Steak tartare

Taí um prato que eu até evito fazer, mas não porque não gosto, pelo contrário, porque adoro! Justamente por isso sempre acabo pecando pelo exagero – como demais e depois fico morta de arrependimento. Quem nunca, né? ;)

Bom, o prato é comum na França mas aqui em São Paulo também anda fazendo muito sucesso em restaurantes e bares. Já provei diversas versões, inclusive a francesa, e vou arriscar dizer que essa minha não fica devendo nada pra ninguém não, viu? Até porque, o preparo é extremamente simples – uma combinação de uma boa carne com temperos equilibrados e só. Como é consumido cru, nem o fogão você precisa sujar.

Usei 400gr de filé mignon bem limpo (mas pode usar patinho ou coxão mole). O truque é cortar bem miudinho – eu costumo fazer fatias, depois tiras e depois pequenos cubinhos. Ah, mas então não pode moer? Não, não pode… tem que ser assim mesmo, miudinho, na ponta da faca. Dá um pouquinho mais de trabalho mas, né, não há bônus sem ônus, comadre.

Bom, depois que a carne está bem picadinha é hora de acrescentar os demais ingredientes. Entra tudo beeeeem picadinho em cubinhos minúsculos: 1 cebola roxa pequena, 2 pepinos em conserva, mais ou menos 1 colher (sopa) de alcaparras. Agora vem o tempero: 1 colher (sopa) mostarda dijon, umas 2 colheres (sopa) de molho inglês, 1 colher (sobremesa) de conhaque, 1 colher (sopa) azeite, sal e pimenta. Depois, pra finalizar, 1 gema de ovo caipira. Só a gema, tá? Basta misturar muito bem tudo isso até ficar homogêneo. Simples né?

O acompanhamento mais que perfeito é batata (de verdade) frita. Eu fiz a minha versão no forno, que amo – crocante por fora e macia por dentro. Morro!

Esses franceses sabem o que é bom, isso sim :)

Polenta na panela de pressão

Fui ali trabalhar um bocado, participar de reuniões (aquelas intermináveis e improdutivas, saca?), ver os jogos da Copa e comemorar meu aniversário e fiquei longe uns dias. Mas, voltei (#azinimigachoranessahora) com tudo e mais um pouco e vou atacar logo de polenta, que é um dos meus pratos favoritos de toda a vida (olha as minhas raízes italianas aí!) e que cai super bem nesses dias mais frios.

Você já leu o título e, se for do tipo bem purista, torceu o nariz para o nome da receita. Bom, minha avó também torceria, admito. Sim, polenta é daqueles pratos de fazer devagar, cozinhando lentamente o fubá até a polenta desprender do fundo da panela, usando toda a força conquistada na academia pra mexer a polenta e não deixar empelotar, todas essas coisas. É assim que se faz uma polenta tradicional, é verdade, mas não é sempre que a gente tem esse tempo e essa disposição, certo? Comigo às vezes é assim e, embora eu goste muitíssimo do método tradicional, certas vezes meu desejo de comer uma polenta quentinha não casa com a minha disposição e eu ataco de panela de pressão, que aliás é uma coisa que uso pacas.

Usei a farinha de milho que veio do Sul pelas mãos da minha amiga Clau, mas também dá para preparar com sêmola de milho, polenta italiana do tipo Bramata, ou mesmo o bom e velho fubá. Tem ainda as versões instantâneas, mas eu não morro de amores por nenhuma delas, embora sejam um quebra galho também.

Minha proporção é de 250gr de farinha de milho (ou fubá) para 1 litro de água, mas tem um truque que minha mãe me ensinou: antes de levar o fubá para a panela, dissolvê-lo em 1/2 litro de água. Vira uma massaroca úmida de milho, mas não se preocupe, é assim mesmo.

Feito isso, fervo 1 litro de água na panela de pressão, junto um pouquinho de sal e trago o fubá umedecido para a panela. Vou acrescentado-o aos poucos, mexendo bem para não empelotar. Quando ele está todo incorporado, basta aguardar que comece a borbulhar, abaixar o fogo, tampar a panela e contar 10 minutos depois que pegar pressão.

É só tirar a pressão da panela, abrir e ver que polenta cremosinha que se formou! Eu ainda junto umas 2 colheres de manteiga porque agrega sabor e dá um brilho lindo para a polenta e um pouco de parmesão ralado (por isso, cuidado com o sal na água!).

Eu curto polenta de qualquer jeito, mas ela molinha quando sai da panela….afff, não resisto e como de colherada, sem molho nem nada.

Aqui acompanhei a polenta com um molho bolonhesa, mas você pode fazer seu molho preferido – vermelho, branco e até um bom pesto super combinam com polenta.

E então, facinho desse jeito, aposto que você até se animou a preparar uma polentinha hoje a noite né?

 

Creme de abóbora e cenoura

Sou apaixonada por abóbora, principalmente pela cabochan (cabochã, cabotiã, cabocha, whatever) ou abóbora japonesa, como também é conhecida por aqui. É aquela da casca grossa (terrível de descascar!) e escura, e sabor bem docinho. Amo. Em casa sempre tem e quando não compro já descascada (pq né, Deus é mais!) eu costumo assar com casca e tudo, como já ensinei aqui nesse creminho com gengibre. Pois bem, hoje vou mostrar como faço essa outra versão de creme, sem precisar assar, ideal pra quem tem pressa.

O primeiro passo é descascar a abóbora e cortá-la em cubinhos (vai com fé!), cerca de uns 500gr. Depois, é só fazer o mesmo com umas 2 cenouras grandes, também em cubinhos.

Em uma panela coloque um fio de azeite e acrescente 1 cebola e uns 2 dentes de alho amassado. Deixe até que esteja começando a dourar. Acrescente a abóbora e a cenoura picadas. Tempere com sal e pimenta (acrescente um pedacinho de gengibre ralado para dar mais sabor ainda!) e uma pitada de noz moscada ralada. Junte uma folhinha de louro, cubra com caldo de legumes (até uns 3 dedos acima), tampe e deixe cozinhar até que a abóbora e a cenoura esteja macias.

Retire a folha de louro e use um mixer direto na panela para transformar tudo em um creme. Se não tiver, leve tudo ao liquidificador e depois retorne para a panela. Acerte o tempero, desligue e sirva com parmesão ralado, um fio de azeite e mais pimenta do reino moída na hora.

Se preferir um creme mais suave, junte um pouco de creme de leite no final do cozimento (depois de usar ou mixer ou liquidificador).

Dá pra servir esse creme também dentro do pão italiano, aquele redondinho. Fica loosho e aí é só abrir um vinho e garantir um jantar quentinho e saboroso. A-do-ro.

Nhoque de ricota, escarola e parmesão

Todo mundo diz que ricota é sem graça, que não tem gosto de nada. Concordo. Porém, ricota é um ingrediente super coringa e que, com um pouco de criatividade, pode sim virar algo bem saboroso, como esse nhoque. Em casa utilizamos muito, pois além de ser trucona, geralmente ela é facílima de preparar. Essa receitinha por exemplo é pá-pum, dá uma olhada…

Processei 350gr de ricota com 1 xícara de escarola refogada (com alho e azeite, coisa rápida, só um susto na panela) e espremida. Juntei ao processador 1 ovo, 3 colheres de cream cheese e cerca de 1/2 xícara de parmesão (do ótimo!) ralado. Depois, é só transferir para uma tigela e acrescentar farinha até conseguir um ponto que dê para modelar bolinhas com a massa – aqui usei cerca de 3 colheres de sopa de farinha de trigo. Para finalizar é só temperar – sal (cuidado que o parmesão já é salgado!), pimenta do reino branca e noz moscada.

O próximo passo é modelar as bolinhas e levar para uma panela com bastante água fervendo e cozinhar como o nhoque tradicional. Ou seja, é só retirar com uma escumadeira os nhoques que subirem à superfície.

Para o molho eu fui de tomate e manjericão, bem tradicional, mas molho branco ou pesto também funcionam super bem. Você também pode trocar a ricota comum pela de búfala, pode trocar a escarola por espinafre, rúcula ou agrião (nesse caso nem é preciso refogar antes), pode juntar nozes, passas…

Ricota pura pode até ser bobinha, mas um bom tempero a deixa pronta para diversas receitas. Se você ainda tem preconceito, se joga e experimenta. Acho que você vai curtir ;)

Chips assado de batata doce e alecrim

Ouvi dizer que atualmente a batata doce é o ingrediente queridinho do povo da maromba. Não sei ao certo o motivo, mas parece que o tubérculo caiu nas graças da galera fitness. Bom, vai ver eles descobriram o que minha avó já sabia há mais de 80 anos – batata doce faz bem! Quando criança ela era presença constante à mesa lá de casa, e não havia quem não gostasse!

Aqui, uma versão assada, bem gostosinha e fácil de fazer. Mas, já aviso: faça bastante! A gente começa a comer e não pára mais.

A única coisa a fazer é cortar a batata doce (com casca e tudo) em rodelas bem fininhas. Eu usei mandoline, mas aquele fatiador de legumes e até mesmo a faca e um pouco de paciência faz as fatias fininhas que você precisa. Depois, é só ajeitar as rodelinhas em uma assadeira coberta com  silpat (esse da foto) ou papel manteiga untado com um tiquinho de azeite (use um pincel pra precisar de bem pouquinho azeite). O único porém é que você não pode colocar uma por cima da outra, ou seja, cada fornada deve ter apenas uma camada de batata doce na assadeira. Uma boa ideia é usar essas assadeiras de biscoitos, bem rasinhas (veja na foto). Assim, assa mais rapidinho ainda.

Depois, é só temperar a batata com sal e pimenta moídos na hora e completar com alecrim. Leve ao forno preaquecido (uns 200C) por uns 20 minutinhos ou até as fatias estarem douradas. Fique de olho! Quanto mais fininhas forem as fatias, mais rápido assa.

Retire do forno e deixe esfriar uns cinco minutinhos antes de servir – assim elas ficam bem crocantes!

Fácil né? ;)

Carne loka, loka, loka (e desfiada)

Gente, carne louca! Quem nunca deu de cara com ela numa festinha infantil, daquelas de escola? Pois é. Carne louca pode ser old school, vintage e até meio clichezona, mas é bom demais. De modos que nem vou me alongar muito nas apresentações e já vou logo entregar o jeito fácil e rápido de preparar essa delícia. Se bobear, dá tempo de fazer ainda hoje :)

Dá pra fazer carne louca com miolo de acém, com peito, lagarto, pernil e também com fraldinha, como essa que fiz. O melhor é escolher esse cortes que demoram mais para cozinhar e que, quando cozidos, desfiam facilmente. Também dá pra fazer carne louca sem usar a panela de pressão, com cozimento lento e resultado incrível, então fique à vontade pra usar o método que preferir, ok?

A peça de carne que você vai usar precisa estar limpa, sem gordura, sebo. Uma peça de 1,5kg a 2kg é o ideal. Aqueça a panela de pressão e coloque um fio de óleo. Junte a carne, que você pode cortar em três ou quatro pedaços grandes. Deixe fritar até que a água que ela vai soltar seque e comece a ficar dourada. Eu já disse aqui e repito – não consigo fazer nenhum tipo de carne na panela sem obedecer esse processo. Pra mim ele é fundamental para garantir um molho escurinho e saboroso.

O próximo passo é temperar a carne. Primeiro, alho e cebola em quantidades generosas. Junte-os e deixe que comecem a fritar também. Nesse momento  é hora de juntar um pouquinho de vinho tinto – ele vai soltar todo esse fundo da panela e, claro, dar sabor à carne. Depois, pimentão vermelho e verde em fatias (1 de cada), uma cenoura em cubinhos, 4 tomates bem vermelhinhos sem pele e sem semente (pode ser 1 lata de tomate pelado), duas folhas de louro e temperos a gosto: sal, pimenta calabresa e um tico de cominho e de molho inglês. Deixe tudo fritar mais um pouco e finalmente cubra a carne com água fervente ou caldo de carne. A quantidade de água/caldo deve cobrir a carne e mais uns 3 dedos.

Tampe a panela e cozinhe por cerca de 1 hora, abrindo na metade do cozimento e acrescentado mais água/caldo se necessário. Quando a carne estiver no ponto, ela vai desmanchar apenas de você mexer com uma colher. Esse é o ponto certo. Nessa hora eu gosto de juntar mais cebola em meia lua e mais um pimentão em fatias fininhas e cozinhá-los rapidamente, para que não sumam. Eu gosto quando tem cebola e pimentão aparecendo na carne louca, mas isso vai de gosto. Se você não curtir a ideia, é só limar esse acréscimo, ok?

A carne estará pronta quando o caldo tiver secado e o que restar dele seja um molhinho bem espesso. Se for cozinhar sem pressão, pode triplicar esse tempo e vai ser necessário mexer de vez em quando. Depois de cozida, basta finalizar com cheiro verde picadinho e acertar o tempero se necessário.

Essa carne vai pra dentro do pão francês e vira aquele sanduíche loucura-loucura-loucura e, se sobrar (o que eu acho bem difícil), pode muito bem virar recheio de torta ou molho para uma massinha sem compromisso.

Se você ainda não se arriscou a preparar uma receita de carne louca, está mais do que na hora de mudar isso aí! Esse é daqueles pratos que com o tempo a gente prepara de olhos fechados e que sempre vai ficando com a nossa cara, do nosso jeito e até com nosso nome. Até que um dia alguém vai dizer “ah, podia ter a carne louca da Fulana, né?”. É isso. Carne louca vira marca registrada na cozinha :)

#dica – Talo de couve

Não jogue fora os talos da couve! Eles ficam uma delícia numa farofinha, assim ó…

Doure alho e cebola na manteiga e acrescente os talos de couve picadinhos. Junte uva passa e cozinhe só um pouquinho, para dar uma ligeira cozida nos talos. Junte farinha de mandioca e vá torrando até ficar douradinho. Tempere com sal e pimenta e voilà! Farofinha gostosa e crocante :)

 

Batata suiça (Rösti) aos 3 queijos

Eu não sei vocês, mas tenho a impressão que batata + queijo é o tipo de casamento que não tem chance de dar errado – ainda que fique ruim, fica bom, sabe assim? Dá pra preparar a mistura de diversos jeitos e um deles é esse, a batata suiça (ou Rösti), que nada mais é do que a batata ralada, feita na frigideira como se fosse uma tortilha de batata ou uma omelete. É simples, mas tem seus truques.

Antes de começar preciso já me desculpar. Sim, eu coloquei 3 tipos de queijos DENTRO da batata suiça. Os motivos pra esse surto calórico são diversos, entre eles o fato de ter pedaços de queijo que precisavam ser usados antes que se perdessem, uma TPM insana que só faltou me fazer comer as paredes e o fato de que sou uma pecadora, não nego, e a gula às vezes me pega de jeito. Tô desculpada, certo? E ó, você pode fazer a batata com menos calorias, tá? Pode usar recheios mais leves, como peito de peru e queijo branco ou pode nem rechear. Ah! E sirva com saladinha. Ameniza a culpa :)

Bom, a primeira coisa é cozinhar ligeiramente as batatas – uma conta boa é de 1 batata grande por pessoa. Eu prefiro cozinhar no microondas porque uma das coisas que garantem uma batata suiça gostosa é que a batata não absorva água, mas dá pra fazer no forno convencional também. É só fazer uns furinhos na batata com o garfo e levar ao microondas em potência alta por 5 minutos (se a batata for pequena, diminua para 3 minutos). Tire do microondas e retire a casca. Leve as batatas para o freezer por uns… 20 minutos pelo menos.

Use um ralador grosso para ralar as batatas recém saídas do freezer (isso facilita muito a sua vida, vai por mim) e reserve.
Aqueça uma frigideira pequena e anti aderente com um fiozinho de azeite e acomode uma camada completa de batata ralada. Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora. Agora é só colocar o recheio escolhido, deixando as bordas livres e tudo raladinho de preferência – eu usei parmesão, gruyere e gorgonzola – e cobrir com mais uma camada de batata ralada, finalizando de novo com sal e pimenta.

Ajeite bem as batatas, apertando e moldando com cuidado – certifique-se que o recheio está bem coberto por elas, para que não vaze. Abaixe o fogo e cozinhe lentamente por uns 5 minutos mais ou menos. Para virar, ou você utiliza uma frigideira do mesmo tamanho, colocando por cima e virando ou utilizando um prato e fazendo do mesmo jeito – cubra a frigideira com o prato e vire, levando a batata para o prato pra então deslizá-la de volta para a frigideira, untada de novo com um fiozinho de azeite. É preciso então cozinhar mais 5 minutos do outro lado ou até que esteja douradinha.

Parece complicado, eu sei, mas é só pegar o jeito. É uma ideia bacana para um jantar a dois, numa noite fria, com uma taça de vinho e talecousa, mas eu não recomendaria o prato para servir muita gente. Eu já fiz isso e… afff! Haja frigideira!

Bolinhas de búfala e damasco

Fiquei na dúvida na hora de dar nome à receita… Petisco de ricota de búfala? Almôndegas de ricota? Na dúvida, escolhi o mais fofo – bolinhas de búfala, que você pode comer como petisco, como almôndega, usar na salada … você escolhe.

Processei 200gr de ricota de búfala com 2 colheres de cream cheese até obter uma massa homogênea. Temperei com sal, pimenta branca, azeite e noz moscada ralada. Com essa massa, abri um círculo na mão, coloquei um cubo de damasco e fechei, formando uma bolinha.

É isso :)

O que você faz com isso? Bom, você pode levar as bolinhas à geladeira por cerca de 1 hora e depois colocá-las em azeite extra virgem com a erva de sua preferência. Dá para servir como petisco para aquele amigo vegetariano! Dá pra colocar um molho branco por cima e servir como almôndega, acompanhando um grelhado por exemplo. Dá até para colocar na salada verde – dá um charme e acrescenta sabor, em casa a gente adora!

Bobo né? Mas é fácil e fica muito gostosinho. Precisa mais? ;)

Couscous “fake” de couve flor

O bom e velho Chacrinha já dizia: nada se cria, tudo se copia. E ele não estava certo? Poucas coisas nesse mundo ainda não foram inventadas, principalmente quando se fala em comida. Já transformaram até comida sólida em fumaça, em espuma… uma doidera.

Mas tem vezes que a gente dá de cara com uma coisa e logo pensa: taí, isso eu nunca tinha visto! Foi o que aconteceu quando vi essa ideia no Facebook da Amanda Wanderley, uma amiga nutricionista. Eu, que amo couve flor, já pirei rapidinho e logo descobri que essa ideia já rolava há tempos entre os veganos. Catei a Amanda e perguntei como ela tinha feito. Ela me deu a ideia, eu fiz uns ajustes para os ingredientes que tinha e pimba! O resultado foi esse – um prato delícia, diferente, leve e ainda por cima sem carboidratos! (u-huuuu! as minas da dieta piram! rs).

Bom, chega de lenga lenga e vem comigo aprender a fazer o falso couscous de couve flor…

A primeira coisa a fazer é processar a couve, para deixá-la miudinha, parecendo mesmo um grãozinho de couscous. Depois, é só colocar a couve já triturada em uma travessa, cobrir com filme plástico e levar ao microondas por uns 5 a 7 minutinhos, até que ela esteja macia mas al dente ainda.

Basta tirá-la do microondas e deixar esfriar antes de incluir seus ingredientes. No meu caso usei: tomate sem semente, alho poró, cebolinha, pimenta dedo de moça, uva passa e amêndoas. É só misturar tudo e temperar com azeite, sal e pimenta.
Imagina quanta variação não dá pra fazer usando a mesma ideia? Misturando até brócolis ninja, outros tipos de castanhas, abobrinha ralada, linhaça… afff, tem mil jeitos.

Posso falar? ficou uma de-lí-cia. Uma alternativa saborosa para o arroz do dia a dia e um acompanhamento supimpa para grelhados. Experimenta!

Torta de chocolate e limão

.update revival
Hoje uma leitora me pediu a receita da “minha famosa torta de chocolate e limão” e eu fiquei nostálgica ao revirar arquivos. Sete anos se passaram desde que publiquei essa receita pela primeira vez no extinto Rainhas do Lar e desde então ela aparece nas ceias das leitoras, nos aniversários, nos momentos felizes… Dez anos que algumas pessoas me acompanham, leem minhas receitinhas e as reproduzem em suas cozinhas, às vezes lembrando com carinho de mim.  Olha, não é por nada não, mas eu tenho um orgulho danado da minha trajetória blogueira, que começou láááááááá em 2000. Tô emotiva hoje, relevem :)

Eu ando empolgada com minhas novas fôrmas de fundo removível e particularmente inspirada em, como diria minha avó, “inventar moda”.
Então saiu essa torta que é mezzo doce, mezzo azedinha e que vai bem pra quem, como eu, não é fã de doces enjoadões.

Fiz uma massa básica de tortas, a mais fácil de todas, porque eu não me dou com essa coisa de massa sovada, crescida e o escambau. Entonces, triturei no liquidificador um pacote de 200gr de biscoito maisena e fiz uma farofinha fina. Coloquei numa travessa e acrescentei umas 4 colheres (sopa) de manteiga sem sal derretida e misturei bem. Com essa farofa mais úmida, forrei o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível de 24cm. Levei ao forno pré-aquecido por uns 10 minutinhos e reservei.

Para fazer o recheio de chocolate…

Lembra que eu disse que sempre tenho chocolate meio amargo em casa (eu compro aquelas barras grandes pra quem trabalha com chocolate)? Então… peguei uns 300gr de chocolate meio amargo, derreti em banho maria, juntei 1 lata de creme de leite, 1 colher (sobremesa) de manteiga sem sal, 2 colheres de Nutella e 1/2 envelope de gelatina em pó sem sabor hidratada na água (veja instruções na embalagem e hidrate o envelope todo pois vamos precisar de mais 1/2 envelope para o recheio de limão, ok?)
Coloquei esse recheio sob a massa reservada e levei à geladeira enquanto fui fazer…

…o recheio de limão…

Bati no liquidificador 1 lata de leite condensado, 1 lata de creme de leite, 1/2 lata de suco de limão (se quiser menos azeda, pode usar menos suco de limão) e 1/2 pacote da gelatina em pó sem sabor hidratada.

Coloquei sobre o recheio de chocolate que já estava na massa, raspei chocolate por cima e levei à geladeira por umas 4 horas. Depois, foi só desenformar e servir.

Até pra quem não curte doces essa receita é boa, vai por mim =)