrre!

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Bolo de banana


A leitora Marília me escreveu ainda agorinha perguntando se eu não sabia uma receita de bolo de banana sequinho, daqueles pra tomar com café. Vim aqui buscar o link pra mandar pra ela e descobri que não tinha postado esse bolo delícia ainda (chicotinho!). Postei a foto lá no Face do blog mas não coloquei aqui o post da receita, que é da minha mãe e danada de boa. Mea culpa :(

Vá lá, vou me redimir agouuura!!! Anotem essa receita e façam mesmo porque ó… o bolo é babado.

Uma dica bacana é usar bananas BEM madurinhas, aquelas que já estão pintadinhas, sabe? Então, se tiver umas bananas aí quase passando dessa pra pior, bolo nelas!

Misture os secos numa tigela grande:
2 xícaras de farinha de trigo, 2 xícaras de açucar, 1 colher sopa de bicarbonato e 1 colher sobremesa de canela em pó.

Misture os líquidos:
3 ovos batidos, 1/2 xícara de leite frio, 1/2 copo de óleo de girassol e 1 colher sopa de essência de baunilha.

Amasse com um garfo 5 bananas nanicas bem madurinhas.

Junte a banana amassada aos secos e aos poucos vá incorporando os líquidos.  Sem batedeira nem nada, na mão mesmo, só misturando bem.

Coloque em uma fôrma de buraco untada e enfarinhada e leve ao forno médio por uns 40 minutos ou até passar pelo teste do palito.

Easy, baby :)

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Sobremesa no palito

Quem não tem dotes de confeitaria como eu, também vai gamar nessa ideia de sobremesa rápida, simples e deliciosa.

Fruta no palito + ganache de chocolate. Tem como não amar?

Para fazer a ganache

200gr de chocolate meio amargo derretido, misturado com uma caixinha de creme de leite e 2 colheres de conhaque.

Ganache de Nutella

1 vidro pequeno de Nutella e 1/2 lata de creme de leite. Leve ao microondas por 40 segundos, mexa bem e volte ao microondas por mais 30 segundos.

Na foto aí de cima, o toque especial ficou por conta do corte do morango, mantendo a folhinha… um charme. Abaixo outras ideias, mas a sua imaginação é o limite.


(Imagens: Schanna Uche (Pinterest), Bable.com, Shutterstock, Salma Al-Hasami)

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Muito além do peso

A gente sempre ouve aquela frase “você é o que você come” e, de fato, ela faz todo sentido porque afinal, o que somos é o resultado das nossas escolhas – na alimentação e na vida.

Mas, e quando quem escolhe é apenas uma criança? E os adultos, teriam discernimento suficiente para saber o que é bom ou ruim? Essas são apenas algumas das importantíssimas questões levantadas neste documentário.

Hoje em dia, um terço das crianças brasileiras está acima do peso. Esta é a primeira geração a apresentar doenças antes restritas aos adultos, como depressão, diabetes e problemas cardiovasculares. Este documentário estuda o caso da obesidade infantil principalmente no território nacional, mas também nos outros países no mundo, entrevistando pais, representantes das escolas, membros do governo e responsáveis pela publicidade de alimentos.

Bom, se você me acompanha aqui no blog, já deve saber que se tem uma coisa que não sou é xiita. Sim, eu acredito que qualquer extremo é perigoso, ainda que ele seja supostamente para o bem e, por isso, não levanto bandeira nenhuma sobre alimentação saudável, boicote a produtos industrializados e toda sorte de campanhas demagogas e ingênuas que vemos pela internet ultimamente.

Só que acredito naquela frase lá do começo do post e justamente por isso me assustou bastante a questão das crianças levantada pelo documentário. O que os pais tem dado para seus filhos? Que tipo de escolhas essas crianças farão quando adultas se já na infância só foram apresentadas ao que existe de mais trash no mundo? COMO PODE uma criança não conhecer um pimentão, uma abobrinha? Se somos o que comemos, que adultos essas crianças serão?

Triste. Foi assim que me senti ao final do vídeo. Triste por lembrar (com uma certa melancolia até) da infância que tive e de todos os fatores que fizeram essa infância saudável e que hoje praticamente não existem mais. Olhando pra trás, é possível até agradecer a falta de escolhas que foi minha infância – criança na minha época não escolhia NADA e, quem diria, isso é MUITO bom. E digo que é muito bom porque foi esse tipo de situação que me transformou em quem sou – uma pessoa que RESPEITA a comida.

Tenho meus momentos junk food sim, e provavelmente os terei a vida toda, mas felizmente não fiz disso meu estilo de vida. Cedo a tentação de uma coca-cola geladinha? Cedo. Caio de boca num Big Mac de vez em quando? Caio. Mas em toda a minha vida as escolhas têm sido boas. Ainda que eu ceda à uma tentação aqui e acolá (e eu acredito na importância de PODER ceder a elas vez ou outra) dá pra dizer que se sou o que como, eu tô muito bem, obrigada.

Já as crianças do documentário… :((((

Perca (ou ganhe, depende do ponto de vista) um tempinho e assista. Se você é mãe ou pai, aí já vira obrigatório.

Não sejamos hipócritas e nem tenhamos objetivos inalcançáveis. Ninguém precisa sair às ruas pedindo morte ao palhaço da lanchonete. Sejamos apenas inteligentes em nossas escolhas e, principalmente, naquilo que escolhemos para quem amamos. Quem ama, cuida.

Muito Além do Peso (Way Beyond Weight, 2012)
Obesidade, a maior epidemia infantil da história.
Ficha Técnica:
Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti
Direção de Produção: Juliana Borges
Fotografia: Renata Ursaia
Montagem: Jordana Berg
Trilha Sonora: Luiz Macedo

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Moela!

Nem adianta fazer essa carinha de “Eca!”. Moela é bom!

E fazer moela não tem segredo. Basta deixá-la bem limpinha, regofar alho e cebola na panela de pressão, juntar as moelas, uma folha de louro, sal e pimenta calabresa, junta água fervendo, tampa a panela e cozinha por uns 30 minutos ou até que a moela esteja bem molinha. Daí é só juntar tomate picado ou molho de tomate, acertar o tempero, um tiquinho de cominho em pó, cheiro verde picado, mais um tantinho de água se for preciso e deixar cozinhar até criar um molhinho espesso.

Depois é só correr pro abraço e servir sua moela delícia com arroz branco ou pra petiscar e acompanhar a cervejinha (vale jogar um pãozinho francês na parada pra casar com esse rico molhinho).

E você, que fica aí desprezando a moela… bora experimentar? Se você não gostar, tá liberado. Mas só se não gostar mesmo! Preconceito culinário/gastronômico é tão fora de moda! ;)

p.s: blog tá de cara nova, cê viu né? achei que devia incluir o blog nessa minha onda de novos ventos. 

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Bolo de chocolate (molhadinho) com cobertura

Tá de dieta? Então já vou logo pedindo desculpas pela foto aí de cima e também já vou avisando que esse post é calórico só de ler. Desculpa ae :)

Estava chovendo, eu queria um docinho, o chocolate estava no armário, eu tinha um cadinho de disposição… pronto! Fui bater bolo, oras bolas! Quer dizer, bater não é bem a palavra porque esse aqui é de liquidificador, assim ó…

Coloque no liquidificador 3 ovos, 1/2 xícara de óleo de girassol e 1 xícara de chá de leite e bata uns cinco minutinhos. Numa tigela misture 2 xícaras de farinha de trigo, 1 xícara de açucar, 1 xícara de chocolate em pó, 1 colher sopa de fermento em pó e uma colherinha de café de sal. Mistura todos esses secos bem e comece a incorporar a mistura batida no liquidificador, mexendo bem. Pronto!

É só untar e enfarinhar a fôrma, colocar a massa e levar ao forno médio pré-aquecido por uns 40 minutos ou até passar pelo teste do palito.

:: gordices extreme ::

Depois de desenformar, faça furinhos no bolo e regue com uma misturinha de leite de coco, leite e açucar pra deixar o bolo beeeeem molhadinho e tchubi-tchubi :)

Numa panelinha faça uma espécie de brigadeiro mole com leite condensado, manteiga, chocolate em pó e creme de leite… cozinhe até engrossar e use para cobrir o bolo.

Gente, num é que tô virando boleira? Fabiana, Fabiana… quem te viu e quem te vê, hein? ;))))


Porque quem tá na chuva, é pra se molhar! :)

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Gelatina colorida

Uma coisa sobre mim que talvez você ainda não tenha percebido: eu sou (um pouco) teimosa. Dito isso, fica fácil entender porque diabos eu inventei de fazer gelatina, ou melhor, inventei de passar o dia fazendo gelatina! O estopim dessa maluquice foi um post da Pionner Woman (não conhece? corre lá, pelamor!) com uma receita de gelatina linda, perfeita, irritantemente perfeita.

Oras, minha indignação com a perfeição da gelatina foi tanta que postei lá no Facebook do blog um comentário dizendo que queria conhecer os seres humanos capazes de tamanha perfeição. Pois não é que teve uma pá de gente me dizendo coisas do tipo “ah que nada, é mole!” “super fácil” “não tem segredo”? Enfim, tapa na minha cara que não sei fazer nem gelatina de uma cor só ficar boa. Dã :P

Corri para o supermercado e comprei SETE pacotes de gelatina…

– Ah é? Pois vou fazer uma gelatina colorida escândalo e é agouuuura! 

Sim, eu sou dessas que quando encasqueta com algo…. pffff! Só por Deus!

O resultado é esse aí – uma gelatina GLBT muito gostosinha, trabalhosa e impossível de desenformar direitinho na fôrma que escolhi (funda e sem buraco).

Receita não tem né gente? O lance é usar meia lata de leite condensado e uma caixinha de creme leite para fazer as faixas com o degradê das cores. Basta misturá-los bem e deixar reservado. Depois, basta preparar a gelatina conforme instruções da embalagem, separar metade do líquido já pronto e em uma dessas metades acrescentar um pouco da mistura de leite condensado e creme de leite. Ah sim, claro… tem que gelar camada por camada né? Não pode ter pressa nem afobamento.

Algumas dicas…

1) Prepare as gelatinas com menos água do que o recomendado na embalagem – isso a deixa firme mais rápido. Minha medida é 200ml de água morna e 100ml de água gelada;

2) Use uma forma de buraco no meio e deixe-a molhadinha antes de começar a colocar as gelatinas ou faça numa refratária retangular e depois corte-a em quadradinhos para servir (fica loosho);

3) Para desenformar, minha amiga Gisele Montenegro deu o truque: secador de cabelo! Passe-o pela fôrma e a gelatina vai desgrudar mais facilmente;

4) Se você for uma Jedi da paciência, que tal preparar potinhos individuais dessa gelatina para a criançada ou para a sobremesa daquela festa psicodélica que você sempre quis dar (como assim você NUNCA quis dar uma festa psicodélica? rs) ?

Por fim, como a minha gelatina ficou bem feia, acendi lá no Face uma polêmica e comecei uma campanha para libertar as comadres que se frustram quando a receita pronta fica uó e bem diferente da foto da revista. Photoshop eCZiste, gata! E eles usam MUITO na foto da receita #ficaadica

Moral da história: seja feliz com a gelatina que Deus te deu :)

Ah! Você ainda não curte o blog lá no Facebook? Ah vá! Corre lá, criatura!

Fica aqui bem claro que, pra mim, a mestra suprema da gelatina colorida é a Heloisa Montenegro. E ela nem precisa de Photoshop! (irritante, igual a Ree Drumond…rs).

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