Berinjela empanada assada e crocante

Vez em quando me bate uma vontade doida de comer a berinjela empanada da minha Tia Vera, que é uma delícia. Porém, como ela está longe e eu não tenho as manhas de fazer fritura em casa, acabei criando uma versão que mata a minha vontade e também fica delícia (não tanto quanto a da Tia Vera, admito). O bom é que fica levinha e a gente pode comer sem culpa. Ou quase sem :)

O truque, se é que se pode chamar assim, é que eu empano usando farinha de trigo, ovo batido e uma farofinha de bolacha água e sal. Super simples…

Corte as berinjelas em rodelas grossas. Coloque em uma tigela com água e sal, coloque um prato com um peso por cima e deixe as berinjelas de molho por uns 30 minutos. Depois disso, escorra, lave em água corrente e seque com papel toalha.

Agora vamos empanar…

Separe 3 pratos (um pouquinho de louça pra lavar, mas compensa, prometo). No primeiro prato coloque farinha de trigo. No segundo, um ovo batido (a quantidade vai depender de quantas berinjelas você está preparando – geralmente 1 ovo para cada berinjela dá, se ele for grande) temperado com sal e pimenta. E, finalmente, no terceiro prato a farofinha de bolacha (eu processo algumas do tipo águal e sal, ou água e gergelim até virar uma farofa não muito fina), que você também deve temperar – aqui eu usei, sal, pimenta, tomilho seco e cebola desidratada.

Agora é só passar cada rodela de berinjela primeiro na farinha de trigo, depois no ovo e por fim na farofa de bolacha.

TEM UM TRUQUE!
Você sempre se enrola toda na hora de empanar né? A mão vira aquela meleca. Pois bem, o truque, minha amiga, é usar uma mão para cada tipo de ingredientes: uma para os secos e outra para os molhados (no caso, o ovo batido). A mão dos secos só mexe nos secos e a outra só nos úmidos. Assim, não fica aquela massaroca grudada na sua mãozinha e você não vai me xingar na hora de fazer sua berinjela :)

A berinjela deve ir para o forno, em uma assadeira com papel manteiga ou silpat e assar até ficar douradinha.

Eu gosto de servir acompanhada de molho sweet chilli (amo!), mas você pode fazer um sour cream ou um molhinho de mostarda  que também fica gostoso.

Viu? Berinjela empanada e sem uma gota de óleo. O mundo é bão :)

berinjela_empanada_antes(antes do forno)

Ravioloni de pera assada e ricota de búfala

Já fez massa em casa? Pois eu te digo que é fácil e super gostoso e, embora não seja a coisa mais rápida do mundo, te prometo que vale cada minuto. Quer experimentar?

Você vai precisar de uma maquineta dessa de abrir a massa. Ah, mas não dá pra fazer sem ela? Dá, claro, mas isso acrescenta mais um bocado de trabalho no processo. A máquina funciona como um cilindro, que abre a massa e a deixa bem fininha. Você pode fazer isso no braço, com o bom e velho rolo. Leva tempo, mas substitui com louvor o aparelho de braço da academia (que, óbvio, eu não sei como chama).

A receita é básica – para cada 100gr de farinha, 1 ovo. Aqui eu uso farinha de trigo e semolina, que deixa a massa leve e al dente, eu adoro. Então, minha massa ficou assim: 100gr de farinha de trigo, 100gr de semolina, 2 ovos, 1 pitada de sal e 1 fio de azeite.

Em uma tigela a gente mistura a farinha e a semolina. Faz um buraco no meio e junta os ovos batidos com o azeite e o sal. Depois é só ir misturando. Transfira a massa para uma superfície lisa e enfarinhada e trabalhe-a bem, deixando lisa e uniforme, bem homogênea. Forme uma bola com a massa e envolva-a em filme plástico. Leve a geladeira por 30 minutos.

Depois de gelar um pouco, é hora de abrir a massa. Você porciona a massa e começa a passar pelo cilindro da máquina na abertura maior. Vai repetindo o processo e mudando a abertura do cilindro, até chegar no mais fininho. Com isso você já tem a massa pronta, que pode virar papardelle, talharim, lasanha, o que você quiser. Eu usei para fazer o que chamei de ravioloni, que é maior do que o ravioli comum, e eu fiz redondo, usando o cortador de biscoitos mesmo.

O recheio

Cortei 2 peras em cubos pequenos e levei pra assar em uma forma com vinagre balsâmico (umas 2 colheres de sopa). Assei até que ela ficasse bem caramelizada. Deixei esfriar e usei para rechear o ravioloni. Incluí ainda ricota de búfala amassada com azeite, sal, pimenta do reino e noz moscada ralada.

Finalizando

Para cozinhar o ravioloni é só usar água e sal. Coisa rápida, pra ficar al dente mesmo.
Um truque é reservar 1/2 xícara dessa água do cozimento para usar na hora de finalizar.

Eu não quis fazer molho nenhum e optei por manteiga e alecrim apenas (com sálvia também fica incrível). Coloquei manteiga em uma frigideira grande, aqueci, juntei alecrim, a massa, um pouquinho da água do cozimento, umas sacodidas na frigideira e pronto!

Pra servir, parmesão honesto e vinho, claro :)

ravioloni_passoapasso

Bolo nega maluca. Ou quase.

Sumi de novo, eu sei. É a vida, gente. É a vida! :)

Bom, esse bolo não é exatamente o Nega Maluca que, se não me engano, leva cobertura de chocolate também, mas ele tem um gostinho da minha infância e eu sou uma pessoa apegadas às memórias :) Quando era pequena, minha vó gostava de fazer um bolinho, como o de chuva, só que com achocolatado na massa e que era passado no coco ralado molhadinho no leite. Ela chamava de nega maluca e a criançada de casa a.m.a.v.a. “Vó, faz nega maluca?”, que recordação mais doce! <3

O tempo passou e eu descobri que o bolo nega maluca não tinha nada a ver com a friturinha da minha vó, mas aquela mistura de chocolate e coco sempre me vai me lembrar daquelas tardes de brincadeiras e bolinhos e vai ter sempre a carinha da minha vó. Entonces, por aqui esse vai ser o meu bolo Nega Maluca. Combinados? ;)

Feito no liquidificador, daqueles super fáceis, e com uma coberturinha de coco que você começa a fazer deixando um pacote pequeno de coco ralado hidratando em uma xícara de leite com 2 colheres de açucar.

Enquanto isso você bate o bolo no liquidificador: 3 ovos, 1 xícara (chá) de óleo de canola (ou girassol), 1 xícara de água (ou a mesma quantidade de leite de coco), 1 1/2 xícara de açucar, 1 xícara de chocolate em pó e 1 pitada de sal. Bata bem até misturar tudo. Em uma tigela peneire 2 xícaras de farinha de trigo. Junte aos poucos a mistura batida no liquidificador e misture bem com uma colher ou fouet. Junte 1 colher (sopa) de fermento em pó e misture.

Leve para assar em fôrma untada e enfarinhada em forno pré aquecido (180C) por 40 minutos ou até passar pelo teste do palito.

Desenforme morno e faça furinhos com um garfo. Agora, você vai molhar o bolo com aquele leite que estava hidratando o coco. Aos poucos, molhando todo ele.

O coco você leva para a panela com mais 1/2 xícara de leite com 1 colher (sopa) de maizena. Junte tudo na panela e cozinhe até começar a engrossar. Depois, é só colocar esse creminho de coco por cima do bolo e pronto!

Algumas considerações:

– O leite de coco na massa deixa o bolo um pouco mais denso, mas mais saboroso. Se você utilizar água, ele fica mais levinho (eu prefiro);
– Eu uso apenas 1 xícara de açucar em meus bolos porque meu paladar não aceita coisas muito doces. Aqui eu sugeri 1 xícara e meia mas se você gosta de açucar, talvez fique mais feliz com 2 xícaras;
– Se você usa achocolatado, lembre-se que ele já tem açucar. Eu uso sempre chocolate em pó sem açucar;
– Você é do tipo formiga? Então acrescente açucar na hora de levar o coco ao fogo. Eu limo o açucar porque senão, pra mim, fica muito enjoativo.

nega_maluca1(esquece a dieta, bonita!)

Hambúrguer de grão de bico e abobrinha

Já que hoje é segunda, vamos de #segundasemcarne por aqui. Minha opção foi um hambúrguer bem gostoso e fácil de fazer. Apesar de não ter carne, fica crocante por fora, suculento por dentro e é uma boa pedida para uma refeição, como a minha, só com uma saladinha acompanhando. Então, nem precisa ser vegetariano pra se jogar nessa receita, combinado?

Você vai precisar usar o processador. Começando… processe rapidamente 1 xícara de grão de bico cozido e escorrido (usei de caixinha, porque não sou besta, rá!). Coloque em uma tigela grande. Depois, processe 1 xícara de abobrinha crua, 1/2 cebola e 2 dentes de alho e coloque essa mistura junto com o grão de bico. Processe 1/2 xícara de nozes e também leve para a tigela.

Agora, é só começar a dar liga e temperar seu hambúrguer. Junte 1 xícara de flocos de aveia (pode usar farinha de rosca ou mesmo a de trigo se quiser) e 1 ovo. Misture bem. Se a mistura ficar muito líquida, junte mais aveia. A mistura não precisa ficar seca, moldável. Ela tem que ficar meio úmida mesmo, não se preocupe. Chegou a hora de temperar: 1 colher sobremesa de páprica (usei a picante) e sal. Adicionei também 1 colher (sopa) de linhaça, um pouquinho de cheiro verde picado e um pedacinho de pimenta dedo de moça, sem semente, picadinha. Basta misturar tudo e usar um aro para moldar os hamburgueres na assadeira (eu usei silpat, mas se você não tiver, é melhor untar a assadeira com umas pinceladas de azeite). Leve ao forno pré aquecido por cerca de 30 minutos e então, com a ajuda de uma espátula, vire os hamburgueres e deixe mais ou menos uns 15 minutos. O ponto é quando estiver douradinho por cima e por baixo.

Rende cinco hamburgueres estilo ogro, grandes e altos.

hamburguer_vegetariano2

Kibe assado

(tava sumida, hein Fabiana?)

Quem aí ama kibe, levanta a mão! o/
Eu amo e, por ser um prato leve, rola quase toda semana em casa. Às vezes dou uma variada, recheio, troco a carne por berinjela (receita aqui ó) ou me jogo na versão soja (que fica boa, eu juro, e a receita também está aqui), mas essa daqui é a minha versão mais comum, só com um toque de doçura por conta da cebola frita por cima – aliás, esse é um ótimo trucão para dar um up em várias preparações.

Para começar, a proporção que eu uso é de 2 para 1. Para cada porção de trigo, uso o dobro de carne ou às vezes até um pouco mais. Então, começo hidratando 1 xícara (chá) de trigo – é só cobrir com água e deixar de molho por algumas horinhas (uma leitora aqui disse que o processo pode ser acelerado usando água quente, mas u ainda não testei). Depois do molho, eu lavo o trigo numa peneira embaixo da água corrente e depois espremo em um pano limpo pra tirar toda a água.

Em uma tigela a gente coloca o trigo já espremido e a carne. Sobre a carne… eu sempre peço pra moer duas vezes e gosto de usar patinho nessa receita. Agora é hora de temperar: 1 cebola ralada, 2 dentes de alho amassados, folhinhas de hortelã, 1 colher (sopa) de tahine, 1 colher (sopa) bem generosa de manteiga (se quiser deixar mais leve, pode deixar a manteiga de lado), 1 colher (café) de garam masala (se não tiver, use uma pitada de cominho), uma pitada de canela, pimenta síria e sal a gosto. Mão na massa! Tem que misturar tudo bem direitinho e depois colocar em uma travessa ou assadeira e levar ao forno pré aquecido por uns 30 minutos ou até dourar – nada de deixar o quibe lá, esturricando, tá?

A cebola…

Gente, cebola é coisa linda em qualquer estado mas, assim, fritinha e quase caramelizada é bom demais. Se você ainda não provou, aproveite e faça com o quibe. Você vai ver como os dois ornam lindamente.

A cebola eu corto em meia lua, não muito fina, nem muito grossa,. Esquento um pouquinho de óleo em uma panela e coloco a cebola. Não é fritura por imersão, ok? Jogo uma pitadinha de sal e deixo fritar até dourar bem. Depois, escorro em um papel toalha e já posso usar – neste caso, por cima do quibe já assado, mas fica uma coisa também com bisteca, filé de frango e até no peixinho.

Patê de berinjela

Que eu sou doida por berinjela todo mundo já sabe, e que meu antepasto é sucesso também (sem falsa modéstia gente, até dinheiro já ganhei com essa receita!). Mas num é que outro dia eu inventei um patêzinho pra servir numa rodada de petiscos para amigos, que ó…ficou delícia? E é bem fácil de fazer, olha só…

A primeira coisa é cortar as berinjelas ao meio, no sentido do comprimento, colocar em uma assadeira, regar com azeite e sal moído na hora e levar ao forno pra assar até que a polpa da berinjela esteja bem macia. Na real, demora um pouco, então o melhor a fazer é aproveitar o forno que já está ligado para outro assado. Eu peguei carona num bolo dia desses e tasquei as berinjelas no forno também (o meu é grande, então super rola dividir o espaço). O tempo de forno varia um pouco de acordo com o tamanho da berinjela, mas deve dar uns 40 minutinhos mais ou menos.

Ok, depois de assada, é só você usar uma colher para retirar a polpa da berinjela e colocar numa tigelinha. Não precisa processar, bater, nada disso. Basta juntar uma colherada de cream cheese, azeite, pimenta do reino e mexer bem. Hora de acertar o sal e finalizar com hortelã picadinha. Prontinho. Não falei que era fácil? ;)

Dá pra servir com pão, torradinhas, aquele pão sueco, ou dá para usar num sanduíche, como uma pastinha.

Eu servi com um pão de malte que eu fiz. A receita dele já está aqui. Nesse eu só juntei linhaça.
pao_malte_2

Tilápia no cartoccio

Carto… what? Assustou com o título da receita? Então, pode relaxar. Essa técnica de cozimento é das mais simples que existem e o resultado final é perfeito, principalmente para peixes. E talvez você já tenha até visto essa técnica, mas com o nome de papillote (em francês, chiquérrimo) ou papelote, no bom e velho português. Pois bem, cartoccio é a mesma coisa, só que em italiano :)

Ou seja, qualquer um desses nomes quer dizer apenas que algo foi preparado em uma espécie de “envelope”, que pode ser de papel alumínio ou manteiga. Eu já coloquei uma receita de papilotte aqui ó. Os envelopinhos são feitos em porções individuais, por isso também são um charme para servir em um almoço ou jantar mais especial.

Aqui eu usei filé de tilápia que foi para o papelote em cima de uma “caminha” de cenoura (cortada em quadradinhos pequenos), cebola, pimentão e alecrim. Por fim, bastou acertar o sal e a pimenta, regar com um pouco de balsâmico (usei um de maracujá) e um tico de azeite. Basta fechar bem o envelope para que o peixe os demais ingredientes cozinhem no vapor que vai se formar dentro dele e levar ao forno pré aquecido por uns 20 minutos.

Fácil demais. A mesma técnica dá pra usar com outros tipos de peixe e também com filé de frango, cogumelos e os vegetais que você mais gostar.

[ segunda sem carne ] Omelete de espinafre

Eu adoro omelete e acho que não passo uma semana sem preparar uma. A tradicional, com ovos e queijo, sempre cai bem, claro, mas isso não impede que a gente dê uma variada vez ou outra. Gosto de incluir cogumelos, legumes (como abobrinha por exemplo), caprichar nas ervas ou incluir folhas, como essa versão que posto hoje.

Aqui, a receita tradicional ganhou cor com adição de espinafre. Tudo que fiz foi processar 1 xícara de espinafre e juntar aos ovos batidos e temperar como de costume com sal e pimenta.

Pra dar um pouco mais de bossa e fazer as vezes de prato principal, finalizei a omelete no forno com cobertura de tomate, manjericão fresco e parmesão.  Se você estiver usando uma frigideira que pode ir ao forno, basta fazer o processo normal e, quando ela já estiver quase pronta, incluir a cobertura e levar ao forno pré-aquecido, só até derreter o queijo.

Fácil, bonito e nutritivo.

***

Divulgue-a-Segunda-Sem-Carne

A Campanha Segunda Sem Carne se propõe a conscientizar as pessoas sobre os impactos que o uso de produtos de origem animal* para alimentação tem sobre  os animais, a sociedade, a saúde humana e  o planeta, convidando-as a tirá-los do prato pelo menos uma vez por semana e a descobrir novos sabores.

Existente em 35 países, como nos Estados Unidos e no Reino Unido (onde é encabeçada pelo ex-Beatle Paul McCartney) e apoiada por inúmeros líderes internacionais, a campanha foi lançada em São Paulo em outubro de 2009 numa parceria da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) da prefeitura, posteriormente estendendo-se a várias outras cidades brasileiras.

Mais informações: http://www.segundasemcarne.com.br/

Cambuci recheada

Eu adoro cambuci e ela sempre está em meu carrinho no hortifruti. Gosto fritinha, refogada, assada, de qualquer jeito.

Pra quem não conhece, cambuci é da família das pimentas. Apesar de pertencer a essa família, a cambuci não tem ardor, pelo contrário, muitas vezes está até adocicada, lembrando um pimentão (que eu também adoro, ou seja, amo essa família toda…rs). Eu poderia colocar aqui uma explicação mais elaborada, mas deixo isso a cargo da pessoa que mais entende do assunto, a Neide Rigo (musa!), que explica neste post em seu blog tudo que você precisa saber sobre a cambuci. E se você não conhece o blog da moça….pffff, não sabe o que está perdendo!

Bom, essa versão que posto hoje é recheada e não sei nem se posso considerá-la uma receita, de tão simples.

A primeira coisa a fazer é cortar o topinho da cambuci e, com a ajuda de uma colherzinha de café, retirar as sementes da parte interna, sem cortá-la. Depois, é só preparar um recheio, que pode ser o que te der na telha, mas o meu foi assim…

Usei carne moída (mas pode ser frango ou porco também) temperada com alho amassado, cebola picadinha, sal e pimenta calabresa. Juntei uma colher de sobremesa de tahine e uma pitada generosa de canela e misturei bem. Pronto! É só usar para rechear as cambucis, apertando bem com o dedo para garantir que ele se espalhe dentro dela.

Depois de recheadas é só levar ao forno médio pré aquecido por uns 30/40 minutos (20/30 minutos com papel alumínio e 10 para dourar).

Para dar uma bossa, antes de começar a dourar finalizei com farofinha de amêndoas, que nada mais é do que amêndoa processada. Se você preferir, pode finalizar com queijo ou mesmo pular essa etapa.

Com esse calor, ela faz lindamente as vezes de prato único, acompanhada apenas de uma saladinha refrescante. Uma delícia!

Energias renovadas

Eu não sei vocês, mas eu tenho um ritual de final de ano. Não se trata de pular sete ondinhas, nem de comer lentilha, mas sim de recarregar as energias para entrar no ano novo com a casa e o espírito renovados. Para isso, meu ritual há anos é DESAPEGAR.

Parece simples, mas ao longo desses anos fui percebendo a quantidade de coisas que a gente acumula e não usa – porque não rolou, porque não gostou, porque já não serve mais e até, pasme, coisas que a gente nem chegou a usar! E isso tudo fica lá, parado e sem utilidade, quando na verdade poderia ser útil para outra pessoa. E o mundo continua produzindo coisas e mais coisas e a gente continua consumindo, consumindo e acumulando, acumulando…

Ufa! Vamos fazer essa energia circular, minha gente! Por isso, quando a OLX me convidou a conhecer o seu site de classificados gratuitos, foi juntar a fome e a vontade de comer! E não é que eu precisava mesmo vender alguns adaptadores para telefone VoIP que comprei e nunca usei porque acabei me mudando e mantendo o sistema antigo de telefonia? Bingo!

Para publicar o anúncio não levei mais do que cinco minutos. É só acessar o site da OLX e clicar em PUBLICAR ANÚNCIO, escolher uma categoria e subcategoria e preencher os campos obrigatórios – quanto mais informações você der sobre o produto, maior as chances de vendê-lo rapidinho. Uma foto bacana também ajuda muito, por isso é bom caprichar. Depois, é só incluir seus dados, para o comprador poder te contatar.

Pronto! Em pouquíssimo tempo meu anúncio já estava publicado. Aposto que você também deve ter algo aí que não usa mais. Desapega, gente! É fácil, rápido, gratuito e você ainda ganha uma graninha :)

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Aliás, você está precisando de um adaptador VoIP? Clica no meu anúncio e vamos fazer negócio! ;)

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Frango com quiabo

Não é o ensopado e portentoso prato conhecido em Minas (que eu amo, aliás), mas é uma variação que rola muito na minha casa. Meu glorioso marido, do frango só come o peito (chicoteia, Senhor!), então vivo fazendo milagres com os filezinhos Korin que ele tanto ama.

Essa versão é bem fácil e se você já torceu o narizinho para o quiabo (tsc, tsc, tsc), pode substituir por algo que você goste mais, tipo, sei lá… jiló! Rá! Brinks :) Enfim, troca por vagem, que também fica delícia.

O peito do frango eu corto em cubos e tempero com alho, sal, pimenta e limão. Depois, levo esses cubos para a panela com um fio de óleo e deixo dourar bastante. Junto cebola picada e mais ou menos 1 colherzinha de sobremesa de açafrão. Deixo a cebola dourar também e aí sim junto o quiabo já cortado em rodelinhas e o limão (veja o truque abaixo). Acerto o tempero e deixo cozinhar até que o quiabo fique macio. No final é só juntar cheiro verde picadinho e servir. Amo.

Ok, vamos falar de quiabo…

Sim, ele tem baba, masssssss…  tenho alguns truques que deixam a receita com zero baba. Na verdade, ela (a baba) não me incomoda, mas eu tô ligada que rola uma má querência geral com a babinha, então se joga nas dicas:

1) lave bem o quiabo e seque-os, um por um com um paninho seco ou papel toalha (é gata, eu disse que era sem baba mas também não prometi moleza, né? rs);

2) descarte a pontinha e o cabinho e corte em rodelas (ou mantenha maior, se for para salada por exemplo);

3) ao levar o quiabo para a panela, não fique mexendo! Seja no refogado, ou como aqui, já no frango, nada de ficar revirando mil vezes o quiabo – mexa no máximo para misturar;

4) esprema meio limão (ou um inteiro, dependendo da quantidade de quiabo e do tamanho do limão) por cima do quiabo já na panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar – vinagre também serve, mas só uso se não tiver limão disponível;

5) o quiabo muda de cor quando cozinha, mas eu particularmente gosto do quiabo mais firminho… de qualquer forma, basta cozinhar até ficar macio ou no ponto que você gosta, desligar a panela e esperar uns 3 minutinhos para mexer.

Pronto! A gostosura do quiabo sem a famigerada baba do mal:)

Da próxima vez eu ensino a salada. Combinado?