Bolo de iogurte e laranja

Sabe aqueles bolinhos bem fofos, pra tomar com café recém coado? Esse é um deles. E é de liquidificador, que você faz num pá-pum, quer ver?

No liquidificador é só bater 1 copo de iogurte, 3 ovos, 1 xícara de suco de laranja e 1 xícara de óleo. Numa tigela peneire 2 xícaras de farinha de trigo e 2 xícaras de açucar. Agora, é só trazer o que você bateu no liquidificador e misturar aos poucos na tigela, com um fouet. Acrescente 1 colher (sopa) de fermento em pó, as raspas da laranja (sem a parte branca!) e uma pitadinha de sal. Misture bem.

Coloque em uma fôrma de bolo inglês untada e enfarinhada e asse em forno pré-aquecido por 45 minutos ou até que o bolo passe pelo teste do palito.

Viu? Eu não disse que era fácil? ;)

p.s: O bolo acabou antes mesmo que eu pudesse bater uma foto dele partido.  Peço desculpas em nome dos gulosos que impediram que essa foto acontecesse :)

Polenta brustolada com fonduta de queijo

Tá frio. E eu, pessoa ensolarada que sou, sofro. E daí eu como, que é pra rebater o frio e aquecer a alma. E tem comida que faz isso melhor do que polenta? Aqui ela aparece em versão brustolada (como se fala no Sul) com uma fonduta de queijo que é de comer rezando.

A polenta eu já ensinei aqui. Você prepara, coloca em uma assadeira, espera firmar e depois corta (usei um cortador em aro). O passo seguinte é brustolar (gente, eu juro que não sei se o verbo existe), que nada mais é do que levar a polenta para a chapa (usei uma grelha) e deixá-la dourar até formar uma casquinha.

Para acompanhar, fiz uma fonduta de queijo: uma mistura de queijo e creme de leite – mais simples, impossível. Em uma panela coloque mais ou menos 1/2 litro de creme de leite fresco e uns 400gr de queijo. Vale dizer que qualquer queijo que derrete bem serve, mas se você encontrar o fontina, garanto que não vai se arrepender.

Agora é só esperar o queijo derreter e a mistura reduzir um pouco e ficar cremosa. No final, junte 1 colher rasa de manteiga, noz moscada ralada e acerte o sal. Tem que servir bem quente, ok? Senão a paradinha esfria e o queijo começa a endurecer (o que acontece quando a pessoa blogueira monta o prato e vai ainda buscar a máquina, carregar a lente, ajustar a luz e etc, etc, etc – ser blogueira é comer comida fria, meus caros).

Para servir, coloque a fonduta no prato e a polenta por cima. Eu finalizei com pesto de ervilha e amêndoa palito, mas você pode ainda usar lascas de queijo, um fiozinho de azeite trufado, nozes… fica bom de qualquer jeito.

Não há frio que resista a esse prato quentinho, vai por mim :)

Fregola insalata

Descobrir a fregola sarda me fez amar ainda mais minhas origens italianas. Essa massa em formato de bolinha à base de semolina é típica da Sardenha e tem sido minha escolha mais frequente quando penso em uma massa ligeira. E eu, que já amava massas frias, me apaixonei de vez pela versatilidade da fregola. Aqui ela é a estrela do prato, uma espécie de salada que leva ainda lentilha e frango e faz bonito em dias mais quentes e preguiçosos.

Temperei 2 filés de frango com sal, alho amassado e molho inglês e reservei por meia hora. Em uma frigideira quente com um fio de azeite, dourei os filés e depois os deixei descansando em uma caminha de azeite até esfriar para só então cortá-los em cubinhos.

A fregola deve ser cozida em água fervente com sal, como qualquer outra massa. E também como qualquer outra massa, deve ser cozida al dente. Depois é só escorrer e, no caso da salada, esperar esfriar um pouco antes de misturar com os demais ingredientes.

Em uma tigela coloquei os cubos de frango grelhados, cerca de 1/2 xícara de lentilha (usei a de lata, em conserva), 1 cenoura pequena ralada, umas 2 colheres de pimentão verde em cubinhos bem pequenos, tomate sweet cortadinho e mini rúcula. Daí foi só juntar a fregola cozida e temperar – azeite, sal, pimenta do reino moída e finalizei com coentro fresco, mas também pode ser salsinha, manjericão, tomilho… É só mexer e misturar bem e está pronto para servir.

O frango pode ser substituído por outro ingrediente… camarão, sardinha ou vôngole ficam sensacionais com fregola. O restante dos ingredientes também podem variar de acordo com o que está dando sopa na sua geladeira… abobrinha ralada, alho poró… dá para experimentar mil variações nessa ideia.

Agora que você já conhece a fregola, procure por ela nos supermercados (aqui em SP encontramos fácil no Pão de Açucar e St Marche) e exprimente. Logo logo ela vai aparecer por aqui em versão quente, como sopa e risoto.

Pimentão assado recheado com cordeiro

(depois de um longo e tenebroso inverno e pós-Copa)
Voltei :)

Vocês também amam pimentão? Eu não fico sem e uso até como tempero (o verde principalmente) ou como prato principal, como esse pimentão laranja lindo que encontrei no hortifruti e decidi rechear.

Para o recheio, usei uma carne moída de cordeiro, mas você pode usar a normal ou mesmo mesclar – carne de boi com carne de porco, fica uma delícia! O segredo do recheio é temperar bem o cordeiro.

Coloque a carne moída em uma tigela (usei 1/2 kg para 4 pimentões) e adicione bacon em cubinhos (usei uns 50gr), 1 cebola ralada, 3 dentes de alho amassados, especiarias a gosto – usei páprica doce, cominho e canela, sem exagerar em nada! se você não tem intimidade com especiarias, coloque uma colherzinha de café de cada e aumente se achar que precisa. Depois, sal e pimenta calabresa a gosto e cheiro verde picadinho (pode ser hortelã também). Misture bem e use para rechear os pimentões, de onde você já tirou o miolo (a parte branca) e as sementes.

Acomode os pimentões já recheados em uma travessa, regue com azeite e cubra com papel alumínio. Leve ao forno preaquecido por 30 minutos. Retire o alumínio e asse até dourar.

Na hora de servir regue com mais azeite e acompanhe com uma saladinha. Fácil, né?
Uma opção bacana para variar o bom e velho pimentão recheado.

Steak tartare

Taí um prato que eu até evito fazer, mas não porque não gosto, pelo contrário, porque adoro! Justamente por isso sempre acabo pecando pelo exagero – como demais e depois fico morta de arrependimento. Quem nunca, né? ;)

Bom, o prato é comum na França mas aqui em São Paulo também anda fazendo muito sucesso em restaurantes e bares. Já provei diversas versões, inclusive a francesa, e vou arriscar dizer que essa minha não fica devendo nada pra ninguém não, viu? Até porque, o preparo é extremamente simples – uma combinação de uma boa carne com temperos equilibrados e só. Como é consumido cru, nem o fogão você precisa sujar.

Usei 400gr de filé mignon bem limpo (mas pode usar patinho ou coxão mole). O truque é cortar bem miudinho – eu costumo fazer fatias, depois tiras e depois pequenos cubinhos. Ah, mas então não pode moer? Não, não pode… tem que ser assim mesmo, miudinho, na ponta da faca. Dá um pouquinho mais de trabalho mas, né, não há bônus sem ônus, comadre.

Bom, depois que a carne está bem picadinha é hora de acrescentar os demais ingredientes. Entra tudo beeeeem picadinho em cubinhos minúsculos: 1 cebola roxa pequena, 2 pepinos em conserva, mais ou menos 1 colher (sopa) de alcaparras. Agora vem o tempero: 1 colher (sopa) mostarda dijon, umas 2 colheres (sopa) de molho inglês, 1 colher (sobremesa) de conhaque, 1 colher (sopa) azeite, sal e pimenta. Depois, pra finalizar, 1 gema de ovo caipira. Só a gema, tá? Basta misturar muito bem tudo isso até ficar homogêneo. Simples né?

O acompanhamento mais que perfeito é batata (de verdade) frita. Eu fiz a minha versão no forno, que amo – crocante por fora e macia por dentro. Morro!

Esses franceses sabem o que é bom, isso sim :)

Polenta na panela de pressão

Fui ali trabalhar um bocado, participar de reuniões (aquelas intermináveis e improdutivas, saca?), ver os jogos da Copa e comemorar meu aniversário e fiquei longe uns dias. Mas, voltei (#azinimigachoranessahora) com tudo e mais um pouco e vou atacar logo de polenta, que é um dos meus pratos favoritos de toda a vida (olha as minhas raízes italianas aí!) e que cai super bem nesses dias mais frios.

Você já leu o título e, se for do tipo bem purista, torceu o nariz para o nome da receita. Bom, minha avó também torceria, admito. Sim, polenta é daqueles pratos de fazer devagar, cozinhando lentamente o fubá até a polenta desprender do fundo da panela, usando toda a força conquistada na academia pra mexer a polenta e não deixar empelotar, todas essas coisas. É assim que se faz uma polenta tradicional, é verdade, mas não é sempre que a gente tem esse tempo e essa disposição, certo? Comigo às vezes é assim e, embora eu goste muitíssimo do método tradicional, certas vezes meu desejo de comer uma polenta quentinha não casa com a minha disposição e eu ataco de panela de pressão, que aliás é uma coisa que uso pacas.

Usei a farinha de milho que veio do Sul pelas mãos da minha amiga Clau, mas também dá para preparar com sêmola de milho, polenta italiana do tipo Bramata, ou mesmo o bom e velho fubá. Tem ainda as versões instantâneas, mas eu não morro de amores por nenhuma delas, embora sejam um quebra galho também.

Minha proporção é de 250gr de farinha de milho (ou fubá) para 1 litro de água, mas tem um truque que minha mãe me ensinou: antes de levar o fubá para a panela, dissolvê-lo em 1/2 litro de água. Vira uma massaroca úmida de milho, mas não se preocupe, é assim mesmo.

Feito isso, fervo 1 litro de água na panela de pressão, junto um pouquinho de sal e trago o fubá umedecido para a panela. Vou acrescentado-o aos poucos, mexendo bem para não empelotar. Quando ele está todo incorporado, basta aguardar que comece a borbulhar, abaixar o fogo, tampar a panela e contar 10 minutos depois que pegar pressão.

É só tirar a pressão da panela, abrir e ver que polenta cremosinha que se formou! Eu ainda junto umas 2 colheres de manteiga porque agrega sabor e dá um brilho lindo para a polenta e um pouco de parmesão ralado (por isso, cuidado com o sal na água!).

Eu curto polenta de qualquer jeito, mas ela molinha quando sai da panela….afff, não resisto e como de colherada, sem molho nem nada.

Aqui acompanhei a polenta com um molho bolonhesa, mas você pode fazer seu molho preferido – vermelho, branco e até um bom pesto super combinam com polenta.

E então, facinho desse jeito, aposto que você até se animou a preparar uma polentinha hoje a noite né?

 

Creme de abóbora e cenoura

Sou apaixonada por abóbora, principalmente pela cabochan (cabochã, cabotiã, cabocha, whatever) ou abóbora japonesa, como também é conhecida por aqui. É aquela da casca grossa (terrível de descascar!) e escura, e sabor bem docinho. Amo. Em casa sempre tem e quando não compro já descascada (pq né, Deus é mais!) eu costumo assar com casca e tudo, como já ensinei aqui nesse creminho com gengibre. Pois bem, hoje vou mostrar como faço essa outra versão de creme, sem precisar assar, ideal pra quem tem pressa.

O primeiro passo é descascar a abóbora e cortá-la em cubinhos (vai com fé!), cerca de uns 500gr. Depois, é só fazer o mesmo com umas 2 cenouras grandes, também em cubinhos.

Em uma panela coloque um fio de azeite e acrescente 1 cebola e uns 2 dentes de alho amassado. Deixe até que esteja começando a dourar. Acrescente a abóbora e a cenoura picadas. Tempere com sal e pimenta (acrescente um pedacinho de gengibre ralado para dar mais sabor ainda!) e uma pitada de noz moscada ralada. Junte uma folhinha de louro, cubra com caldo de legumes (até uns 3 dedos acima), tampe e deixe cozinhar até que a abóbora e a cenoura esteja macias.

Retire a folha de louro e use um mixer direto na panela para transformar tudo em um creme. Se não tiver, leve tudo ao liquidificador e depois retorne para a panela. Acerte o tempero, desligue e sirva com parmesão ralado, um fio de azeite e mais pimenta do reino moída na hora.

Se preferir um creme mais suave, junte um pouco de creme de leite no final do cozimento (depois de usar ou mixer ou liquidificador).

Dá pra servir esse creme também dentro do pão italiano, aquele redondinho. Fica loosho e aí é só abrir um vinho e garantir um jantar quentinho e saboroso. A-do-ro.

Nhoque de ricota, escarola e parmesão

Todo mundo diz que ricota é sem graça, que não tem gosto de nada. Concordo. Porém, ricota é um ingrediente super coringa e que, com um pouco de criatividade, pode sim virar algo bem saboroso, como esse nhoque. Em casa utilizamos muito, pois além de ser trucona, geralmente ela é facílima de preparar. Essa receitinha por exemplo é pá-pum, dá uma olhada…

Processei 350gr de ricota com 1 xícara de escarola refogada (com alho e azeite, coisa rápida, só um susto na panela) e espremida. Juntei ao processador 1 ovo, 3 colheres de cream cheese e cerca de 1/2 xícara de parmesão (do ótimo!) ralado. Depois, é só transferir para uma tigela e acrescentar farinha até conseguir um ponto que dê para modelar bolinhas com a massa – aqui usei cerca de 3 colheres de sopa de farinha de trigo. Para finalizar é só temperar – sal (cuidado que o parmesão já é salgado!), pimenta do reino branca e noz moscada.

O próximo passo é modelar as bolinhas e levar para uma panela com bastante água fervendo e cozinhar como o nhoque tradicional. Ou seja, é só retirar com uma escumadeira os nhoques que subirem à superfície.

Para o molho eu fui de tomate e manjericão, bem tradicional, mas molho branco ou pesto também funcionam super bem. Você também pode trocar a ricota comum pela de búfala, pode trocar a escarola por espinafre, rúcula ou agrião (nesse caso nem é preciso refogar antes), pode juntar nozes, passas…

Ricota pura pode até ser bobinha, mas um bom tempero a deixa pronta para diversas receitas. Se você ainda tem preconceito, se joga e experimenta. Acho que você vai curtir ;)

Chips assado de batata doce e alecrim

Ouvi dizer que atualmente a batata doce é o ingrediente queridinho do povo da maromba. Não sei ao certo o motivo, mas parece que o tubérculo caiu nas graças da galera fitness. Bom, vai ver eles descobriram o que minha avó já sabia há mais de 80 anos – batata doce faz bem! Quando criança ela era presença constante à mesa lá de casa, e não havia quem não gostasse!

Aqui, uma versão assada, bem gostosinha e fácil de fazer. Mas, já aviso: faça bastante! A gente começa a comer e não pára mais.

A única coisa a fazer é cortar a batata doce (com casca e tudo) em rodelas bem fininhas. Eu usei mandoline, mas aquele fatiador de legumes e até mesmo a faca e um pouco de paciência faz as fatias fininhas que você precisa. Depois, é só ajeitar as rodelinhas em uma assadeira coberta com  silpat (esse da foto) ou papel manteiga untado com um tiquinho de azeite (use um pincel pra precisar de bem pouquinho azeite). O único porém é que você não pode colocar uma por cima da outra, ou seja, cada fornada deve ter apenas uma camada de batata doce na assadeira. Uma boa ideia é usar essas assadeiras de biscoitos, bem rasinhas (veja na foto). Assim, assa mais rapidinho ainda.

Depois, é só temperar a batata com sal e pimenta moídos na hora e completar com alecrim. Leve ao forno preaquecido (uns 200C) por uns 20 minutinhos ou até as fatias estarem douradas. Fique de olho! Quanto mais fininhas forem as fatias, mais rápido assa.

Retire do forno e deixe esfriar uns cinco minutinhos antes de servir – assim elas ficam bem crocantes!

Fácil né? ;)

Carne loka, loka, loka (e desfiada)

Gente, carne louca! Quem nunca deu de cara com ela numa festinha infantil, daquelas de escola? Pois é. Carne louca pode ser old school, vintage e até meio clichezona, mas é bom demais. De modos que nem vou me alongar muito nas apresentações e já vou logo entregar o jeito fácil e rápido de preparar essa delícia. Se bobear, dá tempo de fazer ainda hoje :)

Dá pra fazer carne louca com miolo de acém, com peito, lagarto, pernil e também com fraldinha, como essa que fiz. O melhor é escolher esse cortes que demoram mais para cozinhar e que, quando cozidos, desfiam facilmente. Também dá pra fazer carne louca sem usar a panela de pressão, com cozimento lento e resultado incrível, então fique à vontade pra usar o método que preferir, ok?

A peça de carne que você vai usar precisa estar limpa, sem gordura, sebo. Uma peça de 1,5kg a 2kg é o ideal. Aqueça a panela de pressão e coloque um fio de óleo. Junte a carne, que você pode cortar em três ou quatro pedaços grandes. Deixe fritar até que a água que ela vai soltar seque e comece a ficar dourada. Eu já disse aqui e repito – não consigo fazer nenhum tipo de carne na panela sem obedecer esse processo. Pra mim ele é fundamental para garantir um molho escurinho e saboroso.

O próximo passo é temperar a carne. Primeiro, alho e cebola em quantidades generosas. Junte-os e deixe que comecem a fritar também. Nesse momento  é hora de juntar um pouquinho de vinho tinto – ele vai soltar todo esse fundo da panela e, claro, dar sabor à carne. Depois, pimentão vermelho e verde em fatias (1 de cada), uma cenoura em cubinhos, 4 tomates bem vermelhinhos sem pele e sem semente (pode ser 1 lata de tomate pelado), duas folhas de louro e temperos a gosto: sal, pimenta calabresa e um tico de cominho e de molho inglês. Deixe tudo fritar mais um pouco e finalmente cubra a carne com água fervente ou caldo de carne. A quantidade de água/caldo deve cobrir a carne e mais uns 3 dedos.

Tampe a panela e cozinhe por cerca de 1 hora, abrindo na metade do cozimento e acrescentado mais água/caldo se necessário. Quando a carne estiver no ponto, ela vai desmanchar apenas de você mexer com uma colher. Esse é o ponto certo. Nessa hora eu gosto de juntar mais cebola em meia lua e mais um pimentão em fatias fininhas e cozinhá-los rapidamente, para que não sumam. Eu gosto quando tem cebola e pimentão aparecendo na carne louca, mas isso vai de gosto. Se você não curtir a ideia, é só limar esse acréscimo, ok?

A carne estará pronta quando o caldo tiver secado e o que restar dele seja um molhinho bem espesso. Se for cozinhar sem pressão, pode triplicar esse tempo e vai ser necessário mexer de vez em quando. Depois de cozida, basta finalizar com cheiro verde picadinho e acertar o tempero se necessário.

Essa carne vai pra dentro do pão francês e vira aquele sanduíche loucura-loucura-loucura e, se sobrar (o que eu acho bem difícil), pode muito bem virar recheio de torta ou molho para uma massinha sem compromisso.

Se você ainda não se arriscou a preparar uma receita de carne louca, está mais do que na hora de mudar isso aí! Esse é daqueles pratos que com o tempo a gente prepara de olhos fechados e que sempre vai ficando com a nossa cara, do nosso jeito e até com nosso nome. Até que um dia alguém vai dizer “ah, podia ter a carne louca da Fulana, né?”. É isso. Carne louca vira marca registrada na cozinha :)

#dica – Talo de couve

Não jogue fora os talos da couve! Eles ficam uma delícia numa farofinha, assim ó…

Doure alho e cebola na manteiga e acrescente os talos de couve picadinhos. Junte uva passa e cozinhe só um pouquinho, para dar uma ligeira cozida nos talos. Junte farinha de mandioca e vá torrando até ficar douradinho. Tempere com sal e pimenta e voilà! Farofinha gostosa e crocante :)