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Penne integral com anchovas e tomate confit


(foto do celular da Tatu!)

Daí que outro dia as Maltemoiselles se reuniram lá em casa para degustar nossa última cria – a IPA com cardamomo, Amy – e eu tinha que providenciar uma comidinha esperta porém ligeira para receber as confreiras. Juntou-se a isso um dia quente e a solução foi uma massa fria, leve, e que eu achei que harmonizaria com a nossa IPA (o que não aconteceu…nhé!).

Aqui o pulo do gato é preparar o tomate confit com antecedência e depois só juntar lé com cré e ser feliz.

Tá Fabiana, mas que raios é tomate confit?

Confit é o nome que se dá a uma técnica francesa, originalmente criada para a conservação de carnes (lembre-se que não havia geladeira, néam?). Basicamente consistia em cozinhá-la e depois guardá-la imersa em sua própria gordura, conservando-a assim por muito mais tempo e obtendo ótimos resultados – carnes preparadas assim ficam especialmente macias.

Hoje, para muito além da carne, dá pra usar a técnica para muitos outros tipos de alimentos. O truque é apenas cozinhá-los em alguma gordura, sempre em baixa temperatura, tomando o cuidado de não deixar essa gordura ferver, para não prejudicar o resultado final.

Como faz tomate confit?

Gosto de usar tomate cereja do tipo sugar grape, que são bem docinhos, mas você pode usar qualquer outro, ok?

Coloque os tomates (cortados ou não, você decide) em uma assadeira, tempere com sal e pimenta a gosto, coloque ramos de alecrim e alguns dentes de alho ligeiramente amassados (com casca mesmo). Cubra com azeite e leve ao forno baixo por aproximadamente 30 a 40 minutos, até que os tomates estejam macios. Mas atenção: Não é para fazer molho, viu comadre? Ou seja, nada de deixar os tomates lá e esquecer da vida! A ideia aqui é que eles não cheguem a desmanchar totalmente, ok?

Uma vez pronto seu confit, é só deixar esfriar e conservar em geladeira. Use como acompanhamento de carne, na salada ou, assim, com uma massa…

Para preparar meu penne, tudo que fiz foi processar alguns filés de anchova (anchova é aquela coisa né? Vai de gosto mesmo, eu curto) com um pouco de azeite, juntar à massa já cozida e escorrida e acrescentar azeitonas pretas, manjericão e o tomate confit. Depois, foi só temperar a gosto e servir. Eu ainda juntei alguns fundos de alcachofra que estavam dando bobeira na geladeira, mas só o tomate e a anchova já deixam a massa pra lá de especial.

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4 Comentários

  • Reply
    Bárbara Caroline Groff
    21 de março de 2012 at 15:44

    Nossa! Meu almoço hoje foi exatamente massa com tomate confit! Acompanhada de um naco de queijo parmesão ralado na hora! Perfeito!

  • Reply
    lih trevisan
    27 de março de 2012 at 11:24

    Me inspirei e fiz minha versão com bacalhau… hummmmmm
    http://alihnacozinha.blogspot.com.br/2012/03/massa-com-confit-de-tomate-e-bacalhau.html

  • Reply
    fátima zapella
    27 de março de 2012 at 17:14

    ah, quer dizer então que aquela carne de porco que minhas avós cozinhavam e deixavam na lata, imersa na banha, era carne “confit”? muito mais chic, né? aliás, no mercadão de belo horizonte tem “carne de lata” :)

    • Reply
      Faby
      27 de março de 2012 at 17:54

      Isso mesmo, Fátima. Os franceses são muito vivos e sacaram isso muuuuuuuuuuuuito tempo atrás :)

      Bjim!

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