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massas Receitas vegetarianos

Conchiglione com recheio de abóbora e molho de tomate fresco e manjericão

A mesma massa que usei no outro conchiglione que ensinei aqui e o mesmo processo de cozimento. A diferença é o recheio, esse com abóbora e cream cheese.

Para fazer o recheio de abóbora:
Cozinhe a abóbora (mais ou menos 1/2 kg para um pacote de massa) e depois de fria* processe-a com 1/2 colher açucar, sal, pimenta do reino branca e uma colher de cream cheese até ficar um patê liso.

Detalhe importante: abóbora solta muita água, portanto, quando deixá-la esfriando coloque-a num escorredor até que esteja bem fria para só então processar, senão vira uma aguaceira.

Para montar os conchigliones eu usei uma colher de cream cheese puro, depois veio o purê de abóbora e por cima parmesão ralado.

Agora o molho…
Eu já ensinei aqui mas vou repetir porque ele é muuuuito difícil… hohoho.
Tomates sem pele e sem sementes + manjericão muito + uma pitada de açucar + sal – tudo no processador e só. Não precisa cozinhar, não precisa nada.

Forra a travessa com esse molho, bota os conchigliones, joga mais molho por cima e leve ao forno até ficar bem aquecido e com o queijo gratinadinho.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas sopas, caldos & cremes

Caldinho de feijão

No início dos anos 90 eu conheci uma garota chamada Gorete. Na época, nós duas éramos solteiras, independentes, morávamos sozinhas e tínhamos, por assim dizer, o espírito …livre. Com essas características nós duas acabamos por nos tornar amigas e, juntas, fazíamos o que duas garotas de 20 anos, livres e financeiramente independentes fazem numa cidade como São Paulo – se divertem. No nosso caso, se divertem muito.

Em nossas noitadas e farras eu acabei descobrindo a felicidade que podia existir em um (ou dois, ou três, ou…) copo de whisky bom e foi então que eu conheci a pior de todas as inimigas que um ser humano pode ter: a ressaca. E olhe que estou falando de ressaca de whisky bom hein?! Nem vamos entrar no mérito de ressacas de bebidas vagabundas… porque essas coisas a gente risca do passado, não é mesmo?

Pois bem, foi Gorete quem me ensinou qual é a maior arma de todas para curar a ressaca – a comida. Muita comida e, como ela própria fazia questão de pregar, comida com “sustância”, muita sustância.
Essa era sua teoria, fundamentada depois de muitas e muitas experiências etílicas – para aplacar a sensação horrorosa que nos consome no day after, nada melhor do que comer muito e comer bem que é para, segundo ela, o corpo recuperar as forças(!)
E foi a partir dessa filosofia incontestável que eu descobri, por exemplo, que um prato de feijoada tem efeito curativo sobre o banzo pós-alcoólico, assim como muitas outras comidinhas que minha amiga Gorete preparava no dia que se seguia depois de festas memoráveis. Coisas levinhas como cozidos imensos, feijão preto com muita carne, caldo de mocotó e outras iguarias do gênero.
Era impossível passar ilesa pela cozinha de Gorete, paraibana arretada, dona de segredos, temperos que até hoje eu nunca soube quais eram, uma mão de fada para cozinhar e uma risada fácil, calorosa e acolhedora. Assim era Gorete.

Infelizmente a vida, em dado momento, acabou por nos colocar em caminhos diferentes e nesses caminhos a gente se perdeu uma da outra. Hoje eu não sei por onde andam fumegando as panelas da minha doce amiga mas hoje, enquanto eu preparava esse caldinho de feijão com a finalidade de curar uma mega ressaca, foi dela que me lembrei com muita, muita saudade.

Estivesse ela comigo, com certeza teria dito que o caldo precisaria de mais carne, de mais sustância. Um caldinho de feijão da Gorete era praticamente uma feijoada!
Porém, na condição de arremedo de ser humano em que me encontro hoje, tudo que eu pude produzir foi esse caldo de feijão preto que, mesmo não tendo toda a sustância recomendada por minha amiga, operou milagres nessa que vos escreve.

***

Fazer caldinho é tão fácil que mesmo estando um trapo (presente!) é possível dar conta do feitio…

Numa panela tem que dourar (tudo muito) cebola, alho, bacon e linguiça (eu usei a Josefina), botar uma folha de louro, pimenta vermelha picada e juntar o feijão que já foi cozido e batido no liquidificador com um pouco do caldo. Daí, é só deixar apurar até ficar beeeem grosso.

Na hora de tomar, vai por cima bastante coentro picado, mais pimenta e bacon douradinho.

***

Go, por onde anda você, minha amiga?

***

Agora alguém pode, purfa, desligar a Terra que não para de girar?!
Agradecida.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

carnes Receitas

Iscas de Fígado

Para acompanhar o caldinho e manter o teor de sustância, fui de Iscas de Fígado, prato que figura em alta conta na lista dos meus toptops – minhas comidinhas preferidas de todos os tempos.
Eu adoro fígado mas ele, como alguns outros pratos, é daqueles que eu só como em lugares de muita confiança e sabedoria – minha casa, por exemplo :) Até porque não é qualquer pessoa que faz um fígado bom, gostoso e com a consistência exata – a maioria fica entre o ruim absoluto e o borrachudo eterno, aquele que você mastiga, mastiga e não acaba nunca. Urgh!

Se você não sabe, fígado tem manha pra fazer, sim Senhor! Não pode fritar muito e a fritura deve ser feita em panela muito, muito quente. No tempero, nada de vinagre, limão… só sal e alho amassado. Fígado também tem que ser fresco, fresquérrrimo, fresquísimo, de cor viva, e tem que tirar aquela película branquinha que forra as laterais na hora de prepará-lo.
Dessa vez eu fui de cebola e só, mas gosto de acompanhar também com molho de vinho reduzido e purê de batata. Yummy! Bom demais da conta.

E a ressaca tá melhorando :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas saladas

Salada de beringela e abobrinha grelhadas

Pode ser servido assim, como salada, mas também pode virar um antepasto, servido com torradinhas, pão taliano ou até mesmo pão sueco numa boa.

Primeiro eu fatiei beringela e abobrinha, deixei as fatias de molho em água com sal para não escurecer e levei para o grill. Uma vez grelhados, piquei grosseiramente e temperei com muito azeite extra virgem, vinagre, pimenta rosa, bastante salsinha, cebola e acertei o sal.

Fala, mais fácil que tirar doce de criança.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

peixes e frutos do mar pratos únicos Receitas

Suflê de Bacalhau

Todo mundo já revelou seu amigo secreto de comer mas ainda me faltava fazer a receita. Como todo mundo soube, quem me tirou foi a Dani, do Fouet, Roux et Demi Glace, que me mandou não só uma, mas duas receitas com meus ingredientes preferidos – bacalhau e beringela.

Eu ainda não tinha feito pois aqui em casa só eu como peixe, o marido não chega nem perto. Logo, me faltava uma companhia disposta a encarar a árdua tarefa de esvaziar 4 ramequins de suflê de bacalhau (ah meu Deus, eu quero muito mais tarefas assim, please!), já que a receita da Dani falava em 4 porções.
Quem apareceu para me salvar foi minha amiga Érica, que se dispôs a fazer esse sacrifício por mim. Hohoho. Companhia a postos, lá fomos nós preparar o prato.

Para começar, cabe fazer uma observação quanto ao rendimento. A receita falava em 4 porções com as quantidades que eu vou passar abaixo, as mesmas que foram enviadas pela Daniela. Porém, depois de demolhado o bacalhau, optei por usar apenas a metade do indicado, pois logo imaginei que a quantidade seria muito maior do que os quatro ramequins (com diâmetro de 10 cm) poderiam comportar. Portanto, usando metade do bacalhau e do molho bechamél indicado na receita que vou transcrever, você terá 4 porções de suflê em ramequins individuais de 10 cm, certo? ;) Então let’s go…

Suflê de Bacalhau da Dani

2 colheres de sopa de manteiga
400 gr de bacalhau dessalgado, em lascas
2 xícaras de chá de molho bechamel
3 gemas
5 claras em neve
1 colher de sopa de queijo ralado

Unte os ramequins (meus mimos também!) com manteiga e reserve. Em uma frigideira derreta a manteiga e salteie as lascas de bacalhau. Acrescente o molho bechamel e misture. Em fogo baixo, junte as gemas uma a uma, misturando a cada adição para evitar que elas cozinhem.
Transfira para a tigela e incorpore as claras em neve delicadamente. Com a espátula ou colher grande (olha outro dos mimos aí!) coloque a massa nas fôrmas sem pressionar. Ao final, molde um “morrinho” no topo de cada suflê e polvilhe queijo ralado (eu usei parmesão). Leve ao forno pré-aquecido (200) até crescer.

Duas coisas:
1. na hora de saltear o bacalhau coloquei um pouquinho de cebola e salsinha picada;
2. eu levei ao forno em banho maria, pois assim o suflê demora mais para murchar.

* preparando o molho bechamel
Esquente 1 litro de leite com 1 folha de louro, umas pimentas em grão e 1/2 cebola espetada com cravos. Coe e reserve o leite aromatizado. Numa panela derreta 3 colheres de sopa de manteiga e junte 3 colheres de sopa de farinha de trigo (uia…olha o roux aí!) e misture bem. Acrescente o leite aos poucos, mexendo após cada adição com o fouet (outro mimo que eu ganhei!). Mexa até engrossar. Tempere com sal e noz moscada.

***

Gente, esse suflê é maravilhoso! Muito, muito delicado, super leve, facílimo de preparar, enfim… receita aprovadíssima por aqui.

Gracias Dani. Guenta aí que a receita 2 vai sair loguinho! :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

carnes Receitas

Bife à rolê

Toda cozinheira tem suas especialidades, aquelas receitas que o pessoal sempre pede, aquelas que o povo sempre lembra e aquelas que tem a cara da própria, tanto que acabam por vezes levando até o nome de suas executoras.
Pois bem, baseada nesses quesitos que acabei de citar já mencionei aqui quais são as minhas especialidades, e entre elas está o bife à rolê que, desde tempos remotos quando eu ainda era solteira e dividia apartamento com uma amiga, virou o bife rolê da Faby.

A receita vem de família, que fazia a bracciola – um enrolado de carne italiano com recheio de carne de porco (lombo, linguiça calabresa, bacon) e molho de tomate. Já eu, como boa pitaqueira que sou, acabei transformando a braciola lá de casa em um gostoso e um pouco mais leve, bife enrolado.

Para fazer é importante usar o coxão duro, pois a carne será cozida na pressão e vai praticamente derreter.
Comece pedindo para seu açougueiro cortar os bifes bem finos e de modo que eles fiquem largos, compridos, pois isso vai facilitar na hora de enrolar.
Depois, tempere os bifes com alho amassado e sal e deixe pegando tempero por um tempo. Enquanto isso, corte os legumes: cenoura em palitos, fatias de pimentão e partes de cebola (geralmente eu parto uma cebola pequena em 4) e bacon magro em pedaços retangulares e grossos. Aqui tem o lance do recheio, que pode variar de acordo com teu gosto. Nessa daqui por exemplo eu usei, além do que já citei, vagem macarrão.

Daí é só começar a montar os rolês – Pegue um bife e comece a dispôr os recheios em uma das pontas, fazendo um montinho, então enrole e prenda bem com palitos de dente, inclusive nas laterais.

Depois disso, é hora de levar à panela de pressão, já bem quente e com um fio de óleo. Deixe fritar bem os bifes, até que eles fiquem super morenos. Nesse momento, junte cebola picada, louro, pimenta calabresa, tomates sem pele e sem sementes picados (ou, se preferir, umas colheradas de molho de tomate pronto), um bom tanto de vinho tinto, complete com água e leve à pressão até que o bife esteja macio – dá pra saber abrindo a panela e “espetando” a pontinha de uma faca – a carne tem que estar bem macia mesmo.

Quando estiver cozido, conserve no fogo mas sem a pressão, até que o caldo engrosse. Acerte o sal, a pimenta, leve os bifes para uma travessa e retire todos os palitos (não se preocupe que o bife não desmancha), regue com o caldo grosso que ficou na panela ou sirva-o à parte, numa molheira e coma (ajoelhada!) com arroz branco e purê de batatas. Hohoho.
Modéstia à parte, é mesmo uma delícia.

Dessa vez eu fui só de saladinha de grão de bico, pedido do marido.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

massas molhos Receitas

Bucatini com ragu toscano

Vamos começar explicando o que é ragu, porque não é um termo assim tão conhecido e ninguém nasce sabendo tudo, certo?

O nome vem do termo francês ragoût, designado para as carnes ensopadas, preparadas geralmente com legumes e vinho tinto. O tipo de carne pode variar, mas um bom ragu é conhecido pela consistência encorpada e pelo molho rico e abundante.
A gente pode preparar o ragu usando uma panela bem grande, de fundo largo e com tampa. O cozimento deve ser feito em fogo baixo, até que as carnes fiquem bem macias e se integrem ao molho, o que leva mais ou menos 2 horas. Para ganhar tempo, uma outra opção é o preparo na panela de pressão.

Pois bem, então comadres, ragu é um molho espesso, encorpado, feito com tomate e vinho tinto de ótima qualidade. Geralmente é feito com carne em pedaços, mas pode ser feito com liguiça e até com carne moída (ragu bolonhese). Fica excepcional se feito com ossobuco, coisa assim de chef mesmo, comida dos deuses e, de longe, o meu preferido mas. na falta deste, eu fui com o que tinha em casa: mignon.
Veja bem, mignon definitivamente não é a melhor carne para esse tipo de molho, pois como está aí na explicação, o cozimento deve ser lento e o mignon é uma carne que cozinha rápido demais. Mas, já dizia minha sábia avó “quando o diabo atenta…” não teve jeito – eu precisava comer essa massa que é tudo pra mim, é assim… a minha comfort food, manja?

O ideal mesmo é preparar o molho de um dia para o outro – acredite, ele fica ainda mais gostoso. Mas, se feito no dia, o melhor é deixá-lo descansar um pouco antes de servir.

Para começar, você vai precisar de umas latas de tomate pelati (a quantidade depende lógico do que você vai fazer de ragu) e tomates sem pele e sem sementes. Você pode optar apenas pelas latinhas, sem problemas.
Em uma panela grossa doure cebola e alho em cubos de bacon grandes. Junte as carnes cortadas em cubos (ou peças grandes) e frite mais um pouco. Coloque os tomates esmagados, vinho tinto (melhor os encorpados), folhas de louro (melhor ainda se for um bouquet garni), salsinha (ou orégano fresco) sal, pimenta, açucar e complete a panela com o suco dos tomates pelados ou com polpa de tomate e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Se você usar uma carne com osso, cozinhe até que ela se solte.
No meu ragu toscano eu acrescentei, depois da metade do cozimento, linguiça toscana em rodelas.

Molhos encorpados como o ragu vão bem com praticamente todas as massas longas e com as curtas furadinhas, mas a minha preferida na verdade é o bucatini, conhecido por aqui como “macarrão furadinho”. Eu sou vi-dra-da nessa massa, anotem aí :)

Ah! Se você optar pelo feitio em panela de pressão, cozinhe nela até que a carne esteja macia e complete o cozimento sem a pressão, para engrossar o molho.

Se você ainda não provou uma massa feita com um bom ragu comadre, na bôua, você não sabe o que está perdendo. Run! :)

***
A fonte da explicação do ragu foi o site da Sadia.
Nesse link tem uma explicação bacana sobre o ragu napolitano e da relação do italiano com o tomate.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

carnes reaproveitamento Receitas

Mignon ao curry com arroz de salsinha

Foi, digamos, um jantar assim meio…verde, mas foi por uma boa causa :)
Eu precisava aproveitar uns talinhos de salsinha que andavam perambulando na minha geladeira e além deles, um restinho de vagem. Foi então que surgiu esse verdão todo na minha cozinha.

O mignon eu dourei em azeite, com cebola, alho e sementes de mostarda. Depois, acrescentei curry e as vagens cortadas e deixei cozinhar. No final, botei ervilha fresca e salpiquei pimenta dedo-de-moça picadinha sem as sementes.

Para o arroz de salsinha o truque é usar os talos (vai me dizer que você joga os talos de salsinha fora?). Primeiro é bom lembrar que o finalzinho do talo você dispensa, pois é uma parte que fica fibrosa (mas só o finalzinho mesmo). O restante você leva ao processador com um pouquinho de azeite honesto.
Processou? Leva para a panela junto com seu arroz que já estava dourando lá com o alho (eu não uso cebola no arroz). O resto é tudo exatamente igual e o resultado é um arroz verdinho e saboroso.

Ah! E você ainda ganha a medalha da Rainha Reaproveitadora.
Não é lindo isso? ;)

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pratos únicos Receitas vegetarianos

Batata Napolitana

1. cortei uma “tampa” na batata no sentido do comprimento, retirei um pouco da batata, salpiquei sal grosso passado no moedor, pimenta moída na hora e azeite de manjericão;

2. em uma travessa misturei: tomate sem pele e sem semente, alcaparras (lavadas pra ficarem mais suaves), pimentão verde em pedacinhos, cebola picada, azeitonas verdes e manjericão, temperei a mistura com azeite e sal (pouco, porque a alcaparra é salgada) e coloquei lá nos “buracos” abertos na batata;

3. tampei cada batata com sua tampa, envolvi em um envelope bem lacrado e apertado feito com papel alumínio e levei ao forno por mais ou menos 1 hora;

4. depois de 1 hora verifiquei o cozimento (é só espetar a pontinha de uma faca), abri os envelopes, retirei a tampa das batatas e coloquei requeijão light, salpiquei parmesão ralado e levei de volta ao forno até gratinar;

5. com a “polpa” que eu retirei, fiz um purê com wasabi e servi no prato em volta da batata assada (com um pouco de pimenta moída).

Batata delícia.

***

Update:
Para Clara, de Vitória…
A batata pode ser comida inteira mesmo, casca e tudo nêga. Por isso, é importante lavar muito bem com escovinha a parte de fora das batatas e, se quiser, pode até deixar um pouquinho na água com vinagre.
Lógico que se você preferir pode não comer a casca, mas ela fica super macia, vai por mim.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

arroz & risotos Receitas

Risoto de alho-poró e ervas

Nesse Carnaval a minha pedida é descansar, inclusive do supermercado, do fogão… Daí quando bateu a vontade de comer um risoto, tive que me virar com o que tinha disponível – na geladeira um alho-poró e na horta uma porção de ervas fresquinhas e recentemente replantadas.

Do fogão em mini-férias saiu o risoto delicioso…

Levei ao fogo cebola ralada na manteiga (não precisa deixar dourar), juntei arroz arbóreo (1 1/2 xícara para duas pessoas), espumante (talvez 1/3 da garrafa), esperei evaporar o álcool, fui juntando aos poucos o caldo de legumes e quase no final acrescentei o alho-poró cortado em rodelas. Numa tábua, com o auxílio da boa e velha mezza luna piquei: manjericão, manjericão roxo, tomilho, salsinha e ceboulette. No final do cozimento do risoto juntei as ervas picadas, manteiga e parmesão ralado. Botei uma pimenta moída e decorei com manjericão roxo.

Bom final de Carnaval pra você! :)

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Panqueca de espinafre e ricota

Eu adoro panqueca. Além de ter um apelo afetivo – panqueca era um daqueles pratos “comemorativos” sabe? lá em casa, quando tinha panqueca era um dia de festa pra mim – é uma receita prática demais, que permite mil variações de recheios salgados e doces. Isso sem contar a apresentação, que pode ser de muitas maneiras diferentes, indo desde o clássico “rolinho” do dia-a-dia, até ganhar ares um pouco mais elaborados, como envelopinhos (o que eu mais uso) que são perfeitos para servir naquele jantar, no estilo crepe, que fica ótimo quando servido em esquema buffet, ou mesmo essas que apareceram na minha cozinha hoje – as trouxinhas.
Como a idéia era preparar algo um pouco mais leve para compensar a orgia gastronômica do período momesco, o recheio escolhido foi espinafre com ricota.

Preparando o recheio
Primeiro é aquele esquema que (é de conhecimento público) eu odeio – lavar o espinafre, separar os talos (guarde para fazer bolinhos) e rasgar as folhas.
Em uma panela, azeite, cebola e alho até dourar. Nesse momento, é só juntar o espinafre, temperar com sal e pimenta e abafar um pouco a panela. Espinafre não precisa cozinharrrr – no momento em que junta aquela água toda pode tirar do fogo, esperar esfriar um pouco e espremer para tirar toda a água.
Depois de feito isso, é hora de juntar ricota, noz moscada, salsinha e misturar bem até a ricota incorporar-se ao espinafre. Eu usei também um pouco de requeijão cremoso light, mas isso é opcional.
Depois de tudo misturado, basta acertar o sal e reservar o recheio, que já está pronto.

Fazendo a massa da panqueca
Eu não uso medida nenhuma para fazer panquecas, apenas bato no liquidificador leite, ovos, farinha de trigo, maizena e sal, tudo no olhômetro mesmo, pois já conheço a consistência certa para obter uma massa nem grossa (anote aí: odeio panqueca grossa) nem fina demais. Mas, como eu sou uma boa pessoa, fui buscar uma receita no meu caderninho: 2 copos de leite, 2 xícaras de farinha de trigo, 1 colher (chá) de maizena (ou fermento em pó), 1 colher chá de sal e 2 ovos.
Como eu gosto de “dar uma corzinha”, acrescentei uma colher de café de açafrão à massa para que ela ficasse mais amarelinha.

Para fritar a massa
Frigideira anti-aderente bem quente com um fio de azeite, joga uma concha (eu uso direto o bico do copo do liquidificador) da massa e vai espalhando, virando a frigideira, de modo que ela fique em uma fina camada. Quando é possível começar a soltar as bordas, com o auxílio de uma escumadeira por exemplo, é a hora de virar. Caso você não tenha a habilidade de virá-la no ar, pode recorrer à escumadeira, soltando delicadamente até o meio da massa, para daí então virá-la e fritar o outro lado.

Para amarrar as trouxinhas eu usei nirá passada em água quente (isso amolece e permite que você dê o nó) mas dá para usar cebolinha também, passada na água fervente do mesmo modo.

O molho
Eu usei o clássico – tomate sem pele e sem semente com manjericão – mas o molho branco ou quatro queijos também fica muito bom com panquecas.
Para o molho – alho bem dourado no azeite, junta o tomate cortado em cubos, um pouco de açucar, sal e deixa apurar. No final, junte folhas de manjericão fresco.

Forre o fundo de um refratário com o molho, disponha as trouxinhas, salpique parmesão e leve ao forno até o momento de servir.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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