Cloud Bread (Pão Nuvem)

Aqui em casa tenho um louco por pão, mas que também vive brigando com a balança. Por isso, quando vi a receita do tal Pão Nuvem achei que morasse ali uma alternativa bacana para os dias de semana por exemplo, quando a gente dá uma maneirada e segura a onda um pouco (ou tenta, né?). Pois é, eu estava certa. O Cloud Bread cumpre bem esse papel – de ser uma alternativa mais leve ao pão nosso de cada dia. Eu honestamente não sei se “pão” é uma denominação apropriada para essa receita, já que a textura não é exatamente de pão mas, na dúvida e na falta de algo melhor, manterei o nome pelo qual a conheci.

A receita não tem glúten, farinha e tem baixíssimo carboidrato. Além disso, o Cloud Bread leva apenas 3 ingredientes: 3 ovos, 60gr cream cheese (ou cottage, mascarpone) e 1/4 colher (chá) de fermento em pó. Mais simples, impossível.

Comece separando as gemas e claras. Na batedeira bata as gemas com o cream cheese (em temperatura ambiente) até ficar bem homogêneo. Depois, em outro recipiente, bata as claras em neve com o fermento (que pode ser substituído por cremor tártaro ou suco de limão). Misture ao cream cheese com as gemas, delicadamente.

Forre a assadeira com tapetinho de silicone e faça 5 porções da massa, em círculos, com distância entre elas. Leve ao forno pré aquecido por cerca de 30 a 40 minutos, ou até dourar e estar firme ao toque.

Essa receita rende 5 pães, que podem ser guardados em recipiente fechado por até 3 dias.

O que fazer com o Cloud Bread?

Bom, aí vai da tua criatividade. Aqui em casa ele vira de um tudo: vai com antepasto, com geleia, com tomate, só com azeite, com manteiga, com ricota temperada… Vai pra frigideira e vira mini pizza, pra torradeira, no café da manhã, no sanduíche… é uma mão na roda.

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Experimenta e volta pra me contar?

Carne loka, loka, loka (e desfiada)

Gente, carne louca! Quem nunca deu de cara com ela numa festinha infantil, daquelas de escola? Pois é. Carne louca pode ser old school, vintage e até meio clichezona, mas é bom demais. De modos que nem vou me alongar muito nas apresentações e já vou logo entregar o jeito fácil e rápido de preparar essa delícia. Se bobear, dá tempo de fazer ainda hoje :)

Dá pra fazer carne louca com miolo de acém, com peito, lagarto, pernil e também com fraldinha, como essa que fiz. O melhor é escolher esse cortes que demoram mais para cozinhar e que, quando cozidos, desfiam facilmente. Também dá pra fazer carne louca sem usar a panela de pressão, com cozimento lento e resultado incrível, então fique à vontade pra usar o método que preferir, ok?

A peça de carne que você vai usar precisa estar limpa, sem gordura, sebo. Uma peça de 1,5kg a 2kg é o ideal. Aqueça a panela de pressão e coloque um fio de óleo. Junte a carne, que você pode cortar em três ou quatro pedaços grandes. Deixe fritar até que a água que ela vai soltar seque e comece a ficar dourada. Eu já disse aqui e repito – não consigo fazer nenhum tipo de carne na panela sem obedecer esse processo. Pra mim ele é fundamental para garantir um molho escurinho e saboroso.

O próximo passo é temperar a carne. Primeiro, alho e cebola em quantidades generosas. Junte-os e deixe que comecem a fritar também. Nesse momento  é hora de juntar um pouquinho de vinho tinto – ele vai soltar todo esse fundo da panela e, claro, dar sabor à carne. Depois, pimentão vermelho e verde em fatias (1 de cada), uma cenoura em cubinhos, 4 tomates bem vermelhinhos sem pele e sem semente (pode ser 1 lata de tomate pelado), duas folhas de louro e temperos a gosto: sal, pimenta calabresa e um tico de cominho e de molho inglês. Deixe tudo fritar mais um pouco e finalmente cubra a carne com água fervente ou caldo de carne. A quantidade de água/caldo deve cobrir a carne e mais uns 3 dedos.

Tampe a panela e cozinhe por cerca de 1 hora, abrindo na metade do cozimento e acrescentado mais água/caldo se necessário. Quando a carne estiver no ponto, ela vai desmanchar apenas de você mexer com uma colher. Esse é o ponto certo. Nessa hora eu gosto de juntar mais cebola em meia lua e mais um pimentão em fatias fininhas e cozinhá-los rapidamente, para que não sumam. Eu gosto quando tem cebola e pimentão aparecendo na carne louca, mas isso vai de gosto. Se você não curtir a ideia, é só limar esse acréscimo, ok?

A carne estará pronta quando o caldo tiver secado e o que restar dele seja um molhinho bem espesso. Se for cozinhar sem pressão, pode triplicar esse tempo e vai ser necessário mexer de vez em quando. Depois de cozida, basta finalizar com cheiro verde picadinho e acertar o tempero se necessário.

Essa carne vai pra dentro do pão francês e vira aquele sanduíche loucura-loucura-loucura e, se sobrar (o que eu acho bem difícil), pode muito bem virar recheio de torta ou molho para uma massinha sem compromisso.

Se você ainda não se arriscou a preparar uma receita de carne louca, está mais do que na hora de mudar isso aí! Esse é daqueles pratos que com o tempo a gente prepara de olhos fechados e que sempre vai ficando com a nossa cara, do nosso jeito e até com nosso nome. Até que um dia alguém vai dizer “ah, podia ter a carne louca da Fulana, né?”. É isso. Carne louca vira marca registrada na cozinha :)

Sanduíche de pepino, cream cheese e hortelã

Sanduiche de pepino
Não é nem receita, né gente? É só um sanduichinho honesto pra matar aquela fome que dá no meio tarde, sabe? Levinho, porque aqui tá rolando um detox brabo! :)

É só cortar o pepino japonês (com ou sem casca, você decide) em rodelas bem fininhas (eu uso o descascador de legumes). Em uma tigelinha misturar o cream cheese, um fiozinho de azeite, hortelã picadinha, sal e pimenta. Passa essa misturinha em duas fatias de pão de forma (usei um de chia com macadâmia), bota o pepino por cima e voilà!

Dá pra substituir o cream cheese por requeijão, maionese, cottage, aquele creminho de minas ou outro de sua preferência. Ah! Eu também faço esse sandubinha com rabanete beeeeem fininho, usando pão preto. Amo!

Ovo beneditino


Eu amo ovo, já deu pra perceber né? E essa versão sempre foi das minhas preferidas, embora eu ainda não tivesse acertado o ponto da receita. Só que isso mudou quando assisti o programa da Rita Lobo, Cozinha Prática. No programa ela entregou o ouro, que agora eu entrego pra vocês … eis o pulo do gato para fazer um ovo beneditino perfeito :)

A primeira coisa a fazer é o molho holandês, que acompanha o ovo e faz casamento perfeito. A Rita deu um passo a passo sem erro, olha só…

Ingredientes:
100g de manteiga
1 gema
½ colher (sopa) de vinagre
Sal e pimenta-do-reino moída na hora (a gosto)

Modo de preparo:
Leve ao micro-ondas uma tigelinha com a manteiga para derreter e reserve. Numa panelinha, coloque cerca de dois dedos de água, leve ao fogo médio e desligue quando começar a ferver. Junte a gema e o vinagre numa tigela média e mexa com um batedor de arame para incorporar. Adicione 1 colher (sopa) da água aquecida na mistura de gema e bata bem. Encaixe a tigela na panelinha com água fervente para fazer um banho-maria.

Bata vigorosamente até a mistura espumar. Junte a manteiga derretida lentamente, batendo sempre. De vez em quando, coloque o dedo na tigela para checar a temperatura do molho. Preste atenção, pois precisa estar quente. Se esfriar, ligue novamente o fogo, mas sem deixar a água do banho-maria ferver para não correr o risco de cozinhar a gema e talhar o molho. Quando o molho encorpar, tire do banho-maria e tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto. Reserve.

PREPARA!

Agora o ovo…

Para fazer os ovos pochê,  leve uma frigideira alta bastante água ao fogo médio. Quando ferver, abaixe o fogo. Recorte 4 quadrados de filme de 30 x 30cm e coloque sobre um prato fundo. Unte o filme com um pinguinho de óleo e quebre um ovo dentro. Una as pontas do quadrado, para que forme uma trouxinha. Se quiser fazer todos os ovos de uma vez, dê um nó em cada trouxinha. Repita o processo com todos os ovos.

Leve a trouxinha à frigideira com água fervente e mexa delicadamente, fazendo movimentos circulares. Isso fará com que o ovo pochê fique com um formato mais bonito. Passados 3 minutos, retire o filme com cuidado e deixe o ovo cozinhar por mais 1 minuto na água. Com uma escumadeira, transfira o ovo para uma tigela com água fria. Repita o procedimento com os demais ovos e reserve. Na hora de servir, se quiser, volte os ovos à água fervente e deixe aquecer por 30 segundos.

(nota: não é muito esperta essa Rita? Gente! esse modus operandi não tem erro!)

Montando…

A Rita usou lombo e talecousa… Eu apenas passei um pão integral pela torradeira, botei num prato, coloquei umas fatias bem fininhas de presunto cru por cima e incluí uma saladinha, com rúcula e tomate. Por cima vai o ovo e o molho holandês. Finalizei com um pouquinho de sal preto e um fio de azeite de trufas, mas foi pura frescura porque apenas o ovo e o molho holandês já são mais do que suficientes.

Sabe aquele domingo que você acorda tarde e faz um café da manhã meio almoço? Então…experimenta fazer esse ovo num dia desses e me conta depois :)

Torta fria, um clássico


Se você foi criança nos anos 70 deve conhecer bem essa torta. Feita de pão de forma e recheio e cobertura variados – ora de frango, ora de atum, com maionese, requeijão… cada família fazia sua própria receita, suas variações (tinha gente que fazia ela toda colorida, um arraso!), mas uma coisa era certa: se tinha uma comemoração qualquer – pimba! lá estava ela, quase sempre acompanhada da boa e velha tubaína.

Saudosismo à parte, a ideia de preparar a torta fria dia desses em casa veio de dois fatores distintos… primeiro porque vi no supermercado um pão da Wickbold pronto para essa preparação (com fatias longas e sem casca) e em segundo porque eu tinha um frango assado quase inteiro que tinha sobrado do almoço preguiçoso do sábado e tinha que dar alguma providência. Ok gente, aqui cabe a pergunta de 1 milhão de dólares…

Você joga comida fora?

Respondeu NÃO, né? Ufa, que susto! Porque né, jogar comida fora em dias como esses, só sendo muito da doida ;)

Ok, voltando à torta fria…

Aqui eu fiz dois recheios:

1) Desfiei todo o frango assado e passei pelo processador, com um pouco de creme de ricota. Temperei apenas com pimenta do reino moída e uns cubinhos bem pequenos de pimentão verde, já que o frango assado já estava temperado;

2) Processei cream cheese e cenoura e fiz uma pasta (mas também podia ser salsinha pra ficar verdinho ou beterraba, pra uma torta mais rosada).

Depois, foi só montar: pão + pasta de cenoura + pão + frango + uma camada de agrião + pão + pasta de cenoura + frango + pão. Pronto!

Para finalizar, cobri com purê de batata e queijo parmesão ralado por cima. E, para ficar com a cara da nostalgia, batata palha nas laterais :)

Gela um pouquinho antes de servir e voilà!

Há quem diga que essa torta é cafona. Eu digo que ela tem gostinho de infância <3

Sanduba de pernil

Gente, pernil né? Tem como não amar MUITO pernil? Não, não tem.

Então, tem aquela coisa de que pernil é só pra Natal, Reveillon, que tem que assar horas e horas, que tem que temperar de véspera… que nada! TYá na hora de acabar com esse mito!

Vai receber uns amigos em casa para tomar umas cervejas e jogar conversa fora? Esqueça o fogão, o risoto, as massas e invista em um pedaço de pernil, pães franceses fresquinhos e seus convidados te amarão para sempre. E você nem vai precisar ficar dando plantão na beira do fogão porque vai preparar o pernil com antecedência e ficar linda e loura só esperando o povo. Olha que batutinha…

Compre um bom pedaço de pernil, levando em conta que o rendimento dele não é muito alto, ok? Tire parte da gordura (se ele já não estiver limpo), coloque um fio de óleo numa panela de pressão e bote o pernil lá (se não couber, pode cortar em pedaços grandes). Agora, deixe o pernil dourar. Vá mexendo, de modo que todos os pedaços ganhem cor.
Quando a carne estiver dourada, comece a acrescentar os temperos: primeiro, bastante alho e cebola, que devem dourar também. Depois, sal e pimenta (eu usei a calabresa), folha de louro, um pitadinha de cominho … mexe tudo, cobre o pernil com água fervendo, fecha a panela e cozinha na pressão por uns 30 minutos.

Quando abrir a panela, a carne deverá estar cozida, já quase sem líquido. Se não estiver cozida, junte mais água e volte para a pressão. O ponto certo da carne é quando vc usa um garfo para mexer e ela se desmancha.

Ok, uma vez cozido é hora de incrementar seu pernil. Junte alguns tomates cortados em rodelas e deixe que cozinhem até desmanchar. Depois, prove o tempero e se for preciso corrija sal e pimenta (se seus amigos forem bravos, pode acrescentar pimenta dedo de moça picadinha sem semente). Por fim, acrescente pimentão e mais duas cebolas cortadas em meia lua. Se for preciso, acrescente um tantinho mais de água, apenas o suficiente para deixar o pimentão e a cebola macios.

Desligue o fogo e junte cebolinha picada, ou cheiro verde, ou coentro, ou manjericão…

Pronto! Agora é só rechear o pão e servir :)


Fácil, prático e delicioso! 

Torta de pão com recheio de frango e creme de palmito

Se você foi criança nos anos 70 e viveu no interior de São Paulo, provavelmente viu a foto acima e teve um pequeno momento revival, não foi?

Pois é, essa famosa torta gelada de pão de forma era presença garantida em festinhas na escola, visitas à casa da tia (tia adora fazer essa torta) e até, sério mesmo, em casamento eu cheguei a comê-la – glamour era uma palavra desconhecida, admito ;)

Enfim, trata-se portanto de um prato nostálgico. Alguns dirão que é brega, e talvez seja mesmo – pra quem, é claro, se dá com essa coisa de rótulos e padrões – outros acharão uma receita boba e sem graça, mas o fato é que quem prova uma torta de pão bem feita rapidinho se desfaz desse monte de “achismos” e acaba é achando muito bão e ponto.

Eu não tive como escapar da vontade louca de fazer a torta quando me deparei com esse pão de forma colorido na Santa Marcelina. Se eu fosse mais pheena, ia atacar de canapés – e esse pão deve se prestar maravilhosamente a isso – mas como sou apenas uma grande saudosista, me joguei na invenção de recriar a torta da minha infância e ó… não é por nada não mas eu arrasei. Dá uma olhada se tinha alguma chance disso não ficar uma delícia…

1 – Para começar, providenciei um creme de palmito: cebola e alho no azeite até murchar, palmito picadinho, uma colherada de farinha de trigo, frita bem, junta leite, tempera com sal e pimenta e deixa o creme engrossar.
2 – Depois, foi a hora de preparar um frango desfiado bem temperadinho – leva alho, cebola, milho verde, tomate cereja picado, salsinha, bastante manjericão, sal e pimenta a gosto.
3 – Para dar ainda mais sabor, uma pasta de ricota com azeitonas pretas, os dois juntos processados e levemente temperado com sal e azeite.

Tudo isso pronto, foi só começar a montar as camadas da torta, alternando os recheios.

Para finalizar, cobri com um creme feito com maionese, creme de leite e requeijão. Há quem cubra só com um ou com outro e não tem nenhum problema nisso. Eu preferi a mistura dos três e o resultado foi um creminho bem suave. Salpiquei gergelim e levei à geladeira até o momento de servir.

Aliás, para servir o melhor acompanhamento é tubaína… mas né, se você não quiser ser tãããããõ nostálgica assim, libero um suco ou refrigerante comum =)

Nem preciso dizer que rechear uma torta de pão nada mais é do que um exercício de criatividade, né? Praticamente tudo que tiver dentro da sua geladeira pode servir de recheio. A única observação é não usar recheios muito molhados, para não amolecer demais o pão. O resto vale tudo… e dá para abusar bastante das cores, mesmo utilizando um pão de forma comum – cenoura e beterraba raladinhas dão um colorido bacana e o mesmo vale para pastinhas com azeitonas pretas, salsinha, brócolis cozido, mandioquinha… quanto mais colorida a torta, mais batuta ela fica :)

Salada de rosbife

Lagarto é mesmo um corte de carne muito versátil. Dá para preparar assado, cozido, com molho, sem molho, com batata, desfiado quente, desfiado frio, no formato carpaccio ou assim, como rosbife, que também é tão versátil que pode virar salada como essa ou recheio de sanduíche, ou ambos.

O lance dessa salada é o seguinte … Primeiro você vai escolher uma peça honestíssima de lagarto e vai deixá-la moooito limpa. Eu usei uma peça orgânica, que é tudo nessa vida e da qual vou falar logo mais.
Pois bem, peça honesta e limpíssima direto para a pressão com vinho branco, água suficiente para cobrí-lo, sal, folhas de louro e dentes de alho amassados (com casca e tudo).

Quando a carne estiver macia e NÃO desmachando, já é hora de tirar do fogo. Então, envolva a peça em filme plástico e leve à geladeira – nem tente cortar o lagarto quente que não vai rolar, certo? Reserve o caldo do cozimento e depois de fria, corte a peça em fatias mais finas que puder e reserve também.
*(nessa etapa já dá pra você fazer sanduíches luxo com esse rosbife, mostarda dijon, rúcula e tomates cereja)

Fatie uma cebola em rodelas finíssimas e coloque de molho em água com açúcar por uns 30 minutos antes de empregar na salada. Corte também pimentão verde, salsinha, cebolinha, azeitonas e rale uma cenoura

Pegue o caldo do cozimento e leve de volta à panela com mais um pouco de vinho (eu usei tinto), azeite extra virgem, shoyu, pimenta calabresa, acerte o sal e deixe reduzir.

Agora arrume uma travessa alternando em camadas o rosbife, a cebola, o pimentão, a cenoura com a azeitona, regando sempre com o molho que você fez lá na panela e salpicando sempre com bastante salsinha e cebolinha até finalizar os ingredientes. Caso seja necessário, coloque também mais azeite entre as camadas. A idéia é que a carne fique envolvida em molho e azeite para pegar bem o gosto.

Outra coisa, essa salada deve ser feita no dia anterior, para ficar “curtida”. O resultado fazendo no dia não é tão bom, acredite.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Hamburguer caseiro com cheddar, cebola assada e molho honey mustard

Ontem alguém tuitou alguma coisa sobre hamburguer e cerveja e as bichas que moram na minha barriga logo se assanharam. Sabe né, bichas solitárias e tuiteiras são impossíveis… Hohoho =)

Daí que eu precisava de todo jeito comer hamburguer e tomar cerveja, mas a vontade de sair de casa era zero. De modos que tive que providenciar um menu de lanchonete totalmente caseiro, porque eu não sou obrigada a dormir com as bichas enlouquecidas, néam? Ataquei de hamburguer com cheddar, cebola assada e molhinho honey mustard e, para acompanhar, batatas assadas com alecrim e flor de sal.

O hamburguer é aquele esquemão de sempre, que eu inclusive já postei aqui – quanto menos emperequetado* ele for, mais gostoso fica, acredite. Tudo que fiz de diferente foi levá-los ao forno ao invés da grelha, só para aproveitar o calor que já estava lá por causa das batatas.

O molhinho eu também já postei aqui. Dessa vez, resolvi usar alguns tipos de mostarda que tinha em casa – dijon, amarela e escura e fiz uma mistura muito da doida que, milagrosamente, acabou dando certo – sabe aquela coisa que parece que vai ser O erro, mas acaba ficando deliciosa? Então :)

Dai, como eu já estava no inferno mesmo, nada melhor do que abraçar logo o capeta, certo? Cortei as batatas em fatias bem grossas, coloquei numa assadeira anti-aderente, temperei com alecrim fresco, flor de sal e pimenta, reguei com um pouquinho de azeite e levei para o forno, a princípio coberta com papel alumínio e depois sem, para dar aquela dourada bacana.

Ah sim! As cebolas eu assei junto com o hamburguer, num cantinho da assadeira – rodelas grossas de cebola e uma colherzinha de chá de açucar mascavo por cima, só para caramelar, sabe?

Abri a cervejuca que eu tanto necessitava – fui de Dos Equis XX, mexicana e fraquinha de tudo, boa para essas escapulidas durante a semana – e fiz da minha quinta-feira um dia, ou melhor, uma noite muito feliz.

Ai ai, enfiar o pé na jaca também é bom =))))))

(*) adoro falar emperequetado :)


Pão com tomate ou Abençoadas sejam as coisas simples

Totalmente sem forças depois de um dia puxadíssimo que encerrou uma semana louquíssima, tudo que eu precisava era um banho quente, um pijama cheiroso, meu sofá, os pés num chinelo fofinho e um jantar que exigisse o mínimo esforço (vocês não estão entendendo, eu não tinha forças sequer para ferver uma água), mas que também não fosse nada oferecido pelo delivery.

Pão francês fresquinho levemente aquecido no forno + fatias de tomate orgânico + manjericão fresco + azeite extra virgem + flor de sal e meu banquete estava servido :)

***

E assim termina meu domingo, na esperança de que eu encontre forças para a semana que virá, que terminará para mim no próximo sábado, assim que o último dos 200 convidados deixar o casamento feliz e satisfeito (assim espero!).

Agora eu vou ali, suspirar por meus vampiros preferidos no último episódio de True Blood – porque eu, ao contrário deles, sou é muito viva =)

Boa semana para todos nós!

* post orginalmente publicado no Rainhas do Lar

Croque Monsieur

Semana passada o Claude Troigros ensinou a fazer Croque Monsieur, o clássico lanche parisiense. Sendo ele um legítimo francês, vindo de uma família com a mais forte tradição culinária, quem mais poderia passar essa receita com tanta propriedade?
Pois bem, enquanto eu assistia o programa (que eu não perco), meu marido era só yummy do meu lado. Realmente a finalização do prato, com o efeito do gruyere gratinado é de fazer qualquer um babar.

E é assim – se fez os olhinhos do meu amado brilharem, lá estou eu, disposta a sair do regime (cof, cof, cof, qual?) para fazer a receitinha francesa para fechar com chave de ouro esse dia úmido e frio em São Paulo.
Para acompanhar, um tinto português muito saboroso que fez a chama do meu amor pelo vinho reacender (viu Clau?).

A receita completa você encontra no site do programa Menu & Confiança no GNT (link aí do lado), mas já vou logo avisando que coisa mais fácil não há. Um bechamel honesto, fatias de pão de forma, gruyere, presunto cozido (eu usei o magro – regime, lembram? hohoho) e forno. Nada mais do que isso e o resultado é um sanduíche delicioso.
Vá com fé.