Chutney de Ameixa Fresca e Maracujá

Eu adoro chutney. Acho fácil de preparar, versátil (dá pra fazer com muitas coisas que tem geladeira) e acompanha super bem assados e sanduíches. Além disso, eu sou #teamagridoce forever e acho que o casamento do salgado com o doce é sagrado.

Essa versão tem ameixa fresca e maracujá e caiu super bem com um lombo e também com uma batata doce assada num dia qualquer. Ou seja, um pouquinho de chutney é a pedida perfeita para dar aquele glam num prato comum do dia-a-dia, além de ter boa durabilidade na geladeira e ainda fazer bonito na hora de receber alguém para um almoço ou jantar.

Você vai precisar de 200g de açúcar mascavo, 1kg de ameixas vermelhas sem caroço, polpa de 1 maracujá bem grande, cravos, 1 pau de canela, pimenta calabresa, 100ml de vinagre de vinho branco, além de água (1 xícara mais ou menos).

Comece lavando as ameixas, retirando o caroço e cortando em gomos. Ferva o açúcar com a água. Quando estiverem bem misturados, junte as ameixas e a polpa do maracujá. Cozinhe desmanchar a ameixa e começa a escurecer, mexendo de vem em quando. Junte os cravos (uns 4/5), a canela em pau e a pimenta (um tiquinho só!) e cozinhe mais um pouco. Quando estiver bem reduzido, apague o fogo e junte o vinagre. Depois de frio, guarde na geladeira em vidro com fechamento hermético.

Recomeçar, cozinhar

Quanto temmmmpo!
Digo isso bem alto, como quem encontra um amigo que não vê há séculos e corre para um abraço apertado. Sintam-se todos abraçados, vocês que ainda circulam por aqui (todo meu <3).
Fiquei longe, cozinhei pouco, adoeci, me curei e agora (re)começo o processo de voltar. Devagar, porque não quero incluir outra obrigação na minha já atribulada vida. Escrever é e sempre será o meu grande barato, assim como cozinhar, e espero sinceramente que em 2020 eu possa conjugar muito mais estes dois verbos.

Cá estou. Tenho pratos que saíram durante esta ausência mas que, quis assim a vida, não pintaram por aqui. Deles ficarão somente as imagens – e alguns tem um modus operandi rápido no meu Instagram (esse segue devagar, mas ainda vivo @faby_zanelati). Agora é recomeço.

No baú das novidades deste ano, uma fritadeira sem óleo que salvou a minha vida nos últimos tempos (sério, por que não comprei antes?) e receitinhas que tentam fazer meu pequeno comer os famigerados “veides” – tem muito bolinho de brócolis, acelga, couve e afins… tudo pra tentar com que a criança faça as pazes com a cor verde – tá difícil, mas a gente não desiste!

Volto logo, me esperem. Se eu demorar, gritem meu nome lá no Instagram (@faby_zanelati).

Na foto que abre o post, um Nhoque de Batata Doce Roxa grelhado na manteiga com lascas parmesão. Bom demais.

Amor,
Faby

receitas faceis

Pera ao Vinho

Sobremesas não são o meu forte. Dito isto, preciso confessar que frutas sempre salvam a minha pele quando preciso de uma sobremesa em um dia de pouca inspiração, e neste quesito ninguém cumpre melhor a tarefa do que a pera.

Pera é aquele tipo de fruta meio renegada, né? Não é popular como a maçã ou a banana e nem tão hype quanto o abacate, o figo… daí ela fica lá, meio esquecida. Não aqui em casa!

Esta receita de Pera ao Vinho é minha sobremesa coringa porque é fácil de fazer (muito fácil aliás), relativamente rápida e leva poucos ingredientes, quase sempre o que a gente tem na despensa. Na hora de servir ela também leva vantagem – vai com sorvete, com chantilly, com creme de confeiteiro… ô bichinha versátil!

Atenção para a lista de ingredientes: pera (pode ser a mais durinha, a Willians, e eu uso sempre a mini, por frescura mesmo, rs), vinho tinto, açucar, canela em pau, cravo e água. Viu? Não disse que era pá-pum? ;)

A primeira coisa a fazer é usar um descascador de legumes para descascar as peras, mantendo o cabinho. Na falta do descascador a faca dá conta, claro, mas tem que ter aquele jeitinho delicado, pra tirar a casca fininha, ok?

Em uma panela coloque o açucar (umas 3 colheres de sopa são suficientes), o vinho e a água – a proporção aqui é de 2/1, ou seja, 2 xícaras de vinho tinto para 1 xícara de água. Essa quantidade aumenta se você estiver preparando muita pera – aqui usei essa proporção para cozinhar 8 mini peras. A ideia é que elas cozinhem mergulhadas nesta mistura. Ah sim! Junte a canela em pau e uns cravinhos (usei uns 6 pq gosto deles, mas vai de acordo com teu gosto).

pera_vinho

Pronto! Agora é só ligar o fogo, misturar, esperar o açucar se dissolver, juntar as peras e deixar que elas cozinhem lentamente (nada de fogo altíssimo!). Vez ou outra você checa com um palitinho para saber se estão cozidas, mas leva cerca de 30 minutos. Quando elas estiverem cozidas, a calda de vinho também deve ter reduzido bastante e engrossado. Se isso não aconteceu, retire as peras já cozidas da panela e deixe a calda de vinho engrossar mais um pouco.

Dá para servir geladinha ou morna – não disse que essa receita é coringona? ;)

Na foto tem sorvete de creme, amêndoas laminadas torradas e uma folhinha de hortelã para decorar.

Moros y Cristianos

(toda internacionalzinha, hein Fabiana?)

Então, arroz com feijão… tem coisa melhor? Sim, pra você talvez até tenha, mas para mim não. Arroz com feijão é tipo a minha comida do corredor da morte, última refeição da vida, saca? Eu apenas amo. Além de ser minha comida do dia a dia, é um prato que está longe de ser monótono, pelo contrário! As variações são tantas que nem sei contar – diversos tipos de feijão, arrozes incríveis… impossível enjoar. O segredo daquele feijãozinho com arroz bem gostoso eu já ensinei no meu livro O Pequeno Livro de Cozinha – Guia para Toda Hora, escrito em parceria com Kátia Najara e publicado pela Editora Verus/Record.

Tá, mas e essa receita aí toda gringa? Então, o prato tem origem cubana e chama Moros y Cristianos (Mouros e Cristãos) e é exatamente isso – arroz branco com feijão preto, que pode ou não ter carne no preparo. Simples e perfeito. Um amigo me apresentou o prato décadas atrás e um tempo depois uma panamenha me ensinou sua versão, onde o feijão era temperado com banha e o prato finalizado com toucinho cozido. Maravilhoso, devo dizer. Na versão cubana há quem finalize com alho frito, o que, convenhamos, não tem chance de ficar ruim, certo? Já eu aqui optei por bacon – mas não qualquer um! Este bacon é produzido artesalmente, defumado a frio por 72 horas com serragem de macieira e maturado por 20 dias. Falo dele adiante pq né, isso é um bacon de responsa!

moros_cristianos

Ok, voltando ao prato. Ele lembra nosso Baião de Dois, onde o arroz é cozido com o feijão e isso é bem fácil de fazer. A primeira coisa é deixar o feijão preto de molho (eu deixo de véspera e descarto a água do molho). Depois, ele vai para a panela de pressão com água muita, louro e um pedaço de toucinho (usei o “corinho” do bacon). Ele precisa cozinhar até ficar macio, mas não demais. Quando estiver cozido, retire o toucinho, reserve os grãos e conserve 2 xícaras do caldo. Em uma panela coloque um fio de óleo e frite 1 xícara de arroz (eu lavo e escorro o arroz, mas tem gente que já pulou essa parte lá na década de 80 né? rs). Junte o caldo do feijão, tempere com sal, tampe e cozinhe como um arroz normal.

Agora é hora de juntar tudo. Em uma panela doure bastante alho e cebola – seja generoso. Junte os grãos de feijão preto, outra folha de louro e o arroz cozido. Tempere sal e pimenta (e cominho, se você gostar). Mexa bem, prove o tempero e pode desligar a panela.
Na hora de servir, se optar pelo alho, basta cortá-lo em fatias,  fritar em um pouco de óleo, escorrer em papel toalha e salpicar por cima do prato. Coentro fresco e pimenta dedo de moça beeem picadinha também finalizam lindamente, ou então faça como eu e use bacon.
Fritei uns cubos e algumas fatias finas, para dar aquele visu.
Para acompanhar, mandioca cozida e um ovo com a gema molinha, pq eu sou dessas ;)

Gostou deste jeito diferente de comer arroz com feijão? Dá uma chance para o prato que garanto não vai se arrepender <3

 

UM BACON É UM BACON

bacon_salumeria_taranto

Você já deve ter ouvido a expressão bacon é vida, certo? Bom, talvez para alguns seja mesmo e, para esses, o bacon da Salumeria Taranto é tipo uma vida no paraíso.
Ele é produzido artesanalmente por um grande amigo, Fábio Taranto, que trata a charcutaria como ela deve ser tratada – com respeito, tradição e qualidade impecável. Além deste bacon defumado a frio e maturado, ele produz delícias absurdas como linguiças frescas, inclusive a versão com limão siliciano (minha favorita) e também com queijo Canastra, além de Chistorra, Bastoncini, Salame e outros embutidos que você não encontra em qualquer lugar. Para conhecer o trabalho dele clique aí no link e siga-o nas redes sociais @salumeriataranto
Ah! E vale avisar: Este post NÃO é patrocinado, nem poderia ser pq o Fábio é meu compadre, praticamente um parente, certo?  ;)  Mas coisa boa pode e deve ser divulgada.

Vareniki

Nem vou dizer que voltei de novo. Quem me acompanha no Instagram (@faby_zanelati) sabe que minha vida deu outro plot twist e, dessa vez, um beeeeem grande <3

Então, sem mais delongas vou pular a parte da aventura que virou minha vida e vou logo deixar aqui uma receitinha que é simplesmente d e l i c i o s a e vem lá da Ucrânia e das bandas da Rússia e Polônia. Como estamos em plena #Rússia2018, achei que era o prato perfeito para o último feriado e ó, só sucesso, tipo a seleção francesa (não falemos sobre futebol, ok? rs).

O prato chama Vareniki e trata-se de uma massa com recheio de batata e cebola, que lembra o dumpling. É o tipo de prato que prova que poucos ingredientes fazem grandes receitas e eles podem ser os mais simples possíveis, tipo trigo, batata e cebola – incrível não é? Adoro esse poder de pegar ingredientes básicos, do dia-a-dia, e transformar em um prato bacanudo, saboroso e surpreendente.

O preparo tem etapas e é bom pra você fazer naquele dia em que está de bem da cozinha, tomando uma tacinha de vinho e ouvindo música boa ou rindo com a família e os amigos. Aliás, este é um prato que tem cara de grandes encontros com quem a gente ama… eu diria que é um prato super família ;)

receita de vareniki

O recheio

A primeira coisa a fazer é cozinhar a batata. Para esta receita você pode usar 500gr de batata e ao final vai ter cerca de 40 varenikis de tamanho médio. Cozinhe as batatas até ficarem macias e passe-as pelo espremedor. Tempere com sal, pimenta do reino e noz moscada ralada na hora – ela é importantíssima nesta receita ok? Capricha.

Reserve a batata amassada e corte em cubos pequenos ou em tirinhas bem finas 600gr de cebola. Leve a cebola para uma panela larga, tempere com sal e deixe dourar, caramelizar. Leva tempo e exige paciência mas vale a pena, believe me.

Quando a cebola estiver moreninha junte 2/3 dela na massa de batata amassada e misture bem. Reserve o restante para finalizar o prato.

receita de vareniki

A massa

Em uma tigela grande coloque 350gr de farinha de trigo, faça um buraco no meio da farianha e junte 200ml de água quente com 30gr de manteiga (derreta a manteiga na água quente) e uma pitada de sal. Agora vá misturando com as mãos até formar uma massa. Leve para uma bancada enfarinhada e sove por uns 15 minutos (eu usei batedeira com gancho de massa). Depois de sovar, faça uma bola com a massa e deixe-a descansar fora da geladeira por 30 minutos. Passado este tempo, pode abrir a massa com uma máquina de macarrão ou rolo. A espessura não precisa ser finíssima, mas também não pode ser grossa demais. Com um cortador (ou a boca de um copo grande) corte círculos da massa e coloque uma colherzinha do recheio em um dos lados. Passe um dedinho de água na borda da massa e una, formando um pastelzinho.

Coloque uma panela grande no fogo e ferva uns 2 litros de água com um pouco de sal. Assim que a água ferver, coloque os varenikis para cozinhar – uma pequena quantidade de cada vez. Quando eles sobem é só esperar 1 minutinho e pronto.

receita de vareniki

Retire os varenikis cozidos com a escumadeira e coloque em uma frigideira larga com um pouco de manteiga. Não precisa escorrer o vareniki e nem passá-lo por água fria, ok? É o amido da farinha e a manteiga que farão o “molhinho”. Faça o processo com toda a massa, coloque em uma travessa e cubra com a cebola reservada.

Sirva quente, com um bom vinho. Se quiser, finalize também com parmesão ralado ou junte uma pequena quantidade à massa de batata, se você for queijólotra ;)

Bolo de Maçã e Especiarias

Nada melhor pra voltar do que um bolo, desses que perfumam a casa toda e trazem sensação de aconchego, de que tudo sempre vai ficar bem. Bolos são uma mistura de amor com fermento e aqui tem também maçã e especiarias. Facinho e quase infalível.

Em uma tigela grande junte 1 xícara de farinha de trigo, 1 xícara de farinha de aveia, 2 xícaras de açucar (usei 1 de açucar comum e 1 de mascavo, mas pode usar só um ou outro), 1 colher sopa cheia de cacau em pó (não é o achocolatado), 1 colher chá de canela e pitadas generosas de noz moscada ralada na hora, cravo em pó e baunilha (usei uma que eu tenho que já vem só o pozinho, mas você pode tranquilamente incluir as sementinhas da fava, extrato ou eliminar se quiser), além daquela pitadinha marota de sal que faz o bolo ter aquela alegria. Misture tudo.

Descasque e pique 3 maçãs em cubinhos – o ideal é uma maçã média, mas eu só tinha daquelas pequeninhas então usei 4 e achei que faltou um pouquinho. Leve as cascas para o liquidificador com 3 ovos e 1 xícara de óleo vegetal. Bata bem até ficar homogêneo.

Junte a mistura batida no liquidificador aos secos da tigela. Acrescente a maçã picadinha, 1 colher sopa de fermento em pó e misture tudo.

Coloque em forma untada e enfarinhada e leve ao forno pré aquecido (200C) por 45 minutos. Curta o aroma que vai sair da sua cozinha enquanto coa um café fresquinho.

Espere amornar para desenformar. E na hora de servir, seja generosa na fatia <3

bolo de maca
* Post dedicado à minha amiga Khrisna Ferraz, de quem sinto saudades <3

Alive and kicking

Oi, sumida! ;)

Sumi, gente. A vida me atropelou no ano passado, mais especialmente no final dele, e de lá pra cá eu tive altos e baixos (muito mais baixos, diga-se de passagem). Perdi uma pessoa que eu amo demais e a tristeza acabou me fazendo desistir da cozinha. Larguei as panelas e, com elas, a alegria de cozinhar. Parei de comer, emagreci, comecei a comer porcaria, engordei, fiz uma dieta louca, emagreci, engordei de novo e minha vida virou uma grande bagunça.

Agora estou voltando aos poucos, devagarzinho, porque a vida segue e a gente não pode parar, certo? Tô ajeitando os cacos, retomando o ritmo, cozinhando mais… Tenho umas receitas pra postar aqui e estou organizando tudo. Enquanto isso, meu Instagram tá funcionando – meio capenga também, é verdade, mas tá.

Enquanto eu preparo a volta e tiro o pó aqui deste blog, me segue por lá: faby_zanelati

Beijo e já volto!  <3

Sopa de abóbora assada com especiarias

Quem aí toma sopa até no verão levanta a mão! o/

Pra mim não tem estação ou refeição certa para uma boa pratada de sopa. Amo. Pode ser de qualquer legume, com ou sem carne, versão caldinho, creminho, o que for eu traço. Tenho paixão por canja, sopa de feijão e aquele bom e velho minestrone. Só que as vezes o tempo é curto demais e uma sopa que sempre quebra um galho e é super prática é essa de abóbora com especiarias.

O truque, se é que se pode chamar assim, é cortar a abóbora e levar pra assar. Disponha os pedaços de abóbora na assadeira e tempere com especiarias a seu gosto. Eu uso sal, pimenta, cominho, canela em pau (só para perfumar). Cobre com papel alumínio e leva ao forno pré aquecido até que ao espetar a pontinha da faca, a abóbora esteja macia.

Depois, é só retirar a polpa assada com a ajuda de uma colher e reservar.

Em uma panela levo cebola e alho para dourar em um fio de azeite. Junto um pedaço de gengibre ralado e a polpa da abóbora assada e um pouco de caldo de legumes. Tem que misturar e deixar cozinhar um pouco, até começar a engrossar. Quando está no ponto que eu gosto, acerto o tempero, junto um pouquinho de noz moscada ralada na hora e uso o mixer direto na panela para deixá-la mais lisinha e homogênea, mas nada impede de serví-la mais rústica (quando a preguiça bate forte, vou de rústica) ou de usar o liquidificador.

Na hora de servir, croutons, iogurte, azeite e pimenta do reino moída na hora são ótimos para finalizar.

Dá para fazer a mesma sopa substituindo a abóbora por inhame, beterraba, cenoura, batata doce e mandioquinha, todas igualmente deliciosas.

Salada Oriental

Voltei. Vocês também estão sendo sugados por uma máquina que tem feito o tempo correr absurdamente rápido e descontrolado? Ou será que estou envelhecendo e a sensação do tempo está diferente agora? #reflexões, rs. Teorias sobre o tempo à parte, estou de volta e hoje trago uma maravilhosidade para este blog – uma salada deliciosa que minha amiga Luciana Betenson preparou em nosso Natal antecipado (sim, já tivemos ceia de Natal esse ano – no comecinho de novembro) (eu não disse que tem uma máquina do tempo sugando a gente?) e que já virou top na minha cozinha.

Eu amo repolho mas se você não curte pode substituí-lo por acelga ok? Vamos lá.

Corte 2 repolhos brancos (pequenos/médios) em tiras beeeeeem fininhas e 1 xícara (chá) de cebolinha. Reserve.

Quebre com as mãos um pacote de macarrão instantâneo (Miojo, né gente?). Leve uma frigideira ao fogo com 2 colheres (sopa) de manteiga, 1/3 xícara (chá) de gergelim branco, 1/2 xícara (chá) de amêndoas em lascas, deixe fritar um pouco e junte o macarrão já quebradinho. Apure na frigideira até ficar dourado e crocante. Retire do fogo e deixe esfriar.

Prepare o molho:
Leve ao fogo 1/4 xícara (chá) de shoyu, 1/4 xícara (chá) de azeite e óleo de gergelim (na proporção que você gostar mais – lembrando que o óleo de gergelim dá aquele sabor oriental bem característico, então use como preferir), 2 colheres (sopa) açucar mascavo e 1 colher (chá) de sal. Misture tudo e deixe no fogo até o açucar derreter. Retire do fogo e deixe esfriar.

Agora é só montar a salada numa travessa bem bacana. Junte o repolho e a cebolinha, o macarrão frito e tempere com o molho. Rende bastante mas o repolho murcha depois de temperado. Sirva a salada assim que temperar.

Obs: Na minha versão acrescentei passas brancas pq né, #freeuvapassa. Aceitem <3

Geleia de maracujá

Se engana quem pensa que geleia é coisa só pra comer com torrada e pão! Geleia é uma ótima opção pra variar diversos pratos salgados – vai super bem com carnes grelhadas, no peixe e, acrescentada no molho da salada, dá um sabor todo especial e agridoce. Essa versão caseira é feita com a entrecasca do maracujá e é facílima de preparar.

A receita vem da minha amiga Rachel Chamusca que publicou essa delícia em sua timeline e que, quando eu disse que ia fazer,  logo me avisou: “você vai amar o perfume que invade a casa, enquanto a geleia cozinha em fogo baixo, loura”. Chelzinha do céu, você tinha TODA razão!
Então, vamos olhar pra geleia com mais carinho e produzir nossa própria e arrasadora versão maracujá que, além de perfumada e gostosa, ainda aproveita a fruta praticamente inteira, e isso a gente gosta muito não é mesmo?

O primeiro passo é descascar 3 maracujás (usei o azedo, o doce que está na foto foi só pra fazer firula), tirando só a partezinha amarela, tentando descascar fininho. Corte-os ao meio, retire as sementes e leve para o liquidificador com mais ou menos 1 copo de água, coe e reserve na geladeira. Eu coei o meu suco em uma peneira bem grossa, então o resultado tinha pintinhas da semente (achei lindo), mas se você preferir uma versão mais “limpinha” coe em peneira fininha ou em um pano limpo.

Retire a película interna da casca do maracujá – é fácil, só puxar que ela sai. Deixe a entrecasca bem limpinha, corte em pedaços grandes e leve ao fogo em uma panela de pressão com 2 copos de água. Cozinhe por 15 minutos. Abra a panela (depois de retirar a pressão), escorra e bata a entrecasca no liquidificador. O resultado é uma massa, que você vai levar à panela e acrescentar 1 xícara de chá de açucar para cada xícara que obter dessa massa (a quantidade de massa vai sempre depender do tamanho dos maracujás).  Junte o suco reservado, mexa e deixe no fogo baixo até reduzir, em panela destampada. Tome cuidado porque quando ela já está bem reduzida, pode espirrar um pouco.

Agora, pega aqui a dica da Chel: “A pectina da entrecasca deixa o doce com a maravilhosa consistência de geléia!”. Garota esperta! <3

Use sua geleia para acompanhar aquele filé de peixe ou a carne grelhada. No molho da salada, junte 1 colher de chá ao azeite e ao limão (ou vinagre) e ganhe uma camada delícia de sabor na saladinha do dia a dia. Ou, abuse das torradinhas ou panquecas americanas e deixe o café da manhã ou lanche ainda mais gostoso.