É Natal!

Somos o que comemos,
Da horta à mesa escolhemos!
Alimente-se de felicidades
Saboreie suas verdades
O presente é sempre uma chance
De provar o que não pode antes
É tempo de sentir do pão o calor
É tempo de estufar-se de Amor
Feliz Fim de Ano
Deguste o recomeço.
(Ariscia Yaari)

Baba ganoush de jiló

Antes de mais nada tenho que dizer que estou completamente apaixonada por essa receita. Gamada mesmo, louca de amor, sabe como é? Eu adoro jiló e adoro baba ganoush (feito com berinjela) e a mistura dos dois pra mim foi super feliz, de verdade. Sei que não é o certo, mas confesso que comi de colherada. Me julguem :)

A receita veio do Claude Troisgros com algumas mudanças minhas. Facinho, olha só…

A primeira coisa a fazer é cortar os jilós grandes ao meio (usei 10) e colocar de molho em água com sal (100gr) e suco de 2 limões por 30 minutos.
Depois, retire os jilós da água, lave em água corrente e esprema bem para tirar o líquido.
Disponha os jilós numa assadeira, regue com bastante azeite e leve ao forno 180C por 40 minutos.

Deixe esfriar um pouco em, com a ajuda de uma colher, retire a polpa dos jilós e coloque numa tigelinha. Agora é só temperar: 1/2 colher de mel, 2 colheres de tahine (pasta de gergelim), azeite, suco de 1 limão, sal e pimenta calabresa (ou dedo de moça picadinha sem semente). A receita original do Claude pede ainda hortelã picada e 50gr de pão de forma ralado (para engrossar, mas eu não achei nada necessário). A receita original pede ainda que se recheie as cascas do jiló com o baba ganoush e sirva com vieiras grelhadas(#morri!) mas eu comi foi com torradinha (tirando as colheradas que comi puro, desculpa de novo).

Na boua? Eu acho que mesmo que você torça o narizinho para jiló (como assim, gente?), deveria experimentar essa receita – o defumadinho do jiló, a untuosidade do tahine e a acidez do limão formam uma receita campeã, te garanto.

babaganoush_jilo_pap

Bolo de chocolate, especiarias e peras

Existe uma coisa a ser dita sobre mim: eu sou uma pessoa um pouco sem paciência. Não se trata de uma característica tãaaao rígida, mas tem coisas para as quais eu realmente não tenho muito saco. Um exemplo? Esperar o bolo esfriar. É, meus caros, eu sou dessas que tenta desenformar o bolo quente e quase sempre dá… zica :)  De modos que relevem a foto do bolo escangalhado e concentrem-se na receita, que é simplérrrrima, cheirosérrrrima e gostosérrrrima.

Recebi um press kit com as USA Pears, que são peras cultivadas em Oregon e Washington, nos Estados Unidos e já encontradas em hortifrutis brasileiros e, depois de matutar entre mil possibilidades, decidi que uma delas viraria bolo. Pensei num bolo invertido, daqueles com calda, mas também queria chocolate. Daí, saiu essa receitinha que vale a pena você provar.

Os ingredientes são para um bolinho pequeno. Usei uma fôrma de bolo inglês e o bolo não ficou tão alto. Uma fôrma redonda pequeninha também serve.
Cobri o fundo e as laterais da fôrma com papel manteiga. Na parte de baixo salpiquei açucar e dispus uma pera descascada e cortada em lâminas não muito finas – fatia sobre fatia.

Agora a massa…

Na batedeira: 100gr de manteiga sem sal e 100gr de açucar. Bate bem até ficar clarinho. Acrescente 2 ovos, um por um, batendo sempre. Quando estiverem bem misturados comece a juntar 100ml de leite e 100gr de farinha de trigo, sem parar de bater. O próximo passo é juntar 50gr de chocolate meio amargo derretido (pode ser banho maria ou no microondas) e bater mais. Junte 1 colherzinha de café de canela, 1 pitadinha de cravo em pó e outra pitadinha de gengibre em pó. Para finalizar, 1 colher (sopa) de fermento em pó, que nem precisa bater, só misturar bem à massa.

Basta levar essa massa à fôrma já com as peras e levar ao forno médio (200C) pré-aquecido por uns 45 minutos ou até passar pelo teste do palito.

Para desenformar: Faça isso com o bolo de morno para frio, que é para a pera ligeiramente caramelada soltar fácil do papel manteiga.

Coe um cafezinho para acompanhar :)

Ceias com receitas de chefs e cozinheiros da TV

Já imaginou que delícia seria se suas ceias de final de ano fossem produzidas com receitas do Rodrigo Hilbert, Claude Troisgros, Rita Lobo, Olivier Anquier, Bela Gil e Carolina Ferraz?

Agora, já pensou se eles te enviassem uma receita de final de ano por dia por e-mail ou Whatsapp? E se, além das receitas escritas, ainda viesse acesso a vídeos com o modo de preparo das melhores receitas da TV, tudo isso sem você precisar pagar nada?

Então pre-pa-ra porque o canal GNT lançou em novembro a campanha “Receita do Dia”. Nessa campanha, você se cadastra no site e recebe, de 01 a 23 de dezembro, um prato diferente todo dia, criado pelos chefs e cozinheiros mais queridos da TV com dicas, passo a passo e tudo que você precisa para arrasar nas ceias. Não é lindo isso?

Para se cadastrar, basta acessar gnt.com.br/receitas e aproveitar, afinal, com um time desses, sua ceia vai ser luxo! Eu, que não sou boba nem nada, já me cadastrei. Corre lá!

Olha o recadinho do (suspiros) Rodrigo Hilbert…

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Maminha na pressão com molho de mostarda

Ok gente, maminha fica linda de viver na churrasqueira, no forno… eu tô ligada, acreditem. Porém, a vida imprimiu um ritmo ragatanga por aqui e tem muita coisa pra administrar, de modos que tempo é artigo super em falta na minha casa atualmente.

Eu não sei vocês, mas eu me dou horrores com a panela de pressão. Atualmente, até arroz integral tá rolando bonitão na pressão e ó… mão na roda. Então, foi assim que decidi preparar a maminha super macia que ficou de comer rezando – e o preparo é pá pum, olha só…

A primeira coisa que fiz foi temperar a peça da maminha (com um pouco mais de 1kg) com sal e pimenta. Na panela de pressão coloquei um fio de óleo e deixei esquentar bem. O próximo passo foi selar a peça, deixando dourar bem de todos os lados.
Feito isso, é hora de incluir os temperos – usei alho, cebola, pimenta dedo de moça, molho inglês e shoyu. Tem que deixar tudo dourar bem, até que o fundo da panela esteja bem marronzinho. Quando isso acontecer, é só juntar um pouco de água fervendo – o suficiente para quase cobrir a carne.

O resto é trabalho da panela. Cerca de 30 minutos são mais do que suficientes para uma peça pequena. É só abrir a panela e deixar engrossar o caldo. Quando o meu engrossou um pouco, retirei a maminha de lá, acertei o sal, juntei umas 2 colheres de mostarda, misturei e deixei o molho apurar bem. Já no finalzinho, juntei uma cebola cortada em lâminas grossas e cozinhei junto até que ela amaciasse ligeiramente.

Para servir, é só fatiar a carne e cobrir com o molho da panela. Fala, tem coisa mais fácil?

Vai por mim… a panela de pressão é tua amiga. Afinal, nem sempre a gente tem aquele tempo todo para cocções lentas, certo? Se agarra na pressão e vai! :)

Coxas de frango com laranja e alecrim

Foi só colocar essas coxas no forno e parecia que já era Natal na minha casa. O aroma desse frango assando é coisa de louco e o sabor é tão bom que lembra mesmo os assados de Natal, daqueles bem caprichados que a gente faz. O bom é que é tão fácil de fazer que pode ser uma opção bacana para o dia a dia, pra variar aquele frango meio sem graça da dieta. Eu usei coxas, mas você pode fazer com a sobrecoxa, com a coxinha da asa e até mesmo com o frango inteiro.

A primeira coisa é misturar os temperos onde o frango vai marinar. Para 4 coxas usei: 2 dentes de alho picados, 1 colher (sobremesa) de páprica doce (pode ser a picante também), 1 pitada de cominho e de gengibre em pó, umas 3 colheres (sopa) de molho inglês, sal, pimenta calabresa, o suco de 2 laranjas (as minhas eram pequenas, se for da grande, pode ser uma só) e alecrim fresco.

Depois que tudo isso está bem misturado, é só colocar num saco plástico, juntar as coxas de frango, fechar o saco e levar à geladeira por, pelo menos, 1 hora para marinar – eu prefiro temperar na noite anterior para assar no almoço por exemplo.

Na hora de assar, se o saco for próprio para forno (eu sempre prefiro), pode colocar numa assadeira e assar o frango dentro do saco. Se não, coloque numa fôrma (junto com a marinada), cubra com alumínio e leve ao forno médio por uns 30 minutos. Depois, é preciso tirar o alumínio para começar a dourar o frango – o que leva mais ou menos uns 20/30 minutos, lembrando de vez ou outra abrir o forno e regar o frango com o caldinho que fica na assadeira. O mesmo processo vale para o frango que assou no plástico.

Para acompanhar, aproveitei o forno aceso e assei beterrabas. É só enrolar no papel alumínio e assar até ficar macia (eu gosto dela ainda um pouco crocante). Também gosto de fazer a mesma coisa com cenouras e, óbvio, também super rola com batata, mas… por que não mudar o acompanhamento de vez em quando, né?

E ó, esse frango é tão bom que você pode fazer no Natal, claro, mas nem precisar esperar até lá, viu? ;)

Atum com crosta de quinoa

Tá calor aí? Aqui a primavera tá bombando – calor e secura digna de deserto. Já estou me preparando para um lonnnngo verão (espero que com muita chuva!).

Calor é aquela coisa né? A gente não fica muito afins de comidona, molhos e quetais. Pelo menos eu sou assim. Daí apelo para pratos fresquinhos, como esse atum com crostinha de quinoa que fica delicioso e é baba de fazer, olha só.

A primeira coisa é cozinhar a quinoa (tem que deixar de molho antes, pra não ficar amarga). Essa é uma quinoa selvagem que eu trouxe do Peru e ela amarga bem se não ficar de molho, por isso deixei umas duas horas na água. Depois, é só cozinhar em água com sal até ficar macia, escorrer em água corrente e começar a temperar para fazer a crosta do atum.

Numa tigelinha misturei a quinoa, linhaça, gergelim preto e amêndoa picada (olha a foto lá embaixo). Temperei com uma pitada de açafrão, sal e pimenta do reino e reservei.

O atum temperei com sal e pimenta. Depois, foi só passá-lo pela crosta reservada, apertando bem. Numa frigideira bem quente com um fio de azeite basta selar o atum por toda a crosta, até dourar e o peixe começar a mudar de cor, de fora pra dentro, virando com uma pinça e com cuidado para não desfazer a crosta. Se preferir, pincele o atum com um ovo batido antes de passá-lo pela crosta – isso ajuda a grudá-la no peixe.

Depois que o atum já está com as pontas branquinhas, a crosta dourada e o centro ainda rosado, está pronto. Deixe descansar um pouco e depois, com uma faca bem afiada, corte em fatias.

Para acompanhar fui de saladinha resfrescante com repolho, cenoura, gengibre e coentro, temperada com sal, bastante limão e azeite. Por cima de tudo, shoyu sucrée.

Fácil né? Se quiser trocar o peixe também pode, ok? Tilápia, pescada e até salmão também ficam bacana com essa crostinha.

E que venha o verão! :)

crosta de quinoa

Cookie integral com geleia

Eu não sou uma pessoa de bolacha (ou biscoito, se você for do RJ…rs), cookie e petisquinhos doces em geral, portanto, é mesmo de se estranhar que os últimos dois posts sejam dessa categoria. Es.tra.nho :)

Bom, pra quem não sabe, meu marido perdeu cerca de 20kg no último ano com uma reeducação alimentar e nesse período foi preciso investir em receitas que eu nunca havia preparado e que não eram exatamente a minha preferência alimentar.  O apoio e o comprometimento foram importantes para que ele mudasse a relação com a comida e conseguisse o objetivo de eliminar o excesso de peso que já estava comprometendo o fígado. Felizmente cumprimos a missão! Durante esse ano, rolou muita coisa integral, muito petisco natureba e muita salada na minha casa. Foi uma época bacana para descobrir novos sabores e novas possibilidades de cozinhar leve e com sabor.  E esse cookie veio suprir a necessidade de um petisquinho doce mas gostosinho.

Essa receita chama Lalo’s Famous Cookies e veio do livro My Father’s Daughter, da Gwyneth Paltrow, presente que ganhei da minha amiga e xará Fabi. Precisei adaptar alguns ingredientes mas o resultado deu super certo…

Em uma tigela misturei  2 xícaras de farinha de trigo e 2 xícaras de farinha integral com 3 xícaras de castanhas e amêndoas trituradas (usei o processador). Depois, acrescentei 1 xícara de óleo de canola, um pouco mais de 1/2 xícara de melaço, 1 colherzinha de canela em pó, uma pitada de sal e misturei tudo formando uma massa. Depois, foi só fazer as bolinhas e dar uma ligeira achatadinha na parte de cima. Nesse “buraquinho” é só colocar a geleia de sua preferência – usei damasco e framboesa.

Forrei a forma de biscoitos com silpat,  coloquei os cookies e levei ao forno pré-aquecido (180ºC) por uns 20 minutos. A fornada rendeu cerca de 40 cookies.

Viu? Facinho e ótimo para o café da tarde, para a mordiscada no meio do expediente e até para o lanche das crianças.

 

 

Cookies de laranja e papoula (e um trucão)

Ok, cookie já é uma coisa super fácil de fazer, eu sei. Mas, sabe que dá pra ficar mais fácil ainda? Provei esse cookie no Encontro Gourmet e adorei o trucão por trás: ele é feito com mistura para bolo, aquelas que a gente compra pronta, saca? Pois é, num é que essas misturas também rendem cookies bem gostosinhos?

Para fazer, basta colocar o conteúdo da mistura para bolo (usei sabor laranja) numa tigela e misturar 1 ovo e 4 colheres (sopa) de manteiga. Basta misturar até que esteja homogêneo e dando para moldar. Se for preciso, pode acrescentar um tantinho mais de manteiga.
Daí é só fazer um rolinho com a massa e cortar as rodelinhas, de preferência todas do mesmo tamanho.

Para assar, pré aqueça o forno por uns 10 minutos. Coloque os cookies em uma fôrma forrada com silpat (ou papel manteiga) deixando espaço entre eles (senão gruda tudo!) e asse em forno 200C por uns 20 minutos. Passado esse tempo, é provável que o cookie ainda esteja meio molinho no centro. É normal, não se preocupe e pode retirar do forno. Assim que esfriar ele estará prontinho, believe me.

Eu fiz duas fornadas – dividi a massa em duas e em uma delas usei papoula e na outra lavanda orgânica (só misturar, sem mistério) e me rendeu cerca de 35 cookies.

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Bolinho de chuva

Não é nem uma receita, né gente? Bolinho de chuva é aquela coisa que se faz a olho, naquele dia que pede uma gordice, um mimo, um afago na alma da gente. Bolinho de chuva é tudo isso e ainda lembra vó, pelo menos a minha, que de vez em quando fazia o bolinho quando eu brincava de casinha com as amigas no quintal dela. Nada como uma lembrança doce :)

Como disse, receita, receeeeeita, eu não tenho não, mas vou dizer o que usei nessa fritada, que rendeu cerca de 20 bolinhos não muito pequenos (eu gosto dos miudinhos, pra comer de um bocado só, mas não tenho as manhas de fazer… shame on me).

Numa tigela é só misturar 1 ovo, 1 colher de manteiga (em temperatura ambiente, senão não rola) e 1/2 xícara de açucar (uso um pouco menos na verdade, porque não curto muito doce). Mistura bem, até formar aquele creminho maneiro. Depois é só juntar 1/2 xícara de leite e 1 xícara de farinha alternados (pode colocar uma colherada de chocolate em pó também se quiser). No final, 1 colherzinha de chá de essência de baunilha (ou um pouquinho de fava), uma pitadinha de sal e 1 colher (sobremesa) de fermento em pó. Tem que misturar tudo bem e depois fritar em colheradas em óleo quente (não muito! senão o bolinho doura por fora e fica cru por dentro) - o ideal é fogo de médio pra baixo.

É só tirar o bolinho da panela com uma escumadeira, escorrer em papel toalha e depois passar em açucar misturado com canela, a gosto.

Ah! E tem que comer quentinho né? É assim que eu gosto <3