Paella

Essa semana eu pedi uma paella maravilhosa pelo PedidosJá, que acabou me dando coragem de fazer uma em casa.

Paella é um prato que intimida: você vê todos aqueles ingredientes e pensa logo na dificuldade que deve ser fazer tudo aquilo. Mas tenho uma receita super fácil e deliciosa para dividir com vocês.

Esquente 3 colheres de azeite de oliva em uma frigideira grande em fogo médio. Adicione 4 linguiças de peito de frango cortadas em pedacinhos, 2 peitos de frango cortados em cubinhos e cozinhe por 5 minutos, com a frigideira tampada. Na sequência, acrescente 1 pimentão vermelho e 1 pimentão verde picadinhos, e misture com a linguiça e o frango. Tampe novamente e deixe cozinhar por mais 5 minutos, em fogo médio. Coloque 400g de camarão e deixe cozinhar até que eles fiquem vermelhos. Adicione 8 folhas de cebolinha picadas, 1 colher de chá de pimenta chili em pó, um pouquinho de cúrcuma para dar cor, sal e pimenta a gosto. Retire do fogo e mantenha a frigideira tampada por um tempo para que os camarões e a cebolinha continuem cozinhando sem queimar. Reserve.

Cozinhe duas xícaras de arroz, ou orzo, conforme os procedimentos normais da embalagem. Drene a água, e reserve uma boa quantidade desse líquido. Adicione o arroz, ou o orzo, à mistura da frigideira e mexa até que se misturem bem, deixando o prato homogêneo.

A paella está pronta e a água reservada poderá ser usada para deixá-la mais úmida – caso queira. Daí, é só adicioná-las aos poucos até chegar à consistência desejada.

Adicione mais sal e pimenta caso necessário.

Pronto! Agora é só servir e se deliciar com essa paella caseira super fácil. ;)

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Arroz caldoso de frutos do mar

Fabiana, você só pode escolher um único ingrediente para o resto da vida, qual vai ser? Nem vou titubear pra responder: ARROZ!

Eu sou doida por arroz. Quando vou limpar os armários da cozinha é que me dou conta disso – sou praticamente uma colecionadora de arrozes. E talvez por causa disso, aqui em casa não faltam receitas com esse ingrediente. É o caso desse arroz caldoso, que lembra um risoto mas é feito com arroz comum agulhinha ou, como nessa minha versão, com o integral.

Usei mexilhão, camarão, lula e vôngole – uns 200 gramas de cada mais ou menos.  Em uma frigideira coloquei um fio de azeite e dei um susto nas lulas e depois nos camarões. É só temperar ambos com sal e pimenta e colocar (um de cada vez) na frigideira por uns 2 minutos. Depois, tira do fogo e reserva.

Para fazer o arroz basta dourar alho e cebola, juntar o arroz (1 xícara), fritar um pouco e acrescentar 1/2 xícara de vinho branco. Tem que mexer, misturar e deixar o vinho evaporar. Evaporou, junte açafrão em pó, tempere com sal, cubra com água e deixe cozinhar (eu usei arroz integral, por isso fiz o processo na panela de pressão, pra ser mais rápido).

Quando o arroz estiver quase cozido (mais ou menos na metade do cozimento) e ainda restar um pouco de água, é só juntar o vôngole e o mexilhão, tomate sem semente em cubinhos, ervilha e pimentão vermelho picadinho. Mexer para incorporar e deixar o arroz finalizar o cozimento. Antes da água secar totalmente, desligue o fogo, traga os camarões e lulas para a panela, misture, junte salsinha picada, acerte o sal e acrescente pimenta calabresa. O resultado final deve ser um arroz cremoso, com um pouco de caldo ainda – o tomate vai soltar água também e ajudar a deixá-lo molhadinho.

Na hora de servir, regue com azeite.

Taí uma receita de prato único que faz bonito, do jeitinho que eu gosto :)

Arroz com carne e especiarias


Um arroz diferente e muito saboroso, ótimo para servir em ocasiões festivas (tem ocasião mais festiva do que o Natal, hãn? rs). E o preparo é simples, olha só…

A primeira coisa a fazer é um chá de cravo. Ferva 1 xicara de água em uma panela e junte 50gr de cravo. Deixe ferver mais 10 minutos e abafe. Reserve.

Em uma panela leve para fritar com um fio de óleo 500gr de patinho moído duas vezes. Frite até que a cerne comece a grudar na panela e fique bem escura. Junte 1 cebola ralada e continue fritando até que ela murche. Junte o chá de cravo coado e deglace bem a panela, raspando bem a crostinhas que a carne formou. Tempere com sal, pimenta calabresa, 1 colher (sopa) de cominho e uma pitada de páprica doce. Mexa e deixe cozinhar até reduzir um pouco o caldo que se formou.

Cozinhe normalmente seu arroz (essa quantidade de carne é boa para umas 2 xicaras de arroz). Quando ele estiver morno, junte-o na carne moída e mexa bem para misturar. Enforme em uma fôrma de buraco. Desenforme na hora de servir (pode esquentar um pouco no forno) e salpique nozes moídas.

Foi sucesso na minha ceia e acho que vai ser na sua também. Me conta depois? ;)

Jambalaya

jambalaya
Parece uma paella, mas na verdade é um prato da cozinha cajun-creole, típica de New Orleans nos EUA. Prato único super bacana para servir em uma reunião de amigos ou em um almoço em família, Jambalaya é um arroz bem temperado que leva frango, linguiça e camarão, tudo junto. Parece confuso, eu sei, mas te garanto que vira um prato incrivelmente saboroso e que vai fazer sucesso na sua cozinha.

Obviamente eu faço o prato sem medida e também sem muita fidelidade ao original (shame on you, Fabiana!), mas vou (tentar) passar uma base para uma quantidade como essa, que serve 8 pessoas, ok?

O primeiro passo é temperar o frango. Usei peito e cerca de 1kg, mas eu recomendo que você use sobrecoxa desossada sem pele, que fica mais saboroso. Tempere o frango com sal e pimenta calabresa e reserve.

Aqueça a panela (usei uma paellera) com um pouco de óleo e junte 2 gomos de linguiça calabresa defumada cortada em rodelas. Frite até que a linguiça comece a dourar. Então, acrescente o frango cortado em cubos grandes. Agora deixe que que linguiça e frango fiquem douradinhos e então junte 1 cebola picada e uns 5 ou 6 dentes de alho amassados. Doure mais um pouco e junte 1 pimentão vermelho em cubinhos e uma pasta de tempero feita da seguinte forma: no mixer (ou liquidificador) bata 1 xícara de talos de salsão picado, 2 pimentas dedo de moça (sem semente) e tempere com sal, páprica picante, cominho, um tiquinho de canela e pimenta cayena. A ideia é fazer uma espécie de pasta, que você deve juntar à panela.

Feito isso, adicione 1 lata de tomate pelado, 3 folhas de louro, ramos de tomilho e mexa bem para que os tomates se despedacem. Agora, acrescente 2 1/2 xícaras de arroz agulhinha. Mexa, incorpore tudo e coloque mais ou menos 1 litro de caldo de galinha. Mexa, acerte o sal e deixe cozinhar até que o arroz esteja macio, mas ainda al dente. Nesse ponto, acrescente 1 kg de camarão sem casca, limpo (que você já tinha temperado com sal e pimenta). Mexa o arroz para incorporar o camarão, cozinhe por mais 3 minutos somente, desligue o fogo e abafe com papel alumínio por uns 5 minutos.

Na hora de servir, acrescente à panela ramos de tomilho fresco, milho verde cozido e cortado em pedaços pequenos e regue a panela com azeite. Sirva quentinho e com um bom molho de pimenta à parte.

É fácil, não é? Faça e depois me conte se não foi sucesso ;)

* a foto não faz jus ao prato, mas com doze comensais famintos prontos para atacar, uma fotinho rápida no celular foi tudo que me restou (e quase não deu tempo nem pra isso!).

Risoto de risoni com calabresa e ervilha ou “Como não amar Nigella?”


Começo explicando que risoni é aquela massa em formato de arroz, que eu uso muito em sopas e saladas. E, bem… uma massa (que eu amo) em formato de arroz (que eu amo mais ainda) é pra mim praticamente o sinônimo de paraíso culinário. Não tem como eu gostar mais.

Dito isso, não foi de se espantar que outro dia, assistindo o programa Nigellissima eu ficasse em cólicas quando a vi preparando um risoto com risoni que era tão simples, mas tão simples que é daquelas coisas que você vê e tem vontade de levantar do sofá e ir direto para o fogão. Eu não fui na hora, mas a massa-risoto ficou na minha cabeça até que dia desses, no auge de um cansaço insano e quase sem forças para encarar um Cup Noodles, decidi adaptar a receita com o que eu tinha em casa (que não era muita coisa também) e gamei-de-com-força-e-para-sempre.

A receita original leva pancetta, que eu substituí por calabresa defumada, e parmesão, que eu limei porque não tinha em casa. As minhas alterações ficam por conta do caldo de legumes e do vinho branco, porque né… eu também sou filha de Deus. As medidas são cortesia de Nigella, ok? ;)

Em uma panela aqueça um fio de óleo e doure 150gr de pancetta cortada em cubos (eu usei 1 calabresa defumada). Quando dourar, junte 1 dente de alho amassado e doure mais um pouco. Acrescente 150gr de ervilhas congeladas (não precisa descongelar), mexa e junte 250gr de risoni. Acrescente 650ml de água fervente (eu usei um pouco de vinho branco, que deixei evaporar, e depois caldo de legumes), tempere com sal e pimenta, mexa, tampe a panela e cozinhe por 10 minutos, mexendo de vez em quando e acrescentando mais água (ou caldo) se necessário, até que a massa cozinhe.

Desligue o fogo e acrescente duas colheres generosas de manteiga sem sal, 2 colheres de parmesão ralado e sirva em seguida.

A receita serve duas porções mas eu comi sozinha, desculpa. Rá!

Comidinha quentinha e ligeira pra comer debaixo das cobertas, na frente da tv. O tipo de comida que eu definitivamente AMO.

Daí eu sou obrigada a repetir a pergunta do título – tem como não amar Nigella?;)

Charuto de acelga com frango

Eu adoro charuto e, embora minha versão favorita seja com folha de uva (receita aqui ó!), também curto essa variação levinha feita com folhas de acelga e frango desfiado. O preparo não chega a ser muito complicado, olha só…

O primeiro passo é cozinhar um peito de frango – daquele seu jeitinho, com seus temperos preferidos (eu uso cebola, alho, louro, pimenta calabresa e sal) e depois desfiá-lo miudinho. Se quiser dar uns tchans no frango, pode adicionar umas pitadas de curry na hora de cozinhá-lo – fica perfumado e saboroso. Guarde o caldo do frango para usar lá na frente, ok? Aproveite nessa hora para deixar um pouco de arroz de molho na água – aumente um pouco só a quantidade que você usa normalmente em casa pois lembre-se que esse é um prato único.

O segundo passo é aferventar levemente (bem levemente!) as folhas de acelga. O truque é cortar direitinho aquela parte mais grossa, deixando só a parte mais fininha, que vai facilitar na hora de enrolar. Guarde os talinhos mais duros para fazer um refogado picante estilo kimchi ou para colocar na sopa (adoooro acelga na sopa).

Leve ao fogo uma panela grande com água e quando ela ferver coloque as folhas de acelga por cerca de 1 ou 2 minutos – apenas o suficiente para deixá-las maleáveis. Retire da água e passe pela água fria, pra que ela não continue cozinhando, seque as folhas e reserve.

O próximo passo é escorrer o arroz que ficou de molho (uma meia horinha mais ou menos) e juntar nele o frango desfiado. Nessa hora você acerta o tempero, bota mais um bocadinho de sal, de pimenta, uma ervinha se quiser. Misture bem e comece a montar os charutinhos. Basta pegar a folha de acelga, colocar uma porção do recheio de arroz e frango em uma das pontas e ir dobrando, tomando o cuidado de deixá-lo bem fechadinho para que não abra na hora que for cozinhar.

O último passo é refogar alho e cebola numa panela grande, juntar um pouco do caldo do cozimento do frango que você reservou (pode descartar a gordura) e começar a dispôr os charutinhos na panela, um ao lado do outro, bem coladinhos. A ideia é que você forre uma camada bem apertadinha com os charutos e tenha caldo suficiente para cobrí-los. É nesse caldo que eles vão cozinhar e ficar bem saborosos.

Quando o arroz estiver cozido e o caldo já tiver secado, está pronto!

Sirva o charuto e regue-os com azeite no prato.

Parece complicado mas é dois-palitos, juro ;)

Risoto integral de escarola

Eu sempre amei risoto e depois que descobri que dá para fazer versões mais leves e nem por isso menos saborosas, minha relação com o prato virou de amor profundo.

Lá em casa tenho investido muito nessa versão que tem alguns pequenos truques…

1) Substituir o arroz arbóreo pelo integral (do tipo longo);
2) Substituir a manteiga por azeite;
3) Utilizar creme de ricota para garantir a cremosidade;
4) Apostar em um excelente caldo de legumes para adicionar sabor.

Basicamente é isso e o passo-a-passo nessa versão ficaria assim…

A primeira coisa a fazer é um bom caldo. Dá pra usar o tablete, claro gente, não sou eu quem vai limar. Mas, se você quer um conselho, aproveite as hortaliças e legumes que você trouxe da feira e faça seu próprio caldo – é fácil, juro.

Use talos, cascas de vegetais, aquela parte da salsinha e do alho poró que você descarta, enfim… aproveite integralmente tudo que conseguir e adicione alho (só dar uma leve batida nele e usá-lo com casca mesmo), cenoura, salsão (eu odeio, mas se você curte, fique à vontade), um pouquinho de cravo, folhas de louro, pimenta seca (se você curtir pimenta), ervas. A ideia é levar tudo para a panela, cobrir com água  e deixar cozinhando lentamente, por uma hora mais ou menos. Depois, é só coar. Eu faço sem sal porque prefiro, ok?

Feito o caldo, vamos ao risoto…

Eu gosto de cozinhar o arroz integral na panela de pressão – junto 1 xícara do arroz, acrescento o caldo, um pouco de sal e boto para cozinhar. Eu acabo descobrindo o ponto só de mexer na panela, mas geralmente depois que pega pressão é rápido mesmo. Se você tiver dúvidas, prepare o arroz com as medidas e tempos sugeridos na embalagem.

Para fazer essa receita, cozinhei o arroz e quando ele já estava cozido, mas ainda restava um pouquinho de caldo, acrescentei a escarola picada grosseiramente. Veja bem, como usei uma folha e queria que ela ficasse crocante, deixei para juntá-la bem no final mesmo, quando já estamos nos finalmentes da preparação.

O toque final vem por conta do creme de ricota, que adiciono no finalzinho (como se fosse aquela manteiga final que vai no risoto tradicional, sabe?). Eu uso pouco, só o suficiente mesmo para dar uma certa cremosidade. Depois, é só acertar o sal e  juntar ervas frescas picadas, se você quiser.

Para servir, vale um fiozinho de azeite e uma pimenta do reino moída na hora.

Como esse mesmo modus operandi, dá para fazer o mesmo risoto com outros tipos de folhas (rúcula, agrião), dá para incrementar com tomate cereja, mussarela de búfala… fica muito gostoso com ervilha torta, com muito alho poró… pode-se acrescentar mandioquinha ou abobrinha ou pimentão ou berinjela … enfim, dá para usar diversos ingredientes leves para compôr o seu risoto e, garanto, vai ficar delícia de qualquer jeito ;)

Então, corre aqui e me conta depois como ficou sua versão integral de risoto e se você não a.m.o.u esse modo mais leve de degustar essa delícia? Fechou? ;)

Baião de dois

É muito ♥ que tenho pela mistura arroz + feijão. Imagina então um prato que leve os dois assim,  juntinhos?

Existem duas receitas que conseguem essa façanha – o prato de origem cubana chamado Moros y Cristianos (qualquer hora eu ensino aqui) e o nosso brasileiríssimo, e não menos gostoso, Baião de dois. E ó, se eu te contar que esse meu baião não ficou NADA a dever para o da daquele chef famoso lá da Vila Medeiros, você acredita? Pois foi isso mesmo – arrasei, arrasei e arrasei no prato e vou te contar como foi a paradinha. Vem comigo?

Bom, tem três coisas que você faz antes de começar a fazer o baião (relaxa, não é nada complicado). São elas:

1. Dessalgar a carne seca, cozinhá-la e desfiá-la. Eu optei por usar a da Vapza, que já vem prontinha e fofa sem trabalho nenhum. Reservar

2. Preparar um arroz branco (cerca de 2 xícaras) do seu jeitinho de sempre ou, se quiser incrementar, usando caldo de galinha ou legumes no lugar da água. Reservar.

3. Cozinhar o feijão fradinho (umas 2 xícaras mais ou menos) até que ele fique macio – sem deixar passar do ponto, combinado? Reservar.

Agora é a hora de começar a fazer o Baião… Em uma panela leve 100gr de bacon em cubinhos para dourar, acrescente 100gr de calabresa picada e doure também. Descarte a gordura que sobrou na panela, junte um pouquinho de manteiga de garrafa (se não tiver, ok) e refogue alho e cebola (capriche!). Junte tomate sem semente picado (eu usei tomate cereja) e deixe que ele dê uma ligeira amolecida. Acrescente pimenta dedo de moça picadinha (descarte as sementes para suavizar a ardência!) e a carne seca desfiada (300 gr). Mexa bem e acrescente o arroz e o feijão fradinho.

Pronto! Agora é hora de acertar o tempero (sal e pimenta), juntar um bom punhado de coentro picado, um tantinho de manteiga de garrafa (se não tiver, pode usar manteiga comum ou até mesmo azeite) e finalizar com cubos de queijo coalho. Misture tudo e sirva.

Eita, que prato gostoso, viu? Faz e depois me conta… garanto que vai ser sucesso ;)

Risoto de frango e cream cheese

Risoto né? Aquela coisa… bons ingredientes e um pouco de imaginação e… voilà!

Foi o que aconteceu aqui. Eu tinha arroz arbóreo, filés de frango temperados e um cream cheese light. Uns tomatinhos cereja na geladeira, um manjericão da horta e… pimba! Risoto d.e.l.i.c.i.o.s.o esquema dois-palitos.

O passo a passo básico de risoto já tem aqui ó. Tudo que fiz foi grelhar os filés de frango e cortá-los em cubos, juntar no risoto no finalzinho do cozimento (reservando alguns pedaços para finalização) e, no lugar do parmesão e da manteiga, juntei o cream cheese.

Já no prato montei o risoto, finalizei com os cubos de frango, tomate cereja, majericão fresco e pimenta do reino moída na hora.

Pense num risoto bom? Então. Já ouviu aquele ditado… “se não tem tu…”

Salada de 7 cereais, lentilha, frango e cebola frita

Um prato delicioso, prático, e que pode ser feito com reaproveitamento – não é tudo que a gente quer?

Aqui usei um restinho de lentilha cozida, que restou de uma salada; um pouco de 7 cereais cozido apenas em água e sal; um filé de frango grelhado e cortado em tiras e um pouco de cebola frita, que eu particularmente adoro (apesar de não ser a coisa mais leve do mundo).

Basta juntar tudo em um travessa grande e temperar. Usei também uma cenoura ralada e um pedaço de pimentão verde bem picadinho, além de sabor, ambos agregam cor ao prato e… bem, cor é importante!

Misturei tudo muito bem e temperei usando sal com lavanda (óbvio que você pode usar o comum), azeite e pimenta do reino moída. Finalizei com coentro picado e pronto!

Prato único, com grãos, vegetais e proteína, como deve ser uma boa refeição. Bom pra comer morninho ou mesmo frio, para refrescar os dias mais quentes, e ótimo para levar para o almoço no trabalho (uma marmita também pode ter seu charme, como não?).

Paella vegetariana

Quando  a Bunge  Brasil me convidou para testar o novo azeite Cardeal eu fiquei logo animada. Quem me conhece sabe que sou uma grande consumidora de azeite – passei a usar há anos em minha cozinha e hoje é um companheiro inseparável nas minhas receitas. Logo, era de se esperar que eu tivesse grandes expectativas com o produto. Felizmente não me decepcionei.

As duas versões do azeite extra virgem  de origem mediterrânea (Espanha) tem  0,3% e 0,5% de acidez e passaram com louvor no meu “teste do pãozinho” (sabe né? não tem jeito mais gostoso de testar um azeite do que com um pãozinho bem simples e nada mais) e são excelentes opções para sua cozinha.

A versão com 0,5% de acidez é ótima para o dia a dia e vai bem em saladas e peixes. Já o de 0,3%, extraído ainda na fase de matura das olivas, é mais nobre e pode ser usado naquele prato especial – fica especialmente bom com carnes vermelhas e queijos fortes… eu diria que esse é aquele azeite que você usa quando quer arrasar muuiiito, sabe? ;)

Junto com os azeites, recebi também o excelente livro  Portal Mediterrâneo – O azeite nas culinárias espanhola e marroquina, e foi com uma receita tirada dele que usei o azeite 0,5% … e olha, uma receita surpreendente, viu?

Paella de vegetais

Você tem vontade de servir um prato bacana para aquele parente ou amigo vegetariano, mas acaba sempre apelando para uma segura (e sem graça) massa. Ou então, tem vontade de fazer uma paella mas tem aquele parceiro que não curte frutos do mar?

Pois é, como me encaixo na opção 2, me entusiamei muito quando vi essa versão só com vegetais. E, quer saber? Achei sensacional, de verdade. Além de muito saborosa, essa versão é bem simples de fazer, olha só…

Ingredientes:

100 ml de azeite de oliva extra virgem (0,5% de acidez)
1 alho poró cortado bem fininho
1 couve flor cortada em pequenos buquês
100gr de vagem cortada em pedaços
60g de favas verdes frescas descascadas (eu não tinha)
70g de pimentão vermelho cortado em tiras finas
120gr de ervilhas frescas
200gr de cogumelos Paris frescos
100gr de tomate maduro triturado (usei tomate pelado)
½ limão siciliano cortado em gomos (com casca)
1 colher (chá) de alho picado fino
1 colher (chá) páprica doce
1 pitada de açafrão (em pistillos ou pó)
alecrim – um ramo pequeno
200gr de arroz
1,2 l (aproximadamente) de água (usei caldo de legumes)
sal e pimenta a gosto

Aqueça a paelleira (se você não tiver, pode usar uma frigideira grande, funda e larga, como a minha) e acrescente metade do azeite. Junte o alho poró e frite até que ele comece a murchar.

Acrescente a couve flor, a vagem, as favas e o pimentão e deixe tudo dourar bem. Junte as ervilhas e os cogumelos  e refogue bastante. Tempere com sal e pimenta (se for usar caldo, cuidados com o sal!).

Quando tudo estiver bem refogado, abra um espacinho no centro,  acrescente mais um pouco de azeite e frite ali o alho picadinho, até que ele fique dourado. Junte a páprica, o tomate triturado e o acafrão, misture bem e refogue.

Junte a água (ou caldo) e cozinhe tudo em fogo médio por aproximadamente 30 minutos. Coloque o arroz e espalhe-o uniformemente. Junte o ramo de alecrim e cozinhe até o arroz ficar macio.

(obs: eu inverti esse processo – depois que meu refogado estava pronto, juntei o arroz e só então o caldo, e cozinhei até que ele estivesse macio e deu super certo também)

Depois de pronto, imediatamente acrescente o azeite restante e coloque o limão com a casca para baixo, com a paella ainda quente.

É só servir e esperar os elogios – e eles virão, viu? Aos montes :)