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Salada de bacalhau, lentilha, tomate e ervas

Uma das receitas da aula que prometi postar e que a leitora Dalva precisa para esse domingo, quando vai finalmente poder estar com a família e comemorar a Páscoa, ainda que atrasada. Aqui está a saladinha delícia e facílima de fazer. Se joga, Dalva! :)

Coloque 1 1/2 xícara de lentilha francesa ou comum numa panela com água até cobrir, junte 1 folha de louro e cozinhe em fogo baixo por uns 20 minutos, até que esteja macia, mas com os grãos ainda inteiros e firmes (o famoso al dente, minha gente). Escorra e reserve.

Regue o fundo de uma frigideira grande com azeite, aqueça e doure 1 cebola grande cortada em cubos miúdos. Junte 1 dente de alho bem picadinho, espere perfumar (sabe né? Quando o refogadinho de alho e cebola perfuma a sua cozinha, é porque está pronto) e acrescente 1 kg de lasquinhas de bacalhau já limpas e dessalgadas (por aproximadamente 12hs). Misture e deixe cozinhar uns 5 minutinhos, até que as lasquinhas estejam cozidas.

Acrescente a lentilha cozida, 24 tomatinhos maduros cortados ao meio, 1 xícara de ervas: salsinha, cebolinha, hortelã, manjericão e coentro picadinhas (faça a mistura de ervas conforme o teu gosto, mas garanto que hortelã e manjericão deixam a salada especial), 1/3 de xícara de vinagre de vinho tinto e, aos poucos, junte azeite extra virgem o bastante para deixar a salada bem úmida.

Acerte o sal e a pimenta a gosto, deixe esfriar e leve à geladeira por umas 2 horas. Na hora de servir, acerte o sal e a pimenta se necessário e regue com mais um fio de azeite. Aqui ela foi servida com folhas (rúcula, alface) mas você também pode acompanhar com o bom e velho arroz.

Deixo aqui a sugestão – a lentilha pode ser trocada por grão de bico, feijão branco, soja e até (e porque não) por feijão fradinho. A estrela é o bacalhau, e o grão você escolhe entre os seus preferidos.

Rende 8 porções.

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Dalva, me conta depois se a saladinha arrasou na tua “Páscoa pós-Páscoa”? =)

foto: Bacalhau da Noruega

Eu também sou :)

Perfeita a ilustração da Ila Flox, hein? Aliás, o site da moça vale uma visita, viu? Puro talento :)

Então… ‘bora todo mundo tirar a louça bacana do armário hoje e fazer um almoço ou jantar fofo, com mesa posta, florzinha (vale apanhar da árvore da vizinha!) e toda a fofurice que a gente afinal merece? E hoje o clima está super propício… casamento na realeza, pompa e circunstância, amor no ar…

Ai ai… acordei tão meiga hoje (às 6, pra assistir a cerimônia, lóóóóógico).

Fofurice extreme

Imãs de geladeira Le Creuset, presente ultra-mega-fofo da amiga ultra-mega-fofa que deu um pulo nos Istêitis e lembrou de mim :)

Ai, ai… podem dar na minha cara que eu estou mesmo insuportável. Culpa da Lena =)

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p.s: isso porque ainda não finalizei o post sobre a degustação indecente de ovos de páscoa (com chocolate belga, biensur) que rolou na casa da Lena (olha o post dela).
É, meu bem… d.e.g.u.s.t.a.ç.ã.o.d.e.o.v.o.s.d.e.p.á.s.c.o.a, praticamente uma orgia banhada a chocolate. Mas já aviso: vai ser post com alto nível de baba, porque ó… a coisa foi profissa :)

Almoço ao ar livre

Decoração da mesa do almoço Clube Sensações. Ótimas ideias pra gente se inspirar – ervas em copinhos; arranjos em pequenas tigelas; flores no regador; um vasinho com o que parece ser uma verdura (alguém sabe o nome?) e eu já imaginando que dá  pra viajar seguindo essa mesma linha… uma alface roxa ficaria linda em vasinho de alumínio com laços em fita xadrez, aquelas folhas lindas da beterraba em vasos de vidro, as de couve flor em pequenos arranjos…

Pronto! Já estou eu querendo fazer um almoço ao ar livre em casa para decorar uma mesa escândalo com hortaliças!

Afff… é só me dar um tantinho assim de corda e eu viajo forte, não é não? ;)

Medalhão de robalo com sementes e grãos acompanhado de batata chips

A convite da Pepsico, estive hoje em uma aula no Capim Santo com a chef Morena Leite e fiz o prato lindão da foto – além de lindo, delicioso e fácil :)

Passei rapidinho pra deixar a receita (*correria mode on*), que é supimpa e pode ser feita não só com robalo mas com atum, salmão, frango, cordeiro… tudo dá certo.
Se você quer uma variação no cardápio, taí um prato levíssimo e super diferente.

Depois eu conto mais sobre a aula e os truques que aprendi, mas por enquanto se joga na receita, viu? Eu adorei essa variação do peixe.

Ingredientes
200gr Robalo fresco (limpo)
2 col sopa Azeite extra virgem
2 dentes Alho
2 col sopa Cebola (picada)
1 col café Gengibre (picado)
1 col café Raiz de Capim Santo (picada)
¼ Limão Cravo, Siciliano e Tahiti (suco e raspas)
30g Creme de leite fresco
Pimenta dedo de moça, salsinha, manjericão e tomilho a gosto
Sal e pimenta do reino a gosto

Crosta
1 col sopa Gergelim Preto
1 col sopa Gergelim Branco
1 col sopa Linhaça
1 col sopa Semente de girassol
(pode-se usar também semente de abóbora, quinoa ou qualquer outra semente)

Pré-preparo:
– Peixe: cortar o robalo em cubos e temperar com azeite, sal, pimenta do reino, raspas de limão, gengibre, raiz de Capim Santo, pimenta dedo de moça e deixe marinar por 30 minutos.

Modo de preparo:
Bater o peixe no processador, juntar o alho e a cebola refogados. Temperar com sal e pimenta do reino e finalizar com creme de leite fresco e as ervas.
Moldar com a mão no formato de medalhão e empanar com as sementes misturadas.
Assar por 12 minutos a 180º.

Finalização:
Servir com batata chips (aqui a usada foi a Sensações Cebola e Shoyu), nirá (escaldado levemente em água com sal) e molho de shoyu com açucar mascavo (opcional, mas que dá um gostinho bacana).

Tempo de preparo: 40 minutos
Grau de dificuldade: fácil
Rendimento: 1 porção

Salada com “pipoca” de arroz selvagem

Segunda-feira = dia internacional da dieta.
Segunda-feira logo depois da Páscoa (leia-se ‘orgia do chocolate’) = desespero.

E lá vamos nós de novo para o já manjado “mergulho na salada”. E olha, mergulhar eu até mergulho, mas salada pra mim tem que ter graça, uma bossa qualquer, sabe como é?

Feita com uma porção de folhas variadas (alface, rúcula e agrião), ervas (manjericão fresco, herbes de provence e lavanda), tomate cereja, damasco e mussarela de búfala, minha saladinha ganhou a bossa que precisava (além da crocância que todo prato precisa) com a “pipoca” feita com arroz selvagem, uma gracinha gostosa que incrementa a salada e faz um certo charme – e charme é importante, pôxa! =)

Para fazer a “pipoca” de arroz selvagem você só precisa do arroz e de uma frigideira, sem óleo, azeite, nada. É o tempo do arroz esquentar e abrir, formando uma espécie de pipoquinha super crocante, que você usa na salada ou onde mais quiser. Não é bacana? ;)

E dá-lhe dieta!

Força na peruca, gente! :))))

Com os dias contados

Acordo prevê fim de sacola plástica em mercados de SP.

Acordo entre o governo de São Paulo e supermercados prevê o fim do uso de sacolas plásticas até o fim do ano no Estado. A campanha será oficializada em maio, na feira anual da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

A extinção das sacolas plásticas, que demoram mais de cem anos para se decompor no ambiente, foi acertada entre o governo paulista, as grandes redes supermercadistas -Pão de Açúcar/Extra, Carrefour e Walmart, que têm 35% do setor no Estado – e também as redes pequenas.

São Paulo deverá ser o primeiro Estado do país a banir as sacolas plásticas -já há iniciativas assim em grandes cidades do país.
A medida, entretanto, não tem força de lei e é fruto de um acordo do governo com os supermercados. Feiras e lojas, por exemplo, poderão continuar a dar sacolas plásticas aos clientes.

A partir da data da feira da Apas, os estabelecimentos terão seis meses para deixar de distribuir as sacolas.
Juntamente com as garrafas do tipo PET (usadas em refrigerantes), as sacolinhas são os maiores poluentes de rios e de mananciais no país.
As sacolas plásticas serão substituídas por embalagens ecológicas, confeccionadas com uma espécie de “plástico verde” biodegradável de amido de milho. O material se decompõe em até dois meses. “É um material comestível. Seu filho vai poder comer a sacola”, disse João Galassi, presidente da Apas, em tom de brincadeira.

ALTERNATIVAS

Cada sacolinha de milho custará R$ 0,19 -preço de custo- e será vendida nos caixas. A ideia é que a cobrança pelas embalagens diminua a sua utilização. Além da “sacola comestível”, os supermercados venderão sacolas retornáveis de pano com a grife de entidades assistenciais, a R$ 1,80.

“Vamos incentivar entidades assistenciais e ONGs a fazer suas sacolinhas retornáveis. Os supermercados também vão comprar essas sacolas para vender no caixa.” As caixas de papelão, nas quais o varejista recebe os produtos da indústria, também serão disponibilizadas aos clientes, prática que atualmente já acontece em alguns estabelecimentos.

Antes de levar o programa a todo o Estado, os supermercados testaram o programa em Jundiaí (58 km de SP). A substituição teve forte apoio popular e tirou de circulação 132 milhões de unidades em seis meses, o equivalente a 480 toneladas de plástico.

Estima-se que os brasileiros consumam 12 bilhões de sacolas por ano -média de 63 unidades por habitante.

A matéria acima é da Folha de São Paulo e foi com uma pontinha de esperança que a li hoje. Estamos mesmo pensando muito mais no meio ambiente e em nossa vida aqui na Terra, han? Fico feliz e orgulhosa de saber que estamos dando pequenos (e atrasados) passos, mas que parece haver mesmo uma luz no fim do túnel. Me alegra imensamente imaginar que as próximas gerações podem nem chegar a ter contato com sacolas plásticas e, mais ainda, me alegra saber que elas – as próximas gerações – farão muito mais ainda do que nós. Que bom!

Agora… a minha experiência em deixar de usar as sacolinhas plásticas me trouxe um pequeno problema: o que usar na lixeirinha de casa? O lixinho da pia, abastecido com as famigeradas sacolas plásticas, fica como? Ao usar caixas de papelão (a opção que mais uso atualmente) e as sacolas retornáveis, volto pra casa sem sacos para abrigar o lixo orgânico, a menos é claro que eu compre sacos de lixo (coisa que ainda faço, justamente para esse tipo de lixo).

Uma opção agora é pagar pela sacolinha de amido e reutilizá-la para o lixo, o que faria com que cada lixinho de casa passasse a custar ao menos 0,19. Pode ser muito, mas não para uma casa como a minha, que produz pouca quantidade de lixo orgânico (e uma imennnnnsa quantidade de lixo reciclável). É uma solução e, quem sabe, um caminho para todos os sacos de lixo.

Uma coisa é certa: estamos acertando o passo. De novo, que bom! :)

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Aqui, a sacolinha de amido de milho que eu comprei e já mostrei no blog.

Decorar e reciclar

Essa matéria da revista Casa e Comida tem a cara de tudo que eu acredito e que vivo insistindo por aqui – a ideia de receber com charme reutilizando objetos ou, melhor ainda, reciclando outros tantos.

Imagina se não é genial usar os fundos de garrafa pet para fazer pequenos bowls para receber os petiscos?  Usar tampas de geleias como porta-copos ou embalagens vazias de Danoninho para fazer uma luminária fofa e divertida?

Você vai receber a família ou amigos nesta Páscoa? Então já dá para tirar boas ideias – super recomendo a matéria toda.

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Em vez de louças de porcelana e taças de cristal, fundos de garrafa pet, potinhos de geleia e caixas de ovos dão o clima de um encontro descontraído entre amigos

Repórter de imagem Camile Comandini Fotos Rogério Voltan

Fotos Rogério Voltan

Faça amarrações de fitas e retalhos de tecidos em garrafas vazias e pendure-as longe das áreas de circulação

As mulheres vão se lembrar da infância e das brincadeiras com bonecas, os homens, talvez de uma aula de artes no colégio. O certo é que uma recepção organizada só com embalagens reaproveitadas vai gerar assunto para a festa toda, até o último convidado. Para que o encontro fique perfeito, faça uma busca nos armários e nas prateleiras da despensa e separe todos os vidros e tampas disponíveis. Vale consultar os amigos mais próximos para arrecadar mais recipientes.

Se você tem filhos, sobrinhos e afilhados, junte copinhos de iogurte para uma luminária de efeito. Só é preciso fazer furinhos no fundo e encaixar as minilâmpadas de um pisca-pisca. A instalação não passará despercebida no corrimão da sala. Mas dá para variar e instalá-la na porta de entrada, no lustre sobre a mesa da comilança ou até em alguma arvoreta na varanda. Em vez de vasos transparentes, os frascos de perfume darão o tom dos arranjos de mesa. Use flores simples, como cravínias, lisiantos e astromélias em cores que vão de acordo com o restante da decô.

O menu deve ser fácil, mas charmoso. A chef Renata Vanzetto, do restaurante Marakuthai, sugere opções simples e saborosas, que podem ser apreciadas sem frescuras. No lugar dos bowls, use fundos de garrafa pet para servir a soja com curry e uma saladinha de quinua. Essas embalagens servem tanto para porções individuais como coletivas, caso do palmito pupunha assado e do patê de coalhada seca. As caixas de ovos também entram na organização das entradas. Use-as para acomodar tomatinhos cereja, acompanhados de um pesto de manjericão com castanha-do-pará.

Como o clima da reunião é descontraído, dá para pendurar garrafas e ressaltar o tema da festa. Use-as ainda com refrescos. Os potinhos de geleia têm duplo uso: enquanto suas tampinhas xadrezes de vermelho e branco são usadas como porta-copos, seus recipientes transformam-se em copos, com canudinhos e novos rótulos, feitos de papel kraft, para escrever o nome do convidado. A amarração da fita é livre, assim como este encontro que promete ficar para a história.

Fotos Rogério Voltan

Os potes de geleia viram copos com uma pequena mudança no visual. Ganharam canudinhos e rótulos de papel kraft, arrematados com fitas. Para os convidados, sobra a deliciosa tarefa de escrever seus nomes e personalizar sua bebida.
Fotos Rogério Voltan

Na mesa principal, os fundos de garrafa pet comportam as sugestões da chef Renata Vanzetto, do restaurante Marakuthai: pupunha assado, patê de coalhada seca, saladinha de quinua e soja com curry. Os tomatinhos cereja foram acomodados em caixas de ovos e acompanham o pesto de manjericão com castanha-do-pará. Por fim, o ganache de chocolate com morangos orgânicos, disposto em potinhos de papinha de bebê, adoça o restinho da festa. Bandeja de melamina, da Coisas da Doris, R$ 75, toalha de mesa, R$ 224, e guardanapo, R$ 12, ambos da Roupa de Mesa

Fotos Rogério Voltan

O que restou do perfume foi só a embalagem? Ótimo!
Os frascos reunidos seguramente chamam mais atenção que vasos comuns com flores – na foto, cravínea branca e lisianto rosa. Estão sobre bandeja de
metal da Coisas da Doris, R$ 118

Fotos Rogério Voltan

A luminária, feita com pisca-pisca e potinhos de iogurte, realça o corrimão da escada

Fotos Rogério Voltan

As tampas das geleias agora são porta-copos. O suco de capim-santo com gengibre e limão foi parar na garrafa de vidro, da Coisas da Doris, R$ 36. Mas até mesmo os modelos de vinho comportam a bebida refrescante. Toalha da Roupa de Mesa, R$ 176
Fonte: Casa e Jardim (na matéria toda você encontra duas receitinhas, do pupunha e da ganache)

Bacalhau de cabo a rabo

Como eu já havia adiantado aqui, fui convidada pelo Conselho Norueguês da Pesca para uma aula sobre o pescado na cozinha da chef Heloisa Bacellar. Lá, além de degustar várias delícias preparadas com todos os tipos de bacalhau, ainda tivemos a chance de desvendar todos os mistérios desse peixe nobre.

Neste post, tentei reunir um pouco do muito que aprendi naquelas cinco horas de aula. Vem comigo?

Parede de suculentas

foto: Casa e Jardim

No meio de uma correria insana o humor pode ser salvo por uma amiga, que vê uma lindeza dessas e diz “Faby, é a tua cara isso!

Ai ai, ter amigos não é absolutamente delicioso? Gracias, Cris, por ver “minha cara” nesse projeto tão fofo, viu? Fiquei com uma vontade louca de copiar – eu sou doida por suculentas, você sabe :)

E essa parede de concreto que parece de madeira? Pfffff. Pirei.

O corredor, acessado da sala de jantar, chamava pouca atenção até a moradora ter a ideia de instalar os vasinhos com suculentas. As peças em forma de meia-lua quebramos 4m de altura do muro de concreto. Detalhe: o concreto foi seco em fôrmas de pínus, assim ganhou visual com veios, lembrando tábuas de madeira. O projeto de arquitetura para a casa no Jardim Paulista, em São Paulo, é do escritório Anca & Cláudio Di Segni. Os viburnos no canteiro fazem parte do paisagismo assinado por Paula Magaldi.
Fonte: Casa e Jardim

Tempo, onde tem pra vender?

foto: Creative

Queridos, a casa caiu fortemente por aqui! Nunca trabalhei tanto na vida como nos últimos dias! Socoooooorrrrrro! :)

Quero voltar aqui antes da Páscoa para o post do bacalhau, mas antes disso preciso descobrir a resposta do título do post :(

Vocês ainda me amam? Eu volto, prometo =)