Torta de chocolate e limão

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Hoje uma leitora me pediu a receita da “minha famosa torta de chocolate e limão” e eu fiquei nostálgica ao revirar arquivos. Sete anos se passaram desde que publiquei essa receita pela primeira vez no extinto Rainhas do Lar e desde então ela aparece nas ceias das leitoras, nos aniversários, nos momentos felizes… Dez anos que algumas pessoas me acompanham, leem minhas receitinhas e as reproduzem em suas cozinhas, às vezes lembrando com carinho de mim.  Olha, não é por nada não, mas eu tenho um orgulho danado da minha trajetória blogueira, que começou láááááááá em 2000. Tô emotiva hoje, relevem :)

Eu ando empolgada com minhas novas fôrmas de fundo removível e particularmente inspirada em, como diria minha avó, “inventar moda”.
Então saiu essa torta que é mezzo doce, mezzo azedinha e que vai bem pra quem, como eu, não é fã de doces enjoadões.

Fiz uma massa básica de tortas, a mais fácil de todas, porque eu não me dou com essa coisa de massa sovada, crescida e o escambau. Entonces, triturei no liquidificador um pacote de 200gr de biscoito maisena e fiz uma farofinha fina. Coloquei numa travessa e acrescentei umas 4 colheres (sopa) de manteiga sem sal derretida e misturei bem. Com essa farofa mais úmida, forrei o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível de 24cm. Levei ao forno pré-aquecido por uns 10 minutinhos e reservei.

Para fazer o recheio de chocolate…

Lembra que eu disse que sempre tenho chocolate meio amargo em casa (eu compro aquelas barras grandes pra quem trabalha com chocolate)? Então… peguei uns 300gr de chocolate meio amargo, derreti em banho maria, juntei 1 lata de creme de leite, 1 colher (sobremesa) de manteiga sem sal, 2 colheres de Nutella e 1/2 envelope de gelatina em pó sem sabor hidratada na água (veja instruções na embalagem e hidrate o envelope todo pois vamos precisar de mais 1/2 envelope para o recheio de limão, ok?)
Coloquei esse recheio sob a massa reservada e levei à geladeira enquanto fui fazer…

…o recheio de limão…

Bati no liquidificador 1 lata de leite condensado, 1 lata de creme de leite, 1/2 lata de suco de limão (se quiser menos azeda, pode usar menos suco de limão) e 1/2 pacote da gelatina em pó sem sabor hidratada.

Coloquei sobre o recheio de chocolate que já estava na massa, raspei chocolate por cima e levei à geladeira por umas 4 horas. Depois, foi só desenformar e servir.

Até pra quem não curte doces essa receita é boa, vai por mim =)

Canelone de ricota, escarola e amêndoas

Eu nem sou a maior fã de massas recheadas, é verdade. Prefiro as massas longas, que são a minha verdadeira paixão, mas tenho que admitir que certos recheios podem fazer meus olhinhos brilharem, como esse que fiz para o canelone. Uma combinação levinha de mussarela de búfala, escarola e amêndoas, fácil de fazer e super saborosa.

A primeira coisa que fiz foi cozinhar a massa. No caso, utilizei uma pronta, já no formato de canelone. É só cozinhar até o ponto al dente, escorrer e passar por água fria para parar o cozimento.

Para o recheio usei 200gr de mussarela de búfala, 2 colheres de cream cheese, 1 xícara de escarola pré-cozida (espremida), noz moscada ralada, sal e pimenta do reino branca.
Basta misturar, acrescentar amêndoas laminadas a gosto e usar para rechear os canelones.

A finalização fica por sua conta. Com molho branco, de tomates, gratinado ou não… Eu optei por uma versão mais levinha, com um molho de tomate pelado, mas se você quiser acomodar os canelones em uma travessa, cobrir com molho e queijo e levar ao forno, também vai ficar divino.

Ah! Se você não gosta de escarola (como assim, gente?! rs) pode trocá-la por espinafre (também não?) ou rúcula. A ricota também pode ser a comum, embora a de búfala na minha opinião seja mais saborosa. E o cream cheese também pode ser trocado por qualquer queijo cremoso – vale também aqueles creminhos de ricota ou minas, ok?
Na falta da amêndoa, nozes ou qualquer outra castanha dão ao recheio a crocância que ele precisa, combinado?

Fácil né? Então… vamos sair daquele círculo vicioso de recheio de carne moída ou frango? Eu curto ambos, mas quebrar a rotina também é importante, gente! Experimente :)

Bolo de limão siciliano

Vou logo começar dizendo: PRE-PA-RA! Porque esse vai ser o melhor bolo de limão que você já comeu na vida.

A receita vem do Rogério Shimura, não à toa o mestre da panificação, e ó… é fácil, rende um bolo pequeno (dá pra você usar essa desculpa pra não ter que dividí-lo com ninguém, ó que beleza?) e você faz na mão, sem batedeira, liquidificador, nada. Olha que belezura…

Antes de comecar a bater o bolo, faça uma caldinha de limão:
Misture 25mL de suco de limão siciliano,  75mL de água, 15mL de rum e 100g de açúcar e ferva apenas até que o açúcar esteja dissolvido. Reserve.

Pré-aqueça o forno a 170C.

Peneire 135g de farinha de trigo e 5g de fermento em pó (químico) e reserve. Derreta 75g de manteiga e misture-a com 75g de creme de leite. Reserve.

Numa tigela bata 3 ovos e 175gr de açucar e bata até formar uma mistura homogênea. Junte a mistura de creme de leite e manteiga e misture bem. Adicione as raspas de 1 limão siciliano e por último a farinha peneirada com o fermento, até a massa ficar homogênea.

Leve para assar em forma untada e forrada com papel manteiga por cerca de 30 minutos a 170ºC. Eu usei uma forma comum de bolo inglês e foi perfeita.

Assim que o bolo sair do forno, pincele com a calda de limão. Eu ainda polvilhei papoula e amêndoas torradas, pra dar um tchan.

Esse bolo com café quentinho… pffff! Faz e volta aqui pra me contar?

A moça das farinhas

Eu sou daquelas pessoas que recebem presentes de comer o tempo. É uma amiga viajar e meu estoque sempre aumenta. Farinhas, temperos, ingredientes inusitados ou difíceis de achar, um mimo para a cozinha, um utensílio fofo que tem a minha cara, um livro de receitas estrangeiras, algo que aqui custa os olhos da cara aqui e lá fora é baratim… Tenho a impressão de que as pessoas olham pra mim e…pimba! lembram logo de comida.

Eu, claro, adoro. Afinal, se sou do tipo “forno & fogão” (com muito orgulho!), o que poderia me deixar mais feliz do que ser lembrada dessa forma?

Dessas lembranças vieram muitas e muitas farinhas e outro dia eu separei essas quatro, presentes de gente muita querida e que sabe que eu sou uma baita farofeira :)

A farinha branquinha de mandioca tem até nome: Marlete, e veio de Santa Catarina para a minha cozinha pelas mãos suaves da Dadivosa. A de mandioca em flocos maiores veio “du Goiás”, saída das sacolas mágicas que vem daquela terra através da Lara do Sem Medida. A farinha de milho Burati faz a melhor polenta do mundo e veio lá do Rio Grande Sul tchê! A Clau nunca esquece de mim naquele Rio Grande, né gaúcha? E a farinha amarelinha vem lá de Belém, da generosidade da amiga Helena Gasparetto que se lembra sempre que eu apenas AMO essa farinha – a farofinha feita com ela é coisa de comer rezando, juro.

Junte aí as farinhas normais que a gente sempre tem: trigo, trigo integral, de rosca, de mandioca e mais algumas diferentes que eu também tenho em casa: a de arroz, de amêndoas e de linhaça e pronto! Num é que eu sou mesmo a  moça das farinhas? :)

Lavash

Lavash (já vi grafado como lavosh também, mas optei pela grafia da Wikipédia) é um pão típico da Armênia, bem fininho, feito com farinha de trigo e sem fermento. Pode ficar maleável ou fino e crocante, depende da espessura que você abrir da massa. Não sei muito sobre a sua origem e tampouco sobre a receita tradicional. O que sei é que essa receita saiu da timeline do meu amigo Claudio Rúbio no Facebook (com pequenas alterações minhas) e fez sucesso aqui em casa. E o bom é que não exige sova e é fácil de fazer. O ruim é que não rende muito e esse é o tipo de coisa que você começa a comer e não pára mais, acredite.

Em uma tigela misture 1 xícara (chá) de farinha de trigo, 1/3 xícara (chá) de farinha integral, 4 colheres de gergelim (metade comum e metade preto ou só de um tipo, você decide), 1 colher (chá) de sal (usei o moído na hora) e 1 colher (sopa) de alecrim seco. Em outra tigelinha misture 1/2 xícara (chá) de água, 1/4 xícara de (chá) de azeite (usei o de alecrim) e 1 colher (chá) de óleo de gergelim.

Depois, é só juntar os secos e a mistura líquida e amassar até obter uma mistura homogênea. Eu deixei na geladeira por 30 minutos para que a massa ficasse mais fácil de abrir. Para isso é só usar o rolo de macarrão em uma superfície ligeiramente enfarinhada (a massa não gruda com facilidade não). A dica é abrir fino para obter um pão bem estilo cracker. Eu cortei em retângulos e minha paciência sem limites (#sqn) não permitiu que todos tivessem o mesmo tamanho (shame on you, Fabiana!), mas tá valendo.

Para assar, coloque a massa cortada em uma assadeira com papel manteiga (ou silpat), pincele um pouquinho de azeite, salpique flor de sal (é opcional, tá?) e leve ao forno baixo preaquecido por 15 minutos ou até que estejam levemente dourados. Olho vivo nessa hora porque, quanto mais finos, mais rápido assarão! Para servir, optei por uma pasta de tofu com manjericão porque, bem… porque eu tô nessa de tofu agora, me deixem! :) Mas você pode servir com qualquer pastinha ou puro mesmo, porque ele é gostosinho pra dedéu.

***

O Vitor Hugo do Prato Fundo já fez Lavash também e deu toda a explicação histórica. Vitor arrasa, vai lá!

Lagarto ao Molho de Cebola

Eu já contei aqui que lagarto é dos meus cortes favoritos, tanto pela versatilidade quanto pelo sabor. Em casa rola muito – com molho, em versão fria, salada, rosbife. Esse daqui eu fiz com molho de cebola, que orna muito com a carne e eu particularmente AMO pra comer com arroz fresquinho. Há quem faça com a sopa creme de cebola de pacotinho, mas eu juro pra você que nem dá tanto trabalho fazer seu próprio molho, caseirinho e sem o sódio do pacote.

Compre uma boa peça de lagarto, limpe-a bem, retirando a gordura e tempere com alho amassado, sal e molho inglês. Na panela de pressão, aqueça um fiozinho de óleo e coloque o lagarto. Sele a peça de todos os lados, até dourar. Junte um pouco de água fervente, o suficiente para cobrir metade da carne. Tampe, coloque em fogo médio e deixe cozinhar por uns 40 minutos ou até que a carne esteja macia ao espetar a pontinha da faca. Abra a panela e confira – se ainda não estiver macia, pode ser necessário acrescentar mais um pouco de água e deixar por mais alguns minutos. Note que a carne tem que estar cozida, mas não desmanchando, ok?

Quando a carne estiver cozida, retire-a da panela e deixe esfriar um pouco antes de cortar em fatias.

Reserve o molho que se formou. Se você fez tudo direitinho, vai ficar com um caldinho dourado, lindo de viver na panela. Retire-o e leve a panela de volta ao fogo. Junte uma colher de manteiga e um fio de óleo. Acrescente 2 cebolas cortadas em meia lua não muito finas. Deixe a cebola fritar até começar a caramelizar. Acrescente 1 colher sopa de farinha de trigo e deixe cozinhar junto com a cebola, mexendo até dourar. Faça um deglacê com 1/2 xícara de vinho branco e deixe evaporar um pouco. Agora, é hora de juntar aquele caldo do cozimento do lagarto, que estava reservado. Você pode coá-lo ou não, você decide. Mexa bem, tempere com sal, pimenta e a erva de sua preferência e cozinhe até engrossar.

Acomode as fatias de lagarto na travessa, regue com o molho de cebola e providencie um arroz branco bem fresquinho para acompanhar.

Mini omelete assada

É omelete, mas servida assim fica muito mais fofinha. É só usar as forminhas de muffim, empada ou até as de cupcake e levar sua omelete linda para o forno.

Receita de omelete cada um tem a sua, certo? Eu usei 3 ovos caipiras, manjericão fresco, pimentão vermelho em cubinhos, pimenta calabresa, parmesão ralado, sal e bacon frito em cubinhos (basta dourá-los, descartar a gordura e utilizar). O truque é bater bem os ovos e acrescentar uma colherzinha de café de fermento em pó. Três ovos rendem 6 mini omeletes tamanho médio.

As forminhas precisam ser untadas – eu usei azeite e queijo ralado para isso – e não podem ser cheias até a boca porque a omelete cresce no forno. O forno deve ser médio, preaquecido e elas devem ficar lá uns 20, 30 minutos, até dourar e estar cozida por dentro.

Nem preciso dizer que omelete pode ser feita com seus ingredientes favoritos, né? Eu adoro tomate sem pele e sem semente em cubinhos e peito de peru, mas dá pra usar queijo minas, espinafre, escarola, calabresa… o que estiver de bobeira na sua geladeira.

Almoço de Verão

vital
Foi esse o tema do convite que recebi da revista Vital para criação de um cardápio, que foi publicado na edição 10.

No meu menu teve clericot; água aromatizada; enroladinhos de mussarela de búfala, pera e kani kama; salsa picante de abacate; salmão assado com laranja e gergelim e cuscuz marroquino. Tudo no clima da estação e, o melhor,  super fácil de fazer.

Gostou? Então corre no Facebook do blog (clica aqui ó) pois já publiquei por lá todas as receitas.

Panzanella | Salada de pão

Panzanella
Eu nem ia chamar de Panzanella porque pratos típicos sempre causam polêmica … “ah, mas falta isso” “a original não é assim” e por aí vai. Na verdade, Panzanella nada mais é do que uma salada italiana de pão dormido que aceita diversas versões com seus ingredientes favoritos. Eu ataquei com o que tinha na geladeira e, insubordinada que sou, usei um pão de forma integral que já estava batendo as botas na cesta de pão, mas a receita feita com pão italiano amanhecido (será que o certo é dormido ou amanhecido? rs) fica uma loucura.

O primeiro passo é tostar o pão. É só cortar em cubinhos, colocar em uma assadeira, regar com um pouco de azeite e sal moído na hora e levar ao forno para dourar ligeiramente. Quando o pão estiver frio, coloque em uma tigela e comece a acrescentar os demais ingredientes da sua salada de pão. Eu usei: tomate sweet, azeitona verde, manjericão, mussarela de búfala e pimenta biquinho. Depois é só temperar. Alho raspado, azeite, sal e pimenta e, no final, um splash ligeiro de suco de limão.

Pra comer na tigelinha, com uma taça de vinho ou uma IPA honesta.

***

Algumas comadres já falaram sobre a panzanella em seus blogs e a Letícia deu uma canja sobre a origem do prato, olha só…

Reza a lenda que ela foi criada pelo hábito dos camponeses de molharem o pão velho e seco (que era feito ou comprado apenas uma vez por semana) e de misturá-lo com as verduras encontradas na horta. Também há quem acredite que ela nasceu à bordo dos barcos pesqueiros, os marinheiros levariam pão duro, azeite e tomates e todos os ingredientes eram molhados com a água do mar, que temperava a salada.

Rocambole folhado com ricota, abobrinha e passas

Rocambole folhado
Oi bonitezas, tudo bem com vocês? O calor também deu uma trégua por aí? Por aqui ele deu uma amenizada mas eu continuo sem vontade de comer coisas muito pesadas e fumegantes. Dia desses, no auge da preguiça e da esbaforice, inventei esse rocambole pá-pum que ó, ficou delícia.

É uma coisa tão boba que não dá nem pra dizer que seja receita, saca só…

O grande lance desse rocambole é você ter uma caixinha esperta de massa folhada em seu freezer. Eu sempre tenho! A bichinha descongela rapidinho e quebra diversos galhos. Fora que eu acho bem gostosa. Mas ó, se você quiser fazer sua própria massa folhada, go ahed! Dou a maior força e já acendo uma vela aqui pra ti, porque ó… você é um(a) santo(a)! Rá! ;)

Bom, com a massa folhada em mãos, agora é hora de fazer o recheio. Nada mais do que ricota esmagadinha com uma abobrinha ralada (crua mesmo) e um punhado de passas. Só isso! Tudo que você tem a fazer é misturar bem os ingredientes e temperar com sal, pimenta do reino moída na hora, noz moscada ralada e uma ervinha pra dar uma felicidade nessa mistura (eu usei salsinha).

É só distribuir o recheio por cima da massa aberta, fechar como um rocambole, colocar em uma fôrma (usei a de bolo inglês), pincelar com uma gema e levar ao forno médio preaquecido até que esteja douradinha… coisa de uns 30, 40 minutos.

Fácil né? E com uma saladinha acompanhando você já resolve a questão do almoço ou jantar e ainda come sem culpa uma coisinha leve e gostosa.

Curti :)

rocambole_folhado_pap
(passo a passo mais fácil do Oeste!)