Navegando Categoria

Receitas

massas Receitas

Fettuccine com cogumelos à minha moda

A inspiração veio da revista Cláudia, mas o meu molho sofreu algumas alterações.

Para o ragu de cogumelos você usa uns 300 gramas de cogumelos paris, shiitake e portobello.
Okey, vamos falar sobre os cogumelos frescos. Você tá ligada que quando se lida com eles não se pode lavá-los em água corrente né comadre? Pois bem, o fato é que os bichinhos soltam muita, muita água, por isso duas coisas são muito importantes – 1) não lavá-los, o que quer dizer que para limpá-los você pode usar uma escovinha úmida ou mesmo um pano úmido 2) quando se cozinha cogumelos frescos deve-se fazê-lo em uma panela grande, larga, porque quanto menor for a panela, mais água vai juntar. Eu usei uma frigideira de ferro bem grande que eu tenho.

Tá, então você limpa os cogumelos e corta-os em lâminas. Na panela grande aquece o azeite e refoga cebola e alho, junta as cogumelos e cozinha por uns cinco minutos até evaporar a água que eles soltam. Depois, é hora de colocar o vinho branco seco (150ml) e deixar reduzir. Quando estava quase secando, eu adicionei 3 colheres de sopa creme de cebola e um tablete de caldo de carne dissolvido em água fervente. Juntei tudo e deixei cozinhar até ficar espesso, quase sem caldo. Para terminar, salsinha picadinha, sal , pimenta branca e uma colher de manteiga.

Eu usei fettuccine fresco e finalizei com parmesão.

E se você se interessou pela massa, já vou logo avisando – é impossível comer um prato só.
Cogumelo é uma coisa de Deus minha gente, de Deus.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

carnes Receitas

Costela à moda da Faby

Convide a mãe e a sogra para almoçarem na sua casa no sábado, compre duas caixas de cerveja, prepare uma bela costela assada, um arroz branco, uma generosa porção de mandioca cozida salpicada de alho na manteiga, uma salada de agrião e garanta um almoço delicioso e divertido, que começa ao meio dia e termina as 9 da noite :-)

Na Costela da Faby vai vinho branco (ou tinto), um bouquet garni com louro, alecrim e salsa, alho amassado com casca e tudo, cebolas em pétalas, molho inglês, sal grosso e pimenta na marinada…vai tudo para dentro de saco para assar no forno umas 3 horas… sai do saco, doura com cebolas cortadas em quatro e alhos inteiros esmagados com casca.

detalhe: eu tempero a costela de véspera :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

antepastos e conservas ideias, dicas e truques Receitas sanduiches

Wraps

Vamos começar do … começo.

Tomate Seco

Eu havia comentado aqui com a comadre Katita que eu prefiro comprar o tomate seco sem tempero para só então temperá-lo ao meu gosto. Ela citou a dificuldade de se fazer o tomate seco no processo todo e realmente, dá um trabalhão dos infernos fazer a secagem, perde-se um tempo imenso e o rendimento é baixíssimo. Fora o custo altíssimo – horas de gás, baixo aproveitamento do tomate e o custo dos ingredientes para temperá-lo, que devem ser de excelente qualidade, a começar pelo azeite.
Enfim, dá trabalho e por isso mesmo você sempre se espanta com o preço cobrado pelo quilo. É caro, mas quase sempre é justo.

Ontem eu estive no Mercadão e comprei dois pacote do tomate seco, a seis pilas cada um. O rendimento é grande, e teve custo final (já contando azeite) de uns R$ 18,00 – uma pechincha por essa quantidade.

O tomate vem sequinho, é hidratado em água quente e depois bem escorrido. Vai para o tempero que você quiser – eu usei azeite, manjericão e orégano secos, uma folhinha de louro, sal e pouquinha pimenta calabresa. Depois de temperado pode ficar em vidro bem fechado na geladeira e ser usado no que você quiser – antepasto, massas, risotos.

Esse daí da foto meu marido comeu metade da travessa puro, sem pão, sem nada. Preciso dizer que estava muito bom? ;-)

E com o tomate seco

… dá pra fazer muita coisa, mas além do óbvio também dá pra fazer…wrap. E foi isso que eu fiz ontem para uma pequena reunião em casa.
Wrap (embrulho) é um sanduíche feito de pão folha, um pão finíssimo geralmente encontrado em lojas de produtos árabes, que lembra o pão sírio mas é bem maior e muito mais fino.

Eu escolhi três recheios – tomate seco, rúcula, mussarella de búfala, manjericão e nozes/ rosbife, agrião, ementhal e tomilho/ alface, rúcula, gorgonzola, mussarela, damasco e molho de iogurte com mel* (criação de um blog de culinária cujo endereço eu lamentavelmente perdi).

Para fazer o wrap é só pincelar azeite no pão, cobrir com o recheio escolhido disposto em camadas e aí enrolar delicadamente (delicadamente mesmo!) como um rocambole. Um corte na diagonal e, para ficar charmoso, amarrar com cebolinha (escaldada, como eu já ensinei aqui).

Antes da matança no wrap, um prato com antepastos – minha famosa beringela, que continua sendo um sucesso de público e crítica, uma pasta de tomate seco feita com nata trazida pra mim diretamente do RS (né Clau?) e azeitonas temperadas com shoyu, azeite e óregano – tudo com pão italiano.

Para acompanhar (e bem acompanhar) os wraps, um molho de pimenta customizado, feito com pimentas da própria horta (sorry beibes…hohoho) e bem ardido – porque molho de pimenta meia-boca é para os fracos. Rá!

Junte a isso, uma coletânea em mp3 de frechibéquis de categoria rolando solto, cinco litros de cabernet sauvignon, cerveja pra quem é de cerveja (I!), um jogo de tabuleiro, uma turma muito animada e você terá sete horas de pura animação. Tá bom pra você? :-)

***
No molho de iogurte tem um copinho de iogurte natural, uma colher de sopa de mel, sal, pimenta branca moída, salsinha, cebolinha e uma colher sopa de molho inglês.

***
O pão folha pode ser comprado também no Mercadão. Custa 6,50 o pacote com 9 unidades (depois cortados em duas partes).

O assunto rendeu…

Ainda sobre os wraps, recebi vários emails perguntando muitas coisas e muitas mesmas coisas, então vou responder por aqui assim todo mundo tira as dúvidas.

1) Sobre o pão folha.
Sim, o nome é esse mesmo e de fato eu nunca vi vendendo em nenhuma padaria ou supermercado. Pra quem mora aqui em Sampa dá pra comprar no Empório Sírio na região da 25 de março ou no Mercado Municipal, no box especializado em pão.
Casas especializadas em produtos árabes também podem ter esse pão à venda, infelizmente eu não tenho nenhuma outra para indicar (mais endereços nos comentários). E alguém perguntou se tem no Catedral ou no Jaber – não, não tem. Pelo menos eu não encontrei das vezes que procurei.

2) Sobre o tomate seco
O tomate seco sem tempero eu também compro no Mercadão. Atendendo a vários pedidos, fui revirar e eis aqui os dados completos (ufa!)

Rua F box 21
Telefone: 3228-1854

Preço:
Quilo – R$ 52,00
Os pacotinhos que eu comprei tem 100 grs e custam 6,00. Também tem o pacote com 1/2kg a 26,00.
Site do Mercado Municipal: www.mercadomunicipal.com.br

Depois dessa tenho créditos com vocês ahn? ;-)

3) Montagem dos wraps
:: O azeite é pincelado somente na parte que vai ficar por dentro (interna), por fora não vai azeite não.
:: Eu enrolo como panqueca, ou seja, dobro também a parte que vai ficar na lateral, de modo que fique “fechadinho”.
:: A cebolinha é a normal, passada pela água quente para que não quebre quando você der o nó.
:: o molho de iogurte vai dentro mesmo, na hora de montar, não é servido à parte não. À parte eu só deixei pimenta. Atenção porque esse wrap que vai o molho de iogurte tende a ficar mais “molhado”, portanto não faça com muita antecedência para não amolecer o pão okey?
:: o damasco é picadinho né minha gente? ;-)

Pessoal, o manuseio desse pão é chatinho porque ele é fino mesmo. Na hora de enrolar tem que ser com jeitinho, com amor tá? Ah… e as folhas (alface, agrião, rúcula) tem que estar SECAS óuraite?

Acho que é isso. Se tiverem mais dúvidas usem os comentários… aliás que onda é essa de ter “vergonha” de escrever nos comentários hein comadres? Só vocês mesmo! :-)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

pães e biscoitos Receitas

Pão de ervas

Esta receita foi enviada pela comadre andréa espínola, que jura que é de comer rezando!

Bater no liquidificador 3 ovos inteiros, 2 xícaras de água, 200 ml de óleo, 4 tabletes de fermento biológico (tenho amigas q fizeram com menos e deu certo, mas como eu sou obediente sempre uso 4), 3 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de sopa de sal, 4 galhos de salsinha com talo, 4 galhos de cebolinha, manjericão (a gosto, ou seja MUITO, ainda mais pq é erva do amor!!!), orégano (a vontade), 1 dente de alho e 1 cebola pequena.

Num recipiente separado colocar 5 xícaras de farinha de trigo e ir jogando a mistura batida no liquidificador aos poucos (no velho estilo buraco no meio e rodando a colher de pau aos poucos).

Deixar crescer por 1 hora (cresce muitoooo, pudera com 4 tabletes de fermento!). Depois colocar em forma untada e enfarinhada (forma de pão de forma {ops!} só que menor, não sei como se chama). Dependendo do tamanho da sua forma, a receita rende 2 ou 3 formas (muito informativo! rsrs…). O tempo pra assar eu não lembro, mas demora um pouco e perfuma a casa toda.

comadre, parece muito bom. obrigada pela sua colaboração. adorei a dica de que manjericão, que nós tanto amamos aqui, é a erva do amor! wow!

****

A receita foi enviada por nossa comadre Deinha e testada ainda agorinha na minha cozinha.
Eu poderia me estender aqui dizendo que a receita é facílima, prática pra caramba (liquidificador é tudo!), que o pão fica lindo, cresce que é uma beleza, que tem uma corzinha verde linda que infelizmente minha foto amadora não conseguiu captar, que é delicioso e que eu comi metade ainda quente, mas nada resume melhor o que é essa receita do que a minha vizinha tocando a campainha pra me perguntar que cheiro maravilhoso era aquele que vinha da minha cozinha. Sim amados, o pão deixa sua casa perfumadérrima e suas vizinhas reviradas de curiosidade e inveja.

Deinha, eu fiz a receita do jeitinho que você nos passou mas tomei a liberdade de dar a ela os meus já conhecidos pitacos. Acrescentei nas ervas: tomilho e manjerona e botei nos 200 ml de óleo de girassol uns 30 ml de azeite extra virgem. A princípio pensei em limar algum tablete de fermento mas segui certeira a receita e utilizei os 4. Ainda assim, achei o pão levíssimo e aqui no meu formo ele assou muito rápido. Também acabei enchendo a forma um pouco além da conta (uns 2 dedos acima da metade) e o pão cresceu tanto que deu uma rachada em cima. Talvez seja interessante preencher a forma apenas até a metade, assim provavelmente o pão ficará na medida certa.

Depois de comer metade do pão, minha mente ainda fervilha idéias como: transfomá-lo em uma torrada regada com azeite, cobrir a mistura da massa com parmesão ralado na hora de assá-lo (fico imaginando uma crostinha de queijo nesse pão, afff) e até mesmo utilizar essa mesma receita para fazer um delicioso pão com erva-doce, que fica tudo quando degustado com azeite e sal.
Enfim, como a receita foi aprovadíssima por aqui, terá repetecos muitos e terei a chance de testar muitas variações para essa massa deliciosa.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas sopas, caldos & cremes

Minestrone

O frio voltou – e, na boua, já tá ficando chato esse vai e volta sem fim – e a boa pedida como sempre é mergulhar no caldeirão de sopa.
E o que tem o minestrone de diferente? Geralmente tem feijão branco, legumes como cenoura, vagem, batata, repolho, erva-doce (que eu não gosto), macarrão -qualquer um, desde o de sopa até o mais tradicional espaguete ou linguine cortados – tomates em pedaços, ervas como manjericão, um bouquet garni com louro, salsa, cebolinha, bacon ou até presunto cru.

Eu sei, pode parecer o samba do crioulo doido mas minestrone é uma sopa fantástica, super encorpada, daquelas que, como diria minha avó, dão sustância. Com base em legumes picados grosseiramente, massa e ervas, o minestrone agrada em cheio aquelas pessoa que torcem o nariz pra sopa, manja? E por ser assim flexível, é o tipo de prato em que cabe a sua imaginação, as sobras da geladeira, os restinhos de espaguete do pacote e dá até pra misturar todas as sobrinhas de massas que você tiver, dá por exemplo pra colocar linguine, padre nosso e parafuso, tudo junto numa boa. Dá tudo comadre.

Aqui vai uma receita bem tradicional de minestrone. E se aí estiver frio como aqui, um caldeirão disso hoje vai cair muuuito bem.

Ingredientes:
repolho, abobrinhas, pimentão vermelho, 1 xícara de ervilhas frescas, batata, cenoura, cebola, 100 g de feijão branco, tomate maduro sem pele sem semente, 50 g de bacon, parmesão em lascas ou ralado, folhas de manjericão, alho, azeite, bouquet garni com salsa, louro, cebolinha, sal e pimenta a gosto

Deixe o feijão de molho na véspera. Cozinhe-o durante 1 hora e meia. Adicione as batatas, as cenouras, os tomates sem pele e sem sementes, o bouquet garni e metade do bacon, tudo cortado em pedaços. Cozinhe durante meia hora (não até os legumes já estarem bem cozidos). À parte, prepare um refogado com azeite, a salsa, o manjericão, a cebola, o alho, o pimentão vermelho, e o restante do bacon. Quando estiver pronto, coloque tudo na panela com o feijão e os legumes e retire o bouquet garni. Por último, acrescente o repolho cortado fino, junte o macarrão e as ervilhas e deixe no lume até a massa ficar no ponto.

Pra ficar lindo, queijo parmesão por cima e um filão de pão italiano pra ir tirando os tecos e molhando na sopa. Ave maria!

***

Ah! sabem como eu gosto de minestrone? Com macarrão grandão de conchinha. Mas eu sou muito meiga né? ;-)

Afff… isso me deu uma baita fome.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

carnes Receitas

Bolo de carne com recheio muito louco

Em homenagem a minha amiga Cris, aquela que dá cartas muito loucas, inspirada no menu de aniversário do Samuca e, levando em frente minha mais recente mania de colocar mais vegetais na nossa mesa, aqui está meu bolo de carne do almoço de hoje.

O que tem nele? Para a “massa”, patinho moído, um pacote de sopa de cebola, alho amassado, pimenta moída branca, um ovo, farinha de rosca e margarina. No recheio, um refogado de cenoura ralada, vagem, pimentão, ovos cozidos picados, cebola, azeitonas verdes, ervilha e uva passa branca, tudo temperado na manteiga, sal e um mix de ervas que eu compro no Mercadão, chama-se Tempero Italiano, que leva manjericão, orégano, alecrim e pimenta calabresa e fica perfeito em refogados desse tipo.

O resto é aquilo tudo que você já está careca de saber: Massa + recheio, tudo enroladinho, bezuntado com manteiga, enrolado no papel alumínio, direto para o forno até cozinhar. Depois de cozido é hora de arrancar fora o papel alumínio, salpicar parmesão ralado e deixar dourar.

O segredo de um bolo de carne bacana é não deixá-lo seco, esturricado e é aí que entra a manteiga, que vai justamente garantir que o bolo fique firme mas não resseque. Usada por fora, ajuda a não deixar que o papel alumínio grude no bolo na hora de assar.

***

Ah… Porque o recheio é muito louco? Bem, louco louco mesmo ele não é, mas esse título não ficou ótemo Cris? ;-)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Receitas saladas

Salada de 7 cereais

Gente, quem foi que esqueceu o forno ligado, hein? Que calor é esse, braziu-iu-iu?
Mas ó… tô reclamando não. Eu curto esse climão-país-tropical =)

Mas vamos combinar que, com essa temperatura, só mesmo uma comidinha leve, de preferência geladinha né? Pois então! Essa saladinha que eu fiz com o 7 Cereais da Raris fez bem esse papel e ó, ficou boa demais viu?

Cozinhei o arroz em água com um bouquet garni. Depois de cozido, escorri, deixei esfriar e temperei como saladinha – usei herbs de provence (desculpa, mas a Silvia me trouxe de Paris, tá?), pimenta calabresa, sal, azeite e limão. Acrescentei uns micro tomatinhos sweet, um alho poró cortado fininho, uva passa e damasco picado e voilà! Delícia.

Então… por cortesia de São Pedro e do aquecimento global, está declarada oficialmente aberta a temporada de saladinhas!

E ó, existe vida além do alface + tomate, tá? =)

*post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

pratos únicos Receitas

Tomate recheado

> A idéia inicial: jantar vapt-vupt com salada de tomate e alface americano, carne seca desfiada temperada com cebola, pimenta e salsinha e arroz.

> O problema: arroz é carboidrato e carboidrato a noite não tá rolando muito aqui em casa.

> A solução: limar o arroz e ao invés de botar o tomate na salada, botar a carne desfiada dentro do tomate com um tantinho de azeite, cobrir com mussarela light, mandar para o forno por alguns minutinhos apenas e servir num prato coberto com alface temperado.

> O resultado: yummy!

null

Eu estou saindo uma ótima inventadeira*.

***

É assim que minha avó diz que são as pessoas que inventam muito :)

ideias, dicas e truques Receitas

Queijo & Vinho

Nada como ter um contato direto com o produtor de vinhos (né Clau?) e acesso ao Mercado Municipal de São Paulo, o lugar mágico onde brotam queijos de todas as espécies com precinhos muito camaradas. E já que temos tudo isso, que tal um queijo e vinho com os amigos para comemorar o aniversário da sogra?

Tudo que você precisa saber sobre uma noite de queijo e vinho…

. Calcular a quantidade
Teoricamente o cálculo para receber com uma noite dessas é de 150grs de queijo por convidada e 180/200grs por convidado, isso se você vai servir mais coisas além de queijos (pães, pastas, patês. Já o cálculo da bebida é mais complexo, principalmente se você tiver uma turma como a minha :-) O melhor é fazer amizade com alguém de Bento Gonçalves (né Clau?)…hohoho, assim você garante que estará sempre muito bem abastecido…hohoho
Sempre vale lembrar povo que os vinhos nacionais estão cada dia melhores e os preços são bem convidativos, então não se descabele porque dá pra gastar um valor “humano”. Pesquisar os preços dos vinhos em distribuidoras é sempre uma boa pedida – se consegue bons preços em caixas fechadas.

. Acompanhamentos
Não é porque é queijo e vinho que tem que ter SÓ queijo e vinho (embora também possa). Eu gosto de uma bela cesta de pães e algumas pastas para acompanhar, além de frutas (não cítricas).

Pães: italianos, ciabattas, baguetes, integrais e até o bom e velho pão francês (eu compro um mais compridinho que chamamos de caseirinho). Deixe os pães inteiros e providencie uma tábua e uma faca de pão para que os convidados mesmo cortem.

Frutas: Uva e queijo é uma combinação batuta. Morangos também ajudam a compor uma mesa bonitona.

Patês/Pastas: Não faça nada de sabor muuuito acentuado e dê preferência para bases de queijos cremosos, como o requeijão por exemplo.

Bebidas: Quem bebe vinho tem que beber também água. Providencie uma jarra com água fresca (não gelada). Vai por mim, para equilibrar a sua conta de vinhos, providencie uma bela sangria. Faz muuuito sucesso!

. Tipos de queijos
Depende do número de convidados. Quanto mais convidados, maior a variedade de queijos oferecida, levando em conta o seguinte cálculo:

25% de queijos de mofo branco e azul (Camembert, Brie, Gorgonzola, Roquefort).
50% de queijos tipo suíços e suaves (Gruyère, Gouda, Itálico, Emmenthal, Estepe).
25% de queijos de sabor forte (Parmesão, Provolone, Reino)

. Tipos de vinho
Vinhos diferentes combinam com queijos diferentes. A regra aqui é bem complexa, coisa de entendidos e sommeliers, coisa que a gente não é…hohoho. E que fique claro que eu não manjo nada mesmo de vinho, a não ser de bebê-los em quantidades exageradas e não recomendadas pelo Ministério da Saúde… Mas, a literatura sobre o assunto é extensa e dá pra pesquisar bem antes de fazer as compras. Eu arrisco dizer, como leiga, que para não errar é bom ter pelo menos 3 tipos de vinho, indo do mais suave ao mais encorpado. Espumantes também rolam e acompanham bem os queijos fortes.

. A mesa
Os queijos vão em pedaços inteiros, de preferência dispostos de acordo com sua categoria (suaves, fortes…) – tem que ter faquinhas separadas. Eu adoro frufru por isso providenciei plaquinhas luxo com os nomes do queijo para identificá-los. Sim, porque eu sou muuuuito metida messss.

Eu fiz no computador e imprimi em papel cartão brilhante, cortei, dobrei e voilá!

Se você quiser também dá pra fazer as boas e velhas bandeirinhas para espetar em cada queijo – eu prefiro as plaquinhas.
Frutas enfeitam bem as tábuas de queijos. Tábuas???

Então gata, o “correto” é servir os queijos em tábuas largas mas, veja bem, com grandes quantidades de queijo você vai precisar de muuuuuita tábua porque é preciso que haja espaço entre os queijos para cortá-los e boas tábuas de queijo custam os zóios-da-cara. Sendo assim, faça como eu – inove. Eu servi os queijos em assadeiras de pizza de vidros e um prato de microondas. Sim, sim, sim, ficou muito bonito, funcional e combinou deveras com o serviço de prata que estava acompanhando (eu já falei em luxo aqui? rs).
Então não estresse e garimpe aí no teu armário uma solução alternativa. Boas idéias nascem assim mesmo.

Se você optar por fazer a sangria, sirva-a em jarra de vidro e copos altos. Reserve colherinhas daquelas compridas (como as de sorvete) para que as pessoas que quiserem se sirvam das frutas que ficam no copo.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

pratos únicos Receitas

Charutos de folha uva

Embora minha família não tenha nenhuma descendência árabe ou síria, até hoje não provei nenhum charuto de folha de uva tão bom quanto o da minha mãe. Quando ela tinha um pouco menos do que a minha idade trabalhava como cozinheira de uma família de origem árabe e foi lá que aprendeu a cozinhar todos os pratos típicos dessa culinária.

Que seu charutinho é bom ninguém em sã consciência discorda (meu marido que o diga! da última vez que ela fez no final de semana passado ele comeu nada menos que 14!), o difícil minha gente é a criatura fazer o trem devagarinho para que eu pudesse fotografar para o Rainhas. A rapidez dela é grande e a fotógrafa aqui é lenta…hohoho, mas fiz o que pude.

Vamos ao passo-a-passo…

Primeiro o recheio: Misture 1 kg de coxão mole (ou patinho ou alcatra) moído três vezes, 2 xícaras de arroz cru lavado e escorrido (antes de escorrer, deixe o arroz de molho por uma horinha), 1 cebola grande ralada, pimenta síria, umas 3 colheres de Tahine, 3 dentes de alho amassados, salsinha picada (ou hortelã se preferir) e sal.

Pegue as folhas de uva que tiverem o talinho muito grosso e corte-os.
Segundo minha mãe, o segredo para um charuto gostoso é escolher as folhas de uva menores e mais novinhas que, segundo ela, são as mais macias. Se você usar somente folhas assim não é necessário ferventá-las.
A quantidade de folhas varia muito de acordo com o tamanho delas. Usando folhas pequenas, esse recheio rende uns 40 charutinhos pequenos)

Separe algumas folhas e forre o fundo de uma caçarola grande (aqui você pode usar as folhas maiores e mais grossas). Pique uma cebola e alguns dentes de alho e jogue por cima. Não se preocupe muito com o tamanho pois essa cebola e esse alho vão desaparecer durante o cozimento.

Agora comece a enrolar…

Com a folha aberta com a parte opaca para cima, coloque o recheio dessa maneira…

Comece a enrolar pelas laterais…

Até que ele esteja bem enroladinho. Cuide para que esteja firme mas não precisa apertar demais. Lembre-se que o arroz ainda vai crescer um pouco…

Agora vá ajeitando os charutinhos na panela de modo que a abertura fique sempre para o lado de baixo e que eles fiquem bem apertadinhos entre eles. Faça fileirinhas e vá dispondo em camadas…

Quando terminar, coloque mais alguns pedaços de cebola, dois tomates picados em rodelas grossas (é só para liberar um caldinho), alguns dentes de alho (pode até ser com a casca com aquela pancadinha básica), regue com bastante azeite, complete com um caldo de carne ou legumes que você já fez (dissolva 2 tabletes em 2 litros de água) e leve ao fogo sem tampar a panela, apenas cobrindo os charutinhos com um prato de louça (isso faz com que eles não boiem) até que fiquem macios e cozidos. Se a água for secando e eles ainda não estiverem no ponto, vá completando com o caldo até o ponto certo.
No final do cozimento não deve sobrar caldo ok?

Transfira com cuidado cada um deles para uma travessa, enfeite com raminhos de hortelã e sirva regado com bastante azeite puro, extra, extra, extra virgem ou então com coalhada seca – nesse caso, deixe à coalhada em uma travessa à parte para que cada um se sirva.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

de festa pratos únicos Receitas

Raclete


O raclete (no masculino) é um tipo de queijo suiço de consistência média.
A raclete (no feminino) é um prato típico suiço, à base do queijo homônimo. Na sua preparação, o queijo é aquecido e raspado sobre os pratos dos comensais. O termo deriva do francês racler, que significa raspar.

Bem, assim é a raclete original, lá da Suiça, mas por aqui já rolaram adaptações e cada pessoa acaba fazendo da sua maneira.
Primeiro, por aqui rola também com outros queijos além do raclete. A preferência, claro, são pelos queijos do tipo suiço – gruyére, emmental, maasdam – mas também dá para usar estepe, gouda, mussarela… Como eu disse, cada um usa os queijos de sua preferência.
Os acompanhamentos também podem variar, mas o clássico é mesmo com batata, pickles e alguns tipos de frios, geralmente os mais puxados na gordura. Aliás, raclete é um prato gorduroso, não se iluda. Por isso, assim como o fondue, é um prato perfeito para o inverno, também para ser saboreado como um ritual, sem pressa, na companhia de amigos e boas garrafas de vinho.

Eu vou mostrar como é a minha raclete e se você se animar, fique à vontade para montar a sua própria. Afinal, nós estamos bem longe da Suiça, né? =)

É, pra fazer raclete você precisa desse aparelho aí – a racleteira. A minha é elétrica, para 8 pessoas, mas no mercado você encontra opções para 6, 10 e até 12 pessoas.

Há quem leve a batata à racleteira sem o papel alumínio porém com ele, a temperatura se mantém melhor. A batata (média), com casca e tudo foi lavada e cozida com um pouco de sal (lembre-se que a maioria dos queijos já são salgados) e cravos espetados. Depois, é só retirar os cravos, embrulhar no alumínio e deixar na parte de cima da racleteira. Cada um se serve de uma batata (a conta é mais ou menos 2 por pessoa) e vai montando sua combinação de queijos… leva à racleteira, derrete e arrasta para o prato, por cima da batata.

O queijo é a estrela da raclete, por isso é bom caprichar. Se você não encontrar o queijo raclete, não hesite em fazer outras combinações. Mas, lembre-se: dê preferência aos queijos que derretem bem.
Providencie também alguns frios – salame e parma são perfeitos. Aqui eu fui de copa maravilhosa e também de lombinho. Os frios vão na montagem das pás de queijo ou, se preferir, direto ao prato.
Ah! Não esqueça dos pickles – pepino em conserva é fundamental na raclete!

Como eu disse, adaptações existem aos montes e por isso eu também gosto de fazer raclete com tiras de abobrinha ou beringela – ficam uma d-e-l-í-c-i-a com o queijo derretido por cima…hmmm… loucura, loucura, loucura.
Dá pra fazer também com cogumelos portobelo enormes, fundos de alcachofra… ah, tem muita combinação boa pra testar viu?

Se o seu aparelho, assim como o meu, não acompanha as espátulas, você pode improvisar algo ou então vai ter que ter uma irmã como a minha, que é tão fofa, mas tão fofa que me mandou essas espátulas de madeira luxo lááá da Feira de São Joaquim. Desculpa? =)


O grand finale!

Assim… batata + queijo + vinho né minha gente? Fala, tem como isso não ser muito bom? ;)

*post originalmente publicado por mim no Rainhas do Lar

Vamos preparar bruschettas? Um amor chamado Carbonara Torta de liquidificador Top 5 frutas para grelhar Top 5 combinações de frutas para sucos Top 3 presentes de comer Tábua de petiscos natalina Suco detox, como fazer Sopa de talo de Brócolis Sopa de abóbora deliciosa