Salada de batata doce com feijão

(sumida, hein Dona Fabiana?)

Ok, eu sei que batata doce anda com esse hype todo por conta dos marombeiros e das instagrammmmmmers fit da vida, mas eu como essa delícia desde criança – ou seja, muito antes dela virar a musa da academia – e adoro. De modos que, peço licença para pegar esse bonde e passar pra vocês a receita dessa salada da minha amiga Luciana que é simplesmente m a r a v i l h o s a. E, embora à primeira vista possa parecer uma receita que não orna, lhes digo: Orna, garanto. Se joga na receitinha com medida e tudo!

3 batatas doces médias descascadas e cortadas em cubos médios, 1 cebola grande picadinha, 1/2 xícara chá de azeite, pimenta dedo de moça sem semente picadinha (a gosto), 1 dente de alho, suco de 2 limões, 2 xícaras (chá) feijão preto cozido e escorrido (usei fradinho dessa vez), 1 pimentão vermelho ou amarelo sem sementes picado miúdo, 1 xícara chá de coentro fresco bem picadinho e sal e pimenta a gosto.

Pré aqueça o forno a 200ºC. Espalhe em uma assadeira os pedaços de batata doce e cebola em uma só camada, cobrindo com 2 colheres sopa de azeite. Tempere com sal e pimenta do reino moía. Asse, virando de vez e quando até que as batatas estejam moreninhas nos cantos e macias po dentro. leva cerca de 30 a 40 minutos. Tire do forno e mantenha na assadeira até a hora de misturar o molho.

Ponha no liquidificador a pimenta, o alho, o suco de limão, o resto do azeite e mais uma pitada de pimenta do reino. Bata até homogeneizar. Coloque as batatas ainda quentes em uma vasilha grande, junte o feijão cozido, o pimentão picado e acrescente o molho. Junte o coentro e mexa bem. Acerte o sal se necessário e deixe na geladeira até a hora de servir.

* nessa minha versão acrescentei castanhas picadas e acho que a crocância que ela dá foi super bem vinda.

Torta de grão de bico com folha de beterraba

Aproveitar integralmente os alimentos é um dos pilares da minha cozinha caseira. Sou completamente contra desperdício e jogar comida fora é algo que me deixa passada, por isso vivo inventado receitas com cascas, folhas, talos… Tento não mandar nada pro lixo e numa dessas acontece um prato tão gostoso, mas tão gostoso, que nem parece nascido da teimosia de lavar, guardar e inventar um jeito de usar as folhas tão lindas que a maioria das pessoas simplesmente despreza.

Na minha compra semanal de orgânicos sempre tem cenoura, rabanete e beterraba com ramas e folhas e foi com essa última que fiz essa torta que ó, modéstia às favas, ficou um espetáculo. Eu prometo que vai ser fácil e que vai ser delícia, olha…

A massa leva apenas 3 ingredientes: grão de bico, tahine e azeite e tudo que você tem que fazer é processá-los até obter uma massa. Usei 200gr de grão de bico cozido e escorrido (pode ser o de lata) , 1 colher (chá) de tahine e um fio de azeite. Processei bem, juntei uma pitadinha de sal e a massa estava pronta.

Para o recheio, alho e cebola refogados em azeite até dourar. Juntei a folha de beterraba picadinha (tinha cerca de 1 1/2 xícara), 1 alho poró pequeno e palmito pupunha cortado em cubinhos (usei 4 rodelas). Temperei com sal e pimenta e cozinhei ligeiramente até que os talinhos das folhas estivessem macios, é jogo rapidíssimo.

Com a massa forrei o fundo e as laterais da forminha – as minhas são maiores que uma de empada comum e essa quantidade me rendeu 4 tortinhas. Coloquei o recheio, generoso, e forrei com mais massa.

torta_graodebico_4Levei ao forno (180C) pré aquecido e assei por 35 minutos. Tem que desenformar frio e com cuidado, porque a massa é bem delicada. Servi com uma “cobertura” de babaganush e gergelim e saladinha verde. Receitinha leve, econômica, sem glúten e vegana. Ó que maravilha?

Então, da próxima vez que você se deparar com aquele maço lindo de beterrabas com folhas, promete que vai lembrar de mim e dessa delicinha aqui? Temos um trato? ;)

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Carpaccio de beterraba com pesto de coentro

Olha o verão ai, geeeeente! Amo. Amo. Amo <3

Já que a temperatura subiu dá pra investir de boas em refeições mais levinhas e a minha sugestão é esse maravilindo carpaccio de beterraba, que tanto pode ser um prato principal ou uma entradinha leve e charmosa.  O plus fica por conta do pesto de coentro, essa erva tão injustiçada mas que eu simplesmente amo. Claro que você pode usar o pesto comum, que também é delícia, mas ó… dá uma chance para o coentro, vai? Nunca te pedi nada ;)

Vamos fazer o pesto, mas antes, enrole as beterrabas em papel alumínio e leve pra assar em forno médio pré aquecido. Enrole individualmente cada uma e prefira as beterrabas pequenininhas, que assam super rápido (aqui usei 3, para duas pessoas). Pode cozinhar na panela? Pode, claro, mas eu prefiro sempre assar porque acho que o sabor fica mais bacana, mas fique à vontade.

Ok, deixe as beterrabas assando enquanto vamos preparar o pesto…

Pode usar o processador ou o pilão. Primeiro o dente de alho (uso 1 dente grande alho, mas você pode ser mais cautelosa se quiser) e as castanhas, umas 3 – pode ser a do Pará, pode ser nozes, pode ser amêndoas… Amasse no pilão ou processe, ligeiramente. Junte mais ou menos 1/3 xícara de azeite extra virgem e uma porção generosa de coentro, 1 xícara de chá ou meio maço, sem os talos, só as folhas. Processe novamente, jogo rápido, nada de transformar num molho ok? Agora inclua uma pitada de sal e pronto.

As beterrabas estarão pontas quando você testar com a pontinha de uma faca – é pra ficar al dente, macia mas não muito. Descasque as beterrabas e corte em fatias bem fininhas.

Ajeite as fatias de beterraba em um prato, lado a lado, uma por uma (capricho também faz parte do jogo, rs). Por cima, regue com o pesto de coentro e finalize com pedacinhos de queijo de cabra – pode ser ricota ou até parmesão. Eu, como sou a louca do coentro, coloquei mais umas folhinhas e pimenta do reino moída na hora.

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Já publiquei uma versão delícia de Carpaccio de Abobrinha, que também é luxo. Aqui ó.

Almôndegas ao Curry

A Primavera por aqui chegou cinzenta, fria e chuvosa e nada me deixa mais sem humor do que essa combinação. Para reverter, só comida fumegante e picante de preferência, exatamente como essa receita. Ela tem duas etapas – pra fazer a almôndega e o molho – e um segredinho besta, que conto só lá no final (suspennnnnse, rs). Parece trabalhosa, mas eu garanto que compensa cada minutinho. Vem que eu te mostro…

As almôndegas…

Para fazer as almôndegas processei um pedaço de carne* (acho que uns 300gr) com 1 ovo, 1/2 cebola, 2 dentes de alho, sal e pimenta. Processa bem até obter uma massa homogênea, mas pode utilizar carne já moída e apenas misturar tudo com as mãos. Coloca essa massa em uma tigela e vai acrescentando aveia em flocos finos aos poucos, até conseguir ponto para enrolar – é pouca coisa! Aqui usei umas 2 colheres (sopa) mais ou menos. Fiz 20 almôndegas pequenas.

Coloca em uma assadeira untada ou com silpat e leva ao forno médio pré aquecido até dourar (vire para dourar todos os lados).

O molho…

Esse foi feito com uma pasta de curry que comprei no Santa Luzia (veja na foto) mas você pode usar o Golden curry (que eu amo) ou usar curry em pó e um pouco de maizena.

Em uma wok dourei alho, cebola e gengibre picado fino. Acrescentei pimentão vermelho e amarelo. Juntei a pasta de curry – essa é BEM picante, do jeito que eu gosto, mas se você for iniciante recomendo checar a picância da pasta na hora de comprar. Todas elas trazem essa informação no rótulo. Você pode começar com uma pasta mais suave até chegar num nível hard, como eu :)

Bom, como a pasta é picante usei cerca de 1 colher (sopa). Se você for usar a Golden Curry (que tb. tem níveis de picância) é quase a mesma medida. Aqui o truque é colocar um pouco, provar e ir acertando. Se você for utilizar curry em pó, coloque o equivalente a 1 colher (chá) em uma xícara e junte 1 colher (sopa) de maizena e um pouco de água, apenas para dissolver e conseguir uma pastinha.

Curry acrescentado ao refogado, é bom acrescentar um pouco de água, mexer e deixar cozinhar um pouco. Quando os pimentões estiverem macios, leve essa mistura toda para o processador até que você obtenha um molho mais lisinho. Volte o molho para a wok e traga as almôndegas já assadas pra dentro dessa mistura delícia :)

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Deixe cozinhar uns minutinhos e reduzir um pouco e acrescente leite de coco. Usei cerca de 1 xícara mas porque a minha pasta era bem picante. Use menos se estiver fazendo uma versão mais suave. Agora é só deixar o molho engrossar um pouco, desligar, juntar coentro ou salsinha e um splash de limão. Eu juntei ainda cubos de abacaxi porque amo combiná-lo com curry.

Para servir, arroz fresquinho. Fica especialmente bom com arroz de jasmim.

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O segredo?

Essa receita nasceu de um … churrasco! Quase tudo que foi para a panela na verdade era sobra. A carne, um pedaço de fraldinha que sobrou (sem assar). O pimentão? Um teco que sobrou da vinagrete. O abacaxi? Direto da grelha :)

Parece bobo – e é – mas o reaproveitamento de alimentos é algo super estimulante para quem curte cozinhar. Eu mesma adoro o desafio das transformações. De um churrasco a um prato com uma pegada thai super cremosa. Um prato cheio de sabor que nasceu de um prato cheio de sobras. E assim, nada vai para o lixo. Quer coisa melhor?

Exercite sua imaginação. É dela que nascem os pratos mais gostosos, vai por mim.

Batata Gratinada Super Fácil

Batata é um ingrediente campeão em casa. Super versátil ela vai para o forno, para a salada, vira purê… uma mão na roda e a gente ama (<3 carbo). Agora, tem um jeito de prepará-la que é tão fácil, mas tão fácil, que nem suja uma panela sequer. E de quebra ainda vai queijo, que é tipo O ingrediente jedi. Quer ver?

Aqui foi uma receita para dois, numa travessa pequena ok?

Numa tigela misture 1 xícara (chá) de creme de leite fresco (pode ser leite ou creme de leite comum), 2 colheres (sopa) de creme de ricota, 1 colher (sopa) de maizena (dilua em um pouco de leite antes), 1 ovo, 1/2 xícara de queijo ralado (de preferência não de saquinho) – eu usei o que tinha na geladeira: ricota defumada e minas padrão (pode ser queijos do tipo suiço, a boa e velha mussarela, o queijo prato, o parmesão…), sal, pimenta branca e uma pitada generosa de noz moscada ralada na hora. Misture tudo bem e reserve.

Use um fatiador de legumes para fazer rodelas bem fininhas de batata – usei 2 grandes. Serve a faca também, claro, mas é bacana cortar fino pq ela vai crua para o forno ok? Nem precisa descascar, só lavar bem com uma escovinha.

Agora pegue uma travessa que vá ao forno e forre com um pouco da mistura do creme de leite. Comece a ajeitar as rodelas de batata por cima, fazendo uma camada. Cubra com mais um pouco do creme de leite e comece uma nova camada de batatas. Vá fazendo isso até finalizar a batata e terminar com o creme de leite. Por cima de tudo, mais queijo ralado – com parmesão fica especialmente bom.

Leve ao forno médio pré aquecido sem cobrir por uns 30/40 minutos ou até que você espete a pontinha de uma faca e perceba que a batata está macia e a parte de cima douradinha.

Acompanha lindamente um grelhado ou uma saladinha.

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E você nem sujou uma panela ;)

Pimentão recheado com ricota defumada

Ricota é um ingrediente coringa na cozinha e a versão defumada permite ainda mais variações – ela vai até no feijão! Aqui em casa é um ingrediente que não falta e em qualquer uma das versões vira um ótimo recheio para vegetais, como esse pimentão.

E ó… essa receita é tão prática que você não vai sujar uma panela sequer. Quer ver? 

Corte os pimentões no sentido do comprimento, retire as sementes e a parte branca e reserve. Os menorzinhos são perfeitos para rechear, mas nada impede de usar o maior também. Usei o verde, mas vermelho e amarelo também cabem nessa receita.

Em uma tigela coloque mais ou menos 1/2 xícara de ricota defumada processada* (a quantidade varia de acordo com o número de pimentões que você vai rechear – aqui foram 2 pimentões pequenos), 1 colher de cream cheese (pode ser creme de ricota também) e 1 ovo. Misture bem. Tempere com sal e pimenta (cuidado com o sal por causa do defumado!). Reserve.

*Se você não tiver um processador, pode amassar bem a ricota com um garfo também.

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Em uma travessa refratária coloque 1 lata de tomate pelado em cubos. Junte meia cebola picada, 2 dentes de alho, tempere com sal e pimenta e junte folhinhas de manjericão e misture com uma colher. Agora disponha as metades do pimentão nessa caminha de molho. Recheie cada metade com a mistura de ricota defumada e finalize com queijo – usei coalho mas pode ser parmesão ralado também.

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Leve ao forno médio pré aquecido por 3o minutos ou até que o queijo esteja douradinho.

 

Pera assada com recheio de ricota

Em casa não somos muito de frutas (até porque as da caipirinha não entram na conta, certo? rs), então eu sempre dou um jeito de adicioná-las nas refeições. O meu esquema favorito é na salada – sempre que dá, incluo uma – mas elas funcionam também como entradinha e até como prato principal, como é o caso dessa pera – uma receitinha bem besta mas que tem tudo para impressionar e pra deixar a fruta brilhar em sua mesa (que lindo isso).

Prepare o recheio usando a ricota de sua preferência – eu usei de cabra porque acho que combina com o sabor docinho da fruta, mas pode ser a comum, a de búfala, você escolhe. A quantidade vai depender do número de peras mas pense que você usará cerca de 1 colher (sopa) de ricota para rechear cada metade da pera. Aqui fiz duas peras e usei umas 3 1/2 colheres de ricota. Em um tigelinha basta colocar a ricota, 1 colher (sopa) de creme de ricota (ou requeijão, ou creme de leite, algo apenas para ajudar a fazer uma pastinha), 1 colher (café) de mel e temperar com sal, pimenta branca e noz moscada ralada. Juntei ainda um punhadinho de amêndoas, pra garantir uma crocância ao recheio, mas elas também podem ser substituídas por nozes, macadâmia, avelã ou até limadas da receita (não sem perder um pouco do sabor, claro). Misture bem até obter uma pastinha homogênea e reserve.

Agora é hora de cortar a pera no sentido do comprimento e retirar a parte central da semente com a ajuda de um boleador. Usei pera williams, que acho melhor para assar do que a portuguesa (que prefiro na salada). Depois, é só acomodar numa assadeira forrada com tapete de silicone ou papel manteiga, pincelar um pouco de mel e levar ao forno médio médio aquecido por uns 30 minutos ou até que as bordas estejam ligeiramente douradas e a pera macia (teste com a pontinha da faca).

Retire as peras do forno, coloque o recheio reservado por cima de cada metade e volte ao forno por uns 5 minutos, apenas para aquecer o recheio. Se preferir, pode até servir com o recheio frio mesmo que também fica delícia.

Pronto! Só servir como entrada ou prato principal, acompanhado de uma saladinha de folhas.

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Cloud Bread (Pão Nuvem)

Aqui em casa tenho um louco por pão, mas que também vive brigando com a balança. Por isso, quando vi a receita do tal Pão Nuvem achei que morasse ali uma alternativa bacana para os dias de semana por exemplo, quando a gente dá uma maneirada e segura a onda um pouco (ou tenta, né?). Pois é, eu estava certa. O Cloud Bread cumpre bem esse papel – de ser uma alternativa mais leve ao pão nosso de cada dia. Eu honestamente não sei se “pão” é uma denominação apropriada para essa receita, já que a textura não é exatamente de pão mas, na dúvida e na falta de algo melhor, manterei o nome pelo qual a conheci.

A receita não tem glúten, farinha e tem baixíssimo carboidrato. Além disso, o Cloud Bread leva apenas 3 ingredientes: 3 ovos, 60gr cream cheese (ou cottage, mascarpone) e 1/4 colher (chá) de fermento em pó. Mais simples, impossível.

Comece separando as gemas e claras. Na batedeira bata as gemas com o cream cheese (em temperatura ambiente) até ficar bem homogêneo. Depois, em outro recipiente, bata as claras em neve com o fermento (que pode ser substituído por cremor tártaro ou suco de limão). Misture ao cream cheese com as gemas, delicadamente.

Forre a assadeira com tapetinho de silicone e faça 5 porções da massa, em círculos, com distância entre elas. Leve ao forno pré aquecido por cerca de 30 a 40 minutos, ou até dourar e estar firme ao toque.

Essa receita rende 5 pães, que podem ser guardados em recipiente fechado por até 3 dias.

O que fazer com o Cloud Bread?

Bom, aí vai da tua criatividade. Aqui em casa ele vira de um tudo: vai com antepasto, com geleia, com tomate, só com azeite, com manteiga, com ricota temperada… Vai pra frigideira e vira mini pizza, pra torradeira, no café da manhã, no sanduíche… é uma mão na roda.

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Experimenta e volta pra me contar?

Salada de Canjiquinha com Frango

Vou atacar de Bela Gil de novo, segura…

Você conhece a canjiquinha, também conhecida por xerém ou quirera de milho? Parece comida de passarinho e passa despercebida no setor de farinhas do supermercado, mas ó… é uma delícia! Gosto da versão meio sopa, num cozido bem temperado e com costelinha de porco – amo – mas também descobri que ela vira uma opção super bacana na versão salada, lembrando até um couscous marroquino – só que muito, muito mais barata!

Gosto de deixar a canjiquinha de molho por uma meia hora e depois cozinhar em caldo de legumes ou frango. Uso a medida de 1 para 2 – 1 de canjiquinha para 2 de água (ou caldo). Basta levar para a panela, botar uma pitadinha de sal e cozinhar por uns 30 minutos ou até ela ficar macia. Para usar na salada, eu passo por água corrente numa peneira, pra soltar ainda mais o grão. Deixe esfriar, solte os grãos com um garfo e comece a temperar do jeito que quiser.

Nessa versão usei peito de frango cozido e desfiado (cerca de 1/2 xícara), 1 cenoura ralada e um punhado de uva passa. Coloquei esses ingredientes numa tigela, juntei a canjiquinha cozida e já fria e temperei com azeite, sal, pimenta e meio limão. Pra finalizar, salsinha picadinha.

Se você quiser uma versão vegetariana, cogumelos salteados no azeite também ficam uma delícia com a canjiquinha, no lugar do frango.

E então? Vamos dar uma chance pra essa “comida de passarinho”? ;)

Rondelli de Abobrinha e Berinjela com Queijo Branco

É, parece que a abobrinha anda dominando esse blog – e minha cozinha também. Mas né, versátil como ela é, quem resiste? Dessa vez ela virou rondelli, junto com uma berinjela e um pouquinho de queijo branco. Prato besta de tudo, daqueles que o bom senso pede que eu nem chame de receita. Então, fica aqui a minha sugestão de um jeito diferente de usar os legumes e ter um resultado leve e delicioso.

A primeira coisa a fazer é providenciar um molho de tomate. Eu gosto rústico, pedaçudo, feito com tomate pelado em cubos, mas aí você usa o que quiser. No meu vai azeite, alho até dourar, o tomate pelado, sal, pimenta e um pouco de paciência pra deixar tudo apurar.

Depois que o molho estiver pronto, forre com ele uma travessa refratária e reserve. Comece então a preparar as lâminas de abobrinha e berinjela. Jeito mais fácil é usar um descascador de legumes ou uma mandoline, mas se você quiser fazer na faca, basta fazer fatias bem fininhas no sentido do comprimento (com casca e tudo). Para a berinjela eu gosto de deixar as fatias de molho em água e sal por um tempinho – uns 30 minutos, escorre e seca as fatias com papel toalha. A abobrinha nem precisa dessa etapa, ok?

Em uma tigela pequena coloque um pedaço de queijo branco (aqui usei uns 50gr). Com com o garfo ou as mãos, esfarele o queijo (pode usar o processador se quiser). A ideia é que não fique muito pedaçudo, pra poder espalhar por cima do rondelli. Tempere o queijo com um tico de azeite, sal, pimenta e noz moscada moída.

Agora a parte divertida… comece a fazer os rondellis com as fatias. Use uma e vai formando um caracol, grudando outra fatia por cima, deixando um buraco pequeno no meinho. Faça os rondellis do tamanho que desejar e finalize com um palito de dente. Tempere com sal e pimenta moídos e coloque um pouco do recheio de queijo branco no centro e por cima. Agora, disponha o rondelli lá na travessa com o molho. Faça isso com toda a abobrinha – e para a berinjela siga o mesmo processo.

Quando os rondellis todos estiverem prontos, regue com um pouquinho de azeite, um colheradinha do molho que está na travessa, coloque lâminas de alho (eu amo, mas você lima se quiser) e manjericão fresco e leve ao forno médio pré aquecido por uns 20 ou 30 minutos – tempo suficiente apenas para deixar a abobrinha e a berinjela macia.

Voilà! Muito além do legume refogadinho e um prato que pode até ser único (aqui em casa sempre é).

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Batata Doce Hasselback

É só uma batata doce assada, gente. O nome é invocadão (vem da Suécia, dona da receita original) mas o preparo é coisa besta, confia em mim ;)

Esqueça a receita original – com batata inglesa, asterix e manteiga – aqui eu usei batata doce e azeite e optei por não rechear. Ou seja é uma versão digamos, mais leve.

Use a batata doce com casca e tudo – lave bem, escove e faça um corte em um dos lados, para formar uma base pra batata não virar. Depois, corte as lâminas fininhas, sem chegar ao final, tem um trucão ó…

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Coloque a batata em um papel alumínio untado dentro da assadeira. Agora basta temperar. Usei azeite com alecrim, manjericão sal e pimenta calabresa, mas você pode usar suas ervas favoritas sem problemas. Certifique-se de temperar todas as fatias, pra sua batata ficar bem saborosa.

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Feche o alumínio e leve ao forno médio pré aquecido por uns 15 minutos apenas – se ficar muito, o alumínio acaba grudando na batata e aí, baubau (#fuén). Retire o alumínio e termine o cozimento no forno sem ele – isso também garante o dourado da sua batata.

Está pronta quando estiver macia por dentro e crocante por fora. Para servir, azeite, sal e pimenta moídos na hora. Acompanha bem um grelhado mas também pode virar prato principal, você decide ;)