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Iscas de mignon com abobrinha e gergelim ou Igual sim, mas diferente

Eu poderia ter feito só o filé mignon na chapa e refogado a abobrinha e já estaria lindo, eu sei. Mas né, eu também podia juntar os dois em um prato só, porque não? E podia cortar o filé em iscas fininhas e fritá-lo com um oleozinho de gergelim pra dar um tchans. Também podia juntar um pouquinho de sake para levantar o astral e dar aquele up. Daí era só juntar a abobrinha picada, juntar um tantinho de nada de shoyu… E no final acrescentar um gergelim torrado pra finalizar e umas ervinhas frescas.

E eu poderia ter servido com um arroz branco fresquinho, poderia… mas aí, como as panelas já tinham me levado por outros caminhos, diferentes do que eu havia imaginado quando entrei na cozinha, então… fui de gohan e pronto! O que era pra ter sido arroz, bife e refogadinho, virou tudo isso mesmo – mas de outro jeito.

Não é ótimo mudar o caminho diário e descobrir outras paisagens? Então. Na cozinha é a mesma coisa :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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Penne mediterrâneo à minha moda

Desde o ano passado eu estava devendo a receita do penne que preparei quando da visita da Márcia à minha casa mas, desde então, apesar de já ter feito a receita várias vezes, eu sempre me passei e esqueci de fotografar – mea culpa.

Pra começar, é bom deixar claro que o nome da receita é uma invenção da minha cachola e, por isso, não precisa fazer muito sentido não, ok? Em segundo lugar é bom também frisar que não existe uma receita definitiva para esse prato – cada vez que o faço, invento um jeito novo.

Basicamente trata-se de uma massa (uso sempre o penne mas fique à vontade) sem molho, feita com tomates marinados, pimentão, azeitonas pretas, manjericão e mussarela de búfala… mas, entre isso e o que realmente aparece na minha panela, tem muuuuuito chão. Hohoho. Ontem por exemplo eu preparei a massa para um final de noite aqui em casa com alguns amigos, mas desta vez acrescentei tomate seco, bacon, uvas passas e ervilhas (porque havia um restinho de uma lata delas e eu tinha que dar um fim naquilo). E o resultado foi espetacular – uma massa que agrada em cheio e é garantia de sucesso em qualquer ocasião.

Em uma panela, dourei os cubinhos de bacon e acrescentei duas cebolas picadas e uns 4 dentes de alho também picados. Esperei dourar tudo, juntei tomate seco (já hidratado e temperado) picadinho e metade de um pimentão vermelho picados e deixei que eles amaciassem um pouco na panela. Depois disso, acrescentei dois pacotinhos de tomate sweet orgânico cortados ao meio e imediatamente desliguei o fogo – a partir disso o restante é todo sem fogo, pois a intenção é que os tomates marinem mas não que cozinhem e sumam completamente.

Bom, depois dos tomatinhos, juntei as passas, as azeitonas pretas picadas, um bom punhado de manjericão fresco rasgado, pimenta biquinho picada, a ervilha, acertei o sal e a pimenta e juntei bastante azeite extra virgem. Essa marinada foi preparada a tarde e ficou lá descansando até a hora de finalizar a massa.

A finalização é aquele esquemão ninja – cozinha a massa de grano duro, separa 1/2 xícara da água do cozimento. Junta massa com a marinada preparada com antecedência, mais a água do cozimento, mistura tudo muito bem, finaliza com as mussarelinhas de búfala picadas, manjericão fresco muito e mais azeite extra virgem, se for necessário.

Para dar um clima bem informal, nada de pratos para servir – bowls, ramequins, panelinhas e tigelinhas para saladas são ideais para essa massinha “descontraente” (rá!).

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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Pasta alla Norma

Lembra que eu contei que o marido tinha ido para a cozinha né? Olha aqui o resultado – umas das massas mais gostosas do últimos tempos! :)

A receita vem na íntegra do livro A Itália de Jamie.

Ingredientes

2 berinjelas grandes e firmes
óleo de oliva extravirgem
1 colher (sopa) de orégano seco
opcional: 1 pimenta vermelha (chilli) seca esmigalhada
(ele usou uma dedo-de-moça INTEIRA, com semente e tudo – pq, bem… meu marido é no fear, sabe? hohoho)
4 dentes de alho descascados e fatiados finamente
1 punhado grande de manjericão fresco, talos picados finamente e folhas reservadas
(eu nunca tinha usado o talo do manjericão inteiro!)
1 colher (chá) de um bom vinagre de ervas ou de vinho branco
2 latas (400g) de tomates vermelhos de boa qualidade (picados) ou 550ml de purê de tomate (polpa).
sal marinho e pimenta do reino moída na hora
450g de espaguete seco
150g de ricota salgada, parmesão ou pecorino ralado (fomos de parmesão).

Antes de mais nada, pegue as berinjelas e corte-as em quatro pedaços ao comprido. Se elas tiverem um centro mole e cheio de sementes, remova-o o jogue fora. Então corte pedaços das berinjelas, no sentido do comprimento, em fatias do tamanho de um dedo. Pegue uma panela grande antiaderente quente e adicione um pouco de óleo. Frite os pedaços de berinjela m duas porções, acrescentando um pouco de óleo extra se precisar (mas deixe-os bem oleosos). Mexa-os de modo a cobrir com óleo cada pedacinho. A seguir, polvilhe com o roégano seco – isso fará com que fiquem com um sabor fantástico. Com um par de pinças, vire os pedaços até que fiquem dourados por inteiro. Então, prepare a primeira, coloque-a em um prato e faça o mesmo com a segunda.

Quando as berinjelas estiverem totalmente fritas, leve a primeira porção de volta à panela – nessa etapa às vezes adiciono uma chilli vermelha seca, mas como eu sou viciado em pimenta, sinta-se à vontade para ignorar isso! Abaixe o fogo para médio e acrescente um pouco de óleo, o alho e os talos de manjericão. Misture para que tudo fique cozido uniformemente, depois coloque um gole de vingare de ervas e as latas de tomate, que você pode picar ou processar para ficarem sem pedaços grandes, Cozinhe em fogo brando por 10 a 15 minutos, então prove e ajuste o tempero com sal e pimenta do reino. Rasgue metade das folhas de manjericão, adicione ao molho e misture.

Coloque o espaguete em uma panela de água fervente salgada e cozinhe de acordo com as instruções do pacote. Quando a massa estiver al dente, passe-a por um escorredor, reservando um pouco da água do cozimento, e leve-a de volta à panela. Adicioe o molho Norma e um pouco da água do cozimento reservada e misture de novo sobre o fogo. Prove a massa e ajuste o tempero, depois divida entre os pratos, enchendo uma concha para formar cada porção. O molho que sobrar na panela pode ser derramado por cima. Polvilhe com as folhas de majericão restantes e o queijo ralado e regue com óleo de oliva.

***

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

carnes Receitas

Costelinhas douradas com mel e gengibre

As costelinhas ficaram marinando por uma horinha em alho amassado, molho inglês, alecrim fresco, sal e pimenta calabresa. Depois disso, foram para a panela e ganharam ainda uma cebola inteira cortada em 4 partes, mel e um naco de gengibre ralado.

O resto foi apenas paciência – primeiro pra fritar muuuuito bem a carne, que é para dar esse dourado lindo, e depois para deixar que ela cozinhe em fogo baixo, pingando um pouquinho de água quente na panela cada vez que for necessário, até que ela fique bem cozida, a ponto de quase sair do osso.

O resultado é esse aí – costelinhas macias, douradas e ligeiramente agridoces. Ah! E o molhinho que se forma na panela é coisa de comer de joelhos, de preferência por cima do arroz branco fresquinho.

Porque tem dias que a gente precisa atolar o pé na jaca, na lama ou em coisa que o valha, não tem? =)

(aqui a costelinha, ainda branquela, no início do cozimento – fogo baixo e paciência garantem um final lindo e bronzeado)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

massas Receitas vegetarianos

Penne integral com legumes assados

Mais uma receitinha vegetariana que dá super certo na minha cozinha e é super fácil, naquele esquemão pá-pum, manja? E ainda dá pra fazer com qualquer legume que esteja dando banda na geladeira.

Aqui eu usei cenoura em tiras (corto com o descascador de batatas lâminas beeeem fininhas), pimentão verde sem pele, abobrinha e cebola. Depois dos legumes já assados, ainda levei para a panela e acrescentei um tomate sem pele e sem semente que eu já tinha pronto na geladeira, mas se você quiser, pode incluir o tomate lá no alumínio também, ok? Só que, nesse caso, deixe-o em pedaços grandes – os meus estavam em cubinhos pequenos e se os levasse ao forno eles desmanchariam completamente, e a ideia não é uma massa com molho.

O segredo é regar com bastante balsâmico e deixar os legumes al dente, que é pra fazer um certo croc-croc quando você morder. Eu usei herbes de provence porque eu tinha em casa, mas funciona super bem com bastante orégano e algum cheirinho verde também, ou alecrim quem sabe.

O restante foi cozinhar um penne integral, juntar os legumes com 1/2 xícara da água do cozimento da massa, misturar tudo e servir.

Ah! Eu finalizei com raspinhas de limão siciliano e pimenta do reino moída na hora, mas fique à vontade para acrescentar um queijo ralado, um fiozinho de azeite… de qualquer forma vai ficar delícia, garanto.

E se tiver um vinho honesto para acompanhar, vai ser bacana também :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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Tempero de feijão

Pra mim, esse é o trio imbatível: bacon e alho (muito) douradinhos e louro.

E quando você coloca o feijão cozido nessa mistura e vem aquele cheirinho d.e.l.i.c.i.o.s.o? Afff. Geralmente eu não resisto e já me sirvo logo de uma boa concha de caldinho, antes mesmo dele dar aquela engrossadinha final.

Eu sou louca por feijão cozido na hora, gente. Louca.

E eu sou chata com feijão viu? (só com feijão, Fabiana?) – o meu tem que ser com grãos inteiros, tem que ser bem clarinho, caldinho grossinho e sem cebola :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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Couve de bruxelas ao molho de queijo

Para dar uma cara diferente para aquele manjado refogadinho de legumes, que tal incrementá-lo com um molho de queijo?

Foi o que eu fiz com essa couve de bruxelas, que eu tinha comprado porque estava com preço bom no hortifruti, mas que eu não estava afins de comer na versão salada e nem tampouco só refogadinha. Ataquei de molho de queijo e ó… ficou delícia.

Primeiro eu cozinhei a couve no vapor, até que ficasse macia. Depois, numa panela, fiz o esqueminha básico do molho branco – manteiga, cebola ralada, um pouquinho de farinha e leite aos pouquinhos. Com o molho já grossinho, acrescentei uma gema de ovo, mussarela ralada e requeijão cremoso e finalizei com sal, pimenta e noz moscada ralada.

Eu pensei em gratinar, mas minha fome (aquela monstra que aparece de vez em quando na minha vida) achou que só assim já estava de bom tamanho. Você no entanto, polvilhe um pouco mais de queijo por cima da travessa e leve um bocadinho ao forno aquecido – só o tempo de dar aquela ligeira dourada.

A ideia serve para qualquer legume que esteja dando sopa na sua geladeira, e também para escapar do classicão alho e óleo, que é bom mas, vamo’ combinar, cansa né? Dá pra fazer o mesmo com cenoura, abobrinha, mandioquinha, chuchu (aliás, com chuchu fica fantástico), couve flor, brócolis… ou até com todos juntos, porque não? =)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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Kibe assado com trigo integral

Em casa nós adoramos kibe – cru ou assado (frito não rola), é sempre um prato que faço muito. Eu acho super prático, ainda mais por ser prato único e não ter nada complexo na sua execução. Além disso, a verdade é que tenho me jogado com muita força em pratos assados – meu forno anda trabalhando mais do que nunca!

Aqui a única diferença para o kibe assado normal é que ao invés de usar trigo para kibe, usei o trigo integral (Mãe Terra), que eu adoro também em saladinhas. O trigo integral, ao contrário daquele para kibe, vem inteirinho e é bem mais firme. Eu gosto de cozinhá-lo antes de usar na receita – deixo um pouco de molho, cozinho até ele ficar macio e depois uso-o como o trigo comum. Como ele também é maior, uso uma quantidade um pouco menor do que usaria do trigo para kibe.

A receita completinha eu já dei aqui, láááá no comecinho do blog. Dessa vez, foi a minha mãe que o temperou e nem usou creme de cebola, mas caprichou nos demais temperos e usou um pouquinho de tahine.

Para acompanhar, fui de saladinha de mini-rúcula (agora é junto né?) com lascas de gengibre e balsâmico.

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

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Batatinhas picantes com mel e gergelim

Daí que a primeira cerveja feita por mim ficou pronta e estava me esperando para degustação. Momento de fortes emoções, né? Será que ficou boa? Será que vai harmonizar com o prato que escolhemos para a noite (arroz de pato com lichia)? Será que o rótulo ficaria pronto a tempo? (não, não ficou) Será que vai ser a melhor cerveja evAAAr (cof, cof, cof)?

Enfim, eram muitas dúvidas e para sanar todas elas partimos nós sete para uma noite de mulheres, cervejas artesanais (degustamos outros 12 rótulos) e comida boa (pra não dizer excelente, porque né… esse post já está muito pouco modesto…rs).

Como a noite era especial, decidi fazer um belisquete para levar e tentar harmonizar com nossa IPA Sex Symbol que, até onde eu já imaginava, ia ornar (adoro essa palavra) com algo meio asiático, bem temperado e talecousa. Escolhi uma receita que faz sucesso em casa – batatas bolinha douradas e picantes, que receberam mel e gergelim porque eu tinha c.e.r.t.e.z.a que essa seria uma combinação perfect. E foi! Não teve erro.

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Frango Deep Purple

É só um bom peito de frango orgânico cortado em cubos grandes, frito com cebola e alho em óleo de gergelim, levemente flambado com whisky e que depois recebeu um repolho roxo pequeno (também orgânico) cortado em largas fatias (que ficou na panela somente até ficar ligeiramente macio) e um temperinho de sal e pimenta Tabasco.

Mas dai que o seu bem é fã de metal e, em homenagem a ele e ao lindo roxo do repolho (adoooro, piro nessa cor), você batiza o franguinho careta do dia-a-dia com o nome da banda inglesa e sorri feito boba, se achando o grande gênio da cozinha e do trocadilho infame :)

Porque né… a vida também pode ser leve e até uma segunda condenada pode ser mais divertida =)

* post originalmente publicado no Rainhas do Lar

pratos únicos Receitas

Lasanha de mandioquinha, frango e alho poró

Perceberam que eu estou numa fase “lasanha” né? Pois é, estou. Ultimamente tudo que eu quero na minha vida é um prato que eu possa montar, colocar no forno (minha sogra me emprestou o Layr dela – um sonho!) e cuidar da vida enquanto o prato fica pronto. Pratos de forno são práticos demais e para a atual fase da minha vida, só eles me salvam.

De modos que, depois da lasanha de abobrinha, dessa vez eu ataquei de mandioquinha e frango, e criei um dos pratos mais gostosos que rolaram em casa nos últimos tempos. E o preparo? Pá-pum, quer ver?

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