Pão de ervas

Recordar é viver, já dizia minha avó. E foi cheia de boas recordações e saudades que assei esse pão de ervas. Enquanto perfumava a casa toda, lembrei de bons tempos de Rainhas do Lar onde essa receita fez sucesso durante muito tempo. Enviada por uma leitora querida, a receita desse pão passou por muitas e muitas vezes em nossa coluna “Rainhas do Rainhas” e ganhou até diversas variações. Pudera… pão de liquidificador, gente! Tem coisa mais simples e prática?

Então, pra você que chegou agora por aqui, lá vai a receita na íntegra. E, pra você que já me acompanha há tempos e até já reproduziu a receita diversas vezes (ela é assim mesmo, a gente faz uma vez e depois não larga mais), meu xêro de saudade com gostinho de Rainhas :)

Receita de Pão de Ervas

Bater no liquidificador 3 ovos inteiros, 2 xícaras de água, 200 ml de óleo, 4 tabletes de fermento biológico, 3 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de sopa de sal, 4 galhos de salsinha com talo, 4 galhos de cebolinha, manjericão (a gosto, ou seja MUITO, ainda mais pq é erva do amor!!!), orégano (à vontade), 1 dente de alho e 1 cebola pequena.

Em um recipiente separado colocar 5 xícaras de farinha de trigo e ir jogando a mistura batida no liquidificador aos poucos (no velho estilo buraco no meio e rodando a colher de pau aos poucos).

Deixar crescer por 1 hora (cresce muitoooo, pudera com 4 tabletes de fermento!). Depois colocar em forma de pão untada e enfarinhada. Dependendo do tamanho da sua forma, a receita rende 2 ou 3 formas. Asse por uns 40 minutos ou até  que esteja douradinho e não se assuste se a vizinha vier perguntar que cheiro maravilhoso é esse saindo da sua cozinha :)

(prontinho para assar)

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Já dei meus pitacos nessa receita, neste post aqui ó

Meu amor eterno a Andrea Espínola, a rainha suprema dessa receita :)

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E pão sem sova, daqueles que você pode manter na geladeira e assar aos poucos, pra ter sempre pão quentinho à mesa?
Sonho né? Então para de sonhar e corre lá no Blog da minha amiga Dadivosa que ela entrega o ouro todo, com truque, segredo, dica… serviço completo. VAI LÁ!

* mais um post da Série “Existe Amor no Mundo Blog”:) 

#gênio

Mini pãezinhos com um creme e um ovinho… não é um charme?

Vi a foto no Pinterest e fiquei pensando na execução – eu faria assim: Um creme branco com bastante queijo (pode até ser ricota ou parmesão), retira as miolos dos pãezinhos, coloca um bocadinho do creme, quebra um ovinho por cima, tempera com sal, pimenta e umas ervas e leva ao forno até o pão ficar douradinho e a clara do ovo ficar mais firme (a gema vai ser molinha mesmo!).

Adorei isso!

Foto: Pinterest

Focaccia ligeira

Ligeira porque não tem aquela coisa de sovar por hooooras e depois descansar por hoooras e todos aqueles quetais que envolvem massas desse tipo. Aqui, você mistura tudo, espera a massa crescer na forma mesmo e depois forno. Pronto! Não é uma massa fofa, não é a massa mais perfeita do mundo, mas é uma delícia e uma mão na roda quando você precisa de um lanche vapt-vupt – e todo mundo sabe que eu sou fã do vapt vupt, certo?

Use uma tigela grande e coloque nela 900gr de farinha de trigo. Faça um buraco no meio e vá acrescentando 1/2 litro de água morna onde você já deverá ter dissolvido 75gr de fermente biológico com 1 colher (chá) de sal e 1 colher (sopa) de açucar. Comece a misturar tudo e acrescente 1 ovo. Agora, transfira a massa para uma superfície enfarianhada e sove apenas o suficiente para obetr uma massa bacana, homogênea.

Leve a massa para uma assadeira anti-aderente (se usar a comum, pincele com azeite), abrindo com os dedos para forrar toda a superfície da assadeira. Deixe a massa descansando lá quietinha até que tenha crescido um bocadinho.

Quando ela tiver crescido, leve ao forno em uns 200ºC por 15 minutos. Enquanto isso prepare a “cobertura” da sua focaccia. Passados os 15 minutos, espalhe a cobertura que você escolher e retorne ao forno por mais un 7 minutinhos.

Na minha usei tomate cereja picado, alecri, orégano, pimenta calabresa e flor de sal. Temperei bem e finalizei com uma mussarella que estava na geladeira. Mas ó, só alecrim e sal grosso já fazem uma focaccia ficar deliciosa, viu?

Pra comer quentinha, morna ou mesmo fria (eu prefiro).


(orna com café e com suco, mas também orna com cerveja que é uma beleza!)

Pão de batata recheado

Fazer pão não é a minha especialidade, mas essa receita do Edu Guedes me surpreendeu pela facilidade e pelo resultado – não precisa de sova e vira um pão enorme de lindo e super saboroso.

Para preparar a massa…

Bata no liquidificador: 4 tabeles de fermento biológico fresco (60gr), 1 colher (sopa) açucar, 1 pitada de sal, 3 ovos, 1 e 1/2 xícara (chá) de leite, 1/2 xícara de água morna, 4 batatas cozidas espremidas, 2 colheres (sopa) manteiga, 1/2 xícara de óleo.

Transfira essa mistura para uma tigela e acrecente aos poucos 1 kg de farinha de trigo, até que a massa desgrude das mãos. Deixe descansar por 30 minutos.

Após 30 minutos, divida a massa em duas partes e abra cada uma com um rolo. Espalhe o recheio e enrole como rocamboles. Pincele cada pão com uma gema batida e polvilhe queijo parmesão ralado.

Coloque em assadeira untada e leve ao forno médio (180ºC) preaquecido por cerca de 35 minutos (precisei de um pouco mais de tempo) ou até que doure.

Para o recheio…

Misture 4 tomates picados sem pele e sem semente, 3 xícaras de queijo mussarela ralado, 1 colher de azeite de oliva, 10 azeitonas verdes picadas, 1 colher de orégano, salsinha, sal e pimenta a gosto.

Nem preciso dizer que aqui cabe uma infinidade de recheios né? Só usar a imaginação ;)

Ok, as férias acabaram, eu sei… mas vai me dizer que você não ficou doidinha pra se jogar nesse pão no próximo final de semana. Vá com fé que a receita é supimpa! :)

Rosca de coco

Férias, comilança, criançada toda em casa (e elas precisam ser alimentadas, certo?) e você já cansou de fazer aqueles bolos de sempre? Que tal então uma rosca?

Eu sempre via aquelas roscas lindas na padaria e achava que era difícil demais da conta fazer aquilo em casa. Até que caiu nas minhas mãos uma revista de receitas do Edu Guedes (meu novo queridinho…rs) e eu pensei “por que não?”. Daí juntei a força, a coragem e uma caixa com produtos Ducoco que tinha recebido para experimentar e me joguei  nessa receita, que aliás é simples, acredite.

Para a massa…

Em uma tigela misture 1 e 1/2 xícara (chá) de água e 2 colheres (sopa) fermento biológico seco. Misture um pouco, acrescente 3 ovos, 1 e 1/2 xícara (chá) de leite condensado, 1 xpicara (chá) de manteiga, misture e vá acrescentando 1 kg de farinha de trigo, até que essa massa desgrude das mãos. Não precisa sovar loucamente não, tá? É só deixar a massa homogênea.
Deixe descansar por 30 minutos.

Para o recheio…

Em uma tigela misture 2 xícaras (chá) de coco ralado (usei metade normal e metade coco queimado), 1/2 xícara (chá) de leite de coco, 1 ovo e 3 colheres (sopa) de açucar.  Misture tudo e reserve – simples assim, sem grandes complicações.

Juntando lé com cré…

Abra a massa em uma superfície lisa e enfarinhada usando um rolo. Tenha em mente que você fará uma espécie de rocambole, ou seja um trem comprido (gente! baixou uma mineira em mim! hohoho!), que depois será cortado.

Tá, abriu a massa, espalhe por cima dela a mistura de coco. Agora comece a enrolar, como se fosse mesmo pra fazer um rocambole. Feito isso, corte fatias grossas  e disponha-as, com o recheio virado para cima, em uma fôrma de buraco de 24cm de diâmetro untada e enfarinhada (minha fôrma tem 24 cm e ainda assim me sobraram 4 fatias, que levei para assar em uma assadeira comum – então, eu sugiro que você tente uma fôrma um pouco maior).

Leve ao forno médio (180ºC), preaquecido, por cerca de 40 minutos ou até que doure.

Retire do forno e, ainda morna, regue com uma caldinha feita com 1 xícara (chá) de leite de coco e 1/2 xícara (chá) de açucar. Dá um brilhinho na rosca, manja? Adoro ;)

Depois é só servir e esperar os elogios ou escutar aquela prima perguntando em qual padaria você comprou! Rá! Tolinha :)

* este post não é um publieditorial

Pãozinho de queijo e tapioca

Dia desses a Lena me convidou para um chá da tarde na casa dela. Mesa posta impecalvemente na varanda, a louça mais linda, flores, os chocolates e os brigadeiros deliciosos que só a Lena sabe fazer, café fresquinho e … esses pãezinhos de tapioca e queijo com os quais, de cara, eu já me atraquei. Gamei, claro. Ô pãozinho gostoso pra acompanhar um café, viu? Deus é mais!

Daí que a Lena, fazendo suas “lenices” de sempre, foi lá na cozinha e me trouxe um pacote da farinha de tapioca, ingrediente principal do pãozinho pelo qual eu tinha me apaixonado. Saí de lá com a ideia da receita que ela me passou durante o café (já que a própria Lena não tem nenhuma medida e faz no olhômetro), o pacote de tapioca debaixo do braço e a determinação de reproduzir em casa aquelas delícias. E assim foi.

No dia que resolvi me aventurar no pãozinho misterioso, passei a mão no telefone e chequei com a Lena mais algumas informações e fui pra cozinha disposta a chegar a uma receita com medidas para passar pra vocês (viram como eu sou moooito boa? rs) – e aqui está ela…

Hidrate 4 xícaras de farinha de tapioca em 2 xícaras de leite morno. Deixe hidratar por uns 40 minutos e, se necessário, coloque mais um tantinho de leite, apenas o suficiente para manter a mistura úmida. O resultado final não deve ser nada muito molhado, ok? Depois de hidratada, junta à tapioca 1 ovo, 2 xícaras de queijo ralado (aqui cabe quase qualquer queijo – eu usei meia cura e parmesão, mas a Lena tb já disse que dá pra usar os suiços e até um pedacinho de algum mais forte, como o roquefort ou gorgonzola – com moderação, claro), tempere com sal (não se esqueça que, a depender do queijo, há que se tomar cuidado com o sal – parmesão por exemplo já é um tantinho salgado) e acrescente 1/2 xícara de polvilho azedo. Bom, eu usei 1/2 xícara, mas fui colocando aos poucos, até chegar na consistência que achei perfeita – não era pra ser uma massa firme, que pudesse ser moldada com a mão, mas também não deveria ser nada muito molenga, pois seria necessário fazer as bolinhas para assar.

Para fazer os pãezinhos eu usei a colher de sorvete, assim, todos ficam com um tamanho parecido e é mais fácil de você dispôr a massa na assadeira. Tá, agora vem uma dica: vocês podem ver que eu usei papel manteiga na assadeira, certo? Não sei porque eu me passei e não untei – resultado: grudou no papel. A Lena usa silpat (que eu até tenho mas que não cabe em nenhuma assadeira minha – rá!) e eu creio que se você não tiver um à disposição, melhor untar a forma pra evitar o que aconteceu comigo, fechado?

Depois de montar os pãezinhos, outro truque: leve a forma ao freezer por uns 15 minutinhos. Pra que? Para que os pãezinhos fiquem firme e a massa não espalhe demais (ó que sabida essa Lena?). Eu segui o conselho da mestra e foi tudo perfeito – a massa não escorreu demais e ficou do tamanho certinho!

Para assar, nada de forno ultra quente! Forno médio pré-aquecido uns 10 minutos e aí é o tempo deles ficarem douradinhos – no meu caso foram 50 minutos em forno médio/baixo.

Ah sim! essas quantidades me renderam 12 pãezinhos.

Para finalizar, uma coisa precisa ser dita. Sabe aqueles casamentos perfeitos da culinária? Então, aqui tem mais um – esse pãozinho quentinho ainda com café fresco? O céu comadre, o céu! :)))

*post originalmente publicado no Rainhas do Lar

Amanteigados

Eu adoro amanteigados desde criança e adorei também receber essa receita da leitora Maria Aparecida Bautista Mascaro. Nunca fiz, mas parece bem simples, não?

Cida, fiquei afins de me jogar nessa receitinha, viu? (adoro receitas que duram décadas!)  Já estou até pensando em usá-la para presentear no Natal (sim minha gente, eu JÁ estou pensando no Natal…muá!). Obrigada por dividi-la conosco e parabéns pelas bodas de rubi!

Boa noite Faby, tudo bem?
Resolvi enviar uma receita muito antiga que está comigo há pelo menos uns 30 anos.
Sempre fez e continua fazendo muito sucesso, são realmente deliciosos.
Em 2009 comemorei bodas de rubi e preparei os amanteigados para oferecer em lugar dos tradicionais Bem casados, embalei primeiro em papel chumbo e depois coloquei em um delicado saquinho de organdí branco e terminei com um laço de fita vermelha, ficaram maravilhosos. Eram maiores que os da foto.
Espero que você e os seu seguidores aprovem.
Um beijo,
Cida Mascaro

Ingredientes

800 gramas de farinha de trigo
Uma e ½ xícaras de chá de açúcar
Meio quilo de margarina sem sal
Doce de leite ou goiabada derretida para rechear

Modo de fazer

Peneire a farinha com o açúcar em uma tigela grande e vá adicionando a margarina. Mexa até a margarina agregar bem obtendo uma massa homogênea que não grude nas mãos. Abra um saco plástico grande a coloque um pouco da massa. Dobre o plástico e com a ajuda do rolo de macarrão, abra até obter uma espessura de mais ou menos um milímetro. Com um cortador redondo ou com a boca de um cálice, corte as rodelinhas e vá colocando em assadeira sem untar com uma distância pequena entre elas. Leve para assar em temperatura baixa, quando estiver quase dourados por baixo, retire do forno. Não pode dourar por cima senão ficam amargos por conta da margarina.

Retire logo da assadeira senão grudam quando esfriam.

Unir com o recheio preferido, passar no açúcar de confeiteiro e guardar em potes bem fechados.

Meu açúcar de confeiteiro:

Bater no liquidificador duas xícaras de chá de açúcar comum e uma de maisena. Fica perfeito e não altera o sabor. Ficam lindos e deliciosos.

Pão de malte

Em toda brassagem que fazemos, o malte que sobra da cerveja é dividido e cada uma leva pra casa o seu saquinho. Eu já tinha outros três no freezer, mas ainda não tinha me aventurado em uma receita com eles. Até que… me enchi de fé e coragem e encarei uma receita de pão! (justo eu? que sou o desastre da sova?) Tudo para não desperdiçar o lindo bagaço de malte da nossa última empreitada – uma dry stout (batizada de Holiday, em homenagem à Billie).

Eu não saberia dizer como substituir o bagaço do malte nessa receita, até porque vale lembrar que ele foi moído e cozido por um bom tempo durante a brassagem, mas prometo que vou pesquisar a respeito. Então, se você conhece alguém que faça cerveja (tem muita gente, pode apostar), já pode ir lá pedir um pouco de malte que sobra da mosturação – cervejeiros em geral são sempre muito generosos :)

E o bom dessa receita (do blog Pão e Cerveja) é que ela é simples de fazer – tudo numa tigelona, sova, deixa crescer e pronto. E o fermento é o biológico seco! Ufa! Sim, porque parece que meu problema é mesmo com o fermento fresco.
E o aroma é fantástico! Isso quentinho, com uma manteiguinha e café fresquinho…pfff (eu comi um pão inteiro assim que saiu do forno, abafa!).

A receita…

Cookies de chocolate com gotas mais chocolate dentro

Veja bem, era pra ser cookie com gotas de chocolate, mas… quem disse que eu achei as gotas naquele dia? E eu também não podia esperar –  os biscoitos eram presente para uma amiga que tinha acabado de perder alguém querido e, ainda que biscoitinhos não sejam exatamente a minha especialidade, eu tinha que fazer os cookies, com ou sem gotas de chocolate, porque sabia que eram os preferidos dela :)

A receita veio do livro Chocolate (Pía Fendrik) da coleção que ganhei da Ana Paula e eu alterei pequenas coisas…

Biscoitinho de nozes

Uma coisa é certa a meu respeito: desde que eu e a Katita inauguramos essa cozinha eu passei a me arriscar muito mais na cozinha e isso se deve muito a essa troca de experiências culinárias tão bacana que rola aqui no universo dos blogs de comer. É verdade que eu sempre fui uma criatura aventureira no comando do fogão mas ultimamente sinto que perdi os meus limites… hohoho. Quer uma prova? Esses biscoitinhos aí da foto.
Eu explico.

O lance é que eu não sou amiga dos doces e da arte das coisinhas meigas e açucaradas, isso não é novidade para ninguém. Todo mundo por aqui já sabe que meu romance é mesmo com as panelonas, as comidas fumegantes e mui temperadas e que os doces quase sempre são renegados por mim e deixados em segundo, terceiro, quarto plano.
Tá, daí eu acho que fazer biscoitinhos é o ápice da aptidão doceira que uma criatura pode ter. Biscoitinhos são coisinhas pequenas, miúdas, frágeis e que comumente desmanchan na boca, o que já me causava calafrios de imaginar que mãos delicadas seriam necessárias para seu preparo.

Pois bem, mas agora que eu sou uma grande aventureira, enchi os poros desse espírito desbravador e dei o primeiro passo para quebrar o medo dos pequenos biscoitos – comprei muitos conjuntos de cortadores e fui à caça nos meus livros em busca de receitas que me fizessem estreá-los.

Aí é que começou todo o problema. Eu tenho problemas com medidas e sou muito, muito desobediente no trato das receitas. O tal espírito desbravador me fez acreditar que eu poderia, por conta própria, inventar o meu próprio biscoito. Vejam só, além de desobediente eu sou muito atrevida :)Fui pegando umas receitas aqui, outras alí, elaborando na minha mente maluca uma mistura de todas elas e imaginando o que viria a ser o meu biscoitinho.

Vejamos…

… A primeira receita que me empolgou levava amêndoas e eu não tinha amêndoas em casa.
… Uma outra receita que me empolgou levava araruta, que eu pesquisei e descobri que poderia ser substituída por polvilho doce, que eu também não tinha.
….Algumas receitas de biscoitos pedem que a massa fique na geladeira de um dia para o outro, coisa impossível de acontecer para alguém tão imediatista como eu.
… Outras pediam que o biscoito fosse feito com bolinhas e depois apenas amassados. Oras, mas eu queria usar os cortadores! rs

Foi aí que juntei tudo e fiz os tais biscoitos. Mudei as quantidades das receitas, coloquei nozes, abri com o rolo, deixei pouco tempo na geladeira, assei demais e o que eu consegui com meu atrevimento foi um baita trabalhão. A massa ficou com uma textura estranha, muito molhada por causa do óleo das nozes, eu não consegui abrir direito com o rolo, o que me fez fazer parte do trabalho com a mão mesmo, eu achei por bem acrescentar mais farinha do que tinha planejada inicialmente e ainda deixei que assassem demais, ao invés de seguir o conselho de várias receitas que pediam que os biscoitos fossem retirados do forno quando ainda estivessem clarinhos.

Sabem o resultado? Biscoitinhos deliciosos que derretem na boca (apesar de meio “moreninhos”) mas que deram tanto trabalho que eu sinceramente prometo que da próxima vez vou seguir tintim por tintim a receita :)

O problema agora vai ser passar essa receita pra vocês…ficou tudo tão atrapalhado :(

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar

Pão de calabresa da Dona Vanilda

A receita vem lá de Jundiaí, da mãe da Érica e eu posso atestar que é bom demais, até porque vocês se lembram que eu ganhei um inteirinho só pra mim né? Desculpa aê :)

Ingredientes:
1/2 Kg de trigo
30grs de fermento biológico fresco ou o equivalente em seco (ultimamente só estamos usando o seco com muito bons resultados, com a vantagem de que não estraga)
2 e 1/2 colheres de açucar
2 ovos inteiros
1/2 copo americano de leite
2 colheres de óleo
1/2 colher de margarina

Preparo: misture todos os ingredientes, menos a farinha, no liquidificador.
Coloque a farinha em uma tigela e vai misturando o que foi batido no liquidificador, depois passe para a pia e amasse até não grudar nas mãos (acrescentando a farinha) e abre a massa com o rolo.
Recheie a gosto, no caso deste foi picado: 200grs de musssarela, duas linguiças calabresas, 2 tomates (sem sementes), tomate seco, catupiry, orégano, sal e pimenta do reino a gosto.
Enrrole a massa com o recheio, deixe crescer por 30 min e coloque na forma de pão ou na assadeira.
Antes de assar em forno moderado, pincele com gema de ovo.

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Ah! A Érica avisa que a mesma receita pode ser usada para fazer esfiha ou pastel de forno.
Gracias Eriquinha :)

* post originalmente publicado no blog Rainhas do Lar