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Receitas

Receitas sopas, caldos & cremes

Sopa de cebola

Não adianta, esse frio pede, implora, clama por uma sopinha bem quente com torradinhas, parmesão ralado, queijinhos mils …hmmm.
São tantas opções que dá pra ir desde a canja basiquinha até minestrones e cremes divinos numa boa, tudo sem muito esforço porque, vamos combinar que fazer sopa não requer muita prática nem tampouco habilidade, certo?

O que dizer então da boa e velha sopa de cebola? Eu digo que ela é uma das minha minhas top 10.
Dá trabalho ralar ou cortar fininho 1 kg de cebola? É dá, mas a sopinha é tããão boa! Além do mais, esse vai ser o único trabalho pesado. O resto, eu garanto, é fácim.

Doura tua cebola já picada ou ralada em bastante azeite, quando ela estiver douradinha vá acrescentando aos poucos 1 colher de sopa de farinha de trigo peneirada (aos poucos para não empelotar!). Depois, é só botar uns 2 litros de caldo – pode ser de legumes, de carne, de frango (se for usar o de caixinha, para essa quantidade de água uns 2 tabletinhos está de boa). Acerte o sal (cuidado, se o caldo for de tablete já tem um pouco de sal) e uma pimentinha branca moída.
Deixe ferver até reduzir bem e o caldo dar uma engrossada. No final, junte uma caixinha de creme de leite, salpique cebolinha bem fininha e pode servir com torradinhas de sua preferência.

Se quiser o luxo, forre cumbuquinhas (que possam ir ao forno) com pão italiano, encha com sopa, salpique lascas de parmesão e leve o forno para gratinar.
Se for fazer assim, reze e peça perdão porque você vai pecar comadre. Ah, se vai!
Esqueceu que gula é pecado? ;-)

acompanhamentos Receitas saladas

Tabule

tabule

tabule

Lava duas xícaras de trigo e deixa de molho por uma horinha. Pega um pano de prato impecavelmente limpo, joga o trigo lá, faz uma trouxinha e aperta, aperta, aperrrrrta até sair toda a água. Bota numa travessa bonitona.
(deixar o trigo de molho faz ele ficar macio)

Pica tomate verde e vermelho em cubinhos, ambos sem semente (semente de tomate não rola tá comadre?), pega um pepino japonês, descasca, parte no meio, tira as sementinhas (elas fazem criar aguinha) e pica em cubinhos iguais os tomates (hohoho…sou cruel), se você for de cebola pica uma beeeem picadinha, bota salsinha picada, arranca uma porção generosa de folhas de hortelã da tua horta (o que? você não tem uma horta?) e pica com a mão mesmo (nada de faca na hortelã) mas deixe um raminho para enfeitar a travessa depois.

Mistura tudo isso lá na travessa bacanona com o trigo, tempera com muito limão, azeite, sal e pimenta síria moída.

Quem não gosta de pepino pode abolir e deixar só o tomate. As vezes eu coloco alface picadinha também, mas só serve se for fazer e servir direto senão o alface murcha.

Uma salada diferente para dar uma variada. Leve, gostosa e light.
Com pãozinho sírio também vai muito, muito bem.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

reaproveitamento Receitas

Res’dontê

Uma de minhas maiores especilidades na cozinha é produzir gororobas recicladas. Isso porque eu simplesmente detesto comida requentada. Sabe aquele macarrão que o povo esquenta tudo junto, molho e massa, direto na panela? Aquilo que dá arrepios!
Por conta dessa aversão criei o dom de desenvolver novas comidas a partir de velhas comidas e minha maior especialidade é o Res’dontê, prato muito fino inspirado na culinária francesa (hohoho) feito com arroz velho.

Existem muitas maneiras de fazer o Res’dontê e a forma mais tradicional dele leva o nome pimpão de arroz à grega e pode ser nada mais nada menos do que o bom e velho arroz pronto reciclado. Eu faço um refogado com cebola, cenoura raladinha, pimentão verde e vermelho em cubinhos, ervilha, milho e o que mais tiver dando sopa na minha geladeira. Faz o refogado, junta um tablete de caldo de legumes, espera cozinhar mas não deixa secar completamente e junta no arroz.
Pronto! Arroz à Grega com cara de novo. Existe uma variação que eu faço com curry ou açafrão… depende do meu estado de espírito….hohoho. Nesse caso, é só juntar um dos dois no refogado. Just it.

Outra versão, a minha preferida, você faz pegando o arroz velho e misturando nele ovos batidos com sal, salsinha, cebolinha (como se fosse para fazer uma omelete), queijo ralado (parmesão se tiver, senão manda bala naquele de saquinho mesmo), mistura tudo, bota numa travessa, cobre com fatias de mussarella e leva ao forno só o tempo suficiente para cozinhar o ovo e derreter o queijo. É importante que o ovo seja suficiente para envolver bem o arroz e deixá-lo bem molhado para que os grãos não ressequem no forno tá?

No mesmo estilo dá pra fazer Res’dontê dourando bastante cebola picadinha na manteiga (dá pra fazer com um pouquinho de açucar queimado também que fica delicious), joga lá dois ovinhos, faz um mexidinho, tempera com sal, pimentinha branca, muita salsinha e cebolinha, mistura tudo ao arroz, põe mais um pouco de manteiga e leva ao forno para esquentar.

Assim como o Res’dontê tem inspiração na França, o Soborô é a sua versão oriental e segue a mesma linha. Sabe o arroz velho e o franguinho que sobrou? Vira Soborô de frango, uma espécie de risoto pobre. O mesmo vale para sobras de carne de panela que, misturados ao arroz e com um pouco de criatividade ficam ótimos como Soborô ou ainda se acrescentado farinha de milho ou mandioca dão vez a uma deliciosa farofinha.

A ordem minha gente é reciclar.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

antepastos e conservas Receitas

Antepasto de beringela da Faby

antepasto de berinjela

antepasto de berinjela

Sem dúvida, depois do risotto essa é a minha receita que faz mais sucesso. O povo gosta tanto que até gente que torcia o nariz para beringela se rendeu após provar essa delícia de antepasto.
Ideal para acompanhar um pãozinho (de preferência italiano) ou torradinhas, essa receita é perfeita para você ter em casa como coringa porque ela faz bonito no seu jantar italiano com vinho ou no bate papo regado a cerveja. Para o carnaval já preparei uma receita para acompanhar as caixas de cerveja que me aguardam…hohoho.

No meu já tradicional problema quantidades, vou passar o que usei para fazer esses dois vidros da foto ok?

Descasque 2 beringelas grandes e corte fatias no sentido do comprimento. O ideal é que sejam fatias bem fininhas tá? Depois, acomoda as fatias uma em cima da outra sob uma tábua e corte em tirinhas, também no sentido do comprimento. Vá acomodando as tirinhas já cortadas em um escorregor de macarrão e intercalando as camadas com bastante sal. Vamos explicar…
Você não vai cozinhar essa beringela e esse processo do sal é que vai fazê-la reduzir e soltar aquela água escura, por isso o uso do escorredor sacou?
Ok. Você faz isso com as 2 beringelas e deixa lá no sal por umas duas horinhas.

Em uma panela você coloca azeite honesto, bastante alho picado em pedaços grandes e umas duas cebolas em tiras. Deixa dourar, mistura um pimentão verde e um vermelho cortados em tirinhas também (o pimentão é opcional tá? eu usei dessa vez mas também faço apenas com a beringela). Refoga e acrescenta meia xícara de vinagre branco ou vinho. Espera o álcool evaporar, junta um punhado de alcaparras, folhas de louro, uvas passas brancas e pretas sem semente, azeitonas picadas, pimentinha de cheiro sem semente picada e bastante orégano. Refogue tudo até que os pimentões estejam cozidos.

Enquanto esse refogado está no fogo, pegue sua beringela que a essa altura já soltou bastante água e lave bem em água corrente – é importante lavar bem tá?
Em um pano limpo, coloque a beringela e aperte/esprema até tirar toda a água que restou. Deslique a panela do refogado e junte lá a beringela.

Espere esfriar, coloque em um vidro e cubra toda a beringela com azeite, cuidando para que não fique nada fora do azeite para que não embolore.
Pronto! Agora é só guardar na geladeira e tirar sempre um pouco antes de servir.
Conservando sempre coberto com azeite esse antepasto dura bastante tempo mas, vá por mim, uma receita dessa não dá nem para o cheiro!

Ah! para fazer o frufru das tampas dos vidrinhos eu usei quadrados de juta colado na tampa com cola quente e finalizei com um lacinho de barbante.
Eu sou muito fina né não? ;-)

Bom Carnaval para quem é da folia! Até quarta!

arroz & risotos Receitas

Risoto al funghi secchi

(foto: Belíssimo Paladar)

Finalmente a minha receita que é campeã de pedidos, mas antes vamos fazer umas observaçõezinhas básicas a respeito do preparo de risottos, óuraite?

. Risotto deve ser feito com arroz próprio, que tem os grãos arredondados e mais firmes e liberam amido na medida certa durante o cozimento.
Não adianta tentar usar o bom e velho agulhinha pois a consistência ideal para um risotto você jamais vai conseguir utilizando esse tipo de arroz. Nem mesmo o processo de preparação pode ser igual pois no preparo do risotto com arroz próprio o cozimento é feito lentamente, adicionando concha a concha o caldo para que o grão absorva o caldo e libere o amido. Não dá pra fazer assim usando arroz comum.
Mas nem precisa fazer cara de espanto e nem dizer que já começou complicado. Nananinanão! Hoje em dia você encontra arroz arbório em qualquer supermercado grande, até mesmo da marca Tio João e o preço pode parecer um pouco salgado mas é bom você saber que esse arroz rende horrores.
Eu uso o arbório mas dá para fazer com o carnaroli também.

. Risotto não é sinônimo de papa okey? Utilizando o arroz certo e sabendo identificar o ponto correto do arroz, o resultado é um prato cremoso e cremosidade é tudo em se tratando de risotto.

. Risotto tem que ser servido quente. Do fogão direto para a mesa sem etapas intermediárias. O mesmo amido liberado no cozimento e responsável pela “liga” supimpa que faz o prato ficar cremosinho e delícia não pega nada depois de frio. O mesmo acontece com o parmesão que você vai utilizar.
Algumas receitas já ensinam a fazer o risotto em etapas parando um pouco antes de se atingir o ponto certo do arroz para só finalizar no momento de servir. Na boua? Eu nunca tentei. Acho que o legal do risotto é justamente essa coisa de fazê-lo ali, na hora. Então a minha dica comadre se você for servir risotto é deixar os ingredientes todos prontos (o tal do mise en place), se for fazer o caldo e não utilizar os de caixinha, também já deixe pronto. Leve seus convidados para a cozinha, sirva um vinho e comece a conversa já na beira do fogão. No fundo no fundo essa é a melhor parte ;-)

. Um prato como esse dispensa acompanhamentos então para que economizar nos ingredientes? Você não vai querer botar uma receita boa dessa a perder por causa de um parmesão vagabundo vai? Nos ingredientes básicos invista em um parmesão de boa qualidade, capriche no vinho (vinho para comida tem que ser tão bom quanto o que você toma tá?), manteiga de verdade da boa, pimenta branca, de preferência moída na hora (faz diferença sim comadre!)… Detalhes que vão te transformar na rainha do risotto, título que já é meu by the way…hohoho

. Tá com pressa? Não faça risotto. Risotto é feito lentamente. Não acredite que acrescentar logo 3 conchas de caldo dá no mesmo que botar uma a uma. Desfrute o prazer de preparar a comida companheira… Vai por mim, isso faz toda diferença.

. Com esse preparo básico que eu vou passar dá para fazer zilhões de risottos diferentes pois a base quase sempre é a mesma, mas leve em conta o seguinte – se o ingrediente que você for acrescentar já estiver cozido ou não necessitar disso (como por exemplo tomate seco, presunto parma e alguns frutos do mar) só coloque no finalzinho. O mesmo vale para as folhas (rúcula, agrião, etc).
Se você vai inventar de botar um ingrediente da sua cabeça basta usar o bom senso e levar em conta o tempo de cozimento do ingrediente e mandar bala. Como eu disse, a base é versátil e dá para usar muito a criatividade.

Ok, ok… então chega de blá blá blá e vamos à receita. Como todo mundo que frequenta esse blog já está careca de saber, eu não sou muito ligada em quantidades mas vou passar o que uso para fazer o prato para 4 pessoas certo?

Refogue uma cebola ralada em metade de um tablete de manteiga, quando estiver douradinha acrescente umas duas xícaras de arroz (nem preciso dizer que não é pra lavar esse arroz né?) e dê uma leve fritada nesse arroz com uma ou duas (vai do gosto) xícaras de vinho branco seco (também dá pra usar o tinto que na minha opinião fica mais cheiroso e acentuado). É só esperar o álcool evaporar e começar a acrescentar concha por concha o caldo que já está lá na outra panela fervendo em fogo baixo.
Nesse momento pode abaixar o fogo e ir completando o processo dessa forma: botou a concha de caldo, vai mexendo e esperando o caldo ser absorvido. Assim que reduzir (não precisa esperar o caldo secar completamenbte) bota outra concha e assim vai.

Até aqui é o procedimento básico para quase todos os tipos de risotto. Lembre que no final, já com a panela desligada, sempre será incorporado o restante da manteiga e o parmesão que eu prefiro comprar em peça (umas 200/300 gramas) e ralar. Uso uma parte ralada no final e faço uma outra parte em lascas e deixo na mesa para que cada um se sirva se quiser.

No caso do funghi é preciso reidratá-lo uns 15 minutinhos em água quente antes e colocá-lo lá pela metade ou mais do cozimento. O funghi deve ficar macio mas firme – sim, isso existe e quer dizer que não é para ele ficar lá cozinhando junto com o arroz o tempo todo certo? Com o tempo você vai saber exatamente o momento certo de colocá-lo – a prática leva à perfeição, tá ligada né? ;-)
Outra coisa, eu gosto de pedaços grandes de funghi por isso só pico grosseiramente mas aí vai do gosto, se quiser picar mais picadinho fique à vontade.

Bem… acho que é isso. Provavelmente eu esqueci de alguma coisa…hohoho… porque esse post ficou imenso e eu sou meio atrapalhada quando precisa passar uma receita assim, bonitinha, certinha. Então, se você tiver alguma dúvida deixe no comentário que eu tento, na medida do possível e da minha modesta experiência, te ajudar.

Bon apetit!

upideite: Esqueci de dizer que no final você bota uma pimentinha branca moída na hora que fica maravilhoso.

upideite 2 (respondendo a pergunta da Cintia por e-mail): o tablete de manteiga é aquele grande, de 200gramas. Eu amo manteiga Aviação mas o importante é que seja manteiga manteiga e não aquelas que existem agora que são metade manteiga e metade margarina tá?

upideite 3: Sim, dá para fazer com espumante no lugar do vinho, inclusive tem um risotto show feito com champagne, queijo e só. Simples, honesto e delicioso.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas sobremesas

Mousse francesa de chocolate

Para fechar sua ceia com chave de ouro, a melhor pedida é essa receita francesa de mousse de chocolate meio amargo. Facílima de fazer e deliciosa – melhor combinação não há.

Derreta 300gr de chocolate meio amargo em banho maria. Bata 5 gemas com uma xícara e meia de açucar até o ponto gemada. Acrescente uma lata de creme de leite com soro e o chocolate derretido e bata novamente. Depois, você junta as 5 claras batidas em neve e mexe delicadamente com uma colher furada, para encorporar.
Ajeite na travessa e jogue raspas de chocolate por cima. O resto da decoração fica por sua conta, pode acrescentar cerejas que também fica lindo. Se quiser servir em tacinhas individuais, no problem. Jogue as raspinhas em cada tacinha e finalize com chantilly.

Enjoy!

Feliz Natal para você!

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

acompanhamentos Receitas

Farofinha da Tia Vera

Ceia de Natal que se preze tem que ter farofa e essa da Tia Vera é o supra sumo das farofinhas…

Muito, muito bacon picadinho …
Mas nem precisa ser muito pequenininho…
em um pacote inteiro de manteiga da boa…
fritando, fritando…
até ficar crocante e douradinho…

Uma, duas, três cebolas raladinhas…
Nessa friturinha acrescentar…
Doura, doura a cebolinha…
Até transparentinha ela ficar…

Um pacotinho de farinha de mandioca torrada acrescentar …
E a panela já pode desligar…

Azeitoninhas cortadinhas em tirinhas…
Ovos cozidos e bem picadinhos…
Tudo isso mistura na farinha…
Que já está muito lindinha e cheirosinha…

Um poquinho de sal e bastante salsinha picadinha…
Uma pitadinha de carinho…
Uma travessa muito linda…
E está pronta a farofinha!

Ho ho ho!
E não é que agora ela inventou de rimar? ;-)
Ok, a rima é ruim mas a farofa é boa. Pode apostar.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

aves Receitas

Rolê de frango com pera

O nome parece pomposo mas o prato é super simples e ideal até para quem está de dieta. Lá em casa o prato virou até “lenda”… mas isso é uma ouuutra estória ;-)

Você tempera os filézinhos de frango com shoyu e uma pastinha bem suave de alho. Lembre-se que o shoyu é salgado, então se for fazer a pasta de alho com sal, vá com cautela.

As peras são descascadas e cortadas em cubinhos médios (vai de acordo com o tamanho de seus filés) e passadas pelo suco de limão para não ficarem pretas.
À parte você prepara um recheio feito de queijo minhas fresco esfareladinho (cuide para que o queijo não seja daqueles muuuito salgados), pimenta branca moída, azeite, sal e canela em pó.
Para montar você pega o filezinho, coloca um tantinho da pasta de queijo e alguns cubinhos de pera. Enrola, prende com palitos (que devem ser retirados antes de servir né?) e leva ao forno em um papel alumínio por tempo suficiente para cozinhar o frango, ou seja, pouco tempo.
Assim que estiver cozido, abre o papel alumínio para dourar os rolês.
Fica perfeito servido com salada de folhas e arroz branco básico.

O gostinho da canela não é para ficar acentuado, portanto não é para lascar muita canela. O gosto deve lembrar a canela sem que esse seja o sabor principal do prato ok? A pera vai cozinhar nesse recheio de canela e já vai adquirir um sabor adocicado.
Outra coisa, escolha peras firmes, das verdes. As vermelhinhas são muito molinhas e derretem.

Bon apetit!

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

de festa entradas e petiscos Receitas

Bruschetta ao pesto com presunto cru e rúcula

Bruschetta é uma coisa que rola muito lá em casa – não tem quem não goste, é fácil de fazer e é uma ótima opção para petisco.
Tem zilhões de maneiras de preparar as mais variadas receitas de bruschettas mas, depois de tanto fazer, cheguei a uma versão que gosto muito e acho que, até o momento, é a campeã na minha preferência.

Antes eu fazia bruschetta com pão italiano, mas depois que passei a fazer com ciabatta nunca mais troquei. O italiano tem aquela casca mais grossa, já a ciabatta (desde que fresca) tem a casca mais fina e um pouco mais macia. Se você optar por ela, corte-a em fatias transversais, deixando-as maiores, mais compridinhas e perfeitas para receber a cobertura que você escolher.

Dá para fazer bruschetta no forno, mas se você tiver uma frigideira power, também dá e é mais fácil e rapidinho.
Esquento um pouco a frigideira com azeite e uns dentes de alho inteiros, levemente amassados – o alho serve para aromatizar o azeite e depois vai parar no pesto que virá adiante. Disponho as fatias e, em fogo baixo, deixo que elas dourem desse lado. Depois, é só virar um pouco e deixar o outro lado também começar a dourar (mas não tanto quanto o outro). E assim vou fazendo até acabar todas as fatias. Nesse tempo, o alho também vai fritar e dourar – basta tirá-lo e ir substituindo os dentes, até terminar de dourar o pão.

Uma vez que todas fatias já estejam prontinhas, pego aqueles dentes de alho que já passara pelo azeite e levo para o pilão, onde adiciono azeite extra virgem, manjericão fresco ou outra erva que eu esteja afins, um pouqinho de sal e pimenta e dou uma ligeira massada até que o alho esteja amassado e o azeite incorporado com as ervinhas.

Pesto pronto, é só distribuí-lo pelas fatias de pão – mas ó! não é para encharcar o pão hein? senão depois fica complicado para as pessoas morderem sem fazer aquela lambança. Coloque aos pouquinhos e vá distribuindo.

Isso feito, é hora de cobrir tua bruschetta com o que lhe apetecer. Aqui, eu usei fatias de presunto cru, folhinhas de rúcula rasgadas e arrematei com uma rodelinha de pepipo em conserva. Coloquei um pouquinho de nada de molho inglês por cima de tudo, moí uma pimenta do reino e servi rapidinho, para manter o frescor da rúcula que, se ficar muito tempo esperando, acaba murchando. Mas a cobertura pode ter inúmeras variações – até mesmo só na versão tomate concassé, que é campeã também.

(ciabatta cortadinha | azeite e alho na frigideira | começando a dourar e já prontinho | o pesto feito com o alho da frigideira | as bruschettas recebendo a cobertura)

Outras variações batutas de bruschetta já passaram por aqui: pera com brie (incrível), copa com camembert e rúcula, gorgonzola com damasco… ou seja, variação é que não falta para esse petisco versátil.

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas sopas, caldos & cremes

Sopa rústica de mandioca

É rústica porque não fiz em formato creme, daquele mais lisinho, que você obtém batendo a mandioca no liquidificador ou passando-a pelo mixer na panela. Não, aqui a sobra da mandioca de domingo, já muito bem cozida e quase desmanchando, foi para a panela direto, onde já estava um caldo bem encorpado feito com carne e calabresa.

Na panela de pressão coloquei pedaços de coxão duro já limpos. Deixei até que a carne começasse a fritar e “pegar” na panela. Juntei um pouquinho de azeite, uma cebola e meia picada, uns 3 dentes de alho amassados, 2 folhas de louro e deixei tudo fritando até dourar. Cobri com água quente, temperei com sal e pimenta e levei à pressão até que carne estivesse ultra macia (coisa de uns 30, 40 minutos). Abri a pressão, juntei a calabresa em cubinhos pequenos, acrescentei a mandioca cozida e deixei tudo cozinhando (sem pressão) até virar um caldo grosso, mexendo vez ou outra para não grudar no fundo da panela. Parte da mandioca derreteu e outra parte ficou em pedacinhos macios, do jeito que eu queria.

Já no prato (ou aqui no caso, uma caneca para sopa) juntei um fio de azeite, pimenta do reino moída na hora, cebolinha picada e servi fumegante, pra espantar o frio e dar a sustança que eu tanto precisava. Aliás, sustança é o segundo nome dessa sopa, viu? Deus é mais!

Sopinha quente na frente da tv, de pijama e meia no pé… ah, o frio :)

Vamos declarar aberta a temporada de sopinhas, caldos e cremes? =)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

carnes Receitas

Mignon recheado com legumes ou O post sem começo e sem fim

Esse é aquele tipo de post que não era pra sair, sabe? É aquele post encrencado, travado, que a foto fica lá largada e esquecida em um diretório errado… é, tem dessas coisas no mundo blog também.

Aqui a estória deu toda errada. Comecei a fotografar o passo a passo na câmera menorzinha, pois a outra estava sem bateria. Fotografei tudo, como abrir a peça de filé mignon, como rechear, como fechar com os palitos, como fritá-la, enfim, tudo muito lindo… até que a bateria dessa máquina também acabou. Troquei de máquina, que já tinha um dentinho só de bateria carregada, e fiz essa foto. Deixei cozinhando, e quando estava pronto para servir voltei a fotografar mas estava sem bateria de novo. Voltei para máquina pequena, que também já tinha um dentinho de bateria, e fotografei rapidinho o filé mignon fatiado. Ufa! Viu como a gente sofre para produzir posts com passo-a-passo pra vocês? :)

Okey, aparentemente estava tudo certo e o post ia ser lindo. Pois é, ia… se eu não tivesse, tempos depois, apagado sem querer a memória da máquina pequena… todo um lindo passo-a-passo perdido e eu crente que estava tudo bem pois, na minha cabeça, já tinha baixado as fotos para o computador. Não, não tinha (muita raiva nessa hora) :(((((

Outro dia, organizando umas fotos no notebook, encontrei essa daqui, sozinha, sem eira nem beira e lembrei das outras que haviam se perdido por conta da minha topeirice e também do quanto esse mignon tinha ficado delicioso. Achei um desperdício e aqui estou, contando essa estória insana e dando a receita, ainda que sem uma foto digna para ilustrar um prato tão gostoso. C’est la vie…

***

Para fazer o mignon recheado, basta ter em mãos uma boa peça da carne (sem aquela ponta mais fina do mignon), que você deve cortar com cuidado, abrindo-a para formar uma espécie de manta, que será temperada na hora com sal e pimenta do reino. Depois o resto é com a sua imaginação – eu usei cenoura cortada em palitos finos, vagem, aspargos e cebola, em lâminas finas também. Acrescentei um bom punhado de ervas frescas, juntei mais um bocadinho de sal, um fiozinho de azeite por cima dos legumes e só. Enrolei com cuidado a carne, como se fosse fazer um rocambole e fechei-a com palitos de dente, meio que “costurando” a parte onde ela terminava.

O restante é ainda mais simples: levar o filé já recheado a uma panela bem quente com um pouco de azeite e fritá-lo muito bem, pingando um pouco de água se necessário durante o processo. Eu ainda juntei bastante cebola, uns dentes de alho amassados e um pouco de shoyu. Cobri com um pouquinho de água (não precisa ser tanta porque o mignon cozinha rápido) e deixei na panela até que os legumes estivessem macios. Retirei a carne da panela e reservei para deixar esfriar e poder retirar os palitos e fatiar. No caldo que sobrou da panela somei mais água, um pouquinho de iogurte, acertei o tempero, deixei engrossar e finalizei com bastante salsinha fresca picada – estava pronto um molho para servir por cima da carne.

***

Só digo que é uma pena não ter a foto dele fatiado, porque ó… ficou dos deuses, acredite :)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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