Quibe (ou kibe) de berinjela


Eu já tinha provado algumas versões de quibe de berinjela e, apesar de ser  absolutamente l.o.u.c.a pelo legume, nunca tinha me empolgado muito com essa preparação. E justamente por isso decidi criar uma versão que (pelo menos na minha cabeça) parecia ter tudo pra dar certo. E num é que deu mesmo? ;)

A receita é facílima e o truque (se é que se pode considerar como tal) é assar a berinjela para retirar dela toda a polpa. O bom desse preparo é que você consegue um gostinho defumado bem gostoso e também já aproveita o forno quente para assar o quibe.

Primeiro você deixa 1 xícara de trigo de molho, naquele bom e velho esquemão de quibe tradicional. Eu gosto de deixar pelo menos umas duas ou três horinhas, mas se a pressa for muita, apele para os 30 minutos e foi!

Enquanto seu trigo hidrata bem lindo, você precisa cortar as berinjelas no sentido do comprimento, fazer um quadriculado com a faca (sem atingir a casca), temperar com azeite, sal (usei um defumado) e pimenta do reino e levar pra assar até que a polpa esteja bem macia.

Agora é só juntar tudo – a polpa das berinjelas e o trigo hidratado e já escorrido (eu aperto num pano, pra tirar bem a água) – e temperar. Usei garam masala*, sal, pimenta síria, cebola picadinha, alho ralado e hortelã picada. Acrescentei ainda uma colherzinha de manteiga** e algumas amêndoas picadas, pra dar aquele ‘croc’ que a gente ama ;)

Feito isso, é só acomodar numa travessa e levar ao forno até dourar. Olha só, a berinjela solta um pouco de água, então é bom se certificar de que seu trigo esteja bem escorrido e também usar uma proporção bacana – para uma xícara de trigo, duas berinjelas pequenas, ok?

Para servir, minha sugestão é salada e molhinho de iogurte – iogurte natural temperado com azeite, limão, sal e pimenta.

Vegetarianos, quem tá entrando na dieta e adeptos da Segunda Sem Carne, se joguem! Se você não pertence a nenhum desses grupos, não tem problema – faça também! Acho que vocês vão curtir.

[#dicas]

* Garam Masala é uma mistura de especiarias muito comum na Índia. Eu amo e não vivo sem, mas se você não tiver não precisa arrancar os cabelos! Faça sua própria mistura usando as especiarias que mais gosta – canela, cominho, noz moscada, cravo… 

** Se você quer deixar a receita ainda mais leve, substitua a manteiga por tahine.

*** Eu perguntei no Facebook qual era o jeito certo de escrever – quibe ou kibe. Não houve consenso, citaram o Aurélio (que grafa com Q), disseram que os dois eram corretos… de modos que eu escrevi dos dois jeitos e tá tudo certo. Na verdade, acho que prefiro com K, assim como também gosto mais de berinGela, com G ;)

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Torta fria, um clássico


Se você foi criança nos anos 70 deve conhecer bem essa torta. Feita de pão de forma e recheio e cobertura variados – ora de frango, ora de atum, com maionese, requeijão… cada família fazia sua própria receita, suas variações (tinha gente que fazia ela toda colorida, um arraso!), mas uma coisa era certa: se tinha uma comemoração qualquer – pimba! lá estava ela, quase sempre acompanhada da boa e velha tubaína.

Saudosismo à parte, a ideia de preparar a torta fria dia desses em casa veio de dois fatores distintos… primeiro porque vi no supermercado um pão da Wickbold pronto para essa preparação (com fatias longas e sem casca) e em segundo porque eu tinha um frango assado quase inteiro que tinha sobrado do almoço preguiçoso do sábado e tinha que dar alguma providência. Ok gente, aqui cabe a pergunta de 1 milhão de dólares…

Você joga comida fora?

Respondeu NÃO, né? Ufa, que susto! Porque né, jogar comida fora em dias como esses, só sendo muito da doida ;)

Ok, voltando à torta fria…

Aqui eu fiz dois recheios:

1) Desfiei todo o frango assado e passei pelo processador, com um pouco de creme de ricota. Temperei apenas com pimenta do reino moída e uns cubinhos bem pequenos de pimentão verde, já que o frango assado já estava temperado;

2) Processei cream cheese e cenoura e fiz uma pasta (mas também podia ser salsinha pra ficar verdinho ou beterraba, pra uma torta mais rosada).

Depois, foi só montar: pão + pasta de cenoura + pão + frango + uma camada de agrião + pão + pasta de cenoura + frango + pão. Pronto!

Para finalizar, cobri com purê de batata e queijo parmesão ralado por cima. E, para ficar com a cara da nostalgia, batata palha nas laterais :)

Gela um pouquinho antes de servir e voilà!

Há quem diga que essa torta é cafona. Eu digo que ela tem gostinho de infância <3

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Guisado de carne com amendoim


No último final de semana recebi em minha casa o colombiano Cristhiam, namorado de uma grande amiga e entusiasta da cozinha. Deleguei o comando da cozinha e das panelas a ele, que propôs nos apresentar um prato muito comum do Sudoeste da Colômbia – um guisado de carne com amendoim. E assim foi.

Só posso dizer que o resultado final foi incrível – carne macia, saborosa, um sabor muito bom e diferente do que estamos acostumados – eu curti. Para acompanhar, a simplicidade de um trio que faz sucesso também por aqui – arroz branco, batatas cozidas e salada.

Minha sugestão é que vocês reproduzam a receita do moço. Por aqui, todos os convidados do jantar ficaram muito surpresos com a combinação e adoraram. O cozinheiro, generoso, compartilha conosco a receita (com ligeiro sotaque na escrita…rs). Conta tudo, Cristhiam…

Ingredientes (4 pessoas)

800g de carne cortada en quadrinhos (alcatra)
300g de amendoin cru
400g de tomate picado fino
400g de cebola picada fino
500g de batata
alho, sal, pimenta, açafrão e caldo de carne.

Modo de preparo

Antes de colocar no guisado, o amendoin precisa ser torrado e moído até o ponto de pasta.
O amendoim pode ser torrado na frigideira no fogão, depois ele pode ser levado até o ponto de pasta usando o liquificador e um pouco de água (se liquifica, de desliga o liquificador, se mistura com uma colher de pau e se liquifica de novo… repita o processo até conseguir a pasta).

A carne é marinada no dia anterior com alho, sal, pimenta, vinagre ou vinho e deixada na geladeira.

A carne já marinada se sela com um pouco de óleo na panela onde se preparara o guisado, vai retirando depois de selar.

Nessa mesma panela, com o óleo restante, coloca o tomate e a cebola para refogar.

Depois coloca de volta a carne e água suficiente para cobrir todos os ingredientes (pode colocar mais sal, com cuidado já que a carne tem), inclui o caldo de carne e o açafrão na mistura.

Depois que a carne estiver bem cozida vai colocando a pasta de amendoim em partes pequenas diluindo bem. Uma vez colocada toda a pasta deixa ferver por uns 5min misturando com a colher ocasionalmente.

Em outra panela cozina as batatas cortadas em metades e com casca com sal.

Servir colocando as batatas com o molho do guisado acima delas.

 

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Na Cozinha (ou numa sala da Marginal) com Nigella


(inglês fan) . 2 g.
1. [Informal]  Indivíduo que admira entusiasticamente uma figura pública, geralmente do mundo do espectáculo. = ADMIRADOR
2. [Informal]  Pessoa que nutre grande admiração por alguém ou alguma coisa.

Seja comandando um restaurante, estudando e divulgando a comida brasileira ou pilotando um fogão na televisão, existem pessoas no mundo da culinária/gastronomia que fazem um trabalho que admiro muito e isso portanto já me credencia na categoria descrita aí em cima (e se você é daqueles que acha que só dá pra ser fã de banda de rock ou astros de Hollywood, pare a leitura por aqui…rs).

Desde que me enveredei pelo mundo dos blogs de comida, encontrei nesse universo pessoas que me muito me ensinaram e serviram de inspiração. Nigella Lawson é uma delas. Desde que vi a moça sorridente pilotando uma mezzaluna na televisão, devorando asinhas de frango picantes e cozinhando de uma maneira muito próxima do que acontece na minha própria cozinha, foi praticamente impossível não me identificar.

Ao longo de todos esses anos, seus pratos da TV serviram de inspiração para muitos posts meus e seus livros se somaram à minha pequena biblioteca gastronômica, a qual na última sexta-feira um exemplar muito especial se juntou.

Em uma sala de um dos prédios envidraçados da Marginal Pinheiros em São Paulo encontrei Nigella Lawson, toda linda num vestido burgundy (vinho, né gente?), sorriso aberto, maquiagem correta e uma pele que faz qualquer um duvidar de seus 53 anos. Muito simpática e disposta, ela falou com um pequeno grupo de blogueiros de comida* sobre sua cozinha, seu livro, seu programa de TV… atendeu a todos os pedidos de foto, recebeu mimos, se entusiasmou com nossa sugestão para que provasse coxinha, sorriu e foi generosa com todos aqueles babões que pareciam estar diante de uma diva. E estavam.

Todos fizeram suas perguntas e pelas respostas ficou ainda mais fácil entender porque a moça causa tanta empatia nas pessoas. Nigella cozinha porque gosta, o que gosta, do jeito que gosta. Sua relação com a comida não é técnica, não é tão precisa… a cozinha onde grava seus programas é uma réplica da sua própria e ela ainda se atrapalha com o manejo das panelas que ajuda a edição do programa. Se considera espalhafatosa na cozinha e não tem intenção de levantar bandeiras quanto ao que as pessoas, inclusive os filhos, devem comer. Sua cozinha tenta ser saudável mas sobretudo se permite o prazer – e eu não tenho como concordar mais com isso. Prazer, gente! É disso que afinal cozinhar se trata, e Nigella traduz isso como ninguém.

Ao final, entregamos nossos exemplares do livro Na Cozinha com Nigella (Editora Best Seller/Grupo Record) para ganhar ali uma recordação para sempre – o autógrafo de um ídolo, e só quem é ou já foi fã vai entender bem o que é isso.


(foto: Maria Capai/DigaMaria.com)

Obrigada ao Grupo Record (Guilherme, Rodrigo, <3 vocês!) por me permitir transpôr essa linha que mantém distantes ídolo e fã. Encontrar pessoalmente alguém que você admira de longe não é tão fácil e pode trazer grandes decepções – felizmente não foi isso que aconteceu comigo sexta passada. A Nigella da TV, que gosta de cozinhar de robe de seda, fritar salsinha e assaltar a geladeira de madrugada se juntou à Nigella sorridente, entusiasmada e carismática que encontrei pessoalmente. E um detalhe…  ela é daquelas que fala olhando no olho da gente, sabe como é? Definitivamente eu gosto de gente assim :)

(*) Aos meus companheiros de tietagem, obrigada pela acolhida, pelo momento gostoso do vinho que tomamos para comemorar, pelas palavras carinhosas de quem ainda não me conhecia mas já admirava minha trajetória blogueira… Valeu Maria, Paula, Otávio, Débora, Renata, Patrícia, Raquel, Mônica e principalmente minha amiga Fabi, que compartilhou comigo os bastidores dessa aventura – e que aventura, né amiga? ;)

Foi lindo.

Status > Esperando ansiosamente Gordon, Bourdain e Jamie <3

***
Logo mais posto um vídeo com trechos da entrevista. Já, já.

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Pão de ervas

Recordar é viver, já dizia minha avó. E foi cheia de boas recordações e saudades que assei esse pão de ervas. Enquanto perfumava a casa toda, lembrei de bons tempos de Rainhas do Lar onde essa receita fez sucesso durante muito tempo. Enviada por uma leitora querida, a receita desse pão passou por muitas e muitas vezes em nossa coluna “Rainhas do Rainhas” e ganhou até diversas variações. Pudera… pão de liquidificador, gente! Tem coisa mais simples e prática?

Então, pra você que chegou agora por aqui, lá vai a receita na íntegra. E, pra você que já me acompanha há tempos e até já reproduziu a receita diversas vezes (ela é assim mesmo, a gente faz uma vez e depois não larga mais), meu xêro de saudade com gostinho de Rainhas :)

Receita de Pão de Ervas

Bater no liquidificador 3 ovos inteiros, 2 xícaras de água, 200 ml de óleo, 4 tabletes de fermento biológico, 3 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de sopa de sal, 4 galhos de salsinha com talo, 4 galhos de cebolinha, manjericão (a gosto, ou seja MUITO, ainda mais pq é erva do amor!!!), orégano (à vontade), 1 dente de alho e 1 cebola pequena.

Em um recipiente separado colocar 5 xícaras de farinha de trigo e ir jogando a mistura batida no liquidificador aos poucos (no velho estilo buraco no meio e rodando a colher de pau aos poucos).

Deixar crescer por 1 hora (cresce muitoooo, pudera com 4 tabletes de fermento!). Depois colocar em forma de pão untada e enfarinhada. Dependendo do tamanho da sua forma, a receita rende 2 ou 3 formas. Asse por uns 40 minutos ou até  que esteja douradinho e não se assuste se a vizinha vier perguntar que cheiro maravilhoso é esse saindo da sua cozinha :)

(prontinho para assar)

***

Já dei meus pitacos nessa receita, neste post aqui ó

Meu amor eterno a Andrea Espínola, a rainha suprema dessa receita :)

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E pão sem sova, daqueles que você pode manter na geladeira e assar aos poucos, pra ter sempre pão quentinho à mesa?
Sonho né? Então para de sonhar e corre lá no Blog da minha amiga Dadivosa que ela entrega o ouro todo, com truque, segredo, dica… serviço completo. VAI LÁ!

* mais um post da Série “Existe Amor no Mundo Blog”:) 

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Cerveja artesanal

Vocês sabem que eu faço cerveja com mais seis amigas em uma confraria só de mulheres cervejeiras chamada Maltemoiselles, né?

Pois é, e aqui está nossa mais recente criação – a Black IPA 16P1S - pretinha, gostosa e lupulada, do jeitinho que a gente gosta.

Ah! O rótulo escândalo de lindo é criação do talentoso Daniel Stanczyk. Será que vocês conseguem entender o signficado do nome? ;)

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Você também curte cerveja? Então, visite a página das Maltemoiselles no Facebook e também o Sem Medida, blog fofuxo extreme onde três das confreiras escrevem sobre o assunto.

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Curry Thai


Frango definitivamente não está entre meus ingredientes preferidos – acho sem graça e os cortes que gosto mesmo são aqueles que ninguém curte. Mas uma coisa é certa: quando eu resolvo incrementá-lo… hummmmm, sai de baixo! Porque, gente… dá pra fazer coisas louquíssimas com um peito de frango, não dá?!

Tá, ok… mesmo que você não seja fã de coisas assim tããão louquíssimas (#chatiada), dá também para fazer algo nem tão louco mas muito saboroso, como essa minha versão de Curry com pegadinha tailandesa que transforma aquele franguinho velho de guerra em um prato cheio de sabor e que faz bonito até em uma ocasião especial. Vem comigo? ;)

Aqueles filés de frango já foram picados e lindamente temperados com sal e pimenta, certo? Agora, em uma wok ou frigideira grande, aqueça óleo de gergelim até começar a sair fumacinha. Doure alho bem picadinho, junte a cebola até murchar e acrescente o frango picado (não precisa dourar muito não). Junte tomate sem pele e sem semente, pimentão verde, vermelho e amarelo, tudo picado em cubinhos pequenos. Mexa bem e comece a temperar: aqui usei bastante gengibre ralado e curry, que pode ser o pronto ou a mistura que você fizer (eu geralmente uso cominho, pimenta, coentro em grão, noz moscada, cardamono e açafrão, mas essa mistura varia muito de acordo com o conteúdo da minha gaveta de temperos e meu humor) e sal.

Cozinhe até que os ingredientes estejam macios e o frango cozido (se for preciso, pode juntar um pouquinho de nada de água quente). Enquanto isso, coloque um pouquinho de leite de coco em uma xícara e dissolva nele uma colher de amido de milho e leve à panela. O resultado, claro, é que a mistura da panela vai engrossar ligeiramente. Nesta etapa você estará pronta para acrescentar o restante do leite de coco.

Mexa bem, prove e acerte o tempero se necessário, desligue o fogo e finalize com coentro fresco e cebolinha picada (pode ser generosa!) e esprema o suco de meio limão por cima de tudo, só para dar aquele tchans! Se quiser (eu sempre quero), uma pimentinha fresca picadinha nesse momento também vai bem (uso dedo de moça sem a semente)

Sirva com arroz de jasmim ou arroz branco e veja se isso é ou não é de comer rezando.

De nada :)

[#dica]
Vegetarianos também podem ser felizes apenas substituindo o frango por um mix de cogumelos, como paris, shitake, shimeji, portobello …
Já fiz uma versão dessas e ó, fica incrível também. Podem testar! 

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[#trucão] Roll de lasanha

Veja se essa ideia que pesquei no Pinterest não é demais?!

O recheio: Parmesão (ou mussarela ou outro queijo ralado) + ovo + espinafre + queijo cremoso (eu usaria ricota ou um minas frescal processado). Faz uma pastinha, recheia as folhas de lasanha já cozidas, leva rapidinho ao forno só para derreter o queijo e serve com um molho de tomate fresquinho.

(foto: recipebyphoto.com via Pinterest)

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Moqueca de bacalhau


Moqueca é puro amor, né gente? Aquela comidinha quentinha, molhadinha, gostosinha, apimentadinha….afff, tudo de bom. E como eu tinha ganhado uma panela escândalo vinda lá do ES e ainda não tinha tido chance de usá-la (em grande estilo como ela merece), achei que era hora de me lambuzar numa moqueca porreta – uma coisa assim meio baiana, meio capixaba, meio portuguesa, meio eu, meio você, meio o mar e aquela coisa toda… rs.

Daí que veio a Páscoa e… pimba! a gênia aqui pensou: moqueca de bacalhau! E assim foi. E ó, foi lindo, foi gostoso, foi quentinho e foi … pecaminoso. Sim, apesar de ser Páscoa, o pecado foi enorme – em quatro pessoas comemos essa panela TODINHA de moqueca! Gula, eu sei. Mas ó, tava uma perdição e por isso sei que vocês hão de aliviar a minha culpa (hein? hein? hein?).

Entonces, vem comigo que vou te mostrar o caminho das pedras para preparar essa delícia aí no seu fogão e, quem sabe, dividir essa culpa toda comigo também (ahn? ahn? ahn?)…

Você precisa de: bacalhau (dã!), cebola, alho, pimentão verde e vermelho, tomate vermelhinho (tá, parei de usar diminutivo, prometo), azeite (de oliva e de dendê), leite de coco, palmito, purê de tomate, pimenta dedo de moça, louro, coentro e sal.

Primeira coisa, dessalgar o bacalhau na véspera, né? Faz isso, separa umas postas bem bonitonas e umas duas xícaras da última água e reserva.

Lá na panela escândalo (não tem uma? tá, libero numa panela normal, mas não sem comprometer o glam, ok?) coloca o azeite de oliva e doura muito alho. Depois, junta a cebola e esperar ela murchar. Agora é hora de juntar os pimentões em rodelas, o tomate e as folhas de louro e deixar tudo cozinhando de leve, que é para o tomate formar um rico caldinho e o pimentão amaciar.

Quando você sentir que o pimentão tá começando a ficar macio (não é pra deixar o pimentão desmanchar, prestenção!), traz aquelas postas lindonas de bacalhau e coloque-as espalhadas pela panela. Junte o purê de tomate, aquela água que você reservou, as pimentas picadinhas (fica à vontade na quantidade, mete bronca!) e deixa tudo cozinhar lindamente. Quando o bacalhau estiver macio (é jogo rápido, viu? tipo dez minutinhos), é hora de juntar o leite de coco (capricha!), o palmito cortado em rodelas grandonas e acertar o sal e a pimenta, se for necessário. Ferve mais um pouco, dá uma verificada se tá tudo no ponto, acrescenta o azeite de dendê na quantidade que lhe apetecer (nesse caso, vá com calma!) e as folhas de coentro. Desliga o fogo e seja feliz, feliz demais saboreando essa gostosura.

Acompanhe com arroz branco ou arroz de jasmim, pra dar uma alegria maior ainda :)

***

Vocês sabem que não sou boa com quantidades né? Mas, ok, vá lá… para uma panela desse tamanho, que serve umas 6 ou 7 pessoas (normais), usei mais ou menos 1 1/2 kg de bacalhau, alho muito (sei lá gente, capricha no alho!), 2 cebolas grandes, 3 pimentões, 6 tomates, 3 folhas de louro, 1/2 maço de coentro, 1 vidro de leite de coco, umas 3 colheres de purê de tomate e umas duas ou três pimentas…. acho que é isso. O dendê foi um tanto no olho e, no final, espremi metade de um limão, pra dar aquela levantada no astral.

***

Por uma feliz coincidência do destino, minha amiga querida e xará do Figos & Funghis, também se jogou numa moqueca de bacalhau com camarões que, afff… ficou de babar!
Aproveita que você está no mood bacalhau e vai lá ver a versão luxo, poder e glória da Fabi, vai :)

Fabi, minha flor, olha a gente mostrando pra geral que existe amizade e camaradagem no mondo blog, néam? Tapa na cara da blogueirági marota. Ado.o.o.o.r.o! :)))))))

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Cozinha da leitora – Galete de pera e figo

Essa receita linda de viver foi enviada pela leitora Kalina Morena…

Oi Fabi,
… tô mandando uma receitinha para, se possível, você publicar no ‘pimenta’. é a receita de uma galete de pera e figo, que ficou bem gostosa. tô no Brasil no momento, mas ainda vou voltar para a Inglaterra para concluir meu doutorado. entrementes, :-) me aventuro na cozinha.
muito obrigada e um abraço,
Kalina
http://www.thesotontimes.blogspot.com

Como nada pode ser tudo na vida, eu também tenho hobbies que me ajudam a aliviar as tensõesque me visitam. E assim tenho desenvolvido um talento na cozinha que me ajuda demais a relaxar e a comer bem [repara aí na modéstia]. Fazer um prato de comida, desde o planejamento da compra de ingredientes, produção e finalização com o mesmo à mesa de refeição é super legal porque me dá a sensação, muito boa, de completude. Acredite, essa experiência me ajuda nos projetos da vida.

Tirei essa receita da Mary O’Rourke  do ótimo The Waffle Window. Galete, a torta rústica. Essa é de peras e figos. Mary tem um canal no youtube. Lá ela ensina direitinho a fazer essa galete, com os detalhes nas instruções. Aqui vai minha tradução meio capenga da receita.

Galete de pera e figo

Porções: 6

Tempo de preparação: 2horas

Ingredientes para a massa

  • 1 copo de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de sal (botei um pitada mínima)
  • 1/4 colher de chá de açúcar
  • 6 colheres de sopa de manteiga sem sal gelada – corte a manteiga em cubinhos.
  • 3 colheres de sopa de água gelada

Para o recheio

  • 700 gr mais ou menos de peras maduras e firmes [usei 3 peras e foi suficiente]
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 4 colheres de açúcar
  • 2 colheres de chá de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de pimenta do reino [black pepper] moidinha [usei baunilha ao invés da pimenta, mas sei que com a pimenta fica muito legal também]
  • 5 figos frescos pequenos
  • 1 colher de sopa de manteiga amolecida
  • 1 colher de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante

Para osfinalmentes

  • 2 colheres de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante
  • Água para pincelar a massa

Como fazer a massa

  • Peneire 1 copo de farinha de trigo com 1/4 colher de chá de sal [usei uma pitada minima] e 1/4 colher de chá de açúcar.
  • Ponha tudo numa vasilha pequena com os cubinhos de manteiga, usando duas facas ou suas mãos para juntar a manteiga à mistura seca até essa mistura ter a consistência meio esfarelada. Cuidado para não derreter demais a manteiga.
  • Adicione as 3 colheres de sopa de água gelada à massa. Se estiver muito seca, adicione mais um pouquinho de água gelada.
  • Forme uma bola da massa e bata até ficar na espessura de mais ou menos 2cm.
  • Guarde em plástico filme ou num saco plástico de guardar comida e deixe gelar por pelo menos 30 minutos, ou até por uma noite.

Como fazer o recheio

  • Enquanto a massa está gelando, misture 4 colheres de sopa de açúcar com a farinha de trigo e a pimenta.
  • Descasque as peras [ou não, como eu fiz. também fica bom com a casca] e corte-as em fatias no sentido do comprimento. Coloque-as numa vasilha com o suco de limão.
  • Corte os figos em metades.
  • Coloque um pouquinho da colher de sopa da manteiga macia e do açúcar [turbinado] ou demerara, primeiro a manteiga, depois o açúcar [ou açúcar branco ou mascavo] sobre os figos. Isso vai evitar que os figos ressequem enquanto assam. Deixe-os de lado enquanto vai montando a galete.

Como fazer a galete

  • Pré-aqueça o forno em temperature média.
  • Tire a massa do plástico da geladeira e o coloque-a numa superfície ligeiramente enfarinhada. Usando um rolo, abra a massa em mais ou menos 35cm de diâmetro.
  • Transfira a massa para um papel manteiga na assadeira, se preferir, ou diretamente numa assadeira ligeiramente untada de manteiga. Com o papel manteiga fica mais fácil no final tirar a torta da assadeira e transferí-la para o prato de servir.
  • Com a massa na assadeira marque um círculo de 20cm no centro da massa. Usei um prato de sobremesa para marcar levemente esse círculo, que vai ser o tamanho do recheio da galete.
  • Ponha no centro do círculo metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha. Reserve a outra metade para jogar depois sobre as peras.
  • Arrange as peras que foram cortadas acompanhando o círculo na massa, uma fatia de pera mas ou menos cobrindo um pouco a vizinha.
  • Agora ponha a outra metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha sobre as peras.
  • Arrange os figos no centro das peras.
  • Dobre a parte de fora da massa [como se a fechasse] sobre as peras, deixando a fruta do centro [os figos] exposta.
  • Molhe um pouco a massa com água, usando um pincelou as mãos e ponha o restante do açúcar demerara de maneira uniforme sobre a massa.
  • Coloque a torta no forno para assar por 40 a 50 minutos, até dourar a massa e as frutas estiverem / parecerem cozidas e um pouco suculentas. Fique de olho nesse tempo porque os fornos variam um pouco na temperatura.
  • Quando pronta, transfira a galete para o prato de servir. Passar uma espátula de metal por baixo da galete ajuda nessa hora. Transfira a galete ainda morna.
  • Sirva morna ou fria [eu comi com sorvete de baunilha. muito bom].

Achei a galete gostosa, com pera e figo o sabor ficou suave. Acho que fica legal com outras frutas também.

Bom apetite.

***
Obrigada por dividir conosco a receita, Kalina. Arrasou! ;)

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Rolê de frango com ricota, maçã e amêndoas

Cansou do filé de frango grelhado? Eis aqui uma variação bem saborosa e super prática de fazer, olha só…

1. Coloque o filé entre um plástico e com o martelo de carne bata delicadamente até que fiquem grandes e finos.

2. Prepare o recheio com: ricota fresca, creme de cebola, pimenta calabresa, maçã cortada em cubos pequenos e amêndoa picada. Misture tudo, formando uma pasta homogênea (acerte o sal se necessário).

3. Coloque o filé na tábua e espalhe por cima o recheio de ricota.

4. Enrole o filé formando um rolê.

5. Bezunte os rolês com creme de ricota light (ou maionese, ou requeijão) e salpique queijo ralado. Leve ao forno pré-aquecido até dourar.

Sirva com uma saladinha caprichada e nada mais :)

#dicas

Dá pra variar com peito de peru e viajar também no recheio usando damasco, passas ou outras frutas como abacaxi e pera.

Se você preferir não passar pela mistura de creme + queijo ralado, leve ao forno sem nada – apenas bezunte com um pouco de azeite e, neste caso, cubra com alumínio, que é pra ele não ressecar completamente enquanto assa.

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