Quiche semi integral de brócolis e aspargos

Quer um coringa para o cardápio da semana? Aposte na quiche! Além de ter um preparo simples, você usa os ingredientes que estiverem dando sopa na geladeira e, com uma saladinha pra acompanhar, já garante o almoço ou jantar. Se for receber alguém em casa, também é uma ótima pedida.

Essa massa é semi integral – usei partes iguais de farinha de trigo comum e integral, mas nada impede que você utilize só uma delas.

Para fazer a massa:

Peneire 1 xícara de farinha de trigo comum e 1 xícara de farinha de trigo integral em uma tigela. Acrescente uma colherzinha de café de sal e misture. Agora é só juntar mais ou menos 1/2 xícara de manteiga gelada e ir misturando com a ponta dos dedos até formar uma farofa grossa.
Nessa altura, junte aos poucos cerca de 1/3 xícara de água. Vá juntando devagar e misturando a massa. O ponto é quando ela estiver homogênea e você conseguir moldar uma bola. Enrole essa massa em plástico filme e leve à geladeira por uns 30 minutinhos – tempo suficiente para você preparar…

O recheio:

Refogue alho e cebola a gosto em um fio de azeite. Junte 3 xícaras de brócolis picadinho. Mexa e cozinhe ligeiramente – uns 3 minutinhos. Se for preciso, coloque um pingo de água até atingir o ponto – nada de cozinhar loucamente o brócolis! Ele ainda deve ficar crocante.
Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora, desligue o fogo e reserve.

Em uma tigela coloque 3 ovos e 1/2 xícara (chá) de leite. Bata bem. Junte 1 xícara (chá) de parmesão ralado (eu usei um pouco de parmesão e um pouco de minas padrão), uma pitada de noz moscada ralada, sal e pimenta do reino. Acrescente o brócolis refogado e misture tudo. Eu tinha ainda um pacotinho de pontinhas de aspargos (adoro!) que apenas passei pela frigideira com um fio de azeite, sal e pimenta e usei por cima do recheio.

Montando:

Abra a massa com um rolo e forre o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível (vocês podem notar que eu não tenho muita paciência nessa etapa… rá!). Coloque o recheio por cima e leve ao forno pré aquecido (uns 200C) por 40 minutos ou até que a quiche esteja dourada.

Nem preciso dizer que você pode fazer suas alterações né? Escarola, alho poró, cenoura raladinha… também dá para substituir o parmesão por ricota, para uma quiche mais levinha. Pode fazer que é sucesso :)

quiche_semiintegral_aspargos_brocolis_cortada

CONVITE – Lançamento do meu novo livro

convite_partiupiquenique_livro

Eu disse que estava novidadeira, não disse? Pois bem, a novidade agora é super fresquinha – acaba de sair do forno meu segundo livro!

#PartiuPiquenique. São receitas para piquenique. Ou não. é o resultado de um projeto fofo, que eu tive o prazer de abraçar juntamente com a Editora Memória Visual. A proposta é fazer todo mundo lembrar que um piquenique pode ser um programa super delícia, simples de preparar e até (e por que não?) super glamouroso. No livro, você vai encontrar um apanhado de receitas que cabem direitinho em uma cesta de vime e um bocado de carinho, com o qual eu selecionei cada uma delas – muitas saídas dos caderninhos de receitas da família. Meu desejo agora é que ele voe direto para sua cozinha e que você se jogue nas receitas – todas sem grandes complicações – e aceite o meu convite: Partiu piquenique? ;)

O lançamento acontece nesse fim de semana em Belo Horizonte, durante a Primavera da LIBRE, e eu gostaria muito de ver a mineirada toda por lá. Vem?

Quer ganhar um aparelho de fondue Staub?

Voltei com uma novidade fresquinha! (na verdade tem ainda uma outra novidade, mas fica para o próximo post – tô muito novidadeira!). O blog acaba de firmar uma parceria super bacana com a Utilplast, uma loja de utensílios domésticos de São Paulo com mais de 40 anos de tradição – um verdadeiro paraíso para quem é apaixonado por coisas para  cozinha e para a casa em geral. E, para comemorar a parceria, meus leitores que já vão começar ganhando presentes!

1. Quer ganhar uma linda fondue Staub?

A Staub é uma marca francesa que todo foodie ama. Além de fabricar panelas de ferro incríveis (e lindas!) e uma linha arrasadora de cerâmica, ela ainda tem esse aparelho para fondue que vai cair como uma luva no inverno que acaba de chegar.
(especificação: Fondue de ferro Staub cereja 20 cm)

Para concorrer, é só seguir a Utilplast no Facebook (clique aqui!) e responder aqui nos comentários até dia 20/07/2015 a seguinte pergunta: O que não pode faltar na sua fondue? A melhor resposta fatura o aparelho lindão!
Só vale para quem mora em território nacional e tem mais de 18 anos, ok? Não deixe de informar seu e-mail válido na hora de responder e capriche na resposta!
O resultado eu divulgo no dia 21/julho/2015 e o ganhador recebe o aparelho em casa. Fácil, né? ;)

2. Leitor do Pimenta no Reino ganha desconto!

Isso! Isso! Isso! A gente AMA desconto! E o leitor do blog vai ganhar 15% de desconto em uma compra na loja online da Utilplast até dia 20/07/2015.
Só pode ser utilizado um cupom por CPF e só vale para compras na loja online, ok?
Valendo! :)

cupom_utilplast

Dia dos Namorados

“Ele é o meu oposto… e ele me equilibra”

Uma história de amor é como uma receita… Tem lá os ingredientes principais, uns opcionais e um modo conhecido de fazer.

Só que toda receita depende de quem a prepara. Tem o seu tempero, os seus ingredientes favoritos, a temperatura do forno, o seu jeito de mexer e misturar… por isso, ainda que você siga sempre a mesma receita, cada prato vai ser sempre único. Assim é também com as histórias de amor – a gente faz um ajuste aqui, outro ali… um dia sai tudo perfeito e em outros o caldo acaba fervendo demais (quem nunca?). Mas a verdade é que… quando a receita é boa, a gente nunca desgruda dela! Como eu não desgrudo de você <3

Aqui, a receita que ele preparou pra mim no #DiadosNamoradoscomKnorr e que eu adorei. Ele chamou de Roulet de filet au limon at crocansé (pq, segundo ele, todo prato tem que ter um nome glamouroso e uma crocância – fala, é ou não é um verdadeiro chef? rs).

Se você quiser reproduzir a receita hoje, posso te garantir… vai fazer sucesso.

Tempo de preparo: 10 minutos
Tempo de Forno: 40 minutos
Tempo total: 50 minutos
Rendimento: 8 porções

Ingredientes:

1 peça de filé-mignon limpa e aberta em manta (1 kg)
100 g de folhas de espinafre
50 g de queijo parmesão cortado em lascas
4 castanhas-do-Pará picadas
1 embalagem de Knorr Meu Assado sabor Limão e Orégano
meia xícara de cerveja escura

Modo de preparo:

  • Em uma tábua, coloque o filé-mignon e disponha, por cima, as folhas de espinafre, o queijo parmesão e as castanhas. Enrole a carne no sentindo do comprimento e reserve.
  • Retire o saquinho plástico da embalagem de Knorr Meu Assado, abra-o com cuidado e separe o lacre. Apoie o saquinho sobre uma assadeira e acomode a carne reservada.
  • Adicione o tempero Knorr Meu Assado sabor Limão e Orégano, e espalhe delicadamente sobre toda a superfície da carne, misturando até envolvê-la totalmente com o tempero.
  • Adicione a cerveja e misture. Feche o saquinho com o lacre e leve ao forno a 180°C por 40 minutos.
  • Retire do forno, corte o saquinho, tendo cuidado com o vapor e transfira para uma travessa. Sirva em seguida.

Acompanhamento: Quinoa

Feliz Dia dos Namorados pra todos nós!

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Berinjela empanada assada e crocante

Vez em quando me bate uma vontade doida de comer a berinjela empanada da minha Tia Vera, que é uma delícia. Porém, como ela está longe e eu não tenho as manhas de fazer fritura em casa, acabei criando uma versão que mata a minha vontade e também fica delícia (não tanto quanto a da Tia Vera, admito). O bom é que fica levinha e a gente pode comer sem culpa. Ou quase sem :)

O truque, se é que se pode chamar assim, é que eu empano usando farinha de trigo, ovo batido e uma farofinha de bolacha água e sal. Super simples…

Corte as berinjelas em rodelas grossas. Coloque em uma tigela com água e sal, coloque um prato com um peso por cima e deixe as berinjelas de molho por uns 30 minutos. Depois disso, escorra, lave em água corrente e seque com papel toalha.

Agora vamos empanar…

Separe 3 pratos (um pouquinho de louça pra lavar, mas compensa, prometo). No primeiro prato coloque farinha de trigo. No segundo, um ovo batido (a quantidade vai depender de quantas berinjelas você está preparando – geralmente 1 ovo para cada berinjela dá, se ele for grande) temperado com sal e pimenta. E, finalmente, no terceiro prato a farofinha de bolacha (eu processo algumas do tipo águal e sal, ou água e gergelim até virar uma farofa não muito fina), que você também deve temperar – aqui eu usei, sal, pimenta, tomilho seco e cebola desidratada.

Agora é só passar cada rodela de berinjela primeiro na farinha de trigo, depois no ovo e por fim na farofa de bolacha.

TEM UM TRUQUE!
Você sempre se enrola toda na hora de empanar né? A mão vira aquela meleca. Pois bem, o truque, minha amiga, é usar uma mão para cada tipo de ingredientes: uma para os secos e outra para os molhados (no caso, o ovo batido). A mão dos secos só mexe nos secos e a outra só nos úmidos. Assim, não fica aquela massaroca grudada na sua mãozinha e você não vai me xingar na hora de fazer sua berinjela :)

A berinjela deve ir para o forno, em uma assadeira com papel manteiga ou silpat e assar até ficar douradinha.

Eu gosto de servir acompanhada de molho sweet chilli (amo!), mas você pode fazer um sour cream ou um molhinho de mostarda  que também fica gostoso.

Viu? Berinjela empanada e sem uma gota de óleo. O mundo é bão :)

berinjela_empanada_antes(antes do forno)

Ravioloni de pera assada e ricota de búfala

Já fez massa em casa? Pois eu te digo que é fácil e super gostoso e, embora não seja a coisa mais rápida do mundo, te prometo que vale cada minuto. Quer experimentar?

Você vai precisar de uma maquineta dessa de abrir a massa. Ah, mas não dá pra fazer sem ela? Dá, claro, mas isso acrescenta mais um bocado de trabalho no processo. A máquina funciona como um cilindro, que abre a massa e a deixa bem fininha. Você pode fazer isso no braço, com o bom e velho rolo. Leva tempo, mas substitui com louvor o aparelho de braço da academia (que, óbvio, eu não sei como chama).

A receita é básica – para cada 100gr de farinha, 1 ovo. Aqui eu uso farinha de trigo e semolina, que deixa a massa leve e al dente, eu adoro. Então, minha massa ficou assim: 100gr de farinha de trigo, 100gr de semolina, 2 ovos, 1 pitada de sal e 1 fio de azeite.

Em uma tigela a gente mistura a farinha e a semolina. Faz um buraco no meio e junta os ovos batidos com o azeite e o sal. Depois é só ir misturando. Transfira a massa para uma superfície lisa e enfarinhada e trabalhe-a bem, deixando lisa e uniforme, bem homogênea. Forme uma bola com a massa e envolva-a em filme plástico. Leve a geladeira por 30 minutos.

Depois de gelar um pouco, é hora de abrir a massa. Você porciona a massa e começa a passar pelo cilindro da máquina na abertura maior. Vai repetindo o processo e mudando a abertura do cilindro, até chegar no mais fininho. Com isso você já tem a massa pronta, que pode virar papardelle, talharim, lasanha, o que você quiser. Eu usei para fazer o que chamei de ravioloni, que é maior do que o ravioli comum, e eu fiz redondo, usando o cortador de biscoitos mesmo.

O recheio

Cortei 2 peras em cubos pequenos e levei pra assar em uma forma com vinagre balsâmico (umas 2 colheres de sopa). Assei até que ela ficasse bem caramelizada. Deixei esfriar e usei para rechear o ravioloni. Incluí ainda ricota de búfala amassada com azeite, sal, pimenta do reino e noz moscada ralada.

Finalizando

Para cozinhar o ravioloni é só usar água e sal. Coisa rápida, pra ficar al dente mesmo.
Um truque é reservar 1/2 xícara dessa água do cozimento para usar na hora de finalizar.

Eu não quis fazer molho nenhum e optei por manteiga e alecrim apenas (com sálvia também fica incrível). Coloquei manteiga em uma frigideira grande, aqueci, juntei alecrim, a massa, um pouquinho da água do cozimento, umas sacodidas na frigideira e pronto!

Pra servir, parmesão honesto e vinho, claro :)

ravioloni_passoapasso

Bolo nega maluca. Ou quase.

Sumi de novo, eu sei. É a vida, gente. É a vida! :)

Bom, esse bolo não é exatamente o Nega Maluca que, se não me engano, leva cobertura de chocolate também, mas ele tem um gostinho da minha infância e eu sou uma pessoa apegadas às memórias :) Quando era pequena, minha vó gostava de fazer um bolinho, como o de chuva, só que com achocolatado na massa e que era passado no coco ralado molhadinho no leite. Ela chamava de nega maluca e a criançada de casa a.m.a.v.a. “Vó, faz nega maluca?”, que recordação mais doce! <3

O tempo passou e eu descobri que o bolo nega maluca não tinha nada a ver com a friturinha da minha vó, mas aquela mistura de chocolate e coco sempre me vai me lembrar daquelas tardes de brincadeiras e bolinhos e vai ter sempre a carinha da minha vó. Entonces, por aqui esse vai ser o meu bolo Nega Maluca. Combinados? ;)

Feito no liquidificador, daqueles super fáceis, e com uma coberturinha de coco que você começa a fazer deixando um pacote pequeno de coco ralado hidratando em uma xícara de leite com 2 colheres de açucar.

Enquanto isso você bate o bolo no liquidificador: 3 ovos, 1 xícara (chá) de óleo de canola (ou girassol), 1 xícara de água (ou a mesma quantidade de leite de coco), 1 1/2 xícara de açucar, 1 xícara de chocolate em pó e 1 pitada de sal. Bata bem até misturar tudo. Em uma tigela peneire 2 xícaras de farinha de trigo. Junte aos poucos a mistura batida no liquidificador e misture bem com uma colher ou fouet. Junte 1 colher (sopa) de fermento em pó e misture.

Leve para assar em fôrma untada e enfarinhada em forno pré aquecido (180C) por 40 minutos ou até passar pelo teste do palito.

Desenforme morno e faça furinhos com um garfo. Agora, você vai molhar o bolo com aquele leite que estava hidratando o coco. Aos poucos, molhando todo ele.

O coco você leva para a panela com mais 1/2 xícara de leite com 1 colher (sopa) de maizena. Junte tudo na panela e cozinhe até começar a engrossar. Depois, é só colocar esse creminho de coco por cima do bolo e pronto!

Algumas considerações:

– O leite de coco na massa deixa o bolo um pouco mais denso, mas mais saboroso. Se você utilizar água, ele fica mais levinho (eu prefiro);
– Eu uso apenas 1 xícara de açucar em meus bolos porque meu paladar não aceita coisas muito doces. Aqui eu sugeri 1 xícara e meia mas se você gosta de açucar, talvez fique mais feliz com 2 xícaras;
– Se você usa achocolatado, lembre-se que ele já tem açucar. Eu uso sempre chocolate em pó sem açucar;
– Você é do tipo formiga? Então acrescente açucar na hora de levar o coco ao fogo. Eu limo o açucar porque senão, pra mim, fica muito enjoativo.

nega_maluca1(esquece a dieta, bonita!)

Hambúrguer de grão de bico e abobrinha

Já que hoje é segunda, vamos de #segundasemcarne por aqui. Minha opção foi um hambúrguer bem gostoso e fácil de fazer. Apesar de não ter carne, fica crocante por fora, suculento por dentro e é uma boa pedida para uma refeição, como a minha, só com uma saladinha acompanhando. Então, nem precisa ser vegetariano pra se jogar nessa receita, combinado?

Você vai precisar usar o processador. Começando… processe rapidamente 1 xícara de grão de bico cozido e escorrido (usei de caixinha, porque não sou besta, rá!). Coloque em uma tigela grande. Depois, processe 1 xícara de abobrinha crua, 1/2 cebola e 2 dentes de alho e coloque essa mistura junto com o grão de bico. Processe 1/2 xícara de nozes e também leve para a tigela.

Agora, é só começar a dar liga e temperar seu hambúrguer. Junte 1 xícara de flocos de aveia (pode usar farinha de rosca ou mesmo a de trigo se quiser) e 1 ovo. Misture bem. Se a mistura ficar muito líquida, junte mais aveia. A mistura não precisa ficar seca, moldável. Ela tem que ficar meio úmida mesmo, não se preocupe. Chegou a hora de temperar: 1 colher sobremesa de páprica (usei a picante) e sal. Adicionei também 1 colher (sopa) de linhaça, um pouquinho de cheiro verde picado e um pedacinho de pimenta dedo de moça, sem semente, picadinha. Basta misturar tudo e usar um aro para moldar os hamburgueres na assadeira (eu usei silpat, mas se você não tiver, é melhor untar a assadeira com umas pinceladas de azeite). Leve ao forno pré aquecido por cerca de 30 minutos e então, com a ajuda de uma espátula, vire os hamburgueres e deixe mais ou menos uns 15 minutos. O ponto é quando estiver douradinho por cima e por baixo.

Rende cinco hamburgueres estilo ogro, grandes e altos.

hamburguer_vegetariano2

Kibe assado

(tava sumida, hein Fabiana?)

Quem aí ama kibe, levanta a mão! o/
Eu amo e, por ser um prato leve, rola quase toda semana em casa. Às vezes dou uma variada, recheio, troco a carne por berinjela (receita aqui ó) ou me jogo na versão soja (que fica boa, eu juro, e a receita também está aqui), mas essa daqui é a minha versão mais comum, só com um toque de doçura por conta da cebola frita por cima – aliás, esse é um ótimo trucão para dar um up em várias preparações.

Para começar, a proporção que eu uso é de 2 para 1. Para cada porção de trigo, uso o dobro de carne ou às vezes até um pouco mais. Então, começo hidratando 1 xícara (chá) de trigo – é só cobrir com água e deixar de molho por algumas horinhas (uma leitora aqui disse que o processo pode ser acelerado usando água quente, mas u ainda não testei). Depois do molho, eu lavo o trigo numa peneira embaixo da água corrente e depois espremo em um pano limpo pra tirar toda a água.

Em uma tigela a gente coloca o trigo já espremido e a carne. Sobre a carne… eu sempre peço pra moer duas vezes e gosto de usar patinho nessa receita. Agora é hora de temperar: 1 cebola ralada, 2 dentes de alho amassados, folhinhas de hortelã, 1 colher (sopa) de tahine, 1 colher (sopa) bem generosa de manteiga (se quiser deixar mais leve, pode deixar a manteiga de lado), 1 colher (café) de garam masala (se não tiver, use uma pitada de cominho), uma pitada de canela, pimenta síria e sal a gosto. Mão na massa! Tem que misturar tudo bem direitinho e depois colocar em uma travessa ou assadeira e levar ao forno pré aquecido por uns 30 minutos ou até dourar – nada de deixar o quibe lá, esturricando, tá?

A cebola…

Gente, cebola é coisa linda em qualquer estado mas, assim, fritinha e quase caramelizada é bom demais. Se você ainda não provou, aproveite e faça com o quibe. Você vai ver como os dois ornam lindamente.

A cebola eu corto em meia lua, não muito fina, nem muito grossa,. Esquento um pouquinho de óleo em uma panela e coloco a cebola. Não é fritura por imersão, ok? Jogo uma pitadinha de sal e deixo fritar até dourar bem. Depois, escorro em um papel toalha e já posso usar – neste caso, por cima do quibe já assado, mas fica uma coisa também com bisteca, filé de frango e até no peixinho.

Patê de berinjela

Que eu sou doida por berinjela todo mundo já sabe, e que meu antepasto é sucesso também (sem falsa modéstia gente, até dinheiro já ganhei com essa receita!). Mas num é que outro dia eu inventei um patêzinho pra servir numa rodada de petiscos para amigos, que ó…ficou delícia? E é bem fácil de fazer, olha só…

A primeira coisa é cortar as berinjelas ao meio, no sentido do comprimento, colocar em uma assadeira, regar com azeite e sal moído na hora e levar ao forno pra assar até que a polpa da berinjela esteja bem macia. Na real, demora um pouco, então o melhor a fazer é aproveitar o forno que já está ligado para outro assado. Eu peguei carona num bolo dia desses e tasquei as berinjelas no forno também (o meu é grande, então super rola dividir o espaço). O tempo de forno varia um pouco de acordo com o tamanho da berinjela, mas deve dar uns 40 minutinhos mais ou menos.

Ok, depois de assada, é só você usar uma colher para retirar a polpa da berinjela e colocar numa tigelinha. Não precisa processar, bater, nada disso. Basta juntar uma colherada de cream cheese, azeite, pimenta do reino e mexer bem. Hora de acertar o sal e finalizar com hortelã picadinha. Prontinho. Não falei que era fácil? ;)

Dá pra servir com pão, torradinhas, aquele pão sueco, ou dá para usar num sanduíche, como uma pastinha.

Eu servi com um pão de malte que eu fiz. A receita dele já está aqui. Nesse eu só juntei linhaça.
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Tilápia no cartoccio

Carto… what? Assustou com o título da receita? Então, pode relaxar. Essa técnica de cozimento é das mais simples que existem e o resultado final é perfeito, principalmente para peixes. E talvez você já tenha até visto essa técnica, mas com o nome de papillote (em francês, chiquérrimo) ou papelote, no bom e velho português. Pois bem, cartoccio é a mesma coisa, só que em italiano :)

Ou seja, qualquer um desses nomes quer dizer apenas que algo foi preparado em uma espécie de “envelope”, que pode ser de papel alumínio ou manteiga. Eu já coloquei uma receita de papilotte aqui ó. Os envelopinhos são feitos em porções individuais, por isso também são um charme para servir em um almoço ou jantar mais especial.

Aqui eu usei filé de tilápia que foi para o papelote em cima de uma “caminha” de cenoura (cortada em quadradinhos pequenos), cebola, pimentão e alecrim. Por fim, bastou acertar o sal e a pimenta, regar com um pouco de balsâmico (usei um de maracujá) e um tico de azeite. Basta fechar bem o envelope para que o peixe os demais ingredientes cozinhem no vapor que vai se formar dentro dele e levar ao forno pré aquecido por uns 20 minutos.

Fácil demais. A mesma técnica dá pra usar com outros tipos de peixe e também com filé de frango, cogumelos e os vegetais que você mais gostar.