Sopa de abóbora assada com especiarias

Quem aí toma sopa até no verão levanta a mão! o/

Pra mim não tem estação ou refeição certa para uma boa pratada de sopa. Amo. Pode ser de qualquer legume, com ou sem carne, versão caldinho, creminho, o que for eu traço. Tenho paixão por canja, sopa de feijão e aquele bom e velho minestrone. Só que as vezes o tempo é curto demais e uma sopa que sempre quebra um galho e é super prática é essa de abóbora com especiarias.

O truque, se é que se pode chamar assim, é cortar a abóbora e levar pra assar. Disponha os pedaços de abóbora na assadeira e tempere com especiarias a seu gosto. Eu uso sal, pimenta, cominho, canela em pau (só para perfumar). Cobre com papel alumínio e leva ao forno pré aquecido até que ao espetar a pontinha da faca, a abóbora esteja macia.

Depois, é só retirar a polpa assada com a ajuda de uma colher e reservar.

Em uma panela levo cebola e alho para dourar em um fio de azeite. Junto um pedaço de gengibre ralado e a polpa da abóbora assada e um pouco de caldo de legumes. Tem que misturar e deixar cozinhar um pouco, até começar a engrossar. Quando está no ponto que eu gosto, acerto o tempero, junto um pouquinho de noz moscada ralada na hora e uso o mixer direto na panela para deixá-la mais lisinha e homogênea, mas nada impede de serví-la mais rústica (quando a preguiça bate forte, vou de rústica) ou de usar o liquidificador.

Na hora de servir, croutons, iogurte, azeite e pimenta do reino moída na hora são ótimos para finalizar.

Dá para fazer a mesma sopa substituindo a abóbora por inhame, beterraba, cenoura, batata doce e mandioquinha, todas igualmente deliciosas.

Salada Oriental

Voltei. Vocês também estão sendo sugados por uma máquina que tem feito o tempo correr absurdamente rápido e descontrolado? Ou será que estou envelhecendo e a sensação do tempo está diferente agora? #reflexões, rs. Teorias sobre o tempo à parte, estou de volta e hoje trago uma maravilhosidade para este blog – uma salada deliciosa que minha amiga Luciana Betenson preparou em nosso Natal antecipado (sim, já tivemos ceia de Natal esse ano – no comecinho de novembro) (eu não disse que tem uma máquina do tempo sugando a gente?) e que já virou top na minha cozinha.

Eu amo repolho mas se você não curte pode substituí-lo por acelga ok? Vamos lá.

Corte 2 repolhos brancos (pequenos/médios) em tiras beeeeeem fininhas e 1 xícara (chá) de cebolinha. Reserve.

Quebre com as mãos um pacote de macarrão instantâneo (Miojo, né gente?). Leve uma frigideira ao fogo com 2 colheres (sopa) de manteiga, 1/3 xícara (chá) de gergelim branco, 1/2 xícara (chá) de amêndoas em lascas, deixe fritar um pouco e junte o macarrão já quebradinho. Apure na frigideira até ficar dourado e crocante. Retire do fogo e deixe esfriar.

Prepare o molho:
Leve ao fogo 1/4 xícara (chá) de shoyu, 1/4 xícara (chá) de azeite e óleo de gergelim (na proporção que você gostar mais – lembrando que o óleo de gergelim dá aquele sabor oriental bem característico, então use como preferir), 2 colheres (sopa) açucar mascavo e 1 colher (chá) de sal. Misture tudo e deixe no fogo até o açucar derreter. Retire do fogo e deixe esfriar.

Agora é só montar a salada numa travessa bem bacana. Junte o repolho e a cebolinha, o macarrão frito e tempere com o molho. Rende bastante mas o repolho murcha depois de temperado. Sirva a salada assim que temperar.

Obs: Na minha versão acrescentei passas brancas pq né, #freeuvapassa. Aceitem <3

Geleia de maracujá

Se engana quem pensa que geleia é coisa só pra comer com torrada e pão! Geleia é uma ótima opção pra variar diversos pratos salgados – vai super bem com carnes grelhadas, no peixe e, acrescentada no molho da salada, dá um sabor todo especial e agridoce. Essa versão caseira é feita com a entrecasca do maracujá e é facílima de preparar.

A receita vem da minha amiga Rachel Chamusca que publicou essa delícia em sua timeline e que, quando eu disse que ia fazer,  logo me avisou: “você vai amar o perfume que invade a casa, enquanto a geleia cozinha em fogo baixo, loura”. Chelzinha do céu, você tinha TODA razão!
Então, vamos olhar pra geleia com mais carinho e produzir nossa própria e arrasadora versão maracujá que, além de perfumada e gostosa, ainda aproveita a fruta praticamente inteira, e isso a gente gosta muito não é mesmo?

O primeiro passo é descascar 3 maracujás (usei o azedo, o doce que está na foto foi só pra fazer firula), tirando só a partezinha amarela, tentando descascar fininho. Corte-os ao meio, retire as sementes e leve para o liquidificador com mais ou menos 1 copo de água, coe e reserve na geladeira. Eu coei o meu suco em uma peneira bem grossa, então o resultado tinha pintinhas da semente (achei lindo), mas se você preferir uma versão mais “limpinha” coe em peneira fininha ou em um pano limpo.

Retire a película interna da casca do maracujá – é fácil, só puxar que ela sai. Deixe a entrecasca bem limpinha, corte em pedaços grandes e leve ao fogo em uma panela de pressão com 2 copos de água. Cozinhe por 15 minutos. Abra a panela (depois de retirar a pressão), escorra e bata a entrecasca no liquidificador. O resultado é uma massa, que você vai levar à panela e acrescentar 1 xícara de chá de açucar para cada xícara que obter dessa massa (a quantidade de massa vai sempre depender do tamanho dos maracujás).  Junte o suco reservado, mexa e deixe no fogo baixo até reduzir, em panela destampada. Tome cuidado porque quando ela já está bem reduzida, pode espirrar um pouco.

Agora, pega aqui a dica da Chel: “A pectina da entrecasca deixa o doce com a maravilhosa consistência de geléia!”. Garota esperta! <3

Use sua geleia para acompanhar aquele filé de peixe ou a carne grelhada. No molho da salada, junte 1 colher de chá ao azeite e ao limão (ou vinagre) e ganhe uma camada delícia de sabor na saladinha do dia a dia. Ou, abuse das torradinhas ou panquecas americanas e deixe o café da manhã ou lanche ainda mais gostoso.


Chutney de tomate

A receita hoje tem origem na Índia e um pezinho na Itália. O chutney é um molho agridoce com especiarias (e às vezes também picante) de origem indiana pelo qual eu sou doida. A versão mais conhecida é de manga mas dá pra fazer com várias frutas, inclusive tomate. Aqui usei o italiano, beeem maduro, ótimo para aproveitar aqueles que já estão com os dias (ou horas) contados. O chutney vai bem com queijos, carnes, embutidos, vira uma base de molho incrível para o peito de frango em cubinhos e vai até (e muito bem) no hambúrguer – inclusive foi o destino deste potinho da foto ;)

A primeira coisa a fazer é tirar a pele dos tomates (já mostrei um jeito fácil aqui ó) – 1 kg de tomate rende um pote pequeno (cerca de 300gr) de chutney. Já sem a pele, corte o tomate em cubos e pode manter a semente se quiser.

Em uma panela refogue uns 4 dentes de alho amassados e uma cebola roxa grande picada em um fio de azeite. Quando dourar acrescente o tomate e mexa. Agora é hora de juntar mais ou menos 1 colher (sopa) de gengibre ralado, 1 pimenta dedo de moça (sem sementes) picadinha, 1 xícara de vinagre de arroz, 1 xícara de açucar mascavo, 1/2 xícara de açucar branco, uma pitada de sal e umas pitadas de: cravo em pó, canela, cominho e pimenta do reino, tudo a gosto. Lembrando que é bom adicionar as especiarias aos poucos e ir provando. Mexa bem, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar e reduzir por uns 50 minutos. Dependendo do tomate, será preciso acrescentar água durante o processo. Neste meu eu não precisei acrescentar pq o tomate soltou bastante líquido, mas se o seu não soltar vá juntando um pouco de água quando for preciso.

A ideia é que ele reduza e vire um molho grosso, encorpado. Daí é você quem decide – se quiser uma versão mais rústica, sirva desse jeito, ou, para uma versão mais delicada, use o mixer ligeiramente. Quando ele estiver bem reduzido, desligue o fogo e deixe esfriar.

Depois de frio, guarde em recipiente de vidro esterilizado e com fechamento hermético e mantenha em geladeira. Dura umas duas semanas, mas sempre acaba antes ;)

Bolo encharcado de laranja

Primeiramente, salve Rita Lobo!
Vem dela a receita desse bolo que entrou para o top 5 da vida confeiteira dessa que vos escreve. Bolo sem farinha de trigo, sem fermento, molhadinho, bom pra comer gelado… esse bolo é ~diferentão~ mas, até por isso, é de comer rezando.

Como a Rita não falha nunca, segui a risca a receita e posso garantir: não tem erro.
Ah! A dica preciosa é: faça no dia anterior que for servir. É, eu sei que complica um pouco, mas o resultado compensa – o bolo vira uma esponja e absorve toda a calda (daí o “bolo encharcado”, captou?). Pode servir em temperatura ambiente ou geladinho. Também pode acompanhar com um chantilly batido… e ó, bolo que faz bonito em sobremesa. Vai com fé!

Para o bolo

  • 8 ovos
  • 1 xícara (chá) de açúcar
  • 1 ¾ xícara (chá) de farinha de amêndoas (cerca de 200 g)
  • raspas de 2 laranjas
  • 2 colheres (chá) de canela em pó
  • manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar a forma (*)

Para a calda e montagem

  • 2 xícaras (chá) de caldo de laranja peneirado
  • 1 xícara (chá) de açúcar
  • 1 laranja em gomos para decorar

Modo de preparo

Do bolo

  1. Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com manteiga uma fôrma redonda, de fundo removível e 24 cm de diâmetro. Polvilhe com farinha de trigo, chacoalhe e bata sobre a pia para retirar o excesso.
  2. Numa tigela pequena, quebre um ovo de cada vez, transferindo a claras para a tigela da batedeira e as gemas para outra tigela grande – se um ovo estiver estragado, você não perde a receita.
  3. Junte às gemas o açúcar, a canela, as raspas de laranja e misture bem com o batedor de arame até formar um creme. Reserve.
  4. Na batedeira, bata as claras até o ponto de neve: comece em velocidade baixa, quando espumar aumente a velocidade gradualmente até ficar firme.
  5. Misture a farinha de amêndoas ao creme de gemas. Acrescente ⅓ das claras em neve e misture bem com a espátula para incorporar. Junte o restante das claras e misture delicadamente com a espátula, fazendo movimentos circulares, de baixo para cima, mas sem demora – o bolo não leva fermento, é o ar das claras em neve que vai dar leveza e fazer a massa crescer.
  6. Transfira a massa do bolo para a fôrma e leve ao forno para assar por cerca de 40 minutos. Para verificar espete um palito no centro: se sair limpo está pronto, caso contrário deixe assar por mais alguns minutos. Enquanto o bolo assa, prepare a calda.
  7. Retire do forno e deixe o bolo esfriar completamente antes de desenformar, a massa é delicada e pode quebrar – como não leva farinha nem fermento, o bolo murcha levemente ao sair do forno, não se assuste é assim mesmo. Depois que absorver a calda, ele incha novamente.
  8. Obs: caso não encontre a farinha de amêndoas, compre 200 g de amêndoas sem pele e bata, aos poucos, no processador (ou liquidificador) até formar uma farinha.

Da calda e montagem

  1. Numa panela pequena, misture o açúcar com o caldo de laranja. Leve ao fogo baixo e deixe cozinhar até ferver e todo o açúcar dissolver. Transfira a calda para uma tigela e deixe em temperatura ambiente para esfriar.
  2. Assim que estiver frio, abra e retire o aro da fôrma; cubra o bolo com um prato e vire de uma só vez para desenformar. Com cuidado, passe uma faquinha para descolar o fundo da fôrma. Desvire o bolo num prato de bolo fundo (ou com borda alta) – lembre-se que esse bolo é encharcado, com muita calda.
  3. Fure toda a superfície do bolo com um palito de dentes e, com paciência, vá regando toda a calda sobre a massa e laterais do bolo – dê intervalos para que o bolo possa absorver a calda. O bolo leva cerca de 4 horas para absorver toda a calda e ficar encharcado. Decore com os gomos de laranja e sirva a seguir.
  4. Obs: se preferir, deixe o bolo absorver toda a calda de um dia para o outro na geladeira. Ele fica ainda mais gostoso!

(*) para uma versão sem glúten use farinha de arroz ou de amêndoas para polvilhar a forma.

Trufas de tâmaras, tahine e cardamomo

Antes de começar preciso avisar que os puristas, doceiros e aqueles que acreditam no poder salvador do chocolate ficarão meio de mal de mim depois dessa receita. Também sei que vai parecer coisa da filha do Gil, mas… me dá uma chance? ;)

Essa receita foi inspirada em um post no Instagram da Nadia, uma iraquiana que vive na Inglaterra e tem um blog escândalo de lindo. Uma trufa zero açucar que me encheu os olhos e me deixou intrigada – tahine? na trufa? A única maneira de saber se era bom era testando, e foi isso que fiz. Desde então, acabei alterando um pouco a receita e hoje trago a versão final, uma opção bem gostosinha para quem reduziu ou cortou açucar ou apenas para quem não quer jacar loucamente durante a semana. Eu, avessa a doces e não tão fã de chocolate, curti. Abra sua mente e vem comigo…

Para a base da trufa você vai levar ao processador: 200gr de grão de bico cozido e escorrido (usei o de caixinha), 1 xícara de tâmaras sem caroço (se ela estiver durinha, deixe de molho em água fervente por 15 minutos antes) e 4 colheres (sopa) de tahine (pasta de gergelim). Basta processar até obter uma massa homogênea.
Coloque a massa obtida em uma tigela e junte 2/4 xícara de farinha de aveia, 4 colheres (sopa) de cacau em pó e 1/2 colher (chá) de cardamomo em pó e misture bem. Usei um tico de nibs de cacau, mas é opcional e só para quem curte um amarguinho (eu!).

***
um alerta amigão:
Como você notou, essa trufa não tem açucar e, portanto, não é doce. O doce dela vem da tâmara e só. Então, se você espera aquela doçura de uma trufa, talvez essa receita não seja pra você. Porém, se quiser dar uma chance mas preferir algo um pouco mais doce, acrescente um bocadinho de açucar de coco ou use um chocolate em pó meio amargo ou normal. Aqui usei cacau, que também é zero açucar.
Depois não diga que não avisei, ok? ;)

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Voltando à trufa. Com a massa bem homogênea modele as bolinhas e finalize passando pelo cacau em pó (ou chocolate em pó, se estiver usando).
A finalização também rola com castanha triturada (na da foto usei amêndoa mas pode ser nozes, pistache, avelã), coco ralado, nibs de cacau triturado (para os ousados) e até mesmo gergelim, como na receita original da Nadia.

Fácil, não é? Gosto dela geladinha mas vai bem em temperatura ambiente, acompanhando o cafezinho ou até numa sobremesa para o pessoal mais fitness (que não é o meu caso, cof, cof, cof).

Quem fizer volta aqui pra me contar o que achou?
#trufa #zeroaçucar #chocolatefitness 

Couve flor picante assada

Minha última descoberta é que deram um  nome para minha fase de vida atual: sou uma reducitariana e nem sabia. Isso quer dizer que pertenço ao grupo de pessoas que não deixaram de comer carne mas reduziram bastante o consumo – no meu caso, a carne ficou restrita apenas ao finais de semana. E como por aqui não substituímos carne por PTS (que eu adoro) acabamos focamos bastante nos vegetais e em novas maneiras de prepará-los. E tem rolado tanta coisa gostosa! Uma delas é essa couve flor, feita no forno e tão fácil que dá até vergonha chamar de receita.

Precisa cortar a couve flor em fatias médias. Não se preocupe porque alguns floretes acabam desmanchando, não tem problema. Depois essas fatias são lambuzadas ligeiramente com azeite e temperadas com sal e pimenta. Em um pratinho vai fubá (o suficiente para empanar a quantidade de couve flor que você está preparando), sal, pimenta e páprica picante a gosto. Mistura tudo e passa as fatias de couve flor nessa misturinha, dos dois lados, pressionando levemente para “empanar”. Numa assadeira forrada com papel manteiga untado com um fio de azeite, é só acomodar a couve flor, regar com um pouquinho mais de azeite e levar ao forno pré aquecido 180C até dourar – vire no meio do processo para dourar os dois lados.

Para acompanhar preparei um molhinho com iogurte, azeite, mel, sal e pimenta.

Viu? Couve flor não vira só salada, gratinado e fritura não. Ter virado reducitariana me mostrou uma infinidade de possibilidades nos vegetais e cada dia eu me apaixono mais por eles.

E você, tem um jeito gostoso de preparar couve flor? Conta aí ;)

Pão italiano sem sova

A receita veio do programa Cozinha Prática e é do Luiz Américo Camargo, um especialista na arte de pão. Trata-se de um pão italiano com casquinha crocante, miolo macio, e tudo isso sem sova e sem grandes complicações. Tem uns pulos do gato, por isso eu trouxe a receita original completa pra cá. Basta seguir à risca e eu garanto uma fornadinha de pão deliciosa. Mas já aviso: não rende muito. Aqui em casa o pão some em minutos.

  • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • ¼ de colher (chá) de fermento biológico seco instantâneo (cerca de 3 g)
  • 1 ¼ colher (chá) de sal
  • 1 ½ xícara (chá) de água filtrada
  • farinha de trigo para polvilhar a bancada
  • farinha de trigo integral para polvilhar

Modo de preparo

  1. Numa tigela grande, misture a farinha com o fermento e o sal. Acrescente toda a água de uma só vez e misture vigorosamente com uma espátula para incorporar e desmanchar os grumos de farinha.
  2. Cubra com filme e deixe a massa fermentar por 12 ou até, no máximo, 18 horas (se preferir, prepare a massa no dia anterior e deixe fermentando durante a noite). Evite mexer a tigela e proteja a massa de variações de temperatura – esse é um pão sem sova, é a ação da água que vai formar as cadeias de glúten. Deixe a massa quietinha, ela precisa trabalhar sozinha.
  3. Após o longo tempo de fermentação a massa cresce bastante, triplicando de volume; fica cheia de bolhas, mole e meio grudenta. Forre uma tigela rasa com um pano de prato limpo e polvilhe com bastante farinha de trigo integral – o pão vai descansar e manter o formato na tigela enquanto o forno pré-aquece.
  4. Polvilhe a bancada com bastante farinha de trigo. Vire a tigela e raspe bem toda a massa com uma espátula de silicone. Com a espátula de padeiro, dobre a massa sobre ela mesma, nas quatro direções de fora para dentro. Com um movimento rápido da espátula, vire a massa deixando a emenda para baixo e modele o pão: apoie uma das mãos na lateral da massa e, com a outra, passe a espátula sob a massa, girando para formar uma bola.
  5. Transfira a massa para a tigela forrada com pano de prato, deixando a emenda para cima – dessa forma o pão fica com a parte lisinha para cima ao ser desvirado dentro da panela. Deixe o pão descansar por mais 30 minutos, esse é o tempo exato para o forno pré-aquecer.
  6. Coloque uma panela média, com a tampa, dentro do forno e preaqueça a 230 ºC (temperatura alta). Usei uma panela de ferro de 26cm de diâmetro, você também pode usar uma panela de cerâmica, inox, ferro ou pedra (que não tenha nenhuma parte que possa derreter no forno).
  7. Com cuidado, retire a panela de dentro do forno e polvilhe o fundo com farinha de trigo integral (ou, se preferir, unte a panela com azeite). Vire o pão de uma só vez para dentro da panela, tampe e leve ao forno para assar por 25 minutos.
  8. Passados os 25 minutos, abra a tampa e deixe o pão assar por mais 20 minutos, ou até dourar. Retire a panela do forno e, com cuidado, transfira o pão para uma grade. Deixe esfriar completamente antes de cortar as fatias e servir.
  9. OBS: Sobrou pão? Basta borrifar com água e reaquecer o pão em forno preaquecido a 180 ºC (temperatura média). Depois de 15 minutos, ele sai do forno quentinho e com a casca crocante novamente.

como fazer pão italiano sem sova

Esse pão é figurinha fácil no meu Instagram (faby_zanelati) e esse aqui ficou mais bonitão ainda.

Almôndega vegana

Oi sumida ;)

***

Se eu disser que essa é mais uma receita com berinjela vocês ainda vão me amar e me achar normal? Porque né, esse blog é quase um portal de receitas com berinjela. Desculpa? ;)

Bom, a almôndega é vegana e a base é a berinjela sim mas você pode preparar almôndegas veganas e vegetarianas com grão de bico, mandioquinha, cenoura, abóbora (amo!)… a ausência da proteína nem será sentida, te prometo. Vem comigo…

A primeira coisa a fazer é cortar as berinjelas no sentido do comprimento e levar ao forno pra assar, com um fiozinho de azeite e sal. Não é muito demorado, coisa de uns 20 minutos. Quando perceber que a polpa da berinjela está macia, pode retirar do forno.

Com uma colher, retire a polpa das berinjelas. Ao final você vai ter umas duas xícaras de polpa (dependendo, claro, do tamanho das berinjelas). Em uma panela doure dois dentes de alho amassados e 1/2 cebola ralada em um pouquinho de azeite. Junte a polpa da berinjela, 1 xícara de aveia em flocos finos e mais ou menos 1/2 xícara de farinha de pão (eu uso pão velho, passado pelo processador, mas na falta você pode usar farinha de trigo). Acrescente primeiro a aveia, mexa e verifique o ponto. Só então vá juntando a farinha de pão (ou de trigo), aos poucos, mexendo e cozinhando em fogo baixo até que você encontre o ponto de enrolar – nem sempre você usa a quantidade toda e as vezes precisa de mais. Desligue o fogo, tempere com sal, pimenta, noz moscada, cominho, páprica… do jeito que você quiser. Eu gosto dela picante, bem temperada, mas aí é sua escolha. Também pode-se juntar ervas picadas, como salsinha ou manjericão.

Ao final você deve ter uma espécie de massa que consiga modelar bolinhas (unte um pouquinho a mão com óleo ou azeite). Faça as bolinhas do tamanho desejado e acomode-as em uma assadeira antiaderente ou forrada com papel manteiga. Leve ao forno médio pré aquecido até dourar.

Para servir eu prefiro sempre tomate picado, no estilo concassé, mas fica bom com molho de tomate também, com pesto, com aioli na versão aperitivo, ou sem nada mesmo.

A almôndega não fica lisinha e faz o estilo mais rústica. Se você preferir uma versão mais delicada, passe a polpa da berinjela pelo processador depois de assada.

Torta de iogurte e vegetais

Incluir vegetais na refeição é coisa fácil aqui em casa. Praticamente deixamos de consumir carne durante a semana, então os vegetais são protagonistas nas receitas do dia a dia. Só que eu gosto de variar bastante no preparo. Além das saladonas, refogadinhos e legumes recheados, eu também gosto da opção torta. A massa é daquelas rápidas, batidas à mão, e leva iogurte, super levinha e com um truque bacana: todas as medidas são as mesmas do potinho de iogurte. Fácil, han?

Em uma tigela quebre 3 ovos e coloque 1 pote de iogurte natural. Mexa bem e acrescente a mesma medida do pote de leite. Junte também 1/2 pote de azeite e 1 pote de queijo parmesão ralado. Misture. Acrescente 3 potinhos de farinha de trigo, de uma a uma, mexendo bem. Tempere com sal (1 colher chá mais ou menos) e pimenta. Coloque 1 sachê de fermento biológico seco e misture novamente.

Agora, os legumes ficam por tua conta. A medida é cerca de dois potinhos deles picados. No meu foi uma rapa da geladeira antes de receber os orgânicos da semana – foi cebola roxa, pimentão verde, pimenta biquinho, salsa, cebolinha, milho verde, azeitona e mais berinjela, abobrinha e cenoura, cortadas em tiras bem fininhas (uso um cortador daqueles bem baratinhos). Reservei um pouco dos vegetais para colocar por cima e o restante misturei na massa.

Coloquei em assadeira com papel manteiga untado e levei ao forno 180C pré aquecido por 45 minutos mais ou menos. Está bom quando passar pelo teste do palito.

Essa torta vira prato principal para servir com uma salada. Fica delícia tanto morna, quanto fria e de um dia para o outro fica gostosa para comer com azeite e sal.

Quadradinho de Berinjela

Nossa Fabiana, outra receita com berinjela?
É, gente, outra. Eu sou fanática por berinjela, se você aí do outro lado ainda não sabe ;)

Essa receita já deveria estar aqui porque é campeã de audiência em casa há tempos. Desde a época do Rainhas, uma amiga uruguaia me ensinou a fazer o que ela chamava de Pastelito de Berinjela. Depois de tantos anos, a receita nem é mais a mesma e por aqui ganhou o nome carinhoso de Quadradinho de Berinjela. É recheado e quase sempre com o que tiver disponível – ricota, cogumelo, frango desfiado e essa versão, com carne moída picante. Vou mostrar o passo a passo e você, quando for reproduzir, use o recheio que preferir, combinado?

A primeira coisa é cortar fatias de berinjela no sentido do comprimento, nem muito finas, nem muito grossas, e deixar de molho em água por uns 30 minutos. Depois, é só secar as fatias com papel toalha e grelhá-las levemente – em uma frigideira com um fiozinho de azeite coloca as fatias, salpica sal e pimenta e deixar dar uma amaciada, Você vai notar que a berinjela vai mudando de cor e ganhando um leve douradinho. Não precisa grelhar demais, ok? O propósito é mais deixar as fatias macias para você poder dobrar pra fazer os quadradinhos, assim ó:

Uma vez grelhadas todas as fatias (tenha em mente que você vai precisar de 2 para cada quadradinho, ok?) e, se o seu recheio estiver pronto, já dá para montar.

Como disse, eu usei um recheio de carne moída picante, que nada mais é do que um refogado de carne moída bem temperado com alho, cebola, páprica picante, pimenta dedo de moça, sal e azeitona preta. É bem básico e você pode fazer a carne do seu jeito. O pulo do gato é deixar o recheio mais sequinho, sem líquido ok?

Agora pra montar o quadradinho você usa duas fatias de berinjelas dispostas em formato de X e coloca uma colherada no recheio no meio, assim:

Pronto, agora é só fechar o quadradinho cruzando as pontas:

O resultado é este:

Para finalizar eu fui de mussarela, rodela de tomate e uma folhinha de manjericão só para perfumar. O queijo não pode ser muuuuito porque derrete e escorre.

Ficou assim:

Daí é só ir fazendo os quadradinhos, quantos você quiser, e colocando uma travessa ligeiramente untada com azeite. Se preferir, pode forrar a travessa com molho de tomate (ou branco, de repente) ok? Aliás, se você quiser, pode também usar molho de tomate por cima, no lugar do tomate – já fiz versões assim e também fica ótimo.
A receita é versátil e você vai fazendo do jeito que quiser. Por aqui já rolou com recheio de shiitake e molho de queijo por cima, com recheio de ricota e nozes, com franguinho desfiado com cenoura ralada… dentro do quadradinho você bota o que quiser.

Depois, é só levar ao forno baixo pré aquecido. Se você estiver usando molho também á rapidinho porque tudo já está cozido, é só mesmo o tempo do queijo derreter ou da rodela de tomate amaciar ligeiramente.

Aí é só servir. Eu sirvo como prato único, acompanhado por uma salada verde, mas de repente pode ser uma entrada ou um acompanhamento para um grelhado.

Fácil né? Que tal testar e me mostrar o resultado lá no Instagram? Use a hashtag #PimentaNoReino pra eu poder acompanhar (ou marque @faby_zanelati). Fechado? ;)

(antes do forno)

(depois do forno)