Banana assada com chocolate

Sobremesa para churrasco
Eu sempre recebo e-mails com dúvidas sobre o que servir de sobremesa em um churrasco. Pra fugir daquela coisa sorvete/salada de frutas e ainda aproveitar a churrasqueira que já está quente, a partir de agora passarei a dar essa sugestão SEMPRE, porque ó… fica muito bom e você não tem que fazer quase nenhum esforço, olha só…

Faça um corte na banana, sem descascá-la, e coloque nesse corte alguns tabletinhos de chocolate meio amargo (ou ao leite, se você preferir). Eu usei dois tabletes em cada banana (usei nanica), pra não ficar mega enjoado. Depois, embrulhe a banana em papel alumínio (com o chocolate virado pra cima) e leve à churrasqueira por 20 minutos ou até que ela esteja macia. Sirva quentinha – se tiver uma bola de sorvete para acompanhar, melhor ainda.

Minha mente já produziu uma variação possivel: nutella no lugar do tablete de chocolate. O que vocês acham? ;)

Façam e depois venham me contar se não foi sucesso.

Dadinhos de tapioca assados


A receita é do Restaurante Mocotó em São Paulo e já é praticamente de domínio público. Eu mudei fui fiel aos ingredientes mas mudei a forma de fazer – ao invés de fritar, assei. O resultado foi um dadinho crocante por fora, macio por dentro e sem a fritura por imersão.

A receita original na íntegra e meus comentários abaixo.

     Tapioca granulada 250g
     Queijo de Coalho 250g
     Leite quente 500ml
     Sal 8 g (pode variar de acordo com o sal do queijo)
     Pimenta branca 1 pitada

Modo de preparo

1. Misture o queijo ralado e a tapioca e junte ao leite bem quente, mexendo sempre para não formar grumos.

2. Acrescente os temperos e continue mexendo até a mistura começar a firmar.
3. Despeje em uma assadeira forrada com plástico (para facilitar o desenformar) e cubra com papel filme. Deixe resfriar em temperatura ambiente e leve à geladeira por pelo menos 3h.
4. Corte em cubos e frite por imersão a 180ºC até dourar.
5. Sirva com molho de pimenta 
Rende 8 porções 

Eu não sei como é calculada a porção da receita original. Eu dobrei a receita e o resultado coloquei em uma assadeira retangular (25×32) que me rendeu cerca de 50/60 dadinhos.

Para assar, forrei a assadeira de cookie com papel manteiga untado com manteiga (mas pode ser azeite também) e assei em forno 200C por 30 minutos, virando uma vez na metade do tempo.

Para fazer o molhinho de pimenta usei 1 vidro de geleia de pimenta Casa de Madeira, algumas gotas de Tabasco (a gosto do freguês) e uma colher (sopa) de mel. É só misturar tudo e servir com os dadinhos.

Jambalaya

jambalaya
Parece uma paella, mas na verdade é um prato da cozinha cajun-creole, típica de New Orleans nos EUA. Prato único super bacana para servir em uma reunião de amigos ou em um almoço em família, Jambalaya é um arroz bem temperado que leva frango, linguiça e camarão, tudo junto. Parece confuso, eu sei, mas te garanto que vira um prato incrivelmente saboroso e que vai fazer sucesso na sua cozinha.

Obviamente eu faço o prato sem medida e também sem muita fidelidade ao original (shame on you, Fabiana!), mas vou (tentar) passar uma base para uma quantidade como essa, que serve 8 pessoas, ok?

O primeiro passo é temperar o frango. Usei peito e cerca de 1kg, mas eu recomendo que você use sobrecoxa desossada sem pele, que fica mais saboroso. Tempere o frango com sal e pimenta calabresa e reserve.

Aqueça a panela (usei uma paellera) com um pouco de óleo e junte 2 gomos de linguiça calabresa defumada cortada em rodelas. Frite até que a linguiça comece a dourar. Então, acrescente o frango cortado em cubos grandes. Agora deixe que que linguiça e frango fiquem douradinhos e então junte 1 cebola picada e uns 5 ou 6 dentes de alho amassados. Doure mais um pouco e junte 1 pimentão vermelho em cubinhos e uma pasta de tempero feita da seguinte forma: no mixer (ou liquidificador) bata 1 xícara de talos de salsão picado, 2 pimentas dedo de moça (sem semente) e tempere com sal, páprica picante, cominho, um tiquinho de canela e pimenta cayena. A ideia é fazer uma espécie de pasta, que você deve juntar à panela.

Feito isso, adicione 1 lata de tomate pelado, 3 folhas de louro, ramos de tomilho e mexa bem para que os tomates se despedacem. Agora, acrescente 2 1/2 xícaras de arroz agulhinha. Mexa, incorpore tudo e coloque mais ou menos 1 litro de caldo de galinha. Mexa, acerte o sal e deixe cozinhar até que o arroz esteja macio, mas ainda al dente. Nesse ponto, acrescente 1 kg de camarão sem casca, limpo (que você já tinha temperado com sal e pimenta). Mexa o arroz para incorporar o camarão, cozinhe por mais 3 minutos somente, desligue o fogo e abafe com papel alumínio por uns 5 minutos.

Na hora de servir, acrescente à panela ramos de tomilho fresco, milho verde cozido e cortado em pedaços pequenos e regue a panela com azeite. Sirva quentinho e com um bom molho de pimenta à parte.

É fácil, não é? Faça e depois me conte se não foi sucesso ;)

* a foto não faz jus ao prato, mas com doze comensais famintos prontos para atacar, uma fotinho rápida no celular foi tudo que me restou (e quase não deu tempo nem pra isso!).

Espetinho de Coq Au Vin

Recebi um convite da revista Prazeres da Mesa para compartilhar com seus leitores uma receita em comemoração aos 10 anos da revista. A matéria Comilança Virtual está nas bancas na Edição 118/Junho 2013. Nela você pode conferir a minha dica (a receita publico abaixo) e as de outros blogueiros queridos, todos arrasando nas sugestões para os 10 anos da revista.

Eu fui de churrasco, que pra mim tem cara de festa, mas resolvi acrescentar um pouquinho de glamour e levei para o espeto uma receita clássica francesa – Coq Au Vin, ideia pescada no delicioso programa da Chef Rachel Khoo.

Ingredientes (para 6 porções)

3 sobrecoxas de frango desossadas e com pele
6 cubos grandes de lombo de bacon
6 batatas bolinha com casca lavadas
6 rodelas grossas de cenoura
6 cogumelos paris grandes
3 xícaras de vinho tinto
1 cebola picada
3 dentes de alho picados
3 cebolas roxas pequenas
1 colher de amido de milho
1 colher de vinagre branco
2 colheres de manteiga
2 folhas de louro
Ramos de tomilho
Sal e pimenta a gosto
Azeite extra virgem
6 espetinhos de madeira ou bambu mergulhados em água por 30 minutos.

Na véspera, prepare a marinada onde o frango ficará até o dia seguinte.

Em uma panela derreta a manteiga e doure a cebola e o alho, acrescente o tomilho e o louro e mexa. Junte o vinho e ferva por 10 minutos. Coloque em um bowl e deixe esfriar. Quando estiver frio, junte o frango e o lombo de bacon. Tampe e leve à geladeira até o dia seguinte.

Preparo:

Pré-cozinhe ligeiramente as batatas e cenouras em água com sal. Escorra e reserve.

Retire o frango e o bacon da marinada e coe o líquido. Em uma panela, reduza a marinada e acrescente o vinagre. Dissolva o amido de milho em um pouco de água e acrescente, deixando o molho com uma consistência cremosa. Junte o açucar e tempere com sal e pimenta. Reserve.

Montagem dos espetinhos:

No espetinho já deixado de molho em água comece a montagem com um cogumelo, um pedaço de frango (cada sobrecoxa rende 4 pedaços), metade da cebola roxa pequena, o lombo de bacon,   batata, mais um pedaço de frango e finalize com a cenoura.

Na hora de levar os espetinhos à churrasqueira, pincele-os com azeite e asse até dourar.

Sirva com o molho de vinho à parte.

É isso, fácil e bem bonito né? Para harmonizar, nada melhor do que vinho (churrasco também não precisa ter só cerveja, não é mesmo? :)

***

Outras receitas da matéria:
Arroz Caldoso de Gim com Pepino Grelhado, da Dadivosa
Costelinha Braseada, com Angu de Milho Verde e Chips de Jiló e Molho de Pequi, do Sem Medida
Risoto de manga e curry com camarão envolto em bacon, do Diga Maria

Torta fria, um clássico


Se você foi criança nos anos 70 deve conhecer bem essa torta. Feita de pão de forma e recheio e cobertura variados – ora de frango, ora de atum, com maionese, requeijão… cada família fazia sua própria receita, suas variações (tinha gente que fazia ela toda colorida, um arraso!), mas uma coisa era certa: se tinha uma comemoração qualquer – pimba! lá estava ela, quase sempre acompanhada da boa e velha tubaína.

Saudosismo à parte, a ideia de preparar a torta fria dia desses em casa veio de dois fatores distintos… primeiro porque vi no supermercado um pão da Wickbold pronto para essa preparação (com fatias longas e sem casca) e em segundo porque eu tinha um frango assado quase inteiro que tinha sobrado do almoço preguiçoso do sábado e tinha que dar alguma providência. Ok gente, aqui cabe a pergunta de 1 milhão de dólares…

Você joga comida fora?

Respondeu NÃO, né? Ufa, que susto! Porque né, jogar comida fora em dias como esses, só sendo muito da doida ;)

Ok, voltando à torta fria…

Aqui eu fiz dois recheios:

1) Desfiei todo o frango assado e passei pelo processador, com um pouco de creme de ricota. Temperei apenas com pimenta do reino moída e uns cubinhos bem pequenos de pimentão verde, já que o frango assado já estava temperado;

2) Processei cream cheese e cenoura e fiz uma pasta (mas também podia ser salsinha pra ficar verdinho ou beterraba, pra uma torta mais rosada).

Depois, foi só montar: pão + pasta de cenoura + pão + frango + uma camada de agrião + pão + pasta de cenoura + frango + pão. Pronto!

Para finalizar, cobri com purê de batata e queijo parmesão ralado por cima. E, para ficar com a cara da nostalgia, batata palha nas laterais :)

Gela um pouquinho antes de servir e voilà!

Há quem diga que essa torta é cafona. Eu digo que ela tem gostinho de infância <3

Curry Thai


Frango definitivamente não está entre meus ingredientes preferidos – acho sem graça e os cortes que gosto mesmo são aqueles que ninguém curte. Mas uma coisa é certa: quando eu resolvo incrementá-lo… hummmmm, sai de baixo! Porque, gente… dá pra fazer coisas louquíssimas com um peito de frango, não dá?!

Tá, ok… mesmo que você não seja fã de coisas assim tããão louquíssimas (#chatiada), dá também para fazer algo nem tão louco mas muito saboroso, como essa minha versão de Curry com pegadinha tailandesa que transforma aquele franguinho velho de guerra em um prato cheio de sabor e que faz bonito até em uma ocasião especial. Vem comigo? ;)

Aqueles filés de frango já foram picados e lindamente temperados com sal e pimenta, certo? Agora, em uma wok ou frigideira grande, aqueça óleo de gergelim até começar a sair fumacinha. Doure alho bem picadinho, junte a cebola até murchar e acrescente o frango picado (não precisa dourar muito não). Junte tomate sem pele e sem semente, pimentão verde, vermelho e amarelo, tudo picado em cubinhos pequenos. Mexa bem e comece a temperar: aqui usei bastante gengibre ralado e curry, que pode ser o pronto ou a mistura que você fizer (eu geralmente uso cominho, pimenta, coentro em grão, noz moscada, cardamono e açafrão, mas essa mistura varia muito de acordo com o conteúdo da minha gaveta de temperos e meu humor) e sal.

Cozinhe até que os ingredientes estejam macios e o frango cozido (se for preciso, pode juntar um pouquinho de nada de água quente). Enquanto isso, coloque um pouquinho de leite de coco em uma xícara e dissolva nele uma colher de amido de milho e leve à panela. O resultado, claro, é que a mistura da panela vai engrossar ligeiramente. Nesta etapa você estará pronta para acrescentar o restante do leite de coco.

Mexa bem, prove e acerte o tempero se necessário, desligue o fogo e finalize com coentro fresco e cebolinha picada (pode ser generosa!) e esprema o suco de meio limão por cima de tudo, só para dar aquele tchans! Se quiser (eu sempre quero), uma pimentinha fresca picadinha nesse momento também vai bem (uso dedo de moça sem a semente)

Sirva com arroz de jasmim ou arroz branco e veja se isso é ou não é de comer rezando.

De nada :)

[#dica]
Vegetarianos também podem ser felizes apenas substituindo o frango por um mix de cogumelos, como paris, shitake, shimeji, portobello …
Já fiz uma versão dessas e ó, fica incrível também. Podem testar! 

Sobremesa no palito

Quem não tem dotes de confeitaria como eu, também vai gamar nessa ideia de sobremesa rápida, simples e deliciosa.

Fruta no palito + ganache de chocolate. Tem como não amar?

Para fazer a ganache

200gr de chocolate meio amargo derretido, misturado com uma caixinha de creme de leite e 2 colheres de conhaque.

Ganache de Nutella

1 vidro pequeno de Nutella e 1/2 lata de creme de leite. Leve ao microondas por 40 segundos, mexa bem e volte ao microondas por mais 30 segundos.

Na foto aí de cima, o toque especial ficou por conta do corte do morango, mantendo a folhinha… um charme. Abaixo outras ideias, mas a sua imaginação é o limite.


(Imagens: Schanna Uche (Pinterest), Bable.com, Shutterstock, Salma Al-Hasami)

Sanduba de pernil

Gente, pernil né? Tem como não amar MUITO pernil? Não, não tem.

Então, tem aquela coisa de que pernil é só pra Natal, Reveillon, que tem que assar horas e horas, que tem que temperar de véspera… que nada! TYá na hora de acabar com esse mito!

Vai receber uns amigos em casa para tomar umas cervejas e jogar conversa fora? Esqueça o fogão, o risoto, as massas e invista em um pedaço de pernil, pães franceses fresquinhos e seus convidados te amarão para sempre. E você nem vai precisar ficar dando plantão na beira do fogão porque vai preparar o pernil com antecedência e ficar linda e loura só esperando o povo. Olha que batutinha…

Compre um bom pedaço de pernil, levando em conta que o rendimento dele não é muito alto, ok? Tire parte da gordura (se ele já não estiver limpo), coloque um fio de óleo numa panela de pressão e bote o pernil lá (se não couber, pode cortar em pedaços grandes). Agora, deixe o pernil dourar. Vá mexendo, de modo que todos os pedaços ganhem cor.
Quando a carne estiver dourada, comece a acrescentar os temperos: primeiro, bastante alho e cebola, que devem dourar também. Depois, sal e pimenta (eu usei a calabresa), folha de louro, um pitadinha de cominho … mexe tudo, cobre o pernil com água fervendo, fecha a panela e cozinha na pressão por uns 30 minutos.

Quando abrir a panela, a carne deverá estar cozida, já quase sem líquido. Se não estiver cozida, junte mais água e volte para a pressão. O ponto certo da carne é quando vc usa um garfo para mexer e ela se desmancha.

Ok, uma vez cozido é hora de incrementar seu pernil. Junte alguns tomates cortados em rodelas e deixe que cozinhem até desmanchar. Depois, prove o tempero e se for preciso corrija sal e pimenta (se seus amigos forem bravos, pode acrescentar pimenta dedo de moça picadinha sem semente). Por fim, acrescente pimentão e mais duas cebolas cortadas em meia lua. Se for preciso, acrescente um tantinho mais de água, apenas o suficiente para deixar o pimentão e a cebola macios.

Desligue o fogo e junte cebolinha picada, ou cheiro verde, ou coentro, ou manjericão…

Pronto! Agora é só rechear o pão e servir :)


Fácil, prático e delicioso! 

Bolinho assado de siri


(foto: Ingrid Calderoni)

Era dia de envasar mais uma cerveja das Maltemoiselles e, por consequência, era mais um dia de muitas risadas e comilança. Apesar de estarmos nos despedindo de uma confreira, que segue vida nova nazoropa, brindamos muito e comemoramos o sucesso da golden ale (ainda sem um nome oficial). E assim foi.

Para petiscar providenciei esses bolinhos de siri, do livro Canapés. Por serem assados, são super levinhos e acompanham um molhinho simples e bem gostoso, que orna muito com o siri. Coisa rápida, sem sujar panela, dá uma olhada…

Para uns 50 bolinhos…

Em uma tigela misture 500gr de carne de siri, 1 cebola picada, 1 colher de chá de melaço (ou mel), 1 colher chá de mostarda dijon, 1 colher chá de Tabasco, 2 colheres chá de molho inglês, 1 colher sopa de molho Horseradish (de rabanete, que você encontra na seção de importados so supermercado ou no Santa Luzia), suco de meio limão, 3 colheres sopa de maionese.

A ideia é fazer uma massa, como a da foto, que aos poucos você vai dar liga com farinha de rosca… umas 5 ou 6 colheres mais ou menos. Acerte o sal e a pimenta e quando a massa estiver boa pra manusear e fazer bolinhos, está no ponto.

Depois, é só passá-los pela farinha de rosca, levar à geladeira por uns 30 minutos e depois ao forno pré-aquecido a 200ºC numa assadeira untada até eles ficarem…

… assim ó :) – leva uns 15 minutinhos.

Gente, é bolinho feito no forno, então… ele vai assar assim mesmo, sem ficar muito por igual. Não se estresse com isso – ele fica crocante do mesmo jeito e delicioso, sem necessidade de assar demais. Agora, se você fizer questão de fritar, faça-o por imersão, ok?

Aqui, o resultado final (!!!!!) Bolinho crocante por fora e macio por dentro… praticamente só siri e o tempero – sem ovo, sem muita farinha e sem complicação.

Para servir, a sugestão é esse molhinho de mostarda dijon

Misture 4 colheres de sopa de maionese, suco de meio limão, 1 colher sopa bem cheia de mostarda dijon (ou mais, se você curtir mais picante), sal, pimenta do reino e cebolinha picada. É só misturar bem e servir sob os bolinhos e finalizar com tomate sem semente picadinho, ou serví-lo à parte.

Sucesso, viu? Sirva com espumante geladinho em ocasiões festivas – ou não. Afinal, todo dia deveria ser uma festa, né? ;)

Temaki de salmão

Eu ♥ temaki. Não essas invencionices de temaki de carne seca ou de chocolate (socorro!), mas aquele básico mesmo, com salmão e cebolinha (e sem cream cheese ou maionese, pelamorrrr!)…ah, esse eu adoro.

E sabe o que é melhor? Dá para fazer em casa numa boa e nem dá muito trabalho, dá uma olhada…

1. A primeira coisa a fazer é o arroz japonês temperado. Vamos usar uma medida de 1/2 xícara de arroz (para sushi) para fazer 2 temakis, ok? Basta prepará-lo conforme instruções da embalagem e, depois de morno “temperá-lo” com uma mistura de 1 colher (sopa) de vinagre de arroz + 1 colher (chá) de açucar e 1/2 colher (chá) de sal. Faz esse “temperinho” e coloca no arroz, misturando bem.

2. Para 2 temakis, pique 100gr de salmão fresco e limpo em cubos pequenininhos e acrescente cebolinha picada a gosto.

3. Use uma mesa ou bancada e monte uma mise en place* com o arroz e o salmão. Pegue a folha de nori (alga) e corte ao meio.

4. Para montar o temaki, espalhe arroz em metade do nori, cuidando de deixar um pequeno triângulo na ponta superior sem arroz. Eu gosto MUITO de wasabi, por isso acrescento no meu temaki, direto, mas você pode colocar uma quantidade menor ou mesmo limar o wasabi do seu temaki, ok?  Depois, é só colocar o salmão na diagonal e começar a enrolar, formando um cone.

5. Para fechar o temaki é só usar um pouquinho de arroz na ponta.

Se você achou confuso, busque no Youtube um vídeo para te ajudar mas, acredite, não é complicado não :)
(aqui tem um vídeo bem didático)

Também dá para variar o recheio usando kani, pepino e manga cortadinhos em julienne (ou fatias fininhas) e, no lugar da salsinha, é só usar gergelim torrado. Também curto essa versão horrores.

Ah! E se você ficar ninja no temaki, que tal torná-lo o tema da próxima vez que for receber amigos em casa? Deixando todos os ingredientes prontinhos, convide seus amigos a montarem seus próprios temakis. Diga se não vai ser uma festa? ;)

* Mise en place (pronunciado “miz an plas”) é um termo francês que significa “colocada no lugar”. Consiste na etapa inicial para se preparar um prato, separando-se todos os utensílios e ingredientes necessários para executá-lo. Os ingredientes devem ser medidos, e, caso necessário, descascados, cortados, etc.
Fonte: Wikipédia

Crostini de polenta com cebola caramelizada e gorgonzola


(foto: Dani/Cinebistrot)

Oi leitorzinho fofo, tudo bem com você? Você também está correndo feito o coelho da Alice? Não?!!!! Ah, que inveja! =)

A vida aqui está uma correria, é verdade, mas eu também já aprendi que isso não pode ser desculpa para deixar de ver os amigos, de jogar conversa fora, tomar umas coisinhas e, claro, comer coisa gostosa (e de abandonar o blog também, Dona Fabiana! cof, cof, cof)… a gente pode até correr, só não pode é deixar a vida passar correndo (ó? tô filósofa hoje…rs).

Pois foi exatamente tudo que minha amiga Fabi fez semana passada em sua casa – chamou os queridos, deixou cada um levar sua especialidade, colocou a cerveja no gelo e proporcinou uma noite delícia em sua varanda (com uma das vistas mais bonitas que já vi em São Paulo!) – noite divertida, cheia de risadas e muita coisinha delícia pra beliscar (e espumante gelado pra bebericar!). Olha, atualmente esse é o meu tipo de programa favorito em São Paulo, viu?

Bom, daí que para combinar com uma noite que eu já sabia que seria muito bacana, decidi fazer uns canapés bem simples mas muito gostosinhos e que ó, foi sucesso. A ideia veio do livro Canapés e eu só adaptei para o que tinha disponível na minha cozinha. De modos que minha versão ficou assim…

Da polenta

Cada pessoa tem sua receita, né? E quem não tem, pode seguir aquelas que vem nos pacotes de preparado para polenta, que podem ser uma opção para quem quer começar a se aventurar no prato. Porque polenta, aquela de verdade… bem, essa requer braço, tempo, disposição e até uma certa técnica sim – há quem prefira acrescentar o fubá aos poucos, há quem dissolva o fubá na água antes… enfim.

Eu faço polenta no olhômetro e uso o que tiver disponível – fubá, flocos de milho para polenta instantânea, farinha italiana para polenta… não tenho muita regra. Aliás, não tenho regra nenhuma – às vezes acrescento queijo, azeite, ervas, manteiga…tudo depende do meu humor no dia e da minha despensa também.

Mas, pra facilitar a sua vida, vou reproduzir a receita do livro:

Coloque 850ml de água pra ferver em uma panela grande. Misture 175g de polenta instatânea e 1 colher (chá) de sal. Cozinhe por 5 a 10 minutos, mexendo sempre até engrossar. Adicoone 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado e uma pitada de pimenta do reino. Coloque a polenta em uma forma untada com óleo. deixe esfriar completamente, desenforme e fatie a polenta em 10 pedaços, cortando cada fatia na diagonal de modo a formar 2 triângulos. Pincele cada pedaço com azeite e grelhe-os por 3 minutos até que estema dourados e crocantes.

Essa é a receita do livro, mas eu gosto de acrescentar sempre 1 ou 2 colheres de manteiga já no finalzinho do cozimento da polenta. Acho que assim ela fica mais cremosa.

Das cebolas caramelizadas

Não tem segredo nenhum – um fio de azeite em uma panela aquecida onde se junta 2 cebolas roxas cortadas em fatias finas (meia lua). É só temperar com sal e pimenta do reino e cozinhar por uns 10 minutos, mexendo de vez em quando. O resultado é que a cebola vai se caramelizando com o próprio açucar que ela tem e vai ficando moreninha, cheirosa, uma delícia. Quando ela já estiver assim, é só juntar 2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico e cozinhar por mais uns 5 minutinhos.

Depois de pronta, é só usá-la fria por cima dos pedacinhos de polenta e finalizar com o gorgonzola esfareladinho.

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Fácil né? E o resultado é bem interessante – bocadinhos de polenta pra comer com a mão, o docinho meio azedo da cebola… recomendo, viu?

Ah! E guarde essa receitinha da cebola com carinho – ela também fica ótima na massa, na salada de batatas, no hamburguer… experimenta e me diz depois :)

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Fabi, cadê a receita daquele tomatinho confit d.i.v.i.n.o? :)