Batata Doce Hasselback

É só uma batata doce assada, gente. O nome é invocadão (vem da Suécia, dona da receita original) mas o preparo é coisa besta, confia em mim ;)

Esqueça a receita original – com batata inglesa, asterix e manteiga – aqui eu usei batata doce e azeite e optei por não rechear. Ou seja é uma versão digamos, mais leve.

Use a batata doce com casca e tudo – lave bem, escove e faça um corte em um dos lados, para formar uma base pra batata não virar. Depois, corte as lâminas fininhas, sem chegar ao final, tem um trucão ó…

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Coloque a batata em um papel alumínio untado dentro da assadeira. Agora basta temperar. Usei azeite com alecrim, manjericão sal e pimenta calabresa, mas você pode usar suas ervas favoritas sem problemas. Certifique-se de temperar todas as fatias, pra sua batata ficar bem saborosa.

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Feche o alumínio e leve ao forno médio pré aquecido por uns 15 minutos apenas – se ficar muito, o alumínio acaba grudando na batata e aí, baubau (#fuén). Retire o alumínio e termine o cozimento no forno sem ele – isso também garante o dourado da sua batata.

Está pronta quando estiver macia por dentro e crocante por fora. Para servir, azeite, sal e pimenta moídos na hora. Acompanha bem um grelhado mas também pode virar prato principal, você decide ;)

Carpaccio de abobrinha

Tantas coisas a dizer sobre essa receita! A primeira é que é muito estranho que ela ainda não estivesse por aqui a julgar pela quantidade de vezes que ela aparece em casa. A segunda é que esse prato tão simples entrou na minha vida através da LeBox laááááá em 2013, através de um kit que a empresa me enviou e, desde então, reproduzo sempre que me dá vontade de uma coisinha leve e gostosa. A terceira é que esse carpaccio é sucesso ABSOLUTO entre o pessoal que frequenta minha casa e que sempre acaba levando a receita ou a inspiração – ou seja, já é um prato que todo mundo reproduz do seu jeito.

A quarta e última (mas não menos importante) coisa a dizer é que, se essa receita está aqui hoje, a “culpa” é da minha amiga Jacque, que provou o prato em casa, mudou para terras mineiras e volta e meia me pede a receita pelo Whatsapp,  já-que-ela-não-está(estava)-no-blog! (sempre em tom de bronca, claro…rs). Jacque, te amo, e cá está ela! Com medidas e tudo! <3

Chega de firula e vamos à receita. A primeira coisa é cortar a abobrinha italiana em fatias bem fininhas – eu uso aquele cortador que já mostrei aqui e consigo lâminas bem finas., mas não tem problema nenhum usar uma faca – só não corte fatias muito grossas pois a abobrinha é servida crua. Disponha as fatias em um prato e reserve.
Agora é hora de preparar o molho: em uma tigelinha misture (para 1 abobrinha média): 1 colher (sobremesa) de mostarda dijon, suco de 1 limão pequeno (ou 1/2, se for grandão – se for siciliano, melhor ainda) e umas 3 colheres (sopa) de azeite. Misture bem, junte 1/2 cebola roxa picada e volte a misturar.

Coloque o molho sobre as fatias de abobrinha e finalize com cebolinha picada, lascas de parmesão (opcional, pode tirar, mas dá um tchans!) e amêndoas laminadas torradas.

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Pronto! Sirva em seguida e espere os elogios ;)

Paella

Essa semana eu pedi uma paella maravilhosa pelo PedidosJá, que acabou me dando coragem de fazer uma em casa.

Paella é um prato que intimida: você vê todos aqueles ingredientes e pensa logo na dificuldade que deve ser fazer tudo aquilo. Mas tenho uma receita super fácil e deliciosa para dividir com vocês.

Esquente 3 colheres de azeite de oliva em uma frigideira grande em fogo médio. Adicione 4 linguiças de peito de frango cortadas em pedacinhos, 2 peitos de frango cortados em cubinhos e cozinhe por 5 minutos, com a frigideira tampada. Na sequência, acrescente 1 pimentão vermelho e 1 pimentão verde picadinhos, e misture com a linguiça e o frango. Tampe novamente e deixe cozinhar por mais 5 minutos, em fogo médio. Coloque 400g de camarão e deixe cozinhar até que eles fiquem vermelhos. Adicione 8 folhas de cebolinha picadas, 1 colher de chá de pimenta chili em pó, um pouquinho de cúrcuma para dar cor, sal e pimenta a gosto. Retire do fogo e mantenha a frigideira tampada por um tempo para que os camarões e a cebolinha continuem cozinhando sem queimar. Reserve.

Cozinhe duas xícaras de arroz, ou orzo, conforme os procedimentos normais da embalagem. Drene a água, e reserve uma boa quantidade desse líquido. Adicione o arroz, ou o orzo, à mistura da frigideira e mexa até que se misturem bem, deixando o prato homogêneo.

A paella está pronta e a água reservada poderá ser usada para deixá-la mais úmida – caso queira. Daí, é só adicioná-las aos poucos até chegar à consistência desejada.

Adicione mais sal e pimenta caso necessário.

Pronto! Agora é só servir e se deliciar com essa paella caseira super fácil. ;)

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Bolo de mandioca com coco

Não é todo dia que na sua geladeira tem mandioca orgânica, ovo orgânico e coco fresco ralado, eu sei, mas por aqui rolou esse milagre dia desses e eu, que não sou boba nem nada, juntei tudo num bolo daqueles bem típicos de Festa Junina. Tô um pouco atrasada, mas se você é da turma que estende os festejos até julho, olha aí uma receitinha danada de boa para sua festa.

A primeira coisa a fazer é bater 500gr de mandioca descascada e crua no liquidificador com 1 xícara (chá) de leite. Uma dica é cortar a mandioca em cubos pequenos, pois fica mais fácil de bater. Você precisa bater bem até ficar homogêneo.

Em uma tigela coloque 2 gemas (se o ovo for grande, se for pequeno, use 3), 1 1/4 xícara (chá) de açucar e 100gr de manteiga em temperatura ambiente. Com um fouet você bate esses ingredientes, na mão mesmo, até ficarem bem misturados. Daí, junta a mistura de mandioca e leite batida no liquidificador, acrescenta 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo, 100gr de coco ralado, uma pitada de sal e mistura bem. Para aromatizar o bolo usei raspas de mexerica, mas você pode usar de laranja ou mesmo de limão – só a parte colorida, de levinho no ralador, ok? Você pode achar que não, mas essa etapa de aromatizar o bolo faz toda diferença, vai por mim. Pra finalizar, 1 colher (sopa) de fermento em pó e mistura devagar até incorporar.

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Leve ao forno pré aquecido (200C) em fôrma untada e enfarinhada e asse por uns 45 minutos ou até dourar e passar pelo teste do palito.

Esse não é um bolo fofo, alto… ele é denso e pode ser comido morno (amo!) ou frio. Ideal para acompanhar um café fresquinho. Ou quentão. Ou vinho quente ;)

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Bolo de chocolate com ganache e morangos

Eu volteeeeeiiiii…

Teve férias na Itália, passagem pelo Rio de Janeiro, teve muito trabalho antes e depois das benditas férias, teve aniversário, teve um bocado de coisas que acabaram me tirando daqui por um tempo, mas o importante mesmo é que, para alegria de uns e tristeza de outros, eu tô de volta! ;)

Resolvi voltar com um bolo que bati para o meu aniversário – bolo pra dois, porque esse ano não rolou fexxxta. Chocolate, mais chocolate no recheio e na cobertura e morango. Não tem como dar errado, tem? Mais do que a receita (que é a mais simples da vida), fica aqui a ideia para um bolinho um pouco mais estiloso, naked, aquela coisa toda. Não sou grande boleira, muito menos confeiteira, vocês sabem… então, vamos focar apenas na inspiração, e vocês capricham mais por aí. Combinado?

Para o bolo a gente bate 4 gemas com 1 1/2 xícara de açucar até ficar branquinho. Junte 1 xícara de leite e bata novamente. Daí vai acrescentando aos poucos 2 xícaras de farinha de trigo peneirada com 4 colheres (sopa) de chocolate em pó. Junta uma pitadinha de sal e, delicadamente, incorpora as claras batidas em neve. Por fim, 1 colher (sopa) de fermento em pó.

Asse o bolo em forno pré aquecido (200C) por uns 40 minutos ou até passar no teste do palito. Eu assei em forma retangular e depois dividi em duas partes, mas você pode usar forma redonda, de furo, como quiser.

Para recheio e cobertura…

Fiz uma ganache de chocolate usando 1 tablete grande chocolate meio amargo derretido misturado com 1 lata de creme de leite. É só derreter o chocolate em banho maria ou microondas e misturar com o creme de leite. Eu juntei uma dosinha de conhaque porque, bem… pq era meu aniversário :)

Os morangos eu piquei (duas caixas), coloquei numa tigelinha, juntei 1 colher (sopa) de açucar e uma dose generosa (cof, cof, cof) de vinho do Porto, porque…. bem, porque eu achei que vinho do Porto ornava (rs), mas você pode limar todo o álcool da receita se quiser (quer?).

O morango tem que ficar na tigela por um tempinho – devo ter deixando um pouco mais de meia hora – pra que ele solte um caldinho. Com esse caldo você vai regar o bolo (faz uns furinhos com o palito).

Se você tiver feito um bolo redondo, é só cortar ao meio para poder rechear. Regue a metade de baixo com o caldo dos morangos, coloque uma parte da ganache e por cima os morangos picados. Coloca a outra metade de bolo, rega com mais calda e finaliza com o restante da ganache e alguns morangos inteiros  – eu ainda usei raspinhas de chocolate e amêndoas porque, como vocês notaram, eu estava impossível :))))

Não ficou fofo?

Agora, já que acabou a folga é hora de voltar à rotina. Falta muito para as férias de 2017? ;)

 

Focaccia vapt vupt

Focaccia é um tipo de pão italiano feito do jeito tradicional – fermento vivo, sova, descanso e aquela coisa toda que eu acho linda. Só que às vezes a preguiça é maior do que a vontade e aí a gente apela. Eu apelei pro liquidificador e para o fermento químico (shame on me, eu sei) e, por isso mesmo, talvez nem seja o caso de ofender os puristas chamando a receita de focaccia… but, acrescentei um vapt vupt no nome que é pra já descaracterizar aquela coisa italiana toda linda e, assim, não ofender ninguém (oremos!). Pode chamar de focaccia de preguiçoso também, ou de pão de liquidificador, fica à vontade :)

Bati no liquidificador 3 ovos, 3/4 xícara de óleo, 1 xícara de leite, 1 colher (chá) de sal e 1 xícara (chá) de farinha de trigo. É só bater bem, depois colocar numa tigela grande e juntar mais 2 xícaras (chá) de farinha de trigo, misturando bem, e finalizar com 1 1/2 colher de fermento químico em pó, mexendo só para incorporar.

Em uma assadeira untada e enfarinhada, coloque a massa e por cima azeite, sal grosso e alecrim – eu ainda incrementei com parmesão e azeitonas pretas.

Vai ao forno pré aquecido (200C) por 30 minutos e está pronto.

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Viu? Não é assim uma focaaaaaccia verdadeira mas te garanto que fica uma delícia. Com azeite e sal vira um petisco daqueles impossíveis de parar de comer e uma ótima pedida na companhia de um vinho.

Mas ó… se você quiser fazer a focaccia do jeito que se deve, meu amigo Leandro do Cozinha Pequena já ensinou tudo direitinho aqui ó. Se joga! ;)

Berinjela recheada

Berinjela é mesmo um ingrediente versátil – aqui em casa não falta nunca! Dessa vez, resolvi rechear duas berinjelas orgânicas lindas de viver que vieram na compra da semana. O preparo é muito simples, quase besta, mas o resultado é muito bom.

A primeira coisa a fazer é cortar as berinjelas ao meio, no sentido do comprimento. Com uma pontinha de faca é bom fazer uma espécie de quadriculado na polpa (sem cortar a casca) para que ela pegue o tempero. Coloque numa assadeira, regue com azeite e tempere com sal e pimenta. Leve ao forno médio pré aquecido por uns 20 minutos ou até sentir que a polpa está macia.

Retire do forno e, com a ajuda de uma colher, retire com cuidado a polpa das berinjelas. Coloque em uma travessa e acrescente a seu gosto tomate, pimentão e alho poró picados, azeitona preta, alcaparras e pimenta biquinho (essa que usei é fresca e também orgânica, deliciosa). Junte as ervas de sua preferência, dessa vez fui de orégano, tempere com sal e pimenta (não esqueça que azeitona e alcaparras já são salgadas). Misture bem e use para rechear as cascas das berinjelas. Regue com azeite e retorne ao forno por uns 15 minutos.

Na hora de servir, um tico de limão espremido e umas ervas frescas.

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Dá pra viver sem berinjela? Eu não dou conta não ;)

Massa gratinada com creme de espinafre

(não começar o post falando mal do frio, Fabiana)

Mudou o tempo, né? Saiu aquele sol quentinho e gostoso e vieram os dias frios e cinzentos, que deixam a gente com aquela fome danada de coisas calóric….

(não era pra falar mal do frio, Fabiana!)

Cof, cof, cof… massa é sempre bom, né gente? Seja no calor ou no frio, uma massa gratinada sempre tem o seu valor. Servida em mini caçarolas em porções individuais, viram uma opção fantástica para um jantar regado a amigos e vinho. Minha versão leva espinafre, uma folha que eu amo e só não faço mais por pura preguiça – quem merece lavar um maço enorme de espinafre e vê-lo se transformar em uma porção minúscula? Mas ó, vale vencer a preguiça (ou comprar o espinafre já lavadinho, que é puro amor) e se jogar nessa massa que, além de deliciosa, ainda é fácil, fácil, dá uma olhada…

Em uma panela refogue alho e cebola até dourar. Acrescente 1 colher (sopa) de farinha de trigo e deixei dourar mais um pouco. Junte o espinafre lavado e picado e quando ele murchar acrescente umas 4 colheres (sopa) de nata e 1 xícara de leite. Mexa e deixe engrossar. Tempere com sal e pimenta do reino e uma pitada de noz moscada ralada.

Cozinhe a massa (usei casarecce) até ficar al dente. Escorra, mistura com o creme de espinafre, coloque em mini cocottes (ou uma refratária grande), cubra com queijo (usei coalho) e leve ao forno pré aquecido até dourar e fazer aquela crostinha d e l i c i o s a.

Ih, não tem um ingrediente?

Faça a Bela Gil e use o que tem por aí…
A nata pode ser substituída por creme de leite, creme de ricota, requeijão ou apenas leite mesmo. O espinafre também pode ser trocado por escarola, aspargos, chicória… O queijo coalho era o que eu tinha em mãos, mas mussarela e parmesão fazem melhor o trabalho e deixam o gratinado perfeitinho. Para a massa, prefira as do tipo curto, como fusili, penne, gravatinha, caracol…

Viu? Não dá nem pra arrumar uma desculpa pra não se jogar nesse potinho delicioso de massa. E se precisar culpar alguém, culpe o frio ;)

Antepasto assado de abobrinha e maçã

Era um feriado daqueles bons de emendar… semana acabando, dia ensolarado, cidade gostosa pra circular e o convite da amiga querida para um almoço preguiçoso, regado a comidinha caseira, bom papo e vinho branco geladinho. Meu tipo favorito de programa, tenho que confessar <3

Abri a geladeira em busca de algo que pudesse levar para petiscar e não encontrei nada. Dava pra encarar um supermercado ou mesmo a padoca da esquina, mas eu dei de cara com aquelas abobrinhas orgânicas lindas e pensei, pq não? Era o tempo de cortar tudo, botar no forno e, enquanto ele trabalhava, eu ainda tinha tempo de organizar mil outras coisas. Melhor do que fila de supermercado? Ô! Mas, mais do que isso, o improviso criou uma receita que com certeza repetirei muitas vezes. Ficou bom demais e eu te prometo que a sua parte na empreitada não leva mais do que 10 minutos. Vem comigo…

O trucão é ter uma mandoline ou um cortador/fatiador de legumes, daqueles que a gente encontra em qualquer loja de utensílios e são baratinhos. Aqui em SP o melhor lugar para encontrá-los é na Liberdade. 

Bom, de posse do seu fatiador, tudo que você tem a fazer é fatiar bem fininho (e direto na assadeira já) uma abobrinha grande (ou duas menores). Te garanto – é pá pum. Abobrinha cortada, faça o mesmo com uma cebola e uma maçã grande (ou 2 pequenas). Tire apenas o cabinho e o caroço central e passe pelo fatiador. 

Ok, seu trabalho está quase finalizado. Agora basta acrescentar um pedacinho de gengibre ralado, uma mão cheia de uva passa preta (#freeuvapassa!), uns três ou quatro dentes de alho, azeitona preta picadinha (usei a portuguesa), sal (usei um moído com ervas), pimenta calabresa, 02 colheres de vinagre balsâmico, um splash de limão e uma regada generosa de azeite. Misture tudo e leve ao forno médio pré aquecido por uns 30 minutos, ou até que tudo esteja moreninho e caramelizado.

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Pronto! Eu não prometi que não ia te dar trabalho? ;)

Se quiser guardar, coloque em vidro esterilizado e acrescente um pouco de azeite. Dura uns sete dias na geladeira, mas aqui em casa não sobra nem pro dia seguinte :P

antepasto_abobrinha(antepastos fazem as pessoas felizes, vai por mim)

Lasanha de berinjela com creme de gorgonzola

Há quem diga que eu cozinho bem. Bom, se verdade ou não – afinal, gosto é uma coisa pessoal -, a mim só cabe aceitar e agradecer o elogio. Acredito que cozinha também é dom (coisa que pode até ser substituída pela técnica, não sem algum ônus) e sendo criada no meio de tantas ótimas cozinheiras, creio que acabei também sendo agraciada com ele. No entanto, tem uma coisa em mim que considero ainda mais legal do que ter uma noção do trato com as panelas… algo que costumo chamar de super poder (rs): raramente eu perco um ingrediente. Se ele está perto da hora derradeira, pimba! Sempre acho um jeito de aproveitá-lo. E, mais do que isso, essas são quase sempre as oportunidades em que consigo deixar minha criatividade mais solta. Nessas horas eu perco aquele medinho de errar, sabe? Me jogo. Às vezes dá certo, às vezes não. Dessa vez, deu :)

Tinha um pedaço de gorgonzola morrendo na geladeira e eu, confesso, não sou a maior fã do mofo azul. Até gosto de beliscar com um vinho e tal, mas nem sempre gosto dele em receitas quentes. Para mim, o segredo para usá-lo é acrescentar outro ingrediente que o suavize um pouco. Foi o que fiz aqui: processei um pedaço de gorgonzola (coisa de 1/2 xícara) com creme de ricota – o suficiente para conseguir uma pasta homogênea, que temperei com sal e pimenta.

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Essa pasta de gorgonzola foi o recheio das camadas de berinjela (previamente temperadas e grelhadas, como já falei aqui ó). Entre as camadas, também coloquei rodelas de tomate bem maduro. Finalizei com outra pastinha: dessa vez com creme de ricota e parmesão e dei o toque final com mais um pouco dele ralado.

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No forno pré aquecido (180C) é jogo rápido, já que nem tem que cozinhar nada. Basta esperar que o queijo doure e está pronto.

Pra quem tinha só um teco de gorgonzola, uma berinjela quase estragando e uns tomates que já estavam cantando pra subir, essa lasanha foi simplesmente o loosho. E como ficou boa!

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Diz… é ou não é um super poder? ;)

Tortinha de milho super fácil

Dar um fim digno para sobras não é só uma atitude econômica e sustentável. Essa atitude pode ser também a chance de você criar novas receitas, inventar novos pratos… Na minha casa esse é um exercício quase que diário. Aqui, nada se perde e tudo se transforma – e muitas vezes em algo delicioso. É o caso dessa tortinha, que foi inventada de última hora para aproveitar as espigas de milho cozidas que estavam passeando na geladeira e os restos de biscoito (ou bolacha, se você preferir, rs). Aqui, o que vale mesmo é a ideia que eu quero plantar aí na sua cachola. Use a sua criatividade e não jogue NUNCA comida fora! Se tiver algo sobrando aí, olha que delícia que você pode preparar para o lanche ou para o jantar…

Em uma panela refoguei alho e cebola e juntei o milho cozido (debulhei duas espigas pequenas). Deixei refogar um pouco e juntei 2 colheres de cream cheese (às vezes uso creme de ricota). Temperei com sal e pimenta e acrescentei 1 colher (sopa) de amido de milho dissolvido em um pouquinho só de água (coisa de 2 colheres). É só mexer e esperar engrossar um pouco. Feito isso, desligue e espere amornar para acrescentar 1 ovo inteiro e mexer bem para incorporar. Não junte o ovo com a mistura ainda muito quente pois ele vai acabar cozinhando, ok? , vagemFinalize com cebolinha ou o temperinho verde que preferir.

Para fazer a “massa” processei 15 biscoitos daqueles do tipo cracker e fiz uma farofinha fina. Juntei um pouco mais de 1 colher (sopa) de manteiga e amassei bem até formar uma farofinha mais úmida.

Com essa farofinha cobri as laterais e o fundo das forminhas (um pouco maiores do que as de empada – rendeu 4 tortinhas), apertando bem pra deixar firme. Depois é só juntar o recheio de milho e levar ao forno pré-aquecido por uns 30 minutos ou até dourar.

Lembrando que a “massinha” pode ser feita com diversos tipos de biscoito – de água, integrais… o recheio também pode ser o que você tiver sobrando. Eu uso muito esse trucão para sobrinhas de refogados, tipo abobrinha, escarola, vagem… qualquer um serve. O ovo que você vai acrescentar vai ajudar a firmar a tortinha, não se preocupe. Vale também usar o que restou da carne de panela, do frango, da calabresa… transforme tudo em um refogado úmido com a ajuda de cream cheese, creme de ricota, requeijão e use nas tortinhas.

Ah! Se você não quiser a massa, pode dispensá-la também. Neste caso, unte e enfarinhe as forminhas e coloque só o recheio de queijo. O resto do processo é o mesmo.

tortinha_milho_abertaSirva com uma salada e pronto! Uma refeição novinha e bem gostosa sem desperdiçar nada ;)