sh Category Archive for "delírios e outros bichos" | Pimenta no Reino

Bodas de pluma*

Seis meses de obra.

Seis fucking meses de mão de obra entrando e saindo de casa, quebra-quebra, latas de tinta espalhadas, dinheiro e mais dinheiro indo embora, alergia em grau nunca antes atingido, enfim. Seis meses.

Nada não, só queria compartilhar com vocês esse momento :)

***

nota 1: meu humor está inexistente

nota 2: minha gastrite está atacada

nota 3: São Pedro não tá colaborando

nota 4: na verdade, são bodas de pluminha, mas né… pluminha é demais, até pra mim *

 

Diário da Reforma – Are you there God?

Eu ia contar os babados todos, as aporrinhações (que têm sido muitas), o trililis e os nhenhenhens, mas né… uma foto vale mais do que mil palavras.

Paredes e lajes sendo cortadas, pintura parada, instalação de escada atrasada em uns… muitos dias, conta bancária falida, paciência esgotada, chuva, prestadores de serviço atrasados, entregas perdidas, orçamentos de mais de três dígitos, coisas que não funcionam, coisas que quebram, lojas de material de construção, pó, lama, cães encardidos, caixas e caixas para abrir…

No meio do caos, montei uma árvore linda, com pimenta vermelha, maçãs, tomates, lacinhos de bolinhas… uma guirlanda escândalo de fofa e, seDeus quiser (oremos!) consigo até botar as luzinhas no jardim essa semana.

Ah, o jardim! Tá lindo. E isso, meus caros, é o que me deixa feliz no momento <3

Para o alto e avante! (mas para ir pro alto preciso que instalem minha escada!!!!!! rá!).

p.s: pra piorar, uma semana depois de mudar tive um acidente de carro com uma moto… eu e o motoboy estamos bem, mas tô sem carro e vou morrer com a franquia do seguro. Tá difícil, Brazew! :))))))

Diário da Reforma – A dor e a delícia

Voltei!!!

Me mudei no sábado passado!

– Ainda estou mergulhada em caixas e mais caixas;
– Fiquei um dia sem tomar banho porque não sabia onde estavam encaixotadas as toalhas (isso porque etiquetei TODAS as caixas!);
– Perdi diversas taças na mudança (e isso porque embalei uma a uma no plástico bolha);
– Meu marido surtou porque encaixotei a caixa de remédios e ele teve uma crise de renite;
– Meus cachorros estranharam na primeira noite mas agora parece que estão mais ambientados;
– O portão novo JÁ deu defeito (gente!);
– A NET instalou um telefone que não funciona;
– Minha janela nova da cozinha ficou LINDA mas descobri que o sol que bate lá durante a tarde é capaz de bronzear uma pessoa albina (nota mental: cozinhar de filtro solar);
– O piso ficou linnnnndo! Um laminado bisotado muito fofo (atendimento excelente e preço bacana: Pré Finito Pisos, corre lá!)
– Meu pintor-faz-tudo salvou minha vida umas… 37 vezes já! Pau para toda obra, bom humor… precisando de um cara bom aqui em SP? O nome dele é Javalci e ele tem preço bom (mas só está disponível depois que acabar a minha obra, han?);

A dor…

Me mudei sem terminar a obra. Tá ok, foi loucura, EU SEI! Mas gente! Eu TINHA que mudar, e nem sempre nessa vida a gente consegue fazer o ideal, não é messss? ;)
Ainda vou derrubar parede, instalar escada e fazer o diabo. Deus me defenda e me dê forças! E Nossa Senhora das Hérnias Instigadas que me acompanhe :)

A delícia…

Tenho um fogão novinho e já fiz Miojo nele! (nem venham com chicotinho!)
Comprei um 6 bocas – por informações de várias pessoas que tem o de 5 bocas, acabei achando que o de 6 me atenderia melhor. O gás na casa nova é de cilindro e o bicho tá potente que só!

Ah! Minha mãe hoje cozinhou arroz, feijão e moela (um dos meus cardápios favoritos dessa vida) no meu fogão. Dá pra dizer que foi ELA quem o estreou, né? Eu já fui melhor. Acho. Rá!

#ficaadica
NUNCA escolha a cor externa da sua casa TODA pelo site da empresa de tintas. NUNCA! Eu achei que minha casa seria verde azulada e descobri que de azul a tinta não tem nada. Ou seja, morarei numa casa verde, praticamente uma palmeirense (segundona ainda! Cruzes! rs).

Compre uma latinha pequenininha para fazer o teste e só então compre os galões grandes. Esse é o ideal, mas… como eu disse, eu tô longe de fazer o que é ideal :(

Vou mentalizar: verde é loosho! :)

Tchau! Eu volto!

Fogão novo

Preciso comprar um fogão novo para a casa nova e estou surtando.

Um ou dois fornos? Com ou sem grill? 5 ou 6 bocas? branco ou inox?

Afff! saudade do tempo em que eu só tinha que escolher se queria o fogãozinho rosa ou branquinho, para cozinhar com minhas panelinhas de plástico :)

*suspiros*

Diário da reforma – Faça-se a luz!

Deus disse: “Façase a luz!” E a luz foi feita. (Gênesis 1,3).

Pois é, mas aqui entre os mortais a coisa não é tão assim tão simples. Aliás, não é NADA simples…

1. Fiação, iluminação, aterramento e outros bichos
“Olhe Fabiana, você vai ter que trocar essa caixa de força, visse?”. Com essa frase fui recebida na obra ontem. Gelei.
E lá vem os dois sujeitos me contarem que a fiação é obsoleta (veia demais, nas palavras deles), que tem que trocar a caixa, o painel, que tem coisa mais moderna, que aquilo é perigoso, que pode dar um curto, que a casa pode pegar fogo (gente!!!!!), que tem que aterrar não sei o quê no jardim da frente, que isso tem um custo por ponto, que cada ponto custa uns 50 pilas em média, que não se usa mais aquele tipo de fio, que eu deveria trocar tudo….

PÁRAAAAAAAAAAAAAAAAAA TUDO!

Fiquei zonza com tanta informação, tanto “tem que”. Pergunto o que tem que ser feito com mais urgência e o que pode esperar. Um olha pro outro, coçam o queixo e mandam: “melhor fazer tudo de uma vez”. Ah tá, claro… o melhor é sempre o melhor, mas né… quando a gente não dá conta do “melhor”, tem que ter uma alternativa, um plano B, não tem? “Tem não, Fabiana”, ele me responde.

Capoft!

Segunda-feira o eletricista vai lá fazer um orçamento geral, mas já me adiantaram que fica uns “oitcho mil tudo”.

Capoft X 10!

O que aprendi:
– poucas coisas são mais assustadoras do que um pedreiro fazendo previsões apocalípticas;
– “quebrar” é uma palavra que sai fácil da boca do povo de obra

2. Contra piso
O taco podre ainda não saiu todo – retirar aquilo é uma treta! – mas já mandei fazer o contra piso na segunda. Descobri que na retirada dos tacos a lareira, que é de mármore branco, acabou ficando “frouxa” e vai precisar ser assentada direitinho. Encomendei areia e cimento e aceitei o orçamento desse serviço extra, o contra piso (lá se vão mais milhares de dilmas).

Optei pelo laminado por causa principalmente do local. Vou morar numa região mais fria e acho que o laminado vai ficar mais aconchegante. Só não decidi ainda qual será, mas vou olhar as amostras na segunda-feira lá na Pré-Finito. Minha amiga indicou um laminado novo, que é bisotado e imita muito bem uma madeira de verdade. Parece lindo e eu fiquei empolgada. Veremos.

*notas mentais*
– esqueci de calcular um ponto de luz da sala na hora de comprar as luminárias – parabéns pra mim!
– preciso encontrar uma moldura antiga, bem grande, para receber um espelho;
– mandar pintar uma área na churrasqueira com tinta de lousa;
– verificar se o jardim tem tomada – se não tiver, providenciar – afinal, quero um jardim cheio de luzinhas no Natal;
– você vai conseguir mudar antes do Natal, Fabiana?
– conciliar a ação de Natal e a festa das crianças carentes com a reforma, a mudança… será que minhas úlceras resistem a isso?
– retirar as plantas venenosas do jardim ANTES da mudança e dos cachorros entrarem lá

*** O pedreiro acaba de ligar e avisar que manhã não vai pra obra porque não vai dar. Ah tá.

Saldo
dias de reforma: 05
noites mal dormidas: 04 (culpa das contas que não fecham na minha cabeça e das 654 cápsulas diárias de Nespresso que ando tomando)
imprevistos: contando com a troca de toda a fiação: 03

Diário da Reforma – Notícias do front

Comecei a reforma que falei e resolvi que vou dividir com o mundo esse momento mágico e sublime (#not). Até porque, sofrer sozinho não é legal, néam? ;)

1. Parede abaixo
Resolvi quebrar uma parede que dividia a sala de estar com um pequeno e inútil escritório. Achei que seria um trabalho ligeiro mas meu pedreiro levou um dia inteiro marretando aquela parede.

O que aprendi?
– quebrar parede é uma coisa tensa (tive pesadelos a noite que a casa caia)
– a moça da caçamba me explicou que em caçamba de entulho não pode jogar lixo e que elas tem diferença de preço – juro que não entendo porque.

2. Piso das salas
Nessa área tinha um laminado medonho e amarelado (urgh) e a antiga proprietária me disse que embaixo morava um taco decorado lindo (mostrou foto e tudo). Me apaixonei e mandei arrancar fora o laminado. Descobri que o taco não foi bem coberto quando da colocação do laminado e … apodreceu. Não tenho mais nem laminado, nem taco, e meu pedreiro disse que vai me cobrar mais pra ter que retirar todo aquele taco podre e esfarelento. Oba. Fora isso agora tenho uma despesa a mais para colocação de outro piso (não consigo decidir entre porcelanato e laminado). Cogitei cimento queimado (que eu amo) mas me passaram orçamentos absolutamente pornográficos.

O que aprendi?
– Murphy é um fdp
– aprender a aplicar cimento queimado e ficar rica em 4, 3, 2, 1…

3. Pintura
Nem começou mas eu já surtei na escolha das cores. Terei paredes turquesas, chocolate e cereja. Que os santos me protejam!

4. Iluminação
Surtei também no Yamamura. Tenho lustres com fio de seda. Rá! Mas esqueci de comprar TODOS os espelhos de tomadas (acho tudo medonho)

Estou mergulhada em um mar de orçamentos – persianas, espelhos, piso, escada, portão interno…

*momento mea culpa*
Fui na Cardeal Arcoverde, comprei dois móveis com cara de vó e encomendei outro com pés palito (anos 50 – adooooro). Isso não estava no orçamento. Shame on you, Fabiana!

*notas mentais*
– esconder os cartões de crédito;
– você TEM que acreditar nos reviews dos consumidores de fogão, Fabiana!
– amarelo gema é ♥
– não ligar para esculhambar a empresa de cimento queimado e não, não perguntar para eles se vai ouro em pó na formulação do produto;
– a persiana romana é fofa;
– quanto será que vale um rim no mercado de orgãos?
– o closet novo tem sapateira para 60 sapatos mas isso NÃO quer dizer que você tenha que ter essa quantidade – ninguém precisa de 60 sapatos, Fabiana!

Saldo:
dias de reforma: 03
noites mal dormidas: 02
imprevistos: 01 (enorme)

p.s: certeza que a moça da foto que ilustra o post recebeu um orçamento de cimento queimado. c.e.r.t.e.z.a

Feliz Natal!

Ufa! Por pouco não consegui passar por aqui e deixar meu desejo de que todos vocês tenham um lindo dia de Natal!

E, conforme prometido, aí está minha árvore de Natal desse ano – um vidro reciclado, pedras do jardim, origamis de tsurus* (e um bocado de ♥ para dobrar todos eles na correria que foi esse final de ano) e um galho seco.

Feliz Natal, queridos!

*tsuru significa garça, em japonês.
O tsuru também simboliza paz, sorte e longevidade e fazer mil origamis de tsuru, o chamado semba tsuru, significa um desejo a ser realizado: a recuperação do doente, a felicidade do casamento, a obtenção de um emprego. E até hoje, por causa desta crença, quando se pretende conseguir um objetivo os japoneses costumam fazer semba tsuru e ao final dos mil tsurus, o desejo costuma ser realizado.

A melhor receita para um mundo em mudança


(foto: Acritica.com)

Porque ninguém vive só de comida…

Essa é a época de fechar nosso próprio balanço (balanço da nossa vida, sabe?), rever as atitudes, repensar as ideias e traçar planos. Mais do que isso, essa é a época em que sempre pensamos em mudança… mudança que não vem só com a troca do calendário de cima da mesa, mas aquela que a gente planta dentro de nós mesmos, todo final de ano. É certo que nem sempre damos conta de colocar as mudanças desejadas em prática no ano que começa, mas pra mim, sempre que plantamos esse desejo dentro de nós já demos o primeiro (e talvez mais difícil) passo para que elas se realizem.

O texto é do site Slow Food Brasil, da bióloga Marina Vianna Ferreira e vale a pena parar cinco minutinhos para lê-lo.

A melhor receita para um mundo em mudança

Todo cozinheiro já passou pela situação de se deparar com a falta de um ingrediente bem na hora de preparar um prato para os convidados. Quem nunca trocou manteiga por óleo (ou vice-versa) no preparo de um bolo? Ou substituiu creme de leite por um leite engrossado? Atire a primeira pedra quem jamais teve que dar um jeitinho de última hora para manter as características essenciais do prato a ser apresentado.