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pães e biscoitos Receitas

Pãozinho de queijo e tapioca

Dia desses a Lena me convidou para um chá da tarde na casa dela. Mesa posta impecalvemente na varanda, a louça mais linda, flores, os chocolates e os brigadeiros deliciosos que só a Lena sabe fazer, café fresquinho e … esses pãezinhos de tapioca e queijo com os quais, de cara, eu já me atraquei. Gamei, claro. Ô pãozinho gostoso pra acompanhar um café, viu? Deus é mais!

Daí que a Lena, fazendo suas “lenices” de sempre, foi lá na cozinha e me trouxe um pacote da farinha de tapioca, ingrediente principal do pãozinho pelo qual eu tinha me apaixonado. Saí de lá com a ideia da receita que ela me passou durante o café (já que a própria Lena não tem nenhuma medida e faz no olhômetro), o pacote de tapioca debaixo do braço e a determinação de reproduzir em casa aquelas delícias. E assim foi.

No dia que resolvi me aventurar no pãozinho misterioso, passei a mão no telefone e chequei com a Lena mais algumas informações e fui pra cozinha disposta a chegar a uma receita com medidas para passar pra vocês (viram como eu sou moooito boa? rs) – e aqui está ela…

Hidrate 4 xícaras de farinha de tapioca em 2 xícaras de leite morno. Deixe hidratar por uns 40 minutos e, se necessário, coloque mais um tantinho de leite, apenas o suficiente para manter a mistura úmida. O resultado final não deve ser nada muito molhado, ok? Depois de hidratada, junta à tapioca 1 ovo, 2 xícaras de queijo ralado (aqui cabe quase qualquer queijo – eu usei meia cura e parmesão, mas a Lena tb já disse que dá pra usar os suiços e até um pedacinho de algum mais forte, como o roquefort ou gorgonzola – com moderação, claro), tempere com sal (não se esqueça que, a depender do queijo, há que se tomar cuidado com o sal – parmesão por exemplo já é um tantinho salgado) e acrescente 1/2 xícara de polvilho azedo. Bom, eu usei 1/2 xícara, mas fui colocando aos poucos, até chegar na consistência que achei perfeita – não era pra ser uma massa firme, que pudesse ser moldada com a mão, mas também não deveria ser nada muito molenga, pois seria necessário fazer as bolinhas para assar.

Para fazer os pãezinhos eu usei a colher de sorvete, assim, todos ficam com um tamanho parecido e é mais fácil de você dispôr a massa na assadeira. Tá, agora vem uma dica: vocês podem ver que eu usei papel manteiga na assadeira, certo? Não sei porque eu me passei e não untei – resultado: grudou no papel. A Lena usa silpat (que eu até tenho mas que não cabe em nenhuma assadeira minha – rá!) e eu creio que se você não tiver um à disposição, melhor untar a forma pra evitar o que aconteceu comigo, fechado?

Depois de montar os pãezinhos, outro truque: leve a forma ao freezer por uns 15 minutinhos. Pra que? Para que os pãezinhos fiquem firme e a massa não espalhe demais (ó que sabida essa Lena?). Eu segui o conselho da mestra e foi tudo perfeito – a massa não escorreu demais e ficou do tamanho certinho!

Para assar, nada de forno ultra quente! Forno médio pré-aquecido uns 10 minutos e aí é o tempo deles ficarem douradinhos – no meu caso foram 50 minutos em forno médio/baixo.

Ah sim! essas quantidades me renderam 12 pãezinhos.

Para finalizar, uma coisa precisa ser dita. Sabe aqueles casamentos perfeitos da culinária? Então, aqui tem mais um – esse pãozinho quentinho ainda com café fresco? O céu comadre, o céu! :)))

***

Papelzinho do biscoito da sorte (ou pérolas by rainha…hohoho): “nunca tenha medo de fazer uma receita sem… receita! quem não arrisca, não petisca – nesse caso, literalmente!”

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas sobremesas

Na terça gorda, uma sobremesa magra…

Penso eu que esse doce deve ter feito parte da infância de muita gente por aí – da minha pelo menos ele com certeza fez. Também duvido que alguém ainda não saiba como se faz um Festival de gelatina (sim, esse é o nome na minha terra, mas tem quem chame de Mosaico de gelatina, Gelatina colorida, e por aí vai…), mas em todo caso, vai que você esteve fora nos últimos, sei lá, 30 anos? Rá! Porque, sério, só assim para você nunca ter topado com esse doce por aí :)

Gelatina é aquela coisa né… tem quem ame, tem quem odeie, tem quem ache que ela não fede nem cheira. Bom, eu mesma fico alí num meio termo, não chego a cair de amores, mas acho que no calor é uma boa alternativa pra variar a sobremesa. Além do mais, nesse doce você consegue baixar as calorias se usar os ingredientes light – foi a minha primeira vez com leite condensado light e… quer saber? Curti. Também usei creme de leite light e todos os quatro sabores de gelatina na mesma versão – tudo light portanto na cozinha da rainha =)

Basta fazer 4 pacotinhos de gelatina de sua preferência, tendo em vista que, quanto mais coloridos os sabores, mais bonito ficará seu festival – eu usei maracujá, lichia, maçã verde e cereja. As embalagens mandam usar 500 ml de água em cada pacotinho (250ml de água fervendo e 250ml de água fria), eu costumo baixar essa quantidade para obter uma gelatina bem firme – no total acabo usando uns 300ml de água somente (150 de cada – quente e fria).

Depois que as gelatinas endurecem vem a parte divertida – cortar em quadradinhos todas elas. No liquidificador você coloca o leite condensado, o creme de leite e um pacotinho de gelatina sem sabor, dissolvida conforme instruções na embalagem e bate tudo, até misturar bem.

No final, junte o creme obtido às gelatinas picadas, misture delicadamente e acrescente raspinhas finíssimas de limão. Leve à geladeira até firmar e pronto!

*** Ah sim! Eu juntei também um pinguinho de extrato de baunilha ao creme, uma coisa assim só para dar uma “levantada no astral”, manja? (tks Claude por essa linda expressão!).

Coma seu festival devagar, numa tarde bem calorenta, “caçando” os quadradinhos de gelatina do doce enquanto lembra com carinho da sua infância – foi o que fiz, aliás =)

Ah! Se você preferir um doce bem firme, em ponto de corte, ao invés de 1 pacotinho de gelatina sem sabor, junte 2 à mistura de leite condensado e creme de leite, fechado? Eu prefiro assim, mais cremosinho :)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

arroz & risotos Receitas

Risoto de parma e rúcula

A receita básica de risoto todo mundo já pegou aqui, néam? Então, aqui a finalização fica por conta do presunto parma, usado para forrar o prato em que o risoto foi servido, e das folhas de rúcula, muito frescas e muito verdes, coroando tudo.

Eu ainda terminei a obra de arte com um fio de azeite e pimenta do reino moída na hora, tudo já no momento de “atacar” o prato =)))

Eu adoro parma. E rúcula. E risoto :)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

aves Receitas

Rolê de frango com recheio de cenoura

Eu gosto de frango, mas a parte que menos curto é o peito, que acho sempre meio sem graça. Daí que eu vivo inventando maneiras diferentes para usar os filés – e dá-lhe molhinhos mil, cubinhos temperados e qualquer coisa que saia do lugar comum do grelhadinho básico. Dessa vez eu fui de versão rolê, que é fácil de fazer e aceita mil e uma substituições de recheio. Aqui eu usei cenoura raladinha, bacon (ó o tempo das vacas goooordas ai ó…rs) e uva passa, tudo temperadinho com sal, pimenta, cheiro verde e manjericão, mas poderia ser outra opção de legume + palmito, ou queijos (cottage ou ricota pra ficar nas versões light), embutidos (cubinhos de presunto defumado ficariam ótimos também), milho, azeitona, tomate seco, damasco… ah, tem um bocado de coisa que pode virar recheio desse rolê – o lance é dar uma vasculhada na geladeira e ver o que está dando mole e usar a criatividade.

Depois de feito o recheio, foi só abrir com cuidado os filés, recheá-los, enrolar e fechar com palitos de dente. Depois, sal e pimenta do reino moída na hora e direto para a panela já quente com um fio de azeite até que eles fritassem bem (porque frango anêmico ninguém merece). Cobri com um pouquinho de água, tampei a panela e deixei cozinhar até ficar macio. Já cozidos, tirei todos os palitos e, pra finalizar me deu vontade de colocar umas fatias de pimentão vermelho (que eu tinha pensado em botar no recheio e me passei). Pronto! Foi o tempo de esperar que eles cozinhassem e que o caldinho reduzisse e voilà!

Servi com aquele arroz novo fantástico da Ráris, o 7 grãos integrais, que é simplesmente delicioso e fiquei feliz à beça com a minha variação de filé + arroz. Fazer diferente, comadres – esse é o lance =)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

cozinha rápida Receitas vegetarianos

É pizza, mas é light :)

Minhas pizzas preferidas são sempre as mais simples possíveis e, de preferência, com verduras ou legumes e de massa bem fininha – adoro. Eu passo beeeem longe daquelas quatro, cinco, mil queijos… mas não posso ver uma pizza de abobrinha no cardápio que já fico animada – pena que, raramente, quem está comigo também se entusiasma. Aliás, qual é a má querência do povo com pizza à base de verduras e legumes, han? E porque diabos uma pizza tem que ter 7643 coberturas? Conheço um pessoal (néééé Fábio?) que, tudo que se equilibrar em cima do disco de pizza, tá valendo. Deus é mais!

Bom, mas isso é assunto para debates acalorados e polêmicas fervorosas porque, vocês sabem, pizza para nós paulistanos é assunto seríssimo :) Então, polêmicas à parte, foi com entusiasmo que tempos atrás eu descobri esses discos de “pizza de frigideira”, uma variação digamos “the flash” da pizza que fazemos no forno. Cara, não tem coisa mais prática! Você separa os ingredientes que vai usar, acende o fogo, aquece um pouquinho uma frigideira (nem precisa ser anti-aderente), dispõe seu disquinho, a cobertura, tampa 3 minutos e voilà! Pizza crocante, rápida e que quebra um galhão quando você não está afins de se atracar com o fogão.

Eu uso essa integral da Massa Leve (que aqui se redime daquela massa de panqueca) e no momento meu formato favorito é esse – molho caseiro de tomates frescos (semana passada eu fiz duas panelas imennnsas de molho), uma fina camada de mussarella light, lâminas finíssimas de abobrinha (uso cortador de legumes), tomatinhos sweet, orégano e um fio de azeite extra virgem pra coroar.

Delícia da série comida fresquinha, levinha e dois palitos =)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

molhos Receitas

Molho de tomate ligeiro

Não chega a ser aqueeele molho de tomate que eu gosto de fazer, com toucinho, tomates sem pele e sem semente, apurado horas no fogo….mas ainda assim é bem mais saboroso (e econômico) do que um molho pronto.

Como o tempo era curto, peguei os quilos de tomate para molho que comprei na feira, retirei as sementes, piquei grosseiramente e levei ao liquidificador na posição pulsar, bem rapidinho. Na panela um fio de azeite e alho amassado até dourar levemente. Juntei o tomate batido, um bouquet garni prontinho (que a leitora Silvia me trouxe de Paris, desculpa?), um tantinho de açucar, sal e pimenta calabresa e deixei apurar. Depois de frio, guardei em potinhos esterilizados e tenho usado em várias receitas (na pizza aí de baixo, por exemplo) e até para comer frio com torradas, na hora que bate aquela fominha monstro.

Aproveita que o tomate ficou um pouquinho mais barato (pelo menos por aqui) e se joga no molho caseiro, comadre – aposto que você vai curtir.

(bouquet garni pronto - ideia de gênio)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas vegetarianos

Abóbora assada em calda de balsâmico

Oi leitorzinho amigo, tudo certinho com você? Algum cliente te perturbando logo cedo, numa manhã de sexta com chuva (como os últimos 38 dias aliás)? Não? Pois eu adoraria poder dizer o mesmo, porque aqui ó… aqui a parada está s.i.n.i.s.t.r.a. Pfff.

Tá ok, eu andei sumida e tenho sete mil posts pra subir, dez mil coisas pra contar, umas receitinhas batutas que andaram pintando para compartilhar e um ou outro delírio (que é o que eu mais tenho feito, de fato) para despejar por aqui, mas … vamos aos poucos, han?

Pra começar, a dieta da sopa se mostrou um fracasso (teve coisas intragáveis, acreditem… fora o meu ódio por salsão ter crescido deveras) e, por conta de uns perrengues que aconteceram nesse glorioso primeiro mês de 2010 (sério gente, que ano é esse, pelamor?), eu meio que descambei da dieta, mas ainda assim emagreci uns bons quilinhos e tenho uma ou outra sopinha gelada que valem um post, guentem aí.

Bom, se a dieta da sopa não é lá essas coisas, por outro lado, diminuir a comida a noite tem sido super bacana. Estou deixando um pouco os meus amados carboidratos e me jogando com fé nos legumes cozidos, assados, refogados. Tenho ido mais à feira, ao hortifruti e, apesar dos preços estarem pela hora da morte, tenho investido bastante na variedade para não enjoar dessa fase natureba light…. sabe como é… geminiana com ascendente em gêmeos (seja lá o que isso signifique)… enjoar é comigo mesmo =)

Resumo da ópera – estou indo bem no propósito de desintoxicar, apesar de ter caído de boca nos bolinhos e na cerveja muita num certo pic nic que rolou no último feriado (e sobre o qual é melhor não comentar…abafa! cof, cof, cof), durante a semana eu tenho comido direitinho e já me sinto mais disposta – a gente é mesmo o que a gente come, viu?

Nessa minha fase de comer menos arroz, tenho me jogado bastante em outros acompanhamentos – legumes principalmente – e foi aí que pintou em casa essa abóbora assada, que é tudo de bom para substituir o arroz e acompanhar aquele grelhadinho. Basta cortar a abóbora, dispôr numa assadeira, cobrir com os temperos que lhe apetecerem (eu usei mil ervas frescas e secas, flor de sal e pimenta calabresa), regar com azeite e muito vinagre balsâmico. É só cobrir com papel alumínio, levar ao forno pré-aquecido até que a abóbora esteja macia e depois descobrir e deixar o balsâmico reduzir e virar uma caldinha caramelada, que fica tudo com uma carninha.

Essa coisa de assar legumes é bacana, viu? Tô curtindo. Tem uma salada de pimentão assado que é divina… mas aí já é outro post, néam? =)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas vegetarianos

Mini abobrinha & Ricota

É preciso partir as mini abobrinhas no sentido do comprimento e, com o boleador ou uma colherzinha de café, retirar parte da polpa (que, obviamente, você guarda para usar no arroz, na sopa, no bolinho – lixo não!). Disponha-as numa travessa, regue com azeite do bom e tempere a seu gosto – eu usei pimenta moída na hora, sal e orégano fresco. À parte, prepare uma espécie de pastinha com 1 ou 2 dentes de alho cru – é só usar o ralador fininho, ou amassar ou, se preferir, pode até cortar miúdo que também funciona. Distribua esse alho nas bandinhas de abobrinha e reserve.

Prepare a “cobertura” amassando bem uma porção de ricota e temperando-a a seu gosto – use noz moscada ralada que fica delícia! Eu usei além da noz moscada, sal, pimenta e ciboulette. Misture tudo muito bem e distribua a ricota por cima das abobrinhas, cobrindo tudo direitinho. Regue com mais azeite, cubra com papel alumínio e leve ao forno médio por uns… 15 a 20 minutos, apenas o suficiente para deixar a abobrinha macia. Retire o alumínio e deixe dourar um pouco.

Sirva-as regadas com azeite extra virgem, acompanhado de arroz branco e uma saladinha honesta e esbalde-se com um almocinho muito do levinho ;)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

entradas e petiscos Receitas

Queijo coalho & Melaço

Se meu marido fosse escolher uma só coisa para comer o resto da vida, escolheria queijo. E desde que ele descobriu esse petisco, danou-se!

Sorte minha o coalho não ser um queijo dos mais baratos (aliás, porque isso, hein?), senão… passava o dia botando o danado na chapa. Hohoho.

Já se ouviu falar em vício em … coalho? ;)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

bolos e tortas doces Receitas

Bolo Fudge de chocolate

(bolo fudge de chocolate da Nigella, versão Faby)

Quando recebi o livro Nigella Bites, as receitas preferidas da chef inglesa, em uma rápida folheada já notei a diferença dele em relação ao Nigella Express, com bem a irmã já comentou aqui. Apesar das receitas serem quase todas muito práticas (que é a real pegada da Nigella) como no Express, neste livro dá pra sentir bem o tipo de cozinha da chef inglesa – é comida de casa, sem muita pompa e circunstância, algumas vezes até rústicas (e rústica é bom, eu adoro) mas também é comida com muita, muita sustância. Algumas receitas até assustam um pouco no quesito caloria – a exigência de creme de leite mais gordo possível me causa um certo arrepio, de verdade, mas… deixando o politicamente correto de lado, todo mundo também já está careca de saber que tudo que é gostoso é ilegal, imoral ou engorda, certo? Portanto, não há novidade em afirmar que uma comida “gorda” tem lá o seu valor, nem que seja no aspecto comfort food, do qual a queridona também é fã e que, sejamos francos, uma vez ou outra também não mata ninguém, vai.

De modos que talvez a comida do Nigella Bites não seja uma comida “para todo dia”, mas o livro da inglesa continua sendo um bom celeiro de ideias, com pratos que podem facilmente ser adaptados para um paladar digamos… mais “sensível”. Como todo livro de receitas, neste também muitas substituições são possíveis (e onde não são né?) – um prato que me despertou curiosidade, o enroladinho de beringela com um trigo que eu nunca ouvi falar, já está na minha lista com uma alteração para trigo em grão. Aliás, o próprio livro convida a esse exercício, deixando inclusive páginas para anotações pessoais, o que eu acho bem bacana.

No mais, Nigella continua mais Nigella do que nunca – muito sexy e com “carinha de quem tá gostando demais”, continua cozinhando de robe (ah tá), enfim… como bem disse a irmã, “coisas de Nigella, né gente?”. Apesar dessa pegada, que para mim soa forçada, isso não desmerece a cozinha ligeira e simples da qual Nigella é adepta – porque afinal, isso talvez a torne um pouco o inverso da ideia que temos de chef e, talvez por isso mesmo, ela fique mais próxima da nossa cozinha, a real.

Para ilustrar meu post, escolhi o Bolo Fudge de Chocolate, cuja receita a irmã também reproduziu e já publicou aqui na íntegra, e sobre ele minhas considerações são…

:: no lugar do tal “açucar dourado” e, sem saber patavinas do que isso se tratava, usei açucar cristal;
:: eu não fiquei afins de fazer creme azedo, então tudo que fiz foi usar iogurte com um pouquinho de suco de limão no lugar;
:: deixei para acrescentar o fermento e o bicarbonato só no final e não junto com os secos, como manda a receita – mas isso é neura minha, que não acho “certo” bater o fermento… coisas de Faby, relevem;
:: eu acho aquela paradinha de papel manteiga meio chata, então usei forma comum, untada e enfarinhada, embora confesse que tenha tido uma certa dificuldade para desenformar.

Enfim, para o meu paladar o bolo é doce demais, mas isso basicamente por causa do recheio e cobertura com o bendito glacê, muito semelhante aqueles de bolo de padaria, manja? que leva inacreditáveis 275gr de açucar de confeiteiro e 250gr de manteiga (!!!). Ah! Eu também não consegui a textura do glacê da foto da fatia de bolo cortada, lisinho e durinho – o meu ficou no ponto certo de glacê, mas nada parecido com o resultado da foto do livro mas, para quem curte um açucar, provavelmente não menos gostoso.

Aqui, o glacê e eu, num momento assim … Nigella :)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

pratos únicos Receitas

Feijoada

Hoje foi dia de feijoada no meu cafofo. Dia de sol, véspera de feriado e consequentemente o dia mais apropriado para uma leseira pós-feijuca.

Minha receita de feijoada é clássica e mistura a experiência da família (todos como eu, loucos pelo prato) e os passos do restaurante Bolinha de São Paulo, famoso detentor do título de melhor feijoada do Brasil.

Para começar, feijoada que é feijoada não pode ser light. Isso non ecziste comadre. Se você quer uma versão menos calórica de uma feijoada pode cozinhar seu feijãozinho do dia-a-dia e incrementá-lo com um “algo mais”, o que fica bom claro, mas que – vamos combinar – não é feijoada.

Feijoada clássica leva pé de porco, orelha de porco, rabo de porco, língua, costelinha de porco, bacon, paio, carne seca, linguiça calabresa e lombo de porco. Obviamente você pode ter uma boa feijoada tirando um ou outro ingrediente (eu mesma quase nunca coloco lombo) mas a essência desse prato está mesmo nessa mistura mega ultra calórica. Porém com alguns truques você pode fazer com que sua feijuca não se torne aquele prato gordurento que você come e tem vontade de ir para a cama – porque seu corpo usa toda e qualquer energia para processar a quantidade imensa de calorias ingerida.

Um truque que eu uso é cozinhar as carnes junto com laranjas cortadas em duas metades com casca e tudo (eu tiro as sementinhas para que elas não se percam no meio do feijão e apareçam mais tarde na boca de um convidado e a quantidade de laranja varia de acordo com a de feijoada). A função da laranja é justamente absorver um pouco da gordura, deixando assim o prato um pouco mais leve. Também durante o cozimento é essencial que você vá retirando a gordura que vai subindo à superfície da panela com uma escumadeira. Você pode não botar muita fé mas a verdade é que isso faz toda diferença.

Então, minha receita não tem lá uma medida muito rígida mas eu procuro levar em conta a quantidade de pessoas que serão servidas e nunca esquecer que, feijoada não é só esse monte de carnes, feijoada também ter que ter … feijão! e ele não pode nunca desaparecer na cumbuca, nem derreter com o cozimento excessivo – ele é estrela do prato! Para isso é muito importante seguir a ordem do cozimento das carnes dessa forma:

Primeiro você cozinha as peças mais duras – pé, orelha e a carne seca (obviamente as peças que forem salgadas já devem ter ficado de molho em água por pelo menos umas 12 horas tomando o cuidado de trocar algumas vezes essa água). Depois a costela, o rabo e a língua e por último a linguiça, o paio e o lombo.

Em uma panela à parte eu frito o bacon cortado em pedaços médios (se você deixá-lo muito pequeno ele vai sumir na fritura) e na gordura que ele mesmo solta eu douro a cebola e o alho em quantidades generosas (só sei cozinhasr assim) e várias folhinhas de louro (eu gosto de adicioná-lo nesse momento da fritura e depois colocar outras folhas diretamente na panela do feijão também).
Depois de tudo bem douradinho (nesse momento sua cozinha vai estar muuuuito cheirosa!) joga isso na panelona da feijuca, retira as laranjas, acerta o sal (se necessário, pois as carnes mesmo dessalgadas ainda mantêm um tanto de sal), bota uma pimentinha… e aí são algumas horas no fogo médio. Nada de panela de pressão! A feijoada boa é cozida assim, sem pressa e em fogo brando. A minha ontem levou cerca de três horas para ficar no ponto, com as carnes bem macias mas sem desmanchar.

Para acompanhar, a boa e velha couve cortada bem fininha (disso eu não abro mão!) e abafadinha no alho muito bem douradinho; um arroz branco bem soltinho, farinha de mandioca torrada (há quem prefira fazer uma farofa – eu particularmente acho que não carece) e laranja descascada e servida em pedaços. Algumas pessoas também costumam servir a feijoada com torresmos, o que eu aprovo totalmente – torresmo, feijoada e cerveja compõem a santíssima trindade pra mim :)

Pronto, tá aí a receita do meu prato preferido e, com certeza, minha especialidade mais famosa entre os amigos.

E não é que esse post me deu uma baita fome? E eu acabo de me lembrar que ainda tem um bocadinho de feijuca lá no fogão. Sendo assim…. acho que vou para o segundo turno! ;-)

* post orginalmente publicado no blog Rainhas do Lar

(crédito da imagem: GettyImages)

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